Lugo fará sessões de quimioterapia contra linfoma em SP

BRASÍLIA – Diagnosticado com um linfoma, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, de 59 anos, desembarca nesta terça-feira (10) pela manhã em São Paulo onde vai se submeter a sessões de quimioterapia.

Apesar do tratamento, Lugo planeja adequar a agenda política ao tratamento de combate ao câncer. A ideia é que as sessões sejam realizadas nos fins de semana para que nos demais dias os compromissos de governo permaneçam inalterados.

Lugo será submetido a exames amanhã no Hospital Sírio-Libanês. O especialista brasileiro Frederic Costa será o responsável pelo tratamento de Lugo. O presidente estará acompanhado pelos médicos pessoais Nestor Martinez e Alfredo Boccia.

Boccia confirmou que o câncer do presidente está em um estado mais avançado do que o anunciado inicialmente. Porém, os exames em São Paulo é que vão “fechar o processo de diagnóstico”, disse o médico.

As informações são da Presidência da República do Paraguai. O ministro da Informação e Comunicação para o Desenvolvimento e porta-voz da Presidência, Augusto dos Santos, disse que a previsão inicial é que as sessões ocorrão a cada mês, durante um dia e meio. Mas ele admitiu que esta previsão pode ser modificada conforme as indicações médicas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu o avião Legacy da Força Aérea Brasileira (FAB) e todo o apoio que Lugo necessitar. Mas, de acordo com Santos, o governo paraguaio vai arcar com todos os custos da viagem apesar da “atitude de solidariedade absoluta” do governo brasileiro. “Ele está muito otimista e isso tem a ver com sua formação espiritual. Ele próprio tentou dar incentivo a todas as pessoas ao seu redor “, disse Santos.

No último dia 4, Lugo foi submetido a uma cirurgia de emergência para a retirada de um gânglio na virilha. O câncer foi descoberto após um check-up de rotina. A previsão é que ele permaneça dois dias em São Paulo.
DCI
Rizzolo: É este tipo de solidariedade que alguns condenam e não gostam no presidente Lula para com os vizinhos da América Latina, independentemente de questões de saúde ,temos que manter um relacionamento fraterno com todos. Bonita postura do governo brasileiro.

Irã diz que Lula está ‘desinformado’ sobre caso de iraniana condenada

TEERÃ – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem uma “personalidade emotiva” e fez sua proposta de conceder asilo à iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani sem “informação suficiente” sobre o caso, segundo afirmou nesta terça-feira o porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Ramin Mehmanparast.

Esta foi a primeira reação oficial do Irã à proposta feita no sábado por Lula para que Ashtani, condenada à morte por apedrejamento no Irã sob acusação de adultério, se asile no Brasil.

“O presidente (Lula) da Silva tem uma personalidade muito emotiva e humana, mas provavelmente não tem informação suficiente sobre o caso”, declarou o porta-voz.

Mehmanparast disse que a Ashtiani “cometeu um crime” segundo a lei iraniana e que o governo iraniano pode passar mais informações ao presidente Lula “para que ele entenda o caso”. O porta-voz respondia, durante uma entrevista coletiva, à pergunta de um jornalista que havia questionado se havia ou não interferência do presidente brasileiro nessa questão.

A oferta brasileira de asilo a Ashtiani foi feita no fim de semana. O presidente fez um “apelo” ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para que “permita ao Brasil conceder asilo a esta mulher”, disse Lula, durante um comício em Curitiba.

Opiniões divididas

A proposta brasileira foi apoiada por ativistas que defendem os direitos humanos no Irã, mas foi criticada por setores mais conservadores ligados ao governo do país.

Membros de organizações de direitos humanos disseram que a oferta de Lula de conceder asilo a Ashtiani é um passo positivo, mas que ainda é preciso fazer mais para pressionar o Irã a banir esse tipo de sentença. Um site ligado à Guarda Revolucionária do Irã fez críticas à posição do presidente brasileiro, acusando-o de interferir nas questões internas do país.

Ashtiani, de 43 anos, está presa no Irã desde maio de 2006, quando um tribunal na Província do Azerbaijão Ocidental a considerou culpada por manter “relações ilícitas” com dois homens após a morte de seu marido.

No início do mês, as autoridades iranianas haviam afirmado que ela não seria mais morta por apedrejamento, embora a mulher ainda possa ser sentenciada à morte por enforcamento pelo adultério e por outras acusações que pesam contra ela.

O caso teve grande repercussão internacional e, no sábado, o presidente Lula fez um apelo ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pedindo que permita que a mulher possa se asilar no Brasil. Falando à imprensa, o filho da mulher condenada, Sajjad Ashtiani, disse que o governo não poderia ignorar um pedido do Brasil.
bbc

Rizzolo: O caso em pauta nos faz pensar que realmente a política externa brasileira esta incorreta em relação ao Irã, vez que numa relação internacional não podemos apenas ter uma visão unilateral comercial, e sim observar que tipo de tratativa um país tem em relação aos direitos humanos. Lula agiu bem, agiu com o coração ocidental , mas a reação do Irã denota pouca sensibilidade aos conceitos de direitos humanos e tudo que diz respeito à dignidade humana

Lula oferece abrigo a iraniana condenada à morte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu hoje, durante comício em prol da candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República, em Curitiba, abrigo político para a iraniana Mohammedi Ashitiani, de 43 anos, condenada à morte por apedrejamento em razão de suposto adultério. “Eu tenho que respeitar a lei de um país, mas se vale minha amizade e o carinho que tenho pelo presidente do Irã (Mahmoud Ahmadinejad) e pelo povo iraniano, se esta mulher está causando incômodo, nós a receberíamos no Brasil”, afirmou.

O presidente tocou no assunto quase ao final do discurso, após criticar os Estados Unidos por repudiar sua tentativa de negociar a paz no Oriente Médio. “Parece que tem mais gente trabalhando contra a paz do que trabalhando pela paz”, destacou. “Já que minha candidata é uma mulher, eu queria fazer um apelo a meu amigo Ahmadinejad, ao líder supremo do Irã e ao governo do Irã.” Logo depois, explicou a centenas de pessoas que se postaram na Boca Maldita, no centro de Curitiba, para ouvi-lo, que no Irã o adultério é punido com a morte por apedrejamento.

