Bolsas asiáticas desabam seguindo perdas de Wall Street

TÓQUIO – As Bolsas asiáticas fecharam em baixa as operações desta quarta-feira, 21, seguindo Wall Street que fechou em queda na terça-feira. O temor sobre a situação da economia americana aumentou depois que um grupo de empresas importantes dos EUA advertiram sobre maiores complicações no futuro por causa da crise.

O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio desabou 631,56 pontos (6,78%), para 8.674,69. Já o índice Topix, que reúne todos os valores da primeira jornada, caiu 67,41 pontos (7,04%), aos 889,23.

Em Seul, o índice Kospi perdeu 61,51 pontos (5,14%), aos 1.134,59. Enquanto que o indicador de valores tecnológicos Kosdaq caiu 15,44 pontos (4,40%), para 335,53.

Os outros mercados ásiaticos também fecharam no vermelho. Hong Kong perdeu -5,42%; Bangcoc -1,95%; Jacarta -4,32%; Manila – 1,12%; Cingapura -4,93% e Xangai -3,58%. A bolsa australiana amargou perda de -3,09%.
Agência Estado

Rizzolo: Os dados concretos de que a economia americana caminha para uma recessão derrubou os mercados, companhias como a Caterpillar, a DuPont e a Sun Microsystems divulgaram na terça-feira resultados piores do que os esperados. Esse fato com certeza repercutirá mal no mercado brasileiro nesta quarta-feira. O nosso problema cambial se agrava, à medida que o crédito escasso e o clima de desconfiança dos empresários brasileiros aumentam. Alguns setores como o imobiliário, já enfrentam dificuldades e o socorro às construtoras ainda parece longe de ser o suficiente.

Ontem Mantega afirmou que o governo não vai arcar com prejuízos de empresas obtidos em operações de derivativos. “Não vamos cobrir nenhum tipo de prejuízo”, afirmou. Segundo ele, essas empresas tiveram lucros nessas operações anteriormente e agora, com a desvalorização do real, tiveram prejuízos, com os quais devem arcar e “seguir a vida”, ou seja, já está de uma forma clara dizendo ao empresariado, ” virem-se”. O governo só esquece que ele também contribuiu para esse quadro, quando “induziu” – do ponto de vista mercadológico -, essas empresas a fazer tais operações face às altas taxas de juros. É como eu sempre digo, a economia vive de ambiente confiável, afirmações como esta apenas pioram o ambiente financeiro.

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Gastos do BC para aumentar liquidez já somam US$ 22,9 bilhões

BRASÍLIA – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira, 21, que o BC já injetou US$ 22,9 bilhões para dar liquidez ao mercado de câmbio, desde o início da fase mais aguda da crise financeira mundial, com a quebra do banco Lehman Brothers.

Segundo ele, foram US$ 3,2 bilhões no mercado spot e US$ 12,9 bilhões em operações de swap cambial. Além disso, o BC vendeu US$ 1,6 bilhão destinados a financiar os comércio exterior e mais US$ 3,7 bilhões em leilões com compromisso de recompra. O BC também deixou de rolar US$ 1,5 bilhão em swap reverso.

Em audiência na Câmara dos Deputados nesta terça, Meirelles voltou a dizer que o Brasil hoje é mais resistente aos choques externos e creditou isso, sobretudo, à política de redução da vulnerabilidade externa, que fez com que o País saísse de um endividamento em dólar de 55,5% de sua dívida para uma posição credora em dólar de cerca de 28% do total.

Dessa forma, explicou, os choques externos que antes geravam depreciação cambial e aumento da dívida pública, piorando a percepção de risco e alimentando a desvalorização do real, hoje fazem com que a dívida pública caia em proporção do PIB e se torne um fator estabilizador para a economia brasileira. Ele afirmou que a posição cambial credora do Brasil, resultado da política de swap cambiais reversos e acumulação de reservas internacionais, “mostra-se providencial” neste momento de crise.

Ele repetiu a projeção do BC para a relação dívida/PIB em setembro, que é de 38,9%, a mais baixa desde 1998, e disse também que em outubro, com a alta do dólar, a dívida deve ter caído abaixo desse valor.

