PERDENDO TUDO

“Havia um certo camponês que, inconformado com o sucesso de seu vizinho, decidiu iniciar uma empreitada para conseguir aumentar suas propriedades e assim superá-lo. Juntou todo o seu dinheiro e saiu procurando oportunidades. Encontrou um fazendeiro que tinha terras a perder de vista e que lhe fez uma excelente proposta de enriquecimento fácil. O camponês daria todo o dinheiro que tinha e em troca poderia se apropriar de quanta terra conseguisse. A regra era a seguinte: no início do dia o camponês marcaria com uma pedra o início das suas terras. Caminharia o quanto quisesse e marcaria o limite final de suas terra com uma segunda pedra. A única condição seria voltar até o pôr-do-sol até a primeira pedra. Caso ele não conseguisse voltar até o anoitecer, perderia tudo. O camponês aceitou imediatamente a proposta. Em sua cabeça, pensava que aquele fazendeiro era um grande tolo. Seria fácil conseguir muita terra com aquele dinheiro.

Na manhã seguinte o camponês chegou cedinho, marcou com uma pedra o local inicial e guardou no bolso uma segunda pedra para marcar o limite final das suas terras. Começou a caminhar, passou primeiro por terras boas para plantar milho. Mais adiante descobriu um pedaço excelente para o cultivo de batatas. E assim, durante todo o dia, ele percebeu que surgiam cada vez terras melhores. Sempre que ele pensava em parar e marcar o limite de suas terras para começar a voltar, ele se lembrava de seu vizinho e por isso queria mais.

E assim, deslumbrado com tantas terras boas e motivado pela inveja, ele seguiu o dia inteiro caminhando. De repente, quando se deu conta, percebeu que o sol já começava a aparecer no horizonte. Desesperado, ele colocou a segunda pedra no chão e começou a voltar. Primeiro em passos cadenciados, mas o desespero começou a tomar conta dele e os passos foram se transformando em uma corrida. O tempo acabava e ele não conseguia ver nem de longe o local onde estava a primeira pedra. Apavorado, correu com todas as forças que tinha enquanto o sol ia sumindo no horizonte. Finalmente chegou, completamente exausto, na primeira pedra. Mal podia falar, mal podia se mover. Caiu imóvel no chão e pôde ver o céu. Já era noite, as estrelas já tinham saído. O tempo havia acabado, ele havia perdido o dinheiro. Pela inveja do vizinho ele havia perdido tudo o que tinha”.

Esta história se repete todos os dias. Ao invés de estarem satisfeitas com o que têm, as pessoas estão sempre desejando o que os outros têm. Pessoas motivadas pela inveja perdem suas famílias, perdem sua saúde, perdem tudo.

*
A Parashá desta semana, Terumá, começa a nos contar sobre a construção do Mishkan, o Templo móvel que acompanhou o povo judeu durante os 40 anos no deserto e foi substituído posteriormente pelo Beit Hamikdash (Templo Sagrado) de Jerusalém. E se prestarmos atenção veremos que não apenas esta Parashá trata do Mishkan, cerca de cinco Parashiot inteiras da Torá descrevem os mínimos detalhes de todos os seus utensílios. Então temos que nos perguntar: por que a Torá precisava se alongar tanto na descrição do Mishkan e seus utensílios se o Mishkan foi apenas algo temporário?

A resposta é que apesar do Mishkan ter funcionado somente por alguns anos, em cada detalhe da sua construção há mensagens eternas para todo o povo judeu e não apenas para a geração do deserto. Por exemplo, algo nos chama a atenção sobre uma diferença entre o Aron Hakodesh, a arca sagrada que continha a Torá, e o Mizbeach interno, o altar onde eram oferecidos incensos. Enquanto as medidas do Mizbeach interno eram todas medidas inteiras (um cúbito de comprimento, um cúbito de largura e dois cúbitos de profundidade), as medidas do Aron Hakodesh eram justamente o contrário, todas elas medidas quebradas (dois cúbitos e meio de comprimento, um cúbito e meio de largura e um cúbito e meio de profundidade). O que isto nos ensina?