Ele reconheceu que estava em situação difícil porque se tratava de falar da soberania de um país. Quarta-feira passada, Lula havia dito que não tomaria nenhuma atitude em relação à decisão do Irã, justificando que as leis de cada país precisam ser respeitada sob risco de virar “avacalhação”. “Acho que é coisa muito grave o que está acontecendo”, disse. “Nada justifica o Estado tirar a vida de alguém, só Deus dá a vida e só Ele é que deveria tirar a vida.” Lula disse que já tinha feito outros apelos a favor de brasileiros condenados à morte, em favor de uma francesa também no Irã e em favor de americanos. “Mas os americanos também tem que liberar companheiros do Irã”, ponderou. Em entrevista, mais tarde, Dilma elogiou o presidente por sua “sensibilidade”.

Mas Lula não deixou de atacar opositores e, principalmente, o Congresso Nacional ao pedir voto para candidatos dos partidos que o apoiam. “É preciso que tenha mais rigidez na escolha de candidatos a deputado e deputada para que o presidente da República não tenha a vida dificultada nos grandes projetos que o Brasil precisa”, apelou. Ele acentuou que, como cidadão e integrante do PT, vai lutar pela reforma política, a fim de evitar as infidelidades partidárias. “Não dá para continuar do jeito que está, é preciso critério”, ressaltou.

As críticas maiores foram contra os senadores. “Peço a Deus que esta companheira (Dilma) não tenha o Senado que eu tive, que seja mais respeitador, que não ofenda o governo”, disse. Ele reclamou, principalmente, do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que teria tirado R$ 40 bilhões da saúde. “Eles, quando estavam no governo, usaram durante oito anos o dinheiro e, quando eu cheguei, eles derrubaram”, criticou.

Lula disse que muitos perguntam o que ele fará quando sair do governo. “Eu quero ensinar um ex-presidente da República a ser um ex-presidente e não dar palpite a quem está governando”, afirmou. “Tenho consciência de que esta companheira tem que montar o governo com a cara dela e não com a cara do Lula e, por ser mulher, sei que tem que colocar mais mulher no governo.”

Em seu discurso, Dilma também atacou os adversários, começando pelo vice na chapa de José Serra (PSDB), deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ). “Eu tenho um vice capaz e competente, que é o Michel Temer (deputado federal pelo PMDB-SP), não um vice inexperiente e incapaz”, afirmou. A candidata destacou que há diferença entre falar e fazer. “Eles, quando puderam mais, fizeram menos”, criticou. Para ela, os maiores cortes aconteceram na área de educação. “E trataram professores a cassetete”, ressaltou.

Dilma afirmou que todos ficarão tristes quando o presidente deixar o cargo. “Mas vai estar passando às minhas mãos a herança dele, o que ele mais ama, que é o povo”, afirmou. “Uma mulher pode cuidar do povo dele, pode apoiar o povo dele.” A coordenação da campanha no Paraná espera que a candidata venha mais vezes, com o objetivo de diminuir a diferença de intenção de voto em relação ao adversário José Serra (PSDB), que é uma das maiores entre todos os Estados.
estadão

Rizzolo: Muito Nobre a postura do presidente Lula. É claro que não é fácil se dirigir a um outro presidente de um país, que por sua vez tem leis e normas a respeitar, porém a possibilidade ofertada pelo presidente Lula, vem ao encontro dos anseios de todos que evidentemente não aceitam esse tipo de pena medieval. Já em relação ao comentário do presidente em relação ao fim da CPMF está coberto de razão, e o pior disso tudo, é que aqueles que lutaram contra o fim da CPMF, hoje posam de “socialistas” e ainda querem concorrer ao governo de São Paulo.

Governo lamenta crise entre Venezuela e Colômbia e fala em mediação

BRASÍLIA – O assessor de Assuntos Internacionais do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, lamentou a decisão do governo venezuelano de romper relações diplomáticas com a Colômbia. Em entrevista há pouco no Palácio do Itamaraty, Garcia disse ter convicção que a situação irá se “recompor” com a posse do novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

Principal interlocutor do presidente Lula com autoridades latino-americanas, Garcia informou que o governo brasileiro está ajudando por meio de conversas a resolver o impasse. “Há disposição (de conversar) dos dois governos no futuro próximo, com a posse do presidente Santos”, disse. “Estou convencido de que haverá vontade das duas partes de resolver isso”, completou.

As declarações foram dadas após Garcia participar de almoço com o presidente Lula e o primeiro-ministro do Kwait, xeque Nasser Al Sabah.

Crise

Nesta quarta-feira, a Colômbia apresentou na OEA indícios de que a Venezuela abriga 1,5 mil guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em seu território.

Em seguida, o presidente venezuelano Hugo Chávez anunciou o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia. O governo de Álvaro Uribe lamentou a decisão. Os EUA criticaram a medida de Chávez. A OEA pediu calma e diálogo a ambas as partes.

Com informações da Efe e da AP

Rizzolo: A questão principal em si, não é acusação, mas sim os desdobramentos que isso pode tomar. O papel do Brasil sempre foi o de mediador, e nesse momento, é importante que o Brasil amenize os efeitos do conflito e restabeleça a paz e a tensão gerada pelo ocorrido. O presidente Lula, e seu interlocutor Garcia, sempre foram dados ao entendimento, e hoje o Brasil tem um peso na América Latina para desempenhar bem esse papel.

O individualismo e o Isolacionismo

*por Fernando Rizzolo

Globalização é a expressão de ordem do consumismo desenfreado. Na realidade, o que está por trás dessa expressão é um tipo de alienação. A ironia da globalização advém do fato de o mundo estar teoricamente unificado e, ao mesmo tempo, as pessoas estarem tão separadas entre si, como nunca estiveram antes na história da humanidade. Cada vez mais, nós nos definimos em termos econômicos. Costumamos, num primeiro encontro, sempre perguntar ao outro: “Você trabalha em que área?”. Nossas semanas estão divididas entre trabalho e descanso, o que na maioria das vezes significa ter horários para produzir e horários para consumir.

