Campanha vai pegar fogo, prevê Alencar

BRASÍLIA – Em conversa informal com os jornalistas hoje, o presidente da República exercício, José Alencar, apontou como prematura a avaliação sobre o desempenho de uma eventual candidatura da ministra Dilma Rousseff. “Não acredito que a campanha vai ser morna, ela vai pegar fogo”, disse.

Para ele, ainda é cedo para formar uma chapa para disputar as eleições. Segundo o presidente, o defeito de Dilma “é ser brava”. “Mas nós precisamos de uma mulher brava. Ela pode ser brava mas tem duas qualidades na personalidade: é brasileira com “B” maiúsculo e é dedicada aos detalhes de tudo. Além disso, é muito séria”.

No entanto, ele acredita que o fato da petista ser “brava” não vai assustar o eleitorado. “O eleitorado vai encontrar nisso a qualidade para entregar o País. E ela tem o apoio do presidente Lula e todos sabem que é preciso dar continuidade às políticas do presidente Lula.”

Sobre uma possível falta de apoio do Congresso, Alencar afirmou: “Nessa fase ela não tem que se preocupar com o Congresso. Ela tem que se preocupar em ganhar a eleição e depois cuida da base de apoio Congresso”. Na opinião dele, Dilma é técnica mas também é política.

Saúde

Bastante tranquilo, Alencar demonstrou esperança de que agora sua doença vai estacionar. Contou que tem andado agasalhado porque não pode correr o risco de pegar resfriado.

Ele fez um relato de todo o período em que já vem enfrentando o câncer. Contou que já fez quinze cirurgias e disputou três eleições.

Comentou também sobre o câncer de Dilma. “Ela está curada. O câncer dela é diferente. Os médicos já disseram isso. Eu acredito que possa ficar curado”.
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Rizzolo: Na realidade ainda é cedo para previsões em relação à campanha eleitoral. Dilma ainda é uma incógnita, mas pode deslanchar, sua personalidade precisa ser trabalhada, ela não está pronta para que a massa, o povo, a veja como uma candidata viável. Lula também mudou no passado, se amoldou, e hoje é o que está. Em relaçaõ ao Alencar é um lutador, gosto dele, fiquei impressionado com aquela frase; ” Se Deus quiser me levar, nem precisa de câncer “. Achei bonito, na vida precisamos estar preparados para a morte todo dia, sem temor, apenas temendo a Deus nas nossas ações. É isso aí.

Dilma promete zerar déficit habitacional em 15 anos

SÃO PAULO – A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, prometeu hoje zerar o déficit habitacional no País – estimado em 8 milhões de moradias – em 15 anos. Durante discurso na cerimônia de posse da nova diretoria do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi), Dilma disse que o programa Minha Casa, Minha Vida é o modelo que levará o Brasil a atingir este objetivo.

Ela afirmou ainda que acha possível traçar uma meta ainda “mais ambiciosa” para resolver o problema do déficit habitacional. “Acho 15 anos uma meta factível, mas tenho certeza que este país vai crescer. Temos de ter uma meta mais ambiciosa.” Em tom de candidata, ela disse que o programa Minha Casa, Minha Vida marca o início do prometido “espetáculo do crescimento”. A impressão foi cunhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como uma promessa de crescimento para o Brasil.

Dilma fez questão de louvar os benefícios futuros do programa de governo. “No Brasil, havia uma esfinge para a qual a gente tinha de responder um enigma ou éramos devorados. Como resolver um déficit habitacional de 8 milhões de moradias?”, disse. “Era impossível recorrer apenas a soluções de mercado e o Minha Casa, Minha Vida foi um grande passo na solução desses problemas.”

Usando a famosa frase de Lula, a chefe da Casa Civil disse: “O Minha Casa, Minha Vida é a pré-estreia do que vai ser o ”espetáculo do crescimento”. É mais que uma promessa, é um compromisso.” Antevendo a disputa pela sucessão presidencial de 2010, Dilma disse que o Brasil precisa de continuidade e previsibilidade. “Não podemos trabalhar por soluços.”
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Rizzolo: O problema habitacional no Brasil é extremamente grave. Programas como Minha Casa, Minha Vida, são excelentes e devem ser prestigiados. È claro que existe uma série de problemas a vencer no que diz respeito à sua implementação, mas acredito que isso é apenas uma questão de ajustes. O grande salto na habitação são as moradias para a população de baixa renda, que na realidade constituem o grupo em que o programa é de maior complexidade. O governo que vier, seja ele do PT ou outro, deverá sim dar continuidade ao viés social, de inclusão. Não como dar as costas a inclusão social de todas as formas e em todos os segmentos da sociedade.

PSDB não ameaça programas sociais, diz Aécio

BELO HORIZONTE – O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou hoje que a manutenção e o aprofundamento dos programas sociais no Brasil são “uma necessidade que ultrapassa partidos”. Ao comentar a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de um projeto de lei para consolidar as políticas sociais de seu governo, Aécio, pré-candidato do PSDB à Presidência, assegurou que a legenda tucana não representa nenhuma ameaça de retrocesso da atual política social.

Na semana passada, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, disse que a ideia de aprovar no Congresso uma Consolidação das Leis Sociais, inspirada na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), tem por objetivo evitar um eventual retrocesso num futuro governo.

“Não podemos ser incoerentes com aquilo que nós iniciamos. Quem iniciou os programas sociais de transferência de renda e que garantiu a estabilidade, fundamental para que eles pudessem avançar, foi o PSDB”, disse o mineiro, sem perder a ironia. “Quem disse isso já avalia que o PSDB governará o País. É uma boa notícia”.

Em clima de cordialidade, Aécio e Patrus participaram em Belo Horizonte da abertura do 8º Festival Lixo e Cidadania, cujo tema deste ano é “A diversidade cultural em defesa do planeta”. O ministro, que representou o presidente Lula no evento, evitou falar de política.

Aécio, porém, não perdeu a oportunidade de garantir que os tucanos não pretendem desmontar os programas sociais. “Temos que avaliar é se essa lei – eu não conheço sua essência – é o instrumento mais adequado. É uma discussão que o Congresso vai ter que travar. Mas a manutenção e o aprofundamento dos programas sociais, obviamente, é uma necessidade que ultrapassa partidos. Qualquer governo vai ter que mantê-los”, destacou.

Ao propor uma Consolidação das Leis Sociais, o objetivo do governo federal é transformar em lei regras que valem atualmente para programas de grande visibilidade, como o Bolsa-Família e o ProUni.

