Carta de amor ao Brasil

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Amar o Brasil, é entender o Brasil,
É ter a paciência de um pai com seu filho
É defende-lo num jogo ou gritar de saudade quando longe se está,
e achar engraçado esse lado Brasil de a tudo se ajeitar.

Amar o Brasil, é gostar da multidão, passear na Praça da Sé, ver um camelô,
e entender que todos tem que viver e sobreviver.
Ter amor ao Brasil, é ser generoso, é entender que o negro, o índio, e o branco um só se tornaram, e já desenharam um povo. Que chora em novela, que bebe cerveja, que quer ser doutor, e que gosta de Deus.

Amar o Brasil, é andar pela praia, tomar caipirinha, olhar para o mar, lembrar de Drummond, sentado ao seu lado num banco da praia, lá em Copacabana. Amar o Brasil é gostar do nordeste, é comer tapioca, sonhar com o mar, olhar para a mulata dos olhos de mel.

Amar o Brasil é entender as favelas, lutar pelos pobres, perdoar o passado, amar as florestas, sonhar com os pássaros, e no sábado; Ah! comer aquela feijoada com muita farinha. É entender o silêncio e o olhar de um mineiro, lembrar do Rio Grande, do Norte e do Sul. Amar o Brasil é cantar nosso Hino, com um japonês, um judeu, ou um árabe, ao lado de todos vivem aqui.

Amar o Brasil é não perder a esperança, de poder cada dia construir uma pátria, que seja mais justa, mais ética e armada, presente no solo de Norte ao Sul, na defesa das matas, dos sonhos, das lutas, abraçando com amor nosso filho gentil, esse amado País chamado Brasil.

poema de Fernando Rizzolo

Publicado em 7 de setembro, Aécio Neves 2010, amar o Brasil, amor ao Brasil, amor à Pátria, armas, Artigos de Fernando Rizzolo, últimas notícias, Blog do Rizzolo, Brasil, Carta de amor ao Brasil, comportamento, Congresso, cotidiano, Crise do Senado e Sarney, Crise no Senado, Dia da Independência, Direitos Humanos, economia, Estratégia Nacional de Defesa, exército, exemplos de patriotismo do povo brasileiro, Fernando Rizzolo, Fernando Rizzolo Universidade Paulista, frota de helicopteros militares do Brasil, General Augusto Heleno, general da reserva Jim Jones, general Douglas Fraser, general Heleno para presidente, General Heleno presidente, general Santos fala sobre general Heleno, geral, Grito dos Excluídos, Hino Nacional uma vez por semana, http://generalhelenopresidentedobrasil.blogspot.com/, http://movars.blogspot.com/, Independência do Brasil, nacionalismo, News, notícias, Política, Principal. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . 13 Comments »

Ahmadinejad E Chávez unem-se contra o ‘imperialismo’

TEERÃ – O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad e seu colega venezuelano, Hugo Chávez, fizeram críticas ao Ocidente neste sábado, prometendo aprofundar os laços entre os dois países e permanecerem juntos contra os Estados Unidos e as potências mundiais, que os dois chamam de imperialistas.

Chávez está numa viagem de 11 dias e já visitou a Líbia, Argélia, Síria e Irã. O líder venezuelano também vai visitar a Bielo-Rússia, a Rússia e a Espanha no que chamou de uma tentativa de construir um “mundo multipolar” e de conter as influência dos Estados Unidos.

Depois de chegar a Teerã na noite de sexta-feira, sua oitava visita ao país, Chávez disse que o Irã é “um aliado estratégico, um aliado leal” do seu país e defendeu o direito do Irã de ter um programa nuclear.

Ele elogiou o Irã por não aceitar as supostas tentativas das “forças do Ocidente” de desestabilizar o país após as eleições presidenciais de junho que deu a Ahmadinejad seu segundo mandato. Essas tentativas fracassaram, disse Chávez, e “o Irã ficou fortalecido”.

Ele se referiu aos protestos feitos por opositores da reeleição de Ahmadinejad, manifestações que Teerã afirma foram patrocinadas pelo Ocidente e que foram violentamente reprimidas.

Durante a reunião deste sábado entre Chávez e Ahmadinejad, a imprensa em língua inglesa do Irã informou que o presidente iraniano disse que os dois países têm “a importante missão de ajudar os países oprimidos e revolucionários e expandir o fronte anti-imperialismo no mundo”.

Chávez e Ahmadinejad estabeleceram relações que vão do sistema financeiro à produção industrial. Fábricas iranianas produzem carros, tratores e bicicletas na Venezuela e as relações entre os dois países preocupam Washington.

Falando à televisão estatal venezuelana pelo telefone, Chávez defendeu o “direito soberano” do Irã de ter um programa nuclear, que o Ocidente acredita que mascare a produção de armas nucleares. Teerã afirma que o objetivo do programa é produzir energia elétrica.

“Não há qualquer prova que qualquer pessoa possa mostrar que o Irã está construindo uma bomba atômica”, disse Chávez. “Estamos certos de que o Irã não fará chantagem”.

Chávez disse que tanto Teerã quanto Caracas estão “enfrentando o mesmo inimigo, que é o império norte-americano e seus lacaios. E nós vamos vencer o império e os lacaios”.

Ele também disse que o recém fundado banco iraniano-venezuelano, sediado em Caracas, teve seu primeiro aporte de capital de US$ 200 milhões e que os dois países discutem a exploração de petróleo e gás tanto na Venezuela quanto no Irã e que estão construindo, em conjunto, usinas de etanol.
agência estado

Rizzolo: Esse camarada Chavez é realmente um problema para a América Latina. O pior é que o presidente Lula e a petezada adoram render homenagens a este cidadão que é um verdadeiro ” trouble maker “. Ele ainda fala em imperialismo, grita contra os EUA mas vende sua produção de petróleo aos americanos. Lula ao se solidarizar com Chavez faz um papel feio, com um regime mal visto em todo mundo. Imaginem Ahmadinejad e Chávez, bela dupla. Haja base americana e quarta frota para dar conta desse retrocesso na América Latina. Muitos devem estar falando ” Ah! mas esse Rizzolo, foi amigo dos bolivarianos, pagaram uma viagem de graça para ele a um Congresso em Caracas há dois anos atrás e agora se volta contra Chavez ?” É isso aí, só não é dado aos mortos o direito de mudar de idéia e se arrepender ! Só sou fiel as minhas idéias. Agora engraçado, não me convidaram mais..

A Garota do leite pré-salgado – Coluna Carlos Brickmann

Coluna de quarta-feira, 2 de setembro

Esopo, o grande criador de fábulas, é o autor desta Menina do Leite, datada de uns seis séculos antes de Cristo. Conta a história de uma garota que ia à cidade vender o leite de sua vaquinha. Com o balde na cabeça (naquele tempo era assim), ela fazia as contas: “Vou vender o leite e comprar uma dúzia de ovos. Ponho os ovos pra chocar e fico com uma dúzia de pintinhos. Quando os pintinhos crescerem, vendo os galos e crio as frangas, que vão botar mais ovos. Mando chocar os ovos e terei mais galos e galinhas. Vendo tudo, compro porcas e cabritas. Se cada porca me der três leitõezinhos, vendo dois, fico com um e…” A menina tropeçou, caiu e o leite escorreu no chão. Nem ovos, nem galinhas, nem pintinhos, nem cabritas, nem as porcas. Nem leite.

Moral da história, segundo Esopo: “Não se deve contar com uma coisa antes de consegui-la”.

Esopo não deu o nome da Garota do Leite. Não, não devia ser Dilma: este não é um nome grego. Mas o Governo Federal está seguindo o roteiro: uns bons dez anos antes do início da produção em escala do petróleo do pré-sal, já fez a distribuição dos royalties, prometeu dar dinheiro do lucro para a educação, a saúde, a previdência, o desenvolvimento econômico, garantiu recursos para a infraestrutura. É melhor que o petróleo do pré-sal jorre sem incidentes, com abundância, num nível de preço que torne sua extração economicamente viável, ou a Garota do Leite pode se transformar em Garota do Óleo com um simples tropeção.

