Empresariado critica barreiras de empréstimos para não demitir

A classe empresarial rebateu com duras críticas a proposta do governo de vincular os empréstimos do BNDES à garantia de manutenção de empregos nas empresas. Para o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, o BNDES “não faz nenhum favor” quando empresta.

“O banco cobra juros, e a taxas muito altas se compararmos com outros países”, disse ele. Skaf, no entanto, evitou entrar em detalhes sobre a determinação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de condicionar os desembolsos do banco de fomento à manutenção de postos de trabalho. “O fato é que ninguém recebe dinheiro [do BNDES] de graça. E, quando o empresário executa um projeto financiado pelo banco, ele naturalmente está investindo e gerando empregos”, disse o presidente da Fiesp.

De acordo com ele, os juros cobrados pelo BNDES, embora mais baixos em relação ao praticado internamente, são altos na comparação com outros países. “Há países em que os juros para financiar investimentos são negativos”, disse.

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), chamou de “exercício demagógico” a ideia de vincular o crédito do BNDES à manutenção dos empregos nas empresas.

“Não é realista dizer “eu lhe forneço dinheiro e você assume tal compromisso [não demitir]. A demissão é um último recurso. Tudo o que violenta a lógica do mercado acaba sendo artificial”, disse Monteiro. “O que segura o emprego é o crescimento econômico.”

O presidente da CNI afirmou ainda que o desemprego na indústria ainda deve aumentar no primeiro trimestre deste ano, mas a situação deve começar a se equilibrar a partir do segundo trimestre.

“Ainda teremos um agravamento. Mas acho que no segundo trimestre a queda do emprego vai estancar”, disse o presidente da CNI, após participar de reunião na Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) ontem.

De acordo com o presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Aguinaldo Diniz Filho, metade dos empréstimos recebidos pelo setor em 2008 veio do BNDES. A indústria tomou R$ 1,2 bilhão no banco no ano passado e foi a segunda colocada na lista dos setores que mais demitiram no final do ano, com um total de 29 mil vagas formais extintas. “O que gera empregos é o mercado, é a demanda. O que acontece se a demanda for para baixo e essa crise levar a uma situação pior?”, questionou.

Sindicato Saudando a medida do governo como uma “boa notícia”, Artur Henrique, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), disse que os sindicatos também se encarregarão de fiscalizar o uso de financiamento do governo pelas empresas. Comparando as informações sobre liberação de crédito com os números de dispensas, pretendem pressionar as companhias e avisar o governo quanto a eventual inobservância das regras.

Folha online

Rizzolo: Essa política petista stalinista de punição é realmente um absurdo. Aliás como bem lembrou o presidente da Fiesp, ” o BNDES “não faz nenhum favor” quando empresta, o banco cobra juros, e a taxas muito altas se compararmos com outros países”. Ora, não há como emprestar dinheiro e depois o Estado gerenciar a iniciativa privada, como que se os empresários fossem ” inimputáveis”, ou irresponsáveis. Uma vergonha.

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Fiesp rejeita ideia de que empresas beneficiadas não possam demitir

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, contestou nesta quarta-feira as declarações do ministro Carlos Lupi (Trabalho) de que as empresas beneficiadas por medidas do governo não possam demitir. Skaf também defendeu a redução da jornada de trabalho e de salários para evitar demissões no país, sem a garantia de estabilidade de emprego.

Ontem, Lupi disse que não há motivos para demissões e defendeu que sejam dadas garantias de emprego pelas empresas que recebem incentivos e crédito subsidiado do governo.

A declaração do ministro ocorreu no dia seguinte ao anúncio de 744 demissões de temporários na General Motors, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Na semana passada, o ministro defendeu a prorrogação até novembro do prazo de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre automóveis, medida adotada pelo governo em dezembro e que acaba em março deste ano.

“Salvar empresas é diferente de reduzir IPI, como foi feito pelo governo com a indústria automotiva recentemente. Temos uma carga tributária de 37% sobre o PIB [Produto Interno Bruto] no Brasil. Essa carga tributária aumentou muito nos últimos 20 anos. (…) O governo desonerar [impostos], isso ele sempre fez. Assim como aumenta a carga, faz política setorial e desonera imposto. Não quero crer que isso signifique estar salvando empresas com recursos públicos”, disse Skaf.

Segundo o presidente da Fiesp, o ministro não pode estar se referindo a “eventuais empréstimos”, feitos no Banco do Brasil, por exemplo, com elevados custos. “Qualquer um aqui aplica seu dinheiro no Banco do Brasil, que toma aqui e empresta ali. Não me parece que isso sejam recursos públicos”, disse.

“O ministro Lupi precisa me explicar. Eu gostaria de conhecer a lista das empresas salvas e a origem dos recursos e a autoridade que está usando dinheiro público para salvar empresas. Eu desconheço empresas sendo salvas com recursos públicos”, disparou Skaf.

Redução de salário

Após reunião com empresários nesta quarta-feira, em São Paulo, Paulo Skaf, voltou a defender a redução da jornada de trabalho e de salários para evitar demissões no país. Ele advertiu, no entanto, que um possível acordo não vai garantir estabilidade do emprego.

“Enquanto a redução de jornada com redução de salário estiver em curso, a nossa preocupação é manter o nível de emprego. Mas não estamos falando de estabilidade de emprego, que não está na lei do país nem na competitividade das empresas”, disse.

Hoje, Carlos Lupi voltou a dizer que as empresas não podem usar a crise para demitir e que não haverá mais liberação de recursos para empresas sem garantia de emprego.

Lupi reiterou que as empresas que não derem garantia de que irão manter o emprego dos trabalhadores não terão mais acesso a empréstimos com novos recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

“As liberações de recursos que tínhamos que fazer já foram colocadas. Agora, aqui no Ministério do Trabalho, [empréstimos] com recursos do FGTS e do FAT têm que estar amarrados com a garantia dos empregos. Se não tiver, isso eu garanto, não sai mais um centavo”, afirmou Lupi.

Folha online

Rizzolo: Realmente é um absurdo, é o típico raciocínio petista de enxergar a economia de mercado. Ora se uma empresa não tem a possibilidade de demitir apenas porque de uma forma ou de outra o governo a socorreu é o fim do mundo, até porque as variantes que envolvem as demissões são muitas, e não podem de forma alguma ficarem vinculadas ao auxílio. Se assim fosse deveríamos estatizar todas as empresas, e o Estado determinar de que forma seria a gestão. É pessoal, isto se chama PT.