“Podem ficar tranquilos que no campo social o governo do PSDB vai continuar a trazer avanços para o País”, reagiu mineiro, que voltou a cobrar crédito para os governos que antecederam o atual.

Candidatura

Questionado novamente sobre a possibilidade de uma chapa tucana entre ele e o colega paulista José Serra (PSDB), Aécio disse mais uma vez que é contra.

O governador voltou a dizer também que não tem obsessão pela candidatura ao Palácio do Planalto. “Meu nome está colocado hoje por setores do partido como uma possível candidatura à Presidência da República. Não tenho obsessão por essa candidatura. Acho que ela é possível, acho que ela poderia possibilitar a construção de uma nova convergência”.
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Rizzolo: Sinceramente não acredito que o PSDB se governo viesse a ser, desmontaria os programas sociais. Não há mais possibilidade em função da inclusão social necessária, pertinente, e que na realidade faz parte de um grande projeto de aumento do mercado interno. Os programas sociais impulsionam a economia, integram os excluídos e não há espaço político para uma aventura neoliberal ultrapassada. Acredito que Aécio e Serra, são políticos de boa intenção, desenvolvimentistas e jamais fariam uma maldade dessa com o povo brasileiro.

A Política e os Conceitos Religiosos

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Talvez Thomas Jefferson, o terceiro presidente americano, e principal autor da Declaração da Independência Americana, tenha sido um dos primeiros estadistas a reconhecer o valor e a positiva influência dos valores morais da religião na construção de uma sociedade saudável. Jefferson publicou: The life and morals of Jesus. Uma seleção de todos os ensinamentos e eventos essenciais da vida de Jesus expurgada de todas as menções sobrenaturais ou de qualquer modo ligados ao dogma religioso, (ser o rei, o filho de deus, exorcismos, milagres).

A própria concepção judaica de povo, conduzida por um líder, este imbuído de conceitos morais, já demonstrava que uma liderança só poderia ser exercida através de normas de conduta, regras de bons costumes, e um profundo sentimento de unidade. As religiões em geral, invariavelmente, trazem no bojo da sua essência, a noção do que é o correto na sua forma de agir, direcionando dessa forma a sociedade.

Contudo, num Estado laico como o nosso, a fragmentação ideológica – religiosa, dos conceitos morais, se perdem diante dos meios de comunicação como a televisão, o cinema, e outros, que afrontam tais preceitos, diluindo os conceitos morais apregoados pela força religiosa, desfazendo – os, ou tornando os ditames de cunho espiritual, algo ultrapassado, impraticável, ou fora de moda, a ponto destes valores serem apreciados apenas de forma caricata nas novelas, como a no ” Caminho das Índias”, da rede Globo, onde os lampejos morais eram pinçados de forma pitoresca, conceitualmente distanciados do dia-a-dia da maioria das pessoas.

Extrairmos as concepções morais, aplica-los e difundi-los numa sociedade na forma em que Thomas Jefferson o fez, como na chamada “Bíblia de Jefferson”, abstendo-se por completo do caráter religioso em si dos preceitos, é iniciativa cívica que falta no nosso Pais. Sem querer de forma alguma ultrapassar os limites da razoabilidade do que podemos chamar de puritanismo barato, a idéia independente, e de isenção religiosa na difusão dos bons costumes morais nas escolas, é sim de suma importância na construção e no alicerce moral dos nossos jovens de amanhã.

A história nos demonstra, que o ser humano desde a sua antiguidade, exercitou a absorção do que permeia os ensinamentos religiosos; o bem, a boa conduta, a urbanidade, a justiça, e isso constitui-se numa empreita dos educadores, dos governos, da sociedade em geral. Uma tarefa já foi desafiante, que já fora outrora empreitada pelo terceiro presidente dos Estados Unidos, autor da declaração da independência americana, da lei da liberdade religiosa da Virgínia e pai da Universidade da Virgínia por volta de 1800, e que hoje torna-se tão necessária quanto naquela época, que nem sequer televisão havia, e que no lugar da novela das oito, na mesa, no jantar, o que mais se discutia era o evangelho.

Fernando Rizzolo

Aécio reitera que vai ‘lutar até o fim’ por prévias

BELO HORIZONTE – Ao lançar o Programa de Fortalecimento e Revitalização das Associações Microrregionais, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, reiterou que irá “lutar pelas prévias até o fim”, para que o PSDB defina quem será o candidato à Presidência da República. “As prévias partidárias são hoje o melhor instrumento que o PSDB tem para definir qual será o seu candidato. Não sou dono do partido, mas continuarei a insistir que o partido realiza a partir de janeiro as prévias”, afirmou. O governador disse ainda que pretende manter suas viagens aos Estados do Norte e Nordeste e espera que em dezembro o partido anuncie a data de realização das prévias para escolha do candidato à Presidência.
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Rizzolo: Concordo com Aécio, as prévias são realmente válidas. Ademais, já não há mais a sensação de embate político entre Serra e Aécio e isso, para a desgraça do PT surgiu numa hora errada. Dilma Rousseff ainda não decolou, muito embora ainda é cedo para previsões. A grande preocupação não é saber propriamente quem será o próximo presidente, mas sim se este continuará com uma política desenvolvimentista como a que se desenhando nos últimos anos. Vamos ver.

Aécio e Serra selam aliança, afinam discurso e criticam Lula

SÃO PAULO – Entre caipirinhas de cachaça mineira e pães de queijo, os dois principais pré-candidatos do PSDB sacramentaram nesta segunda-feira, 14, em São Paulo, a promessa de estarem juntos nas eleições de 2010, independentemente de quem for o cabeça de chapa. Demonstrando afinação, os dois criticaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, jurou que fará campanha para o governador de São Paulo, José Serra, caso o paulista seja escolhido pelo partido para concorrer à Presidência. Serra comprometeu-se a fazer o mesmo pelo mineiro.

A promessa foi feita durante a cerimônia de inauguração do Espaço Minas Gerais, centro de negócios do governo mineiro na capital paulista, na tarde desta segunda-feira. O espaço está estrategicamente localizado na esquina da Rua Minas Gerais com a Avenida Paulista.

“Se a decisão do PSDB for em torno do governador José Serra, eu serei o primeiro a levantar a mão e me colocar à disposição para com ele percorrer o Brasil”, disse Aécio, ao que Serra respondeu de pronto: “Se for o Aécio, eu serei o primeiro a lhe levantar as mãos e estar nas ruas fazendo sua campanha, porque isso será muito bom para o Brasil.”