Quem sabe?

Extrair petróleo do pré-sal exige atravessar quilômetros de água do mar, furar a rocha, enfrentar o pré-sal (que, por motivos diversos, é pastoso, tende a recobrir o poço e corrói equipamentos) e, finalmente, encontrar o reservatório. É caro, muito caro. Quanto precisa custar o barril no mercado para que valha a pena extrair o petróleo do pré-sal? Mais do que o preço atual, com certeza.

Analisando os problemas

O presidente Lula, entretanto, tem sido lúcido na análise da possível receita do pré-sal. Disse, com propriedade, que riquezas desse porte podem fazer bem ou mal às nações. A Inglaterra (com o carvão) e os Estados Unidos (com o petróleo) se desenvolveram; Portugal (com o ouro do Brasil) e Espanha (com a prata do México e de outras colônias americanas) ficaram estagnados por séculos. Em tempos mais recentes, a Holanda deu nome à Doença Holandesa: com a exportação do petróleo, sua moeda se valorizou a tal ponto que ficou mais barato importar tudo, e a indústria holandesa se enfraqueceu notavelmente. Já a Noruega transformou seu petróleo em riqueza permanente, gerando qualidade de vida. O Governo brasileiro diz estar seguindo, no caso do pré-sal, o exemplo da Noruega.

Efeito Mercadante

Num jantar domingo à noite com os governadores José Serra, de São Paulo, Paulo Hartung, do Espírito Santo, e Sérgio Cabral, do Rio, o presidente Lula desistiu de pedir urgência ao Congresso na votação das normas para o petróleo do pré-sal. Na segunda de manhã, desistiu da desistência e pediu votação urgente. O senador Aloízio Mercadante, do PT paulista, que renunciou irrevogavelmente à liderança da bancada e depois revogou a irrevogabilidade da renúncia, foi acusado de ser trapalhão. Injustiça: Mercadante, na verdade, foi um pioneiro.

Brasil já vai à guerra

Falta menos de uma semana para que o Brasil feche um acordo bilionário de compra de armas francesas. O presidente Nicolas Sarkozy virá ao Brasil para o Dia da Independência, e aproveitará para completar a venda de 36 caças supersônicos Rafale, quatro submarinos classe Skorpene, com motor Diesel, e um casco de submarino nuclear, a ser equipado com o motor atômico que a Marinha brasileira desenvolve. O pacote inclui também, por exigência francesa, a contratação da Odebrecht para construir um estaleiro. O Brasil será um precursor: o primeiro país a comprar os Rafale da França. Até agora, por questão de preço, os Rafale não tinham sido exportados. O companheiro messiê virá sem Carla Bruni.

Intriga internacional

A decisão pelas armas francesas deve causar muitos protestos de outros fornecedores. Os alemães, por exemplo, alegam ter prioridade no fornecimento de submarinos à Marinha, por força de acordos anteriores; e garantem que seus preços são muito mais baixos. Os americanos acreditam que o supersônico F-18 Super Hornet é mais eficiente que o Rafale e, ao contrário do concorrente francês, com ação comprovada em combate. O supersônico Grippen, sueco, seria o mais barato de todos, em preço e manutenção. Mas a decisão brasileira já foi tomada.

Verde e viçoso

Preste atenção nos verdes: o PV, devagar, vai crescendo e se transformando numa legenda a ser levada em conta. Primeiro, lançou um candidato viável à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (que foi ao segundo turno e perdeu por pouco); agora, lança Marina Silva à Presidência. Marina não é para ganhar, mas tem tudo para dar maior visibilidade ao partido. Em outros países, especialmente a Alemanha, os verdes já cresceram o suficiente para influenciar políticas de Governo.

Carlos Brickmann é Jornalista, consultor de comunicação. Foi colunista, editor-chefe e editor responsável da Folha da Tarde; diretor de telejornalismo da Rede Bandeirantes (prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, em 78 e 79, pelo Jornal da Bandeirantes e pelo programa de entrevistas Encontro com a Imprensa); repórter especial, editor de Economia, editor de Internacional da Folha de S.Paulo; secretário de Redação e editor da Revista Visão; repórter especial, editor de Internacional, de Política e de Nacional do Jornal da Tarde.

FGV: população brasileira dá nota 6,5 ao Judiciário

SÃO PAULO – Na percepção da população brasileira, em uma escala de zero a dez, o sistema judiciário brasileiro merece nota 6,5. A conclusão é de um levantamento feito pela primeira vez pela Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que desenvolveu, com a participação do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, o índice de Confiança na Justiça (ICJ-Brasil). O levantamento ouviu 1.636 pessoas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Brasília e Porto Alegre, e será feito trimestralmente a partir de hoje.

O ICJ-Brasil é composto por dois subíndices: um de percepção, no qual a população avalia a qualidade do serviço público do Judiciário, e outro de comportamento, que procura identificar se a população recorre ao Judiciário para solucionar determinados conflitos. No subíndice de percepção, a avaliação da população, na escala de zero a dez, foi de nota cinco e no de comportamento, foi de nota 8. Segundo a coordenadora do índice, a professora de Direito da FGV Luciana Gross Cunha, isso mostra que, “embora as pessoas não confiem tanto na Justiça, ainda assim recorrem a ela para solucionar seus conflitos”.
agencia estado

Rizzolo: Com todos os problemas o provimento jurisdicional brasileiro ainda é bom. Fica patente que são muitos os problemas a enfrentar em relação à morosidade da Justiça, porém na solução das lides não há recurso melhor do que o Judiciário. A sociedade brasileira tem uma tradição na procura do Judiciário ao se socorrer em seus litígios, prova disso é a forma ainda refratária em se utilizar a medição e arbitragem no nosso país.

Pré-sal: Standard Bank vê real parelho com dólar em 10 anos

LONDRES – As descobertas do pré-sal têm o potencial de transformar a economia brasileira, caso a administração dos recursos provenientes da exploração seja bem feita, avalia o economista Michael Hugman, do Standard Bank, que analisa o País em Londres.

Para ele, o poder do petróleo brasileiro é tão grande que pode levar o real à paridade com o dólar e elevar o rating de crédito para a nota “A” num período de cerca de dez anos. “Há uma possibilidade real de grande mudança na economia”, afirmou à Agência Estado.

Hoje, o Brasil possui rating “BBB-” da Standard and Poor’s e Fitch, o primeiro nível do grau de investimento, e aguarda elevação para o mesmo patamar da Moody´s.

O desafio, avalia Hugman, é ter a estrutura fiscal correta, para não correr o risco de gastar demais e desperdiçar os recursos do petróleo. Além da legislação, ele acredita que é necessário um sistema de fiscalização eficiente. “Trabalhei na Nigéria e vi o que pode acontecer quando dá errado”, disse, referindo-se ao país africano com grandes reservas e sérios problemas sociais.

Nesta última segunda-feira, 31, o governo anunciou a criação de um Fundo Social para investimento em educação, combate à pobreza, tecnologia e meio ambiente.

O economista do Standard Bank também acredita que o Brasil terá de manter parte do dinheiro do pré-sal aplicada no exterior, para impedir uma apreciação excessiva da moeda e, consequentemente, a chamada “doença holandesa”, com desdobramentos negativos para a indústria nacional.
agencia estado

Rizzolo: O prognóstico do Standard Bank faz sentido. O grande problema no futuro com uma paridade monetária com o dólar será a capacidade nossa de exportar, principalmente os manufaturados. Portanto todo incentivo a uma maior competitividade nesse segmento é de suma importância, pois iremos comprometer a indústria nacional.

É candidato mas não é candidato – Coluna Carlos Brickmann

Coluna de quarta-feira, 26 de agosto

Surpreenda-se: apesar do título, esta coluna não tem nada a ver com o senador Aloízio Mercadante. O tema é outro: amanhã, o Supremo Tribunal Federal deve julgar o ex-ministro Antonio Palocci, um dos principais quadros do PT, acusado de mandar violar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Há muitas especulações sobre seu futuro, caso seja absolvido: desde a candidatura à Presidência da República, se Dilma não se firmar, até a candidatura ao Governo paulista.