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Em MG, demissões totalizam 6.700; Volks e ArcelorMittal anunciam programa de demissão voluntária

SÃO PAULO – O agravamento da crise internacional preocupa metalúrgicos das regiões do Vale do Aço e do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, onde mineradoras e empresas de autopeças já demitiram, desde novembro, 6.700 trabalhadores, segundo sindicatos locais. A situação mais grave ocorre em Sete Lagoas, onde os cortes realizados nos últimos dois meses somam 3.600, em uma base que antes era de 11 mil trabalhadores, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do município, Ernane Geraldo Dias. “Parece que passou um furacão por aqui, ninguém esperava tantas demissões”, afirmou.

O município, que possui 21 empresas e 21 fornos, representa 40% da produção de ferro-gusa do Estado. Segundo Dias, desse total, apenas quatro mineradoras estão operando. No setor de ferro-gusa, houve 3.200 demissões, sendo que o último corte, de 220 pessoas, foi feito nesta semana pelas Usisete e pela Sideúrgica Barão de Mauá. No segmento automotivo e de autopeças, afirmou Dias, houve 400 demissões, sendo 180 realizadas pela Iveco em outubro de 2007. Há preocupação de que a empresa efetue cortes na unidade, onde 1.500 metalúrgicos estão em férias coletivas até hoje. A empresa demitirá no mundo 1.200 pessoas.

Outra fonte de preocupação, segundo o assessor sindical da Metabase de Itabira Efraim Gomes de Moura, é com os 14 mil metalúrgicos que trabalham direta ou indiretamente para Vale, na região do Quadrilátero Ferrífero.

Em Itabira, o número de demissões cresceu significativamente após a decisão da empresa de demitir 62 empregados no município e outros 392 que trabalhavam para a ferrovia Minas-Espírito Santo. Segundo o sindicato, 1.800 trabalhadores de empresas que prestavam serviços à Vale foram demitidos, reduzindo a base de metalúrgicos do município para 5.500 trabalhadores. Em Congonhas também houve desligamento de 1.000 trabalhadores que prestavam serviços à empresa, afirmou Moura.

“Existe uma grande preocupação de que a empresa decida fazer cortes em unidades que atualmente estão em férias coletivas, como o caso da mina Cauê e a mina de Brucutu”, disse ele.

A Vale informou que se reunirá nos próximos dias com parte dos 24 sindicatos de categorias que contrata para definir alternativas à demissão. A empresa negocia com sindicatos de todo o país a suspensão temporária dos contratos de trabalho, mas não informou o número de empregados que seriam atingidos com a medida. A medida já foi adotada para 43 funcionários de uma unidade da Vale em Corumbá (MS). Em dezembro, a empresa dispensou 1.300 postos de trabalho. Hoje, 5.050 empregados estão em férias coletivas.

Em Ipatinga, os temporários sofrem os efeitos da crise. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do município, a Usiminas demitiu em torno de 300 trabalhadores terceirizados. A empresa, que gera 22 mil empregos no município, ainda discutirá se fará novos cortes.

No resto do país, a Volkswagen e a siderúrgica Arcelor Mittal Brasil anunciaram a adoção de um programa de desligamento voluntário (PDV). Na Volkswagen, o plano contempla até 250 trabalhadores; a Arcelor Mittal não divulgou meta. A Gerdau Riograndense informou que efetuará cortes.

(Cibelle Bouças | Valor Econômico)

Rizzolo: As notícias nos mostram os efeitos da crise que a princípio era apenas na visão petista uma “marolinha”. Nos EUA, mais uma queda nas vendas do comércio varejista americano. Em dezembro, houve retração de 2,7% na comparação com novembro. Isso significa o sexto mês seguido de queda, algo que não se via há mais de 40 anos no país, segundo a CNN Monney.

O resultado é muito pior do que o previsto pelo mercado, de retração de 1,2%. Já a a China anunciou que revisou o PIB de 2007 de 11,9% para 13%. Isso transformou o país na terceira maior economia do mundo, passando justamente a Alemanha, com um PIB de US$ 3,764 trilhões. Nem tudo vai tão mal não é ?

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Governo estuda punição a empresa que demitir por causa da crise

O crescimento das demissões no setor privado tornou-se a maior preocupação do governo. O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, criticou ontem as empresas que estão demitindo e defendeu contrapartidas sociais – como a preservação dos empregos – daquelas que forem beneficiadas com as ações do governo, como desoneração de impostos e liberação de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). À noite, depois de se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lupi disse que o governo pode aumentar em mais duas parcelas o seguro-desemprego para trabalhadores dos setores mais afetados pelas demissões.

O ministro foi convocado por Lula, que queria informações sobre os dados de dezembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que abrange o mercado formal de trabalho. “O presidente está muito preocupado com a questão do emprego, porque isso é o coração da economia”, afirmou Lupi. A decisão de ampliar o seguro-desemprego, que hoje paga de três a cinco parcelas, dependerá da análise desses dados, que serão levados a Lula na próxima segunda-feira. Segundo Lupi, informações preliminares apontam para um crescimento expressivo das demissões. “Em cima dos dados de dezembro, teremos um radiografia por setores para que o presidente possa decidir que medidas a mais serão tomadas.”

O ministro disse que não tratou com o presidente da exigência de contrapartidas das empresas. Mas reafirmou as declarações que havia feito à tarde, após receber dirigentes da central sindical União Geral dos Trabalhadores (UGT). “Não pode o governo brasileiro investir bilhões, colocar dinheiro público para ajudar as empresas a saírem das dificuldades, e elas continuarem demitindo.”

Os sindicalistas procuraram o ministro para sugerir medidas contra as demissões e reclamar da decisão da GM de dispensar 744 temporários, mesmo após a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis.

Lupi concordou com os sindicalistas e anunciou a criação de um comitê tripartite (governo, empresários e trabalhadores) para monitorar as liberações de recursos do FAT e do FGTS. “Ou essas empresas assumem o compromisso de não demitir ou o governo brasileiro terá de refazer essas linhas de financiamento”, disse Lupi.

Ele não adiantou as medidas em estudo, mas entre as alternativas está a suspensão de crédito dos bancos oficiais para empresas que se beneficiam de ações do governo e demitem empregados. Na semana passada, Lupi também defendeu maior estabilidade para trabalhadores que tiverem os contratos de trabalho suspensos.

ILUSÃO

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse ontem que é ilusório achar que não haverá demissões na economia brasileira. Depois de participar da reunião de Lula com ministros da coordenação política, ele observou que o principal objetivo, neste momento, é evitar o desemprego e, por isso, o governo tem tomado medidas para estimular a produção e o consumo.

