Bons hábitos geram boas ações

O que parece ser uma afirmação simples, costumeiramente usada desde a nossa infância, torna-se complicada e trabalhosa quando decidimos colocá-las em prática no nosso dia-a-dia. Seguir uma rotina diária, constituindo uma trajetória de hábitos novos que nos elevam espiritualmente, para muitos, no início, é um processo penoso.Na própria Bíblia, o relato e a indicação do povo judeu recebendo o maná do céu, e a imposição de Deus às suas normas, fez a multidão se lembrar do antigo Egito como algo não tão ruim.

Lá, em Mizraim (Egito em hebraico), não havia regrasnem compromisso e a lassitude da condição de escravos os levava a uma rotina pobre e sem rumo, porém, cômoda. Vencer a comodidade impondo a si próprio uma vida mais regrada no cumprimento das leis de Deus, nos faz mais disciplinados, atentos e preparados para a nossa jornada semanal.

Pouco importa a religião, a origem ou a crença, mas, estabelecer uma rotina diária que inclua orações pela manhã logo após o banho, orações à noite ao se deitar, não comer determinados alimentos, não se ater a filmes ou programas de conteúdo violento, visitar sites e blogs saudáveis, ler livros sagrados – como salmos – nos leva a dormir melhor, a ter uma saúde mais equilibrada e acima de tudo, a ficarmos espiritualmente menos vulneráveis às depressões, ansiedades e tensões em geral.

Hoje, profissionais de todo gênero sabem que um executivo disciplinado e com bons hábitos produz mais e seu nível de eficiência é maior. Um conjunto de hábitos saudáveis forma um conteúdo de cunho pessoal de extrema importância.

Que tal começar seu dia orando após o seu banho pela manhã? No começo pode soar estranho, mas, para os judeus, budistas, muçulmanos e seguidores de outras religiões, orar três vezes por dia constitui um bom hábito e com certeza, gera boas ações. Vale tentar: oxigenar a rotina pobre e sem sentido fará de você uma pessoa mais disposta, mais tolerante, e acima de tudo, mais próxima de Deus.

Fernando Rizzolo

Um Imenso Vazio

Esta semana foi banhada com as lágrimas da tristeza por aqueles que se foram no vôo 447 da Air France. Só quem perdeu, disse adeus, e se despediu acenando dos que embarcaram, sabe a dimensão da dor e do sofrimento. Este não foi o primeiro vôo trágico, outros antecederam, como o da Tam em São Paulo. Todos enfim, serviram para dimensionar o sofrimento das perdas repentinas.

Que palavras dizer, como entender, qual a lógica do desenlace da tragédia não anunciada? As explicações surgem em todas as religiões, mas a certeza de que as tragédias nos fazem refletir sobre nosso papel neste mundo, nos eleva na condição de repensarmos o aspecto espiritual de nossas vidas, muitas vezes ocultado pelo materialismo desenfreado do dia-a-dia .

Vidas ceifadas, amores que se foram, filhos queridos que jamais voltarão, traduzem os desperdícios das discórdias, da luta pela busca do material como prioridade, e da fragilidade da condição humana. Talvez seja tempo em que as pessoas devam buscar na espiritualidade, as respostas para os infortúnios da vida.

A lógica divina não pertence à mesma condição da lógica humana, e de nada adianta contestarmos a incapacidade do nosso cérebro de compreender os desígnios de Deus; que por vezes, faz das coisas tristes a maior razão do compreender divino. Se assim agirmos, estaríamos espiritualmente não elevando a alma e a lembrança daqueles que se foram, ao nos conformarmos, ultrapassamos nossa incapacidade diminuta, e sintonizamos uma lógica distante, incompreensível, mas repleta de luz.

Quando as buscas são ineficazes, quando as explicações técnicas das causas se confrontam, e não se vê absolutamente nada a não ser a saudade; fechar os olhos, se conformar e se apaziguar com Deus, é conectar-se com uma a lógica maior, é o caminho para entender o seu último adeus, seu último abraço, e quem sabe este imenso vazio.

*Dedico este texto aqueles que perderam seus entes queridos de forma trágica.

Divulguem este texto. Ajudem a divulgar o Blog do Rizzolo, enviem aos jornais de sua cidade

Fernando Rizzolo

Tenha um sábado de paz.

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Obama: Ahmadinejad deveria visitar campo de concentração

DRESDEN, Alemanha – O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta sexta-feira, 5, que o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que esta semana voltou a qualificar ao Holocausto como um grande engano, deveria visitar Buchenwald, um campo de concentração nazista da Segunda Guerra Mundial. Em uma entrevista na Alemanha ao programa NBC News, ele foi perguntado sobre o que o líder iraniano poderia aprender no lugar. “Ele deveria fazer sua própria visita’, disse. ‘Não tenho paciência com as pessoas que negam a história. E a história do Holocausto não é algo especulativo’.

Obama destacou que seu tio-avô ajudou a liberar o campo de concentração de Buchenwald durante a Segunda Guerra. O lugar, a leste da Alemanha, foi criado pelos nazistas e se estima que 56 mil pessoas, em sua maioria judeus, tenham sido mortas ali.

Obrigação de impedir novos genocídios

Em entrevista coletiva conjunta com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Dresden, Alemanhã, Obama afirmou que a comunidade internacional tem a obrigação de impedir os genocídios, por mais inconveniente que seja tentar. Segundo ele, “é preciso atuar quando houver” esses casos.

O presidente americano, que esta tarde visitará o campo de concentração de Buchenwald, tinha sido perguntado sobre como se pode aplicar o lema “Nunca Mais” referente ao Holocausto aos eventos na região de Darfur, no Sudão, ou no norte do Sri Lanka.

Obama afirmou que seu Governo colabora ativamente para evitar o genocídio no Sudão, onde o presidente Omar Hassan al-Bashir expulsou as organizações humanitárias, e ele mesmo falou sobre a situação em Darfur na quinta-feira com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, que conta com “sólidos laços diplomáticos” no país vizinho.

O presidente americano se encontra na Alemanha dentro de uma viagem pelo Oriente Médio e pela Europa que já o levou à Arábia Saudita e ao Egito. Amanhã, ele viaja para a França. Obama concluirá sua estadia na Alemanha com uma visita à base militar de Landstuhl, onde cumprimentará as tropas americanas no local e percorrerá o hospital onde são atendidos os feridos nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

(Com informações da Efe e da Reuters)
Rizzolo: Obama tem pela frente uma missão difícil: agradar árabes e judeus. Na verdade pouco há que se fazer para conter o radicalismo de ambos os lados. A postura de quem é dócil e ao mesmo tempo enérgico, não se coadunam; prova disso são as críticas dos extremistas árabes, afirmando que Obama tenta dar lição ao islamismo. Ainda vamos sentir saudade de Bush..

