A eficiência do mercado político no Brasil

 

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*por Fernando Rizzolo

Em razão da verdadeira guerra política que vivemos neste período de eleições, é necessário nos debruçarmos no que é tangível do ponto de vista histórico e político no Brasil.

A grande dúvida seria: até que ponto o regime militar não favoreceu a guinada socialista em nosso país? Lembro-me de que, nos anos 70, época em que a influência e o pensamento estatista permeavam o governo militar, centralizador e afeito a construir grandes obras, como a Ferrovia do Aço, a Eletrobrás, a Telebrás e muitas outras, havia uma euforia com o crescimento econômico que contagiava a população e os empresários, pois 23% do PIB, em média, eram destinados aos gastos públicos, e a imprensa mais conservadora alegava que o Brasil era tão estatizante quanto os países comunistas.

É claro que a argumentação de que só uma empresa estatal seria capaz de construir uma usina como a Itaipu é verdadeira, mas, ao analisarmos o desfecho do regime militar, podemos aferir que sem dúvida o legado estatista satisfez não só as ideias socialistas, pois, se por um lado os gastos com as estatais engordavam, o mesmo ocorria com os lucros das empresas multinacionais que se instalaram aqui para fornecer bens de capital.

Toda a dinâmica política do regime militar na época era tachada de “autoritária, de direita”, e essa percepção com a saída dos militares permaneceu e foi ardilosamente utilizada pela esquerda, que se dizia “social-democrata”, para angariar os órfãos da direita liberal, que teve como um de seus gurus o ministro Roberto Campos, ministro do Planejamento no governo Castelo Branco, que, sem dúvida, juntamente com o colega Octávio Gouveia de Bulhões, do Ministério da Fazenda, modernizou a economia e o estado brasileiro através de diversas reformas, além de controlar a inflação.

Portanto, ao fim do regime militar e com a abertura política, com a anistia e a vinda de vários expoentes da esquerda, a tática era dizer que quem era de direita era autoritário e antidemocrático, pois os esquerdistas alimentavam no povo a ideia de que democracia era sinônimo de justiça social, de tal sorte que a direita acabou sucumbindo no Brasil.

As pessoas tinham vergonha de se dizer de direita, pois a imprensa, também já orientada pela esquerda, impingia no inconsciente coletivo – como dizia Jung – do povo brasileiro que a social-democracia era o caminho, e então todos os partidos políticos passaram a ser de esquerda, não mais havendo ideias liberais democratas e enterrando-se de vez os ideais do Conservadorismo Liberal neste país. Foi aí que a dívida social entrou em pane com ideias social-democratas, de um lado, e políticos oportunistas populistas embriagados de poder e de mãos dadas com economistas ingênuos, de outro, o que culminou no Plano Collor, por exemplo.

Agora vejo com entusiasmo certo amadurecimento político, que faz com que o Conservadorismo Liberal não seja mais tido como um crime, até porque, enquanto perdíamos tempo com todos os partidos de esquerda neste Brasil, outros, como a China comunista, faziam o caminho do liberalismo econômico e do crescimento. Vejo também uma esquerda social-democrata desmoralizada, envolvida em corrupção, assim como todos os partidos, que disputam 40% do PIB numa festa em que os convidados são sempre os mesmos.

Partidos políticos no Brasil se assemelham a sindicatos, possuem donos e toda sua corriola. Isto posto, diria até que ocorre hoje uma crise existencial da esquerda não só no Brasil, mas em vários países. Seremos capazes de nos reinventar? Eu pelo menos hoje digo: “sou um Conservador Liberal”, e isso – como se dizia nos anos 70 – “é muito legal”. Perdemos a vergonha de ser felizes e queremos esquecer o negro passado da bandeira vermelha.

Quando a esquerda sobrevive das palavras

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*por Fernando Rizzolo

Artigo publicado no Estadão dia 18 de julho

Acredito que, entre todos os textos que escrevi até hoje, nunca tenha me debruçado sobre o porquê de a retórica esquerdista haver sobrevivido e ter sido tão atrativa na história do mundo como foi na América Latina. Hoje, graças a uma insônia, comecei a refletir não sobre a disputa eleitoral que estamos já vivenciando, tampouco sobre seus candidatos, mas fiz uma profunda análise, se é que isso pode ser chamado de análise, ou observação, em relação ao que mais me fascina no mundo da retórica esquerdista na defesa de seus “ideais”, sempre como costumamos dizer, repletos de “segundas intenções”.

É realmente interessante, e explica muito os motivos da engenhosa postura da esquerda no mundo, sua astúcia na impregnação de conceitos nas lacunas da sociedade que me parece às vezes “pega de surpresa”, pois esses intelectuais esquerdistas sempre se anteciparam em lograr argumentos para manipular, em ambiente fértil, no qual os incautos poderiam enfim se aliar a suas causas.

Thomas Swell é um economista norte-americano, crítico social, filósofo político e autor liberal conservador. Nasceu na Carolina do Norte, mas cresceu em Harlem. Graduou-se em Economia na Universidade de Harvard em 1958 e depois fez mestrado em economia pela Universidade de Columbia. Como intelectual e negro, sempre foi contra as ações afirmativas, e seus textos são de uma genialidade ímpar ao fazer uma exegese do pensamento retórico esquerdista no decorrer dos anos desde o século XVIII.

No Brasil a esquerda sempre se utilizou das argumentações bem pensadas, antes de colocá-las em prática. Uma das curiosidades é que o PT, por exemplo, assim como os demais partidos de esquerda – que na verdade nunca foram de esquerda, pois nunca existiu uma direita forte no Brasil –, sempre se referiu a seus adversários como “Conservadores”. Essa era a palavra mais usada e em palanques diziam que o “conservadorismo estava arraigado no Brasil”, que as “atitudes conservadoras” eram culpadas pela miséria, que banqueiros conservadores usurpavam os pobres, e assim por diante, num país em que o Conservadorismo nunca existiu!

Só hoje, em 2018, é que os conservadores mostram sua cara, falam o que pensam, defendem suas ideias e seus ideais, demonstrando coragem e indignação pelo fato de a esquerda haver destroçado nosso país com a corrupção, a ladroagem e a politicagem, saqueadoras do erário público.

Portanto, desde que surgiram os Conservadores no Brasil, a esquerda jamais voltou a usar o termo conservador para desqualificar adversários, como outrora fazia, pelo simples fato de que hoje se materializou o Conservadorismo no Brasil, e então teriam que debatê-lo.

