Construção civil continua em crise e aumenta o número de demissões

Por causa da crise financeira, aumentou o número de desempregados na construção civil. As incertezas agora fizeram as construtoras adiarem os lançamentos que estavam previstos para o início de 2009. E os reflexos já começaram.

Desde setembro até a última sexta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo já registrou quase 4 mil demissões sem justa causa. O número é 30% maior do que a média do primeiro semestre. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, só em outubro, mil trabalhadores foram dispensados.

Para evitar mais demissões, o conselho que administra o FGTS liberou R$ 3 bilhões em crédito para construtoras e empreiteiras. Por meio de fundos de investimento, o dinheiro poderá ser usado a partir de primeiro de janeiro. Os juros menores são para as empresas que construírem imóveis de até R$ 130 mil. Quem ganha até R$ 2 mil por mês poderá comprar a casa própria com juros menores. Tudo para aquecer o setor.
Band News

Rizzolo: O setor imobiliário continua a sentir o impacto da crise. A falta de crédito, e a falta de confiança do investidor na solidez das construtoras, derrubaram o segmento. Hoje poucos são os dispostos a investir em imóveis temendo o ” efeito Incol” nas construtoras. O que observamos é que as maiores do segmento, já sofrem problemas financeiros, e as menores não sabemos, mas podemos imaginar. O melhor por hora é ficar longe desse mercado que tende a piorar. Guarde seu dinheiro, e durma tranquilo.

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Lula estuda limitar autonomia do BC sobre juros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aguardará a decisão do Banco Central nesta semana sobre a taxa de juros para tomar uma decisão mais importante. Lula estuda agora uma eventual interferência política pública e assumida para forçar uma queda da taxa básica de juros caso o BC insista em manter os juros no atual patamar ou não sinalize que vai baixar a taxa no ano que vem.

A Selic está hoje em 13,75% ao ano. O Copom (Comitê de Política Monetária), órgão do BC que se reúne a cada 45 dias para fixar os juros, terá o último encontro deste ano nestas terça e quarta-feiras.

Lula avalia estabelecer limites à autonomia formal concedida ao BC desde quando o petista chegou ao poder, em 2003. De lá para cá, houve embates entre Lula e o BC, mas o presidente nunca questionou a autonomia da instituição. Engoliu decisões das quais discordava.

Recentemente, Lula fez fortes pressões nos bastidores e deu duas declarações públicas dizendo que acha que os juros precisam cair. Falou que estavam acima do que indicava o bom senso e também disse que era hora de reduzir juros e preços.

Lula deseja uma queda de 0,25 ponto percentual da taxa de juros, como sinal de que será iniciado um processo que ajudaria a animar os agentes econômicos. Lula vende otimismo em relação ao desempenho da economia no ano que vem e acha que uma sinalização do BC de queda dos juros o ajudaria nessa tarefa. Alguns auxiliares falam até em viés de baixa: o BC manteria a Selic em 13,75%, mas deixaria claro que poderia reduzir a taxa a qualquer hora antes da próxima reunião do Copom.

Não seria correto manter a Selic em 13,75% ao ano e ponto final, pensam conselheiros econômicos do Palácio do Planalto. Lula enfrenta uma enorme crise econômica internacional sem precedentes em seu tempo de governo. Uma crise que poderá desidratar conquistas econômicas e sociais dos seus quase seis anos de administração. Lula ainda tem muito tempo de poder, dois anos. No entanto, esse é um espaço de tempo curto para tomar decisões econômicas e vê-las surtir resultados.

Conselheiros do presidente na área de economia são unânimes: o BC já perdeu o timing para reduzir os juros. O modelo econométrico que os diretores do BC julgam um oráculo não faria mais sentido porque haveria uma outra economia no planeta de meados de setembro para cá. Não valeriam grande coisa os dados cumulativos que são analisados a cada reunião do Copom e que são cruzados com mais recentes para se chegar a um diagnóstico econômico e fixar a política monetária.

Bancos centrais de países mais desenvolvidos, países que têm como amenizar impactos sociais negativos decorrentes de uma crise econômica, já saíram na frente. Derrubaram suas taxas de juros a porretadas.

No Brasil, o BC sinaliza que talvez não reduza os juros, que ainda é preciso ver se a inflação realmente está domada, que ainda não dá para saber se a economia desacelerou mesmo neste final de ano.

Lula tem uma decisão difícil e solitária pela frente. O presidente faz as seguintes reflexões. É ele quem foi eleito em 2006. É ele quem tem 70% de aprovação (índice bom e ótimo) no Datafolha. É ele quem será cobrado pelo desempenho da autonomia. Como foi ele quem concedeu a autonomia formal ao BC, seria a hora de limitá-la, retirá-la ou confirmá-la?

por Kennedy Alencar /Folha online

Rizzolo: A autonomia do BC sempre serviu ao planalto como desculpa para sua não interferência na questão das taxas de juros. Com efeito existe uma autonomia do BC, porém esta autonomia deve ser questionada quando existe uma ameaça eminente de crise, e não se vê uma visão desenvolvimentista econômica por parte do BC. A postura do presidente de limitar a autonomia do BC é de bom alvitre, e vem de encontro ao inconformismo de várias correntes dentro e fora do governo em diminuir as taxas de juros para evitar um mal maior diante a crise. Leia também: Natal triste poderá sensibilizar Meirelles

Sindicato estima 100 mil demissões na construção civil

São Paulo – Os últimos três meses do ano não serão de boas notícias para os trabalhadores da construção civil. O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), calcula que 100 mil funcionários do setor devem perder o emprego.

Em entrevista hoje (3) à Agência Brasil, o presidente da entidade, Antonio de Souza Ramalho, afirmou que cálculos feitos pelos técnicos do sindicato revelam que construtoras e outras empresas do ramo, que empregavam até o mês de outubro 2,1 milhões de pessoas, devem chegar ao fim do ano tendo dispensado 4,7% dos seus trabalhadores.

“Notamos um aumento muito grande no número de demissões homologadas pelo sindicato desde a segunda semana de outubro”, afirmou Ramalho, citando que o número de homologações de demissão realizadas pelo sindicato praticamente triplicou desde a segunda quinzena de outubro.

De acordo com ele, o final do ano, tradicionalmente, é um período de demissões devido a maior freqüência de chuva com a conseqüente redução no ritmo de execução das obras. Este ano, contudo, a crise financeira tem levado ao cancelamento de novos projetos e motivado a dispensa, principalmente, de trabalhadores da administração e projetos.

“O pessoal da obra não sofre tanto, pois há muita coisa para acabar”, complementou. “Porém o pessoal que trabalha com os projetos está com o emprego mais comprometido,” disse Ramalho.

Em entrevista coletiva concedida também hoje, o diretor econômico do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan, confirmou o período sazonal de demissões, porém preferiu não fazer estimativas de quantos trabalhadores serão dispensados.

“Posso falar sobre a tendência [de demissões], mas não posso falar de números”, disse ele, quando questionado sobre a quantidade de dispensas.

Zaidan disse, entretanto, que o setor – maior gerador de emprego do país em 2008 – deve retomar seu nível de emprego no início do ano que vem, com a normalização do trabalho nas obras. “As obras que já foram iniciadas terão de ser entregues e vamos precisar de mão-de-obra para isso.

Jornal da Mídia

Rizzolo: O grande problema no mercado imobiliário é a escassez de crédito e a confiabilidade do investidor nas construtoras, sem dizer a falta de liquidez que o ativo representa. Fica patente que se as grandes constriutoras sofrem com problemas de liquidez, imagem as médias e pequenas. A melhor forma de aferir a crise na construção civil, são os dados do sindicato, e como podemos inferir são péssimos.

Só para se ter uma idéia, um grupo de aproximadamente 500 operários que trabalham na obra do Complexo Parque Cidade Jardim, às margens da Marginal Pinheiros, interditaram dia 27 de novembro, as duas faixas da pista local, nas proximidades da Ponte Ary Torres, em São Paulo. Os trabalhadores exigem o pagamento da 1ª parcela do 13º salário e o pagamento de pendências no café da manhã, vale-refeição e cesta básica. A administradora negou os problemas.