Meirelles afirmou que crise gerou um problema de liquidez para o Brasil e reconheceu que, por conta disso, houve queda no fechamento de Adiantamento de Contratos de Câmbio (ACC), o que, no entanto, avalia, deve ser normalizado com os leilões de empréstimos em dólar realizados pelo BC. Ele ressaltou que os valores que o Brasil tem gasto para mitigar os efeitos da crise no País são inferiores aos empregados pelos países desenvolvidos ou outros emergentes.

Incertezas

O presidente do BC afirmou que há ainda um fator de incertezas sobre a economia mundial, que é o montante de prejuízos que ainda serão reconhecidos pelos bancos norte-americanos. Na sua apresentação na Câmara, Meirelles ponderou sobre os problemas de capitalização das instituições financeiras no mundo desenvolvido, que exigiram fortes intervenções governamentais que, somadas, foram de US$ 595 bilhões, sendo parte significativa destinada a capitalizar os bancos. Meirelles ressaltou que os bancos brasileiros, ao contrário, estão com índices de capitalização acima do requerido, bem como têm indicadores positivos de rentabilidade, liquidez e inadimplência.

Meirelles afirmou que o mundo, por conta da crise, está crescendo menos, e as estimativas atuais tendem a ser revisadas para baixo.

Agência Estado

Rizzolo: Sinceramente uma das posturas econômicas que eu encaro como relutante é a do Meirelles, numa crise como esta em que até o governo Bush pensa de forma indireta em prevalecer o Estado como interventor do bancos, Meirelles pensa apenas na inflação; sua fixação na inflação parece ser de concepção tendenciosa e freudiana, uma inflação de certo que parece aos olhos do mundo, ter cara de deflação face à recessão; e acreditem, ainda apesar a tudo que vemos, Meirelles terá com certeza uma inspiração especial no dia 28 e 29 na reunião do Copom. Irá satisfazer o desejos do “cassino Brasil” aumentando os juros e satisfazendo a especulação internacional e os banqueiros.

Às vezes penso que Meirelles mantem a dinâmica de seu raciocínio como que ainda estivesse no Bankboston; o cuidado e o carinho que tem ele com os bancos brasileiros, é uma coisa impressionante, e o pobre empresário sem dinheiro para financiar suas operações, e o consumidor fica a ver navios. É o dinheiro que o Banco Central deu e os bancos não emprestam.

Aí vão dizer, Ah! Mas o Rizzolo gosta de falar dos bancos, dos pobres empresários e mal do PT bebendo vinho em Saint- Germain-Des-Prés, no Brasserie Lipp. Falem o que quiser, a opinião dos esquerdistas pouco me afeta, essa é a realidade. Agora, o fato de que o Meirelles ainda se sente do Bankboston, não resta a menor dúvida !!

Em relação ao PT o pior: o partido ainda acredita que este é um governo para o social. Sorte dos bancos, não é ? Aqui em São Paulo, o PT já não encanta mais, tampouco no ABC. E olha, o problema não nem Lula viu, que no meu entender é um grande estadista, mas é o PT mesmo. Tenho quase certeza que ele próprio ( Lula ) já se deu conta disso. Mas não pode falar, não é ? ” Ce n’est pas une chose élégante ” ( risos..)

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Lula admite reduzir orçamento de ministérios com efeitos da crise

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nesta terça-feira que, caso a crise financeira mundial atinja o Brasil com mais força, poderá haver corte dos investimentos da União previstos nos orçamentos dos ministérios. A declaração foi feita durante discurso realizado em São Paulo, no evento de comemoração dos 60 anos do SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

“Eu não posso assumir o compromisso com vocês de que se houver uma crise econômica que abale o Brasil a gente vai manter todo o dinheiro em todos os ministérios. Até porque se a União arrecadar menos, vai ter menos dinheiro para dividir com todo mundo. Só que a gente não pode vender ilusão aqui”, afirmou Lula.

O secretário-adjunto da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, disse nesta terça-feira que o crescimento da arrecadação neste ano pode ficar abaixo dos 10% previstos pelo governo até o mês passado. Ele também afirmou que os efeitos da crise econômica sobre os resultados de 2009 já preocupam o governo.