Desmascarar as táticas da esquerda sempre foi um trabalho muito bem elaborado pelo conservador Thomas Swell, falar sobre pobres, gays, índios, jogar ricos contra pobres, exaltar a ideologia de gênero, agora uma tímida defesa da pedofilia, ser radicalmente a favor do desarmamento, em justificativas  agregadas de elementos pseudointelectuais, preenchendo lacunas setoriais numa arrogância de se alçarem “pensadores do bem”; esta é a tática de se mostrar culta, pensadora e inovadora em meio a uma cultura pobre de pensamento, colocando-se como a dona da verdade, fazendo dos incautos vítimas de seus desígnios mais espúrios, usando a democracia e a liberdade para implantar uma ditatura implacável. Por isso, candidatos conservadores que existem de verdade hoje no Brasil e no mundo, como Trump, desestabilizam os argumentos frágeis nas convicções ideológicas esquerdopatas na estratégia de tomada dos poderes.

E para finalizar, amigos, e voltar a dormir, pois escrevo de madrugada, lembro-me de uma famosa frase de Swell ao se referir à liberdade: “A liberdade custou muito sangue e sofrimento para ser renunciada por uma retórica tão barata”. E como tudo que é barato se prolifera, o custo do Conservadorismo é ainda alto num país em que ele só agora surge.

A Copa política e o Patriotismo

 

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*por Fernando Rizzolo

Este artigo foi publicado pelo Jornal “O Estado de São Paulo” dia 19 de junho de 2018

Ainda me lembro das antigas copas do mundo em que realmente se vibrava com o futebol. Não que o futebol brasileiro fosse tão bom quanto os outros, mas a disputa exacerbava algo que estava latente no povo brasileiro, o patriotismo. Milhares saíam às ruas para comemorar, torcer com as bandeiras nas janelas dos automóveis e mandar gritos de amor ao Brasil. Porém, isso foi se perdendo com o tempo. A tal ponto que hoje, o brasileiro, em razão de tanta desesperança e falta de patriotismo, tendo por quase vinte anos nossa bandeira brasileira substituída por uma bandeira vermelha, o Hino Nacional substituído por músicas partidárias compostas por marqueteiros esquerdistas em época de eleições, após tanta desventura política regada de corrupção vindo à tona, se cansou. Hoje não há mais copa do mundo vibrante exalando patriotismo, e sim decepção.

Nunca vi uma Copa do Mundo tão triste como esta, tão sem o elemento de união que por bem ou por mal nos trazia um sentido de nação. A grande verdade é que o que desperta hoje no brasileiro comum é a vontade de mudança política, pois a maturidade ideológica nos leva a uma compreensão de que infelizmente o esquerdismo que vivenciamos após o regime militar destruiu o patriotismo. Hoje preferimos lutar contra a corrupção, lutar contra as mesmas caras políticas que insistem em nos enganar, fazendo uso dos mesmos partidos políticos, e seus donos, que manipulam o desejo do povo brasileiro em prol de seus interesses.

Isto posto, fica fácil entender a enorme adesão a partidos de direita no Brasil, pois nunca houve discursos francos e abertos sobre o conservadorismo. Numa análise pura e simples, entende-se o porquê de se cantar o Hino Nacional com disposição patriótica quando um candidato militar de Direita aparece nos aeroportos, ou seja, a figura do militar empresta confiabilidade, num país onde se perdeu a confiança em todos políticos da mesma cara, do esquerdismo que canta um mantra de luta de classes que até hoje não levou a nada, a não ser a uma corrupção desvairada.

Há poucos dias li uma matéria que informava que cerca de 6 mil estudantes da Universidade de Brasília (UnB) elegeram a direção do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Desta vez, alunos com perfil de direita conquistaram o comando da entidade, ou seja, algo que jamais poderíamos imaginar anos atrás, pois a esquerda dominava as universidades, principalmente as federais e estaduais.

Essa pode ser uma Copa do Mundo sem interesse, mas com certeza o Brasil está mudando politicamente e se vê claramente a rejeição do povo brasileiro aos políticos de esquerda, os da bandeira vermelha, os que nos fizeram esquecer o Hino Nacional, os que roubaram nosso brilho nos olhos e o amor ao Brasil. Vamos marcar um gol nestas eleições elegendo gente bem-intencionada, sincera, corajosa e acima de tudo patriota. Essa sim será a Copa do Brasil, e não a Copa do Mundo.

Corrupção e descaso na Saúde Pública

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*por Fernando Rizzolo

Costuma-se dizer em Direito que “contra fatos não há argumentos”. E agora, ao sentirmos o inverno chegando, podemos afirmar que nem sempre nosso sistema imunológico está preparado para enfrentar o frio. Com a nova estação, nasce também um temor na população pobre e nos idosos. É claro que as doenças não escolhem idade, mas lotam hospitais nessa época do ano. Esta semana, por exemplo, recebemos a notícia de que nossa secretária do lar, ou assessora doméstica – até porque não gosto do termo “empregada doméstica” –, foi vítima de uma tremenda gripe, que a impeliu a ir à procura de um posto de saúde.

Bem, não preciso contar a maratona que nossa querida doméstica enfrentou para ser atendida na periferia de São Paulo. Horas de espera, corredores lotados, falta de médicos.

Sabe-se que neste país a corrupção desvia R$ 200 bi por ano, segundo coordenador da Operação Lava-jato, enquanto o valor investido na saúde não ultrapassa os R$ 120 bi. Não encontramos palavras para expressar nossa indignação com a podridão política deste Brasil. Vivemos uma situação de imoralidade.

Para se ter uma ideia, em proporção aos gastos gerais do governo, o Brasil também está bem abaixo da média mundial em termos de investimentos na área da saúde. Senão vejamos. Em 2015, o governo destinou 7,7% de seus gastos totais para a saúde, uma taxa parecida (pasmem!) à de mais de uma dezena de países africanos. Ocorre que, na média mundial, os gastos são de 9,9%. Na Alemanha ou no Uruguai, por exemplo, a proporção dos gastos do governo com a saúde chega a 20%.

A realidade é que as opções são poucas. Existe, sim, a real falta de médicos – e não a má distribuição deles, como alegam os corporativistas de plantão −, além disso o governo Temer suspendeu a criação de novos cursos de medicina por 5 anos, ou seja, uma verdadeira barbárie. Faltam também remédios no SUS (Sistema Único de Saúde). No sistema particular de saúde, então, a mensalidade é alta e não há cobertura para diversas doenças e exames. E, como se não bastasse, o pouco-caso não para por aí, pois em algumas UBS, de São Paulo inclusive, já ocorre falta de vacinas contra a gripe. Segundo a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), “a quantidade de doses recebidas pelo município foi insuficiente para o atendimento da demanda”.

