Juro básico a 10,25% fragiliza mercado interno frente à crise

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu na quarta-feira (29) a taxa Selic em 1 ponto percentual, passando de 11,25% para 10,25% ao ano. O pequeno recuo na taxa básica de juros desagradou trabalhadores e empresários, que consideraram o corte como tímido, insuficiente e conservador.

Em condições normais de temperatura e pressão, uma taxa de 10,25% ao ano, ou 5,8% reais (descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses), já seria bastante elevada. Em um ambiente internacional de profunda crise – com a quase totalidade dos países do G7 em recessão, Estados Unidos incluso –, mais ainda. Esse fato, entre outras coisas, cria dificuldades para as exportações brasileiras, o que significa dizer que o espaço maior para o crescimento da nossa economia, mais que nunca, está no mercado interno. Daí a urgente necessidade da redução dos juros para viabilizar a ampliação do crédito e dinamizar a atividade produtiva, gerar empregos e aumentar o consumo. Enfim, fortalecer o mercado interno.

No início de março, antes da penúltima reunião do Copom, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou o estudo “A Gravidade da Crise e a Despesa de Juro do Governo” sugerindo a redução da Selic para 7% ao ano, em termos nominais, um pouco mais de 2,5% de juros reais. Ainda assim, o Instituto considerava uma “taxa demasiadamente alta para tempos de crise”. Hoje, segundo a consultoria UpTrend, 36 das 40 maiores economias mundiais estão com juros reais iguais ou inferiores a 1,7% ao ano. Iguais a zero ou com taxas negativas, 19 países. Ou seja, bem distantes do patamar (5,8% ao ano) estabelecido pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e sua trupe.

A crise, originada no coração do sistema capitalista, não atingiu em cheio a economia brasileira. Dois fatores foram fundamentais para isso: a decisão do governo de manter os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a resistência do movimento sindical ao não aceitar a redução geral dos salários, como pretendiam os monopólios, o que implicaria em uma redução drástica do consumo, portanto, enfraquecimento do mercado interno. Contudo, seja pela sabotagem aberta do BC, seja pela atuação das multinacionais, a crise externa não deixou de resvalar em nossa economia. Um aspecto tem se mostrado um claro entrave para estimular a ampliação da demanda e a atividade produtiva: a escassez de crédito, dificultado principalmente pelos juros cavalares. Isto é, a demora em reduzir os juros, em um primeiro momento, e os cortes a conta gotas, posteriormente, têm sido um dos fatores de contenção à retomada do crescimento verificado nos três primeiros trimestres do ano passado.

Segundo a Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do primeiro trimestre deste ano, “a queda da produção atingiu as pequenas empresas com maior intensidade” e o “acesso ao crédito continua difícil”. Para o setor industrial, a falta de demanda é um dos principais problemas, sendo que “as perspectivas com relação à demanda externa são mais pessimistas”. O nível de utilização da capacidade instalada recuou a 68%. “Não obstante, o pessimismo dos empresários com relação à evolução futura da economia diminuiu”, diz a CNI.

O próprio presidente do BC já disse repetidas vezes que os efeitos da redução ou aumento dos juros são verificados após seis meses. Pois bem, se de retomada do crescimento se trata, não dá para o Banco Central ficar apenas chancelando a cada reunião do Copom as estimativas dos “analistas” financeiros – que, em última instância, é o que tem acontecido -, mantendo os juros nas alturas e dificultando os investimentos das atividades produtivas. Por outro lado, também não há razão para se manter o intervalo das reuniões em 45 dias. Aliás, o período entre uma reunião e outra foi aumentado de 30 para 45 dias exatamente para protelar as reduções dos juros.

A necessidade da expansão da produção é incompatível com o nível atual dos juros básicos. Protelar uma drástica redução da Selic é querer, aí sim, que a crise entre e se instale de mala e bagagem.

VALDO ALBUQUERQUE
Hora do Povo

Rizzolo: É claro que diante da crise internacional, reduzir a taxa Selic em 1 ponto percentual, passando de 11,25% para 10,25% ao ano, ou 5,8% reais (descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses, significa quase nada. Até porque, uma taxa apreciável em termos internacionais está por volta de 2 a 3%, como por exemplo nos países da Europa. O grande problema é que com esta taxa de juro ainda altíssima, predispõe a entrada maciça de dólares, valorizando o real, e por conseqüência prejudicando as exportações, principalmente a de manufaturados.