Ou seja, no meio de uma crise como a que estamos passando, o investidor acaba colocando os imóveis como na lanterninha dos investimentos, afinal, tudo começou nos EUA, com as subprimes neste segmento, e com certeza, muito embora a natureza da crise imobiliária no Brasil seja de crédito, e liquidez, não é aconselhável investir por hora neste mercado, que está no ” olho do furacão”. No passado o povo brasileiro já teve experiências trágicas com construtoras como a Incol, com graves lesões patrimoniais, a diferença agora é que provavelmente o perigo é maior. Uma sugestão: guarde seu dinheiro, e durma tranquilo.

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‘Me sinto Dom Quixote ao pregar otimismo’, diz Lula sobre crise

RIO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou nesta quinta-feira, 4, qualquer perspectiva de corte de investimentos por conta da crise financeira e se comparou a Dom Quixote, do livro homônimo do espanhol Miguel de Cervantes. “Me sinto um Dom Quixote, tentando pregar o otimismo.” Segundo ele, é importante que o País não entre em clima de desespero. “Os analistas de plantão ficam dizendo que é preciso cortar gastos, mas não dá para fazer isso num país que tem tudo por fazer. Quanto maior a crise mais é preciso investimento. Não vamos deixar de investir nenhum centavo”, disse.

Lula reiterou também que “o investimento que cria posto de trabalho gera maior consumo e a roda da economia começa a girar”. “Quando pára é que vem a crise. A gente está num momento em que o funcionário público não compra porque está ouvindo falar em crise. Ele vai perder emprego justamente por não comprar, porque alguma hora isso vai estourar justamente na produção industrial”, afirmou.

Ele analisou a crise, dizendo que o Brasil tem condições de superá-la tranqüilamente. “Temos um sistema financeiro capaz de dar aula e que não está comprometido com subprime (crédito de alto risco)”, completou, lembrando que o Brasil tem R$ 207 bilhões de reservas e uma dívida pública de 26% do Produto Interno Bruto (PIB), “enquanto a Itália tem 106% e os EUA, quase 70%”.

“O Brasil diversificou a exportação. Tomamos a decisão de não ficar dependendo apenas de um bloco no mundo. O problema é que o mundo tem um PIB de US$ 65 trilhões, enquanto o PIB do mercado (financeiro) tinha US$ 650 trilhões. Essa diferença desapareceu. Será que este dinheiro todo que desapareceu está nas Ilhas Cayman? Se fosse, a ilha já teria afundado. Meus neurônios não conseguem entender”, completou.

Crédito

Lula criticou nesta quinta o fato de a liberação de reservas do compulsório não terem conseguido atingir o objetivo junto ao sistema financeiro, com barateamento do crédito. Em discurso, o presidente disse que a escassez e o encarecimento atual do crédito cria uma situação temerária e obriga o governo “a agir com mais rigor”. Foi o crédito caro o motivo pelo qual, segundo Lula, a Petrobras recorreu aos recursos da Caixa Econômica Federal (CEF). Em outubro, a estatal contraiu financiamento de R$ 2 bilhões na CEF.

“Disponibilizamos US$ 100 bilhões das reservas do compulsório. Acontece que esse dinheiro chega no banco – e esses são dados de uma reunião que tive ontem com o (presidente do Banco Central, Henrique) Meirelles e o (ministro da Fazenda) Guido (Mantega) e que agora nós vamos começar a discutir mais profundamente -, e como tem pouco dinheiro no sistema financeiro, fica mais caro, porque o banco escolhe clientes seis, sete, até oito estrelas. Até empresas clientes do banco têm dificuldade para pegar dinheiro”, disse Lula.

Lula também reclamou das financiadoras de empresas automobilísticas, um dos setores estratégicos para o governo. As condições de compra para o consumidor pioraram mesmo depois das medidas do governo. Nos últimos 30 dias, a taxa de entrada dos financiamentos aumentou de 20% para 30% e o número de prestações, que já chegou a 90 meses, está em menos 60. O presidente comparou a promessa do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, de criar 2 milhões de empregos até 2011 com a realidade brasileira, em que foram criadas 2, 149 milhões de vagas de trabalho neste ano. “Imagine se um de vocês fosse médico e atendesse um paciente doente. O que vocês falariam? Vamos dar remédio ou: Sifu…?”, comparou Lula.

Petrobras e Caixa

Em seguida, o presidente rebateu as críticas da operação entre a Petrobras e a Caixa: “Você pega dinheiro onde tem e onde é mais barato. Antigamente, a Petrobras pegava no exterior porque tinha dinheiro fácil e juro mais barato, era normal. Isso está nos levando a uma situação mais temerária e está obrigando o governo a agir com mais rigor. Em época de crise a gente não se acovarda”, declarou.

Lembrando que “o dinheiro desapareceu no mundo”, o presidente comentou que mesmo “empresas importantes no mundo inteiro estão a procura de crédito que está cada vez mais escasso e caro” e enumerou as razões pelas quais o governo decidiu lançar mão de medidas de apoio setoriais. “Tomamos algumas medidas há mais ou menos 30 dias que foram medidas imediatas. Resolvemos cuidar do financiamento de automóveis, porque a cadeia automobilística é muito ampla e representa 24,5% do PIB brasileiro; da agricultura, em razão da importância que tem para produzir alimentos e no fluxo da balança comercial brasileiro; da construção civil, que depois de 20 anos paralisada voltava a crescer de forma extraordinária financiada pelo setor privado para habitação da classe média; e colocamos capital de giro para as pequenas e médias empresas”, afirmou.

Vale e demissões

Em seu discurso, que durou 45 minutos, um dos mais longos desde o início da crise financeira, Lula disse estar se sentindo como Dom Quixote, sozinho, tentando pregar o otimismo. Ele contou ter ligado ontem para o presidente da Vale, Roger Agnelli. A empresa demitiu 1.300 funcionários anteontem.

“Liguei para o Roger e falei: quero saber porque você mandou 1.200 trabalhadores embora. Quero saber qual é a crise”. O presidente da Vale, segundo Lula, respondeu que foram mandadas embora 400 pessoas que estavam em Carajás e funcionários de escritório cortados por causa da informatização. Em contrapartida, a mineradora teria contratado 6.200 pessoas este ano.

Num momento que provocou risadas na platéia, Lula comparou o mercado a um filho adolescente: não precisam de pai ou de mãe, fazem o que querem e pegam o dinheiro dos pais. Mas quando ficam doente, querem colo. “Quando o mercado tem uma dor de barriga, e nesse caso foi uma diarréia braba, quem é chamado? O Estado, que eles negaram por 20 anos”, criticou o presidente, voltando a afirmar que o governo não irá contingenciar “nem um centavo” do que está comprometido com investimentos.

Agência Estado

Rizzolo: Parece que presidente Lula está começando a acreditar que a crise não é uma marolinha como costumava dizer. E de nada adianta ser Dom Quixote apenas pregando um otimismo, quando a ação necessária não é feita. A Vale, uma empresa privada cortou funcionários, gastos. E o governo? Nada. Existe alguma previsão para diminuição dos gastos públicos, especialmente com pessoal? Nada. Então a ação deveria preceder ao pensamento. No caso da Petrobras, por exemplo, todos sabem que é uma empresa ” inchada” com uma lista de funcionários imensa. Ora, caiu o preço do petróleo, estamos diante de uma recessão e o que se vê? Se vê empréstimos. Fala-se muito, mas de verdade se age muito pouco e de forma incorreta. A visão do economista Krugman não serve para o Brasil que tem uma moeda fraca e os juros nas alturas. É uma questão pura de interpretação, mas o PT jamais entenderá. Enfim estamos a caminho do precipício justificado.

Governo admite que desemprego aumentará em 2009

Apesar dos números recordes de geração de empregos formais registrados neste ano, o desemprego deve crescer em 2009 em decorrência da crise. A previsão é do ministro Carlos Lupi (Trabalho), em entrevista a Julianna Sofia, publicada na Folha (íntegra da reportagem disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Conhecido por assustar assessores com previsões mais favoráveis do que os estudos técnicos autorizam, Lupi afirmou que “somente a redução das taxas de juros, agora, pode atenuar o cenário”.