O presidente também ressaltou a participação dos países emergentes nas ações anticrise. “É importante ter em conta que essa crise pode chegar ao Brasil muito mais leve que nos países de origem. […] Mas quem está dando solidez à economia mundial são os países periféricos: Brasil, China, indica, África, os países da América Latina, entre outros.”

Lula voltou a afirmar que o país não terá pacote econômico. “Não vamos fazer nenhum pacote econômico na expectativa de que as medidas que já nos foram apresentadas dêem resultado”, disse, em referência aos pacotes apresentados pelos Estados Unidos e por governos da Europa.

Nesta segunda-feira, porém, o governo anunciou novas medidas de crédito para aliviar os efeitos da crise. A agricultura ganhará mais R$ 2,5 bilhões, e a construção civil deve receber entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões.

Na SBPC, ele destacou ainda do fortalecimento do Estado no sistema financeiro. “Até o Bush está falando em comprar ações dos bancos privados, ou seja, significa que o coração do regime capitalista começa a ter gostinho pelo papel do Estado, que esteve desmoralizado nos últimos trinta anos e agora volta a ser peça importante”

Em tom de brincadeira, o presidente comparou o papel do Estado à relação entre pai e filho. “Quando um filho adolescente vem atrás do pai? Quando está sem dinheiro ou quando está doente. Ou seja, o mercado que poderia resolver tudo e nos últimos trinta anos ditou regras para a sociedade, no primeiro fracasso, para quem eles recorrem? Ao paizão que é o Estado. Obviamente que eu acho que o Estado tem que ajudar a resolver o problema. E acho que a saída de não dar dinheiro para banco, mas comprar ações do banco é muito importante. Porque isso permite que o Estado volte a exercer o papel de influência sobre o sistema financeiro internacional, que não tinha nenhum controle”, disse.

“Aqui no Brasil nós estamos com as instituições públicas muito fortalecidas: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES. Portanto, estamos comprando carteira em bancos de investimentos que tiveram problemas e vamos comprar mais”, afirmou Lula.

Agência Estado

Rizzolo: Bem, a crise avança, setores da construção civil já sofrem forte impacto; demorou muito para Lula categoricamente afirmar que se não houver recursos reduzirá os orçamentos. É incrível a capacidade que o governo tem, em não aceitar momentos de tempestade com receio de ferir sua popularidade. Observem que este Blog vem alertando desde o início da crise, que a postura correta do governo, seria a de admitir e enfrentar a crise, e não ” dizer que era problema de Bush” ou para nós uma ” marolazinha ” ou outras frases de efeito amenizadoras e pouco realistas.

Apesar de até agora negar os efeitos da crise financeira internacional na arrecadação tributária de setembro, o secretário-adjunto da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, afirmou hoje que o crescimento das receitas em 2008 deve ser menor que o projetado no início do ano. Além disso, a confiança do empresário da indústria caiu para o menor nível desde 2005, também estima-se que as reservas já cairam pelo menos três bilhões de dólares desde o começo da crise.

E mais uma notícia pouco agradável, o dólar comercial disparou nesta terça-feira e fechou a sessão em forte alta de 5,32%, cotado a R$ 2,238 para venda. Os três leilões que o Banco Central fez no mercado de câmbio não foram suficientes para reduzir a cotação da moeda. Agora eu pergunto. Para que iludir o povo brasileiro ? Para não cair a popularidade petista ?

A percepção que tenho, é que o ” marketing” petista não admite queda de popularidade, tampouco demonstração de fraqueza partidária como no caso da eleição de Marta. O problema agora é reduzir os gastos públicos, é fazer com que o ” Paizão Estado” seja um pai responsável e doe apenas ao filho o necessário como demonstração de bom senso, e não de pai pródigo. Agora, haja dinheiro para as promessas e demandas do BNDES; por enquanto tem dinheiro restrito. Qual será a retórica se a fonte acabar? Problema de Bush, hein !