‘Minha vida está de cabeça para baixo’, diz advogado que perdeu os pais

José Gregório viajou para celebrar seus 72 anos de vida.
Parentes pensam em mandar rezar missa pelas vítimas no Rio.

“Minha vida está de cabeça para baixo”, disse o advogado Marco Túlio Moreno Marques, que desde a manhã de segunda-feira (1º) quando soube do acidente com o voo da Air France, onde estavam seus pais, não consegue mais trabalhar. O advogado que mora na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, vai duas vezes por dia ao Hotel Windsor, onde estão hospedados os parentes dos passageiros para obter informações sobre o voo.

Segundo Marco Túlio, seus pais, o juiz aposentado José Gregório Moreno Marques, de 72 anos, e a mãe, a advogada aposentada Maria Tereza Moreno Marques, de 79 anos, costumavam viajar com frequência para a França.

“Eles viajavam para Paris como quem ia para Petrópolis. Viajavam de três a quatro vezes por ano para lá. A França era como se fosse a segunda casa deles”, contou Marco Túlio, acrescentando que esta viagem seria para comemorar o aniversário de 72 anos de José Gregório.

Na manhã desta quarta-feira (3), segundo Marco Túlio, numa sala do hotel onde estão reunidos cerca de 40 parentes das vítimas da voo 447, funcionários da Marinha e da Aeronáutica informaram que foram encontrados destroços do avião da Air France a cerca de 90 quilômetros do Arquipélago de São Pedro e São Paulo.

“Eles disseram que já foi encontrado um pedaço do avião com cerca de sete metros de diâmetro, dez objetos metálicos e uma mancha de óleo de aproximadamente 20 quilômetros de extensão. Não tenho mais esperanças de encontrar meus pais. Não pretendo ir para o Recife acompanhar as investigações, porque isso não vai adiantar nada”, contou o advogado.

O advogado contou que vai duas vezes por dia ao hotel – pela manhã e à noite – para obter informações sobre as buscas. Ele disse que as pessoas ficam reunidas numa sala com computadores, onde acessam informações através de agências francesas e internacionais de notícias. Só entram no local quem tem um cartão magnético que foi dado apenas aos parentes e a funcionários da Air France.

“Ontem (segunda-feira, dia 2), um familiar chegou a comentar que teriam achado um sobrevivente. Houve uma comoção geral na sala, mas logo em seguida a informação foi desmentida. Já não tenho mais esperanças”, disse o advogado.

Ele contou ainda que um grupo de parentes está se mobilizando para mandar rezar uma missa pelos passageiros, no Rio.

“Não seria uma missa de sétimo dia. Seria só uma forma de celebrar a memória das pessoas queridas. Estamos trocando informações e telefones para ver quando isso pode ser feito”, disse o advogado, resignado.
globo

Rizzolo: Vou transcrever um texto de outro comentário meu a respeito da tragédia, que serve como uma reflexão sobre a perda de entes queridos e a visão espiritual e contextual desse infortúnio.

Dificilmente entenderemos a lógica divina. Na verdade ela não foi constituída para que o nosso sentido humano pudesse compreendê-la. De nada adianta ficarmos revoltados com os desígnios de Deus, muito pelo contrário, a postura que devemos ter em relação às tragédias e os infortúnios, é de conformação. É interessante analisarmos que a mais importante reza judaica aos mortos, Kadish , é na verdade uma exaltação à Deus.

Diante da tragédia devemos exaltar o resplandecer divino, sua glória, só assim poderemos nos situarmos numa mesma dimensão de aceitação, e entender que diante da lógica de Deus necessário se faz o aceitar, até para que a alma daquele que já se foi, possa subir e descançar. Entender a morte, é algo que jamais um cérebro humano será capaz de fazê-lo, a lógica é outra, assim sendo poderemos entender o Kadish suprindo a lacuna entre o ilógico humano e o lógico divino. Mais uma vez espero que as famílias encontrem um conforto espiritual independente da religião, e que as vítimas sejam lembradas por todos aqueles que os conheceram.

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Em poucos segundos a tragédia do voo 447 destruiu lares, sonhos, vidas

Estavam no avião o cirurgião plástico Roberto Corrêa Chem, a mulher dele, Vera, e a filha do casal Letícia. Viajavam de férias para a Grécia e Turquia. A médica Bianca Cotta e o advogado Carlos Eduardo, recém casados, iam passar a lua de mel em Paris.

Juliana de Aquino, cantora, de 29 anos, seguiria para a Alemanha, onde morava há seis anos. Ela esteve no Brasil para visitar a família em Brasília. O oceanógrafo Leonardo Veloso Dardengo retornava a Paris para continuar os estudos do doutorado.

O voo 447 levava também os italianos Rino Zandonai, Giovani Lenzi e Luigi Zortéa, que passaram por Santa Catarina para doar 20 mil euros às vítimas da enchente do ano passado.

Pedro Luís de Orleans e Bragança, de 26 anos: o quarto na linha sucessória da Família Real Brasileira. O argentino Pedro Drey Fus, de 38 anos, que atuava na ONG Viva Rio. O chefe de gabinete da Prefeitura do Rio, Marcelo Parente, e a mulher dele.

E os executivos da Michelin, Luiz Roberto Anastácio, Presidente para a América Latina e Antônio Augusto Gueiros, de 46 anos, Diretor de informática da empresa.

globo

Rizzolo: Dificilmente entenderemos a lógica divina. Na verdade ela não foi constituída para que o nosso sentido humano pudesse compreendê-la. De nada adianta ficarmos revoltados com os desígnios de Deus, muito pelo contrário, a postura que devemos ter em relação às tragédias e os infortúnios, é de conformação. É interessante analisarmos que a mais importante reza judaica aos mortos, o Kadish, é na verdade uma exaltação à Deus.

Diante da tragédia devemos exaltar o resplandecer divino, sua glória, só assim poderemos nos situarmos numa mesma dimensão de aceitação, e entender que diante da lógica de Deus necessário se faz o aceitar, até para que a alma daquele que já se foi, possa subir e descançar. Entender a morte, é algo que jamais um cérebro humano será capaz de fazê-lo, a lógica é outra, assim sendo poderemos entender o Kadish suprindo a lacuna entre o ilógico humano e o lógico divino. Mais uma vez espero que as famílias encontrem um conforto espiritual independente da religião, e que as vítimas sejam lembradas por todos aqueles que os conheceram.