Explica o Kli Yakar, um famoso comentarista da Torá, que neste pequeno detalhe está contido um grande ensinamento. O Aron Hakodesh que continha a Torá representa a nossa parte espiritual. Em relação ao nosso crescimento espiritual, temos sempre que olhar como se estivéssemos incompletos, que nos falta algo, que estamos apenas na metade do caminho. Temos que olhar sempre para quem tem mais espiritualidade do que nós, criando assim uma inveja positiva que nos leva a um crescimento espiritual. A pessoa que acha que já tem toda a sabedoria que precisa fica estagnada, não cresce mais espiritualmente. Por isso as medidas do Aron Hakodesh são todas quebradas.

Mas ao contrário, em relação ao mundo material, representado pelo Mizbeach de incenso, nas áreas como a riqueza e a honra temos que olhar sempre para aqueles que tem menos do que nós, e buscar enxergar que estamos completos com o que já temos. Por isso as medidas do Mizbeach de incenso são inteiras.

Ensinam os nossos sábios que todas as características que D’us colocou na alma do ser humano, mesmo as que parecem ser apenas negativas, podem ser canalizadas para o lado positivo, como é o caso da inveja. Se a inveja é utilizada para desejar as aquisições materiais que pertencem ao outro, ela se torna uma característica muito negativa e pode levar o ser humano à destruição, como está escrito no Pirkei Avót (Ética dos Patriarcas): “Três coisas tiram o homem do mundo: a inveja, a honra e a busca pelos desejos”. A pessoa invejosa se torna triste e depressiva pois nunca está contente com o que possui e vive em função do que os outros têm. Não importa que o carro dela é bom e tem tudo o que ela precisa, o que importa é que o vizinho tem um melhor e mais moderno. É por isso que o ápice dos 10 mandamentos é “Não cobiçarás”, pois a cobiça destrói a vida do ser humano e pode fazê-los transgredir os outros 9 mandamentos.

Mas D’us colocou a inveja em nossa alma para que possamos canalizá-la para o lado positivo, para o lado espiritual. Para que possamos ver o crescimento espiritual de outra pessoa e desejarmos também crescer espiritualmente. Isto faz com que tenhamos mais incentivos para nos esforçar e atingir nossos objetivos espirituais.

E assim ensinam os nossos sábios: “A pessoa que reza deve voltar seu coração para cima e seus olhos para baixo”. O coração está relacionado com o nosso crescimento espiritual e, portanto, devemos olhar para cima, para quem tem mais de que nós. Já os olhos estão relacionados com o desejo material e, portanto, devemos olhar para baixo, para quem tem menos do que nós. Somente assim poderemos continuar nosso trabalho de crescimento espiritual com a sensação de tranqüilidade de termos todas as ferramentas do mundo material que necessitamos para podermos crescer.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

Tenha um sábado de paz !

Fernando Rizzolo

Os Anjos

*Por Moshe Miller

Maimônides escreve que tudo que D’us criou pode ser dividido em três categorias: aquelas que são composto de substância e forma mutáveis; aquelas de forma e substância imutáveis; e aquelas criaturas que são forma mas não substância. Essas últimas são os anjos. Não são corpos nem seres físicos, mas sim formas separadas umas das outras pelos princípios que eles representam. Assim, “forma” nesse caso não significa estrutura dimensional, mas sim um princípio espiritual claramente definido, ou permutação da energia Divina. Anjos… são separados uns dos outros pelos princípios que eles representam.

Os seres angélicos se enquadram em duas categorias gerais – aqueles que foram criados durante os seus dias da Criação (chamados de “anjos ministrantes”) e aqueles que são criados numa base diária para cumprir várias missões neste mundo. Os nomes dos anjos mudam de acordo com sua missão.

Quando os anjos são enviados a este mundo como emissários do Eterno para cumprir uma missão específica, se revestem num corpo formado pelo elemento do ar ou do fogo. Os anjos também podem aparecer na forma humana. Uma vez que tenham completado seus deveres terrenos, eles se despem do corpo e retornam ao antigo estado espiritual.