“O primeiro trimestre será brabo. Já estamos fazendo o que pode ser feito, usando recursos do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] e do FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador]. Mas só a redução dos juros pode mudar o quadro”

Em outubro, dados do emprego formal mostraram os primeiros sinais de desaceleração, aumentando a preocupação do governo. Para novembro, Lupi espera resultado ainda pior porque muitas demissões que ocorrem sazonalmente em dezembro foram antecipadas.

Carnificina

A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) prevê uma “carnificina” sobre o quadro geral de empregos no país após as festas de fim de ano (íntegra para assinantes).

O setor é responsável hoje por 294,7 mil empregos diretos. O setor colocou sobre os ombros do governo, e em parte do sistema bancário brasileiro, a responsabilidade de evitar demissões em massa na indústria de bens de capital.

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse nesta quarta-feira que empresas como a mineradora Vale, que dependem muito de exportações, terão mais dificuldade de fazer ajustes durante a crise econômica.

“Vai haver alguns processos de férias coletivas como já estão havendo e o que nós esperamos é que essa recomposição ocorra. As empresas que têm uma dependência maior das exportações terão um ajuste mais difícil”, disse, após participar de audiência na Câmara dos Deputados.

Nesta quarta-feira, a Vale anunciou a demissão de 1.300 funcionários e a entrada em férias coletivas de 5.500 pessoas em todo o mundo. Outros 5.500 entram em férias coletivas escalonadas –80% em Minas– e 1.200 estão em treinamento para serem realocados dentro da companhia.

Conforme a empresa, a reestruturação do quadro de funcionários é conseqüência da crise financeira internacional e resultado da redução das encomendas das siderúrgicas, principais clientes da Vale. Atualmente, a mineradora tem 62 mil funcionários no mundo.
Folha online

Rizzolo: É claro que se ai invés de crescermos 5%, estivermos num patamar de 3% de crescimento, deixaremos de criar 1 milhão de empregos, e isso é um grande problema num país em que temos que inserir 4 milhões de pessoas por ano no mercado de trabalho. São os jovens que ingressam no mercado, os desempregados a procura de emprego, e os demais. A diminuição do ritmo do crescimento acarretará um enorme problema político para o governo petista. A postura do governo de enfrentar a crise aumentando os gastos, de acordo com os postulados de Krugman, é extremamente perigosa no Brasil; nossa situação é diferente dos EUA e o déficit que isso pode incorrer num país como o nosso com uma moeda fraca é desastroso. Uma coisa é esse postulado lá nos EUA outra é aqui.

Dólar sobe 3,47% e fecha em R$ 2,475, maior valor desde 2005

A cotação do dólar comercial avançou 3,47% nesta quarta-feira e fechou em R$ 2,475, maior valor desde junho de 2005. O movimento foi puxado por uma forte saída de recursos num dia volátil, disseram analistas.

Na semana, o câmbio acumula alta de 6,68%; no ano, de 39,28%.

A valorização nesta quarta ocorreu apesar de três leilões do Banco Central. A instituição vendeu dólares no mercado à vista duas vezes durante a manhã. Mais tarde, realizou um leilão específico para ajudar exportadores.

“Continua fluxo muito forte de saída do país, fazendo com que a cotação tenha subido ontem. Hoje, os mercados (acionários globais) estão negativos e ainda existe a expectativa de um monte de números nos EUA”, afirmou, durante o pregão, Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora.

Segundo o BC, o Brasil sofreu em novembro a maior fuga de dólares em quase dez anos. A saída da moeda americana superou a entrada em US$ 7,159 bilhões em novembro.

Folha online

Rizzolo: Na realidade, a procura por dólares aumentou, principalmente pelas empresas estrangeiras, que precisam de caixa, pois estão sem liquidez. E como em dezembro os bancos estrangeiros geralmente zeram sua exposição ao real, devemos ter mais saída de dólares do país neste mês. Vale dizer que o fluxo cambial fechou o mês de novembro negativo em US$ 7,15 bilhões, além disso, dados ruins sobre a economia americana e européia contribuíram, demonstrando que a economia está em declínio e vai sofrer nos próximos meses. O Banco Central atuou, fez dois leilões à vista, somando US$ 530 milhões, a cotação cedeu um pouco, mas voltou a subir no fim da tarde. O motivo é a remessa de dólares para o exterior. Só neste ano o dólar já subiu 58%.

Crise vai crescer de forma exponencial no Brasil em 2009, diz FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que a crise que assola os mercados financeiros de todo o mundo irá crescer de forma exponencial no Brasil em 2009 e condicionou o enfrentamento dela a medidas de contenção de gastos do governo federal.

“A crise está apenas começando, essa crise é séria, o centro dela não é aqui é lá fora, mas ela já nos alcançou e vai alcançar mais. O ano que vem será um ano difícil. Eu vou ver se o governo do presidente Lula contornará a crise se tiver responsabilidade fiscal” disse.

O ex-presidente está em Belo Horizonte para ministrar palestra e deu a declaração no palácio das Mangabeiras, residência oficial do governo estadual, onde está desde ontem à noite, a convite do governador Aécio Neves (PSDB).

Para FHC, o governo federal aumentou muito o gasto com pessoal baseado no crescimento da arrecadação de impostos. O ex-presidente considerou temerária essa opção do governo Lula.

“Até agora, o governo aumentou muito o gasto público, especialmente com pessoal, como se a arrecadação fosse crescer indefinidamente. Agora que vão começar a haver as dificuldades. Então, daqui para frente que nós vamos ver saber se o governo vai ser capaz de administrar, não tanto a crise, mas as conseqüências da crise”, avaliou.

Cardoso revelou esperar do presidente Lula habilidade para enfrentar a crise econômica para que o desemprego no país não se agrave no ano que vem.

“Se (o governo federal) não manobrar muito bem (medidas anticrise), vai aumentar o desemprego, e quem no Brasil quer isso? Eu não quero isso, eu não quero ver o povo sofrendo. Eu acho que nós devemos ajudar ao máximo o Brasil a contornar a crise”, afirmou.

Folha online

Rizzolo: Realmente, se o governo federal não reduzir os gastos públicos, principalmente aqueles que se referem com pessoal, vamos ter problemas sérios. A própria Petrobras aumentou sua estrutura com pessoal de forma assustadora, face a isso, com certeza, se deve os empréstimos, e os questionamentos em relação à saúde financeira da estatal. O grande erro do governo petista, é ter aumentado por demais a estrutura principalmente com pessoal, acreditando num aumento da arrecadação. A administração das conseqüências da crise, é que será o grande desafio de Lula, o que se não houver de forma adequada, com determinação nos cortes das contas publicas, responsabilidade fiscal, os gastos irão disparar, implicando em aspectos econômicos como desemprego e problemas sociais. Provavelemente a queda na arrecadação irá pegar o governo de ” calças curtas” numa estrutura ” pesada”.

Indústria cresce 0,8% em outubro sobre um ano antes e fica abaixo do esperado

A produção industrial brasileira cresceu 0,8% em outubro, em relação ao mesmo mês do ano passado, informou nesta terça-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

É a menor taxa desde dezembro de 2003, quando a expansão havia sido de 0,3%. Na comparação com setembro, a atividade caiu 1,7%.

Os números estão aquém do esperado por economistas, segundo pesquisa feita pela agência Reuters de informações. Analistas ouvidos pela empresa previam expansão de 2,7% em relação a outubro do ano passado e queda de 0,3% em comparação com setembro.

De janeiro a outubro, a produção teve crescimento de 5,8%; nos últimos 12 meses, de 5,9%.

Ainda, o IBGE revisou para baixo os dados de agosto e setembro. No oitavo mês do ano, a produção industrial caiu 1,5% ante julho, e não 1,2%, como informado anteriormente. Em setembro, houve aumento de 1,5% sobre agosto, em vez de 1,7%.

Bens duráveis caem mais

De setembro para outubro, a queda foi liderada pelo setor de bens de consumo duráveis, que registrou uma retração de 4,7%. Este era um dos segmentos que mais vinham crescendo ao longo de 2008. Mesmo com a queda em outubro, a alta acumulada no ano é de 10,5%.