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Rizzolo: Ah! Mas isso só pode ser uma piada, não é? Regular uma economia de mercado na base da “mão pesada” não funciona. Ao invés de discutir punição deveriam estar preocupados com o patamar dos juros neste País; nada mais recessivo do que falta de crédito e juros altos. Não há quem já não se tenha manifestado contra esta política macroeconômica, só o PT e a sua turma xiita insistem em culpar todos menos, eles mesmos. A demora nas decisões é que leva o País para uma viagem sem volta.

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Funcionários da GM param em protesto contra demissões

Os funcionários do primeiro turno da General Motors (GM) de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, pararam as atividades na manhã desta terça-feira, 13, em protesto às 802 demissões anunciadas pela montadora nos últimos dias.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, os trabalhadores pararam a produção entre 5h50 e 6h50 tanto no setor do MVA, onde são fabricados carros como o Corsa, quanto na S-10, numa atividade que é a primeira de uma denominada “escalada de mobilizações” contra as demissões.

Ainda segundo o sindicato, na assembleia, os metalúrgicos aprovaram por unanimidade a exigência de que a empresa readmita os trabalhadores dispensados e conceda estabilidade no emprego a todos. Os trabalhadores ainda reivindicaram a atuação dos governos federal, estadual e municipal contra as demissões e em favor dos empregos dos metalúrgicos.

O sindicato buscará negociar com a empresa o mais rápido possível. Uma nova assembleia com os trabalhadores do segundo turno está marcada para às 14 horas desta terça, no pátio da S-10 (portão 4).

agência estado

Rizzolo: Um mês após a decisão do governo de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis para estimular as vendas no mercado interno, eis o resultado. O governo demorou muito para agir achando que a crise no Brasil não passava de uma ” marolinha” ademais ao invés de nas últimas semanas agir com mais firmeza, o presidente apenas apregoava um otimismo infantil . Esse efeito demissionário poderá se alastrar entre o empresariado em virtude da fragilidade do cenário econômico mundial e interno, bem como a inércia perceptível na tomada de decisões.

Há de se promover uma suspensão do pagamento de tributos e também segurança jurídica para os acordos trabalhistas setoriais que estão sendo firmados entre empresas e trabalhadores para evitar demissões. O difícil é conter a inércia na tomada de decisões por aprte do governo.

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Corte na GM pode ser início de onda de demissões em montadoras, diz professor

Anunciadas hoje pelo sindicato de metalúrgicos da região, as 744 demissões na fábrica da General Motors em São José dos Campos (interior de São Paulo) podem ser o início de uma onda de cortes de pessoal nas montadoras que operam no Brasil. A avaliação é de Arthur Barrionuevo, professor de microeconomia da FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas).

“Não faria sentido nenhum demitir por causa da crise na matriz porque a GM do Brasil produz fundamentalmente para a demanda doméstica”, afirmou.

Desta forma, os principais motivos para o corte estariam ligados a uma queda das vendas no país e à redução da oferta de crédito, que também ganhou taxas de juros maiores.

O professor lembra que os números referentes ao último trimestre do ano passado já revelavam desempenho reduzido na venda de veículos nos meses de novembro e dezembro. As demissões seriam, portanto, um ajuste à demanda atual ante a menor confiança do consumidor e o crédito mais restrito.

Segundo informação divulgada pela Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores) na semana passada, as vendas do mês de dezembro no setor automotivo caíram 16,39% em relação a 2007.

“Se o cenário não mudar, tudo indica que as outras montadoras farão a mesma coisa. O quadro de funcionários estava no nível necessário para atender à demanda anterior”, completa Barrionuevo.

Folha online

Rizzolo: Nesta semana saem os indicadores do quarto trimestre de 2008 e as perspectivas para 2009 não são boas. E como a bolsa brasileira é carregada em commodities, ela acaba caindo mais do que as outras . Em relação as bolsas europeias. as mesmas fecharam em queda, as dos Estados Unidos operam no vermelho perto do fechamento. Na semana passada, a Bovespa teve um comportamento diferente, conseguiu se descolar do resto do mundo, mas voltou a ter queda, notícias como esta da GM pode realmente ser o início de uma onda de demissões principalmente nas montadoras, o cenário não é nada bom.

O governo demorou muito para agir achando que a crise no Brasil não passava de uma ” marolinha” ademais ao invés de nas últimas semanas agir com mais firmeza, o presidente apenas apregoava um otimismo infantil . Esse efeito demissionário poderá se alastrar entre o empresariado em virtude da fragilidade do cenário econômico mundial e interno, bem como a inércia perceptível na tomada de decisões.

Há de se promover uma suspensão do pagamento de tributos e também segurança jurídica para os acordos trabalhistas setoriais que estão sendo firmados entre empresas e trabalhadores para evitar demissões. O difícil é conter a inércia na tomada de decisões por aprte do governo.

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País perde 600 mil empregos em dezembro,dizem fontes

BRASÍLIA – O Ministério do Trabalho espera que, por causa da crise financeira, o mês de dezembro de 2008 tenha sido o pior para o mercado formal de trabalho dos últimos anos. Embora o último mês do ano tradicionalmente registre fechamento de vagas, por causa da demissão de trabalhadores temporários, a estimativa dos técnicos é de que o volume de demissões em dezembro último tenha superado largamente a média do mês, que é de cerca de 300 mil postos de trabalho com carteira assinada. Fontes com acesso ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, chegaram a estimar que os corte teriam chegado a 600 mil vagas em dezembro, apenas levando em conta os dados do Cadastro Geral de Empregados e Demitidos (Caged).

Mas embora esse número também tenha sido veiculado na imprensa, a assessoria do ministro negou que ele tenha mencionado essa projeção.

Segundo os assessores de Lupi, ainda não seria possível ter uma estimativa do resultado de dezembro, porque os Estados não encaminham simultaneamente os dados ao Ministério do Trabalho. A assessoria do ministro confirmou, no entanto, que Lupi de fato espera um resultado, em dezembro, bem pior do que nos últimos anos.

Em dezembro de 2007, o Cadastro Geral de Empregados e Demitidos (Caged), que compila os dados sobre o mercado formal de trabalho, registrou o fechamento de 319,4 mil vagas, desempenho muito semelhante ao de igual mês de 2006. No governo Luiz Inácio Lula da Silva, o pior dezembro até agora foi o de 2004, com fechamento de 352,1 mil vagas.

Reportagem publicada hoje pelo jornal O Estado de S.Paulo informa que, pressionada por estoques elevados e queda nas vendas, quase um terço da indústria brasileira pretende reduzir o número de empregados até fevereiro. A estimativa foi obtida por meio de um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas.