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Silvio Santos relata que é judeu e fala sobre caridade

Silvio Santos nos dá um exemplo do que é a caridade, ser judeu, e ajudar ao próximo. Parabéns ao apresentador pelas palavras e por admitir sua religião e seu amor à Deus. Em suas palavras ouve-se uma doce melodia de esperança, solidariedade, e amor aos pobres. Tudo que falta na visão egoista de alguns, que na política, viram suas costas aos humildes e necessitados.

Fernando Rizzolo

“Chega de corrupção e rolo, para deputado federal Fernando Rizzolo – PMN 3318”

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O pacto

*Rabino Chefe da inglaterra, Professor Jonathan Sacks

Pessoas gordas teriam de fazer dieta se quisessem consultar o médico, li em uma reportagem no jornal. A proposta sendo lançada era a de que pacientes teriam de assinar contratos com seus médicos, comprometendo-se a perder peso, ou parar de fumar, ou fazer mais exercícios, e aqueles que deixassem de fazê-lo perderiam o direito a tratamento grátis. Xiii… pensei eu, lembrando minha batalha perdida contra alguns kilos a menos. Que idéia maluca – perder os serviços de seu médico quando você mais precisa deles.

Mas então lembrei-me de Maimônides, o notável rabino da Idade Média, e um dos mais destacados médicos de seu tempo. E o mais fascinante é que ele fez a mesma sugestão há mais de 800 anos. Ele escreveu uma obra pioneira de medicina preventiva – com conselhos fortes e corretos sobre dieta, exercício, higiene e sono. E o estranho é que ele não fez isso como um manual da boa forma, mas como parte de seu clássico código da lei judaica. O corpo é um presente de D’us, e portanto ele afirmava que temos o dever religioso de cuidar dele. Um dos erros mais comuns que cometemos, dizia ele, é levar uma vida não saudável e depois culpar D’us quando ficamos doentes.

Em breve estaremos celebrando a Festa de Shavuot – quando nos lembramos da entrega dos Dez Mandamentos a Moshê e aos judeus, o ponto culminante da jornada de sete semanas do Egito ao Monte Sinai, da escravidão ao grande momento da revelação – a jornada dos direitos às responsabilidades da liberdade. Ao outorgar aos israelitas um conjunto de leis, foi como se D’us estivesse dizendo: “Eu os protegerei, mas vocês precisam fazer sua parte. Eu os ajudarei, mas vocês têm de me ajudar a ajudar vocês.”

A Torá tem um nome para este tipo de parceria. Chama-se pacto, significando que ambas as partes se comprometem mutuamente, cada qual concordando em manter seu lado do acordo. E eu sempre senti que pacto é um modelo não apenas para nosso relacionamento com D’us, mas para os relacionamentos em geral – com nosso parceiro no casamento com quem partilhamos a vida, com os professores que cuidam de nossos filhos, e com os médicos que cuidam de nossa saúde.

Portanto, talvez a idéia de um pacto entre médicos e pacientes não seja tão maluca, afinal. Eles nos ajudam, mas temos de ajudá-los a nos ajudar. Então, apesar do fato de que as Festas Judaicas geralmente envolvem uma boa quantidade de comida, este ano vou optar por um pouco menos de alimento para o corpo e um pouco mais para a alma – na esperança de que meu médico continuará a me atender, ou melhor ainda, de que não precisarei vê-lo.

fonte: site do Beit Chabad

Tenha um ótimo sábado e uma semana feliz !

Fernando Rizzolo

Suásticas em festa de empresa no Rio causam polêmica

SÃO PAULO – Uma festa da empresa alemã Adidas numa mansão no Alto da Gávea, zona sul do Rio, terminou em polêmica, na madrugada de sábado, quando convidados viram elementos nazistas na decoração. Um grupo de 15 pessoas deixou a casa – entre eles uma das curadoras da festa, a atriz e cantora Thalma de Freitas. As fotos que seriam de suásticas desenhadas na borda da piscina e de um quadro de um oficial nazista foram postadas ainda na madrugada nos blogs do ator e escritor Michel Melamed e do escritor João Paulo Cuenca.

Melamed conta que estava na festa havia uma hora quando ouviu comentários sobre as suásticas na piscina. Ainda ficamos meia hora discutindo se os desenhos seriam de alguma forma geométrica, apenas uma coincidência desagradável, mas a dúvida se dissipou quando vimos o quadro no camarim dos músicos, e um cartaz da Marinha nazista no bar. Havia uma memorabilia nazista naquela casa e nos retiramos.

Em comunicado, a Adidas informou que desconhecia que a casa tinha adereços que pudessem ser relacionados ao nazismo. E que, se soubesse, solicitaria a pronta retirada dos mesmos ou a mudança do local do evento. A nota diz que os adereços fotografados por Melamed e Cuenca não foram notados pela organização da festa.

A casa pertence ao advogado Luiz Fernando Penna e é alugada para eventos – serviu de locação, por exemplo, para o filme Meu Nome Não é Johnny. Penna, que é colecionador de obras de arte, não foi localizado ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Em entrevista ao jornal O Globo, disse que comprou as peças há cerca de 15 anos, de um ex-combatente da 2ª Guerra, e negou que os símbolos na piscina façam referência ao nazismo. Aquilo é um friso, uma espécie de grega, decoração muito usada na Grécia e na China. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Rizzolo: É preocupante saber que nos dias de hoje ainda existem pessoas que fazem a apologia do regime nazista. Se proposital ou não, o importante é que isso seja combatido com denúncias como consta no texto. O regime nazista deixou marcas na humanidade que jamais serão esquecidas, não é saudável vincularmos objetos de uma época tão cruel e triste para a humanidade.

Agora convenhamos, é inadmissível que uma empresa deste porte não tenha o controle sobre os objetos que servem como adereços numa festa patrocinada por ela. O antissemitismo cresce no Brasil, e a postura do governo em prestigiar antissemitas internacionais como o egípcio Farouk Osni, acaba colaborando para isso.

Milionários preferem dar dinheiro para caridade do que deixar para os filhos

Pesquisa mostra que 62% dos pesquisados com ativos de mais de US$ 800 mil planejam deixar seu dinheiro para organizações beneficentes para incentivar os filhos a trabalhar.

O interesse crescente em filantropia entre os mais ricos do Reino Unido e dos Estados Unidos indica que a próxima geração de multi-milionários talvez não faça justiça ao título. Segundo uma pesquisa divulgada agora, muitos milionários – e até bilionários – pretendem deixar menos dinheiro como herança para seus filhos.