Nossas alienações aumentam de forma progressiva. A cada dia, nos distanciamos dos outros cada vez mais. Mudamos de um apartamento para um condomínio fechado, onde nem sequer temos contato com nossos vizinhos; compramos aparelhos MP3 que nos permitem ouvir apenas as músicas de que gostamos, de modo isolado dos outros, em geral através de fones de ouvido, que acabam nos desconectando do mundo. Até mesmo os celulares, que deveriam nos conectar com outras pessoas, nos permitem “filtrar” nossas relações, separando-nos dos demais indivíduos ao nosso redor. Filhos falam com os pais somente por telefone, amigos trocam informações apenas por e-mail, declarações de amor são feitas via webcam – isso para citar alguns exemplos.

No fundo, o homem é um ser social, apesar de com frequência estar se distanciando cada vez mais desse objetivo. Contudo, para resgatarmos a essência do ser humano, precisamos nos tornar parte de algo maior. Mas como fazê-lo? É simples: basta fazermos aos nossos semelhantes aquilo que gostaríamos que fosse feito a nós mesmos. Seria o princípio sagrado de assegurar que não haverá ninguém sem roupas enquanto tivermos o que vestir ou de que não haverá famintos enquanto tivermos o que comer.

O capitalismo nos leva ao egocentrismo, ao individualismo, e dessa forma não temos condições de pensar no coletivo. Assim, para quebrarmos esse círculo vicioso, precisamos nos livrar da ganância, dedicarmo-nos às coisas simples da vida, à natureza, aos amigos, e não nos deixarmos dominar pela concorrência acirrada do mundo atual, que muitas vezes gera o ódio e leva fatalmente à depressão.

Ter um projeto de vida e uma visão política de justiça social enobrece o homem e refina os preceitos éticos que tanto o individualismo consumista nos obscureceu. Pensar em Deus e agir como parceiro Dele aqui na Terra, procurando ser o melhor naquilo que se faz, é a melhor oração, mas sem se deixar levar pela febre do isolamento e do consumo, que leva quase sempre à tristeza e à falta de sentido da vida.

Pense nisso.

Fernando Rizzolo

Chávez se solidariza com chuvas no nordeste do Brasil e oferece ajuda

CARACAS- A Venezuela expressou nesta terça-feira, 22, sua solidariedade com o Brasil, especialmente com os habitantes de Pernambuco e Alagoas, pela tragédia causada pelas fortes chuvas que atingiram os estados na última semana e que já deixaram ao menos 41 mortos e 607 desaparecidos.

“O presidente Hugo Chávez transmite suas mais sentidas condolências aos familiares e amigos das milhares de vítimas, e manifesta seu profundo pesar pelos numerosos danos materiais causados por este fenômeno”, afirmou um comunicado da chancelaria venezuelana.

Segundo o texto, o “governo bolivariano” colocou à disposição do Brasil “os meios humanos e materiais que modestamente possam contribuir modestamente para salvar vidas e aliviar as dificuldades provocadas por esta catástrofe”.

Além disso, Caracas expressou sua confiança em que o povo brasileiro “saberá superar esta adversidade graças a seu espírito combativo e solidário.
agência estado

Rizzolo: É nesse momento que realmente encontramos os países solidários e amigos. Quando muitos apregoam a desunião, o fim do Mercosul, lançam verbalizações demoníacas contra Hugo Chavez, surge a Venezuela nos estendendo a mão. Eu não vi até agora nenhum país europeu, se solidarizar com a catástrofe do nordeste. A união dos países da América do Sul e o respeito que devemos ter com a democracia participativa venezuelana são prerrogativas essenciais a um candidato à presidência. Devemos enxergar a solidariedade bolivariana como um a demonstração de carinho ao nosso povo, agora os radicais não gostam , não é ? Para eles o povo do nordeste que se dane, e romper com os nossos vizinhos é o sonho de verão de todo radical de plantão. Eu conheço a Venezuela, suas favelas, e o avanço social que o Chavez empreedeu, antes de falar mal sugiro: vão lá e vejam.

Gripe Suína, Religião e a Imunidade

Foi com satisafação que soubemos que Ministério da Saúde vacinou, em três meses, 81 milhões de pessoas contra a gripe suína (gripe A H1N1), um recorde mundial. O número corresponde a 88% dos 92 milhões de brasileiros que se encontram em grupos de risco. Contudo gostaria de abordar um estudo interessante realizado em Israel sobre a questão da relação entre as doenças em geral e a fé.

Estudos científicos realizados nas últimas quatro décadas têm demonstrado o papel do ponto de vista público e pessoal da religiosidade e seus efeitos na saúde e na longevidade. Tais pesquisas têm evidenciado que a prática da fé e da religiosidade, aumenta, de certa forma, a imunidade geral dos pacientes. Alguns dos resultados citados foram pesquisados durante 16 anos em Israel, em comunidades com o mesmo perfil, porém vivendo espiritualmente de forma diversa: uma num kibutz secular não-religioso e outra num kibutz religioso.

Apesar de ambas as comunidades serem demograficamente iguais, contendo o mesmo nível de estrutura médica e social, o número de óbitos era o triplo no Kibutz secular, comparado-se em relação ao religioso. Pesquisas nesta área também foram realizada na Inglaterra. Através de estudos semelhantes foram constatado os efeitos da fé na superação dos problemas de saúde.

Verificou-se, por exemplo, num estudo sobre os efeitos das doenças meningocócicas em adolescentes, que a religiosidade, a fé e a espiritualidade, tinham o mesmo efeito preventivo que as vacinas para as doenças relacionadas a esta bactéria ( Tully J, Viner RM, Coen PG, Stuart JM, Zambon M, Peckham C, Booth C, Klein N, Kaczmarski E, Booy R. 2006. Risk and Protective Factors for Meningococcal Disease in Adolescents: Matched Cohort Study. BMJ 332: 445-450.)

O mundo ainda vive, a ameaça de uma pandemia de gripe do tipo H1N1 . Apesar dos esforços dos governos, das vacinações em massa, e de toda sociedade, os procedimentos de higiene preconizados devem continuar sendo amplamente difundidos pela imprensa. Contudo, por tratar-se de uma doença que tem no seu âmago, indevidas violações do ser humano contra natureza – no seu característico desrespeito especista, no triste confinamento antinatural de grandes quantidades de animais – temos que refletir e rever nosso estilo de vida e os nossos conceitos em relação aos hábitos alimentares que jamais deveriam ser baseados na violência.