Até que um pouco parece proposital, sem mesmo atermos a uma possível ” teoria conspiratória” contra o desenvolvimento econômico do País. Na verdade a postulação de que a alta taxa de juro mantem a inflação sob controle, serve apenas para que os devaneios da política econômica dêem margem a pensarmos o que quiser, inclusive nisso. Tenho pena dos pequenos empresários brasileiros que geram emprego, não tem crédito, concorrem com os grandes grupos e ainda sonham com um mercado interno aquecido.

Publicado em últimas notícias, Banco Central, banco do Brasil, Bancos não emprestam dinheiro, Brasil, Crise, Crise Financeira, crise imobiliária no Brasil, crise na China, crise no Brasil, crise nos bancos brasileiros, déficit comercial., defesa do mercado nacional, demissões em massa, economia, eleições 2010, Embraer demissões, emergentes, geral, IPEA, mundo, News, notícias, Paulo Skaf, Política, Principal, Proteção da indústria nacional, protecionismo, protecionismo light é bom, protecionismo na dose certa, Weg demissões, Weg Motores, Weg resultado negativo. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Leave a Comment »

Máquinas Usadas sob os Velhos Pretextos

Na corrente do desenvolvimento, e no planejamento da estrutura básica de um moderno parque industrial, que dê sustentabilidade a um fortalecimento do mercado interno, encontramos muitas vezes, forças nada dispostas a obrar do ponto de vista dos interesses da nossa indústria.

E assim foi, que esvaindo-se da capacidade do espírito empreendedor brasileiro, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior aprovou portaria permitindo a importação de máquinas usadas – incluindo ferramentas e moldes – sem exame técnico anterior. Já em 2006, numa portaria semelhante, permitia o Ministério importações de máquinas usadas, mas condicionando-as a uma análise prévia e a um laudo técnico – inclusive quanto à existência ou não de similar nacional. Contudo agora, a nova portaria nem sequer impõe a necessidade de análise e requisitos técnicos.

O titular da Secex (Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento), Welber Barral, disse que a portaria tem o objetivo de superar um “gargalo” nas necessidades da indústria. Ora, fica patente que por trás de ” tal gargalo” existe sim a cabal intenção das multinacionais aqui instaladas, de investir cada vez menos no País – face à crise – ao mesmo tempo em que remetem seus lucros cada vez em maior proporção às suas matrizes, não condicionando de forma alguma sua produção e rentabilidade, em investimentos reais no País.

Dessa forma, agem na contramão da indústria nacional, preferindo de forma pouco planejada e muito lucrativa, inundar nosso parque industrial com máquinas de segunda mão, ultrapassadas do ponto de vista tecnológico, dentro de uma conjuntura mercadológica sensível, onde o setor nacional de máquinas e equipamentos, que tanto contribuiu outrora para o desenvolvimento do país, se vê estrangulado com poucos pedidos e com a falta de crédito.

É bom lembrar, que desde antes da primeira portaria, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) manifestou-se contra. A base para as duas portarias, – a de 2006 e a atual, – é uma adulteração na Medida Provisória 197/04, que instituiu o Programa de Modernização do Parque Industrial (Modermaq), com financiamentos do BNDES para a indústria de máquinas e equipamentos.

Ao ser transformada em lei, foi incluído no texto um dispositivo, permitindo a importação de máquinas usadas. Portanto, se a portaria entrar em vigor, provocará uma inundação de máquinas e equipamentos obsoletos e incidirá no corte de 50 mil empregos diretos.

Pensar o desenvolvimento do Brasil, esbarra não num xenofobismo bobo, tampouco num nacionalismo exacerbado antiquado, mas acima de tudo numa reflexão que priorize o potencial da nossa indústria nacional altamente capacitada; geradora de renda e emprego e que caminha na direção do fortalecimento do nosso mercado interno. Por outro lado, importar velhas máquinas e equipamento, faz parte de um antigo discurso, cujo argumento era o velho e incansável desejo de golpear os empresários brasileiros e a indústria no nosso País.