Os governadores se esforçaram em mostrar sintonia no discurso de crítica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Serra voltou a atacar a “volúpia centralizadora federal”, em referência ao apetite da União na arrecadação de impostos. Aécio tomou o termo emprestado e acusou a “volúpia arrecadatória” do presidente Lula. O líder tucano e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que participou do evento, fez coro aos dois: “Hoje parece que o Brasil depende de um homem só. Não dá. Tem de ser uma coisa mais democrática.”

Defensor contumaz das prévias para a escolha do candidato tucano a presidente, Aécio as classificou apenas como “um instrumento importante de mobilização partidária”. Para Serra, as prévias são “um instrumento, como há outros também”.

Observado de perto por FHC, Aécio foi comedido ao falar da possibilidade de uma chapa puro-sangue. “Temos um quadro partidário extremamente plural no Brasil. É natural que as alianças entre partidos se reflitam na composição de chapa”, disse. “O governador Serra e eu estaremos juntos em 2010. Em que posição, o tempo vai dizer.”

Apesar do clima de cordialidade, os dois governadores esquivaram-se de responder se aceitariam concorrer como vice um do outro. “Essa questão não está posta”, frisou Serra. FHC aplaudiu a moderação: “Não é o momento ainda de saber quem vai ser vice ou se vai ter prévia. O importante é que o partido está unido.”
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Café com leite

Debaixo de um grande toldo transparente para abrigar da chuva um público de 400 convidados, Aécio fez questão de negar qualquer caráter eleitoral na cerimônia: “Aqui não é um comitê de campanha.” Em seguida completou, em tom de mistério: “Só se for para que o Brasil possa melhorar muito a partir do ano que vem.”

Serra relembrou as ligações históricas entre os dois Estados. “Minas Gerais e São Paulo nunca deixaram de estar juntos, estão juntos e vão estar juntos.”

Aécio e Serra dividiram palco com líderes tucanos e com representantes de partidos que devem formar a base aliada do PSDB nas próximas eleições, como o ex-governador Orestes Quércia, presidente do PMDB paulista, e o prefeito da Capital, Gilberto Kassab, do DEM, afilhado político de Serra.

Habitué do mundo das celebridades, Aécio Neves levou ao evento ídolos do esporte, como o jogador do Corinthians, Ronaldo, e o técnico da seleção brasileira de vôlei, Bernardinho. Tucano de carteirinha, o humorista Tom Cavalcanti também marcou presença.

Enquanto esperava a chegada de Serra, que atrasou 30 minutos, Aécio assistiu ao lado do ex-governador e secretário de Desenvolvimento paulista, Geraldo Alckmin, e de FHC a apresentação de um grupo de dança e percussão. Na calçada em frente ao casarão, artesãs desenharam com areia colorida, lado a lado, as bandeiras de São Paulo e de Minas Gerais. Para encerrar a festa, foi servido caipirinha de cachaça mineira, espumante e pão de queijo.
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Rizzolo: O PSDB parece afinado. Isso é bom, do ponto de vista democrático. Agora esta observação do FHC de que hoje parece que todos nós dependemos de um só homem, expressa a pura realidade. E isso com certeza não é nada bom para a nossa democracia. A política café com leite sempre foi baseada em entendimentos, e Serra com Aécio unidos se complementam, dando ao PSDB maior densidade eleitoral. Muito boa essa possível aliança.

Se me candidatar, será para chegar ao 2º turno, diz Marina Silva

SÃO PAULO – A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ainda não confirma sua possível candidatura à presidência nas eleições de 2010, mas, em entrevista concedida ao jornal espanhol El País, ela afirmou que, se disputar, pretende ir pelo menos para o segundo turno.

Questionada com relação a quem daria seus votos no segundo turno – se ao candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou à oposição -, Marina respondeu: “Não posso falar como candidata, mas acredito que o debate deve ser sobre ideias e que deve prevalecer a ética. Eu jamais mentiria sobre a honra de alguém para vencer uma eleição. De um ponto de vista político, creio que, se eu me candidatar, será com a aspiração de chegar ao segundo turno”, respondeu.

Na entrevista, disponível na página do El País na internet, Marina Silva defendeu a preservação dos ganhos conquistados nos últimos 16 anos pelo Brasil, desde “o equilíbrio fiscal e a estabilização da moeda à grande inovação introduzida por Lula, que foi a distribuição de renda”.

Sobre sua especialidade, a questão ambiental, Marina declarou que “a Amazônia não é um santuário inviolável” e o objetivo deveria ser aliar preservação do ambiente e desenvolvimento econômico.

“O problema de assumir a economia sustentável como estratégia é algo complicado e não existe até hoje em lugar nenhum do mundo. Nenhum partido assume completamente (essa bandeira). O que eu e o Partido Verde estamos fazendo é inovador e não podemos satanizar os outros por não o terem feito ainda”, observou. Ainda assim, defendeu Marina, “é possível para o Brasil dar esse passo”.
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Rizzolo: Na verdade este discurso ecológico que é louvável, traz no seu bojo outra intenção do PV, que é fracionar ou minar a candidatura de Dilma Rousseff, e este sim foi a grande perda do PT por enquanto. Marina Silva, com certeza irá canalizar muitos votos de petistas descontentes para si. Os projetos de sustentabilidade, ecológicos, de preservação valem para que eleitores desiludidos com as más posturas petistas se voltem para algo mais subjetivo, até porque a desilusão foi tanta que só se voltando para as coisas da natureza, não é?

Aécio vem a SP inaugurar ‘consulado’ mineiro

SÃO PAULO – A economia, culinária e cultura de Minas Gerais desembarcam na próxima segunda-feira em São Paulo a reboque do governador mineiro, Aécio Neves (PSDB). O virtual candidato tucano à sucessão presidencial de 2010 vem à capital paulista inaugurar na esquina da Rua Minas Gerais com a Avenida Paulista o Espaço Minas Gerais.

Iniciativa do governo mineiro, o casarão vai funcionar como um centro avançado de negócios de Minas Gerais com empresários do Brasil e do mundo, uma vitrine para novos negócios. Concorrente de Aécio na disputa pela vaga tucana nas eleições do ano que vem, o governador paulista, José Serra, deve participar do lançamento da casa.

