Matéria de Carta Capital revela desgaste de Aécio com PSDB

A matéria da revista Carta Capital assinada pelo editor especial Mauricio Dias e intitulada na capa “Aécio deixará o PSDB”, tem três páginas e, dentro da revista, tem como chamada “O exemplo de Tancredo”. Na porção nuclear, está dito no texto:

– Há duas semanas, em jantar no Rio Janeiro, o ex-governador Aécio Neves empolgou-se ao falar da necessidade de reformas políticas no Brasil e, para sustentar os argumentos que desenvolvia junto a grupo restrito de amigos, ele anunciou: “Eu vou sair do PSDB”, na casa de empresário, em Copacabana, cercado de convidados importantes.

Diz ainda o jornalista em outro trecho:

– Segundo a conversa desenrolada no jantar em Copacabana, Aécio já tem um novo projeto político na cabeça. Não vai buscar abrigo em nenhum outro paritdo ao abandonar os tucanos. Com a vitória da candidata do PT, quer estabelecer uma oposição democrática. Já que o PSDB renegou esse papel ao preferir abraçar o udenismo golpista.
Terra

Rizzolo: Sinceramente muito embora alguns dizem que é boato, eu entendo ser verdade a intenção de Aécio fundar um novo partido. Agora fundar um novo partido para estabelecer uma oposição democrática trazendo as mesmas lideranças do PSDB Udenista, não adianta. Um novo partido terá que agregar novos novos, novas propostas , e acima de tudo estar ao lado do povo brasileiro, não ser uma oposição individualista de direita, isso aí nos já temos aos montes no Brasil. Caso a Aécio tenha realmente essa intenção, deverá apagar da memória tudo o que ele aprendeu com o conservadorismo tucano e partir do ideal de justiça social como base de um novo partido no Brasil.

Com polarização, pesquisas devem selar futuro de Serra

SÃO PAULO – Na opinião de interlocutores, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) – que ontem anunciou a renúncia à disputa da pré-candidatura ao Planalto contra o governador paulista, José Serra -, admitiu que no atual cenário não teria chances de ser escolhido como candidato do PSDB à Presidência da República. Saindo da disputa, automaticamente cria a polarização entre Serra e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Se a ministra crescer, o paulista poderá acabar preferindo a confortável candidatura à reeleição em São Paulo. Assim, estaria criada a oportunidade para que Aécio fosse chamado de volta para a corrida sucessória.

A desistência foi vista pelos aliados dos tucanos como “investimento futuro” de Aécio: o governador de Minas empurrou Serra para a condição de candidato de facto do PSDB contra Dilma. Agora, as pesquisas não terão mais de um nome tucano na lista e dirão quem, entre Serra e Dilma, está subindo ou descendo nas intenções de voto.

Na pior das hipóteses, Aécio ganhou tempo para coordenar a campanha em Minas e forçou Serra a assumir a montagem das alianças nacionais em torno de sua candidatura presidencial. “Aécio jogou com as brancas. Fez o movimento de ataque. Agora, começou o jogo”, diz um de seus principais aliados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Rizzolo: Entendi como sábia a decisão do governador Aécio. De qualquer forma, a polarização irá beneficiar o PT que terá o desenvolvimentismo versos o atraso e o neoliberalismo, sendo que tampouco terá a seu favor os argumentos de ética e probidade, até porque seus aliados como DEM, estão mergulhados na lama com Arruda. Agora, Serra é competente, obstinado, tem experiência, mas carrega consigo alguns defeitos como o exclusivismo, o poder centralizador, e pouco carisma; aliás entre Serra e Dilma é difícil distinguir quem é mais ” carismático”. Vai valer a leitura que povo irá fazer da administração petista; o grande perigo é o PT acreditar na transferência de votos. Por final entendo que Dilma terá que se transformar em popular, visitar mais São Paulo e Minas, e tentar ser tudo o que o Serra já foi num curto espaço de tempo. Vamos ver.