Pesquisa da Richard Harris, fundadores do serviço de testamento online, descobriu que 62% das pessoas com ativos estimados em mais de US$ 800 mil planejam gastar seu dinheiro com obras de caridade ou simplesmente doá-lo para as organizações.

Com isso, os milionários estariam seguindo os passos de ricos “do bem” como Bill Gates e Duncan Bannatyne, que decidiram doar a maior parte de suas fortunas para causas nobres a fim de iincentivar os filhos a iniciar uma carreira e pagar suas próprias contas.

Segundo o próprio Richard Harris, “filantropos ricos, principalmente empreendedores multi-milionários, são firmes em dizer que querem que seus filhos tenham um incentivo para trabalhar duro como eles fizeram em suas vidas. E uma forma de fazer isso é limitando suas heranças”.

“Os pais não querem tirar a ambição dos filhos”, diz. “Em vez de deixar suas fortunas para trás, eles estão repassando a maior parte do dinheiro para causas sociais que eles já defendem e nas quais acreditam. Eles estão colocando mais ênfase em deixar um legado que beneficie a sociedade.”

“Há uns dez anos, 75% da lista dos mais ricos do jornal Sunday Times eram compostos por gente que havia herdado dinheiro de família. Hoje, essa proporção é inversa”.

Tanto é verdade que a lista dos filantropos inclui nomes de prestígio do mundo dos negócios.

– Duncan Bannatyne – Empreendedor que faz parte do programa de TV inglês “Dragon’s Den”, em que milionários dizem se vão ou não investir no negócio de novos empreendedores. Pai de seis filhos. Ele criou um fundo para beneficiar suas crianças, mas já avisou aos filhos que eles terão de demonstrar fibra moral suficiente antes de receber sua parte do quinhão.

– Peter Jones – Empreendedor que também faz parte do programa “Dragon’s Den” já disse aos cinco filhos que eles terão de trabalhar, mas prometeu que um fundo vai dobrar sua renda a cada ano e se eles decidirem trabalhar com organizações de caridade (terceiro setor) ou assumirem um trabalho socialmente responsável, o fundo pagará três vezes seu salário anual.

– Bill Gates – O fundador da Microsoft planeja doar a maior parte de sua fortuna antes de morrer, mas quer deixar US$ 10 milhões para cada um dos três filhos. O resto vai direto para obras de caridade nas quais está envolvido com a Fundação Bill e Melissa Gates. Ele é especialmente atraído para projetos de educação em países menos desenvolvidos.

– Warren Buffet – O mega-investidor americano, segundo homem mais rico do mundo atrás somente do amigo Bill Gates, tem uma fortuna estimada em US$ 62 bilhões. Ele já declarou que vai deixar aos filhos “o suficiente para que eles possam fazer qualquer coisa, mas não tanto que não queiram fazer nada na vida”.

– Barron Hilton – O avô da patricinha Paris Hilton prometeu doar 97% da sua fortuna de US$ 2,3 bilhões para entidades beneficentes.

Época

Rizzolo: Com efeito, no mundo a tendência dos afortunados é cada vez mais se vincularem às causas que envolvam a caridade e a filantropia. No Brasil essa parcela ainda é pequena, contudo cresce a cada ano a conscientização de que doar para a caridade ou tzadaká (hebraico) é a melhor forma de se empregar o dinheiro aqui no mundo terreno, e ao mesmo tempo, de limitar aos herdeiros os volumes de recursos que muitas vezes são gastos de forma pródiga. Instituições sérias, íntegras e com visão empresarial como a Casa Hope,fazem parte do elenco de opção hoje disponíveis no Brasil; e o reconhecimento que a caridade faz bem, e está na pauta mundial dos negócios, foi a presença das 1500 pessoas na festa da inauguração da sua sede própria no dia 12 de maio. São os milionários do Brasil seguindo a nova tendência da filantropia mundial.

Shabat: contrapeso aos valores de mercado

*Pelo Rabino Chefe da Inglaterra, Professor Jonathan Sacks

Durante a atual crise financeira e econômica muita atenção tem sido dada à falta de regulamentacao dos serviços financeiros que ocorriam nos anos 1980. Aquilo abriu os portões para níveis mais altos, e até insustentáveis, de empréstimos e gastos. Pouca atenção tem sido dada a outra falta de regulamentação da mesma época, que desempenhou sua própria parte ao criar uma cultura super-aquecida de crédito e consumo: a consagração do domingo, em vez de um dia de descanso, num dia de compras.

Isso provavelmente era inevitável, dada a secularização da sociedade. Porém sob uma perspectiva judaica, duvido se o Judaísmo teria sobrevivido, muito menos prosperado, sem o Shabat. É nosso contrapeso às pressões e valores do mercado. É nosso oásis de repouso num mundo que parece estar se movendo depressa demais para que qualquer pessoa saiba aonde está indo. É nosso santuário no tempo, quando celebramos as coisas que têm valor mas não têm preço.

O Shabat é o tempo dedicado à família. Sentamo-nos ao redor da mesa, cantamos uma canção de louvor à “mulher de valor”, abençoamos nossos filhos e oferecemos hospitalidade a outros. Vamos à sinagoga e renovamos os laços da comunidade e da amizade. Estudamos nossos textos sagrados e nos reorientamos à luz dos nossos valores eternos. Rezamos, agradecendo a D’us por aquilo que temos, em vez de invejar os outros por aquilo que eles têm. É quando redescobrimos as verdadeiras raízes da felicidade.

Era isso que a Grã-Bretanha tinha quando usufruia do domingo. Era uma declaração coletiva de valores dizendo que há limites para os nossos esforços. Há coisas que você pode comprar, mas há outras, não menos valiosas, que podemos fazer apenas por nós mesmos: relacionamentos de amor e generosidade, um sentimento pelos ritmos e adágios do tempo, uma sensação pela espetacular beleza do mundo criado que apenas podemos vivenciar por completo quando paramos para inalar a beleza das coisas.

Por causa disso, a cultura britânica antes possuía uma pose e um equilíbrio interior. As famílias tinham tempo para fazer uma refeição juntas, conversar e partilhar, não sentar para assistir a uma tela que as remove da realidade. O Shabat era um dia no qual o dinheiro não importava, quando cada qual tinha a mesma dignidade, não importando quanto ganha ou quanto podia comprar. Era para o tempo aquilo que o parque público é para o espaço: algo que todos podemos apreciar com igualdade.”

Há alguns anos, quando fazia para a televisão um documentário sobre a família, levei Penelope Leach, uma das principais especialistas em programas infantis, a uma escola primária judaica numa manhã de sexta-feira para ver as crianças ensaiando para a refeição do Shabat que teriam à noite. Ela ficou encantada pela visão das mães de cinco anos e pais da mesma idade abençoando as velas, vinho e pão, e recepcionando os convidados de cinco anos. Ela quis saber mais sobre o que aquele dia sagrado significava para as crianças.