A reação do mercado de trabalho diante da crise internacional é também a grande preocupação do governo. Já foram anunciadas medidas para desonerar o setor automotivo – um dos mais atingidos pela crise e cuja cadeia produtiva é altamente geradora de empregos – e estimular o consumo, como a redução do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF).

Na mira da equipe econômica está agora o setor de construção civil, um dos mais intensivos em mão-de-obra e que também sofre o impacto da retração de crédito provocada pela crise. No pacote habitacional em gestação, o governo discute medidas como a desoneração de material de construção popular e a elevação do valor da casa própria, que pode ser financiado com utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de ampliação da oferta de financiamentos.

No caso das desonerações, o espaço do governo está limitado pelo impacto negativo da desaceleração da atividade econômica na arrecadação federal. Já em relação ao FGTS, há um relativo consenso dentro do governo sobre a necessidade de se elevar o valor do imóvel, que poderá ser adquirido com os recursos do Fundo, mas o valor ainda não está fechado.

Agência Estado

Rizzolo: A situação é realmente crítica, a Anfavea divulgou na semana passada a produção de veículos de dezembro. Mesmo com o aumento das vendas de carros em dezembro, a indústria terminou novembro com 305 mil veículos em estoque. Isso dá 56 dias de venda. Muito alto para um país com os juros brasileiros.

A indústria de máquinas e equipamentos, segundo o vice-presidente da Abimaq, José Veloso, vai começar a demitir em março, e as demissões podem chegar a 20 mil pessoas. Ele diz que o setor vive de encomendas, e elas caíram 40% em média — em alguns setores chegou a 70%.

O presidente da Associação Nacional de Material de Construção (Anamaco), Claudio Conz, pediu medidas mais ágeis. No fim do ano, o governo liberou R$ 1 bilhão para compra de material de construção, mas fez tantas exigências que o dinheiro não foi usado. Mas houve também pedidos contraditórios. A indústria de máquinas e equipamentos quer menos concorrência de importados — quem compra essas máquinas acha que elas deveriam ser desoneradas porque representam investimentos. Com este cenário podemos imaginar como será o primeiro trimestre deste ano, a referência do nível de emprego em dezembro denota a delicada situação econômica pela qual passamos.

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Um terço das indústrias pretende demitir

Pressionada por estoques elevados e queda nas vendas, quase um terço da indústria brasileira pretende reduzir o número de empregados até o mês que vem. O índice de empresas que planejam demitir é o maior dos últimos dez anos.No mês passado, 32,5% de 1.086 indústrias que, juntas, têm perto de 1,3 milhão de trabalhadores, informaram à Fundação Getúlio Vargas (FGV) que pretendem demitir até fevereiro.

Esse índice é superior à média de 15 anos de empresas que planejam cortar pessoal, que foi de 19,5%. O pico mais recente de demissões na indústria ocorreu em janeiro de 1999, quando houve a mudança do câmbio fixo para flutuante e 32,7% das companhias informaram que iriam cortar o emprego.

“A situação é mais preocupante hoje do que dez anos atrás: a crise é global e não tem para onde correr”, diz o coordenador técnico da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da FGV, Jorge Ferreira Braga. Além disso, a situação se deteriorou rapidamente por causa da crise. Há apenas seis meses, a tendência era exatamente inversa. Isto é, 35,7% dos empresários consultados previam contratações nos próximos três meses. Os dados da pesquisa são livres das influências típicas de cada época do ano.

A perspectiva de demissão crescente na indústria faz soar o sinal de alerta porque o nível de emprego nas fábricas tem efeito multiplicador no número de postos de trabalho nos demais setores, apesar de comércio e serviços ocuparem mais da metade (64,4%) das vagas formais abertas em 12 meses até novembro de 2008, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Para cada vaga aberta nas fábricas são criados três empregos diretos ou indiretos no setor de serviços, calcula o sócio diretor da RC Consultores, Fabio Silveira. “Uma trava na indústria puxa o freio no emprego em outros setores.”

O professor de Economia da Unicamp, Julio Gomes de Almeida, acrescenta que o desemprego industrial tem impacto maior na economia porque o salário é maior que nos demais setores. Além disso, as vagas são formais, o que abre as portas para o trabalhador comprar a prazo.

A pesquisa da FGV revela que os setores da indústria de transformação com maior intenção de demitir entre dezembro e fevereiro são aqueles cujas vendas dependem do crédito, como automóveis, eletrodomésticos e eletrônicos; e ligados aos planos de investimentos, como máquinas e equipamentos; e relacionados à exportação, como celulose e siderurgia.

Quem lidera o ranking dos cortes é a indústria mecânica, com 68,3% das empresas planejando demissões, mais que o dobro de novembro (32,5%). Na vice-liderança está a indústria de material de transporte, com 62,9% das empresas decididas a demitir, seguida pelos segmentos de matérias plásticas (39,4%), metalurgia (35,8%) e celulose (35,8%).

Agência Estado

Rizzolo: O pior neste contexto, é a passividade do governo, houve nas últimas semanas uma total falta de iniciativas com intuito de dar continuidade ao combate à recessão que se apresenta e é confirmada pelos índices de desemprego. A paralisia é total e inexplicável, mesmo vendo que as demissões se avultam dia a dia, provocadas pela queda da produção industrial, aliás a maior dos últimos 13 anos. Vivemos uma crise de confiança e que com certeza atinge mais determinados segmentos como o automotivo e o imobiliário. Convém lembrar o último pronunciamento de Obama ele afirma que ” só o governo pode quebrar o círculo vicioso que paralisa a economia “. Isso ainda não chegou por aqui.

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Para ‘Economist’, crise deixa Lula na defensiva em 2009

A última edição da revista britânica The Economist afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá de governar na defensiva neste ano, apesar de seus altos índices de popularidade. Um dos principais motivos para isso seria a crise econômica.

No artigo, intitulado “Lula’s last lap” (“A última volta de Lula”), a publicação afirma que os altos índices de popularidade do presidente – classificados como “espantosos” para um segundo mandato – podem dar uma aparência de “onipotência” a Lula, mas que ela é apenas “ilusória”.

“Até as eleições (presidenciais, do ano que vem), a maior parte das energias de Lula deve ser gasta no gerenciamento da crise”, diz a revista. O texto afirma que muitos brasileiros que esperam que 2009 seja melhor que 2008 devem se “decepcionar”, já que a economia apenas começou a sentir os “solavancos” da crise.

Para a Economist, a tarefa de gerenciamento da turbulência econômica deve ser complicada, já que o espaço para lançar estímulos fiscais no Brasil é “limitado”.

A revista compara a situação do país com a do Chile, que anunciou nesta semana um plano de estímulo de US$ 4 bilhões e que pode facilmente administrar o déficit fiscal resultante, por ter acumulado reservas quando o preço do cobre – seu maior produto de exportação – estava alto.