Fernando Rizzolo

Publicado em argentina protecionismo, Artigos de Fernando Rizzolo, últimas notícias, balança comercial saldo negativo, banco do Brasil, Bancos não emprestam dinheiro, barreira as importações brasileiras, Brasil, Crise, Crise Financeira, crise no Brasil, crise nos bancos brasileiros, déficit comercial., demissões em massa, economia, em defesa da indústria nacional, Embraer demissões, emergentes, faz bem para o Brasil., FHC: crise vai crescer de forma exponencial, geral, importação de máquinas usadas, News, notícias, Política, Principal, Proteção da indústria nacional, protecionismo, protecionismo light é bom, protecionismo na dose certa. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . 1 Comment »

Lula encomenda estudo para reduzir IPI da linha branca

BRASÍLIA – O governo estuda a possibilidade de reduzir as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre geladeiras, fogões e máquinas de lavar. A informação foi confirmada ao Estado por um integrante da equipe econômica. Ele informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encomendou estudos nessa direção, mas ainda não foi tomada uma decisão.

A ideia é expandir a venda de eletrodomésticos para além do programa original, que era substituir geladeiras antigas para economizar energia. Uma possibilidade já aventada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é beneficiar as famílias atendidas pelo programa Minha Casa Minha Vida com o fornecimento de refrigeradores novos, a custos baixos.

Agora, a tônica é ampliar os estímulos à indústria, a exemplo do que foi feito com os automóveis. A medida faz parte da estratégia do governo destinada a impedir que a economia brasileira registre retração este ano. O tema, porém, é polêmico.

Cortes do IPI são apontados pelos prefeitos como uma das causas da queda dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o principal problema enfrentado no momento. Muitas cidades têm nesses repasses de verbas federais, formados com parte da arrecadação do IPI e do Imposto de Renda, sua principal fonte de receitas.

A reclamação dos prefeitos é que o governo federal faz cortesia com chapéu alheio, ou seja, estimula a indústria à custa de sacrifício dos municípios, sobretudo os mais pobres. Atento a essa queixa, Lula pediu especial atenção aos economistas do governo, para encontrar uma fórmula que não prejudique as prefeituras.

Cortar o IPI é complicado também porque o quadro é de redução da arrecadação. Em entrevista à Agência Estado esta semana, a secretária da Receita Federal do Brasil, Lina Maria Vieira, disse que o espaço para novas desonerações tributárias está “apertado”. A estimativa do governo é que a arrecadação federal ficará R$ 48 bilhões abaixo do previsto no Orçamento de 2009.
agencia estado

Rizzolo: O governo não quer de forma alguma comprometer sua popularidade em função da crise. Com isso faz uso contumaz das “bondades tributárias”, o que em última instância, se traduz em queda na arrecadação. Há tempos este Blog vem criticando esta política de renúncia fiscal, que ao meu ver é uma “armadilha tributária”.

Segundo estudo do IPEA, melhor seria uma real queda nas taxas de juros do que incentivar o consumo via renúncia tributária, acarretando queda brusca da arrecadação. Só para se ter uma idéia, desde o início do primeiro mandato do presidente Lula, o governo federal já abriu mão de R$ 140 bilhões de receita, em favor de indústrias e de pessoas físicas. Já para 2009 a Receita prevê uma arrecadação tributária de R$ 485 bilhões, ou seja, R$ 200 bilhões menos que em 2008.

Publicado em últimas notícias, balança comercial saldo negativo, Banco Central, Bancos não emprestam dinheiro, Bolsa Geladeira, Brasil, construtoras em crise, corrupção, cotidiano, Crise, Crise Financeira, crise imobiliária no Brasil, crise na China, crise no Brasil, crise nos bancos brasileiros, déficit comercial., defesa do mercado nacional, demissões em massa, economia, Embraer demissões, emergentes, FHC: crise vai crescer de forma exponencial, geral, LUla e a popularidade, Minha Casa, minha vida, News, notícias, perder o emprego, Política, Principal. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Leave a Comment »

Rússia irá entregar helicópteros militares ao Brasil

LONDRES – A Rússia começará a entregar ao Brasil este ano os helicópteros de ataque Mi-35 Hind (VIDEO) – ou Mi 35 in action(VIDEO) – informou hoje a agência de notícias Ria Novosti. A agência baseia a informação em uma fonte no governo russo. De acordo com o funcionário, o valor do contrato é de aproximadamente US$ 150 milhões.