Hoje, com a condição péssima da economia e a disparada do dólar, tenho até medo de entrar numa farmácia, pois os preços dos medicamentos estão absurdamente altos. Sempre costumo terminar meus textos dizendo que “este país não tem porvir”, mas neste em especial diria que a corrupção adentrou os corredores dos hospitais, e o nosso pobre povo brasileiro está desamparado, acamado e gripado, ou seja, literalmente abandonado…

 

A desculpa do “preso político”

 

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*por Fernando Rizzolo

Enfrentamos tempos difíceis neste Brasil que tenta se consertar. Parece haver surgido, em nosso país, uma fé na popularidade de forma incontrolável, a ponto de se considerar um político que outrora fora popular, ou que poderá ainda sê-lo, uma figura jurídica de inimputabilidade. Ora, sejamos francos, o ex-presidente Lula nada tem de preso político. Passou pelo crivo do Judiciário em todas as instâncias, e, ainda assim, a esquerda tenta a qualquer custo se aproveitar da desinformação da grande maioria do povo brasileiro, que nem sequer lê jornal, na maioria das vezes em função da pouca escolaridade. São 11,8 milhões de analfabetos, um terreno fértil em que brotam as brechas ideológicas esquerdistas para envolver num manto de vitimização o ex-presidente, alegando ser ele um “preso político”, a fim de manipular os pobres incautos.

Contudo, para ser considerado um preso político pela nossa legislação, é preciso ter cometido um crime político previsto na Lei de Segurança Nacional, e isso é bem claro. Senão, vejamos: A Lei de Segurança Nacional (L 7.170/1983) prevê como crime político atos que “lesam ou expõem a perigo de lesão a integridade territorial e a soberania nacional; o regime representativo e democrático, a Federação e o Estado de Direito; e a pessoa dos chefes dos Poderes da União”. Então vem a pergunta: Por acaso ele se enquadra nessa situação? Evidentemente não. Ele foi, sim, condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.  A grande verdade é que aqueles que fogem da leitura eminentemente jurídica elaboram uma “manobra diversionista” com o intuito de caçar incautos, alimentar-se da ignorância do povo brasileiro e fazer, acima de tudo, brilhar a estratégia esquerdista, desqualificando o Judiciário brasileiro e propagando o alarmismo político persecutório a um presidente que foi julgado com todos os requisitos pertinentes ao Estado Democrático de Direito na sua plenitude.

Como se não bastasse, tenta a esquerda se valer de problemas internacionais para dar visibilidade e veracidade ao que não é real. Portanto, o populismo na América Latina, apregoado pelos representantes da velha esquerda, está perdendo espaço, de tal forma que o conservadorismo surge como uma opção, e mais, perdeu-se a vergonha de identificar como cidadão aquele que compactua com os ideais conservadores, afinal, se pensarmos bem, transformar um condenado por corrupção em perseguido político é a última cartada dos sonhadores de Marx, que afundaram o país nesta imensa crise, tudo porque Lula é popular, e ser popular num país de desinformados pode facilmente permitir que a pena por um crime se converta na salvadora “perseguição política”…

O efeito da nova direita no Brasil

 

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*por Fernando Rizzolo

Ainda me lembro das primeiras aulas de Direito Penal na faculdade, em que se falava muito sobre o Estado como ente legitimador em relação aos que cometiam atos delituosos, que, se condenados, cumpririam pena para que fossem “reeducados”. Referia-se, então, aos presos como “reeducandos”, que vem do verbo reeducar, ou seja, tentar educar novamente alguém que se perdeu diante dos valores previstos em lei, que na realidade legal significa conter o mínimo de moral e conduta que deve ter um cidadão.

Muitos se mostram indignados com a estrondosa subida da direita em todos os países do Ocidente, pelos mais variados motivos. É sempre bom lembrar que o “Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães” tinha como inspiração o modelo comunista soviético, a meta em si era o coletivismo, o livre pensar foi abolido, para empreender era preciso seguir os ditames do Estado.

Foram então criadas as SA, milícias paramilitares que tinham a função de sufocar qualquer oposição. Portanto, isso denota pura mentalidade esquerdista. Prova disso é a cartilha esquerdista agindo hoje na tirania de esquerda da Venezuela, com sua SA, uma vez que cidadãos são executados por milícias similares. A grande confusão que ocorre ao se afirmar que o nazismo era de direita se deve ao fato de a Alemanha ter entrado em guerra com a URSS, o que fez com que, após a II Guerra Mundial, a esquerda marotamente tentasse se distanciar do nazismo e antagonizá-lo. Na verdade, ambos praticavam sistematicamente perseguição aos judeus e minorias, campos de concentração e os gulags (campos de trabalhos forçados), enfim, o nazismo é na verdade o irmão siamês do comunismo.

O Brasil, na sua história, nunca teve um partido conservador. Todos que estavam e agora estão aí são partidos criados por ex-comunistas, o que na base ideológica sempre coloca o coletivismo, a consternação com os “oprimidos”, o assistencialismo e o Estado como provedor, o que culminou com uma Constituição de 1988 esquerdista, que paralisou o país e o transformou, pela base ideológica esquerdista de todos os partidos existentes, neste país inviável, em que o crime e o discurso socialista se uniram para atingirmos o caos.

Ouço de pessoas humildes que “o Brasil precisa começar do zero, ser construído de novo”. Ora, isso já coloca um partido ou um candidato que prega a ordem, a militarização ideológico-social, uma legislação enérgica, uma moral social no centro do imaginário popular. As pessoas deixaram de sentir vergonha de se expor, de assumir que querem mudanças fora da cartilha esquerdista, o que causa um verdadeiro temor aos ex-exilados que criaram e fundaram os partidos que tinham rótulo de direita, mas eram na realidade de esquerda. Não estou aqui defendendo a nova direita, ou massacrando os esquerdistas, apenas constato e tento, do ponto de vista político, fazer uma leitura das vozes que emanam do povo, vozes das ruas, das comunidades, vozes de gente humilde, ou seja, “o Brasil precisa começar do zero, ser construído de novo”, eu particularmente diria as palavras do texto penal, lá da época da faculdade, fazendo uma analogia: “O Brasil precisa ser preso, tornar-se um reeducando, para que possamos construir uma sociedade ética, justa, com jovens dotados de princípios morais, patriotas, varrendo todos os corruptos…”. Enfim, alguém que nos salve deste caos…

Temos saída?

 

A Violência sem Limites e as eleições

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*por Fernando Rizzolo

Fica claro pelos noticiários que a violência no Brasil aumentou muito de um ano para cá. Os fatores desencadeantes que de certa forma colaboram com esse quadro são o desemprego, a corrupção generalizada e endêmica dos governantes e, acima de tudo, um descrédito da democracia, além, é claro, da certeza da impunidade. A exegese dessa violência tem sido palco no Brasil de explicações sociológicas tanto pela esquerda quanto pela direita, que se aproveita desse verdadeiro caos.

É verdade que, no bojo da violência ostensiva, existe a violência ideológica, preconceituosa e racista que dá a sustentação para os discursos dos presidenciáveis que evidentemente prolatam uma linguagem de fácil acesso aos que mais sofrem com esta situação calamitosa a que chegamos.