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Mantega: governo vai ajudar agricultura e construção

SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que o governo está “prestes” a aumentar de 65% para 70% a parte da poupança rural direcionada à agricultura, de forma a disponibilizar mais recursos para o setor. A medida deve acrescentar R$ 2,5 bilhões ao setor, calculou o ministro. Ele destacou que o Banco do Brasil já liberou outros R$ 10 bilhões para a agricultura.

Segundo o ministro, a medida poderá ser anunciada amanhã pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Mantega, no entanto, observou que o CMN precisa primeiro criar uma resolução e depois aprová-la, mas a partir deste momento a liberação dos recursos será rápida.

“Não parece haver motivo para uma redução da safra 2008/2009”, disse Mantega, que concedeu entrevista à imprensa após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, o presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco Lima Neto, e a presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Coelho. “De modo geral, estamos dando conta das questões de falta de crédito na agricultura”, avaliou.

Construção

Mantega disse também que o governo está elaborando uma medida para ajudar as construtoras que se capitalizaram em 2007 e sinalizam agora falta de capital de giro. Ele informou que o governo está montando um sistema para viabilizar de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões para essas empresas.

“A liberação dos recursos será feita ou através do BNDES, que já apresentou uma proposta ao governo, ou via CEF, através de participação acionária”, relatou Mantega. “Uma das duas medidas será tomada nos próximos dias.” Sem citar prazos, o ministro explicou que a medida para ajudar as construtoras deverá ser tomada logo após a do setor agrícola.

Crise

Mantega afirmou que o presidente Lula convocou a reunião de hoje para fazer uma avaliação da situação econômica, financeira e de crédito no País. Segundo ele, foram discutidas as medidas que o governo brasileiro está adotando, assim como as ações dos governos norte-americano e europeus.

O ministro vê uma possibilidade de que as medidas, classificadas como “fortes”, “já estejam surtindo algum efeito”. Ele reconheceu que a crise “não vai terminar tão cedo”, mas destacou que a superação da atual fase já seria um passo importante. “Se isso se concretizar, poderemos sair da fase aguda dessa crise e passar para outra fase”, disse. Mantega destacou que o governo tem tomado medidas para aliviar os problemas de crédito e liquidez que, em sua visão, são as principais questões dessa crise que atingem a economia brasileira.

PAC

O ministro também afirmou que o governo continuará mantendo os investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de olho, principalmente, na necessidade de manter uma política anticíclica para evitar a desaceleração econômica. Ele admitiu que o nível dos investimentos poderá até desacelerar, mas fez questão de frisar que os investimentos do PAC serão mantidos.

Agência estado

Rizzolo: As medidas anunciadas fazem parte de um elenco socorro a alguns segmentos mais afetados pela crise. Na verdade a agricultura é a mais urgente; a disponibilização de recursos é necessária até porque existe um prazo, e pouco pode-se negociar com a natureza, ou planta-se ou não. Já o setor da construção, está sendo duramente atingido pela falta de crédito, e também pela falta de investidores corajosos a disponibilizar capital para investir em imóveis num contexto como este.

Já se discute, aonde o BNDES vai arrumar tanto recurso para suprir a gritaria por empréstimos vindo por todos os cantos. O governo tenta acalmar, mas os números virão, e a profundidade da crise será mais bem avaliada, no momento o bom é ficar quieto e evitar dívidas e compromissos. Só uma observação: se o governo já admite faltar dinheiro para o PAC imagine para a iniciativa privada.

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Governo vai ajudar construtoras

Preocupado com o risco de interrupção do crescimento do setor de construção civil, o governo prepara medidas para socorrer as construtoras que fizeram lançamentos no mercado imobiliário e, com a crise internacional, ficaram sem dinheiro em caixa e sem crédito para terminar os empreendimentos.

A Caixa Econômica Federal poderá dar garantias aos financiamentos concedidos por outras instituições financeiras às empresas. O banco estatal – líder no financiamento imobiliário – também vai lançar uma linha especial de crédito para as construtoras que tenham bons projetos.

As medidas em estudo visam a preservar o clima de confiança no setor da construção civil, que nos últimos anos teve forte expansão e agora está enfrentando a restrição de liquidez no Brasil e no mundo.