O Espaço Minas Gerais já abre com uma extensa programação, até janeiro de 2010. Em setembro, o casarão vai abrigar um evento de moda, antecipando tendências da Semana de Moda de Belo Horizonte, que acontece em novembro. Outubro será o mês da gastronomia, com a exposição e degustação de quitutes e bebidas produzidos em Minas. Em novembro, será a vez de trazer o artesanato da região para São Paulo e, em dezembro e janeiro, de mostrar as atrações turísticas mineiras.
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Rizzolo: Minas Gerais sempre foi um Estado politicamente de vanguarda. Os exemplos são muitos na história do Brasil, ter a oportunidade aqui em São Paulo de se ter um Espaço Minas Gerais, é fantástico. Minas possui coisas que nos remetem à uma visão sabia na maneira de viver, haja vista mencionados nos poemas de Drummond. Tenho pessoalmente um carinho muito grande por Minas Gerais, não é à toa que a minha primeira viagem na infância, aos 5 anos com meu avô, foi à Poços de Calda, tenho a foto até hoje. A forma de se fazer política em Minas é completamente diferente dos outros Estados, em Minas se conversa, se mobiliza, ao cheiro de cafe no bule. Parabéns ao governador Aécio Neves peça inciativa. Espero ser convidado ao evento.

Aposentado quer apoio da Câmara para fim do fator previdenciário

O aposentado não faz greve e só muito recentemente começou a se organizar, mas vota. Estes foram os argumentos usados por todos os oradores que participaram, na tarde desta terça-feira (8), de audiência pública na Câmara, para rejeitar o acordo proposto pelo governo federal para o reajuste das aposentadorias de quem ganha acima do salário mínimo. Todos se mostraram também favoráveis ao fim do fator previdenciário.

O senador Paulo Paim (PT-RS), autor das propostas já aprovadas no Senado, participou da audiência e lembrou da luta do PT contra o fator previdenciário, quando era oposição ao governo FHC, autor da medida. “Sou do partido do Presidente Lula e acho que ele não deveria terminar o governo sem acabar com o fator previdenciário”, afirmou, arrancando aplausos da platéia.

No Senado, tido como Casa de perfil mais conservador, a medida foi aprovada e está na Câmara para votação. Os deputados que participaram da audiência demonstraram apoio à luta dos aposentados, mas admitiram que a luta é difícil.

Para a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), a Casa está com um enorme desafio. Ela, a exemplo dos outros oradores, disse que as centrais sindicais não devem aceitar nada menos do que o fim do fator previdenciário. E defendeu a construção com todo o conjunto de forças políticas de um acordo pelo fim do fator previdenciário e uma política de reajuste real dos aposentados.

O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), autor do requerimento da audiência pública, criticou a CUT e a Força Sindical, que assinaram o acordo com o governo abrindo mão de todos os projetos em tramitação no Congresso em troca de um reajuste para os benefícios acima de uma salário mínimo do índice da inflação mais metade do PIB (Produto Interno Bruto) e a substituição do fator previdenciário pelo fator 85/95.

Porque trocar?

Para o presidente da Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB), Wagner Gomes, não existe motivo para troca. E pergunta, manifestando indignação: “Porque trocar essa proposta – reajuste igual ao do salário mínimo e fim do fator previdenciário – pela miserável da outra que não presta?” Ele mesmo responde: “A proposta do Paim é a melhor, não quebra a previdência e é a mais justa para os trabalhadores. Vamos lutar pela aprovação dela.”

O déficit da Previdência, argumento usado pelos que se contrapõem ao fim do fator previdenciário, foi afastado pelos oradores. Esse foi outro consenso entre eles. Floriano Martins, da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), que tem municiado com números os aposentados na luta pelo fim do fator previdenciário, disse que, falando pela milionésima vez, não há déficit na Seguridade Social. No ano passado, foram 52 bilhões de reais de superávit.

“Não são os aposentados com esse reajuste pleiteado que vão quebrar a Previdência Social”, afirmou, destacando que dos oito milhões de aposentados que vão receber esse reajuste, 6,6 milhões recebem até quatro salários mínimos. “Portanto, o reajuste da inflação mais o PIB cheio, que é o reajuste dado ao salário mínimo, representa um aumento de 50 reais por mês nos valores, o que não altera muito as contas do governo, mas representa muito para as famílias que recebem.”

Caras-enrugadas

Outro consenso entre os oradores foi o de que a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Coap) é a entidade representativa da categoria para fechar acordos. A entidade abandonou as negociações, junto com a CTB e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), por considerar lesivo aos aposentados. O presidente da entidade, Varley Martins Gonçalves, no alto dos seus 80 anos, se mostrou disposto a ir para as ruas defender as matérias de interesse da categoria.

“Vamos substituir os caras-pintadas pelos caras enrugadas. Estamos sendo lesados porque pagamos e não recebemos. O que querem? É acabar com a gente?”, indagou, pedindo aos deputados que sempre defenderam os aposentados, que mantenha essa defesa. “Aprovem que a gente luta contra o veto”, concluiu.

José Calixto Ramos, da NCST, lembrou que o assunto já foi discutido exaustivamente e, mais uma vez, lembrou que a Constituição, a lei máxima do País, estabelece a irredutibilidade do valor dos benefícios. “Basta esse artigo para que não acatemos esse acordo que está sendo sugerido”, afirmou, criticando mais uma vez o acordo feito entre governo e centrais sindicais sem combinar com o Legislativo, que é quem vai definir. “O acordo deve ser feito aqui”, destacou.

Ele, a exemplo de Wagner Gomes, citou algumas categorias profissionais como comerciários e motoristas que terão enorme dificuldade de atingir o fator 85/95 proposto pelo governo. Gomes disse que o trabalhador paga em média 23 anos de Previdência Social por causa do desemprego e da informalidade. Pela proposta do governo, em que a soma de contribuição com a idade deve somar 95 para os homens e 85 para as mulheres, o trabalhador se aposentaria já próximo da morte.

Auditórios cheios

Os aposentados chegaram com meia hora de antecedência e lotaram a sala de audiência. Muitos foram impedidos de entrar para não superlotar a sala. Eles foram acomodados em outros dois auditórios vizinhos e acompanharam a audiência pela televisão transmitida pela TV Câmara.

Na sala da audiência, foram estendidas faixas e cartazes e distribuído material contrário à proposta do governo, o mesmo que foi entregue à população durante as festas de comemoração do Dia 7 de Setembro.

Os aposentados do Distrito Federal, presentes à audiência, afirmam que continuam apoiando os projetos de lei aprovados no Senado e que estão em tramitação na Câmara, que estende o reajuste do salário mínimo a todas as aposentadorias e acaba com o fator previdenciário. “A integridade e a defesa desses projetos significam fazer justiça aos aposentados”, diz o texto.

Os representantes de Minas Gerais, que também participaram da audiência, destacam que a proposta do governo não garante a recuperação do poder aquisitivo dos segurados que ganham acima de um salário mínimo de acordo com a Constituição.