O sofrimento dos animais e a incessante busca de lucro pelos grandes abatedouros escondem, com certeza, um baixo conteúdo espiritual-energético no contexto desta doença. Muito mais do que um vírus, encontramos uma forma de “virulência espiritual”; assim, a razão e a nossa espiritualidade nos levam a lançarmos mão de uma busca religiosa como uma forma complementar de proteção de seus efeitos nefastos.

Pouco importa a religião, a origem ou a forma de se conectar com Deus. Talvez, no silêncio da noite, numa reflexão sobre a procedência desta epidemia, e de outras que poderão um dia surgir, ou então numa oração, encontraremos, enfim, uma forma de nos apaziguarmos com toda a natureza e nos harmonizarmos com um elo perdido. Descobriremos também que nos relacionarmos com Deus é respeitarmos os seres vivos por Ele criados que aqui vivem e compartilham conosco essa jornada terrena. Afinal, uma oração ou uma reflexão espiritual é também uma forma de perdão e de harmonia que sempre leva à cura os que têm fé.

Fernando Rizzolo

Dilma rebate economista e garante que bancos não temem vitória do PT

PARIS – A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, respondeu nesta terça-feira, 15, às críticas do Instituto Internacional de Finanças (IIF), feitas nessa semana, em Viena, na Áustria, e assegurou que os bancos internacionais não temem sua eleição ao Palácio do Planalto. A garantia foi dada em Paris, onde a ex-ministra começou a primeira etapa de sua turnê pela Europa. Dilma se encontrará com chefes de Estado e de governo da França, Espanha e Portugal. Segundo o IIF, a eleição da petista traria maior risco de derrapagem macroeconômica, poucas reformas estruturais e dificuldades de aumentar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

A análise foi feita pelo economista Frederick Jaspersen, que representou o IIF – organismo que congrega os grandes bancos estrangeiros – em um evento realizado na semana passada, na Áustria. Segundo o jornal Valor Econômico, Jaspersen afirmou que um eventual governo Dilma tenderia ao aumento dos gastos públicos, ao relaxamento do controle da inflação e à alta dos juros. Além disso, a petista enfatizaria a política industrial centrada nas empresas estatais e deixaria as agências regulatórias à mercê das pressões políticas.

Em contrapartida, o economista afirmou que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, endureceria o controle fiscal e reduziria os juros, o que resultaria na desvalorização do Real.

A palestra aos banqueiros foi realizada no Palácio Imperial Hofburg, em Viena, na Áustria, e foi assistida por diretores-presidentes das maiores instituições financeiras do mundo, entre as quais o Itaú Unibanco, representado por seu presidente, Roberto Setúbal, vice-presidente do IIF.

Nasta terça-feira, Dilma fez questão de responder às críticas ao ser questionada sobre o tema. “Não acredito que seja a opinião dos bancos internacionais”, ponderou, classificando a opinião de “leviana”. “Era de um economista, um assessor.” Dilma ainda enfatizou: “Duvido muito que uma instituição que congregue bancos iria assumir uma posição tão precipitada e superficial como essa”. Segundo a candidata petista, as críticas de Jaspersen não representam a posição do IIF, mas sim uma opinião pessoal. “Não acredito que a associação de bancos internacionais falaria isso.”

A candidata reforçou ainda o compromisso de seu programa de governo com a estabilidade e o crescimento econômico, que segundo ela foram alcançados no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. “Eles (os banqueiros) têm clareza de que nós vamos manter a estabilidade, porque foi com a estabilidade que a gente cresceu.”
agência estado

Rizzolo: É claro que está crítica não tem o menor fundamento e foi muito bem rebatida pela candidata Dilma. Ainda me lembro quando na época em que Lula era candidato, tudo se fez para amedrontar e desestabilizar sua candidatura, e o mesmo estamos vendo desta feita com Dilma, daqui pra frente nesta campanha as coisas podem piorar em termos de teorias conspiratórias

Política de ‘sim, senhor’ com os EUA é passado, diz assessor de Lula

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, disse nesta quinta-feira em Buenos Aires que a política do “sim, senhor” do Brasil com os Estados Unidos faz parte do “passado” e criticou o governo americano por ter defendido sanções contra o Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“Acho que se criou no Brasil a expectativa de que a única relação (com os Estados Unidos) é a do ‘sim, senhor’, mas não é assim. Na política externa há confronto de interesses que são diferentes. A diplomacia existe justamente para organizar isso”, disse Garcia, que participou nesta quinta-feira de um seminário sobre globalização na capital argentina.

O assessor da Presidência, no entanto, afirmou que o Brasil não está “bravo” com os Estados Unidos após a aprovação das sanções contra o Irã e disse que as relações entre os dois países “nunca estiveram tão boas”.

“Tivemos uma divergência. O problema é que, no passado, era a política do ‘sim’, do ‘sim, senhor’. A gente achava que tudo tinha que ser resolvido em acordo com os Estados Unidos. Quando não havia acordo, ficávamos preocupados”, disse.

“Nós temos uma agenda de cooperação muito grande. Nós vamos continuar dialogando e, sempre que tivermos diferenças, vamos dizer”, afirmou.

Na última quarta-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma nova rodada de sanções contra o Irã devido a seu programa nuclear.

A medida contou com o apoio dos Estados Unidos e dos outros membros permanentes do Conselho. Brasil e Turquia, membros rotativos do órgão, se colocaram contra a retaliação por avaliarem que ela impede uma solução diplomática para a questão.

‘Ganhador moral’

Comentando a aprovação do novo pacote de sanções, Garcia afirmou acreditar que as medidas de retaliação não terão sucesso em frear o programa nuclear iraniano, que parte da comunidade internacional acredita ter o objetivo de construir armas atômicas, o que é negado por Teerã.

“Se o objetivo disso (das sanções) era frear o programa iraniano, para fins pacíficos, ou para qualquer fim, vai dar exatamente o contrário”, disse Garcia, que ainda afirmou que o Brasil sai como “ganhador moral” na polêmica sobre as sanções e os EUA como “perdedores morais”.

Em entrevista a repórteres brasileiros, Garcia também afirmou que esperava que o governo do presidente Barack Obama trouxesse mudanças à política externa americana, mas que isto “não está ocorrendo”.