Mas, mesmo que seja absolvido por unanimidade, a lógica política indica outros caminhos para Palocci. Na campanha presidencial, o assunto da violação do sigilo, ainda muito recente, continuará sendo trazido aos palanques; e outros processos pendentes, ainda dos tempos em que foi prefeito de Ribeirão Preto, SP (cargo que deixou no final de 2002), continuam a incomodá-lo. Na campanha paulista, ocorrerão os mesmos fatos; e em São Paulo, onde um petista jamais venceu uma disputa para o Governo, a eleição seria ainda mais difícil.

O caminho mais provável para Palocci, caso absolvido, é disputar um mandato legislativo: deputado federal (teria grande votação e ajudaria a eleger uma boa bancada) ou senador (mais difícil: para as duas vagas em disputa, há nomes como Guilherme Afif e Orestes Quércia, com apoio do Governo do Estado, e Aloízio Mercadante, pelo PT. E há o senador Romeu Tuma, do PTB, que talvez prefira desta vez disputar a Câmara, mas que ainda não disse nada).

Palocci só disputaria o Executivo em último caso. E não é o caso.

Emoção e nada mais

O filme Lula – o filho do Brasil, dirigido por Fábio Barreto, com base no livro de Denise Paraná, está pronto. Um grupo de petistas históricos aninhados no Governo Federal já assistiu a uma pré-estréia, em Brasília, promovida pelo pai do diretor, o produtor Luiz Carlos Barreto. Emocionaram-se, muitos choraram. Mas o filme ainda não vai ao ar: fica na gaveta para estrear daqui a mais de quatro meses, em 1º de janeiro de 2010. Por coincidência, um ano eleitoral.

As previsões do Pai FH

A versão governista do encontro entre Lina Vieira, a ex-secretária da Receita, e a ministra e candidata Dilma Rousseff envolve o marido de Lina. Expliquemos: entre 1999 e 2000, o marido de Lina foi ministro da Indústria e Comércio do Governo Fernando Henrique (que, na versão oficial, é chamado de “FHC” ou “o sociólogo”). Esta seria a motivação de Lina para torpedear Dilma.

Ou seja, há nove anos, Fernando Henrique previa que a esposa de Alexandre Firmino de Melo Filho e mãe do comediante Mução ocuparia, em algum momento, algum cargo importante no Governo Lula. Nomeou-o, então, para que sua esposa mais tarde retribuísse. Não é que deu certo? Dois anos depois, Lula se elegeu; passados nove anos, pôs Lina na Receita – ele não sabia, e a Abin não lhe contou, que o marido, oh! – tinha sido ministro de FHC. Ela, cumprindo o roteiro, retribuiu torpedeando Dilma. Que capacidade de previsão, a do sociólogo!

A vida imita a arte

Seria demais esperar que a tese petista da previsão do futuro por Fernando Henrique tivesse sido colhida em algum livro. Mas o livro existe: é o ótimo Fundação, de Isaac Asimov. Nele, um psico-historiador e líder político, Hari Seldon, prevendo a queda do Império Galáctico, cria a Fundação Enciclopédia para reunir o conhecimento humano. E, periodicamente, gravações suas (antigas, mas versando sobre aquele momento específico) eram estudadas. É uma novela publicada em série de 1942 a 1953, na revista Astounding Stories. A propósito, o ditador da Galáxia, o grande líder das massas, era conhecido como O Mulo.

Os inimigos dos animais

Atenção: tramita na Câmara o Projeto de Lei 4.598, de 1998, que muda a Lei de Crimes Ambientais, permitindo maus-tratos a animais “domésticos ou domesticados”. O objetivo é evitar prejuízos a rodeios e vaquejadas, onde touros e bois são maltratados. Mas vai legalizar a Farra do Boi, por exemplo. E as rinhas de briga de galos, de cães, de gatos. O projeto bárbaro, de autoria do alagoano José Thomaz Nonô, recebeu relatório favorável do paulista Régis de Oliveira.

Todos no Congresso

Duzentos de um lado, duzentos de outro: empresários e sindicalistas dividiram ontem as galerias da Câmara para debater a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas por semana. Estavam lá Paulinho da Força (que, como deputado, não costuma frequentar o Congresso às terças-feiras), Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria (que, como deputado, não costuma frequentar o Congresso às terças-feiras), presidentes de todas as federações das indústrias – menos uma, exatamente a maior: a Fiesp, de São Paulo, cujo presidente Paulo Skaf quer ser candidato a governador e não pode se indispor com ninguém. Os dois lados argumentam a mesma coisa: que defendem o aumento do número de empregos. Ainda não há data para votação.

Que é melhor?

O Japão tem longa semana de trabalho, a França reduziu a sua para 36 horas. A economia japonesa é maior (a população, idem). A França saiu antes da crise.

Carlos Brickmann é Jornalista, consultor de comunicação. Foi colunista, editor-chefe e editor responsável da Folha da Tarde; diretor de telejornalismo da Rede Bandeirantes (prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, em 78 e 79, pelo Jornal da Bandeirantes e pelo programa de entrevistas Encontro com a Imprensa); repórter especial, editor de Economia, editor de Internacional da Folha de S.Paulo; secretário de Redação e editor da Revista Visão; repórter especial, editor de Internacional, de Política e de Nacional do Jornal da Tarde.

Fator Previdenciário e Reajuste da Aposentadoria foram discutidos hoje (24/08) em Brasília

A reunião que tratou do reajuste aos aposentados que ganham acima da inflação e de outros temas relacionados à Previdência, realizada nesta segunda-feira na sede do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, apresentou avanços em relação ao último encontro. Uma nova rodada de negociações, acordada entre as centrais e o Governo, ocorre nesta terça-feira, 25 de agosto, às 18h. Relator do projeto substitutivo ao Fator Previdenciário, o deputado federal Pepe Vargas (PT/RS) participou do encontro e manifestou apoio à nova reivindicação dos representantes das centrais.

“Essa nova proposta leva em conta o período de aviso prévio e o período que o trabalhador recebe o seguro desemprego, como tempo de contribuição. Eu defendo esta proposta que traz benefícios aos trabalhadores em geral“, afirmou.

As centrais também solicitaram que as negociações definam o reajuste acima da inflação para 2010 e também para 2011. O Governo concordou em conceder reajuste linear, ou seja, o mesmo percentual para todas as faixas salariais acima do salário mínimo. As centrais e o Governo concordam que o Projeto de Lei 4434/08, de autoria do Senador Paulo Paim (PT/RS), que prevê a recuperação do número de salários mínimos recebidos na data da concessão da aposentadoria, continue em tramitação.

Além do deputado federal Pepe Vargas, participaram da reunião os ministros Luiz Dulci (Secretaria-Geral) e José Pimentel (Previdência), o líder do governo na Câmara deputado Henrique Fontana (PT-RS), representantes da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas – Cobap, da Central Única dos Trabalhadores( CUT), Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NSCT) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT).
rede notícia

Rizzolo: É como eu sempre afirmo, fala-se muito pouco em relação ao assunto fator previdenciário, e muito sobre possíveis mudanças que servirão para barganhar o fim do fator. É o ” seis por meia dúzia”, a barganha, e o esvaziamento da discussão do fim do fator em si. Essas centrais aí deveriam ser mais claras e de forma veemente não negociar nada que não fosse o determinado fim do fator previdenciário. Agora, sentar à mesa para discutir mudanças marginais de cunho negociativo, e apunhalar o principal que é o fim do fator, não concordo. A atitude tem que ser clara, cristalina, e sem rodeios: fim do fator e aos rodeios propositais se opor.

