Petrobras tem nova descoberta no pré-sal

RIO – A Petrobras informou hoje ao mercado que encontrou novos indícios de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos, desta vez na área de Abaré Oeste, no bloco BM-S-9. No mesmo bloco já foram confirmadas reservas em potencial nas áreas de Carioca, Guará e Iguaçu. Apenas Guará, neste bloco, teve seu volume estimado entre 1 bilhão e 2 bilhões de barris. Os demais volumes continuam desconhecidos. A área é operada pela Petrobras (45%), com participação da BG (30%) e Repsol (25%).

Segundo o comunicado da estatal, a nova jazida está a cerca de 290 km da costa do Estado de São Paulo, em lâmina d”água de 2.163 metros. O bloco BM-S-9 é composto por duas áreas de avaliação: a área do poço 1-BRSA-594-SPS (1-SPS-55), informalmente denominado de Guará e a área do poço 1-BRSA-491-SPS (1-SPS-50), informalmente denominado de Carioca.

A descoberta foi comprovada por meio de amostragem de óleo, gás natural e teor de gás carbônico por teste a cabo, em reservatórios localizados em profundidade aproximada de 5.150 metros. Análises estão sendo realizadas com as amostras recuperadas para a melhor caracterização do óleo encontrado.
agencia estado

Rizzolo
: É uma excelente notícia. O pré-sal tem despertado o interesse imobiliário de São Paulo e Rio de Janeiro. O bilionário americano Donald Trump já escalou um empresário brasileiro para mapear as oportunidades de investimentos imobiliários na costa brasileira, principalmente nas áreas que receberão grandes investimentos do pré-sal, como a cidade paulista de Santos. A grande diferença no futuro é a aplicação dos recursos do pré-sal através do fundo a ser criado, na educação e no combate à miséria.

Lula evita responder sobre caças franceses

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou responder hoje às perguntas de repórteres sobre a negociação para a aquisição de aviões caças. Ao ser questionado se é definitiva a decisão do governo brasileiro de comprar caças franceses, ao mesmo tempo que a Boeing, dos Estados Unidos, acreditava que poderia fechar negócio com o Brasil, o presidente respondeu: “daqui a pouco vou receber de graça”.

O anúncio antecipado pelo presidente Lula sobre a preferência brasileira pelos caças franceses na última segunda-feira incomodou o Comando da Aeronáutica, que levou o Ministério da Defesa a divulgar, ontem, nota oficial afirmando que a discussão ainda não está encerrada. Lula chegou ao Palácio do Itamaraty esta tarde para encontro reservado e almoço com o presidente de El Salvador, Mauricio Funes.
agência estado

Rizzolo: É como eu já havia comentado anteriormente, o presidente Lula às vezes se porta como se ainda estivesse no comando de um sindicato. Tudo é propaganda, política, simplismo, e na verdade quando se trata de assunto técnico, militar, é lógico que os militares especialistas é que tem a palavra e a obrigação institucional de participar ativamente na escolha. O Comando da Aeronáutica por bem fez com que o Ministério da Defesa a divulgar, ontem, nota oficial afirmando que a discussão ainda não está encerrada. Afinal, com todo o respeito não estamos em São Bernardo do Campo.

Brasil diz que processo para escolha de caças não está encerrado

Da BBC Brasil em Brasília – O Ministério da Defesa brasileiro informou, na noite desta terça-feira, que a licitação para compra de 36 aeronaves de combate não está encerrada.

Em comunicado à imprensa, o ministério disse ainda que as negociações continuam “com os três fornecedores”. Além da francesa Dessault, participam da licitação a americana Boeing e a sueca Saab.

A mensagem contraria a afirmação do chanceler Celso Amorim, feita na segunda-feira, de que o Brasil havia iniciado um processo de negociação com a francesa Dessault e que o “mesmo não se aplicava aos outros dois concorrentes”. O negócio pode chegar a US$ 4 bilhões.

Ao anunciar o “início de negociação” com a Dessault, na segunda-feira, o governo brasileiro não esclareceu se o fato significava o fim da licitação, ou seja, se as outras duas empresas estavam descartadas do processo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega francês, Nicolas Sarkozy – que esteve em Brasília no feriado – confirmaram que os dois países estão em negociação, o que, segundo eles, pode levar meses.

Licitação

Durante sua passagem pelo Brasil, a equipe de Sarkozy trouxe um novo elemento à mesa de negociação: a França se comprometeu a comprar 10 aeronaves de transporte militar brasileiras, fabricadas pela Embraer.