Segundo o consultor de habitação da Caixa, Teotônio Rezende, o governo quer garantir a continuidade dos empreendimentos e evitar uma crise de confiança no mercado imobiliário. “Estamos estudando a construção de um instrumento de garantia para dar segurança ao banco que financiar a empresa. Pode ser um seguro”, disse Rezende à Agência Estado.

De acordo com ele, o governo já tem a radiografia do problema e vai buscar uma forma de evitar a paralisação dos empreendimentos. “A preocupação é justamente essa, é estratégico evitar uma crise de confiança que teria um efeito de contaminação muito grande.”

O consultor da Caixa explicou que essas construtoras foram surpreendidas descapitalizadas no “contrapé da crise”. Muitas delas, empresas de capital aberto, fizeram operações de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês, como é conhecida), alavancaram um volume muito grande de recursos e aplicaram na compra de terrenos e no lançamento dos projetos. Com a crise, ficaram sem os recursos para viabilizar a construção do empreendimento.

O diagnóstico do governo é que boa parte dessas empresas acreditou que essa porta de entrada de dinheiro continuaria aberta e investiram tudo na compra de terrenos. Fizeram uma aposta arrojada no lançamento de empreendimentos imobiliários e, agora, com a volatilidade da Bolsa de Valores e queda do preço dos ativos, enfrentam uma situação financeira muito difícil, na avaliação dos técnicos.

“Esse é o grande imbróglio a ser resolvido: elas não têm os recursos para viabilizar a construção do empreendimento”, acrescentou o consultor, com a ressalva de que esse quadro não representa uma situação generalizada no sistema. Ele não descarta nem a proposta de que as empresas que se mantém capitalizadas e com acesso ao crédito possam comprar outras empreendedoras.

Teotônio Rezende comentou, ainda, que, neste momento, não basta simplesmente ampliar a oferta de dinheiro. “É preciso fazer algo diferente do convencional”, sugeriu. “Uma coisa é ter dinheiro, outra é bancar o risco do mercado”, disse o consultor da Caixa.

LONGE DOS EUA

Para ele, como as empresas podem estar fragilizadas financeiramente, os bancos poderão passar a exigir garantias adicionais para a concessão do empréstimo. Por isso, a necessidade de definir instrumentos que permitam a construção de um modelo de garantia.

“O que os Estados Unidos e a Inglaterra estão fazendo é colocar bilhões inimagináveis para socorrer o sistema. Estamos a anos luz do tamanho dos problemas deles, mas temos problemas aqui. Alguma coisa diferente do convencional tem que ser feito”, enfatizou.

A linha especial em estudo será aplicada no financiamento de “bons projetos de empresas sérias” que, eventualmente, ficaram sem liquidez. “O que se está buscando é uma linha de crédito que permita que essas empresas continuem operando”. O tamanho da linha não está definido. “A radiografia completa não está pronta, mas temos uma visão suficiente para tomar decisões.”

Mesmo com o agravamento da crise, a Caixa vai manter a meta de desembolsar R$ 23,4 bilhões para habitação este ano. A perspectiva para o próximo ano é aumentar esse volume. “Não há falta de recursos. Se tiver demanda para R$ 40 bilhões, nós temos caixa suficiente para bancar.”

Agência Estado

Rizzolo: Bem, manter ” clima de confiança” num mercado em que certas construtoras já foram surpreendidas descapitalizadas no “contrapé da crise”, fica um pouco difícil. A verdade é que o investidor não é suficientemente ingênuo para nos dias de hoje investir em imóveis, cuja liquidez é pouca, e que apresenta fortes problemas de escassez de crédito; ademais, ninguém sabe ao certo a dimensão desta crise de conotação recessiva para este segmento. Quando se fala em crise no mercado de imóveis, falta de crédito às construtoras, e todo este cenário, a primeira coisa que nos vem à mente são as amarguras daqueles que sofreram com os investimentos imobiliários que foram à bancarrota. Minha sugestão “ad-cautela”, é no momento ficar longe do mercado imobiliário, e ver o comportamento e a saúde financeira dos empreendimentos.