Aécio: PSDB deve ir além da aliança com DEM e PPS

RIO – O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, disse hoje que “o PSDB deve sair da comodidade de aliança com o DEM e o PPS, que é importante, mas talvez não seja suficiente para vencer as eleições”. Aécio afirmou que pode trabalhar pela aproximação com partidos como PSB, PDT, PP e com setores do PMDB e reiterou a decisão de esperar somente até o início de janeiro por uma definição dos tucanos sobre a candidatura à Presidência da República.

O governador reconheceu ter um prazo diferente do colega José Serra, governador de São Paulo, que quer adiar o anúncio do candidato tucano para o fim de março. Aécio informou que, por enquanto, mantém seu nome como possibilidade para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e evitou falar em concorrer ao Senado. “No final de março as alianças que poderíamos construir já terão buscado outro caminho. Os ativos que eu poderia agregar à nossa candidatura terão buscado outras alianças. A partir de janeiro a contribuição que eu poderia dar se torna mais difícil”, disse o governador, depois de participar de um almoço na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Programa de TV

Aécio criticou a estratégia do PT de fazer da eleição presidencial de 2010 uma disputa plebiscitária, com comparação entre a gestão do presidente Lula e de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “O programa de TV do PT (que foi ao ar na semana passada) teve um viés um pouco perigoso ao querer dividir o País entre pobres e ricos, entre os que pensam no povo e os que são contra o povo. É uma falsa discussão”, afirmou o governador de Minas.

O tucano também criticou o governo federal por não reconhecer os avanços anteriores à eleição do presidente Lula. “Se um extraterrestre pousasse sua nave aqui ia achar que o Brasil foi descoberto em 2003 (primeiro ano do governo Lula) e que tudo foi feito de lá para cá”, brincou, durante discurso aos empresários.
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Rizzolo: Acho importante diferenciar o que é uma política voltada aos interesses financeiros, e outra voltada ao desenvolvimentismo. Por mais que o governador Aécio tente minimizar os efeitos políticos do PSDB no decorrer dos anos, fica difícil confrontar com a política de inclusão elaborada pelo PT. Observem que muitos da oposição sempre foram contrários ao Bolsa Família, e agora não possuem coragem para dizer que são contra, sem contar, evidentemente, com toda carga de privatismo contida no governo FHC, portanto, não há que se falar em injustiças eleitorais e sim de disposição política em investir no social. É simples e objetivo.

Aécio: Azeredo é vítima de ‘conturbado momento político’

BELO HORIZONTE – O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse hoje que o senador tucano Eduardo Azeredo (MG) “foi vítima do conturbado momento político pelo qual estamos passando”. Ontem, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) e abriu processo criminal contra o parlamentar. Azeredo passou a ser réu em ação penal por suspeita de envolvimento com crimes de peculato (uso de cargo público em benefício próprio) e lavagem de dinheiro no esquema de desvio de recursos públicos, caixa 2, na campanha de 1998 ao governo do Estado. O caso ficou conhecido como mensalão tucano.

De acordo com o governador, Azeredo é um homem de bem e quem o conhece sabe disso. Ele reconheceu que problemas ocorreram na prestação de contas e arrecadação de recursos para a campanha, mas disse não ter visto indícios de atuação direta do senador ou de responsabilidade direta dele. Para Aécio, a partir de agora, Azeredo terá oportunidade de mostrar sua participação no processo e garantir sua inocência. “O senador Eduardo Azeredo não foi condenado. O STF apenas autorizou a abertura de processo e, agora, com serenidade e tranquilidade, ele terá condições de se defender e de provar sua inocência.”

