Alckmin reage à ala serrista e confirma candidatura em SP

Horas depois de um ato de tucanos serristas em favor da reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) declarou-se ontem (28), pela primeira vez, candidato à Prefeitura de São Paulo. Alckmin discursou para simpatizantes após a Executiva Municipal do PSDB decidir que no dia 5 de maio a pré-candidatura será lançada oficialmente. “O PSDB sempre teve candidato em São Paulo. Aprendi que, na política, a gente deve seguir os ideais de uma vida, não as conveniências de momento”, afirmou o ex-governador.

Alckmin disse também estar “certo” de que receberá o apoio do governador José Serra assim que o PSDB oficializar sua pré-candidatura. Declarando-se ?muito zen e tranqüilo?, Alckmin, depois de discursar, partiu para o primeiro corpo-a-corpo em uma padaria no centro da cidade. “É a primeira (ação) de muitas que faremos com essa campanha que começa agora”, afirmou o deputado Edson Aparecido.

Enquanto isso, na zona leste da cidade, tucanos favoráveis à entrada do PSDB na coligação pró-Kassab, que ganhou o reforço do PMDB na semana passada, organizaram um ato para rechaçar a candidatura própria. O movimento contou com políticos ligados diretamente a Serra, como o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman. Reunidos na sede da Associação de Amigos do Bairro de Ermelino Matarazzo, eles lançaram um documento intitulado Juntos pela aliança até a vitória.

Antes de saber que Alckmin havia se lançado candidato, Feldman afirmou que o documento poderia ser sintetizado em cinco tópicos: 1) defesa da candidatura de Alckmin ao governo do Estado em 2010; 2) defesa da manutenção da aliança PSDB-DEM na cidade de São Paulo; 3) apoio a Kassab prefeito em 2008; 4) direito a indicação de um vice do PSDB na chapa do prefeito, e 5) apoio a Serra candidato à Presidência da República em 2010.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Rizzolo: Vejo isso com muita tristeza, não sou do PSDB, não gosto da ideologia do partido, mas não admitido falta de lealdade. Ora, como podemos entender que grupos dentro de um mesmo partido passe a apregoar alianças externas ao mesmo tempo em que se propõem a preterir um candidato próprio de peso e densidade eleitoral como Alckmin. Conheço pessoalmente Alckmin e imagino como deve ser complicado para uma pessoa com o seu caráter constatar esse tipo de deslealdade partidária como se natural fosse. O PSDB que tanto apregoa a ética, há de se levar em consideração uma coisa chamada ética partidária. O bom comportamento começa na própria casa, realmente muito feio esse papel.