O problema é que hoje não confio nem nos parlamentares, quer da oposição ou do governo, tampouco nas Centrais que são agraciadas pelo governo, e estão aí fingindo “negociar” para no final fazer valer a continuidade do perverso do fator. Acredito sim na luta corpo a corpo que fazemos nós aqui, sozinhos, pois entre nós não nos enganamos, apenas assitimos indignados sermos golpeados por esta turma. A resposta virá nas próximas eleições. Sou patriota e luto sozinho ! Aguardem !

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Congresso em desencanto

Lembro dos anos 70 quando surgiu uma obra de caráter religioso denominada Universo em Desencanto, de um conteúdo filosófico interessante. Sem querer fazer uma analogia do Congresso Nacional com está doutrina – o que seria uma afronta à espiritualidade! – me ocorreu o título deste artigo, pelo impacto realista na caracterização da matéria e seus efeitos no universo.

Na verdade, os acontecimentos ocorridos no nosso universo político nos últimos meses, têm nos demonstrado a estirpe dos políticos que em função da democracia representativa, são eleitos para nos representar. É claro que na sua maioria, independentemente de partido, são políticos profissionais que fazem uso da máquina partidária e que pela estrutura e interesses próprios e dos partidos, não promovem espaço para novos nomes que nos serviriam de opção política. Esse defeito parlamentar faz do quadro político brasileiro uma mesmice de nomes, de atores contumazes, de atos de improbidade pública e que por terem a certeza de que serão os mesmos candidatos nas próximas eleições, deixam o povo e a sociedade sem alternativa.

Dessa forma, restam aos idealistas, os pequenos partidos; estes sem recursos, sem tempo na TV e com pouca permeabilidade política. Assim, com a alma inconformada, novos nomes abandonam a disputa eleitoral, deixando a terra ainda mais fértil aos que dominam o cenário político nacional. Vivemos hoje uma situação no país onde a oposição se mistura com a ética da base aliada e na aferição das posturas dos bons costumes observamos que pouca diferença há entre os representantes do povo; a saída para os impasses acusatórios de alguns, acaba sendo sempre um ” acordão”, pois na verdade todos que praticam os atos reprováveis têm “telhado de vidro” e assim envergonham o Congresso Nacional sob o olhar resignado do povo brasileiro.

Com efeito, sem uma mudança na estrutura partidária atual, aliada a uma real possibilidade de o eleitor conhecer novos nomes, oferecendo maior visibilidade na campanha daqueles que se socorrem dos pequemos partidos, se laçando como uma nova opção ética, honesta, patriótica, disposta a construir um novo paradigma de moralidade no Congresso Nacional, sempre estaremos reféns daquele enorme grupo de profissionais da política, onde os interesses da sociedade sempre são subjugados pela má-fé vergonhosa que impera no quadro político da nossa pobre democracia.

Portanto, nos resta de forma imperiosa, a mudança, sob pena de relembrarmos a frase de Simone de Beauvoir, filósofa francesa que afirmou “O mais escandaloso nos escândalos é que nos habituamos a eles”.” Reconstruir um alicerce moral e ético na política brasileira é tarefa da sociedade. Refazer um universo democrático que está enfraquecido é, enfim, ter a esperança de reconstruir um Congresso que se encontra em desencanto.

Fernando Rizzolo

Judeus da Uganda

fonte:bneichalutzim

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Renunciei, mas não fui eu – Coluna Carlos Brickmann

Como todos os Estados, São Paulo tem três senadores. Ao contrário da maioria dos Estados, São Paulo não tem nenhum senador.

Aloízio Mercadante mostrou que, comparadas com ele, Rita Cadillac e a Mulher-Melancia nada têm a exibir. Rugiu truculento para Lina Vieira, miou para o presidente Lula. E seu estridente protesto contra o voto pró-Sarney, a renúncia à liderança do PT, não resistiu a uma conversa com o presidente. Como na famosa camiseta de Lobão (o cantor, não o governista), ele fez, mas não foi ele.

E os outros? Eduardo Suplicy, fundador do PT, crítico feroz da falta de ética dos outros, desta vez não foi aos microfones do Senado nem para cantar Bob Dylan. Não atacou o Governo – e também não o defendeu (aliás, com certa razão: Suplicy não é Dilma, tem mestrado e doutorado de verdade, mas nunca foi chamado por Lula para ocupar qualquer cargo). Silenciou. Não se sabe se está ao lado de Renan Calheiros ou de Aloízio Mercadante, de Collor ou de Flávio Arns.

O terceiro senador, como uma pesquisa no Google pode revelar, é Romeu Tuma, o Xerife, ex-superintendente da Receita Federal – que, diante de um problema que envolveu a Receita Federal, silenciou. Mas Tuma, faça-se justiça, é fiel a seus princípios. Quando seu partido, o PFL, mudou de nome para Democratas, Tuma saiu e foi para o PTB. Um homem como ele, delegado que comandou o Dops na ditadura militar, não aceitaria jamais ser chamado de Democrata.

E qual dos três jamais apresentou um projeto de interesse do Estado?

Nova face

Na quinta, o senador Aloízio Mercadante dizia que a decisão de deixar a liderança do PT era “irrevogável”. Na sexta, revogou o irrevogável, porque o presidente Lula o considera “imprescindível”. Pode ser – mas Mercadante, por bom tempo o principal assessor econômico do candidato Lula, que desistiu de disputar um mandato para ser seu vice numa eleição perdida, jamais recebeu um convite irrevogável de Lula para dar sua imprescindível colaboração no Governo.

A escolha de Sofia

Parafraseando Winston Churchill, no caso do Conselho de Ética foi oferecida ao PT a opção entre perder a ética ou as eleições. Preferiram perder a ética, e podem ter desperdiçado boa parte das chances de não perder as eleições.

Alegria, alegria

Não leve a sério as notícias de que o governador paulista José Serra, do PSDB, estaria preocupado com a possibilidade de também perder votos para Marina Silva. Serra está feliz, feliz: Marina é um problema do PT. O PSDB não tem nada a perder. E, se houver algo a ganhar, é dele.

O novo nome

O presidente da Federação das Indústrias, Paulo Skaf, sonha com o Governo paulista. Acha que é a Terceira Via entre PT e PSDB, e que seu nome pode ser o fato novo nas eleições. Por enquanto, nome novo mesmo é o do publicitário contratado pela Fiesp para reformular a imagem da entidade (e, quem sabe, popularizar seu presidente): é José Eduardo Mendonça, segundo as informações oficiais. O novo nome é este; o nome antigo, mais conhecido, é Duda Mendonça.

Os velhos tempos

Dizia-se, há alguns anos, que o Milagre Alemão tinha sido obtido graças à escolaridade, à disciplina, a aptidão dos alemães para a indústria. O Milagre Japonês se devia à persistência, à capacidade de trabalho e de estudo árduo dos japoneses. Já o Milagre Brasileiro era milagre, mesmo.

Duda Mendonça já fez milagres com candidatos como Paulo Maluf, Fernando Collor, o presidente Lula. Desta vez, é convidado a fazer um milagre, mesmo.

Caros hermanos

A cada vez que o presidente Lula visita o compañero boliviano Evo Morales, é preciso sacar a carteira. Desta vez, el regalo começou com US$ 330 milhões, para que Evo Morales possa construir uma estrada. E, na mesma reunião, Morales pediu mais US$ 300 milhões pelo gás natural que vende ao Brasil, isso numa época em que os reservatórios estão cheios e o consumo de gás caiu. Na opinião do presidente boliviano, a Petrobras – cujas refinarias no país ele mandou ocupar militarmente, sem indenização – é também devedora da Bolívia.

Cuidado com a carteira

O Governo Federal está pensando em trazer de volta aquele velho aspirador do bolso dos cidadãos: o Imposto do Cheque, agora com o nome de CSS e a alíquota (no início) de 0,1%. E, como de hábito, para torná-la mais palatável, a arrecadação seria destinada “exclusivamente à saúde”. O filme é o de sempre; mas desta vez, no lugar do ministro Adib Jatene, o astro da campanha é o ministro José Gomes Temporão. Por sorte, as eleições vêm aí: os parlamentares, já com problemas de imagem, dificilmente aprovarão neste momento um novo imposto.