O helicóptero russo ganhou, no ano passado, a licitação para fornecer os aparelhos às Forças Armadas brasileiras. Seus concorrentes eram o Augusta A-129 Mangusta e o Eurocopter AS-665 Tiger. As informações são da Dow Jones.

Rizzolo: O helicóptero de ataque russo MI 35 HIND possui míssel anti-tanque para atuar em terrenos onde há movimentação de armas, principalmente aquelas que se movem com mais lentidão como os tanques. O MI 35 HIND, é a versão de exportação do helicópetro de ataque russo MI 24 HIND.

A Venezuela de Chavez em 2005, comprou 10 unidades do MI 35, sendo que quatro foram entregues em junho de 2006, e outros em dezembro do mesmo ano. Quanto a sua eficácia como helicópetero desconheço. Os amigos militares podem se manifestar. A verdade é que precisamos investir e modernizar nossas Forças Armadas, face à extensão do nosso território. Assistam os vídeos acima.

No 1º de abril, PSDB lança ‘Mentirômetro do Lula’

BRASÍLIA – No embalo do folclore que estabeleceu o da Mentira”1º de abril como “Dia Internacional , o PSDB lançou nesta quarta-feira, 1º, o “Mentirômetro do Lula”. Os tucanos tomaram emprestado o nariz do personagem Pinóquio para servir de ponteiro do termômetro que “mede a gravidade da mentira”, no painel inaugurado pelo líder do partido na Câmara, José Aníbal (SP), com direito à presença do presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra (PE), e discursos que imprimiram tom de deboche às críticas ao governo e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para marcar a solenidade, foram selecionadas 18 frases célebres pronunciadas pelo presidente desde 2003 e os deputados foram convidados a enquadrá-las em oito categorias que vão de “mentirinha” até “mentiras do século”, passando por “marolinha” e “mentira de bar”. O líder Aníbal inaugurou o painel com a frase presidencial que classificou como “mentira deslavada”, pronunciada no dia 10 de março, em Brasília: “Não descarto o crescimento de 4% do PIB em 2009”.

Agência Estado

Rizzolo: Muitas coisas que o presidente fala, acredito eu, nem mesmo ele crê. A maior delas ainda é a ” marolinha” e provavelmente seja a minha preferida. De qualquer forma até o dia em que o povo acreditar elas tem validade. Ocorre que contra fatos não há argumentos , e o presidente há de convir que ainda falar a verdade na política vale mais a pena, nem que o preço seja perder a sua intocável popularidade.

Agora convenhamos, não é uma maneira muito ética de criticar o presidente. Pessoalmente não gostei. E aí vem a turma que gosta de me criticar. “Ah! Esse Advogado aí, esse Rizzolo é um cara que malha o Lula à vontade, agora quando o PSDB faz algo organizado ele diz que é falta de respeito, e dá uma lição maçonica de moral”. Eu respondo: esse tipo de brincadeira desqualificatória e não ética, não leva à nada, o que desqualifica pessoas ou partido, é receber doação por fora de construtora ou pagar avião fretado com dinheiro do Senado, sei que nada ficou provado por hora, mas cuidado com as brincadeiras …..

Weg Motores terá redução de jornada e salários em SC

PORTO ALEGRE – Os funcionários da Weg, da unidade motores, aprovaram ontem proposta da empresa de reduzir em 24% a jornada de trabalho e em 20% os salários durante 90 dias a partir de 20 de abril. A votação na empresa, em Jaraguá do Sul e em Guaramirim, em Santa Catarina, durou todo o dia e terminou com o terceiro turno, às 2 horas da manhã de hoje.

O resultado foi divulgado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Jaraguá do Sul e Região. A proposta foi votada por 6.489 empregados e teve cerca de 70,20% de votos favoráveis (4.492) e 28,22% contrários (1.957). Os demais foram nulos e abstenções. Para ser aprovada, precisava de maioria simples.