“Mas o governo brasileiro, que tem uma dívida pública muito maior, precisa preservar o seu superávit fiscal para reter a confiança dos proprietários de títulos.” A revista ainda afirma que a arrecadação de impostos deve diminuir com a retração da economia.

Para a publicação, se a inflação continuar preocupante, o que fará com que o Banco Central evite cortes na taxa de juros, o governo vai começar a ser pressionado – “especialmente pelo PT” – para encontrar outras maneiras de estimular o crescimento econômico, o que pode incluir mais crédito para a agricultura e empreiteiras.

“Nos últimos anos, todas as vezes em que a economia apresentava problemas, os políticos brasileiros acalmaram os mercados demonstrando seu compromisso com a ortodoxia econômica. Alguns analistas se preocupam que este compromisso pode ser débil. Mas, neste ano, com governos ao redor do mundo intervindo nos mercados, os investidores devem ficar seguros se o Brasil fizer o mesmo – até certo ponto”, diz a revista. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Agência Estado

Rizzolo; É bem verdade que a popularidade de Lula está diretamente ligada às condições econômicas do País, porem a medida que a crise avança nas camadas mais pobres, a popularidade do presidente Lula ficará comprometida. A administração da crise ao governo petista não vai ser fácil vez que o empresariado cada vez mais encontra dificuldade no cédito e enfrenta a alta dos juros. O resultado da produção industrial denota isso, os números de novembro são muito ruins. Na comparação com outubro, houve retração em todas as 14 regiões pesquisadas, com destaque de baixa para o Espírito Santo (-22%) e Minas Gerais (-13,4%). Na comparação com novembro de 2007, só ocorreram altas no Paraná (5,7%) e no Pará (4%).

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Imóvel na planta já preocupa o governo

Os compradores de imóveis na planta nos últimos dois anos são uma das grandes preocupações para o setor imobiliário neste início de 2009. Depois de pagar direto às construtoras as primeiras parcelas do investimento imobiliário, esses clientes estão próximos do momento de receber as chaves e têm de ir ao banco para financiar o restante da casa ou apartamento.

O comportamento mais restritivo do mercado de crédito, conforme alertam analistas, aumenta o risco de muitas dessas famílias enfrentarem dificuldade para tomar o financiamento.

O efeito desse cenário menos propício já começou a aparecer nos números do Banco Central (BC). Em novembro, o volume de novos empréstimos para o financiamento de imóveis ficou em R$ 152 milhões, uma queda de 26,5% na comparação com os novos financiamentos concedidos em outubro. Entre todas as linhas de crédito para as pessoas físicas, essa foi a que apresentou a maior retração. Na média, a concessão de empréstimos para as famílias diminuiu 7,8% no mês.

Antes do agravamento da crise, o Brasil viveu período de bonança nunca visto no setor habitacional. Em 2007, construtoras lançaram inúmeros imóveis e as condições de crédito atraíram clientes. Só na Grande São Paulo foram colocadas mais de 62 mil unidades residenciais à venda, número 78% maior que o de 2006, segundo o Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis (Secovi-SP).

“Quem comprou imóvel naquela época vai receber o apartamento nos próximos meses. O problema é que as condições do crédito estão muito piores que as vistas lá atrás”, alerta o professor de finanças pessoais do Ibmec São Paulo, Ricardo José de Almeida. “Hoje os juros são mais altos e as exigências são muito maiores e isso pode gerar um gargalo.”

Almeida explica que, naquele período, parte dos clientes só assinou contrato de compra do imóvel após avaliar as condições de financiamento e ver que o negócio era sustentável.

Só que, na época, para ganhar mercado e com a economia a todo vapor, os bancos ofereciam condições mais vantajosas, com juros competitivos, prazos elásticos e renda necessária mais baixa. “Hoje, está tudo mais difícil. Isso limita o acesso ao crédito”, lembra Almeida.

O professor do Instituto de Economia da Unicamp e ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Fernando Nogueira da Costa, diz que esse quadro deve prejudicar principalmente clientes de classe média alta. Normalmente esse segmento busca financiamento exclusivamente nos bancos privados. “Nos financiamentos para a classe média baixa, bancos públicos e recursos da poupança predominam e, por isso, a oferta tem se mantido”.

INCENTIVOS

Para tentar contornar a situação – pelo menos para a classe média baixa – o governo pretende anunciar até o fim deste mês um pacote de incentivos ao setor. Diante da falta de crédito disponível, o governo deve reforçar a Caixa Econômica Federal para que o banco federal possa financiar até 900 mil unidades residenciais em 2009 ante 600 mil imóveis em 2008.

Outra medida em estudo tenta remediar a situação de mutuários que fiquem desempregados durante o financiamento. Está em estudo a criação de um mecanismo que poderia fazer com que o mutuário possa suspender os pagamentos do empréstimo imobiliário em caso de perda do trabalho.

Almeida chama atenção para o segmento de renda mais alta, que pode ficar fora da ajuda. “Se muitas famílias não conseguirem financiar o imóvel na entrega da chave, teremos dois problemas: superoferta de unidades que sequer foram ocupadas e dificuldade no caixa dos empreendedores que contavam com esse dinheiro.”

Agência Estado

Rizzolo: Este quadro piora ainda mais o segmento imobiliário que já sofre com a crise. A saúde financeira já abalada das construtoras aliada à escassez de crédito pode agravar ainda mais situação das construtoras em geral. Este blog tem alertado que comprar imóveis nesta época de crise é extremamente arriscado, e vale esperar pelo menos seis meses para observar a reação do mercado, caso contrário o investidor poderá estar fadado a sentir o ” efeito Incol” na pele. Guarde se dinheiro e durma tranquilo.

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Imóveis têm pior outubro desde janeiro de 1999 em SP

SÃO PAULO – Outubro foi o pior mês do setor imobiliário na cidade de São Paulo desde janeiro de 1999, quando ocorreu a maxidesvalorização do real. No mês, o índice vendas sobre a oferta (VSO) foi de 4,9%, considerado baixo para o setor. A média mensal de janeiro a outubro foi de 14,9%. ?Foi como se os vendedores não quisessem vender e os compradores não quisessem comprar?, afirmou Celso Petrucci, diretor-executivo do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), entidade que representa o setor.

Em 2007, ano do boom desse mercado, o indicador chegou a alcançar 16,2%. De janeiro a outubro deste ano, os lançamentos na capital paulista chegaram a 29 mil unidades, uma expansão de 5,1% ante o mesmo período do ano passado. Segundo Petrucci, nos próximos meses as empresas serão mais seletivas nos lançamentos, uma vez que desde outubro houve redução de até 50% nas visitas aos estandes de vendas.