“Nós tínhamos expectativa de que haveria uma inflexão do governo Obama e estamos vendo que esta inflexão não está ocorrendo, pelo menos na velocidade e na consistência que esperávamos”, afirmou. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Rizzolo: É claro que aquela política de subserviência aos EUA, aquela de tirar os sapatos na época de FHC, não mais existe. Hoje a relação diplomática entre Brasil e EUA é de respeito mantendo-se a soberania de cada um. Não há interesse brasileiro em um confronto com os EUA, longe disso, existem sim diferentes pontos de vista, e uma expectativa do Brasil de uma maior inflexão de Obama sobre os assuntos internacionais. Contudo continuo entendendo que a postura brasileira de alinhamento com o Irã não foi e nunca será proveitosa do ponto de vista das relações internacionais. Aí vão dizer: Ah! mas é porque o Rizzolo é judeu, até já estou vendo..nada disso, apenas bom senso..



Com sanções, Ahmadinejad cancela acordo nuclear com Brasil e Turquia

Antes mesmo de oficializadas as sanções contra o Irã pelo Conselho de Segurança da ONU, o presidente Mahmoud Ahmadinejad informou que o acordo fechado em 17 de maio com o Brasil e a Turquia estaria cancelado se a pena fosse aplicada.

Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, assinaram junto com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, um acordo segundo o qual o Irã entregaria 1.200 quilos de urânio levemente enriquecido em troca de combustível nuclear especial para um reator de pesquisa médica para tratar pacientes com câncer. A ideia seria reduzir o estoque iraniano de material nuclear enriquecido e viabilizar o uso pacífico da tecnologia, o que demonstraria a boa vontade do regime islâmico.

Antes do início da reunião do Conselho de Segurança, os Estados Unidos rejeitaram o acordo nuclear.

O acordo trilateral “não leva em conta o fato de que o Irã não cumpre com suas obrigações de não-proliferação (nuclear)”, afirmou Glynn Davies, durante seu discurso no plenário do Conselho de Governadores da AIEA em Viena. Davis destacou, no entanto, hoje que o novo acordo “deixa o Irã com reservas substanciais (de urânio), o que reduz a confiança da proposta original”.

As potências ocidentais afirmam que o acordo Irã-Brasil-Turquia ressuscita uma oferta similar feita pela AIEA e não atende dúvidas-chave sobre o programa nuclear iraniano, que eles afirmam ter o objetivo de desenvolver armas atômicas, o que o Irã nega.

Uma das principais preocupações ocidentais é com o crescimento do estoque de urânio de baixo enriquecimento e com o anúncio do país de que continuará enriquecendo urânio em um grau maio, independentemente do acordo mediado pelo Brasil.

uol

Rizzolo: Até entendo a boa intenção do governo Lula em promover o entendimento entre o Irã e os demais países, mesmo porque os EUA e a Europa sabiam da tentativa e não se opuseram. Contudo, do ponto de vista da política externa, o Brasil jamais deveria insistir nessa aproximação com o Irã, uma vez que o Ocidente todo desaprova, condena e adverte; isso significa a meu ver, um viés equivocado da política externa brasileira na condução de um assunto tão delicado: a não proliferação nuclear. Sabemos da condição de peso atualmente do Brasil nas relações internacionais, mas se envolver num assunto tão controverso é sempre complicado e pode trazer mais desvantagens do que prestígio internacional. Apenas uma observação, minha opinião nada tem a ver com a minha condição judaica, e sim no âmbito das relações internacionais.

Após convenção, Dilma planeja giro de 5 dias pela Europa

Assim que for confirmada candidata do PT à Presidência, no próximo dia 13, a ex-ministra Dilma Rousseff embarca para um périplo de cinco dias, a princípio, por três países da Europa. A ideia é que a petista seja recebida por autoridades da França, Espanha e de Portugal como a candidata preferida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Uma pessoa que se propõe a ser candidata à Presidência da República tem de ter contatos com dirigentes de outros países”, justificou o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. Pela programação preliminar, Dilma vai viajar no dia 15 de junho à noite e voltar ao Brasil no dia 20. Os coordenadores da campanha da petista querem aproveitar o início da Copa do Mundo para que a candidata faça o giro europeu.

Os encontros da ex-ministra com autoridades europeias estão sendo agendados pelo assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia. A programação ainda não está fechada, mas o primeiro encontro de Dilma deverá ser com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

O governo brasileiro está prestes a se decidir sobre a compra de 36 caças para o reaparelhamento da Força Aérea Brasileira (FAB). A expectativa é que o presidente Lula opte pela compra dos caças Rafale, fabricados pela francesa Dassault.

Socialista. Depois do encontro com Sarkozy, Dilma deverá se reunir com o primeiro-ministro de Portugal, o socialista José Sócrates. A ex-ministra também pretende ser recebida pelo primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodrigues Zapatero.

“A agenda ainda não está fechada e pode ser que ela acabe indo só a um ou dois países”, observou Dutra.

Garcia tenta ainda que Dilma se encontre com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. A reunião da ex-ministra com Barroso serviria como uma prévia às negociações que serão encadeadas a partir do ano que vem entre os países do Mercosul e a União Europeia.

Empatada nas pesquisas de intenção de voto com o pré-candidato tucano, José Serra, Dilma pretende fazer do tour europeu sua apresentação como a candidata do presidente Lula.

O comando da campanha quer aproveitar ainda as imagens de seus encontros com lideranças mundiais para os programas de televisão, que começarão a ser exibidos em meados de agosto.

Esta não será a primeira viagem de Dilma ao exterior já como a candidata de Lula à sua sucessão. Em meados de maio, ela foi a Nova York, nos Estados Unidos, para participar de jantar em homenagem ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que foi escolhido como “Personalidade do Ano” pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

Com a viagem, o comando da campanha petista quis mostrar que Dilma prestigia Meirelles e, se eleita, não pretende mudar os rumos da política econômica.
agência estado
Rizzolo: Acho de suma importância a viagem que Dilma pretende fazer já como candidatada. Isso nada tem a ver com a questão de “esfriar suposto dossiê” como pretende alguns insinuar. Os contatos no exterior com as lideranças internacionais emprestam ainda mais confiança na candidatura Dilma que a cada dia angaria a simpatia dos diferentes segmentos da sociedade brasileira, só não vê quem não quer ou é tucano.