O governador mineiro reconheceu ainda que esta foi uma semana difícil para a oposição, considerando não apenas a abertura do processo contra o senador tucano, como também as denúncias envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). “Não foi um bom momento. Mas se me perguntarem se acho que isso terá reflexo na eleição de 2010, não acho que terá.” Para ele, estes são problemas específicos e pontuais. Aécio participou hoje de solenidade de assinatura de ordem de serviço para a última etapa do programa de pavimentação de ligações e acessos rodoviários entre municípios (Proacesso), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.
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Rizzolo: Concordo com o governador Aécio, foi uma “semana conturbada”. Esta oposição que sempre esteve engajada nos discursos moralistas e agora se vê desmoralizada. Porém no caso de Azeredo, terá ele, como já afirmei em outro comentário, o amplo direito ao contraditório no decorrer da ação penal. Sinceramente vejo estes fatos que ocorrem na oposição de forma muito triste, isso tudo “descolora a democracia”, faz as instituições perderem o brilho; de nada adianta um regime democrático com uma oposição parca, pobre, sem discurso, desmoralizada, mesmo tendo à sua frente homens como Aécio Neves que eu admiro.

PSDB não tem pressa em definir candidatura, diz Aécio

BELO HORIZONTE – O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse hoje não acreditar que a demora dos tucanos em definir o candidato à Presidência da República venha prejudicando o partido em relação à disputa de 2010. “Nós, do PSDB, não estamos nessa pressa toda de nos definirmos. Nisso, eu e o governador (de São Paulo, José) Serra estamos absolutamente afinados”, afirmou.

Ele avaliou que a demora na definição tem causado muito mais problemas na esfera do governo do que na oposição, à medida em que o governo enfrenta a discussão das candidaturas de uma senadora que saiu do PT, caso de Marina Silva (PV-AC), de um aliado do governo que vem se colocando de forma consistente como candidato (Ciro Gomes, PSB-CE) e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, nome apoiado pelos petistas.

Aécio diz que pretende conversar, possivelmente no próximo final de semana com José Serra, além da direção nacional do partido, em um evento marcado para Goiânia (GO), sobre os rumos que os tucanos irão adotar.

Mas ele manteve a defesa das prévias para a definição da candidatura. “Acho que está no momento de o partido dar sinais mais claros do que irá fazer. No que depender de mim, teremos uma consulta ampla às bases do partido”. Ele diz que ainda não tomou nenhuma decisão sobre um pedido de licença do governo para uma série de viagens pelo País.

Para o governador mineiro, o processo de definição dos partidos, tanto do ponto de vista dos aliados do governo quanto da oposição, está longe de ser concluído. “Estou absolutamente tranquilo. Acho que estamos fazendo o que devemos fazer”, afirmou.

Quanto à participação do PMDB na composição de forças, até mesmo em nível estadual, o governador disse acreditar que a tendência do partido será a de valorizar as suas posições regionais, independente do caminho que adotar no campo nacional.

“Temos de respeitar o caminho que o PMDB tomar no campo nacional, mas continuo acreditando que, se o PMDB é hoje fortíssimo para a governabilidade do País, é porque privilegiou sempre suas situações regionais, possivelmente até com prejuízo de uma grande unidade nacional. O privilégio das situações regionais é que permitiu ao partido construir grandes bancadas tanto na Câmara quanto no Senado, e acho que isso irá prevalecer.”
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Rizzolo: Concordo em parte, demorar para definir a candidatura da forma que está não é nada bom para o PSDB. Essa aparente calma, essa tranqüilidade, não deve perdurar por muito tempo, até porque as bases aguardam uma postura definida. Em relação ao PMDB concordo com Aécio “a tendência do partido será a de valorizar as suas posições regionais, independente do caminho que adotar no campo nacional”.

PSDB não ameaça programas sociais, diz Aécio

BELO HORIZONTE – O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou hoje que a manutenção e o aprofundamento dos programas sociais no Brasil são “uma necessidade que ultrapassa partidos”. Ao comentar a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de um projeto de lei para consolidar as políticas sociais de seu governo, Aécio, pré-candidato do PSDB à Presidência, assegurou que a legenda tucana não representa nenhuma ameaça de retrocesso da atual política social.

