Obama ordena preparação de ajuda humanitária para Haiti

Washington, 12 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou ao Departamento de Estado e ao Pentágono que preparem ajuda humanitária para, se necessário, enviar ao Haiti, abalado nesta terça-feira por um forte terremoto.

“Estamos vigiando a situação estreitamente e estamos prontos para ajudar a população do Haiti”, disse Obama.

“Envio minhas orações às pessoas que se viram afetadas pelo terremoto”, comentou o presidente americano, informado do incidente uma hora depois, segundo a Casa Branca.

Obama quer garantias de segurança a todos os funcionários da embaixada americana no Haiti, além de pedir que seu pessoal esteja preparado a enviar ajuda humanitária caso seja necessário.

A Casa Branca informou que o Departamento de Estado, a agência americana de ajuda internacional (USAID, em inglês) e o Comando Sul do Pentágono, que coordena as atividades militares na América Latina, começaram a realizar uma avaliação conjunta da situação no Haiti e a preparar um possível contingente de ajuda. EFE.

Rizzolo: Realmente o que ocorreu no Haiti foi uma tragédia, um país pobre, sem recursos, vulnerável a todo tipo de violência. Ainda não temos muitas informações sobre o terremoto, mas provavelmente a situação é trágica. A miséria que reina no Haiti é incomparável em relação aos demais países no Caribe. A ajuda dos EUA e de outros países é essencial.

Política externa do Brasil decepciona Obama, diz jornal

WASHINGTON – Uma reportagem do jornal americano The Wall Street Journal afirma nesta quarta-feira, 2, que a política externa do Brasil “está decepcionando” o governo do presidente americano, Barack Obama. Em uma reportagem que examina o que chama de “resistência às suas políticas (dos EUA) para a região”, o diário financeiro diz que a crescente influência brasileira e de outros países na América Latina é um “desafio” para Washington.

“Ao mesmo tempo em que permanece o principal ator na América Latina, o poder dos Estados Unidos é contido por vários fatores, incluindo a ascensão do Brasil como uma potência regional, a influência de uma facção de nações antiamericanas lideradas pela Venezuela e a demonstração de força da China, que enxerga os recursos latino-americanos como chave para o seu próprio crescimento”.

Entre os episódios que, segundo o artigo, puseram o governo Obama em desafino com a região estão Cuba, o uso de bases militares na Colômbia e a crise política em Honduras. Nesta última, diz o WSJ, os países latino-americanos “se ressentiram” de seus laços históricos com os EUA e demandaram inicialmente uma definição de Washington sobre a deposição do então presidente Manuel Zelaya em Honduras.

Quando definiu sua posição, entretanto, os EUA se distanciaram de grande parte da América Latina, incluindo o Brasil. “A divisão é um dedo na ferida das relações com a região”, sustenta o WSJ.

“Washington ficou especialmente aborrecido com a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil como parte de um giro no qual também visitou a Venezuela e a Bolívia, e recebeu apoio para seu polêmico programa nuclear.”

Para o jornal, “a ascensão do Brasil como potência hemisférica está se tornando um desafio e – em termos de política externa – uma decepção para o presidente Barack Obama, que, como George W. Bush, desenvolveu um relacionamento próximo com o carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

A reportagem avalia que “a América Latina está profundamente dividida entre nações pró-EUA, como México, Colômbia e Peru, e um bloco de países populistas que inclui Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua. Chávez às vezes também encontra aliados na Argentina e no Brasil”.

Na avaliação do The Wall Street Journal, outra razão para o menor peso dos EUA na região é a presença cada vez maior da China, que “está financiando a estatal brasileira de petróleo (Petrobras) em US$ 10 bilhões”.
agencia estado

Rizzolo: Primeiro Obama não deveria se sentir decepcionado porque acima de tudo ele é um fraco. Um presidente populista, em baixa, e que agora está descobrindo que para uma potência militar subsistir é necessário força e coragem, o que Obama nunca teve.

Preconizar o diálogo com terroristas, ter receio de ser mal visto no Oriente Médio, ter se distanciado da América Latina para ganhar um abraço de Chavez custa tudo isso : o enfraquecimento. Por aqui reinam a China, Rússia, Irã, Coréia do Norte; e não diria que estes países estão errados de exercerem sua influência por aqui, mas afirmo que os EUA estão perdendo a hegemonia.

É claro que o problema é deles, com sua política externa, agora uma coisa é certa: se queres permanecer uma potência não tenha medo e encare a realidade do mundo. Decepcionados estão aqueles que nele depositaram sua confiança. Eu nunca depositei…