A nota do Ministério da Defesa diz que, “diante desse fato novo… as negociações junto aos três participantes serão aprofundadas” e que as propostas apresentadas até o momento podem ser “eventualmente redefinidas”.

A Defesa também havia informado, na semana passada, que o ministro Nelson Jobim aguarda o relatório técnico do Comando da Aeronáutica com análise de prós e contras de cada fabricante.

A decisão final será do presidente Lula, que no domingo falou abertamente sobre sua preferência pela empresa francesa.

A França teria oferecido melhores condições para transferência de tecnologia, faltando agora definir os preços.
agencia estado

Rizzolo: O grande problema do governo Lula, é que tudo passa pela simplicidade, pelo discurso político. Fechar o maior contrato de compra de armamento do mundo, e não dar a oportunidade aos demais concorrentes ofertarem seu lance último, é demonstrar que falta regras na negociação. A França de Sarkozy é extremamente sedutora, envolvente, e duvido muito de sua honestidade na transferência de tecnologia. Ora, ninguém transfere nada, pessoal. Para se transferir tecnologia desse porte primeiro precisamos estar aptos a ter estrutura para recebe-la, e isso não tão simples.

Vende-se algo e depois alega-se que o País não tem estrutura de pessoal, técnica, e geral, para absorve-la, e então está desculpada a não transferência, portanto a culpa será nossa. É muito delicada essa questão. Agora o que houve foi um ” papelão comercial”, primeiro afirma-se que o negócio está praticamente fechado, e depois provavelmente alguém deve ter dado um ” puxão de orelha” nos ” Amorins” do planalto, para desdizer a negociação. A grande verdade é que o presidente Lula e o ministro Nelson Jobin, que não são do “metier”, atropelaram os militares, os especialistas, em troca de um discurso político, é o velho erro de ser simplório.

As Reservas Minerais e o Futuro dos Jovens

Não faz mais do que dois anos quando numa tarde de domingo li um artigo interessante no jornal Folha de São Paulo, e que me levou a refletir sobre o potencial do Brasil em termos de recursos naturais.

Escondida sob a vegetação seca e os mandacarus da caatinga do sertão do Ceará, encontra-se a jazida de Itatiaia, localizado em um distrito distante da sede de Santa Quitéria (212 km de Fortaleza), hoje considerada a maior reserva de urânio do país. Esta área, com grande índice de desertificação e miséria, está também associada a outro minério, o fosfato.

Os moradores das comunidades vizinhas, por certo, mal sabiam do que se tratava tal mineral; apenas estranhavam o solo, montanhoso e cheio de pedras avermelhadas, bem como a movimentação – provavelmente de geólogos – desde 1976, quando foi descoberta a jazida. O que mais me intrigou no artigo foi exatamente o fato de que os habitantes da pobre comunidade, muito embora vivessem sobre um solo extremamente rico, eram essencialmente pobres, fazendo com que a injustiça social fosse ressaltada, envolta num cenário “surrealista econômico” e incoerente, entre a riqueza de um solo e a triste constatação da falta de oportunidade, de emprego, fazendo do destino de ser brasileiro, uma perpetuação alienada entre as riquezas do país e a condição de pobreza imposta pela política oportunista e pelos interesses nada nacionalistas, que sempre permearam nossa política.

Portanto, não há como discordarmos das posturas de defesa dos nossos recursos naturais e da postulação da aplicação de tais dividendos no combate à miséria, no investimento na educação e na saúde, sob pena de nos transformarmos em modelos de subdesenvolvimento como alguns países árabes, detentores de potencial petrolífero, cuja população permanece no desalento, muito embora sobre um solo rico.

Por bem, o governo Lula – na elaboração das regras para exploração da camada pré-sal, enviado ao Congresso – propôs que os recursos do Pré-Sal, irão compor um fundo denominando Fundo de Desenvolvimento Social, sendo que uma parte será investida em títulos públicos, ações e projetos de infra-estrutura e outra deverá ser aplicada na saúde, educação e no combate à pobreza. Com efeito, só podemos conceber uma democracia de qualidade quando exercida por uma sociedade instruída, dotada de conceitos críticos e refratária aos argumentos populista; a instrumentação para isso é o investimento na educação dos jovens.