Existem anjos que habitam cada um dos quatro mundos: Ofanim no mundo de Asiya; Chayot no mundo de Yetzira; Serafim no mundo de Beriya. Também existem anjos no mundo de Atzilut.

Os anjos são ainda subdivididos segundo a sefirá da qual derivam. Os anjos são assim divididos em “campos” segundo a divisão das sefirot. O anjo Michael e seu “campo”, por exemplo, deriva da sefirá de chessed, e o anjo Gabriel e seu “campo” derivam da sefirá da gevura, e assim por diante.

Mais detalhes:
A palavra para “anjo” em hebraico, “malach”, também significa “mensageiro”. Como seu nome em hebraico significa, a natureza do anjo é ser um enviado a certo grau, constituindo então um contato permanente entre os mundos. As missões de um anjo transpiram em duas direções: ele pode servir como um emissário de D’us para o terreno, para outros anjos e criaturas abaixo no mundo de Yetzira, e/ou podem também servir como aquele que leva de baixo na direção do céu, de nosso mundo para os mundos superiores.

A verdadeira diferença entre homem e anjo não é o fato de que o homem tem um corpo, porque a comparação essencial é entre a alma humana e o anjo. A alma do homem é mais complexa e inclui um mundo inteiro de elementos existenciais diferentes de todos os tipos, ao passo que o anjo é um ser de essência única e portanto num certo sentido, unidimensional. Além disso o homem, por causa de sua natureza multifacetada e sua capacidade de conter contradições (incluindo seu dom do poder interior da alma) tem a capacidade de distinguir entre o bem e o mal. É essa capacidade que torna possível para ele elevar-se a grandes alturas, e pelo mesmo critério cria a possibilidade de falhar e retroceder, o que não ocorre com um anjo.

Sob o ponto de vista de sua essência, o anjo é eternamente o mesmo. É estático, uma existência imutável, seja temporária ou eterna, fixado dentro dos limites rígidos de qualidade devido à sua própria criação.
fonte: Beit Chabad

Tenha um sábado de paz !

Fernando Rizzolo

Luz e escuridão

Alemanha: Inicio do século 20

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com a seguinte pergunta:

“D’us criou tudo que existe?”

Um aluno respondeu valentemente: “Sim, Ele criou”..

“D’us criou tudo?”, perguntou novamente o professor.

“Sim senhor”, respondeu o jovem.

O professor continuou, “Se D’us criou tudo, então D’us fez o mal! Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então D’us é mau.”

O jovem ficou calado diante de tal argumento e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.

Outro estudante levantou a mão e disse:

“Posso fazer uma pergunta, professor?”

“Lógico”, foi a resposta.

O jovem ficou de pé e perguntou: “Professor, o frio existe?”

“Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?”

O rapaz respondeu: “De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos o frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia. O calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor. Todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.”

“E, existe a escuridão?”, continuou o estudante.

O professor respondeu: “Existe”.

O estudante respondeu: “Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode ser estudada, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores que a compõe, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não! Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.

Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim? Portanto a escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quendo não há luz presente”

Finalmente, o jovem perguntou ao professor: “Senhor, o mal existe?”

O professor respondeu: “Lógico que existe, como disse desde o começo, é só ler as manchetes: vemos ações terroristas, crimes e violência no mundo o tempo todo”.

E o estudante respondeu: “O mal não existe, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, como nos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de D’us. D’us não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter D’us presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.”

Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado.

O diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome. E ele respondeu:

“Albert Einstein.”

fonte: site do Beit Chabad

Tenha um sábado de paz!

Fernando Rizzolo

Recomeços

*Por Yanki Tauber: baseado nos ensinamentos do Lubavitcher Rebe

A cada dia, muitos bilhões de homens-hora vão abaixo pelo ralo. Se há 6.000.000.000 de seres humanos no mundo, e cada um dorme em média 7,2 horas por noite – bem, faça os cálculos. Para resumir, o tempo que passamos de olhos fechados é provavelmente nosso recurso humano mais desperdiçado.