Ela perguntou a um menino de cinco anos: “O que você não gosta sobre o Shabat?” Ele respondeu: “Não podemos assistir televisão.”

“E o que você gosta sobre o Shabat?” O garotinho respondeu: “É a única hora em que papai não precisa se apressar!”

Voltando da escola, ela voltou-se para mim e disse: “Este Shabat de vocês está salvando o casamento dos pais.” Provavelmente ela estava certa.

Vinte anos de uma cultura consumista de sete dias por semana não tornou os britânicos sensivelmente mais felizes. Isso não é surpresa, porque o mundo da “salvação-via-compras” depende da propaganda comercial nos tornando conscientes daquilo que precisamos. Se pelo menos tivermos aquele relógio, aquela roupa, este carro, aquele celular, nosso prazer seria completo, pelo menos até amanhã, quando descobriremos o próximo objeto que ainda não possuímos.

A confusão financeira foi causada, pelo menos em parte, por pessoas gastando dinheiro que não tinham para comprar coisas que não precisavam a fim de encontrar uma felicidade que não dura. A cultura consumista é, na verdade, um sistema notavelmente eficiente para a produção e distribuição de pessoas descontentes.

Não podemos trazer de volta o Shabat para o domínio público, mas podemos trazê-lo de volta à nossa vida particular. Precisamos disso, porque nem o ambiente nem a economia podem ser baseados em crescimento ilimitado, alimentado pelo desejo artificial.

Um dia em cada sete devemos agradecer por aquilo que temos, e abrir os olhos para a radiância do mundo.
fonte: site Beit Chabad

Tenha um sábado de paz e uma semana feliz.

Fernando Rizzolo

O Egito e o Itamaraty

A relação histórica entre o povo judeu e o Egito sempre foi conturbada. No Antigo Testamento a saga da escravidão, do sofrimento, da exploração é narrada com detalhes e nos mostra o quanto difícil foi se libertar de Mizraim (Egito em Hebraico). Como que se numa dinastia espiritual vivêssemos, encontramos de tempos em tempos figuras que mimificam personagens que reinam no imaginário judaico, desta feita alguém diretamente do Egito, o que o torna deploravelmente especial do ponto de vista antissemita.

Mas o mais triste do que ouvir a afirmação de Farouk Hosny, ministro da Cultura egípcio, que “queimaria qualquer livro israelense que encontrasse nas bibliotecas do Egito”, é saber que Hosny rima com Itamaraty, o que a primeira vista pouco poderia interessar, a não ser a rima política ideológica no apoio do Brasil à sua candidatura ao cargo de diretor-geral da Unesco. Por legítimo protesto histórico, decidi então chamá-lo de Faráo(uk) Hosny, fazendo com que o seu nome rimasse de forma consoante, às sua proposições antissemitas vindas do velho Egito.

É claro que especula-se em vista disso, vantagens num eventual apoio na candidatura à chefia de outro organismo da ONU por um brasileiro, mas adentrarmos nesta seara especulativa, não seria de boa alvitre pois poderíamos nos dar conta do efeito da “bomba atômica diplomática” que nos espera; até porque como se não bastasse, o Brasil de Celso Amorim e Lula, afirma defender o programa nuclear iraniano. Em outras palavras, corremos por fora do ” politicamente correto” em termos de diplomacia política; passando por um antissemitismo, que esbarra na proliferação de armas nucleares, e terminando ao nos solidarizarmos com regimes militares e pouco democráticos como o da família Mubarak.

Faraó(uk) Hosny e o Itamaraty. Bem que poderia não ser assim, tampouco rimar. Queimar livros e incitar o antissemitismo poderia já ser o suficiente para o Brasil não apoiar Hosny que vem do Egito, do velho e conhecido Egito. Aliás como dizia Mahatma Gandhi ” Se quisermos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova”, e essa história do Egito nós já conhecemos…e muito bem..

Fernando Rizzolo

Entrada Proibida

Pretendendo encorajar o filho pequeno a fazer progressos no piano, uma mãe levou o garotinho a um concerto de Paderewski*. Depois que tinham se sentado, a mãe avistou uma amiga na plateia e foi até o corredor para cumprimentá-la.

Aproveitando a oportunidade para explorar as maravilhas do salão de concertos, o menino levantou-se e caminhou até uma porta onde se lia “Entrada Proibida”.

Quando as luzes do teatro foram diminuídas e o concerto estava para começar, a mãe voltou ao seu assento e viu que o menino não estava ali.

De repente, as cortinas se abriram e os refletores focalizaram o impressionante piano Steinway sobre o palco. Horrorizada, a mãe viu seu filho sentado ao piano, tocando inocentemente “Marcha Soldado, Cabeça de Papel”. Naquele instante, o grande virtuose entrou, caminhou rapidamente até o piano e sussurrou no ouvido do menino: “Não pare. Continue tocando.”

Inclinando-se, Paderewski colocou a mão esquerda sobre as teclas e começou a tocar a parte mais grave da melodia. Logo sua mão direita atingiu as teclas por cima da mão da criança e ele acrescentou um rápido obbligato.

Juntos, o velho mestre e o jovem aprendiz transformaram uma situação estranha numa experiência maravilhosa e criativa. A plateia estava hipnotizada.

É assim que acontece com D’us.

Aquilo que podemos conseguir por nós mesmos não é muito digno de nota. Tentamos fazer o melhor, porém os resultados não são exatamente uma música que flui graciosamente. Com a mão de D’us, o trabalho de nossa vida pode ser realmente belo. Portanto, da próxima vez em que você tentar conseguir grandes realizações, ouça cuidadosamente e poderá escutar a voz de D’us sussurrando em seus ouvidos: “Não pare. Continue tocando.”

* Ignacy Jan Paderewski (1860-1941): Pianista-virtuose e compositor polonês. Sua mais famosa peça “Minueto à l”Antique” figura ao lado de obras de Mozart e Beethoven. Em 1922, apresentou-se Carneguie Hall e passou a dar concertos ao redor do mundo. Mudou-se para Nova York no começo da 2a.Guerra Mundial, falecendo em 1941. Após 51 anos de sua morte, seus restos mortais foram transferidos para Varsóvia. O mais famoso compositor polonês deste século tornou-se também o maior expert na vida e obras de Chopin.

fonte: Site do Beit Chabad

Tenha um sábado de paz e uma semana feliz !