O senador Paulo Paim, que percorreu os outros auditórios para cumprimentar os aposentados, chamou os oradores e público para participarem de outra audiência que pretende realizar no Senado, nesta quinta-feira (10), para discutir “A previdência, o pré-sal e o novo momento do Brasil.” Segundo o parlamentar, ninguém discute novos recursos para Previdência Social porque sabe que ela é superavitária, sugerindo colocar dinheiro do pré-sal na Previdência para resolver a questão do reajuste dos aposentados.

portal vermelho

Rizzolo: Concordo que a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Coap) é a entidade representativa da categoria para fechar acordos. Se nós analisarmos essa luta nossa para o fim do fator previdenciário, podemos inferir que muitos daqueles que sempre falaram em defender os pobres, os idosos, os necessitados, estavam sim apunhalando o aposentado. Ora, como manter um discurso de inclusão social e distribuição de renda apoiando medidas que visam trocar ” seis por meia -dúzia” ? Não sabem estes sindicalistas oportunistas, que o rendimento do pobre idoso serve para atender um filho desempregado, um neto abandonado, um parente adoecido? Só sobrou a Coap? Infelizmente é uma triste constatação, sem contar com aqueles que querem tirar proveito político do aposentado, como alguns partidos que se dizem ” defensores dos aposentados” e usam o tema para angariar votos.

Desde o início desta luta em favor dos idosos, dos que já deram seu quinhão, sozinho como advogado, indignado, disponibilizei um espaço neste Blog que jamais contou com auxilio de ninguém. Jamais qualquer sindicato ou político, ou político de Brasília me enviou um email dizendo ” Obrigado Rizzolo por apoiar nossa luta”. Nada, apenas o que fazem é reunirem entre si, para encontrarem algo que engane os incautos, iludindo os pobres aposentados, restando aos idealistas como nós, nos abraçarmos e nos irmanarmos nas centenas de emails de apoio e indignação que o Blog do Rizzolo recebe, vindo dos aposentados do Brasil inteiro. Vou lutar. Sou sozinho, mas como membro efetivo dos Direitos Humanos da OAB/SP, sei que em determinadas lutas vale mais ser um só do que ter ao seu lado Centrais Sindicais que recebem do governo e que trabalham contra o interesse do idoso, e isso eu jamais seria capaz de fazer, por questão de princípio, e pela minha ética judaica. É isso aí, não tem dinheiro, tira do pré-sal. São os “cara-enrugadas contra os caras de pau”.

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As Reservas Minerais e o Futuro dos Jovens

Não faz mais do que dois anos quando numa tarde de domingo li um artigo interessante no jornal Folha de São Paulo, e que me levou a refletir sobre o potencial do Brasil em termos de recursos naturais.

Escondida sob a vegetação seca e os mandacarus da caatinga do sertão do Ceará, encontra-se a jazida de Itatiaia, localizado em um distrito distante da sede de Santa Quitéria (212 km de Fortaleza), hoje considerada a maior reserva de urânio do país. Esta área, com grande índice de desertificação e miséria, está também associada a outro minério, o fosfato.

Os moradores das comunidades vizinhas, por certo, mal sabiam do que se tratava tal mineral; apenas estranhavam o solo, montanhoso e cheio de pedras avermelhadas, bem como a movimentação – provavelmente de geólogos – desde 1976, quando foi descoberta a jazida. O que mais me intrigou no artigo foi exatamente o fato de que os habitantes da pobre comunidade, muito embora vivessem sobre um solo extremamente rico, eram essencialmente pobres, fazendo com que a injustiça social fosse ressaltada, envolta num cenário “surrealista econômico” e incoerente, entre a riqueza de um solo e a triste constatação da falta de oportunidade, de emprego, fazendo do destino de ser brasileiro, uma perpetuação alienada entre as riquezas do país e a condição de pobreza imposta pela política oportunista e pelos interesses nada nacionalistas, que sempre permearam nossa política.

Portanto, não há como discordarmos das posturas de defesa dos nossos recursos naturais e da postulação da aplicação de tais dividendos no combate à miséria, no investimento na educação e na saúde, sob pena de nos transformarmos em modelos de subdesenvolvimento como alguns países árabes, detentores de potencial petrolífero, cuja população permanece no desalento, muito embora sobre um solo rico.

Por bem, o governo Lula – na elaboração das regras para exploração da camada pré-sal, enviado ao Congresso – propôs que os recursos do Pré-Sal, irão compor um fundo denominando Fundo de Desenvolvimento Social, sendo que uma parte será investida em títulos públicos, ações e projetos de infra-estrutura e outra deverá ser aplicada na saúde, educação e no combate à pobreza. Com efeito, só podemos conceber uma democracia de qualidade quando exercida por uma sociedade instruída, dotada de conceitos críticos e refratária aos argumentos populista; a instrumentação para isso é o investimento na educação dos jovens.

Assim sendo, nada mais justo do que apresentar um modelo onde a receita dos recursos naturais, quer sejam eles advindos das reservas de urânio ou do petróleo, incidam sobre a preparação intelectual dos jovens do nosso país. Nada justifica termos um solo rico, onde a distribuição desta riqueza não reverta no combate sistemático da miséria, do analfabetismo, na formação profissional e na saúde da população. Principalmente dos jovens, segmento da sociedade preterido pelos modelos econômicos anteriores cuja predominância era de um viés financeiro.

Viver sobre um solo rico num Estado Democrático e de Direito é cada vez mais, fazer valer o “deitar em berço esplêndido” no avançar do desenvolvimento social, na busca de uma sociedade mais justa, fazendo dos seus filhos o reflexo da generosidade natural divina, estendendo e permeando seus frutos na construção de uma sociedade virtuosa e mais justa, onde o ator principal é o jovem de um Brasil próspero, democrático e acima de tudo, ético.

Fernando Rizzolo

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Dilma Rousseff diz estar curada de câncer linfático

A ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT a sucessão de Lula, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira, 3, ter concluído o tratamento para curar um câncer no sistema linfático, e que, do ponto de vista médico, está curada.

A declaração foi dada à Rádio Gaúcha, em entrevista sobre as iniciativas do governo acerca da exploração do petróleo do pré-sal. Antes de iniciar a conversa, o entrevistador perguntou sobre a saúde da ministra, que disse estar “muito boa”.

“Eu conclui o tratamento de radio (radioterapia), na semana que vem faço alguns exames e (em seguida) acho que vou dar um anúncio, que eu vou antecipar aqui, que do ponto de vista dos médicos eu estou curada. Acredito que será esse (anúncio), que eu estou com a certeza, a esperança e a torcida”, disse a ministra.