Os bens intermediários foram o segundo item com maior recuo entre setembro e outubro (de 3%). Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis tiveram retração de 2,2%.

Os bens de capital – aqueles usados para produção de outros bens – foram os que menos sofreram na passagem de setembro para outubro, com um recuo de apenas 0,5%. Esse item, no acumulado do ano, está disparado na frente dos demais, com crescimento de 18,4%, bem acima da média geral da indústria (5,8%).

Na comparação entre outubro de 2008 e o mesmo mês de 2007, os bens de capital registraram taxa de crescimento de dois dígitos, de 15,8%. Os bens de consumo duráveis declinaram 1,5%, menor taxa desde fevereiro de 2007 (-2,6%), mas os semi e não-duráveis subiram 0,6%. Bens intermediários apresentaram queda de 2,4% perante outubro do ano passado.

Setores
Conforme o levantamento do IBGE, 15 dos 27 ramos analisados registraram queda na produção na passagem de setembro para o mês seguinte. As categorias mais prejudicadas foram “produtos químicos” (-11,6%), “refino de petróleo e produção de álcool” (-9%) e “máquinas e equipamentos” (-5,2%).

Perante outubro de 2007, quando a atividade da indústria brasileira avançou 0,8%, 12 dos 27 segmentos estudados tiveram crescimento. Chamaram atenção “equipamentos de transporte”, com elevação de 63%, “indústria farmacêutica”, que teve expansão de 28,2%, e “máquinas e equipamentos”, com ampliação de 6,3%.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

Rizzolo: Na realidade o que houve no mês de outubro foram muitos cancelamentos de pedidos, e a indústria naturalmente, foi obrigada a reduzir a produção. A questão da escassez de crédito atingiu a todos os segmentos. O setor de bens de capital caiu 4,7%, por exemplo. Este, é o setor justamente mais sensível às variações do dólar e ao estancamento do crédito. São bens de maior valor agregado. Quem tinha produção mensal constante foi obrigado a parar. Acredito que em novembro haverá nova retração da produção industrial, dessa feita, em escala maior.

A notícia de que os EUA estão oficialmente em recessão, contribui para que o cenário brasileiro piore. O número mais relevante de ontem nos EUA foi um indicador de que a crise talvez dure outro ano: o ISM industrial, o índice que dá a tendência de produção nas fábricas, a partir de uma pesquisa entre os encarregados de compras despencou a 36%, o pior desde 1982, final da feia recessão.

Dados mostram que a recuperação dos EUA se dará apenas no segundo semestre de 2010. Nós aqui no País da ” marolinha”, estamos nos preparando para tomar um “caldo” de uma grande que se aproxima. E tem gente que ainda acredita que não houve nada de errado no caixa da Petrobras, para ter que recorrer ao empréstimo da Caixa, uma estatal ” inchada” onde a gestão é baseada no empreguismo e no descontrole financeiro.

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‘Aura invencível’ dos principais emergentes evaporou, diz ‘FT’

LONDRES – A crise financeira está levantando questionamentos sobre a administração de recursos baseada no conceito dos Brics, grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia e China, aponta o FT.com. As grandes diferenças existentes entre esses quatro países agora começam a ser colocadas em xeque por gestores no momento da elaboração de carteiras.

Conforme o site do Financial Times, desde o início do ano a “aura invencível” que envolvia os quatro maiores emergentes do mundo evaporou, pois seus mercados de ações combinados tiveram desvalorização próxima a 65%. “O colapso nesses mercados, que estavam subindo dramaticamente desde que foram agrupados pela primeira vez como Brics, em 2001, pelo Goldman Sachs, fez crescer os questionamentos sobre o mérito de combinar esses países como um portfólio de investimentos”, diz o site.

Para especialistas, a queda do preço das commodities e a contração global sugerem que ficou menos útil colocar todos eles na mesma cesta. “Eu sempre achei o conceito dos Brics, apesar do ótimo marketing e de uma marca valiosa, um pouco artificial – e por uma razão óbvia: os quatro países são muito diferentes e só têm em comum a sua escala geográfica continental e o fato de serem economias grandes”, afirmou ao FT.com o chefe de mercados emergentes do Dresdner Kleinwort, Arnab Das. Segundo ele, as diferenças ficaram mais aparentes com o agravamento da crise.

Entre os quatro, a Rússia é o país que mais está sofrendo com a turbulência global. O mercado de ações passou a desabar desde meados do ano a partir do conflito com a Geórgia. Depois vieram as preocupações com a saúde do sistema bancário e a forte queda das commodities.

O Brasil, que também é produtor de matéria-prima, está vendo uma expressiva desvalorização da moeda, já que os investidores estão buscando ativos menos arriscados pelo globo, como os títulos do Tesouro norte-americano.

No caso da China e da Índia, os mercados de ações também registraram quedas fortes, mas as moedas não sofreram tanto porque passam por maior controle.

O chefe de mercados emergentes do Deutsche Bank, Dalinc Ariburnu, concorda que os Brics são “animais diferentes”. Ele acredita que os dois produtores de commodities, Brasil e Rússia, verão taxas de crescimento muito menores no próximo ano na comparação com China e Índia.

O especialista prevê que o PIB brasileiro deve crescer 2,9% em 2009, enquanto o da Rússia terá alta de 3,5%. Já para China e Índia as estimativas são de alta de crescimento de 7,6% e 6%, respectivamente.

Alexander Tarver, especialista de emergentes do HSBC Global Asset Management, acredita que os investidores devem ter uma avaliação diferente para cada país em razão da volatilidade. “Se você recuar e pensar em quatro mercados separadamente, você não pensará necessariamente em Brics.”

Já o criador da sigla, o economista do Goldman Sachs Jim O’Neill, acredita que o grupo é tão relevante agora como em novembro de 2001, quando a expressão Brics foi usada pela primeira vez. “Os Brics não possuem a mesma economia, mas eles dividem a similaridade de terem grandes populações, que estão mudando de comportamento e estilo de vida”, diz O’Neill ao FT.com. “Eles são o futuro do mundo.”

Agência Estado

Rizzolo: A economia brasileira, na verdade, está muito relacionada com o desempenho da China, o que observamos atualmente é a crise batendo de forma implacável em países que outrora pensávamos pouco afetados. A indústria chinesa de manufaturados sofre com a diminuição das exportações, de tal forma que já existe uma crise em ” cascata” nas economias emergentes que se relacionam entre si. A constatação de que o impacto da crise era nos emergentes já está se concretizando a cada dia, leva o investidor aos papéis como como os títulos do Tesouro norte-americano. É a “marolinha” se transformando numa imensa onda. Aos ingênuos que acreditam na solidez da Petrobras serve o artigo para uma reflexão.

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Pioram previsões para 2009: PIB desacelera, inflação e juros sobem

A previsão sobre o cenário da economia brasileira para o ano que vem está piorando em todas as áreas, segundo pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado. Para eles, o país vai crescer menos, ter inflação mais alta e mais juros.

A economia do Brasil deve crescer menos de 3% no próximo ano, segundo o levantamento do BC. Dados da pesquisa Focus mostram que os especialistas consultados reduziram a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 de 3% para 2,8%.

Para 2008, os analistas mantiveram a previsão de crescimento de 5,24%.

Quanto à inflação oficial, medida pelo IPCA, os analistas elevaram a previsão de 5,20% para 5,25%.

O mercado também aumentou a expectativa para os juros no ano que vem. Antes os especialistas previam que a taxa básica de juros (a Selic) iria terminar 2009 a 13,31%. Agora, subiram para 13,5%.

No Boletim Focus apresentado nesta segunda-feira, consta ainda dólar a R$ 2,20 no fechamento deste calendário e a R$ 2,15 no término do ano que vem. As taxas superam aquelas apresentadas no relatório passado, de R$ 2,10 para ambos períodos.

Em dezembro, o dólar deve ficar em R$ 2,20, superior aos R$ 2,10 projetados antes.