Crianças são mortas em tiroteios no Rio de Janeiro, pessoas incautas que não conhecem determinados trajetos dentro das comunidades são alvejadas sem o menor pudor, alunos agridem professores em salas de aula, automóveis são parados e seus motoristas, assaltados, quando não mortos em arrastões. O feminicídio aumentou barbaramente. Tudo isso ao som agora das marchinhas de Carnaval e das cidades coloridas por essa festa tradicional, tão tradicional quanto tem se tornado o costumeiro conformismo com a deliberada agressão ao cidadão de bem.

Abrigando por volta de 100 mil habitantes, vista para o mar da zona sul do Rio de Janeiro e um sem fim de becos e vielas espalhados entre os bairros da Gávea e de São Conrado, a favela da Rocinha passou nos últimos quatro meses por alguns dos momentos mais violentos de toda sua história. Fica patente que ninguém tem uma fórmula mágica para acabar com a criminalidade, que, num país pobre, em crise moral, com um nível de desemprego assustador, tende a piorar.

O mais intrigante é a difusão da violência pelo país, que não mais se restringe ao Rio de Janeiro, contudo, entendo que neste ano eleitoral é importante nos abstermos dos discursos delirantes de presidenciáveis que vendem a facilidade do “olho por olho”, muito embora eu tenha a convicção de que o endurecimento do Estado deve ser aferrado para o bem da sociedade e para o equilíbrio contencioso do crime a céu aberto, típico do que podemos chamar de “rotina de guerra”.

Na próxima eleição, vamos ter os “Rambos”, os candidatos do antigo argumento de que “tudo se resolve com a educação” e os liberais com a tese de que “aumentando os investimentos” o tiroteio diminui. Por ora, é bom contar com D´us, saber por onde transitar ou a última opção, para os que podem mudar de país, uma atitude que alguns podem achar covarde ou tão corajosa como ficar no meio de um tiroteio na linha vermelha… E ter a sorte de sair vivo.

O Estado brasileiro em estado terminal

 

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*por Fernando Rizzolo

Ainda me lembro da década dos anos 70, sob o regime militar, quando num supermercado li, um tanto assustado, no Jornal da Tarde, na época editado pelo Jornal O Estado de S. Paulo, uma manchete em letras garrafais em que se dirigia uma crítica ao Estado brasileiro como o mais estatizante do planeta, chegando a compará-lo aos países socialistas.

É claro que, na época, qualquer crítica, mesmo construtiva, e que se relacionasse a regimes socialistas, chamava muito a atenção, e o jornal vendeu rápido.

Ao ler a matéria pude, nos meus 18 anos, inferir que realmente a economia no regime militar era baseada no papel predominante do Estado, porém tinha uma diferença, sentíamos que o Estado era sério, havia desenvolvimento, vivíamos o famoso “vamos crescer o bolo para dividi-lo”. Depois, com a abertura democrática, surgiu o neoliberalismo, com as privatizações que trouxeram desenvolvimento, sem dúvida nenhuma.

Mas o que eu gostaria de analisar neste simples texto é a cultura do Estado que nos foi legada durante anos e a apropriação oportunista político-cultural do papel do Estado brasileiro junto ao povo. Parece-me que as benesses que o Estado brasileiro deformado culturalmente oferece estão enraizadas no idealismo profissional em fazer-se funcionário do Estado, em lutar para entrar num concurso público, em obter através do Estado remunerações muito acima da iniciativa privada, haja vista o Judiciário e outros setores.

Imaginem que, sem a aprovação da famosa reforma da Previdência, a dívida pública brasileira pode chegar a 100% do PIB em 2021, em face da sucessão de déficits e também da piora nas expectativas para a economia; no cenário atual, em termos de reforma tributária, não basta que a queda dos juros a 7% ao ano seja motivo de otimismo, a grande verdade é que o Estado brasileiro ainda é atrasado e ineficiente, um Estado que cobra muito em termos tributários e devolve à sociedade apenas corrupção, má gestão, barganhas políticas e péssimos serviços. Estamos vivenciando o estado terminal do Estado brasileiro, politicamente desmoralizado, e me surge agora, salvo engano, uma percepção de que o povo brasileiro enfim está se dando conta e se desfazendo dessa cultura Estatal, vez que aquele Estado honesto, e até provedor, que havia no regime militar entrou em colapso. Imaginem se as privatizações não tivessem ocorrido! Hoje o lema é privatizar, enxugar o Estado, maximizar um Estado mínimo, para que a classe política e o corporativismo não nos levem para a Unidade de Terapia Intensiva da corrupção e do desalento de um Estado terminal.

 

 

 

Publicado em Artigos de Fernando Rizzolo, Política. Comentários desativados em O Estado brasileiro em estado terminal

Brasil patinando na América Latina

 

produtividade-3.png*por Fernando Rizzolo

Uma das primeiras viagens que fiz, quando ainda menino, nos anos 60, foi um trajeto elaborado pelo meu falecido pai, que tinha grande espírito aventureiro, além de ser um pouco excêntrico nos seus roteiros de viagens.

Certa manhã, ele me chamou na sala, abriu diante de mim um grande mapa do Brasil e, com uma antiga caneta, deslizava sobre o mapa o trajeto que eu e ele iríamos fazer. Sairíamos da Estação da Luz de trem até Presidente Prudente e, de lá, iríamos até Presidente Epitácio, um porto fluvial do rio Paraná. Então desceríamos o rio num pequeno navio até a cidade de Guaíra e, depois, iríamos de Jeep até Foz do Iguaçu. De lá, nós nos dirigiríamos a uma cidade chamada Presidente Stroessner, no Paraguai, e então seguiríamos até Asunción.

Que loucura!, pensei eu, com um olhar meio desafiador…

Enfim, fizemos a tal viagem, que foi maravilhosa! O navio que desceu o rio Paraná parecia um forno, de tão quente. O rio de águas barrentas exalava aventura. Chegamos a Foz do Iguaçu e atravessamos a fronteira, onde conheci um país chamado Paraguai, o qual, já naquela época, vendia todos aqueles produtos importados e em cujos restaurantes tocava-se harpa. Tudo muito diferente, uma terra vermelha, uma gente amável. Passaram-se os anos e aquela viagem ficou na minha memória.

Eu sempre fui levado a imaginar a dependência do Paraguai com relação ao Brasil e à Argentina, via o Paraguai como um país pobre, paraíso dos muambeiros. Mas, como dizia meu avô: “O mundo dá muitas voltas…”. E hoje, após 50 anos, nós nos encontramos, sim, ao contrário, um pobre Brasil, corrupto, desvalorizado eticamente, com uma imensa população pobre e desempregada, vítima de governos corruptos, sem falar da violência e da impunidade.

Acontece que aquele país pobre, chamado Paraguai, desde 2010 apresenta crescimento médio de 5,8%. Seu desempenho na América Latina ficou atrás apenas do Panamá, e, não obstante, foi quase 5 vezes maior que o vivenciado pelo Brasil (que ficou em míseros 1,2%). Já a inflação média no período foi de cerca de 4,4%, contra quase 7% em nosso país. Além disso, a carga tributária guarani gira em torno de 135% do PIB, contra mais de 333% no Brasil. Grandes empresas brasileiras já estão se transferindo para lá, principalmente para Ciudad del Este.