Oliver Stone grava vídeo com elogios a Dilma

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, ganhou um cabo eleitoral “importado”: o cineasta norte-americano Oliver Stone, que gravou na última terça-feira (2) um vídeo de um minuto e 31 segundos com elogios à petista. Diretor de filmes de sucesso como Platoon, Nascido em 4 de Julho e JFK, Stone reuniu-se com a petista por mais de uma hora, em seu comitê de campanha, em Brasília.

O cineasta teria elogiado a petista no encontro que os dois tiveram na última terça-feira (1). No vídeo gravado, a rasgação de seda foi maior:

– Ela é dedicada ao desenvolvimento e à continuidade do projeto Lula.

O cineasta também exalta as qualidades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em especial a participação do Brasil na tentativa de promover um acordo nuclear entre Irã e as grandes potencias mundiais.

– A situação do Irã poderia se tornar outro caso como o Iraque. Me parece que os Estados Unidos estão interessados em outra marcha para a guerra. Eu adoro o que o Lula e o Brasil estão fazendo.

Dilma é a segunda candidata à Presidência a se encontrar um cineasta de renome mundial. Em abril, o diretor canadense James Cameron, que dirigiu Avatar, também veio ao Brasil e se encontrou com a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva.
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Rizzolo: Precisa um intelectual americano vir até aqui para elogiar o governo Lula e o avanço que significa a candidatura Dilma. O mais interessante nisso tudo, é que os artistas brasileiros, que tanto apregoavam no regime militar a justiça social, o desenvolvimento, a luta contra a miséria, se portam de forma tímida, e omissa. Poucos falam sobre o que significa a continuidade do governo, na figura de Dilma Rousseff. Onde se conclui, que faziam aquilo tudo na época, apenas para vender discos, porque lutar na democracia, pelo que vemos, acaba dando preguiça intelectual.

Serra insulta outro país amigo: a Bolívia

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, insultou a Bolívia e seu povo ao dizer que o país exporta 90% da cocaína consumida no Brasil e que o seu “governo é cúmplice”. “Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disto”, disse o tucano em entrevista à Rádio Globo, na quarta-feira.

Após a agressão, Serra tentou minimizar o ocorrido alegando que fez apenas “uma análise” da situação: “Não temo um incidente diplomático. A melhor coisa diplomática para o governo da Bolívia é passar a combater ativamente a entrada da cocaína no Brasil”. Justo a Bolívia, que acolheu o ingrato em sua Embaixada na manhã do dia 1º de abril de 1964.

O candidato do PSDB já tinha provocado a ira dos argentinos depois de declarar, durante reunião na Federação das Indústrias de Minas Gerais, que o Mercosul é uma “farsa”, que o bloco “só serve para atrapalhar” e é uma “barreira para o Brasil fazer acordos comerciais”. A Argentina é o principal parceiro comercial do Brasil no Mercosul.

Como se não bastasse atacar os países amigos do Brasil na América do Sul, o pré-candidato tucano está despejando números e informações falsas. Na sabatina com os presidenciáveis promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), terça-feira (25), ele disse que a taxa de investimento em São Paulo triplicou em seu governo. Foi corrigido por Gustavo Patu, da sucursal da “Folha” em Brasília: “O tucano José Serra misturou dados enganosos e de consistência duvidosa ao atacar a escassez de obras públicas no Brasil e exaltar a expansão desses investimentos durante sua gestão no governo paulista. Diferentemente do que disse, a taxa de investimentos públicos – a participação deles na economia – não chegou a triplicar em São Paulo. Passou de 0,43% para 0,97% do PIB estadual”.

No mesmo evento, José Serra disse diante dos representantes da indústria que o Brasil tem a “maior carga tributária do mundo”. O tucano excluiu alguns países desse mundo. A carga tributária no Brasil corresponde a 35,8% do PIB, (ver matéria na página 11) e está atrás de outros países como a França (46,1%), a Alemanha (40,6%), a Itália (42,6%), a Bélgica (46,8%), a Dinamarca (50%), a Áustria (43,4%), a Finlândia (43,6%), segundo a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) – Revenue Statistics (2009). Como pode alguém que se incensa como “experiente” e “preparado” cometer um erro primário desse?
hora do povo

Rizzolo: Essa postura de Serra no que tange aos países irmãos da América Latina é lamentável. Não podemos condenar, tampouco acusar os países vizinhos de serem coniventes com o narcotráfico. O estranho nisso tudo é a tendência ao ódio expressado por Serra aos países que compõem o Mercosul. A grande pergunta é saber como um pré candidato à presidência pretende , se eleito, conviver com os demais países da América Latina com um discurso como este. O autoritarismo esta sempre presente no bojo dos discursos de Serra, e isso podemos inferir sem ter que utilizarmos de muita observação. O destempero verbal de Serra para com a Bolívia é também revelador do despreparo do ex-governador de São Paulo para conduzir uma política externa com serenidade.

Apenas metade das escolas no Brasil oferece acesso à internet para alunos

GENEBRA – Apenas metade das escolas brasileiras tem acesso à internet. Os dados foram publicados nesta terça-feira, 25, pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), que indica que a taxa brasileira é bem inferior à média dos países ricos. O acesso de escolas brasileira à internet é ainda inferior às taxas de Omã, Chile, Arábia Saudita, Tunísia e Turquia. Na Jordânia, 80% das escolas estão conectadas.

Nos países ricos, praticamente 100% das escolas estão conectadas à internet e a maioria à banda larga. Na Croácia, Suécia e Reino Unido, todas as escolas já contam com a internet de alta velocidade. Já em 2004, 97% dos colégios canadenses estavam conectados.

No caso do Brasil, a taxa ao final de 2009 seria de 56%. No Chile, a taxa é de mais de 65%. No Uruguai, o governo conseguiu garantir que 100% das escolas tenham acesso à internet de alta velocidade.

Outra constatação é de que menos de 10% das bibliotecas brasileiras fornecem acesso à internet aos visitantes. No México, a taxa é de 40%.

Língua

Apesar da baixa presença em escolas brasileiras, a internet vem observando um aumento importante no uso do português na rede. Hoje, a língua de Camões é a 6a mais usada no mundo virtual. No total, 73 milhões de internautas usam o português para se comunicar, um número superior aos usuários em alemão ou árabe. O português já rivaliza com o francês, que tem 74 milhões de usuários na rede.