Para a balança comercial, os analistas mantiveram a expectativa de saldo positivo de US$ 23,6 bilhões em 2008, mas revisaram para baixo o prognóstico para o ano seguinte, de superávit de US$ 13,71 bilhões para US$ 13,66 bilhões.

Sobre a conta corrente, os agentes repetiram a projeção contemplada no documento passado, de déficit de US$ 30 bilhões em 2008. Quanto os 12 meses à frente, prevêem resultado negativo de US$ 30 bilhões e não de US$ 30,03 bilhões.

Foi conservada mais uma vez a expectativa de ingresso de US$ 35 bilhões em investimento estrangeiro direto neste ano e de US$ 25 bilhões em 2009.

Para a produção industrial, a previsão é de ampliação de 5,76% neste calendário e de 3,10% nos 12 meses seguintes.
Folha online

Rizzolo: Bem até aí nada de novo, a perspectiva para 2009 em relação à economia brasileira, acompanha o cenário internacional. O interessante a observar, é que no início da crise, acreditava-se que os emergentes estariam imunes à uma recessão, alguns diziam até em ” marolinha”. Agora com uma visão econômica mais realista, acredita-se que os efeitos da crise na economia real irão se aprofundar no próximo ano. O pior para o Brasil, é que precisamos criar 5 milhões de empregos por ano, para absorver a mão-de-obra disponível, e num cenário como este é difícil concretizarmos esta meta. Hoje no Brasil, o mais importante é o governo reduzir os gastos públicos, ter uma visão da crise real sem se preocupar com os aspectos políticos que dela poderão surgir, e isso o PT não sabe fazer.

Lula diz que conta da crise financeira será “muito alta”, segundo o “El País”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em um artigo publicado neste domingo na Espanha que a ‘conta (da crise financeira) a ser paga (…) por causa do descontrole especulativo é muito alta’ e que os ‘trabalhos de reconstrução serão árduos’.

Em texto em um suplemento especial da revista “El País Semanal”, que todos os domingos acompanha o jornal espanhol “El País”, Lula diz que “as respostas aos desafios atuais não podem vir dos ‘especialistas’ que durante três décadas aplicaram as receitas que nos levaram ao atual colapso da economia mundial”.

“Precisamos são de outros ‘conselhos’, com homens e mulheres com sensibilidade social, preocupados com a produção, com o emprego e com uma ordem global mais equilibrada e democrática”, escreveu o presidente.

O suplemento para o qual Lula escreveu, intitulado “100 personalidades do mundo ibero-americano”, traz uma seleção de artigos assinados por jornalistas, pesquisadores, políticos, empresários, executivos, artistas, atletas e até cidadãos anônimos.

Entre os 100 citados, há outros dois brasileiros além de Lula: a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o arquiteto Oscar Niemeyer, tema do artigo escrito por seu colega britânico Norman Foster.

Folha online

Rizzolo: O presidente Lula está coberto de razão, a conta a ser paga pela crise será, com certeza, muito alta. Não resta a menor dúvida; há de se encontrar novas fórmulas para que a dinâmica financeira se torne mais segura. Muito falam em maior regulação, em maior intervenção do Estado, o que concordo plenamente, contudo os novos produtos financeiros com potencial efeito ” tóxicos” como os derivativos, merecem uma atenção especial da comunidade econômica mundial, a aí se trata de profundos estudos econômicos, o que poderíamos dizer em termos comparativos, como constituir um “FDA” econômico, na aprovação e na análise até que ponto estes novos produtos, são potencialmente perigosos para a economia ou não. Além disso devemos repensar como deve ser a relação entre do setor financeiro com o produtivo, fazer dos bancos estatais, um verdadeiro agente financeiro das pequenas e médias empresas, o que geralmente isso ocorre apenas no discurso.

Construção civil faz as primeiras vítimas da crise

Desde setembro até a última sexta-feira, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) já homologou 3.796 demissões sem justa causa. O número é 30% maior do que a média do primeiro semestre. Até aqui, a construção civil surge como a ponta mais visível – e sensível – do desemprego no País. A situação do setor, que viveu os dois últimos anos em estado de euforia, já preocupa o governo.

O setor no qual o emprego mais cresceu até outubro, atingindo quase 1 milhão de trabalhadores, é o mesmo que faz as primeiras vítimas da crise. “A construção civil é muito importante para o emprego. É um dos mais sensíveis à queda de confiança do consumidor”, afirma o economista José Pastore, consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O vaso trincou. E creio que a restauração da confiança será um processo lento, mesmo com injeção de crédito em janeiro e fevereiro. O consumidor só vai comprar imóvel quando tiver certeza de emprego. Mas ele ainda não tem certeza suficiente.”

Com a fuga dos consumidores dos estandes de vendas e a limitação de crédito para o setor, as construtoras e incorporadoras foram obrigadas a rever seus ambiciosos planos de lançamento. A maior delas, a Cyrela, suspendeu projetos, cortou crédito e anunciou demissões. “Foi uma freada brusca. As empresas estavam a 180 quilômetros por hora numa estrada onde o limite era 120. Veio a chuva e elas tiveram de recuar para 60”, compara o diretor de marketing do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Fábio Rossi. “Mas acredito que depois vão voltar a 120 por hora.”

Na semana passada, durante dois dias, 1.100 operários que trabalham na construção do complexo residencial de luxo Parque Cidade Jardim, na zona oeste de São Paulo, fizeram uma paralisação para protestar contra o atraso nos salários e a falta de concessões de benefícios como vale-transporte e cestas básicas, em 21 das 85 empreiteiras que trabalham no local. A Matec, responsável pela obra, nega todas as acusações e diz estar em dia com as empreiteiras. “Eu me surpreendi com a manifestação, porque até então não havia recebido nenhuma reclamação dos trabalhadores”, rebate o presidente da companhia, Luiz Augusto Milano.

EFEITO PROGRESSIVO

Os economistas têm dificuldade de prever o reflexo da crise do crédito no mercado de trabalho porque as estatísticas ainda são inconclusivas. Em outubro, a taxa de desemprego no País foi de 7,5%, estável em relação a setembro e menor do que no mesmo período do ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por outro lado, os números mais recentes do Ministério do Trabalho dão algumas pistas do comportamento das empresas diante desse novo cenário. No mês passado, foram criados 61.401 postos de trabalho, enquanto em setembro foram abertas 282.841 vagas.

Os dados revelam cautela das empresas. Tradicionalmente, em situações de incerteza, elas não partem direto para os cortes. Por precaução ou necessidade, o primeiro passo é contratar menos. Setores de alta rotatividade, como o comércio, deixam de repor as baixas. “Depois é que dão férias coletivas, antecipam aposentadoria, fazem programas de demissão voluntária e, só por fim, demitem. Até porque, para demitir, é preciso ter caixa, o que muitas não têm agora”, diz Pastore.

Embora as estatísticas ainda não revelem com clareza os contornos da crise, é possível ver fortes sinais de reação em alguns setores da indústria. Só nas montadoras 75 mil trabalhadores estão ou vão entrar em férias coletivas. A Peugeot Citroën, de Porto Real (RJ), vai deixar 700 operários parados por quatro meses. As empresas de autopeças já demitiram 700 pessoas até outubro. “A julgar por experiências anteriores, as famílias cortam o que não é necessidade básica”, diz o professor da Faculdade de Economia e Administração da USP, Roberto Macedo. “É um fenômeno ligado à crise do crédito. Com a proliferação das notícias negativas, o consumidor se retrai. O retrovisor está meio embaçado, mas é provável que a taxa de desemprego suba.”

O economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Lauro Ramos, aposta numa alta do desemprego com efeito progressivo. “Não esperaria que a taxa saia de 7,5% para 9,5% de uma vez. Em dezembro, com fatores sazonais jogando a favor, imagino que caia para 6%”, diz Ramos. “Em janeiro e fevereiro, meses em que a economia está anestesiada, vejo ajustes mais fortes de mão-de-obra. Em março, esperaria taxas comparáveis às de 2008, rompendo um ciclo de queda.”

O drama na construção e na indústria automotiva produz reflexos diretos da indústria de transformação, que inclui metalurgia, mineração, siderurgia e cimento, entre outros. Se ainda não fizeram demissões em massa, as empresas desses setores pelo menos já começaram a dar férias coletivas mais longas para seus funcionários.

