Para Alencar, “juro é o gasto que mais pesa no Orçamento da União”

O vice-presidente da República, José Alencar, criticou na quarta-feira, no programa 3 a 1, da TV Brasil, a insistência do Banco Central em manter a política de juros elevados. Para ele, o governo gastou mais de R$ 1 trilhão nos primeiros sete anos do governo Lula na rubrica representada pelos juros. “É a rubrica mais pesada no Orçamento da União”, disse. O vice-presidente disse que se o governo tivesse usado uma taxa nominal de juros que representasse a metade da adotada atualmente, o país teria economizado R$ 600 bilhões.

Depois de afirmar que tem uma grande ojeriza a juros, ele lembrou que se a política do BC fosse outra, “nós teríamos aplicado esses recursos em alguma coisa que representasse desenvolvimento, mas estamos transferindo para especulação financeira”. “É jogar dinheiro pela janela”, disse. “O Brasil não registra inflação de demanda, uma vez que se mantém como país de “subconsumo”. “A inflação é inócua e desnecessária, porque não há expectativa de demanda”, afirmou.

Para o vice-presidente, a política do Banco Central vai contra as orientações do próprio presidente da República. “O presidente prega que as pessoas comprem e invistam para que haja emprego. Mas se ele prega para que as pessoas comprem, e a política monetária adota uma posição que inibe o consumo, algo está errado”, disse.

Sobre a necessidade de tomar decisões na ausência do presidente, Alencar disse que “se preciso tomar uma decisão inusitada, entro em contato com ele antes de fazê-la”. “Faria isso naturalmente, sem nenhum demérito ao meu mandato”, acrescentou.
Hora do Povo

Rizzolo: O problema das altas taxas de juros reais no Brasil já foi exaurido devidamente neste Blog por centenas de comentários. Com efeito nunca é demais ressaltar que cada vez mais, pessoas do próprio governo não entendem essa postura macroeconômicamente perversa, ao forçar a valorização do real impedindo as exportações, ao mesmo tempo em que premia os especuladores.

Lucro do Itaú sobe 1,69% e soma R$ 4 bilhões no primeiro semestre

O lucro líquido do banco Itaú registrou leve queda de 3,5% no segundo trimestre do ano e atingiu R$ 2,041 bilhões entre abril e junho, ante lucro de R$ 2,115 bilhões registrado no mesmo período do ano passado. No primeiro semestre deste ano, o lucro líquido do banco totaliza R$ 4,084 bilhões, ainda 1,69% acima dos R$ 4,016 bilhões anotados nos primeiros seis meses de 2007 –o ganho representa lucro líquido de R$ 1,37 por ação.

Ontem, o Bradesco, maior banco privado do país em número de clientes, divulgou lucro líquido no primeiro semestre de R$ 4,105 bilhões, acima do lucro do Itaú.

Segundo comunicado divulgado hoje, o lucro líquido recorrente no segundo trimestre –que exclui efeitos extraordinários– foi de R$ 2,079 bilhão, 6,2% acima do R$ 1,919 bilhão no segundo trimestre de 2007.

Já o retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado ficou em 27,4%, abaixo dos 32,8% registrados em 2007. Ainda de acordo com o comunicado, os ativos consolidados do Itaú evoluíram 34,6% em relação a junho de 2007, totalizando R$ 343,9 bilhões.

Já a carteira de crédito do Itaú chegou a R$ 148,073 bilhões no final de junho, alta de 41,3% sobre 2007.

A chamada carteira de crédito livre, para pessoa física, avançou 38,3% em relação a junho de 2007, atingindo R$ 62,3 bilhões, e o segmento de micro, pequenas e médias empresas cresceu 66,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 29,8 bilhões.

Já os depósitos à vista, a prazo e de poupança cresceram 22,8%. As provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização atingiram R$ 26,6 bilhões, evoluindo 23,8% em relação a junho de 2007.

Folha online

Rizzolo: Enquanto o Banco Central penaliza a indústria e o comércio com as altas taxas de juros, os bancos se refastelam em exorbitantes lucros. Não é possível que a política econômica do governo Lula tenha a coragem de fazer o que nem o FHC teve capacidade face aos eventuais constrangimentos.

O lucro líquido neste semestre do banco Itaú totaliza R$ 4,084 bilhões! Nada contra o lucro em si, mas o problema é a argumentação no foco da inflação, que acaba priorizando a financeirização da economia. Hoje o governo Lula é composto de uma mescla de ex-terroristas que assaltavam bancos, com banqueiros que contam com os ex – terroristas, que por sua vez provocam os militares, que estão sem armas e com suas Forças Armadas sucateadas, e que assitem a escalada de Chavez na América Latina.

O povo brasileiro está fadado a frear seu consumo por causa da grande mentira da ” explosão da inflação” e o pobre comerciante, o pobre industrial e o pobre em geral assistem de camarote os banqueiros a lucrarem o que jamais poderiam imaginar num governo que se diz do povo.

Multinacionais dobram remessa de lucros no primeiro quadrimestre

Bancos lideram envio de recursos ao exterior: US$ 2,28 bilhões

As remessas de lucros e dividendos das corporações transnacionais instaladas no Brasil totalizaram US$ 12,358 bilhões no primeiro quadrimestre, mais que o dobro registrado no mesmo período do ano passado, quando somou R$ 5,175 bilhões. Esse espetacular crescimento do envio de recursos para o exterior foi puxado pelo setor bancário, que foi responsável por US$ 2,285 bilhões das remessas, o equivalente a 25,1% do total.

No governo FH, o segmento passou por um processo de acentuada concentração e desnacionalização, que foi proporcionado pelo Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer) e Programa de Incentivo à Redução da Presença do Estado na Atividade Bancária (Proes), ao mesmo tempo em que tem seus lucros turbinados com a especulação com títulos públicos, regados por juros cavalares estabelecidos pelo BC. Só em abril as filiais de bancos estrangeiros remeteram US$ 3,696 bilhões, o triplo do que foi registrado no mesmo mês no ano passado.

A sobrevalorização do real em função dos juros altos é outro fator que tem favorecido o aumento das remessas de lucros e dividendos, pois rendem mais no momento da conversão das moedas.

De acordo com o Banco Central, os Estados Unidos são o país para onde é direcionada a maioria dessa bolada: 29%.

As montadoras tiveram a segunda maior participação no envio de recursos para suas matrizes: US$ 1,881 bilhão ou 20,7% do total.

O aumento exponencial na remessas de lucros e a queda no superávit da balança comercial provocaram um déficit externo recorde no quadrimestre de US$ 14,1 bilhões. O BC projeta um déficit em transações correntes – balança comercial, balança de serviços e transferências unilaterais – na ordem de US$ 12 bilhões para este ano.

Hora do Povo

Rizzolo: E tem gente que acha que isso é devido e merecedor, ora, a propria política do Banco central em promover as altas taxas de juros faz com que a remessa se torne atraente com um real valorizado. Entendo ser isso uma verdadeira sangria nacional, temos que implementar meios para haver um melhor controle dessas remessas, o aumento exponencial na remessas de lucros e a queda no superávit da balança comercial provocaram um déficit externo recorde no quadrimestre de US$ 14,1 bilhões. Ademais fica patente que a desnacionalização do setor bancário feita durante o governo FHC teve seus objetivos concretizados; esta aí para todos verem, US$ 12,358 bilhões no primeiro quadrimestre, mais que o dobro registrado no mesmo período do ano passado, quando somou R$ 5,175 bilhões. Bonito, hein !