Boa notícia

Guarde este endereço: http://www.europeana.eu. Acaba de ser inaugurada a Biblioteca Multimídia Européia, com mais de dois milhões de obras e consulta gratuita, em todas as línguas da Europa – inclusive Português.

Carlos Brickmann é Jornalista, consultor de comunicação. Foi colunista, editor-chefe e editor responsável da Folha da Tarde; diretor de telejornalismo da Rede Bandeirantes (prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, em 78 e 79, pelo Jornal da Bandeirantes e pelo programa de entrevistas Encontro com a Imprensa); repórter especial, editor de Economia, editor de Internacional da Folha de S.Paulo; secretário de Redação e editor da Revista Visão; repórter especial, editor de Internacional, de Política e de Nacional do Jornal da Tarde.

Bodas de Diamantes

*Por Professor Jonathan Sacks – Rabino-Chefe da Inglaterra

Certo dia fui chamado a oficiar em dois funerais. As famílias envolvidas eram amigas nossas, mas moravam em partes diferentes de Londres e não se conheciam. Nos dois casos, a mulher tinha morrido após um casamento longo e feliz. Um casal tinha acabado de celebrar, e o outro estava para comemorar, as bodas de diamantes.

O mais impressionante foi que os dois maridos me disseram a mesma coisa, com palavras praticamente idênticas: “Eu a amava tanto quanto no dia em que nos apaixonamos.” Ouvir aquilo uma vez, após sessenta anos de casamento teria sido raro. Ouvir duas vezes no mesmo dia parecia mais que mera coincidência.

Os dois casais eram religiosos. Rezar e ir à sinagoga, celebrar Shabat e as Festas, doar tempo e dinheiro ao próximo, tudo isso fazia parte da vida deles. Sabiam que no Judaísmo o lar é tão sagrado quanto um templo. Fazer essas coisas, perguntei a mim mesmo, tem algo a ver com a força e persistência de seu amor?

Tendemos a pensar que as emoções, especialmente uma tão caprichosa quanto o amor, são simplesmente aquilo que sentimos. Não escolhemos nossos gostos e aversões, nossos temores e alegrias. Eles nos apanham de surpresa. Podem nos deixar indefesos em seu poder. As palavras “paixão” e “passivo” estão relacionadas. Concluímos, portanto, que não podemos evitar de sentir aquilo que sentimos.

Estudos recentes em psicoterapia sugerem o contrário. A terapia cognitiva é baseada na premissa de que aquilo que sentimos é influenciado por aquilo que pensamos, e podemos mudar nossa maneira de pensar. A psicologia positiva tem tido sucesso em transformar pessimistas em otimistas, reestruturando as percepções das pessoas. Martin Seligman, o pioneiro nesse campo, chama o pessimismo de “impotência aprendida”, e aquilo que pode ser aprendido pode ser desaprendido.

O mesmo ocorre com o amor. Alguém que acredita que o casamento é “apenas um pedaço de papel”, que o sexo vem sem compromissos, e que o prazer é a medida de todas as coisas, terá uma gama de emoções. Aqueles que acreditam que o casamento é um pacto sagrado, que o amor é inseparável da lealdade, e que fazemos sacrifícios por aquilo que amamos, terão um ao outro. Porque eles têm pensamentos diferentes, sentirão coisas diferentes.

Aquilo que pensamos é moldado pela nossa cultura, e culturas inteiras podem ser sensíveis a algumas coisas, mas surdas e cegas a outras. Nos deliciosos romances de Jane Austen, por exemplo, por quem você se apaixona depende, numa maneira que hoje achamos estranha, da renda anual daquela pessoa. No mundo da romancista, casamento e classe social eram quase inseparáveis. O amor não é apenas uma emoção. Tem uma história social e cultural.

Hillary Clinton aprecia o provérbio africano: “É preciso uma aldeia para criar um filho.” Às vezes é preciso uma cultura para sustentar um casamento. Os judeus são tradicionalmente famosos por terem casamentos sólidos porque grande parte do Judaísmo é focado no lar, e porque a semana e o ano judaicos separam espaço sagrado para tempo em família. Quando muitos judeus perdem estes rituais, as taxas de divórcio sobem até se tornarem semelhantes ao resto da população.

Em qualquer cultura, alguns casamentos dão certo, outros não. Alguns duram, outros se desfazem. As coisas são assim. O fracasso de um relacionamento não deveria nos induzir a sentir culpa. Tentamos, falhamos e seguimos em frente, esperando um mínimo de acrimônia e um máximo de respeito mútuo. Porém isso não significa que não há nada que possamos fazer para dar uma melhor chance ao amor.

Ver o amor como a força que move o universo, amar a D’us e saber que D’us nos ama, celebrar o amor em ritual e canção e saber que ele significa constância e lealdade, entender que o amor dá e perdoa, e ver no nascimento de um filho o amor que traz nova vida ao mundo: estes dão uma maior chance ao amor. E num mundo de prazeres fáceis, períodos de pouca atenção e relacionamentos frágeis, o amor precisa ter mais chance.

É isso que a fé faz. Santificando o amor, ela o protege das milhares de tentações às quais se vê exposto todos os dias. Naquele dia, quando ouvi dois velhos amigos em meio à dor falarem sobre um amor que não diminuiu com o tempo, pensei nas famosas palavras de Dylan Thomas: “Embora os amantes possam se perder, o amor não pode; e a morte não dominará”, e eu soube que amar a D’us nos ajuda a amarmos uns aos outros.

fonte: Beit Chabad

Tenha um sábado de muita paz !

Fernando Rizzolo

Para Lula, Mercadante cometeu grave erro político

BRASÍLIA – Em longa e dura conversa com o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), na noite de quinta-feira,20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou do petista apoio às decisões do partido e do governo, disse que não admitia ser pressionado e distribuiu broncas. Irritado com a atitude de Mercadante de anunciar pelo twitter – site de microblogs – que apresentaria ontem sua renúncia à liderança do PT, em caráter irrevogável, Lula afirmou que, além de fazer jogo individual, o senador estava cometendo grave erro político.

“Não pense que a militância do PT vai entender isso”, esbravejou ele, no Palácio da Alvorada. O presidente não escondeu de Mercadante que ficou furioso com o fato de o petista ter anunciado que conversaria com ele, jogando a solução do imbróglio em seu colo. Foi por isso que deixou “vazar” a informação de que não apenas não ligava para a renúncia como aprovava a escolha do senador João Pedro (PT-AM) para a vaga. Suplente do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, João Pedro é amigo de Lula e preside a CPI da Petrobras.

“Em política não existe a palavra irrevogável”, disse Lula a Mercadante. Apesar do tom amistoso da nota em que o presidente pede ao líder do PT para não abandonar a liderança do partido, os dois bateram boca em mais de uma ocasião durante a conversa de cinco horas, que entrou pela madrugada de sexta-feira.

Os termos da carta de Lula a Mercadante foram acertados naquela noite para dar argumento ao recuo do senador. O texto passou pelo crivo do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins. Antes de viajar para o Acre, na manhã de ontem, o presidente telefonou para o petista e o autorizou a ler a carta da tribuna do Senado. “Está tudo bem. Tivemos uma boa conversa”, afirmou ele, mais tarde, a auxiliares.

Na quinta à noite, porém, Lula disse a Mercadante que sua renúncia seria imperdoável. No seu diagnóstico, além de jogar combustível na crise que pôs em rota de colisão o governo, a bancada do PT e a direção do partido, o gesto daria munição aos adversários e seria interpretado como resultado da luta entre éticos e não-éticos do PT sobre o destino do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Diante do presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), que também participou da conversa, Lula afirmou que Mercadante não tinha o direito de levar mais desgaste para o partido. Disse, ainda, que um líder não podia jogar a toalha nem desistir de sua missão na primeira dificuldade.

“O presidente não fez um apelo. Fez, na verdade, um chamamento à relação de 30 anos que tem com Mercadante”, contou Berzoini.