Grandes empregadores como Vale, Gerdau e Usiminas anunciaram recentemente redução ou suspensão de produção para se adequar à demanda mais fraca tanto no mercado doméstico quanto no exterior. Mineração e siderurgia estão na primeira ponta da cadeia produtiva. Por isso, são os primeiros a sentir o impacto da desaceleração do consumo de bens duráveis.

A reportagem é de Patrícia Cançado e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 30-11-2008.

Rizzolo: O mercado imobiliário brasileiro é um dos segmentos mais afetados pela crise. Muito embora tenha diferentes aspectos da crise dos “subprimes” dos EUA, o reflexo no Brasil se dá por conta da falta de liquidez de algumas grandes construtoras, e pelo crédito escasso e caro. Com efeito, se grandes construtoras sofrem o impacto da crise, o que se pode dizer das pequenas e médias. Face a estes fatos, o consumidor de bom senso, se afastou dos estandes, e com razão procrastina seu investimento em imóvel por tempo indeterminado. Além dos problemas financeiros que atingem as construtoras, existe o fator real do investimento em imóvel, cuja liquidez é baixíssima, tornando-o a última opção na aplicação dos recursos do consumidor.

O Brasil no mercado imobiliário já foi palco de inúmeros problemas no tocante à quebra de construtoras, como no caso da Incol e outras, trazendo ao pobre consumidor inúmeros problemas, e granatrimonial. O notícia de que na semana passada, durante dois dias, 1.100 operários que trabalham na construção do complexo residencial de luxo Parque Cidade Jardim, na zona oeste de São Paulo, fizeram uma paralisação para protestar contra o atraso nos salários e a falta de concessões de benefícios como vale-transporte e cestas básicas, em 21 das 85 empreiteiras que trabalham no local, muito embora negada por responsáveis pela obra, é extremamente preocupante e grave, e o melhor que o investidor tem a fazer no momento, é ficar longe dos investimentos em imóveis, até porque, ninguém quer reviver o drama da Incol, desta feita em maior proporção. Guarde seu dinheiro.

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Com crise, vale tudo para vender um imóvel

Empresas do setor imobiliário dão carros, eletrodomésticos e móveis; abatimento de impostos e descontos no valor do apartamento .

Portal EXAME Não está fácil vender imóvel nos grandes centros do país. Ainda há crédito disponível nos maiores bancos, mas a crise internacional alimenta o temor de crescimento do desemprego no Brasil daqui a alguns meses – e torna os potenciais compradores mais cautelosos. Até agora o setor imobiliário tem sido o mais afetado pela turbulência financeira. No terceiro trimestre, quando ainda não havia a percepção de que a crise seria tão grave, foi observada uma redução de 24% nas vendas contratadas pelas 21 empresas do setor com ações negociadas na Bovespa.

A inesperada redução de demanda pegou no contrapé as incorporadoras, que se prepararam para um boom imobiliário. Em 2007, enquanto o movimento era de queda das taxas de juros e de fartura do crédito, as empresas foram à bolsa e venderam papéis de dívida para viabilizar lançamentos futuros. Houve corrida para a compra dos melhores terrenos. Mas, agora, falta caixa para tornar realidade os empreendimentos planejados.

Muitas incorporadoras decidiram cortar despesas para tentar manter o fôlego financeiro. A Abyara, umas das empresas em situação mais delicada, suspendeu novos lançamentos e analisa formas de se desfazer de terrenos e ativos. Outra iniciativa, adotada pela Abyara e por várias outras incorporadoras, é demitir funcionários e adequar o quadro de pessoal ao cenário de crise. Muitas empresas, entretanto, apostaram no reforço do investimento em marketing e em promoções para aumentar as vendas. Hoje em dia o interessado em comprar um apartamento pode conseguir uma série de vantagens da imobiliária ou incorporadora. Ao assinar um contrato para a aquisição de um imóvel, o comprador pode levar de graça presentes como carros 0 km e eletrodomésticos, negociar o abatimento de impostos ou da taxa da escritura e também obter descontos no valor do bem. “Estamos vivendo a hora do comprador, e não a do vendedor. Quem tem dinheiro para adquirir, dita as regras da negociação”, diz o diretor da imobiliária carioca Basimóvel, Alexandre Fonseca.

É aconselhável, no entanto, não se deixar levar por promoções na hora de fechar um negócio. Comprar na planta só é vantajoso se houver expectativa de valorização do bem até a entrega das chaves. Antes de fechar o negócio, é imperativo pesquisar se a demanda por imóveis em determinada região segue firme. Caso a compra seja financiada, o mais importante é se certificar de que a prestação caberá no orçamento familiar, já que a legislação brasileira permite ao banco, em muitos casos, retomar o imóvel após apenas três meses de inadimplência do mutuário. Essa preocupação é compartilhada até pelas construtoras. “Temos uma postura mais conservadora porque queremos clientes bons, que fiquem conosco até o final de empreendimento”, afirma o diretor de incorporações da Brascan/Company, José de Albuquerque. “Não queremos atrair clientes a qualquer custo.”

Apesar de cuidados serem necessários, o mercado está recheado de boas oportunidades. O Portal EXAME procurou mais de uma dezena de construtoras e imobiliárias para saber quais são as melhores promoções. Abaixo seguem as respostas obtidas:

Goldfarb: dará um Renault Clio 0 km para os 150 primeiros clientes que comprarem um imóvel do empreendimento Alphaview, em Barueri (região metropolitana de São Paulo). Os apartamentos têm entre 72 e 80 metros quadrados, dois ou três dormitórios e custam em média 160 mil reais. O empreendimento está na fase de pré-venda e será lançado no início de dezembro. A entrega do carro será junto com a das chaves, prevista para o final de 2010. Para atrair compradores, a incorporadora promove passeios de balão, feijoada e shows musicais. Já para conquistar a confiança dos consumidores, a construtora dá ao comprador a garantia de recompra do imóvel em troca da devolução do dinheiro pago caso ele seja demitido. Além disso, o comprador pode suspender o pagamento de até quatro prestações mensais caso passe por alguma dificuldade financeira.

Basimóvel: a imobiliária vai mobiliar o apartamento de quem comprar uma unidade no Barra Mais, um conjunto residencial com dois prédios na Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O cliente vai ganhar geladeira, TV LCD, DVD, máquina de lavar, fogão, microondas e armário embutido. “No dia do lançamento, há um mês, vendemos 102 das 200 unidades”, afirma o diretor da imobiliária, Alexandre Fonseca. Os apartamentos oferecidos medem 68 e 83 metros quadrados, tem dois ou três quartos e preços que variam de 185 mil a 315 mil reais.

João Fortes Engenharia: os compradores ganham descontos de até 10% no preço de aquisição, armários de cozinha da marca Todeschini e a escritura gratuita. A empresa também vai premiar os corretores que venderem unidades com dinheiro ou carros.

MRV Engenharia: até o final de dezembro, a empresa oferece aos compradores zero de sinal, 100% do valor financiado pela Caixa Econômica Federal e parcelas fixas durante o período de obras. Para as unidades que serão entregues até março no Rio de Janeiro, a empresa também arca com o pagamento do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e da escritura. O ITBI corresponde a 2% do valor do imóvel.

Del Forte & I.Price, imobiliária do grupo Brasil Brokers: oferece de três a seis prestações grátis, isenção de ITBI, assume o custo da escritura e sorteia prêmios em dinheiro aos compradores. Para os empreendimentos de baixo padrão, paga a cozinha planejada com armários embutidos. Já os empreendimentos de alto padrão terão descontos de até 12%, de acordo com o valor da entrada.

Brascan/Company: O cliente que indicar um comprador pode ganhar de eletrodomésticos a viagens ao exterior, dependendo do empreendimento. Os prêmios são pagos somente no momento da entrega do imóvel. Outra iniciativa são descontos em pagamentos à vista ou em caso de adiantamento de parcelas.