A radioterapia era parte do tratamento contra as consequências de um linfoma, câncer no sistema linfático, detectado em abril na forma de um nódulo na axila esquerda da ministra. O tumor de 2,5 centímetros foi retirado em cirurgia de 45 minutos no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, poucas semanas após descoberto. O linfoma foi detectado quando a ministra se submeteu a check-up das condições de saúde no próprio hospital.

Dilma realizou o tratamento por quatro meses, submetendo-se a exames periódicos de suas condições de saúde.

Em maio, Dilma chegou a ser internada no Sírio-Libanês com fortes dores nas pernas. Na ocasião, foi diagnosticado que a ministra teve uma miopatia – inflamação muscular provocada pelas fortes doses de cortisona que tomou em consequência do tratamento contra o câncer.

Quando recebeu a informação de que tinha câncer linfático, Dilma disse que encarava a doença como “um desafio”. “Ninguém gosta de saber que está com doença. Mas recebo com tranquilidade, porque tive a sorte do diagnóstico precoce”, disse à época.
agencia estado

Rizzolo: As pessoas confundem simpatia política, com solidariedade humana. Quando analiso a candidatura de Dilma à presidência, o faço de forma técnica, intuitiva. Mas quando falo da Dilma pessoa, mulher, sempre torço para que Deus a cure até porque ela provavelmente se chegou aonde chegou é porque a espiritualidade assim determinou. A grande diferença em se comentar um artigo, mesmo que seja contrariando interesses da direita ou esquerda, é ser respeitado.

Muito embora quando me refiro ao PT, ao Lula ou a Dilma, todos sabem que por trás das minhas críticas existe uma pessoa religiosa. Prova disso é o fato de Dilma ter aceitado um artigo meu sobre sua doença no seu BLOG, o que me deixou honrado. Acredite ministra Dilma, falo mal do PT, mas quando rezo no shabbat sempre lembro de você. Deus quer que vc prossiga. Leia o artigo meu: Uma pedra no meio do caminho

Protógenes Queiroz anuncia filiação ao PCdoB

SÃO PAULO – O delegado afastado da Polícia Federal (PF) Protógenes Queiroz confirmou há pouco, em evento realizado em hotel do centro da Capital, sua filiação ao PCdoB. O comandante da Operação Satiagraha, que culminou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, afirmou que se sente honrado de ingressar na vida pública. “Vou continuar a tocar o meu atabaque com mais vontade”, brincou.

O evento oficial de filiação partidária ao PCdoB ocorre no dia 7 de setembro. Protógenes deve ser lançado a um cargo eletivo por São Paulo, mas ainda não decidiu se sairá para deputado federal ou senador. De acordo com ele, a decisão ficará a cargo da legenda.
agencia estado

Rizzolo: A imprensa divulgou agora a tarde, além dessa notícia, que o delegado recebeu no Hotel em que anunciava sua filiação duas intimações. Uma sobre o caso Maluf chegou pelo fax do hotel São Paulo Inn. A outra, referente ainda à Satiagraha, foi entregue por um agente da PF. Agora, sinceramente, o figura política de Protógenes está muito relacionada no combate ao crime do colarinho branco, e isso o povo gosta. Na realidade a impunidade a certos segmentos da sociedade inquieta os homens de bem. Vejo sua candidatura pelo lado bom, entendo que existe esteio patriótico em seus postulados, e é disso que o Brasil precisa.

Dilma participará de reuniões entre PT e PMDB, diz líder

BRASÍLIA – A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, deverá participar das próximas reuniões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a cúpula do PMDB e do PT que articula a aliança eleitoral para 2010. O convite à ministra foi acertado na reunião de ontem de Lula com os presidentes do PMDB, Michel Temer (SP), do PT, Ricardo Berzoini (SP), e dos líderes das duas legendas na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e Cândido Vaccarezza (PT-SP). A intenção é que a pré-candidata comece a se inteirar sobre as articulações entre os partidos e conheça melhor o quadro político nos Estados. O convite a Dilma será feito pelo PMDB e as reuniões de avaliação ocorrerão a cada 15 dias, disse o líder peemedebista.

A preocupação é acertar as alianças nos Estados até dezembro, no máximo. A avaliação dos partidos é a de que, com a entrada do recesso no Legislativo em janeiro, os parlamentares estarão em suas bases eleitorais fechando os acordos locais e haverá uma dispersão das siglas, o que dificultaria a aliança. “Não adianta ter boa vontade. É necessário o voto dos delegados na convenção para o partido apoiar Dilma”, disse Alves.

O PMDB entende que o PT já será beneficiado no âmbito nacional com o apoio do partido a Dilma e, por isso, quer resolver suas prioridades na base. “O PT não pode querer tudo. Eleger Dilma e brigar nos Estados”, disse o peemedebista. Ele afirmou que a reunião de ontem foi tranquilizadora porque Lula e os dirigentes petistas demonstraram que querem resolver os problemas pendentes. Um dos temores do PMDB era em relação ao comportamento das diversas tendências do PT, que poderiam dificultar os acordos regionais. Porém, segundo o parlamentar, Lula e Berzoini demonstraram determinação em resolver os entraves nos Estados.

De acordo com Henrique Alves, a intenção dos articuladores da aliança é chegar na convenção do PMDB, em junho do próximo ano, com pelo menos dois terços dos convencionais a favor da aliança com o PT e da pré-candidata Dilma. São em torno de 600 convencionais e cerca de 800 votos, porque alguns delegados podem votar mais de uma vez de acordo com o cargo que ocupam nacionalmente e nos diretórios regionais.
agencia estado

Rizzolo: O presidente Lula está já percebendo que sua idealização megalomaníaca de levar Dilma à presidência é algo dantesco, e que só com todo o esforço possível e imaginário poderia ele no palanque transferir votos a alguém que nem sequer exerceu uma vereança neste país. O presidente numa brutalidade política, fez com que todos apoiassem Sarney para que agora o PMDB desse seu apóio a Dilma, um apoio discutível. Acho missão difícil fazer Dilma presidente, e no fundo entendo que o próprio presidente já se deu conta desta loucura, só que não dá mais para voltar atrás.

Fator Previdenciário e Reajuste da Aposentadoria foram discutidos hoje (24/08) em Brasília

A reunião que tratou do reajuste aos aposentados que ganham acima da inflação e de outros temas relacionados à Previdência, realizada nesta segunda-feira na sede do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, apresentou avanços em relação ao último encontro. Uma nova rodada de negociações, acordada entre as centrais e o Governo, ocorre nesta terça-feira, 25 de agosto, às 18h. Relator do projeto substitutivo ao Fator Previdenciário, o deputado federal Pepe Vargas (PT/RS) participou do encontro e manifestou apoio à nova reivindicação dos representantes das centrais.