Fernando Rizzolo

Netanyahu pede ao papa que condene Irã por críticas a Israel

JERUSALÉM – O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu nesta quinta-feira, 14, ao papa Bento XVI, em uma reunião em Nazaré, que, “como figura moral”, censure as chamadas do Irã ao desaparecimento de Israel. “Pedi que, como figura moral, faça ouvir sua voz alta, clara e de forma constante contra as declarações do Irã sobre sua intenção de destruir Israel”, afirmou Netanyahu à imprensa após o encontro.

O chefe de governo israelense deixou claro ao pontífice, que termina amanhã sua peregrinação à Terra Santa, que não pode ser possível que “no início do século XXI haja um Estado dizendo que vai destruir o Estado judeu”. Para Netanyahu, falta “uma voz enérgica condenando isso”, embora reconheça que ficou satisfeito com a resposta do papa.

“Ele me disse que condena toda forma de antissemitismo e o ódio contra o Estado de Israel, contra a humanidade em seu conjunto, mas nesse caso contra Israel”, comentou. O porta-voz do Vaticano Federico Lombardi ressaltou que os dois líderes analisaram durante a reunião o processo de paz no Oriente Médio e o modo de fazer isso “avançar.”

O pontífice e Netanyahu falaram a sós durante 15 minutos, no convento dos franciscanos de Nazaré, a cidade de María, José e Jesus. O papa condenou Ahmadinejad indiretamente diversas vezes pelos comentários dele contra Israel ou por negar o Holocausto, e autoridades do Vaticano o fizeram de forma direta. “Ele disse condenar todos fenômenos como esse, o antissemitismo e o racismo, e acho que encontramos alguém disposto a escutar”, afirmou Netanyahu.

MISSA NA GALILEIA

Pela manhã, o pontífice manifestou preocupação com aquilo que a Igreja vê como uma deterioração da família no mundo todo. Mais de 50 mil pessoas assistiram à missa campal na região da Galileia, reduto da minoria árabe de Israel. A cerimônia foi celebrada em árabe, inglês e latim, no local conhecido como Monte Precipício, onde segundo a Bíblia uma multidão teria tentando atirar Jesus de um penhasco.

Ali, Bento XVI falou da “santidade da família, que no plano de Deus se baseia na fidelidade por toda a vida de um homem e uma mulher, consagrados pelos laços do matrimônio e aceitando o dom divino da nova vida”. “Como os homens e mulheres do nosso tempo precisam se reapropriar dessa verdade fundamental, que está nos alicerces da sociedade, e como é importante o testemunho de casais casados para a formação de consciências sãs e para a construção da civilização do amor!”, disse o papa.

O pontífice também citou “o dever do Estado de apoiar as famílias em sua missão de educação, de proteger a instituição da família e seus direitos inerentes e de garantir que todas as famílias possam viver e florescer em condições de dignidade.”

Falando em um grande palco branco, o papa disse também que a família deve retomar seu papel de base para “uma sociedade bem-ordenada e receptiva”. A população na região de Nazaré é 35% cristã, um dos índices mais expressivos de Israel. Cerca de 1,5 milhão de israelenses, ou cerca de um quinto da população, são árabes, e entre eles 10% são cristãos.
agência estado

Rizzolo: Muito embora alguns mais ortodoxos entendam que a viagem do papa não foi boa, entendo que houve um saldo extremamente positivo. Falta agora o papa demonstrar seu repúdio ao Irã e seu presidente antissemita. Vamos ver, não é ? Só acredito vendo, é o minimo que um religioso deve fazer em nome de seus ideais.

Museu do Holocausto manifesta ‘decepção’ com discurso do papa

De Tel Aviv para a BBC Brasil – O presidente do conselho do Museu do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, rabino Meir Lau, se disse “desapontado” com o discurso feito pelo papa Bento 16 na instituição israelense nesta segunda-feira.

Para Meir Lau, ex-Grão Rabino de Israel e sobrevivente do Holocausto, o líder da Igreja Católica “perdeu um momento histórico” em seu discurso, que fez parte da visita oficial de cinco dias do pontífice a Israel e aos territórios palestinos.

“Houve algumas coisas que não foram mencionadas no discurso do papa”, declarou Lau, “ele não mencionou o número exato das vítimas do Holocausto e, diferentemente de seu antecessor (o papa João Paulo 2º, que visitou Jerusalém em 2000), que disse a palavra ‘assassinados’, o papa atual disse que as vítimas ‘foram mortas'”.

Meir Lau também disse que “o papa anterior mencionou que os assassinos foram os nazistas, e, no caso de hoje (segunda-feira), não foi dito quem foram os assassinos, não se mencionou nem os nazistas e nem os alemães”.

O maior site de notícias de Israel, o Ynet, resumiu a visita do papa ao Museu do Holocausto com as palavras “acabou mal”.

Em seu discurso, o papa Bento 16 condenou a negação do Holocausto e pediu que “os nomes destas vítimas nunca pereçam, que seu sofrimento nunca seja negado, depreciado ou esquecido”.

Governo israelense

O governo de Israel, no entanto, parece não concordar com a posição do Museu do Holocausto.

“Não costumamos criticar visitas tão importantes como o papa Bento 16”, disse à BBC Brasil o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yossi Levy.

“Do nosso ponto de vista, a visita do papa é um dos eventos mais importantes da história de Israel e das relações entre as religiões judaica e cristã”, disse o porta-voz.

“Não costumamos ‘dar notas’ a nossas visitas, principalmente visitas tão importantes”.

“A própria visita do líder da Igreja Católica a Israel e ao Museu do Holocausto representa uma mensagem da maior importância, e temos todo o interesse em continuar o diálogo com o Vaticano”, afirmou o porta-voz da chancelaria israelense.

“(O museu) Yad Vashem fala em seu próprio nome, e não em nome do governo israelense”, acrescentou Yossi Levy.

Vaticano

O Vaticano também rejeitou as críticas do Museu do Holocausto ao discurso de Bento 16.

“O discurso de Sua Santidade foi abrangente e muito emocionante. Eu, que não sou judeu, fiquei emocionado”, disse à BBC Brasil o porta-voz do Vaticano em Israel, Wadi Abu Nassar.

“Penso que as palavras matar e assassinar são semelhantes, acho que o papa deve ser respeitado, seu discurso foi muito claro, e não há necessidade de mais esclarecimentos”, concluiu Abu Nassar.
agência estado

Rizzolo: Isso depende do ponto de vista. Se a visita foi proveitosa só o tempo dirá. Temos que combater os radicalismos de todas as formas; criticar a visita do papa em todos os seus aspectos é de certa forma ser radical. A grande virtude é sabermos absorver o que houve de bom nisso tudo . Não gosto de radicalismos , o governo de Israel tem razão em ver o lado bom. Agora que ele é antissemita isso ele é.