Por que passamos 25% a 30% da vida dormindo? Talvez esta questão não tenha resposta. Por que dormir? Porque o corpo assim exige. Pois assim fomos construídos fisiologicamente – e precisamos de determinadas horas de descanso a cada dia para funcionar.

Porém, para o judeu não há perguntas sem resposta. Se D’us nos criou de um certo modo, existe um motivo. Se as horas de atividade devem sempre ser precedidas por aquilo que o Talmud chama “a pequena morte”, o sono, há uma lição aqui, uma verdade fundamental para a natureza das realizações humanas.

O Rebe explica: Se não dormíssemos, não haveria “amanhã”. A vida seria um único e interminável “hoje”. Todos os pensamentos e ações seriam uma continuação de pensamentos e ações prévios. Não haveria recomeços em nossa vida, pois o próprio conceito de “um novo começo” nos seria incompreensível.

Dormir significa que temos a capacidade não apenas de melhorar, como também de transcender a nós mesmos. Abrir um novo capítulo na vida que não seja pré-fixado, nem uma conseqüência do que fomos ou fizemos até agora. Libertar-nos das amarras do ontem e construir um novo e recém-criado “eu”.

Rabi Yisrael Báal Shem Tov ensinou que D’us cria o mundo novamente a cada novo milissegundo do tempo. Se somos Seus “parceiros na Criação” (como o Talmud afirma que somos), deveríamos ser capazes de fazer o mesmo – pelo menos uma vez ao dia.

Amanhã quando você acordar, recomece e faça deste ano um tempo novo – como jamais existiu.
fonte: beit chabad

Tenham um sábado de paz !

Fernando Rizzolo

Trailer oficial Lula o filho do Brasil

Como Controlar a raiva

*Por Mendy Herson

Você já ficou furioso?

A ira é uma palavra ampla usada para descrever uma reação humana básica – às vezes saudável. Porém estou me referindo ao tipo doentio. Todos conhecemos isto. A fúria irracional, agressiva – “perder as estribeiras”.

E então, você fica furioso? Às vezes você é consumido pela fúria?

Volte por um momento àquele estado mental. Como você se sente? Está no controle de sua vida? Ou você perdeu o controle? Em vez de dirigir sua reação emocional, a fúria na verdade controla você? E, se você perdeu o controle, para quem o perdeu? Quem está no banco do motorista em sua vida?

Não é você.

“Você” é o seu “melhor você”, e isso não é você.

Como explicam algumas obras clássicas da espiritualidade judaica: Quando você sucumbe à ira, desencadeia seu inferno interior, É o que você tem de pior. É tóxico.

Por mais estranho que pareça, também pode ser sedutor. Esta força, que destrói a qualidade de sua vida, pode se tornar uma droga emocional; finge ser sua amiga, apresentando-se como “mostre quem você é”.

Pense novamente. Nas palavras de Iyov (5:2): A fúria mata o tolo.

Precisamos ter auto-consciência. Precisamos sentir quando este inimigo entrou na nossa psique. Quando sentimos ira, precisamos ver uma bandeira vermelha na nossa mente e então começar imediatamente a pensar numa maneira de nos controlar, como impedir a espiral descendente de ressentimento e fúria.

Mas para criar um sistema interno de reação adequada, precisamos cultivar uma sensibilidade ao perigo. Precisamos de um reconhecimento genuíno de que a fúria é um veneno ao sistema humano, e um impedimento para se levar uma vida significativa. Se você enxerga a fúria dessa maneira, tem mais probabilidade de controlar a sua psique – reestruturando sua perspectiva de canalizar as emoções de maneira mais produtiva.