Tenda: a construtora oferece um notebook e um micro system aos compradores de imóveis.
Portal Exame

Rizzolo: De todos os investimentos, deixando a bolsa, é claro, os imóveis são os que tem menos liquidez. Como se pode inferir no artigo, o desespero do setor leva o investidor perder a confiabilidade; mormente sabendo que o segmento é um dos mais afetados pela crise. Hoje adquirir um imóvel, é uma “aventura financeira”, não preconizada a ninguém de bom senso. Fica patente que as construtoras, muitas com problemas de caixa, de tudo fazem para ” seduzir” o comprador. O conselho é: cuidado. A hora é de observar, não de comprar, até porque um “efeito Incol” poderá surgir, e aí, os dos brindes oferecidos pelo setor imobiliário, não compensarão os antidepressivos e ansiolíticos que os compradores irão ingerir, amargando o prejuízo. Sugestão: guarde seu dinheiro, cuidado com ” recheio de boas oportunidades ” !

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Confiança do consumidor cai 4,2%, para o menor nível da série

RIO – Após cair fortemente em outubro, a confiança do consumidor seguiu trajetória negativa em novembro e atingiu o menor nível da série histórica iniciada em setembro de 2005. É o que revelou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) desse mês, que caiu 4,2%, em comparação com a retração de 10% em outubro. O dado foi anunciado nesta terça-feira, 25, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice é composto por cinco quesitos da “Sondagem das Expectativas do Consumidor”, apurada desde outubro de 2002 (com periodicidade trimestral, até julho de 2004, quando passou a ser mensal).

Na comparação com novembro do ano passado, o ICC caiu 15,2%. No mês passado, o ICC apresentou queda de 10,4% no mesmo tipo de comparação. Com o resultado, o desempenho do indicador, que é calculado com base em uma escala de pontuação entre 0 e 200 pontos (sendo que, quando mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), passou de 101,1 pontos em outubro para 96,9 pontos em novembro – o menor nível da história do indicador.

Na avaliação da FGV, houve piora tanto na avaliação atual do consumidor sobre o cenário de hoje, como em suas projeções para o futuro.O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual (ISA), que apresentou queda de 5,7% em novembro, após registrar taxa negativa de 12,7% em outubro, e o Índice de Expectativas (IE), que apurou taxa negativa de 3,3% esse mês, em comparação com a queda de 8,5% em outubro.

No caso do ISA, em termos de pontuação, o índice passou de 104 pontos em outubro para 98,1 pontos em novembro. Já o IE caiu de 99,5 pontos para 96,2 pontos de outubro para novembro. Ainda segundo a FGV, na comparação com novembro do ano passado, os dois índices componentes do ICC também apresentaram quedas, de 11,9% para o indicador de situação atual; e de 17% para o de expectativas.

O levantamento abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 31 de outubro a 19 de novembro. Às 11h a FGV concede coletiva de imprensa sobre o indicador.
Agência Estado

Rizzolo: O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), é um dado importante. Observem que em relação a novembro do ano passado, o ICC caiu 15,2%. É natural que num ciclo de crise mundial o consumidor se retraia. Fica patente contudo, que alguns setores ou segmentos são mais afetados pela confiança do consumidor. Com o crédito escasso e as taxas de juros altas, bem como a vulnerabilidade financeira de alguns segmentos como o imobiliário, o consumidor não contrai dívidas nem compromissos.

As montadoras e o setor da construção civil já sentem isso; é bem verdade que todas as iniciativas para vascularizar a economia seus efeitos só surgem após um período. A preocupação é o primeiro trimestre de 2009, de qualquer forma é um dado preocupante mas que está dentro da perspectiva da crise.

Por outro lado o governo brasileiro está anunciando que vai fazer uma campanha de publicidade para combater a crise econômica mundial. O principal objetivo é estimular o consumo na véspera do Natal. Para o governo que insiste em não falar em crise face à sua preocupação em perder a popularidade, se lançar numa campanha de consumo é no mínimo uma inconsequência, até porque incitar o consumidor a gastar diante dessa turbulência financeira, é constituir inadimplentes logo à frente. Coisas do PT.

Novo banco de fomento de São Paulo começa com R$ 1 bilhão

SÃO PAULO – O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse nesta segunda-feira, 24, que o banco de fomento do Estado vai se chamar Nossa Caixa Desenvolvimento e deve entrar em operação a partir de abril de 2009. O banco será criado com R$ 1 bilhão provenientes dos recursos obtidos com a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil, anunciada na última quinta-feira.

“É um banco de desenvolvimento. Não vai fazer captação de recursos, depósitos, nada. É um banco com 50 funcionários, só, que vai dar crédito para pequenas e médias empresas”, explicou, durante vistoria de obra da Linha 4 do Metrô na Praça da República, região central da capital paulista. “Nós vamos usar a rede do Banco do Brasil, repassar recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco Mundial, o que tiver”, acrescentou.

De acordo com Serra, a iniciativa vai ajudar na geração de empregos no Estado. “Estamos planejando. Em abril, vai começar a funcionar, já tem lei, já foi aprovado.” O governo do Estado vai receber R$ 5,4 bilhões pela venda da Nossa Caixa. Para a agência de fomento, serão destinados R$ 1 bilhão. O restante será utilizado, segundo Serra, em investimentos no Metrô, na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em estradas, na rede hospitalar, na criação de escolas técnicas e de um centro de pesquisas em biocombustíveis.

Agência Estado

Rizzolo: A iniciativa do banco de fomento é excelente e vai de encontro às necessidades de crédito das pequenas e médias empresas. Com o início e o aporte de R$ 1 bilhão o banco de fomento poderá se tornar um instrumento de desenvolvimento das pequenas e médias empresas paulistas, segmento este que mais sofre com retração e seletividade do crédito. A grande questão é em relação aos juros que serão cobrados pela nova instituição, que com certeza não deverá acompanhar as instituições privadas até porque não foi criada para visar lucro. Pelo menos assim esperamos, um banco voltado para o desenvolvimento da pequena empresa.

Obama espera “plano viável” para salvar montadoras

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, espera que as “Três Grandes de Detroit” (General Motors, Ford e Chrysler) apresentem um plano viável para a sobrevivência do setor automobilístico, afirmou hoje assessor de alta categoria, David Axelrod.

Como disse (Obama) no início deste mês, o que não podemos fazer é dar um cheque em branco a uma indústria que não está pronta para se reformar, se racionalizar e se modernizar para os mercados de hoje e amanhã”, disse Axelrod em uma entrevista à emissora “Fox”.

“Espero que eles retornem a Washington no início de dezembro em vôos comerciais com um plano, ou com o princípio de um plano, que alcance tudo isso, porque os contribuintes americanos não vão lhes entregar um cheque em branco para que continuem fazendo” o de sempre, ressaltou.

Axelrod reagiu assim às exigências feitas na quinta-feira pela hierarquia democrata do Congresso aos máximos executivos da GM, da Ford e da Chrysler, de apresentar um plano de viabilidade o mais tardar em 2 de dezembro, antes de estudar possíveis ajudas para que essas empresas enfrentem sua crise de liquidez.

A hierarquia democrata do Congresso lhes enviou na sexta-feira uma carta na qual detalhou os elementos que, segundo sua opinião, o plano de viabilidade e reestruturação deve incluir.

Só então é que o Congresso analisará uma possível votação de um plano de ajuda.

Para Axelrod, parte da precária situação na qual se encontram as três principais fabricantes de automóveis dos EUA se deve a algumas das práticas dos últimos 20 a 25 anos, e o governo não vai “encorajá-los a seguir pelo mesmo caminho”.

Ele afirmou que tanto os executivos quanto os sindicatos e demais partes interessadas têm que contribuir para as discussões sobre como resolver a crise que afeta o setor.

“É urgente que o façamos. Há milhões de empregos que dependem dessa indústria”, ressaltou Axelrod, em suas primeiras declarações a respeito perante o adiamento do voto de uma medida no Congresso que concederia empréstimos de US$ 25 bilhões ao setor.

Calcula-se que o colapso do setor automobilístico poderia desencadear a demissão de 2,5 milhões de empregados.