“Essa nova proposta leva em conta o período de aviso prévio e o período que o trabalhador recebe o seguro desemprego, como tempo de contribuição. Eu defendo esta proposta que traz benefícios aos trabalhadores em geral“, afirmou.

As centrais também solicitaram que as negociações definam o reajuste acima da inflação para 2010 e também para 2011. O Governo concordou em conceder reajuste linear, ou seja, o mesmo percentual para todas as faixas salariais acima do salário mínimo. As centrais e o Governo concordam que o Projeto de Lei 4434/08, de autoria do Senador Paulo Paim (PT/RS), que prevê a recuperação do número de salários mínimos recebidos na data da concessão da aposentadoria, continue em tramitação.

Além do deputado federal Pepe Vargas, participaram da reunião os ministros Luiz Dulci (Secretaria-Geral) e José Pimentel (Previdência), o líder do governo na Câmara deputado Henrique Fontana (PT-RS), representantes da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas – Cobap, da Central Única dos Trabalhadores( CUT), Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NSCT) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT).
rede notícia

Rizzolo: É como eu sempre afirmo, fala-se muito pouco em relação ao assunto fator previdenciário, e muito sobre possíveis mudanças que servirão para barganhar o fim do fator. É o ” seis por meia dúzia”, a barganha, e o esvaziamento da discussão do fim do fator em si. Essas centrais aí deveriam ser mais claras e de forma veemente não negociar nada que não fosse o determinado fim do fator previdenciário. Agora, sentar à mesa para discutir mudanças marginais de cunho negociativo, e apunhalar o principal que é o fim do fator, não concordo. A atitude tem que ser clara, cristalina, e sem rodeios: fim do fator e aos rodeios propositais se opor.

O problema é que hoje não confio nem nos parlamentares, quer da oposição ou do governo, tampouco nas Centrais que são agraciadas pelo governo, e estão aí fingindo “negociar” para no final fazer valer a continuidade do perverso do fator. Acredito sim na luta corpo a corpo que fazemos nós aqui, sozinhos, pois entre nós não nos enganamos, apenas assitimos indignados sermos golpeados por esta turma. A resposta virá nas próximas eleições. Sou patriota e luto sozinho ! Aguardem !

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Protógenes anuncia filiação partidária até 1 de setembro

SÃO PAULO – O ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz anunciará até 1º de setembro a qual partido político vai se filiar, com vistas às eleições de 2010, segundo texto publicado em seu blog. Desde que deixou a polícia, após fazer denúncias contra o banqueiro Daniel Dantas, ele tem sido cortejado pelo PT, PDT, PV e PSOL. Protógenes escreveu hoje em seu blog na internet, no endereço http://www.blogdoprotogenes.com.br, um texto com críticas ao cenário político nacional.

“Faltam apenas oito dias para começarmos a nossa ”satiagraha brasileira” contra a corrupção, quando anunciarei para o Brasil a minha filiação político partidária”, escreveu o ex-delegado, em referência ao nome da operação da PF que o tornou conhecido nacionalmente. “A transformação social se passa no campo político.”

Na postagem, Protógenes cita desde o imperador romano Julio Cesar até o pensador Platão. E cita como exemplo de protagonistas de “espetáculos vexatórios” no Congresso os senadores Fernando Collor (PTB), Renan Calheiros (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB).

Protógenes faz ainda uma convocação aos eleitores para que tirem do poder os responsáveis pela crise no Congresso Federal, em uma referência ao pleito do próximo ano. “Precisamos mudar esse quadro. Nossos políticos atuais envolvidos em possíveis falcatruas não perdem por esperar”, escreveu. “Convoco a maioria de homens e mulheres honestos a assumirem seus papéis para tirar os corruptos das nossas administrações públicas.”

agência estado

Rizzolo: Deixando a questão do profissional delegado Protógenes, em termos pessoais, de patriotismo, de honestidade, acredito que Protógenes seja bem-intencionado. A convocação de tirar os corruptos das nossas administrações é algo que tem sido alvo da maioria dos meus textos, e acredito não não há mais como votar nos mesmos nomes, naqueles que há tempos compactuam com a imundice no Congresso Nacional. Precisamos de novos nomes, pessoas de bem e que acima de tudo não sejam profissionais da política como a maioria parlamentar. O grande problema de Protógenes são os partidos que o cercam PT, PDT etc. tudo base aliada, tudo farinha do mesmo saco, grandes contradições hein !

Congresso em desencanto

Lembro dos anos 70 quando surgiu uma obra de caráter religioso denominada Universo em Desencanto, de um conteúdo filosófico interessante. Sem querer fazer uma analogia do Congresso Nacional com está doutrina – o que seria uma afronta à espiritualidade! – me ocorreu o título deste artigo, pelo impacto realista na caracterização da matéria e seus efeitos no universo.

Na verdade, os acontecimentos ocorridos no nosso universo político nos últimos meses, têm nos demonstrado a estirpe dos políticos que em função da democracia representativa, são eleitos para nos representar. É claro que na sua maioria, independentemente de partido, são políticos profissionais que fazem uso da máquina partidária e que pela estrutura e interesses próprios e dos partidos, não promovem espaço para novos nomes que nos serviriam de opção política. Esse defeito parlamentar faz do quadro político brasileiro uma mesmice de nomes, de atores contumazes, de atos de improbidade pública e que por terem a certeza de que serão os mesmos candidatos nas próximas eleições, deixam o povo e a sociedade sem alternativa.

Dessa forma, restam aos idealistas, os pequenos partidos; estes sem recursos, sem tempo na TV e com pouca permeabilidade política. Assim, com a alma inconformada, novos nomes abandonam a disputa eleitoral, deixando a terra ainda mais fértil aos que dominam o cenário político nacional. Vivemos hoje uma situação no país onde a oposição se mistura com a ética da base aliada e na aferição das posturas dos bons costumes observamos que pouca diferença há entre os representantes do povo; a saída para os impasses acusatórios de alguns, acaba sendo sempre um ” acordão”, pois na verdade todos que praticam os atos reprováveis têm “telhado de vidro” e assim envergonham o Congresso Nacional sob o olhar resignado do povo brasileiro.