Assim sendo, nada mais justo do que apresentar um modelo onde a receita dos recursos naturais, quer sejam eles advindos das reservas de urânio ou do petróleo, incidam sobre a preparação intelectual dos jovens do nosso país. Nada justifica termos um solo rico, onde a distribuição desta riqueza não reverta no combate sistemático da miséria, do analfabetismo, na formação profissional e na saúde da população. Principalmente dos jovens, segmento da sociedade preterido pelos modelos econômicos anteriores cuja predominância era de um viés financeiro.

Viver sobre um solo rico num Estado Democrático e de Direito é cada vez mais, fazer valer o “deitar em berço esplêndido” no avançar do desenvolvimento social, na busca de uma sociedade mais justa, fazendo dos seus filhos o reflexo da generosidade natural divina, estendendo e permeando seus frutos na construção de uma sociedade virtuosa e mais justa, onde o ator principal é o jovem de um Brasil próspero, democrático e acima de tudo, ético.

Fernando Rizzolo

Publicado em adventistas, amar o Brasil, America Latina, amor ao Brasil, amor à Pátria, Artigos de Fernando Rizzolo, Assembleia de Deus, é como um papel de uma mãe”, ética judaica, últimas notícia, últimas notícias, Blog do Rizzolo, Bolsa Geladeira, Brasil, comportamento, Congresso, cotidiano, CPI da Petrobras, CSS (Contribuição Social para a Saúde), Dia da Independência, Direito Internacional, Direitos Humanos, economia, economist, eleições 2010, em defesa da Amazônia, em defesa da indústria nacional, Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), Estados, evangélicos, exemplos de patriotismo do povo brasileiro, fator previdenciário e o pré-sal, Fernando Rizzolo, Fernando Rizzolo Universidade Paulista, Forças Armadas, frança, frota, fundo social, fundo social de desenvolvimento, General Augusto Heleno, general da reserva Jim Jones, general Douglas Fraser, general Heleno para presidente, General Heleno presidente, general Santos fala sobre general Heleno, geral, http://generalhelenopresidentedobrasil.blogspot.com/, inclusão digital, inclusão dos negros na sociedade, inflação e os pobres ICV, Jamais ia cobrir um filho para desamparar, Lula, maçonaria, Maçonaria e a defesa da Amazônia, marco regulatório, negros do Brasil, negros e judeus no Brasil, negros no Brasil, News, notícias, o governo agirá como uma “mãe”, os negros e o judaismo, Paulo Hartung (PMDB-ES), Petrobrás, Política, pré-sal, pré-sal e os aposentados, Principe Charles e a Amazônia, regime militar, reservas de urânio, Rizzolo apoia o pré-sal, Santa Quit[eria, Serra. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . 1 Comment »

Lula usa pré-sal para justificar parceria militar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira em discurso no Palácio da Alvorada, em Brasília, que a parceria estratégica com a França na área militar tem “um valor extraordinário” e disse que fazer investimento na área de defesa é “cuidar do nosso território e da nossa soberania”.

Ele ainda citou a descoberta do pré-sal para justificar a parceira militar.

O governo brasileiro confirmou hoje a intenção de comprar o caça francês GIE Rafale, da empresa francesa Dassault, que competia em uma acirrada licitação com o Gripen da sueca Saab e o F/A18 Super Hornet da americana Boeing por um contrato de US$ 4 bilhões.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, não há um contrato assinado para o Rafale, mas “uma decisão de iniciar as negociações com um fornecedor, o que não há com os outros dois”.

Amorim disse também que a negociação não envolve apenas a Dassault, porque há um compromisso do governo francês na negociação, e informou que a parceria começa dentro de um compromisso por preço competitivo e condições de financiamento.

O presidente brasileiro ressaltou que a parceria com a França não é simplesmente comercial. “A França não quer só vender para o Brasil e o Brasil para a França. Queremos pensar juntos, criar juntos, construir juntos e, se for possível, vender juntos. Por isso, essa parceria, sobretudo na área de defesa, é muito importante”, falou.

“Deve sempre passar pela nossa cabeça a ideia de que o petróleo já foi motivo de muita guerra e muito conflito e nós não queremos isso. Estamos trabalhando com a possibilidade de, nos próximos 15, 20 anos, o Brasil se transformar uma grande potência mundial”, declarou Lula durante a coletiva.

Lula disse ainda que o Brasil é um país que “prima pela paz”, mas lembrou que tem uma grande área na Amazônia a ser preservada e uma nova riqueza a ser defendida: o pré-sal.