Por sua vez, em declarações à “Fox”, a governadora democrata de Michigan, Jennifer Granholm, defendeu essas empresas – fonte vital de empregos em seu estado -, ao afirmar que elas iniciaram um exaustivo plano de reestruturação.

No entanto, ela reconheceu que os executivos da GM, da Ford e da Chrysler não apresentaram um argumento convincente perante o Congresso na semana passada sobre quanto necessitam e como pensam em utilizar este dinheiro.

“Estamos muito agradecidos em Michigan que o Congresso lhes tenha dado outra oportunidade” para justificar um plano de resgate, afirmou Granholm, cujo estado já perdeu 400 mil empregos desde 2000 devido à reestruturação do setor.

Granholm insistiu em que as “Três Grandes de Detroit” estão apenas “pedindo um empréstimo que lhes sirva de ponte”.

Os EUA importam muitos componentes para a fabricação e o uso de automóveis, como baterias da Ásia e o petróleo do Oriente Médio e, segundo Granholm, o país tem que reduzir essa dependência e “buscar soluções em casa”.

A GM, que foi objeto de críticas dos congressistas porque seus executivos viajaram para pedir ajuda a Washington em jatos privados, anunciou na sexta-feira que encerrará o uso de dois de seus aviões fretados.

Já a Ford pensa em vender seus cinco aviões corporativos, segundo seu porta-voz, Mark Truby.

Até agora, a equipe de Obama tinha se mantido à margem das azedas disputas entre o Congresso e a Casa Branca sobre como ajudar a indústria automobilística, em momentos de grande incerteza econômica.

Os democratas querem que o dinheiro saia do plano de resgate financeiro de Wall Street aprovado no mês passado, mas a Casa Branca replica que já existe um fundo, aprovado em setembro e a cargo do Departamento de Energia, que incentiva a produção de veículos mais eficientes e ecológicos.

Folha online

Rizzolo: O povo americano questiona a ajuda às montadoras, e de forma uníssona, o Congresso americano exige do setor uma planificação ou uma estratégia clara de aplicação dos recursos. Agora o que Obama propõe no seu governo cujo partido é democrata, nada mais é do que uma política de partido trabalhista, de concepção ideológica como o partido trabalhista inglês. Na realidade o discurso populista de Obama de democrata nada tem, muito menos de republicano, é claro, mas o que se comenta nos EUA é essa guinada ideológica trabalhista. Criar milhares de empregos, reformular a infra estrutura nada mais é do que a conversa do PAC e isso todos conhecemos; Obama vai ter que entregar o que vendeu, muita ilusão.

Brasil e China ‘emergem como modelos de estabilidade’, diz jornal

O Brasil e a China emergem como modelos de estabilidade, “neste momento de crise econômica global”, diz artigo publicado na edição desta sexta-feira do jornal britânico The Daily Telegraph.

O jornal compara os dois países, considerados “mercados emergentes”, à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos, chamados de “mercados desenvolvidos” e diz que “esta grande divisão foi erodida” com a crise.

“O status de alguns mercados emergentes deve ser elevado, mesmo que em termos relativos”, afirma o artigo, explicando que “alguns (países), como o Brasil, atualmente parecem representar menor risco (…) do que alguns (países) desenvolvidos como a Grã-Bretanha”.

“Em termos de superávit comercial, endividamento em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e tamanho de suas reservas cambiais, o Brasil derrota a Grã-Bretanha sem esforço”, disse o jornal. “Sua economia (do Brasil) ainda deverá crescer 3% no próximo ano, enquanto a da Grã-Bretanha está encolhendo. E, embora a inflação brasileira esteja aumentando, ela parece estar sob controle.”

‘Responsabilidade fiscal’

O artigo contesta o próprio termo “mercado emergente”, dizendo que ele foi “inventado pelo Banco Mundial há 30 anos e é definido com base em renda per capita baixa”.

“Na época, partia-se do princípio de que estas economias eram instáveis e em processo de reforma econômica e de mercado. Só governos mais sábios, dos Estados Unidos e da Europa, poderiam demonstrar responsabilidade fiscal, acreditava-se – e este era geralmente o caso”, diz The Daily Telegraph.

O artigo afirma, contudo, que embora esta suposição persista, “o governo brasileiro nos últimos anos seguiu cuidadosamente regras defendidas por economistas ocidentais, enquanto Estados Unidos, Grã-Bretanha e outros as desprezaram”.

Sobre a China, o artigo do jornal britânico diz que “há muitas evidências que sugerem que a recessão que atingiu Estados Unidos e Europa não é meramente uma baixa cíclica, mas marca uma passagem do poder econômico no longo-prazo para a China e outros mercados emergentes grandes”.

“Não pode mais haver uma reunião com credibilidade de G-alguma coisa (numa referência a G-8 e G-20) para tentar coordenar política monetária e fiscal sem incluir a China”, afirma The Daily Telegraph. BBC Brasil -e Folha online

Rizzolo: O jornal tem parcial razão, fica evidente que o impacto da crise atinge mais os países desenvolvidos por uma simples razão lógica: o maior aporte de investimentos. Muito há que fazer no Brasil e na China em termos de infra- estrutura, englobando transporte público, saneamento, e malha ferroviária; meio de transporte já cristalizado na Europa. O presidente Lula na sua premissa de não restringir os investimentos no PAC, o faz com muito bom senso, contudo, difícil será manter o ritmo dos investimentos face à diminuição da arrecadação prevista para 2009. A afirmativa de que os emergentes são ” modelos de estabilidade”, entendo um pouco exagerada em função de algumas particularidades dos emergentes, no Brasil o problema cambial, e na China a dificuldade do mercado interno absorver a produção destinada à exportação, que ora cai tendo em vista a crise financeira.

Ganho de empresas de capital aberto cai 60% no 3º trimestre

SÃO PAULO – Os lucros recordes das empresas de capital aberto nos últimos anos deram lugar a uma seqüência de resultados negativos no terceiro trimestre por causa da crise financeira. Levantamento feito pela Economática mostra que o ganho médio dessas companhias despencou 60,2% entre julho e setembro comparado a igual período de 2007. Do total de 254 empresas analisadas, 85 delas registraram prejuízo no trimestre e 44 inverteram resultado (de lucro para prejuízo). As empresas que conseguiram se manter em terreno positivo tiveram ganhos menores.

A deterioração do resultado trimestral é reflexo da valorização de quase 20% do dólar ante o real, explica o presidente da Economática, Fernando Exel. No início de julho, o dólar estava cotado em R$ 1,597 e saltou para R$ 1,902, em 30 de setembro. Isso teve impacto direto na dívida das empresas em moeda estrangeira e elevou a despesa financeira de R$ 1,3 bilhão, em setembro de 2007, para R$ 19,5 bilhões este ano.

Na Braskem, por exemplo, essas despesas subiram de R$ 39,5 milhões para R$ 1,9 bilhão, segundo dados da Economática. A empresa teve prejuízo de 849,2 milhões no período. “Essas companhias precisam marcar a dívida a mercado a cada período fechado para balanço”, afirma o analista da Spinelli Corretora, Jaime Alves. Ele lembra ainda que o dólar provocou perdas milionárias para empresas, como Sadia e Aracruz, que apostaram nos chamados derivativos “tóxicos”.

Agência Estado

Rizzolo: Essa notícia já era por se esperar, face à valorização de quase 20% do dólar ante o real, já em relação ao mercado acionário, existe agora um componente maior: à confiabilidade. A aversão ao risco com os países emergentes está jogando abaixo as ações de Vale do Rio Doce, Petrobras, siderurgia e bancos. O que está levando à aversão ao risco dessa vez é a situação de Equador e Argentina. Neste cenário sombrio da queda dos ganhos de empresas de capital aberto, há a possibilidade de que o Brasil possa entrar em recessão no 1º trimestre de 2009. Não restam dúvidas que há riscos de retração no último trimestre deste ano e no primeiro do ano que vem, o que configuraria uma recessão clássica também no país, a exemplo do que já aconteceu com Alemanha, Japão, Itália e Zona do Euro. Ou seja, um cenário ruim para 2009, principalmente para alguns setores como o da construção e o imobiliário cujos investidores desapareceram no último trimestre.