Alas políticas opostas promovem boicote à visita do papa a Israel

De Tel Aviv para a BBC Brasil – A visita do papa Bento 16 a Israel, iniciada nesta segunda-feira, está causando polêmica dentro de alas políticas opostas no país.

Tanto os políticos israelenses de direita quanto os de esquerda anunciaram que vão boicotar a visita do pontífice ao país, mas os motivos que alegam para justificar o protesto divergem profundamente.

Enquanto os políticos de direita chamam o papa de “antissemita e inimigo do povo judeu”, os de esquerda o acusam de ser “ultraconservador e retrógrado, responsável por milhões de vítimas da Aids na África”.

O deputado Nitzan Horowitz, do partido social-democrata Meretz, afirmou que pretende boicotar a visita “pois o papa traz uma mensagem de intolerância”.

“O papa é responsável pelo sofrimento de milhões de pessoas, é um dos conservadores mais rígidos da igreja”, afirmou.

“De todas as injustiças que cometeu, a pior consiste em se opor à distribuição de preservativos no terceiro mundo, levando ao sofrimento de um enorme número de pessoas na África, Ásia e América do Sul, que sofrem de Aids e outras doenças como resultado direto dessa atitude ignorante.”

Candelabro

Já o deputado de extrema-direita Michael Ben Ari, do partido Ihud Leumi (União Nacional), chamou o papa de “antissemita, criminoso e inimigo do povo judeu”.

O assessor parlamentar de Ben Ari, Itamar Ben Gvir, anunciou que vai entrar com um recurso na Suprema Corte de Justiça pedindo um mandato judicial que não permita a saída do papa Bento 16 do país a menos que o Vaticano devolva uma peça de um antigo templo sagrado para os judeus, o chamado Segundo Templo.

Segundo Ben Gvir, “o candelabro de ouro do Segundo Templo se encontra nos porões do Vaticano, depois que foi levado pelos Romanos quando destruíram o Templo” (no ano 70 d.C.)”.

Ben Gvir exige que o papa “devolva o candelabro antes de sair do país”.

O Rabino Shalom Wolfa, líder do grupo de direita Centro para a Salvação do Povo e da Terra, protestou contra o encontro programado dos Rabinos Chefes de Israel com o papa.

“Rabinos não devem se encontrar com o papa, isso contradiz o judaísmo”, disse Wolfa. “O papa que, quando era jovem, fazia parte da Juventude de Hitler, não deve ser recebido com honras de representante da religião cristã.”

O Movimento Islâmico em Israel, um dos maiores grupos políticos que representam a população árabe no país, convocou os árabes a não apoiarem a visita do pontífice, que “ofendeu o profeta Maomé”.

Benefícios

O governo e alguns setores da sociedade, no entanto, apoiam a passagem de Bento 16 pela Terra Santa.

O ex-embaixador de Israel no Vaticano, Oden Ben Hur, afirmou que “Israel só tem a ganhar com a aproximação com o Vaticano”.

Em entrevista à rádio estatal de Israel, Ben Hur disse que “é bom e importante que o papa venha ao país” porque, entre outros motivos, a visita pode incentivar a economia, aumentando o número de peregrinos na região.

Ainda segundo ele, uma elevação do nível das relações com o Vaticano pode ser benéfica para os interesses políticos de Israel.

O jornalista árabe cristão e cidadão israelense Faiz Abbas também considera a visita do papa positiva e acha que os muçulmanos devem dar-lhe as boas vindas.

“Discordo da posição de muçulmanos que se opõem à visita de Bento 16”, afirmou Abbas.

“Ele é o líder do mundo cristão e é capaz de ajudar aos palestinos na Cisjordânia e em Jerusalém, e também aos cristãos, cuja população diminui na região de maneira que preocupa os chefes da Igreja”, disse.
agência estado

Rizzolo: O papa Bento 16 já deu várias demonstrações que não ” aprecia” o povo judeu. É natural que dentro do Estado de Israel a população fique dividida entre os que não querem e os que querem vê-lo longe de lá. Por incrível que parece os maiores apoiadores da causa judaica são os evangélicos de todo o mundo, estes jamais acusaram os judeus tampouco os perseguiram. É uma realidade que se cristaliza com um papa radical e conservador com o Bento 16.

Combate ao ódio e intolerância

*Rabino Chefe da Inglaterra, Professor Jonathan Sacks

O fascismo alemão veio e se foi. O comunismo soviético veio e se foi. O anti-semitismo veio e ficou.

Há alguns dias o presidente iraniano Mahmoud Ahma-Dinejad declarou que o Holocausto jamais aconteceu. Os judeus, disse ele, inventaram um “mito” dizendo que foram massacrados. Este foi um discurso perigoso da mais alta ordem, porque não foi feito por um grupo marginal de terroristas, nem por trás de portas fechadas, mas foi exibido ao vivo na televisão iraniana.

Infelizmente, este não é um incidente isolado. Há partes do mundo onde, em décadas recentes e com intensidade cada vez maior, todos os mitos anti-semitas clássicos, do libelo de sangue aos protocolos dos anciãos de Tzion, têm sido ressuscitados em livros na lista dos mais vendidos e no horário nobre da TV.

Sinto-me pouco à vontade para falar sobre anti-semitismo, porque para mim ser judeu não é uma questão de morte, mas de vida; de celebração, não de luto; de construir um futuro, não de ficar traumatizado pelo que passou.

Porém eu passei a acreditar, nestes últimos anos, que o surgimento de uma nova cepa do antigo vírus é um dos fenômenos mais assustadores da minha vida – porque aconteceu após sessenta anos de educação sobre o Holocausto, legislação anti-racista e diálogo ecumênico.

Após sessenta anos dizendo nunca mais, está acontecendo de novo. Não pode haver dúvidas quanto à mais tenaz ideologia dos tempos modernos. O fascismo alemão veio e se foi. O comunismo soviético veio e se foi. O anti-semitismo veio e ficou.

Para os judeus, a lembrança do Holocausto é uma dor particular. Porém num nível mais profundo, tem um significado para todos nós. Judeus e outros foram assassinados porque eram diferentes; porém para alguém de outra cultura ou crença somos todos diferentes; portanto um ataque à diferença é em última análise um ataque à humanidade.

Em um dos versículos mais poderosos da Torá, Moshê, pouco antes de sua morte, disse aos israelitas para não odiarem seus inimigos tradicionais, os edomitas e os egípcios (Devarim 23:8). Se eles tivessem continuado a odiar, Moshê poderia ter tirado os israelitas do Egito, mas ele não teria tirado o Egito de dentro dos israelitas. Se você deseja ser livre, precisa pôr o ódio de lado.