O Paraguai investe pesado em educação, contando com boas faculdades, como é o caso da UPE, Universidad Privada Del Este, importante faculdade de Medicina, com uma infraestrutura de dar inveja a qualquer faculdade de Medicina pública ou privada do Brasil, excelente corpo docente, hospitais equipados e um custo de mensalidade bem mais acessível que no Brasil, o que atrai milhares de brasileiros a prestar um tipo de vestibular chamado “nivelação”.

É o Tigre Guarani formando médicos numa faculdade de alto nível. A que ponto chegamos no Brasil, um pobre país nas mãos de políticos bandidos, onde até na área de educação já ficamos para trás? E mais ainda agora, com o Programa Temer “Menos Médicos”.

Do ponto de vista econômico, como diz Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, que já se instalou em Ciudad del Este, “produtos da China levam de três a seis meses para chegar”, “do Paraguai, as peças demoram 24 horas ou menos para chegar. É o melhor dos dois mundos”, conclui. Enfim, em vista de tudo isso, parece que naquela manhã, quando meu pai me apresentou o roteiro aventureiro, previa ele que o trajeto não era uma aventura. Hoje entendo que aventura é viver neste país da forma que está, de “cabeça pra baixo” sem ter porvir… Daqui a pouco, quem sabe, teremos que aprender guarani…

Os atuais valores no Brasil

 

 

ideologia_de_genero*por Fernando Rizzolo

Em qualquer país do mundo, valores são aqueles conceitos morais e éticos que se sobrepõem aos costumes ou normas de menor grau, quer venham do exterior, quer de imposições ideológicas ou religiosas de grupos cujas práticas ou entendimentos visam desestabilizar os conceitos enraizados de uma sociedade. Preliminarmente, gostaria, acima de tudo, de deixar claras a intenção e a motivação deste texto, que se trata de uma reflexão sobre o que estamos vivenciando hoje no Brasil, ou melhor, neste Brasil de “cabeça para baixo”.

Longe de ser uma análise contestadora sobre as minorias, sejam elas quais forem, atenho-me ao fato macrossocial típico de um país corrupto, com instituições desacreditadas, enfim, terreno fértil para um novo tipo de histeria ideológica, desta feita, ao que tudo indica, orquestrada pela esquerda, já sem discurso. Senão, vejamos: é inacreditável que não se fale mais nada a respeito dos reais problemas brasileiros, dando lugar a uma discussão sobre a chamada “ideologia de gênero”, uma artimanha de grupos sem religião, de cunho esquerdista, que no bojo de seu discurso desclassificam algo que caracteriza o ser humano desde o surgimento da humanidade: o sexo masculino e o feminino, o ser homem e o ser mulher.

Com efeito, e friso mais uma vez que não me refiro especificamente a homossexuais ou outras minorias, mas, sim, a uma histeria ideológica de gênero que se inicia em novelas, artigos em revistas que se diziam conservadoras, escolas, abrangendo toda faixa etária e podendo trazer, sim, problemas de identidade sexual ao transformar a mente de crianças e jovens numa panaceia de interpretações do que é ser homem ou do que é ser mulher.

Talvez a intenção seja desconstruir conceitos bíblicos, como o da procriação, estabelecendo um verdadeiro “vale tudo nesta vida”, batendo de frente com grupos religiosos, o que seria, a meu ver, uma espécie de vingança esquerdista contra os conservadores, na sua maioria evangélicos, e religiosos em geral. Diante da negação do legado religioso de que D´us criou o homem e a mulher, sobra, então, apenas o materialismo permissivo, com o qual a esquerda mundial atropela os corações dos jovens, levando-os a não consumirem o produto conservador que avança por todos os países.

Talvez toda essa estranheza me seja causada pelo fato de eu, quando ainda pequeno, não vivenciar tantos episódios de falta de amor à Pátria, tanta falta de louvor a D´us, tanta deslealdade para com os amigos. Ensinava-se que, apesar de existirem opções diversas que devem ser respeitadas e compreendidas, estas eram as minorias, e que havia, sim, distinção de gênero.

O que se vê atualmente é a inaceitável elaboração de um discurso político de combate ao conservadorismo. Como se o natural fosse errado.

Em que mundo estamos? Em que país vivemos? O melhor mesmo é desligar a televisão, escolher bem a escola dos nossos filhos, observar a índole dos candidatos e trancar a porta da sala…

 

Drogas,novelas, e um país corrupto

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*por Fernando Rizzolo

O que significa hoje viver no Brasil quando se tem um filho ou uma filha adolescente?  É claro que não estou generalizando, mas num país de 207 milhões de habitantes, onde na sua grande maioria são jovens, fica patente que o investimento do narcotráfico é no mínimo interessante. Talvez isso seja o motivo pelo qual as antigas e conhecidas drogas estão dando lugar as novas drogas sintéticas, muitas das quais nem sequer podem ser identificadas por mudança na sua formulação química, na sua maioria elaboradas em sofisticados laboratórios clandestinos por vários países do mundo.

Mas como o assunto é polêmico, e na maioria das vezes gera controvérsias, venho fazer uso de um saudosismo etário; dizem que uma das vantagens de se chegar à maturidade é a capacidade de se analisar e comparar como era a vida de um jovem há 40 anos atrás em relação aos jovens de hoje desse nosso Brasil. Constato aqui, e nada de forma puritana ou conservadora, que a velha figura do “pipoqueiro” que vendia maconha na praia e que seduzia os jovens, ficou por demais abandonada e hoje serve apenas como uma antiga referência dos perigos que nós nos anos 70 éramos incessantemente alertados por nossos pais por jamais nos aproximarmos desses tais elementos.

Ademais, por falar em maus elementos ou companhias que deveríamos evitar, existia uma vigilância parental naquilo que fazíamos, nas nossas amizades, no horário em que chegávamos em casa, se havíamos ingerido bebidas alcoólicas, enfim, havia o que eu chamo de “ Filtro Parental” e este estava sempre presente. Mas hoje tudo mudou, senão vejamos: infelizmente as novelas, o programa de televisão em geral não tem limite ao demonstrar o “heroísmo dos delinquentes” nas novelas, os excessos sexuais na “telinha, enfim, os maus exemplos de todos os tipos se encontram bem ali na sala da nossa casa, assistidos por todos na televisão, ou bem acomodados num computador via Internet, isso se intercalando com os noticiários sobre a corrupção devastadora que assola o nosso país, um país pobre.