O senador reagiu às cobranças de Lula e também foi duro nas críticas. Afirmou que o PT e o governo “erraram muito” ao recomendar o arquivamento de todas as denúncias contra Sarney. Garantiu, ainda, que não estava jogando para a plateia nem adotando posição dúbia, de olho na sua própria reeleição, em 2010, ao defender a abertura de investigações no Senado.

Mercadante argumentou que a maioria dos senadores sempre defendeu o afastamento de Sarney e que não leu a nota na qual Berzoini orientava os três integrantes do Conselho de Ética a salvar Sarney porque aquele enquadramento feria os seus princípios. “O senador é um homem de rompantes, mas todos nós sabemos que ele é um importante quadro político”, afirmou um ministro ao Estado.

Rizzolo: Observem que existe um desprezo por parte do PT com a opinião pública, pisoteiam a ética e pouco se importam se os atos do partido contrariam grande parte dos petistas que ainda sustentam os ideais da época de sua fundação. Com certeza os que estão se retirando- e não foi o caso da vergonhosa conduta de Mercadante – constituem idealistas, e ainda não perderam o verniz ético, de honestidade, e de compromisso com seu eleitorado e a sociedade em geral. Essa postura com certeza trará grande prejuízo a imagem do PT, e essa arrogância presidencial em função da popularidade, de mandar e desmandar naqueles que não digerem a podridão, logo enfrentará a nua realidade da inviabilidade eleitoral de Dilma, uma real utopia política, que só prospera na mente do presidente.

Saída de Marina Silva do PT repercute em jornais estrangeiros

A saída da senadora Marina Silva (AC) do PT repercutiu na imprensa estrangeira, que destacou a possibilidade da ex-ministra disputar as eleições presidenciais de 2010.

Os jornais norte-americanos “Washington Post” e “New York Times” salientaram que Marina é conhecida por “proteger a floresta Amazônica contra o desenvolvimento”, e que sua saída do PT é uma perda para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no momento em que ele tenta impulsionar o PT para as eleições de 2010.

Já o britânico “The Guardian” destacou que, após semanas de especulação, Marina decidiu deixar o partido afirmando que os políticos falharam em não dar atenção o suficiente para a causa ambiental.

Os apoiadores da ex-ministra, salientou a publicação, esperam que, ao concorrer à Presidência em 2010, Marina possa “colocar o ambiente de volta à agenda política do maior país da América do Sul”.

O também britânico “Financial Times” lembrou que a senadora provavelmente “dividirá os votos pró-governo naquela que deveria ser uma corrida entre os candidatos do governo e da oposição”.

Para o jornal, sua saída deve agravar a “crise crescente” que assola o governo e o PT. O Times citou o descontentamento dos senadores petistas Flávio Arns e Aloizio Mercadante, e afirmou que, ao apoiar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Lula “dividiu” o partido.
folha online

Rizzolo: A crise do PT já tomou corpo na visão dos analistas internacionais. E não é por menos, a partir do momento em que um partido de luta histórica cerra fileira na defesa da amoralidade no Congresso, a implosão é certa. Assim com certeza ficará no partido apenas aqueles que compactuam com a falta de ética. Os demais farão como Marina Silva, o senador Flávio Arns (PR), e outros que ainda virão.

Apoio a Sarney no Senado, a mando de Lula, abre racha no PT

Com idas e vindas desde o início da crise do Senado, a posição do PT na reunião do Conselho de Ética desta quarta-feira, 19, foi decisiva para o arquivamento de todos os processos contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e abriu uma crise na bancada do partido.

No mesmo dia em que a petista histórica Marina Silva anunciou sua saída do partido, senadores criticaram o líder da bancada, Aloizio Mercadante (SP), e o senador paranaense Flávio Arns disse que também avalia deixar o PT. Mercadante chegou a afirmar que só não deixará o partido nesta quarta para não agravar ainda mais a crise.

Contrário ao arquivamento de todas as ações, o líder da bancada chegou a colocar, na noite de terça-feira, 18, seu cargo à disposição do partido, caso tivesse que substituir os suplentes Ideli Salvatti (PT-SC) e Delcídio Amaral (PT-MS) pelos membros da tropa de choque do governo Romero Jucá (PMDB-RR) e Roberto Cavalcanti (PTB-PB).

Até antes do início da sessão do conselho, não estava claro se os dois senadores petistas, que concorrem a reeleição no ano que vem, votariam a favor ou contra o arquivamento. Delcídio e Ideli se inclinavam a votar por Sarney, mas temiam a má repercussão para as eleições do ano que vem.

Favorável a que os senadores do PT votassem conforme sua consciência, Mercadante foi contrariado pela direção nacional do partido. Na manhã desta quarta-feira, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, enviou uma nota aos senadores pedindo unidade no arquivamento das ações contra Sarney.

Mercadante – que deve concorrer a reeleição no ano que vem – negou-se a ler o texto na comissão, deixando o constrangimento para o senador João Pedro – cujo mandato vai até 2014 – e aos membros do conselho, que votaram conforme a orientação da bancada.

Críticas

Delcídio criticou a atitude do líder. “Um exército forte é feito de um líder forte. Nós nos sentimos desamparados hoje (quarta)”, disse o senador petista.

Após a sessão, Delcídio contou que o combinado era que a nota fosse lida por Mercadante, para anunciar “uma posição da bancada”. Em cima da hora, porém, Mercadante desistiu e pediu que o senador João Pedro (PT-AM) anunciasse a nota em seu lugar.

“Fiquei constrangido em votar pelo arquivamento das ações”, confessou o senador, “mas sou um homem de partido. Ser governo não é só ficar no bem-bom, tem que mastigar o osso”, afirmou o senador sul-mato-grossense .

Na avaliação do líder do PT, que não é integrante do conselho, arquivar as denúncias e representações contra o presidente do Senado não seria a melhor maneira de tentar solucionar a crise política no Senado. “Não li a carta porque seria hipocrisia”, justificou. “O preço político que o PT está pagando é muito grande. Essa não é a posição política melhor para a bancada, mas falou mais alto a posição partidária”, disse Mercadante.

Em meio as pressões, Mercadante disse que ficará na liderança do PT a pedido da maioria dos senadores da bancada. “Minha vontade era sair da liderança, mas não vou agravar a crise na bancada”, disse o senador, após reunião do partido que contou com sete dos 12 senadores petistas.

‘Tática da oposição’

Em sua nota, Berzoini classifica a abertura dos processos contra Sarney como uma tática da oposição.

“Oriento os senadores do PT que fazem parte do Conselho de Ética que votem pela manutenção do arquivamento das representações em relação aos senadores representados, como forma de repelir essa tática política da oposição, que deseja estabelecer um ambiente de conflito e confusão política, no momento em que os grandes temas do Brasil, como o marco regulatório do pré-sal e as estratégias para a superação da crise internacional são propostos pelo presidente Lula, como pauta para o necessário debate nacional”, afirma a nota.

Senadores da oposição, que dependiam do apoio do PT para conseguir votos suficientes para abrir investigação contra José Sarney, criticaram a orientação de Berzoini. Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) a nota “é deplorável” em todos os aspectos. “Tem um discurso que se desvirtua completamente da prática”, afirmou.

Ao final da reunião do Conselho de Ética, senadores contrários à permanência de Sarney criticaram a decisão do PT de votar pelo arquivamento das denúncias.

“É impressionante como o Senado cada vez mais consegue se afastar da vontade da opinião pública”, disse o senador Renato Casagrande (PSB-ES). “O apoio do PT ao presidente José Sarney mostrou que o presidente Lula colocou a sua digital no arquivamento”, avaliou José Agripino Maia (RN), líder do DEM.

PMDB e PT em 2010

O líder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB-AL), avaliou, em contrapartida, que a decisão da bancada petista em votar pelo arquivamento das denúncias contra Sarney “é uma prova de que o PT e o PMDB podem estar ainda mais próximos em 2010”. Questionado se a decisão de arquivar as denúncias resolveria a crise política no Senado, Calheiros respondeu: “O time não é meu, mas o Senado precisa dar uma resposta mais eficiente à sociedade, com votações importantes”.