O presidente do sindicato, Vilmar Garcia, disse que outras três empresas metalúrgicas de Jaraguá do Sul (União Motores, Metalúrgica Floriani e Metalúrgica Hame) também têm propostas de redução de jornada. “Em 2008, nesse período, as empresas estavam absorvendo um elevado número de trabalhadores”, afirmou o dirigente sindical.
agência estado

Rizzolo: A Weg Motores é uma das empresas deste Grupo. É bom lembrar que a Weg é uma empresa nacional, que começou do nada, e se transformou numa multinacional brasileira. A medida adotada pela empresa, é socialmente responsável em função à crise em que nos encontramos.

Uma empresa nacional que se transformou em uma multinacional de nacionalidade brasileira, nos dá a idéia de que, se prestigiarmos a empresa nacional, os pequenos empresários, o potencial empreendedor do povo brasileiro podemos ir longe.

De que adianta uma política voltada à entrada de recursos de multinacionais do exterior; em fevereiro as multinacionais enviaram às suas matrizes US$ 2,629 bilhões. Entre entradas e saídas, as perdas de recursos para o país chegaram a US$ 1,66 bilhão !

Vejamos as contas de fevereiro:

1) Entraram US$ 1 bilhão e 968 milhões em “investimento direto estrangeiro” (IDE), ou seja, em dinheiro para comprar empresas.

2) Saíram US$ 1 bilhão e 881 milhões que estavam aplicados na Bolsa ou em títulos públicos – o chamado “investimento estrangeiro em carteira” (IEC).

3) Entraram US$ 1 bilhão e 477 milhões em “outros investimentos estrangeiros”, item que inclui os empréstimos de bancos estrangeiros em moeda.

4) Portanto, o saldo do capital estrangeiro que entrou foi de US$ 1 bilhão e 563 milhões.

5) Entretanto, o total de saídas do país nos itens “serviços” e “rendas”, que incluem as remessas de lucros declaradas e as disfarçadas, em fevereiro, foi de US$ 2 bilhões e 629 milhões.

6) Portanto, o país, entre entradas e saídas de recursos, perdeu em fevereiro US$ 1 bilhão e 66 milhões, transferidos para o exterior.

Precisamos acreditar na empresa nacional e na sua capacidade tecnológica, precisamos dar subsídios a expansão internacional de pequenas e médias empresas brasileiras. Não se trata de xenofobismo, ou nacionalismo bobo, são fatos, e contra fatos não há argumentos.

Publicado em últimas notícias, Bancos não emprestam dinheiro, Brasil, comportamento, cotidiano, Crise, crise atinge a Weg, Crise Financeira, crise no Brasil, crise nos bancos brasileiros, defesa do mercado nacional, demissões em massa, economia, em defesa da indústria nacional, Embraer demissões, emergentes, faz bem para o Brasil., FHC: crise vai crescer de forma exponencial, geral, greve na GM, mundo, News, notícias, perder o emprego, Política, Principal, protecionismo, protecionismo light é bom, protecionismo na dose certa, Weg demissões, Weg Motores. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Leave a Comment »

Confiança do consumidor brasileiro tem novo recorde de baixa

SÃO PAULO – A confiança do consumidor brasileiro diminuiu em março e atingiu um novo recorde de baixa, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgada nesta quinta-feira.

A queda foi de 0,7 por cento sobre fevereiro, para 94,2 pontos. É o menor patamar da série histórica iniciada em setembro de 2005.

“Em março, as avaliações sobre a situação presente continuaram piorando, enquanto as previsões relativas ao futuro próximo, em média, permaneceram estáveis”, disse a FGV em comunicado.

O componente de situação atual caiu 1,1 por cento, para 98,3 pontos, menor nível desde março de 2007. O de expectativas permaneceu no recorde de baixa da série de 92,6 pontos.

A pesquisa foi feita com mais de 2 mil domicílios em sete capitais do país entre 2 e 20 de março.
agência estado

Rizzolo: O ICC mede a percepção do consumidor em relação à situação econômica em sua cidade. O porcentual de consumidores pesquisados que planejam gastar mais com duráveis nos seis meses seguintes caiu 7,2% para 6,7%; já a parcela dos que pretendem gastar menos aumentou de 39,2% para 40,1%, no período. É um dado ruim e denota pouca confiança do consumidor em relação às ações do governo no combate ao desaquecimento da economia. Hoje o mercado sofre com uma falta de credibilidade em relação ao futuro.