O presidente Nicolas Sarkozy, que acompanhou pela manhã o desfile de 7 de Setembro como convidado de honra da Presidência da República, ratificou a ideia de trabalho conjunto: “Queremos desenvolver uma grande indústria aeronáutica, desenvolver aviões juntos”.

Para o presidente francês, “a segurança do Brasil é também a segurança mundial e da Europa”.
folha online

Rizzolo: O presidente Lula nem precisaria justificar a parceria militar com a França em função do pré-sal. Isso é uma bobagem, com todo o respeito ao presidente. Quis talvez ele, insinuar, que os EUA, e outros estão “de olho no pré-sal” e que “a quarta frota já está pronta para atacar”. Um delírio típico da esquerda brasileira. Se assim fosse o comportamente bélico dos EUA em relação às riquezas minerais de outros países, há muito já tinham invadido a Arabia Saudita e outros países produtores. Já a parceria militar com a França, é válida somente se realmente houver uma transferência de tecnologia, o que pessoalmente eu duvido muito.

O Brasil precisa sim ser uma potência militar, como apregoa o presidente, mas não em função do pré -sal, até porque nem se sabe o potencial pleno dessas reservas. Necessita sim ser uma potência militar, em função da extensão do nosso território, da nossa imensa Amazônia, que envolve inclusive a chamada Amazônia Azul. Precisa ser uma potência militar, em função dos nossos vizinhos chavistas, bolivarianos, comunistas, que acolhem as intenções da Rússia na nossa região, das parcerias dos vizinhos com o terrível Irã, e do namoro destes com a perigosa Coréia do Norte.

Quem acompanha este Blog sabe que há muito tempo defendo um investimento maciço nas Forças Armadas, muito antes dessa história toda do pré-sal, motivos, razões para se investir em armas, sempre existiu, independente dessa justificativa. Agora optar pela França por estar ela disposta a “transferir tecnologia”, eu duvido. Não sou militar, não sou do ramo, mas conheço muito a Europa, os franceses e os EUA, alem disso, além de brasileiro, sou cidadão europeu, sei como pensam, e só um ingênuo poderia acreditar que a França nos daria tudo de “mão beijada”. Enfim, com a palavra, os patriotas militares que conhecem bem a matéria. Aliás será que eles participaram disso tudo, ou apenas os civis Nelson Jobin e Lula se puseram a decidir esta questão ?

Jamais ia cobrir um filho para desamparar outro, diz Lula sobre pré-sal

O presidente Luiz Inácio da Silva afirmou, nesta terça-feira (1º), que o governo agirá como uma “mãe” para os estados no que diz respeito ao pré-sal. Lula comentou o discurso do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB-ES), na cerimônia de encerramento do 27º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), em que mencionou a reunião de domingo entre o presidente e governadores.

O presidente disse que o papel do governo “é como um papel de uma mãe”, que tem que tratar todos “com muito carinho” e “não deixar faltar nada”. “Jamais ia cobrir um filho para descobrir outro”, disse.

Após a cerimônia, em entrevista à imprensa, Lula voltou a comentar o marco regulatório do pré-sal, apresentado na segunda-feira. O presidente comentou a votação, pelo Congresso Nacional, em caráter de urgência.

“Já estamos há um ano trabalhando neste projeto, ele não é de agora, é de outubro do ano passado. (…) Agora, a bola é do Congresso Nacional. Quem sou eu, um humilde presidente, para ter interferência no debate. A urgência é para facilitar”, afirmou. “Nós não podemos jogar fora essa oportunidade. A gente não pode nem ser precipitado nem ser lento.”

O governador do Espírito Santo, que está no grupo de estados que mais produzem petróleo, esteve na reunião de domingo, com Lula, em que pediu que o presidente concentrasse a regulamentação do marco regulatório em apenas um projeto e não estipulasse um prazo para a tramitação no Congresso – o caráter de urgência.

Durante anúncio do novo marco regulatório do pré-sal, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o governo entende que as riquezas da exploração do petróleo devem ser divididas entre todos os estados e municípios brasileiros, mas que “os estados com fronteira com os campos de petróleo do pré-sal terão tratamento diferenciado”.

Lula assinou quatro projetos de lei que serão enviados ao Congresso em regime de urgência. A distribuição de royalties do pré-sal, alvo de desavença entre estados produtores e o governo, que queria acabar com a participação especial, vai ser feita pelo Congresso Nacional.