Com efeito, sem uma mudança na estrutura partidária atual, aliada a uma real possibilidade de o eleitor conhecer novos nomes, oferecendo maior visibilidade na campanha daqueles que se socorrem dos pequemos partidos, se laçando como uma nova opção ética, honesta, patriótica, disposta a construir um novo paradigma de moralidade no Congresso Nacional, sempre estaremos reféns daquele enorme grupo de profissionais da política, onde os interesses da sociedade sempre são subjugados pela má-fé vergonhosa que impera no quadro político da nossa pobre democracia.

Portanto, nos resta de forma imperiosa, a mudança, sob pena de relembrarmos a frase de Simone de Beauvoir, filósofa francesa que afirmou “O mais escandaloso nos escândalos é que nos habituamos a eles”.” Reconstruir um alicerce moral e ético na política brasileira é tarefa da sociedade. Refazer um universo democrático que está enfraquecido é, enfim, ter a esperança de reconstruir um Congresso que se encontra em desencanto.

Fernando Rizzolo

Para Lula, Mercadante cometeu grave erro político

BRASÍLIA – Em longa e dura conversa com o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), na noite de quinta-feira,20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou do petista apoio às decisões do partido e do governo, disse que não admitia ser pressionado e distribuiu broncas. Irritado com a atitude de Mercadante de anunciar pelo twitter – site de microblogs – que apresentaria ontem sua renúncia à liderança do PT, em caráter irrevogável, Lula afirmou que, além de fazer jogo individual, o senador estava cometendo grave erro político.

“Não pense que a militância do PT vai entender isso”, esbravejou ele, no Palácio da Alvorada. O presidente não escondeu de Mercadante que ficou furioso com o fato de o petista ter anunciado que conversaria com ele, jogando a solução do imbróglio em seu colo. Foi por isso que deixou “vazar” a informação de que não apenas não ligava para a renúncia como aprovava a escolha do senador João Pedro (PT-AM) para a vaga. Suplente do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, João Pedro é amigo de Lula e preside a CPI da Petrobras.

“Em política não existe a palavra irrevogável”, disse Lula a Mercadante. Apesar do tom amistoso da nota em que o presidente pede ao líder do PT para não abandonar a liderança do partido, os dois bateram boca em mais de uma ocasião durante a conversa de cinco horas, que entrou pela madrugada de sexta-feira.

Os termos da carta de Lula a Mercadante foram acertados naquela noite para dar argumento ao recuo do senador. O texto passou pelo crivo do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins. Antes de viajar para o Acre, na manhã de ontem, o presidente telefonou para o petista e o autorizou a ler a carta da tribuna do Senado. “Está tudo bem. Tivemos uma boa conversa”, afirmou ele, mais tarde, a auxiliares.

Na quinta à noite, porém, Lula disse a Mercadante que sua renúncia seria imperdoável. No seu diagnóstico, além de jogar combustível na crise que pôs em rota de colisão o governo, a bancada do PT e a direção do partido, o gesto daria munição aos adversários e seria interpretado como resultado da luta entre éticos e não-éticos do PT sobre o destino do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Diante do presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), que também participou da conversa, Lula afirmou que Mercadante não tinha o direito de levar mais desgaste para o partido. Disse, ainda, que um líder não podia jogar a toalha nem desistir de sua missão na primeira dificuldade.

“O presidente não fez um apelo. Fez, na verdade, um chamamento à relação de 30 anos que tem com Mercadante”, contou Berzoini.

O senador reagiu às cobranças de Lula e também foi duro nas críticas. Afirmou que o PT e o governo “erraram muito” ao recomendar o arquivamento de todas as denúncias contra Sarney. Garantiu, ainda, que não estava jogando para a plateia nem adotando posição dúbia, de olho na sua própria reeleição, em 2010, ao defender a abertura de investigações no Senado.

Mercadante argumentou que a maioria dos senadores sempre defendeu o afastamento de Sarney e que não leu a nota na qual Berzoini orientava os três integrantes do Conselho de Ética a salvar Sarney porque aquele enquadramento feria os seus princípios. “O senador é um homem de rompantes, mas todos nós sabemos que ele é um importante quadro político”, afirmou um ministro ao Estado.

Rizzolo: Observem que existe um desprezo por parte do PT com a opinião pública, pisoteiam a ética e pouco se importam se os atos do partido contrariam grande parte dos petistas que ainda sustentam os ideais da época de sua fundação. Com certeza os que estão se retirando- e não foi o caso da vergonhosa conduta de Mercadante – constituem idealistas, e ainda não perderam o verniz ético, de honestidade, e de compromisso com seu eleitorado e a sociedade em geral. Essa postura com certeza trará grande prejuízo a imagem do PT, e essa arrogância presidencial em função da popularidade, de mandar e desmandar naqueles que não digerem a podridão, logo enfrentará a nua realidade da inviabilidade eleitoral de Dilma, uma real utopia política, que só prospera na mente do presidente.

Saída de Marina Silva do PT repercute em jornais estrangeiros

A saída da senadora Marina Silva (AC) do PT repercutiu na imprensa estrangeira, que destacou a possibilidade da ex-ministra disputar as eleições presidenciais de 2010.

Os jornais norte-americanos “Washington Post” e “New York Times” salientaram que Marina é conhecida por “proteger a floresta Amazônica contra o desenvolvimento”, e que sua saída do PT é uma perda para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no momento em que ele tenta impulsionar o PT para as eleições de 2010.

Já o britânico “The Guardian” destacou que, após semanas de especulação, Marina decidiu deixar o partido afirmando que os políticos falharam em não dar atenção o suficiente para a causa ambiental.

Os apoiadores da ex-ministra, salientou a publicação, esperam que, ao concorrer à Presidência em 2010, Marina possa “colocar o ambiente de volta à agenda política do maior país da América do Sul”.

O também britânico “Financial Times” lembrou que a senadora provavelmente “dividirá os votos pró-governo naquela que deveria ser uma corrida entre os candidatos do governo e da oposição”.

Para o jornal, sua saída deve agravar a “crise crescente” que assola o governo e o PT. O Times citou o descontentamento dos senadores petistas Flávio Arns e Aloizio Mercadante, e afirmou que, ao apoiar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Lula “dividiu” o partido.
folha online

Rizzolo: A crise do PT já tomou corpo na visão dos analistas internacionais. E não é por menos, a partir do momento em que um partido de luta histórica cerra fileira na defesa da amoralidade no Congresso, a implosão é certa. Assim com certeza ficará no partido apenas aqueles que compactuam com a falta de ética. Os demais farão como Marina Silva, o senador Flávio Arns (PR), e outros que ainda virão.