Hoje não há no Brasil como controlar e educar um jovem a não ser por um embasamento religioso seja ele de qualquer religião, contudo que esta religião não atente para o mau, pois até isso temos hoje à disposição dos nossos jovens, via Internet, o recrutamento ao terrorismo. Em resumo, temos sim que reinventar um modelo de educação familiar baseado no “Filtro Parental” pois do contrário os valores morais, éticos, e relacionados a uma vida saudável para os nossos filhos e netos estarão fortemente corrompidos e comprometidos, a tarefa não é fácil, valores de tradição religiosa, vigilância nas companhias, exemplos que demonstramos em casa, isso tudo ajuda, mas não esqueça que você durante um bom tempo será taxado de chato, repressor, antiquado, principalmente por emissários, ou “ experts em educação” pela televisão ou Internet; e se você proibir ou num rompante educativo impor ordens em casa será chamado ainda de “tirano” mas veja, vale apena, o futuro deles agradece …vamos tentar filtrar o Brasil nessa fase do terrorismo ideológico educacional televisivo….e da corrupção endêmica…

 

 

 

O desemprego e a saúde pública

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*por Fernando Rizzolo

Seria a política a arte de enganar? De fazer vibrar as emoções dos menos favorecidos em seu sonho de uma vida melhor? Ainda me lembro de que minha dissertação do mestrado em Direito versava sobre a Saúde Pública e a Inclusão Social, dois temas previstos na nossa Constituição de 1988, talvez a mais romântica Constituição de todos os tempos. Hoje, depois de tudo que temos vivenciado e descoberto na política brasileira, sabemos que as ideias esquerdistas deturpadas, que serviram de esteio e instrumento para o maior assalto do erário público, eram palavras que visavam a interesses políticos espúrios.

Depois de toda a crise política, contamos hoje com um saldo de 2,6 milhões de novos desempregados no primeiro ano do governo Temer. Segundo o IBGE, tivemos 14,048 milhões de pessoas à procura de um emprego entre fevereiro e abril de 2017, e no mesmo período do ano anterior eram apenas 11,411 milhões de tristes trabalhadores à procura de uma vaga. A pergunta que insisto em fazer continua sendo a mesma que inspirou minha dissertação: Qual é o impacto na saúde pública de um trabalhador desempregado? Se fizermos uma análise do nosso dia a dia, quando as coisas estão indo bem, quando existe um emprego, a família está organizada, todos com saúde, mesmo assim temos os nossos percalços, e o desgaste para nos mantermos íntegros do ponto de vista mental e físico é enorme.

Talvez isso ocorra com grande parte da classe média brasileira. Mas tentemos imaginar o esforço para manter a saúde psicossocial numa família de classe inferior diante da instabilidade trazida pela incerteza com relação à manutenção do emprego, da angústia de saber que de uma hora para outra tudo pode mudar. É evidente que o impacto é bem maior, e isso se reflete na saúde, atingindo o Estado no seu papel de provedor da saúde pública.

A grande verdade é que, quanto mais desempregados, mais trabalhadores investem na informalidade. Ao todo, 1,242 milhão de pessoas deixaram de ter a carteira assinada desde o trimestre encerrado em abril de 2016, portanto, menos impostos e menos recursos tem o Estado para as demandas no escopo das políticas sociais. Para piorar a situação, no tocante ao investimento exterior, onde se leva em consideração o nível de ocupação ou de emprego, a economia americana criou 209 mil novos empregos, acima dos 180 mil esperados pela maioria de analistas, um indicador positivo que respalda a solidez do mercado trabalhista nos EUA.

Enfim, pobre povo brasileiro, sempre esperando um salvador da pátria, enquanto os votos do Congresso correm em direção à impunidade, para que depois talvez se possa, através das manobras políticas barganhadas, restabelecer uma economia em ordem.

Pior que esse cenário é ainda nos darmos conta de que os esquerdistas brasileiros que permanecem no poder, além de causar a instabilidade emocional de toda a população desse Brasil de ponta-cabeça, trazem e fazem as honrarias a representantes de governos radicais, como o aiatolá Mohsen Araki, um dos líderes religiosos mais influentes do Irã, em visita ao Brasil. Um cidadão que apoia o ódio, a discórdia, o fim do Estado de Israel, impondo incertezas e importando o medo às minorias étnicas, como a comunidade judaica do Brasil…

Para finalizar e expressar meu último comentário sobre tudo que estamos vendo e passando, concluo: “Este país não tem porvir”.

 

  Inflação negativa e desemprego

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*por Fernando Rizzolo

Não há absolutamente nada no universo econômico que afete mais o psicológico e o emocional das pessoas do que o desemprego, fenômeno que no Brasil já atinge 14,2 milhões de trabalhadores, um número assustador, haja vista que a grande maioria advém da mão de obra não qualificada, gerando apreensão e violência.

No Brasil, a absorção da mão de obra em larga escala vem de diversos setores, entre eles o da construção civil, ramo de atividade cuja queda foi acentuada. É preciso lembrar que a deflação, ou inflação negativa, é fruto da safra recorde ou da redução das contas de energia elétrica, com o anúncio da bandeira tarifária verde para o mês de junho, o que barateou a energia e contribuiu para a queda dos indicadores inflacionários.

Com efeito, o mérito da política econômica pouco tem a ver com o declínio da inflação, mas resulta do legado de instabilidade política, falta de investimentos, corrupção e, principalmente, da própria lógica do desemprego em massa. Se por um lado a política econômica entende que um corte maior de juros seria aceitável, promovendo aumento de consumo, na outra ponta o gasto público e a dificuldade de ajuste nas contas por parte do Congresso asfixiam a confiabilidade, neutralizando a possibilidade de juros menores, cenário em que consumidores e empresas poderiam obter mais crédito, ou seja, a relação mais crédito-mais investimento poderia dar certo. Contudo, o “mais investimento” sempre esbarra no fator instabilidade política e econômica do país.

Quando me refiro ao legado, temos que levar em conta que a economia do país encolheu 7,2% nos últimos dois anos, portanto, estamos diante de uma brutal recessão. E o que mais me causa estranheza é ouvir o governo Temer afirmar na reunião do G20 que não temos crise, e que há, sim, uma recuperação. Ora, mais uma vez nos deparamos com um cenário de corrupção “ideológico-econômica”, que visa tão somente camuflar os detritos políticos e inflar uma popularidade para “inglês ver”. Pena que os “ingleses”, assim como os grandes investidores, não mais acreditam no pobre Brasil da velha malandragem, que ainda tenta impressionar os incautos.

Extremismo Religioso no mundo atual

 

05863621*por Fernando Rizzolo

Ultimamente a cidade de Londres tem sido palco de muitos ataques terroristas. O mais recente deles foi o que sofreram os frequentadores de uma mesquita, como se os britânicos houvessem dado “o troco” pelos atentados outrora perpetrados contra cidadãos comuns, praticados e elaborados por extremistas muçulmanos.

É interessante observar – e isso posso falar com propriedade, pois vou a Londres com frequência – que há grande tolerância dos britânicos para com o islamismo. Como paulista, estou acostumado a frequentar vários shopping centers e, quando estou em Londres, basta uma chuvinha e lá vou eu para meu shopping preferido, o Westfield Shepherd’s Bush, sem dúvida o maior shopping center da Europa. Lá é possível encontrar um bom número de muçulmanos de grande poder aquisitivo e muitos outros trabalhando em lojas.