Dois movimentos que tendem a se manter são a venda de imóveis de até R$ 350 mil, que podem ser financiados com recursos da poupança e do FGTS, e os imóveis de altíssimo padrão, a partir de R$ 1 milhão. ?Muitos dos investidores do mercado financeiro estão migrando para imóveis?, diz Petrucci. Na cidade de São Paulo, está previsto o lançamento de 35 mil unidades este ano, 10% menos que as 39 mil unidades lançadas em 2007. Para 2009, a expectativa é que sejam lançadas de 26 mil a 28 mil unidades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

Rizzolo: Há tempos este Blog já tem alertado para o perigo de se investir no setor imobiliário nesta época de crise. Esta crise em especial, atinge o fator confiabilidade, o que é primordial na compra de um imóvel. Ademais o segmento sofreu um forte impacto quando as construtoras se tornaram vulneráveis. O fato das grandes construtoras estarem encontrando dificuldade, nos leva a imaginar o que estará ocorrendo com as pequenas.

Alguns empreendimentos já foram alvo de manifestações dos trabalhadores da área, existe escassez de crédito às cosntrutoras, e isso afasta o investidor bem informado. Agora, realmente não acredito que investidores do mercado financeiro migrarão para imóveis como afirma o texto. Da forma em que o mercado está, a opção imóvel é a última escolha. Outra notícia nada boa, cerca de 9 mil dos 13 mil funcionários de empresas metalúrgicas de São Carlos, no interior do Estado de São Paulo, estão em férias coletivas até o início de janeiro em virtude dos primeiros impactos da crise do setor, de acordo com o sindicato da categoria. “Pelo menos 70% da força de trabalho do setor na cidade está parada e não sabemos ainda como será a situação quando os trabalhadores voltarem das férias”, disse Rosalino de Jesus de Barros, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté. Minha sugestão: Guarde seu dinheiro e durma tranquilo.

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Crise: construção civil cancela R$ 7 bi em projetos

O mercado imobiliário deixará de injetar na economia nacional, até o final deste ano, cerca de R$ 7 bilhões em novos negócios com imóveis residenciais, cujos lançamentos foram suspensos ou adiados. Somente entre as doze principais empresas do setor de construção civil de capital aberto, com ações em bolsa, houve uma revisão na previsão de lançamentos com redução de R$ 3,23 bilhões, de acordo com o levantamento feito pela Fator Corretora.

Isso representa uma redução de 12% nos planos inicialmente anunciado para o ano, informa Eduardo Silveira, analista do setor de construção civil da Fator Corretora. A euforia do início do ano, que prometia volumes recordes de vendas e lançamentos no mercado imobiliário, foi apagada em parte pela chegada da crise financeira à economia real e em parte pela estratégia, algumas vezes equivocada, adotada pelas empresas em seus planejamentos de 2008.

“Em alguns casos, as previsões iniciais eram inatingíveis”, declara Gustavo Medina, sócio da M2 Investimentos, empresa de gestão de recursos financeiros. A maioria das empresas que fizeram IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) investiu em terrenos caros, contando que ainda poderiam voltar ao mercado para uma nova capitalização ou apostando que as vendas dos lançamentos se dariam em uma velocidade rápida, avalia Medina.

“Eram planos ousados e quando o mercado deu uma parada, ficou tudo comprometido. Não conseguiram realizar os lançamentos que imaginavam e as vendas não aconteceram na mesma rapidez que as empresas previam”, diz.

Na cidade de São Paulo, que diminuiu sua representatividade no volume de lançamentos imobiliários dentro da Região Metropolitana de São Paulo, o número de casas e apartamentos lançados no ano poderá terminar com uma queda de 10% sobre 2007, segundo estimativa de Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

De acordo com ele, a curva de lançamentos na capital vinha ascendente até agosto e começou a cair em setembro. Ainda assim, a performance do setor nos doze meses findos em outubro ficou 10% acima de igual período anterior.Petrucci destaca que o próprio Secovi-SP só tem acesso aos planos das empresas que publicam seus relatórios, em torno de 20, mas estima que a atitude de revisão de metas é geral no mercado, que envolve cerca de 300 empresas só na capital.

Na Região Metropolitana de São Paulo, o cenário ainda é sustentado pelas incorporadoras que apostaram em projetos fora da capital. Mesmo com a retração do mercado, o ano ainda poderá superar os resultados de 2007, de acordo com Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). De janeiro a outubro foram lançados 427 empreendimentos com 53.725 unidades residenciais (casas e apartamentos), um volume 36% maior que as 39.370 unidades lançadas em igual período do ano passado em 421 projetos.

Segundo Pompéia, outro dado importante a ser avaliado é o volume de lançamentos que chegam a ser anunciados na mídia mas que não são efetivamente colocados no mercado. O levantamento da Embraesp, que acompanha as propagandas feitas em mídia impressa, mostra que, aproximadamente, 120 anúncios feitos entre janeiro e outubro, com chamada de “Breve Lançamento”, não foram de fato efetivados. Isso representa cerca de 28% dos 427 empreendimentos lançados no período. Essa é uma estratégia usada pelas incorporadoras apenas para sentir a receptividade do mercado.

Para 2009, as incorporadoras também estão trabalhando com um novo cenário e fazendo planejamentos com cautela. “O mercado está agora em compasso de espera em função da crise. A euforia de 2007 com os IPOs, as vendas e lançamentos, a disponibilidade de crédito, estava tudo um pouco exagerado, teria mesmo que passar por um período de ajuste em algum momento. A crise só antecipou o processo e aumentou o nível de stress”, declara Pierre Antoine Prelorentzou, superintendente da regional São Paulo da Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário, incorporadora e construtora de capital fechado.

Prelorentzou acredita que a crise deve durar de seis meses a um ano e que o mercado não vai sair dela com a mesma força que tinha em 2007 mas que estará ainda em crescimento porque, para todos os perfis de produtos do mercado imobiliário, existe demanda reprimida para os próximos 10 anos. A Queiroz Galvão suspendeu alguns lançamentos programados para o segundo semestre deste ano e passou para o início de 2009. “O que não deu para segurar nós lançamos, e os que foi possível postergar, deixamos para o ano que vem”, diz.

Medina, da M2 Investimentos, diz que a tendência do setor é buscar, cada vez mais, a consolidação através de fusões e aquisições para as empresas ganharem musculatura. Entretanto, as possíveis compradoras estão evitando porque “parece que soa mal”.