Meio ambiente

Durante o discurso, o presidente abordou o meio ambiente e a importância da discussão sobre o clima: “Todos têm que se preocupar com a questão climática”.

Lula disse que é preciso que seja discutida uma maneira de os países pobres “ganharem” com os créditos de carbono, mas que os ricos diminuam a emissão de gases. “Hoje a questão climática não é mais de jovens. É de sobrevivência da humanidade. É de vantagem competitiva para que empresário”, disse.

Na segunda-feira, durante a cerimônia de lançamento do marco regulatório do pré-sal, um manifestante do Greenpeace subiu ao palco e mostrou uma faixa para a plateia com os dizeres: “Pré-sal e poluição: não dá para falar de um sem falar de outro”. Depois, Lula recebeu a faixa.

No discurso e na entrevista concedida após a cermiônia, Lula anunciou ainda um novo modelo de hidroelétrica que está sendo desenvolvido pelo governo. “É uma engenharia que o mais radical ambientalista não vai reclamar”, disse o presidente, que acresceu que a estrutura é semelhante a uma plataforma da Petrobras, “sem vestígio de obra”.

País do século 21

Durante o discurso na cerimônia, Lula convidou os empresários alemães a “fazerem uma reflexão sobre o Brasil” e afirmou que o país “encontrou com seu destino”. “O Brasil não quer ser mais o país do futuro”, disse.

O presidente voltou a mencionar a “revolução da educação” e disse que se o século 19 foi da Europa, o século 20 foi dos Estados Unidos e da China, o Brasil “vai ter que aprender a fazer a lição e ser o país do século 21”.

Globo
Rizzolo: Essa questão da divisão e valores dos royalties entre os Estados que produzem e deixando de lado os demais é acima de tudo uma atitude antiética. Essa afirmação de que “os estados com fronteira com os campos de petróleo do pré-sal terão tratamento diferenciado” é um pouco preocupante, denota uma postura nada federativa. O Brasil ainda é um país pobre e todos os Estados precisam de recursos, é claro que existe a norma constitucional, mas não podemos nos esquecer que o bom senso nos leva a pensar numa atitude mais justa, principalmente em relação aos Estados mais pobres. O grande problema nessa discussão toda é que o petróleo tão falado só sairá mesmo da plataforma em 2020, por hora é só discurso. Agora, o papel de mãe está correntíssimo, e desta vez Lula não está me dando nem chance de criticá-lo. Ainda bem, não é?

Pré-sal: Standard Bank vê real parelho com dólar em 10 anos

LONDRES – As descobertas do pré-sal têm o potencial de transformar a economia brasileira, caso a administração dos recursos provenientes da exploração seja bem feita, avalia o economista Michael Hugman, do Standard Bank, que analisa o País em Londres.

Para ele, o poder do petróleo brasileiro é tão grande que pode levar o real à paridade com o dólar e elevar o rating de crédito para a nota “A” num período de cerca de dez anos. “Há uma possibilidade real de grande mudança na economia”, afirmou à Agência Estado.

Hoje, o Brasil possui rating “BBB-” da Standard and Poor’s e Fitch, o primeiro nível do grau de investimento, e aguarda elevação para o mesmo patamar da Moody´s.

O desafio, avalia Hugman, é ter a estrutura fiscal correta, para não correr o risco de gastar demais e desperdiçar os recursos do petróleo. Além da legislação, ele acredita que é necessário um sistema de fiscalização eficiente. “Trabalhei na Nigéria e vi o que pode acontecer quando dá errado”, disse, referindo-se ao país africano com grandes reservas e sérios problemas sociais.

Nesta última segunda-feira, 31, o governo anunciou a criação de um Fundo Social para investimento em educação, combate à pobreza, tecnologia e meio ambiente.

O economista do Standard Bank também acredita que o Brasil terá de manter parte do dinheiro do pré-sal aplicada no exterior, para impedir uma apreciação excessiva da moeda e, consequentemente, a chamada “doença holandesa”, com desdobramentos negativos para a indústria nacional.
agencia estado

Rizzolo: O prognóstico do Standard Bank faz sentido. O grande problema no futuro com uma paridade monetária com o dólar será a capacidade nossa de exportar, principalmente os manufaturados. Portanto todo incentivo a uma maior competitividade nesse segmento é de suma importância, pois iremos comprometer a indústria nacional.