No bate-papo que geralmente tenho com pessoas comuns, britânicos em geral e com taxistas, noto que para eles os muçulmanos são pessoas pacíficas. O que é verdade quando falamos de Londres. Na realidade, a maioria é quieta, fala pouco, não bebe, e isso para o inglês comum é um tipo de virtude. Mas de repente surge um ataque extremista, como vimos nos últimos tempos.

O que nos leva a uma reflexão neste momento é que a religião, seja ela qual for, deve ser baseada na paz, e o que estamos vendo em Londres, contudo, é o início de um conflito religioso, ou seja, islamismo versus valores ocidentais. A partir desse ataque à mesquita, tem início um conflito no qual a semente da vingança pode brotar e criar raízes profundas. Isso, para nós, ocidentais, mesmo para os de origem judaica como eu, é péssimo, pois pode se tornar um ciclo vicioso de “olho por olho e dente por dente”. Nós, judeus, conhecemos bem dois aspectos da história da humanidade: o antissemitismo e o antissionismo – uma nova forma de antissemitismo – e aprendemos com muitas lágrimas a lidar com essa questão. Além disso, fomos ocidentalizados durante muitos anos e nunca, jamais, fizemos da nossa cultura algo que não elevasse os valores morais da humanidade.

A grande questão é que o terrorismo na Europa é coisa nova, e todo esforço europeu deve ser empreendido para o diálogo e para a segurança. Às vezes, quando caminho pelas frias ruas de Londres, penso em quão seguro é estar em Israel hoje em dia. Não há o que temer, pois notícias tenho de que até o Isis teme nosso exército. Mas chegamos a esse ponto à custa de muito sofrimento, angústia, mortes e, acima de tudo, de nossa fé inabalável na grandeza de sempre nos colocarmos como parceiros de D’us neste mundo que precisa agora de muita paz, ética e generosidade…

 

 

Respeito ao Poder Judiciário

 

 

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Várias foram as vezes que amigos meus me enviaram vídeos policiais que mostram o marginal xingando as autoridades, zombando dos investigadores, e mais, ameaçando as mesmas autoridades com palavras de baixo calão. Por ser Advogado, tive a oportunidade de acompanhar o comportamento de muitos detidos e posso fazer uma distinção de como tais marginais, quando presos em flagrante 20 anos atrás, se portavam e como se portam agora. A impressão que tenho é de que se perdeu o medo da autoridade estabelecida, uma vez que o marginal confia, sim, na impunidade, e quase sempre tem como referência os depoimentos de outros agentes delituosos nos programas policiais − que atraem tantos expectadores −, agindo da mesma forma grosseira e agressiva.

Nosso país perdeu a noção dos valores em relação a tudo. A corrupção política acabou servindo de esteio e justificativa para incentivar, legitimar ou fomentar o roubo, o furto, a malandragem e, acima de tudo, o desrespeito à Lei e a seus respectivos representantes. Do ponto de vista moral, estamos afundando no descaso, e isso fatalmente nos levará a um colapso hierárquico legal, em outras palavras, observamos aumentar a cada dia a falta de respeito com a Polícia Judiciária estadual ou federal, com os membros do Ministério Público e da Magistratura.

Pessoalmente o que mais me chocou, e acredito que não só a mim mas a todos que assistiram ao interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, foi a postura irônica, irreverente e por que não dizer desrespeitosa em que por várias vezes se colocou o ex-presidente, não como um réu, mas como um adversário político do Juiz Sergio Moro, que no meu entender teve muita imparcialidade e controle ao interrogar o ex-presidente, que realmente se alterou várias vezes, insurgindo-se contra as perguntas feitas naquele Juízo, quando não se calava a pedido de seu Advogado, que, com todo respeito ao colega, também não se portou com urbanidade, muito embora estivesse no pleno exercício do direito de defesa.

Portanto, se um ex-presidente da República se comporta dessa forma perante membros do Ministério Público e Juízes, que exemplo de cidadania e respeito ao Poder Judiciário estaria ele dando ao povo brasileiro? Observem que a questão que estou por ora abordando não é processual, tampouco de mérito nas ações que recaem sobre o ex-presidente, mas se deve tão somente aos maus modos perante as autoridades.

Infelizmente estamos vivenciando a ignorância do nosso povo na sua plenitude ao observar tais comportamentos sem a devida indignação popular, e isso é compreensível, pois nada mais vale neste país, nem a vida, nem as autoridades, que hoje ficam quase reféns do crime organizado, da política populista sindical que muitas vezes avaliza protestos agressivos nas grandes cidades, prejudicando os trabalhadores, enfim, precisamos encontrar a paz, varrer a corrupção, nos valer dos bons exemplos de países sérios, aí quem sabe seremos uma nação nos moldes da nossa bandeira, na qual está consignada a frase “Ordem e Progresso”. Porém adicionaria também o “respeito às instituições” por parte dos dirigentes deste país, promovendo o velho e bom exemplo que existiu tempos atrás…

Acesso à Universidade e Populismo

 

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*por Fernando Rizzolo

É interessante observar que, diante das dificuldades econômicas de um país, quanto maiores elas forem, maior será o sonho dos jovens em se preparar para ingressar no mercado de trabalho, ou seja, quanto menos emprego, mais sonho. E é exatamente ao nos depararmos com essa condição natural, como o é a ascensão social, que surgem ideias e programas eleitoreiros, para não dizer traiçoeiros. Um exemplo disso foi o famoso Financiamento Estudantil (FIES), que o petismo implementou e em cujas contas uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) descobriu um rombo estimado em R$ 20 bilhões entre os anos de 2009 e 2015, cifra que coloca em xeque um dos principais programas do Ministério da Educação.

Como estamos diante de uma condição assombrosa de corrupção no Brasil, descobrindo que não há mais nenhum partido político sério, uma vez que a maioria dos políticos brasileiros está sob suspeição, já não temos a certeza de que determinados setores, por “pretextos sociais”, estejam sendo poupados, como ocorreu com a indústria automobilística, entre outras. A grande verdade é que, em vez de o governo, já desprestigiado, desacreditado, se preocupar, por exemplo, com a reforma da previdência, que poupa servidores públicos e forma castas sociais no país, poupa também essa farra da gastança chamada FIES, visando a agradar o poderoso lobby das Universidades, pois o maior beneficiário desse programa – por meio do qual as mensalidades se tornam “lucro certo” vindo do Tesouro Nacional, cujo custo global só em 2016 chegou a R$32,2 bilhões – são os grandes grupos universitários internacionais e nacionais, que transformaram o sonho do pobre em ser “doutor” num rombo de 20 bilhões, como apurado pelo TCU.