“Neste momento parece que o mercado está punindo tanto as empresas compradoras quanto as compráveis. As compradoras estão com medo de comprometer seus caixas, mesmo que seja para a compra de uma empresa barata. Quando a Cyrela anunciou a compra da Agra (negócio que foi posteriormente desfeito) as ações caíram e as empresas têm medo de uma queda maior ainda em suas ações, têm medo que o mercado possa puni-las mais ainda.”

Gazeta Mercantil

Rizzolo: O setor imobiliário continua a sentir o impacto da crise. A falta de crédito, e a falta de confiança do investidor na solidez das construtoras, derrubaram o segmento. Hoje poucos são os dispostos a investir em imóveis temendo o ” efeito Incol” nas construtoras. O que observamos é que as maiores do segmento, já sofrem problemas financeiros, e as menores não sabemos, mas podemos imaginar. Nem as próprias grandes imobiliárias querem investir no setor. A crise econômica desfez uma das maiores negociações do setor imobiliário no País: a venda da imobiliária Patrimóvel, do Rio, para a maior empresa do setor, a Lopes, de São Paulo, por R$ 210 milhões. O melhor por hora é ficar longe desse mercado que tende a piorar. Guarde seu dinheiro, e durma tranquilo.

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Construção civil continua em crise e aumenta o número de demissões

Por causa da crise financeira, aumentou o número de desempregados na construção civil. As incertezas agora fizeram as construtoras adiarem os lançamentos que estavam previstos para o início de 2009. E os reflexos já começaram.

Desde setembro até a última sexta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo já registrou quase 4 mil demissões sem justa causa. O número é 30% maior do que a média do primeiro semestre. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, só em outubro, mil trabalhadores foram dispensados.

Para evitar mais demissões, o conselho que administra o FGTS liberou R$ 3 bilhões em crédito para construtoras e empreiteiras. Por meio de fundos de investimento, o dinheiro poderá ser usado a partir de primeiro de janeiro. Os juros menores são para as empresas que construírem imóveis de até R$ 130 mil. Quem ganha até R$ 2 mil por mês poderá comprar a casa própria com juros menores. Tudo para aquecer o setor.
Band News

Rizzolo: O setor imobiliário continua a sentir o impacto da crise. A falta de crédito, e a falta de confiança do investidor na solidez das construtoras, derrubaram o segmento. Hoje poucos são os dispostos a investir em imóveis temendo o ” efeito Incol” nas construtoras. O que observamos é que as maiores do segmento, já sofrem problemas financeiros, e as menores não sabemos, mas podemos imaginar. O melhor por hora é ficar longe desse mercado que tende a piorar. Guarde seu dinheiro, e durma tranquilo.

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Sindicato estima 100 mil demissões na construção civil

São Paulo – Os últimos três meses do ano não serão de boas notícias para os trabalhadores da construção civil. O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), calcula que 100 mil funcionários do setor devem perder o emprego.

Em entrevista hoje (3) à Agência Brasil, o presidente da entidade, Antonio de Souza Ramalho, afirmou que cálculos feitos pelos técnicos do sindicato revelam que construtoras e outras empresas do ramo, que empregavam até o mês de outubro 2,1 milhões de pessoas, devem chegar ao fim do ano tendo dispensado 4,7% dos seus trabalhadores.

“Notamos um aumento muito grande no número de demissões homologadas pelo sindicato desde a segunda semana de outubro”, afirmou Ramalho, citando que o número de homologações de demissão realizadas pelo sindicato praticamente triplicou desde a segunda quinzena de outubro.

De acordo com ele, o final do ano, tradicionalmente, é um período de demissões devido a maior freqüência de chuva com a conseqüente redução no ritmo de execução das obras. Este ano, contudo, a crise financeira tem levado ao cancelamento de novos projetos e motivado a dispensa, principalmente, de trabalhadores da administração e projetos.

“O pessoal da obra não sofre tanto, pois há muita coisa para acabar”, complementou. “Porém o pessoal que trabalha com os projetos está com o emprego mais comprometido,” disse Ramalho.

Em entrevista coletiva concedida também hoje, o diretor econômico do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan, confirmou o período sazonal de demissões, porém preferiu não fazer estimativas de quantos trabalhadores serão dispensados.

“Posso falar sobre a tendência [de demissões], mas não posso falar de números”, disse ele, quando questionado sobre a quantidade de dispensas.

Zaidan disse, entretanto, que o setor – maior gerador de emprego do país em 2008 – deve retomar seu nível de emprego no início do ano que vem, com a normalização do trabalho nas obras. “As obras que já foram iniciadas terão de ser entregues e vamos precisar de mão-de-obra para isso.

Jornal da Mídia

Rizzolo: O grande problema no mercado imobiliário é a escassez de crédito e a confiabilidade do investidor nas construtoras, sem dizer a falta de liquidez que o ativo representa. Fica patente que se as grandes constriutoras sofrem com problemas de liquidez, imagem as médias e pequenas. A melhor forma de aferir a crise na construção civil, são os dados do sindicato, e como podemos inferir são péssimos.

Só para se ter uma idéia, um grupo de aproximadamente 500 operários que trabalham na obra do Complexo Parque Cidade Jardim, às margens da Marginal Pinheiros, interditaram dia 27 de novembro, as duas faixas da pista local, nas proximidades da Ponte Ary Torres, em São Paulo. Os trabalhadores exigem o pagamento da 1ª parcela do 13º salário e o pagamento de pendências no café da manhã, vale-refeição e cesta básica. A administradora negou os problemas.

Ou seja, no meio de uma crise como a que estamos passando, o investidor acaba colocando os imóveis como na lanterninha dos investimentos, afinal, tudo começou nos EUA, com as subprimes neste segmento, e com certeza, muito embora a natureza da crise imobiliária no Brasil seja de crédito, e liquidez, não é aconselhável investir por hora neste mercado, que está no ” olho do furacão”. No passado o povo brasileiro já teve experiências trágicas com construtoras como a Incol, com graves lesões patrimoniais, a diferença agora é que provavelmente o perigo é maior. Uma sugestão: guarde seu dinheiro, e durma tranquilo.

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Construção civil faz as primeiras vítimas da crise

Desde setembro até a última sexta-feira, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) já homologou 3.796 demissões sem justa causa. O número é 30% maior do que a média do primeiro semestre. Até aqui, a construção civil surge como a ponta mais visível – e sensível – do desemprego no País. A situação do setor, que viveu os dois últimos anos em estado de euforia, já preocupa o governo.