Veja como votaram os senadores nos dois casos:

Pela abertura dos processos:

Demóstenes Torres (DEM-GO)

Eliseu Resende (DEM-MG)

Rosalba Ciarlini (DEM-RN)

Marisa Serrano (PSDB-MS)

Sérgio Guerra (PSDB-PE)

Jefferson Praia (PDT-AM)

Pelo arquivamento dos processos:

Wellington Salgado (PMDB-MG)

Almeida Lima (PMDB-SE)

Gilvan Borges (PMDB-AP)

João Pedro (PT-AM)

Ideli Salvatti (PT-SC)

Delcídio Amaral (PT-MS)

Inácio Arruda (PCdoB-CE)

Gim Argello (PTB-DF)

Romeu Tuma (PTB-SP)agência estado

Rizzolo: Tomem nota destes nomes. Se você é patriota e tem o mínimo de honra e ética, não vote nestes cidadãos que votaram pelo arquivamento dos processos. Mercadante apenas ameaça. Mas se fosse realmente um amante da democracia, da ética, do bom senso, sairia já do PT. Quem tem brio, e que não quer macular seu nome, não pode se deixar levar pelos espúrios interesses do PT em apoiar Sarney. Aliás as vezes penso que Sarney trabalha a favor da oposição, para que com sua permanência sem sentido, delate a falta de moral da base governista desqualificando-a, e contribuindo para o PT se impluda da forma que se tem demonstrado com debandadas de nomes com peso político. Lula com a sua megalomania em adotar Dilma, e apoiar Sarney está sim implodindo o PT e desmoralizando nomes do partido a troco de seu “projeto maluco” em fazer de Dilma, que nem vereadora um dia foi uma presidente da república, quem embarcar nessa pagará seu preço.

Publicado em "discurso bonito e cheio de verdades ", advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira, Apoio a Sarney abre racha no PT, banqueiro Joseph Safra e Sarney, Blog do Rizzolo, Brasil, censura ao Estado, Cezar Britto, comportamento, concessão de rádio a filho de Renan, Conselho de Ética já tem 11 pedidos, corrupção, cotidiano, CPI da Petrobras, Crise do Senado e Sarney, crise moral atinge o Senado, crise moral no Congresso, discurso de Sarney, Discurso de Sarney é 'muito verídico', economia, eleições 2010, favor a neta não se naga, fora Sarney twitter, geral, Lula 'quer distância' de Sarney, Lula defende Sarney, Lula fecha olhos para escândalos quando lhe convém, Lula volta a criticar o Senado, manifestantes anti - Sarney são libertados, News, OAB e as passagens aéreas, OAB Federal, OAB quer deputados devolvendo dinheiro, OAB/RJ contra Sarney, Política, Popularidade 'medíocre' de Dilma, Principal, qualquer um ajudaria uma neta, Sarney, Sarney anula o 663 atos secretos, Sarney anula os atos secretos, Sarney autoriza Ministério Público a investigar, Sarney denuncia da Veja, Sarney diz que audios forma fraudados, Sarney diz que fica, Sarney diz que fica cita biografia, Sarney e o equívoco do contador, Sarney eo Senado, Sarney não convence, Sarney o camaleão, Sarney oculta casa da Justiça Eleitoral, Sarney tinha conta no exterior. Tags: , , , , , . 1 Comment »

Em carta, Marina afirma que falta de visão a fez sair do PT

BRASÍLIA – Em carta encaminhada ao presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), a senadora Marina Silva anuncia sua desfiliação do partido e diz que, apesar dos avanços conquistados durante os seis anos em que foi ministra do Meio Ambiente do governo Lula, “faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas”.

Mais cedo, Marina Silva anunciou à imprensa que está em processo de negociação para se filiar ao PV, mas não quis falar no papel de possível candidata à Presidência da República. A Berzoini, a senadora explica que não deseja mais continuar sua luta ambiental dentro do partido, e sim procurar um grupo que assuma “inteira e claramente um novo padrão de desenvolvimento para o Brasil”.

“É o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte por quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País”, diz trecho da carta.

agência estado

Rizzolo: Na verdade essa argumentação ecológica, de procurar um partido onde as questões sócio ecológicas estão mais pontuadas do que internamente no PT, é uma grande balela. A grande reviravolta é que com essa manobra, Marina desestabiliza o PT e Dilma Rousseff, que já escorrega no limbo da falta de densidade eleitoral. Dilma é uma invenção de Lula, e que trará ao PT o caminho da derrota. A cada dia que se passa mais fica patente a inviabilidade eleitoral de Dilma, principalmente no Sul e Sudeste onde a transferência de votos é bem mais difícil. A saída de Marina vem ao encontro da oposição, e irá fragilizar o PT que se agarrará mais ainda no PMDB chancelando as amoralidades do Senado. Hoje não temos representantes dignos no Congresso; tanto na oposição quanto no governo corre a veia da corrupção, da improbidade, da falta de vergonha.

Uma questão de pernas curtas – Coluna Carlos Brickmann

Coluna de quarta-feira, 19 de agosto

Dilma negou três vezes. Por mais de três vezes Lina confirmou. A doutora Dilma é a dona das provas: dela depende mostrar – ou não – as imagens captadas pelas câmeras na garagem do Palácio, que confirmarão, ou não, que Lina esteve lá; dela depende a divulgação das agendas do Palácio, que mostrarão, nos dias em que Lina esteve lá (se esteve), os compromissos que cumpriu. Se Lina só apareceu no Palácio em datas em que tinha outros compromissos, estará mentindo. Mas Dilma, mestra na vida palaciana, sabe que, se em determinada data houve a presença de Lina sem outros compromissos confirmados, a visitada era ela.

Qual a importância de saber quem tem razão? Apenas saber se um candidato ao maior cargo da Nação é dado ao vício da mentira. Bill Clinton não esteve em risco por seu caso com Monica Lewinsky, mas por tê-lo negado e ser desmentido. Richard Nixon não caiu pela invasão do QG do partido adversário, no Edifício Watergate: caiu por negar sua responsabilidade e ser desmentido.

Dilma já escorregou algumas vezes. No caso VarigLog, negou ter conversado com Roberto Teixeira, o primeiro-compadre do presidente Lula, e acabou sendo forçada a desmentir-se. Precisou renegar seu próprio currículo, que a titulava de Mestra e Doutoranda (na verdade, não era mestra nem doutoranda), e garantiu que nunca o tinha lido. Negou ter mandado fazer um dossiê sobre a falecida primeira-dama Ruth Cardoso, e depois se desmentiu, mas mudando o nome do dossiê para “banco de dados”. Que nome será dado ao encontro com Lina Vieira?

Mudando de conversa

Um indício interessantíssimo ajuda a mostrar quem está falando a verdade e quem procura ocultá-la. Veja esta nota publicada ontem pelo Globo online:

Assessoria do Ministério da Fazenda nega o que disse – A assessoria de Imprensa do Ministério da Fazenda informou na segunda-feira ao jornal O Globo que a secretária-executiva da Casa Civil Erenice Guerra visitou várias vezes o prédio da pasta no final do ano passado. A informação foi repassada ao jornal pela integrante da assessoria Carmem Luiza Cunha. Hoje, a mesma assessoria de imprensa divulgou nota para negar o que foi informado no dia anterior ao jornal.

Leia a íntegra da nota:

“O Ministério da Fazenda informa que é inverídica a afirmação contida na matéria, publicada hoje no jornal O Globo, de que o ‘Ministério da Fazenda confirmou que a Secretária-Executiva da Casa Civil da Presidência da República, Erenice Guerra, esteve várias vezes no prédio em novembro e dezembro do ano passado’.”