A lingual mais usada na internet é o inglês, com quase 464 milhões de usuários adotando o idioma como ferramenta principal de comunicação. Mas a língua de americanos, britânicos e australianos vem perdendo espaço. Em 1996, 80% dos usuários da internet eram anglófonos. Essa taxa caiu para 30% em 2007 e hoje é de apenas 15%. Na prática, isso reflete o fato de que um número cada vez maior de usuários que não falam inglês estão ganhando acesso â rede.

Hoje, a segunda língua mais “falada” na rede é o chinês, diante do tamanho da China e do número crescente de internautas. No total, são 321 milhões de internautas que usam prioritariamente o chinês como língua. O espanhol vem na terceira posição, com 131 milhões de usuários.

Outra indicação da proliferação de outras línguas na rede é o número de sites registrados como .in (Índia), .ru (Rússia) e .cn (China). Mais da metade dos usuários de Internet hoje ainda usam alfabetos não-latinos, o que também exigiu a adequação dos caracteres. Hoje, a Google já reconhece 41 línguas e o Windows 7 deve anunciar sua versão 2011 em 160 idiomas, 59 a mais que em 2009.
agencia estado
Rizzolo: Bem, pode ser que ainda não tenhamos todas as escolas integradas na rede, mas o governo federal tem se esforçado para isso. O grande problema é que uma política de banda larga não se faz da noite para o dia, lançado em abril de 2008 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa Banda Larga nas Escolas completa agora dois anos bem perto da meta de equipar todas as 64.879 escolas públicas urbanas do país com computadores de acesso rápido à internet. A expectativa é que isso ocorra até o fim deste ano, beneficiando 37 milhões de estudantes, de acordo com os responsáveis pela sua implantação, no Ministério da Educação e na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Esperem que chegaremos lá.

Bicicleta e o Transporte do Futuro

O cheiro de tinta era forte; minhas mãos de menino apertavam o breque no guidão prateado da minha bicicleta nova. A sensação era de alegria incontida; a bicicleta era verde e vinha com uma bombinha para o caso de o pneu precisar ser enchido. Hoje, relembrando o dia em que ganhei aquele presente, a felicidade que senti me remete ao “sim” da minha primeira namorada, quando “a pedi em namoro”. Primeira bicicleta, primeira namorada… quanta emoção!

Mas por que aqui, parado no trânsito de São Paulo, num dia chuvoso, me lembrei da minha primeira bicicleta? Talvez por dois motivos: primeiro, lembrar um sonho de menino; segundo, saber que no futuro a bicicleta será o meio de locomoção mais comum. Em 2005, mais de 150 milhões de bicicletas foram vendidas no mundo, contra cerca de 60 milhões de carros. A venda de bicicletas tem aumentado porque estes veículos oferecem mobilidade fácil a milhares de pessoas, melhoram a saúde, aliviam os congestionamentos e não poluem o ar. Além disso, uma bicicleta custa 200 vezes menos que um carro e reduz a área que é preciso pavimentar. Em movimento, 6 bicicletas ocupam o espaço de 1 carro. Num estacionamento para carros cabem 20 bicicletas.

O maior desafio dos grandes centros urbanos como São Paulo é a falta de espaço nas ruas. Os dois principais corredores exclusivos para bicicletas na cidade estão hoje em terrenos do metrô – a ciclovia da marginal do Pinheiros, ou da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), e a ciclovia Caminho Verde, na Radial Leste. Em todo o município são apenas 35,5 quilômetros de ciclovias. Na região de maior trânsito da cidade, no limite das marginais, com raras exceções, não há lugares seguros para os ciclistas circularem.

Apesar de tudo, o número de deslocamentos diários de bicicletas* tem aumentando significativamente em São Paulo. Em 1997, equivalia a apenas 54% (54 mil viagens diárias) do número de viagens diárias de táxis (91 mil). Nos dez anos seguintes, houve um salto. Em 2007, já passava a ser 87% (148 mil), superior aos deslocamentos de táxis (79 mil).

Temos de implementar políticas de viabilidade a novos meios de transporte, como a bicicleta. Em países desenvolvidos como a Suécia, cerca de 10% das viagens são feitas de bicicleta e quase 40% a pé. Só em aproximadamente ⅓ dos percursos utiliza-se o automóvel, sem contar, é claro, com o viés de uma vida mais saudável, combatendo não só o trânsito, mas também o sedentarismo.

Trânsito, congestionamento, grandes centros e muita espera nas ruas durante a lenta caminhada dos automóveis nos fazem pensar nas soluções mais simples da vida, nos remete à saudade da antiga bicicleta, da primeira e descomplicada namorada e a tantas outras coisas. A imagem da antiga bicicleta verde, em função de tudo que é verde, acabará sendo a futura forma de se deslocar, talvez com mais poesia, diariamente, com o vento no rosto, nos unindo então aos sonhos do passado, à vontade de andar de bicicleta pelas ruas da cidade.

Fernando Rizzolo

Cidade é eleita a 16ª melhor do mundo para homens viverem

São Paulo é a 16.ª melhor cidade do mundo para um homem viver em 2010, segundo uma pesquisa. A capital paulista superou, entre outras, Chicago (24.ª), Lisboa (18.ª) e Berlim (17.ª), mas ficou atrás de Buenos Aires (8.ª).

O levantamento, feito pelo site Askmen.com, traz um ranking das 29 cidades de todo o mundo com base em quanto elas são boas para homens morarem, trabalharem e se divertirem, apoiado em dados que incluem número de dias de férias, proporção de mulheres ante homens, clima, desemprego e abertura de restaurantes e clubes noturnos.

Apesar de ter sido prejudicada pela crise econômica, Nova York ficou com a primeira colocação, com Melbourne (Austrália), em segundo. Tóquio ficou em terceiro e Madri e Londres completaram as cinco melhores.

“Estamos posicionando as melhores cidades para se viver por um ano, lugares exótico, com opções culturais e oportunidades de emprego. E entretenimento para homens, que inclui clubes e opções ao ar livre”, disse o editor-chefe do site, James Bassil.