O setor no qual o emprego mais cresceu até outubro, atingindo quase 1 milhão de trabalhadores, é o mesmo que faz as primeiras vítimas da crise. “A construção civil é muito importante para o emprego. É um dos mais sensíveis à queda de confiança do consumidor”, afirma o economista José Pastore, consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O vaso trincou. E creio que a restauração da confiança será um processo lento, mesmo com injeção de crédito em janeiro e fevereiro. O consumidor só vai comprar imóvel quando tiver certeza de emprego. Mas ele ainda não tem certeza suficiente.”

Com a fuga dos consumidores dos estandes de vendas e a limitação de crédito para o setor, as construtoras e incorporadoras foram obrigadas a rever seus ambiciosos planos de lançamento. A maior delas, a Cyrela, suspendeu projetos, cortou crédito e anunciou demissões. “Foi uma freada brusca. As empresas estavam a 180 quilômetros por hora numa estrada onde o limite era 120. Veio a chuva e elas tiveram de recuar para 60”, compara o diretor de marketing do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Fábio Rossi. “Mas acredito que depois vão voltar a 120 por hora.”

Na semana passada, durante dois dias, 1.100 operários que trabalham na construção do complexo residencial de luxo Parque Cidade Jardim, na zona oeste de São Paulo, fizeram uma paralisação para protestar contra o atraso nos salários e a falta de concessões de benefícios como vale-transporte e cestas básicas, em 21 das 85 empreiteiras que trabalham no local. A Matec, responsável pela obra, nega todas as acusações e diz estar em dia com as empreiteiras. “Eu me surpreendi com a manifestação, porque até então não havia recebido nenhuma reclamação dos trabalhadores”, rebate o presidente da companhia, Luiz Augusto Milano.

EFEITO PROGRESSIVO

Os economistas têm dificuldade de prever o reflexo da crise do crédito no mercado de trabalho porque as estatísticas ainda são inconclusivas. Em outubro, a taxa de desemprego no País foi de 7,5%, estável em relação a setembro e menor do que no mesmo período do ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por outro lado, os números mais recentes do Ministério do Trabalho dão algumas pistas do comportamento das empresas diante desse novo cenário. No mês passado, foram criados 61.401 postos de trabalho, enquanto em setembro foram abertas 282.841 vagas.

Os dados revelam cautela das empresas. Tradicionalmente, em situações de incerteza, elas não partem direto para os cortes. Por precaução ou necessidade, o primeiro passo é contratar menos. Setores de alta rotatividade, como o comércio, deixam de repor as baixas. “Depois é que dão férias coletivas, antecipam aposentadoria, fazem programas de demissão voluntária e, só por fim, demitem. Até porque, para demitir, é preciso ter caixa, o que muitas não têm agora”, diz Pastore.

Embora as estatísticas ainda não revelem com clareza os contornos da crise, é possível ver fortes sinais de reação em alguns setores da indústria. Só nas montadoras 75 mil trabalhadores estão ou vão entrar em férias coletivas. A Peugeot Citroën, de Porto Real (RJ), vai deixar 700 operários parados por quatro meses. As empresas de autopeças já demitiram 700 pessoas até outubro. “A julgar por experiências anteriores, as famílias cortam o que não é necessidade básica”, diz o professor da Faculdade de Economia e Administração da USP, Roberto Macedo. “É um fenômeno ligado à crise do crédito. Com a proliferação das notícias negativas, o consumidor se retrai. O retrovisor está meio embaçado, mas é provável que a taxa de desemprego suba.”

O economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Lauro Ramos, aposta numa alta do desemprego com efeito progressivo. “Não esperaria que a taxa saia de 7,5% para 9,5% de uma vez. Em dezembro, com fatores sazonais jogando a favor, imagino que caia para 6%”, diz Ramos. “Em janeiro e fevereiro, meses em que a economia está anestesiada, vejo ajustes mais fortes de mão-de-obra. Em março, esperaria taxas comparáveis às de 2008, rompendo um ciclo de queda.”

O drama na construção e na indústria automotiva produz reflexos diretos da indústria de transformação, que inclui metalurgia, mineração, siderurgia e cimento, entre outros. Se ainda não fizeram demissões em massa, as empresas desses setores pelo menos já começaram a dar férias coletivas mais longas para seus funcionários.

Grandes empregadores como Vale, Gerdau e Usiminas anunciaram recentemente redução ou suspensão de produção para se adequar à demanda mais fraca tanto no mercado doméstico quanto no exterior. Mineração e siderurgia estão na primeira ponta da cadeia produtiva. Por isso, são os primeiros a sentir o impacto da desaceleração do consumo de bens duráveis.

A reportagem é de Patrícia Cançado e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 30-11-2008.

Rizzolo: O mercado imobiliário brasileiro é um dos segmentos mais afetados pela crise. Muito embora tenha diferentes aspectos da crise dos “subprimes” dos EUA, o reflexo no Brasil se dá por conta da falta de liquidez de algumas grandes construtoras, e pelo crédito escasso e caro. Com efeito, se grandes construtoras sofrem o impacto da crise, o que se pode dizer das pequenas e médias. Face a estes fatos, o consumidor de bom senso, se afastou dos estandes, e com razão procrastina seu investimento em imóvel por tempo indeterminado. Além dos problemas financeiros que atingem as construtoras, existe o fator real do investimento em imóvel, cuja liquidez é baixíssima, tornando-o a última opção na aplicação dos recursos do consumidor.

O Brasil no mercado imobiliário já foi palco de inúmeros problemas no tocante à quebra de construtoras, como no caso da Incol e outras, trazendo ao pobre consumidor inúmeros problemas, e granatrimonial. O notícia de que na semana passada, durante dois dias, 1.100 operários que trabalham na construção do complexo residencial de luxo Parque Cidade Jardim, na zona oeste de São Paulo, fizeram uma paralisação para protestar contra o atraso nos salários e a falta de concessões de benefícios como vale-transporte e cestas básicas, em 21 das 85 empreiteiras que trabalham no local, muito embora negada por responsáveis pela obra, é extremamente preocupante e grave, e o melhor que o investidor tem a fazer no momento, é ficar longe dos investimentos em imóveis, até porque, ninguém quer reviver o drama da Incol, desta feita em maior proporção. Guarde seu dinheiro.

Publicado em últimas notícias, Brasil, construtoras dão notebook, construtoras dão notebook e som, construtoras e o " efeito Incol", construtoras em crise, cotidiano, Crise, Crise Financeira, crise imobiliária no Brasil, crise no Brasil, crise nos bancos brasileiros, economia, empreedimento Parque Cidade Jardim, geral, imóveis, mercado imobiliário em crise, mundo, News, notícias, Parque Cidade Jardim, Política, Principal, residencial Parque Cidade Jardim. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Leave a Comment »