A pesquisa…

A pesquisa DataFolha sobre eleições presidenciais pode ajudar determinados políticos a manter candidaturas, ou a rever suas posições; pode influenciar outros políticos na definição de seus rumos; pode sinalizar muita coisa aos doadores de campanha. Mas uma pesquisa a mais de um ano da eleição não tem qualquer importância para definir quem está ou não na frente. Faltam muitas definições, falta clima, sobra tempo. E se aparece uma nova Marina, mas com chances?

…e o que revela

Pesquisa é útil para quem analisa o jogo político. No caso, mostra mais uma vez que escândalos não mudam intenções de voto, nem índices de popularidade. A pesquisa indica, por exemplo, que a maior parte dos eleitores gostaria de ver Sarney fora da Presidência do Senado. Sarney está impopular. Mas o presidente Lula, que se expôs em sua defesa, continua onde estava: perdeu dois pontos de aprovação, o que é pouquíssimo, dentro da margem de erro, e não abala sua invejável posição política. Se uma das maiores campanhas dos últimos anos, como a que se move contra Sarney, não mexe no índice de seus apoiadores, fica claro que insistir em escândalos não é uma boa estratégia para a oposição. Escândalo ou destrói o alvo, e rápido – como o de 1954, que levou o presidente Vargas ao suicídio, ou o que depôs Collor – ou não serve sequer para abalar sua aprovação.

O caminho pedregoso

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ainda não perdeu as esperanças: quer porque quer candidatar-se ao Governo paulista. Houve época em que flertou com o PT, depois ficou ao lado do PSDB de seu amigo Alckmin, mas não foi acolhido por nenhum dos dois. Agora, diz O Globo, pensa no PMDB, onde entraria pelas mãos do deputado Michel Temer. Só que quem manda no PMDB paulista é o ex-governador Orestes Quércia. E Quércia deve apoiar o candidato do PSDB.

O canhão de Erenice

Erenice Guerra, primeiro-escudo da ministra Dilma Rousseff, perdeu a batalha para o Tribunal de Contas da União: deve ir para lá o ministro das Relações Institucionais, José Múcio. Erenice luta agora pelo Superior Tribunal Militar, na vaga do ministro Flávio Bierrenbach, que se aposenta por atingir 70 anos, o limite de idade. Erenice é advogada, petista há quase 30 anos (mais antiga no partido que Dilma), e tem tudo para entrar na área militar. A segurança do presidente da República, o escudo de Lula, está a cargo dos Dragões da Independência.

Carlos Brickmann é Jornalista, consultor de comunicação. Foi colunista, editor-chefe e editor responsável da Folha da Tarde; diretor de telejornalismo da Rede Bandeirantes (prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, em 78 e 79, pelo Jornal da Bandeirantes e pelo programa de entrevistas Encontro com a Imprensa); repórter especial, editor de Economia, editor de Internacional da Folha de S.Paulo; secretário de Redação e editor da Revista Visão; repórter especial, editor de Internacional, de Política e de Nacional do Jornal da Tarde.

Aécio volta a elogiar Marina e diz que candidatura dela atrapalha Lula

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta terça-feira (18) que a eventual candidatura da senadora Marina Silva (PT-AC) deve atrapalhar os planos do governo Lula na corrida presidencial, em 2010.

A senadora deixou o ministério do Meio Ambiente após se desentender com colegas da administração federal, entre eles, Dilma Roussef, ministra-chefe da Casa Civil, a escolhida de Lula para sucedê-lo. Marina foi convidada a se lançar à corrida presidencial pelo PV (Partido Verde).

“Do ponto de vista eleitoral, certamente a candidatura da ministra Marina deverá levar mais preocupações ao campo do governo, já que ela tem tido uma posição muito crítica em relação à condução da política ambiental por parte do governo. Quanto a mexer no tabuleiro, quanto a ter uma influência de desestabilização maior dessa ou aquela candidatura, só o tempo é que vai dizer”, disse.

Presente no mesmo em evento que a senadora, na Fundação Dom Cabral, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte, o governador tucano elogiou Marina Silva.

“Eu tenho uma amizade, um carinho enorme pela ministra Marina. Acho que ela é um dos símbolos da política do bem, da política correta, da preocupação ambiental. Acho que a eventual entrada da ministra Marina na disputa traz ao centro do debate a questão da sustentabilidade”, afirmou.

Recentemente, Aécio e o governador de São Paulo, José Serra, também do PSDB, elogiaram o Partido Verde e a senadora. Apesar da amizade declarada a ela, Aécio disse também gostaria o PV como aliado na eleição do ano que vem.

Aécio e Serra disputam a indicação tucana para concorrer ao cargo de Presidente da República, em 2010.

“Temos aqui em Minas, como vocês sabem, uma aliança muito sólida com o PV. O PSDB nacional gostaria de tê-lo como seu aliado, eventualmente já no primeiro turno, mas é absolutamente legítimo, nós temos que respeitar se o partido optar por apresentar uma candidatura”, avaliou.

O mineiro reiterou que continuará a viajar pelo país para difundir as prévias tucanas, que segundo a cúpula tucana, será instrumento utilizado para indicar o candidato do PSDB para concorrer ao pleito do ano que vem.
folha online

Rizzolo: Marina Silva é tipo da petista do bem. Como já afirmei em outros comentários, existem petistas do bem e do mal, mas especificamente a postura política de Marina Silva, seus ideais, sua história e trajetória política denota seriedade de suas propostas e acima de tudo um amor incondicional ao meio ambiente, encontra-se nela uma luta que não envolve “marketing”, mas sim propósitos, pontuações e honestidade. Para o PSDB seria uma grande oportunidade uma aliança com o PV; No tocante à Dilma, entendo que as chances dela são poucas, principalmente depois da intenção de Marina Silva se candidatar e das alegações de que mentiu quando diz não ter intercedido junto à Receita Federal. É isso aí.

OAB pede para Procuradoria investigar a farra das passagens aéreas na Câmara

O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediu para a Procuradoria Geral da República investigar e responsabilizar os envolvidos no esquema de venda de passagens aéreas da cota dos deputados. A iniciativa da entidade consta no manifesto aprovado nesta terça-feira em repúdio aos escândalos na Câmara e no Senado.

No documento, a OAB manifesta “repúdio e perplexidade diante da sucessão de escândalos que, nos últimos meses, envolvem as duas casas do Congresso Nacional, com destaque para o Senado e seu presidente, José Sarney [PMDB-AP]”.

“Os múltiplos atos de improbidade administrativa –nepotismo direto ou indireto, desvio e malversação de recursos públicos, tráfico de influência, gestão clandestina e outras ações de nítida inspiração delituosa– envolvem diversos parlamentares, de diversos partidos, e expõem ao desgaste extremo o Poder Legislativo, pilar do sistema representativo, pondo em risco a própria democracia”, diz o documento.

Com relação aos atos secretos do Senado, a OAB entende que não é suficiente apenas anulá-los, mas responsabilizar os agentes públicos envolvidos.

A Ordem também classificou como “intolerável e suspeita” a decisão do presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), de arquivar as 11 acusações contra Sarney e uma contra o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM).

Como presidente do conselho, o senador tem a prerrogativa de arquivar sumariamente as representações e denúncias se avaliar que não há motivos para as investigações. A decisão, no entanto, permite recurso.

“Exige que [os arquivamentos] sejam reconsideradas e que haja efetivo julgamento, com amplo direito de defesa e clara exposição dos fatos”, diz a OAB.

No início do mês, a OAB defendeu renúncia imediata dos senadores envolvidos em escândalos como solução “ideal” para acabar com a crise no Senado.

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Rizzolo: O repúdio e a perplexidade da OAB procedem. O povo brasileiro já não suporta mais ver tanta impunidade em tão pouco tempo. A OAB sempre foi o baluarte da ética e da democracia, e não foi à toa que na época do regime militar a OAB sempre se dignificou em sua luta contra a opressão. Agora a luta é outra, é contra a falta de ética, contra o desmando no Congresso, contra a má versação do Erário Público; um país que tem um presidente que chancela tudo isso de forma velada, merece a indignação de todas as instituições comprometidas como o Estado Democrático de Direito. É o mínimo não é ?

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