As cinco melhores cidades do ano passado, segundo o Askmen.com, foram Chicago, Barcelona, San Francisco, Londres e Sydney. A pesquisa é feita com dados da ONU e da empresa de consultoria Mercer. / REUTERS

RANKING

1. Nova York
2. Melbourne
3. Tóquio
4. Madri
5. Londres
6. Cidade do Cabo
7. Miami
8. Buenos Aires
9. Sidney
10. São Francisco
11. Paris
12. Los Angeles
13. Hong Kong
14. Tel Aviv
15. Barcelona
16. São Paulo
17. Berlim
18. Lisboa
19. Beirute
20. Istambul
21. Xangai
22. Montreal
23. Amsterdã
24. Chicago
25. Toronto
26. Kyoto

Agencia estado
Rizzolo: Deve ser para os solteiros é claro, de qualquer forma é um dado interessante.

Inclusão digital desafio técnico-social

Todos os grandes projetos acabam se constituindo imensos desafios à sociedade. Foi assim com o fornecimento da água e da luz elétrica, este último datando de 1879. Sua primeira utilização no Brasil foi na estação Central (atual Central do Brasil) da estrada de ferro D. Pedro II, no Rio de Janeiro. Agora, temos diante de nós talvez o maior desafio da pós-modernidade: levar a inclusão digital às camadas mais pobres da população brasileira. Ao contrário dos projetos de visam apenas proporcionar condições de vida melhor e dignidade, o viés digital transporta e irriga o direito à cultura, à informação, à socialização, permeando as comunidades carentes com instrumentos de cidadania e mobilização.

Não há como falar em cultura, ou em direito à informação, se deixarmos de lado o poderoso e já indispensável papel da internet no desenvolvimento intelectual dos jovens e da população em geral. Para tanto, medidas de democratização do uso da internet têm sido tomadas por parte dos Estados, apesar de a operacionalidade técnica em nível federal ainda não estar totalmente concluída. O papel do Estado como provedor e difusor da cultura nos remete à sua responsabilidade na implementação das ações técnicas do uso da internet, viabilizando o uso da banda larga aos grandes centros carentes.

Com base nisso, em dezembro de 2009, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, lançou, em parceria com as prefeituras de mais seis cidades, o projeto Baixada Digital, cujo objetivo é beneficiar cerca de 1,7 milhão de pessoas. Anunciado como “um dos maiores programas de inclusão digital do mundo”, o projeto prevê em sua primeira etapa a cobertura de 100% do município de São João de Meriti, 60% de Duque de Caxias e Belford Roxo e 20% dos municípios de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis. Contudo, a implantação de projetos dessa magnitude, não só no Estado do Rio de Janeiro, mas também nos demais, exige uma planificação cuidadosa, uma vez que a propagação dos sinais deve ser estável em todas as regiões envolvidas.

Do ponto de vista técnico, várias são as opções em levar o sinal, de forma abrangente, a todas as localidades do país; porém, é compreensível que alguns fatores, como a lentidão na implementação dos projetos, cause certo atraso no objetivo final. No entanto, o essencial é que o Poder Público se aproprie da tarefa de se fazer o ator principal na condução e execução desses programas, até porque existe uma estrita relação entre difusão cultural e instrumentos digitais, e isso é papel do Estado.

Na contramão dos investimentos primordiais do Estado no que se refere à cultura, em São Paulo a política adotada é diametralmente oposta à do Rio de Janeiro. Na mais rica unidade da federação, o governo decidiu não investir diretamente na criação de infraestrutura para prover o acesso gratuito à banda larga, mas baseou seu projeto de inclusão digital – batizado de Banda Larga Popular – na isenção fiscal às operadoras privadas. Desse modo, o governo de São Paulo eximiu-se do papel fundamental do Estado na promoção da banda larga, deixando-se valer dos argumentos privados para legitimar a inviabilidade do projeto. Segundo informações, a concessionária de telefonia fixa, que também oferece acesso à banda larga, diz que o valor estabelecido pelo programa só pode ser oferecido a usuário que já tenha ou queira ter linha fixa da operadora.

Quer do ponto de vista técnico, da informação, da cultura ou até da segurança nacional, a disseminação da banda larga popular deve ter como premissa principal a correlação causal entre informação e cultura, que sempre foi protagonizada pelo papel obrigatório do Estado. Políticas públicas de grande envergadura, destinadas à imensa população pobre, que possuem viés tecnológico, jamais devem ser delegadas a empresas privadas. Internet e banda larga significam condutores de cidadania, algo deveras importante para ser tutelado por terceiros, sem o lastro do compromisso técnico-social.

Fernando Rizzolo

Pêssach: a importância da liberdade

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Família comemorando pessach na época medieval (óleo sobre tela)

Esta noite, dia 29 de março, judeus de todo o mundo dão início a uma festa especial : a comemoração da saída do Egito, narrado no Velho Testamento. Comemoraram a passagem de um estado de escravidão, a um estado de liberdade. Através dos anos o conceito de libertação narrado na Bíblia, que se resumia apenas à libertação de um povo, deu também interpretação maior, a toda forma de liberdade, quer do ponto de vista pessoal ou social.

Todos os dias estamos tentando nos libertar dos “Egitos” existentes nas nossas vidas e na sociedade. Quantas são as vezes, que nos escravizamos e nos deixamos escravizar por meio das desigualdades, das tiranias, das doenças, das limitações, ou das humilhações.

Toda liberdade é fruto da conquista. Moisés tentou convencer o faraó a libertar o povo judeu, através da intelectualidade, da argumentação ao mesmo tempo em que contava com a ajuda de Deus. É é assim na vida, precisamos nos educar, nos preparar intelectualmente, estudar, para mudarmos o mundo, e como parceiros de Deus, podermos tentar libertam também o próximo com nosso talento.

Liberdade se conquista através da educação, e da igualdade de oportunidades, instrumentos que servem de ponte à turva travessia entre o obscurantismo escravizante ao brilho da liberdade redentora. Que hoje seja um dia de reflexão para que possamos nos libertar do ” Egitos” que habitam nossas vidas, brindando a passagem com os ideais da solidariedade, da justiça e da ética no nosso País. Leia também artigo meu: Inclusão Social e Liberdade

Fernando Rizzolo

Hoje e amanhã em virtude do Pessach os posts diminuirão