Durante milênios, a tradição judaica nos ensinou que a fúria também reflete uma falta de fé. A equação é bem simples: ficamos furiosos quando nos sentimos vulneráveis a uma ameaça ou problema. Quando eu acredito em D’us, não posso me sentir vulnerável. Quando sinto minha fé em D’us, minha percepção sobre o mundo focaliza minha jornada Divinamente concedida, meu destino – não a minha percepção de vulnerabilidade.

A fúria compete com meu senso de destino. Não posso deixar que ela vença.

Entre um estímulo potencialmente causador de fúria e a minha reação há uma lacuna: é aí que entra a minha escolha. Preciso reconhecer que alguns problemas podem ser resolvidos, alguns podem ser melhorados, mas de qualquer maneira preciso escolher uma reação que seja apropriada para a minha jornada da vida – e os desafios são uma parte daquela jornada.

Portanto, preste atenção ao seu quociente de fúria.

Reduza-o, e aumente a sua qualidade de vida.
fonte: Beit Chabad

Tenha um sábado de paz !

Fernando Rizzolo

Esperando pelo Perdão

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Cena de Yom Kippur numa Sinagoga na época medieval

Neste domingo, ao final da tarde, se dará o início ao Yom Kipur. Portanto, retornarei nesta segunda-feira após 21 horas, pois ainda pretendo passar, após a quebra do jejum, na casa de um rabino amigo meu para tomar um “lechayim”, (geralmente vodka).

Como meu jejum é completo, sem água inclusive -iniciando-se domingo às 18:00 – espero novamente estar ao lado de vocês, bem disposto, após o horário referido (21:00 de segunda). A todos os meus leitores, que são meus amigos invisíveis, saibam da minha mais profunda admiração, carinho e respeito que tenho por todos, por este Brasil imenso.

Obrigado por me acompanharem nas minhas reflexões, nos meus pensamentos, no ano que passou. Continuem divulgando o Blog do Rizzolo, prestigiando este humilde espaço, minha mídia é apenas você, meu leitor e amigo, mais ninguém !

Tenho tentado nos meus escritos externar o que eu penso, sob uma visão ética, na defesa dos mais pobres, dos esquecidos, dos desvalidos, defendendo meu ponto de vista sem uma conotação ideológica marxista, ateista ultrapassada, mas numa visão humana, religiosa, firme e de bom senso. Até mais queridos amigos !

Fernando Rizzolo

Um pouco da história

O nome Yom Kipur – Dia do Perdão – nos informa de um aspecto apenas de sua significação. “Porque neste dia se fará expiação por vós para purificar-vos de todos os vossos pecados; Perante Ad-nai ficareis purificados (Lev.XVI,30).

Isso é Yom Kipur, perdão e purificação, esquecimento dos erros e extirpação das impurezas da alma. Nobres conceitos que se tomam em sua acepção mais ampla. Não se trata unicamente do perdão Divino, que se invoca mediante a confissão das faltas e as práticas de abstinência, mas, também, do perdão humano, que exige o desprendimento da vaidade e contribui para a elevação moral. Quando chega Yom Kipur, cada judeu deve estender ao seu inimigo uma mão de reconciliação, deve esquecer as ofensas recebidas e desculpar-se pelas feitas aos outros, pois, limpo de todas as suas escórias físicas e morais, deve comparecer perante o Tribunal de D`us.

Durante um dia inteiro ele permanece diante desse Tribunal numa ampla confissão de suas culpas, em humildade e arrependimento, não com o fim de rebaixar sua dignidade humana, mas para elevar-se acima de suas misérias morais e apagar toda sombra de pecado em seu interior. E assim, depurado, vislumbrar com mais claridade os caminhos do bem.

Yom Kipur é data de jejum absoluto que se interpreta não somente como uma evasão do terreno, mas como uma prova de nossa força de vontade sobre os apetites materiais que tantas vezes conduzem ao pecado. Por último, o jejum nos faz sentir na própria carne os padecimentos de tantos seres humanos que, por falta de meios, sofrem fome, sede, fraqueza, vítimas da mais profunda miséria.

por Isaac Dahan

Veja Também: Silvio Santos fala sobre o Yom Kippur

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