Na semana passada, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, disse que a ideia de aprovar no Congresso uma Consolidação das Leis Sociais, inspirada na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), tem por objetivo evitar um eventual retrocesso num futuro governo.

“Não podemos ser incoerentes com aquilo que nós iniciamos. Quem iniciou os programas sociais de transferência de renda e que garantiu a estabilidade, fundamental para que eles pudessem avançar, foi o PSDB”, disse o mineiro, sem perder a ironia. “Quem disse isso já avalia que o PSDB governará o País. É uma boa notícia”.

Em clima de cordialidade, Aécio e Patrus participaram em Belo Horizonte da abertura do 8º Festival Lixo e Cidadania, cujo tema deste ano é “A diversidade cultural em defesa do planeta”. O ministro, que representou o presidente Lula no evento, evitou falar de política.

Aécio, porém, não perdeu a oportunidade de garantir que os tucanos não pretendem desmontar os programas sociais. “Temos que avaliar é se essa lei – eu não conheço sua essência – é o instrumento mais adequado. É uma discussão que o Congresso vai ter que travar. Mas a manutenção e o aprofundamento dos programas sociais, obviamente, é uma necessidade que ultrapassa partidos. Qualquer governo vai ter que mantê-los”, destacou.

Ao propor uma Consolidação das Leis Sociais, o objetivo do governo federal é transformar em lei regras que valem atualmente para programas de grande visibilidade, como o Bolsa-Família e o ProUni.

“Podem ficar tranquilos que no campo social o governo do PSDB vai continuar a trazer avanços para o País”, reagiu mineiro, que voltou a cobrar crédito para os governos que antecederam o atual.

Candidatura

Questionado novamente sobre a possibilidade de uma chapa tucana entre ele e o colega paulista José Serra (PSDB), Aécio disse mais uma vez que é contra.

O governador voltou a dizer também que não tem obsessão pela candidatura ao Palácio do Planalto. “Meu nome está colocado hoje por setores do partido como uma possível candidatura à Presidência da República. Não tenho obsessão por essa candidatura. Acho que ela é possível, acho que ela poderia possibilitar a construção de uma nova convergência”.
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Rizzolo: Sinceramente não acredito que o PSDB se governo viesse a ser, desmontaria os programas sociais. Não há mais possibilidade em função da inclusão social necessária, pertinente, e que na realidade faz parte de um grande projeto de aumento do mercado interno. Os programas sociais impulsionam a economia, integram os excluídos e não há espaço político para uma aventura neoliberal ultrapassada. Acredito que Aécio e Serra, são políticos de boa intenção, desenvolvimentistas e jamais fariam uma maldade dessa com o povo brasileiro.

Aécio reitera que vai ‘lutar até o fim’ por prévias

BELO HORIZONTE – Ao lançar o Programa de Fortalecimento e Revitalização das Associações Microrregionais, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, reiterou que irá “lutar pelas prévias até o fim”, para que o PSDB defina quem será o candidato à Presidência da República. “As prévias partidárias são hoje o melhor instrumento que o PSDB tem para definir qual será o seu candidato. Não sou dono do partido, mas continuarei a insistir que o partido realiza a partir de janeiro as prévias”, afirmou. O governador disse ainda que pretende manter suas viagens aos Estados do Norte e Nordeste e espera que em dezembro o partido anuncie a data de realização das prévias para escolha do candidato à Presidência.
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Rizzolo: Concordo com Aécio, as prévias são realmente válidas. Ademais, já não há mais a sensação de embate político entre Serra e Aécio e isso, para a desgraça do PT surgiu numa hora errada. Dilma Rousseff ainda não decolou, muito embora ainda é cedo para previsões. A grande preocupação não é saber propriamente quem será o próximo presidente, mas sim se este continuará com uma política desenvolvimentista como a que se desenhando nos últimos anos. Vamos ver.