Portanto, talvez não seja coincidência que no dia em que o presidente iraniano negou o Holocausto, a Human Rights Watch tenha publicado um relatório sobre o assassinato de milhares de prisioneiros políticos no Irã. Projetar o ódio num forasteiro é sempre a maneira mais eficaz de desviar a crítica interna.

É por isso que temos de lutar juntos contra a manipulação pública do ódio, onde quer que ela ocorra, não importa a quem seja dirigida – se quisermos dizer realmente, “Nunca Mais”.

Fonte: site do Beit Chabad

Tenha um sábado de paz e uma semana feliz !

Fernando Rizzolo

Tribunal Supremo dos EUA autoriza deportação de nazista

BERLIM – O Tribunal Supremo dos EUA rechaçou na quinta-feira, 7, o pedido do suposto ex-guarda nazista John Demjanjuk, acusado de crimes de guerra pela morte de mais de 29 mil judeus durante a Segunda Guerra Mundial. O juiz John Paul Stevens negou sem comentários o pedido do ucraniano de 89 anos que vive em Cleveland (Ohio) e tenta por todos os meios legais evitar sua deportação para Munique, onde enfrenta o processo.

Demjanjuk, de 89 anos, é acusado de ter trabalhado em 1943 como guarda do campo de concentração de Sobibor, na Polônia ocupada pelos nazistas. Na época, teria ficado conhecido como “Ivan, o terrível” pela crueldade com que tratava os judeus ao conduzi-los às câmaras de gás. Ele nega envolvimento no Holocausto e diz que esteve em campos de prisioneiros na Alemanha de 1942 a 1944.

O mandado de prisão contra ele foi expedido pela promotoria de Munique em março, sob acusação de cumplicidade no assassinato de 29 mil judeus. Mas o advogado dele na Alemanha, Ulrich Busch, reclamava que o governo alemão deveria ter pedido a extradição, o que não ocorreu – Berlim apenas concordou com a deportação.

Em maio de 2008 Demjanjuk perdeu o último recurso para manter a cidadania americana, revogada em 2002. Mas a batalha legal continuou. Com uma decisão liminar, o tribunal de Cincinnati suspendeu no dia 14 uma tentativa de deportação no último minuto – quando as autoridades encarregadas já estavam retirando o acusado de sua casa para colocá-lo num avião para Munique.

TORTURA

Segundo a revista alemã Der Spiegel, seus advogados americanos alegaram que forçar um homem idoso e doente a ir a julgamento equivale a uma “tortura”, algo que o governo dos EUA não poderia permitir. Para tentar evitar a deportação para Munique e o julgamento, a família apresentou vídeos de Demjanjuk com dores terríveis sendo examinado por um médico. Mas o Departamento de Justiça contestou, exibindo um outro vídeo, que mostrava o acusado saindo animadamente de uma clínica e caminhando até seu automóvel, sem nenhuma ajuda.

Funcionários da imigração descreveram o acusado como “animado” e “muito bem de saúde” quando esteve no seu escritório. A família alega que as autoridades só filmaram Demjanjuk quando ele parecia estar bem de saúde e nunca quando ele era transportado numa cadeira de rodas, apesar de estarem presentes no momento.

IRRITAÇÃO

Os Estados Unidos querem expulsar Demjanjuk de qualquer maneira e o Departamento de Justiça demonstra crescente irritação com a polêmica. O governo entende que Demjanjuk está expondo a Justiça ao ridículo, dizendo que ele é “claramente um homem de muita vitalidade, particularmente para sua idade”.

Em carta à Justiça, autoridades de imigração afirmaram que o ucraniano “está procurando mostrar ao mundo que, apesar de os E UA estarem dispostos a cumprir a deportação, ordenada compulsoriamente, de alguém que colaborou com crimes de perseguição nazista, o sistema legal americano é tão repleto de lacunas e ciladas que esse indivíduo pode conseguir a única coisa que realmente deseja: morrer nos EUA”. Mas se for deportado, mesmo que depois seja absolvido no julgamento, Demjanjuk não poderá retornar aos Estados Unidos.
folha online

Rizzolo: O tempo passa e estes nazistas devem ser levados aos Tribunais competentes para o devido julgamento dos crimes contra a humanidade. É triste saber que o holocausto que destruiu tantas vítimas, ainda é usado em discursos antissemitas que incitam o ódio em relação aos judeus, como assim faz num ato de delinqüência, o presidente do Irã. E o pior é saber que aqui no Brasil , existem aqueles que chancelam sua visista em nome das “transações comerciais”. Será que é mesmo este motivo ?

Câmara aprova licença a quem criar bebê órfão de mãe

BRASÍLIA – O plenário da Câmara aprovou hoje o projeto que estende o direito de estabilidade no emprego para a pessoa que ficar com a guarda de um bebê, no caso de morte da mãe. Atualmente, a mãe tem direito a licença-maternidade de quatro meses e estabilidade no emprego de cinco meses, a partir do nascimento da criança. Pelo projeto aprovado, a garantia de não ser demitida, salvo por justa causa, se estende a qualquer pessoa (mesmo que do sexo masculino) que fique com a guarda do bebê.

A proposta aprovada pode ser aplicada, por exemplo, ao pai, avô ou avó, tio ou tia ou qualquer outra pessoa próxima que se disponha a cuidar da criança e consiga a guarda provisória. O prazo é o mesmo de cinco meses a partir do nascimento. Então, se a mãe morrer dois meses depois do parto, a estabilidade para quem tiver a guarda valerá por três meses.

A proposta para que o detentor da guarda tivesse direito também à licença, que garantiria a permanência em casa para cuida da criança, não foi aprovada pelo plenário, que optou apenas pela garantia da estabilidade.
agência estado

Rizzolo: O projeto que estende o direito de estabilidade no emprego para a pessoa que ficar com a guarda de um bebê, no caso de morte da mãe é extremamente justo e necessário. Não é possível fazermos diferença entre um ser órfão de mãe com outro de mais sorte nesta vida. O conteúdo humano destes projetos é que faz a diferença no futuro de uma criança que é abrangido pela Lei. O Brasil é um País pobre mas as pessoas em geral têm bom coração, e não é difícil encontrar pessoas humildes que dispõe a criar e dar um teto a um órfão quer seja ele da família ou não. Um ato como este deve ser protegido pela Lei, gera uma energia boa, um anjo bom, e este ato de amor abençoa a família que se dipõe a isso. Muito bom e louvável o projeto.