A saída para estancar tal sangria seria acabar de vez com o Programa, que parece estar fora de controle contábil, e repensar um novo projeto de viabilização do acesso dos jovens carentes à Universidade, aumentando o número de vagas nas Universidades Federais e Estaduais, construindo novas Universidades Públicas e evitando o comprometimento do erário público, pois, diante da forte inadimplência desse programa ilusório e mercantilista, quem perde é o país e quem ganha são os comerciantes da educação.

É mister salientar que nem sempre a presença do Estado em alguns setores é ruim, pois pior, ao meu ver, são as manobras educacionais políticas que punem os mais carentes, aproveitando-se do sonho de uma vida melhor, num país com altas taxas de desemprego. Infelizmente, no Brasil, vender sonhos impossíveis ainda é a melhor forma de negócio… Aliás, diga-se de passagem, um ótimo negócio.

 

O Brasil em queda livre

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*por Fernando Rizzolo

 

Quando analisamos a estrutura de um país, procuramos ter a percepção de um quadro pluralista que abranja as questões sociais, morais, econômicas e políticas. Depois do Carnaval, festa que provavelmente anestesiou os problemas da nação, sinto-me indignado, para não dizer perplexo, em relação ao que é hoje o Brasil em todos os sentidos, e penso, em uma mistura de receio e desesperança, no que poderá ser este país daqui a uns anos.

Do ponto de vista social e moral, vivemos uma era em que o reflexo da corrupção − segundo os petistas relegada a nós como uma “herança maldita”, mas desta feita deixada por eles mesmos − influencia, numa cadeia degradante, todas as virtudes que um povo deve ter.

A violência perpetrada por marginais sem o menor pudor em cometer homicídios por motivos torpes cresce a cada dia. Nossa legislação é fraca demais para coibir a bandidagem que, no âmago do seu desrespeito às Leis e instituições, se ampara no exemplo corrupto da política para legitimar seus desideratos.

Já no campo econômico, que norteia o futuro de todas as segmentações acima elencadas, temos a notícia de que o Brasil, em uma lista de 38 países, teve o pior Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, segundo ranking de desempenho da agência de classificação de risco brasileira Austin Rating, ou seja, o nosso PIB caiu 3,6% em relação ao ano anterior, sendo que a economia já havia recuado 3,8%! Essa sequência de dois anos seguidos de baixa só foi verificada no Brasil nos anos de 1930 e 1931. Vejam a que ponto chegamos!

Com efeito, o nível de pobreza da população aumentará e, pela lógica esquerdopata, quanto mais pobres existirem, mais os partidos de esquerda terão voz e mais nos afundaremos.

Fala-se muito em “choque de gestão”, mas entendo que precisamos de “choque de indignação” pelo legado que nos foi deixado, tanto do ponto de vista moral como do econômico, assim também como um “choque na legislação penal”, vez que do contrário perderemos o controle de absolutamente tudo que nos resta.

É triste observarmos a pouca mobilização da população, haja vista as imensas aglomerações no Carnaval e a despolitização nas demandas que exigem a real e verdadeira mobilização nas ruas. Isto posto, a esperança reside nos novos políticos e na punição severa e exemplar dos antigos, as velhas raposas do planalto, descobertos pelas investigações da Operação Lava-Jato. A verdade é que estamos em queda livre, sob os efeitos da gravidade, e de uma outra gravidade pior, chamada gravidade da moral e da ética…

 

 

 

Reeducando a Sociedade

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*por Fernando Rizzolo

Depois de um longo período no qual a retórica política foi baseada na tolerância, na diversidade, fruto dos ideais da esquerda no mundo Ocidental, muito mais como forma de conquistar mentes e corações do que de efetivamente pôr em prática aquilo que se apregoava, nós nos vimos, de uma hora para outra, de fronte a um discurso direitista, em que o politicamente incorreto é a norma a ser seguida, deixando o esquerdismo perdido, sem instrumentos para se reafirmar.

Fica claro que isso é um fenômeno mundial, mas o interessante é que, nos países da América Latina, tornou-se mais evidente, haja vista milhares de pessoas no Brasil, fartos da corrupção, da bandalheira, da politicagem e ao mesmo tempo intolerantes com os discursos da esquerda, saírem às ruas, quando, outrora, se envergonhavam disso, visto que o esquerdismo tupiniquim sempre enaltecia a diversidade puramente para fins de controle político-social.

A própria Constituição de 1988 é fruto do pensamento socialista, paternalista, assim como nossa legislação penal, principalmente a Lei de Execução Penal, que chega a ser condescendente com criminosos perigosos. Com efeito, talvez o título deste artigo fosse com mais perfeição denominado como um discorrer sobre o repensar a sociedade na pós-modernidade, das relações líquidas, do consumir, como assim classificava o sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, que há pouco faleceu. No contexto social, concordo plenamente com a percepção do grande sociólogo, porém em contrapartida formou-se uma lacuna na qual a perda do controle do estado nas relações com os atos ilícitos tornou-se frouxa, aumentando por demais a criminalidade e a impunidade. A grande verdade é que a sociedade construída pela visão individualista, já descrente dos valores do esquerdismo que serviu, principalmente no Brasil, como esteio e retórica política, atuando no seu mais pleno desvio de finalidade a serviço da corrupção endêmica, se esgotou em seu próprio discurso.

Portanto, o mundo já não tolera o modelo esquerdista permissivo e exige uma mudança radical em que a “mão firme”, a xenofobia, e muitas vezes a intolerância passam infelizmente a ser aceitas em nome de uma segurança social. Assim sendo, a vitória de Donald Trump, assim como o Brexit na Inglaterra, significa uma tentativa de reaver os valores perdidos, o nacionalismo, afastando de vez, como dito acima, a disposição da liberalidade e da “frouxidão esquerdista” no Ocidente. É interessante notar que até em prefeituras como a de São Paulo, comandada pelo prefeito João Dória, o exercício da reeducação social é feito e elaborado em sintonia com a opinião pública que o apoia com declarações abertas contra pichadores, por ele considerados bandidos, no que é apoiado por parte significativa da população paulista.

Enfim, Donald Trump, a saída da Inglaterra da Comunidade Europeia, o Brexit, a direita ganhando espaço em toda a Europa, a luta contra o terrorismo islâmico, juízes implacáveis contra a corrupção, como o Juiz Sergio Moro, e o olhar da sociedade nos movimentos do STF, ao inferir se realmente estamos reeducando a nossa sociedade e passando o país a limpo, são fatores em que o ideal neoconservador se dispõe a dar numa nova visão a uma nova sociedade que se forma no mundo, e o Brasil, chancelado internacionalmente como um dos países mais corruptos do planeta, não tem como fugir desta nova realidade. Antes éramos populismo, paternalismo, socialismo, corrupção empresarial. Agora, chega. Queremos ordem, seriedade e pouco discurso antigo. Devemos seguir os caminhos do mundo atual, pois foi o que nos restou seguir…