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Crise do crédito deverá reduzir ritmo da construção em 2009

A forte queda da Bolsa e a paralisação do crédito atingiram as construtoras brasileiras, e o número de empreendimentos lançados deve sofrer forte redução nos próximos meses. A previsão foi feita pelo presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo), Sérgio Watanabe.

Embora o sistema de financiamento da compra de imóveis (poupança e FGTS) esteja fora da crise, as construtoras estão sendo obrigadas a financiar a execução da obra num cenário pouco amistoso para a tomada de crédito.

“A busca de recursos pela via do mercado de ações está completamente descartada agora. O BNDES também não tem uma linha para financiamento imobiliário. As empresas então têm de buscar recursos num mercado praticamente parado”, diz.

Salvo casos excepcionais, Watanabe não acredita na paralisação geral das obras em andamento devido à restrição de crédito corporativo, mas a indústria da construção vai reduzir muito os novos lançamentos.

É a forma de não ficarem expostas a um mercado adverso, afirma. Devido aos projetos lançados, a previsão de crescimento de 10% em 2008 não deverá ser atingida, mas as expectativas para 2009 não são muito favoráveis.

Melvyn David Fox, presidente da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), afirmou ontem que a previsão inicial de crescimento em 2009 também pode ser revista para baixo.

Folha online / Dinheiro

Rizzolo: A crise financeira mundial que se iniciou com os “derivativos tóxicos”, ” subprimes ” no setor imobiliário americano, espalhou-se pelos mercados. No Brasil a crise se acentua em função da escassez de crédito, alta do dólar, e um sinal forte de recessão, como outros setores, o setor imobiliário no Brasil enfrenta dificuldades na captação de crédito, o que por sua vez, provocará uma redução no ritmo da construção em 2009. Como já afirmei em outros comentários, o investimento em imóveis em épocas de crise deve ser evitado, a crise de crédito no mercado internacional obriga o setor de construção e os compradores a refazerem os cálculos e adaptarem os projetos à nova realidade do sistema financeiro.

Na essência do problema, está a incerteza generalizada quanto aos rumos e a duração da crise. Desconfiados, bancos reduziram a oferta de crédito às construtoras, que usavam o dinheiro para tocar obras. Também encareceram os financiamentos. Por outro lado, a velocidade das vendas vem diminuindo, devido à desconfiança dos compradores em relação aos impactos do caos estrangeiro sobre a economia brasileira.

Obter o recurso emprestado ficou mais difícil e caro. Como diz o presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo), Sérgio Watanabe, a busca de recursos pela via do mercado de ações, está completamente descartada agora, e o BNDES também não tem uma linha para financiamento imobiliário. As empresas então têm de buscar recursos num mercado praticamente parado”. Assim sendo, entendo o investimento em imóveis no momento, uma aplicação inapropriada, e vc sabe, quando as construtoras andam mal, o final da história nem preciso contar.

Crise impulsiona alta nas taxas para financiamento imobiliário no Brasil

Os consumidores que buscaram crédito imobiliário em outubro sentiram no orçamento o peso da crise financeira internacional. Pelo menos três grandes bancos brasileiros aumentaram a taxa para o financiamento da casa própria.

O Bradesco mudou de 9% para 10,5% ao ano a taxa de juros para imóveis até R$ 120 mil. O Banco Itaú reajustou de 9% para 12% o teto dos juros; e o Unibanco, de 11% para 12%.
Na maior variação, a prestação de um imóvel no valor de R$ 100 mil, num financiamento de 180 meses, passa de R$ 1.380 para R$ 1.630, ou seja, mais R$ 250 por mês.

Além disso, no setor de construção civil, começa a faltar crédito para novas obras e alguns bancos já aumentaram as exigências para liberar o financiamento.

Em outubro do ano passado, eram dois lançamentos por dia na cidade de São Paulo. Com prazos mais flexíveis e fartura de linhas de financiamento, o mercado prosperou e as construtoras esperavam fechar 2008 com crescimento de cerca de 30%.

Mas a crise de crédito no mercado internacional obriga o setor de construção e os compradores a refazerem os cálculos e adaptarem os projetos à nova realidade do sistema financeiro. Pegar dinheiro emprestado ficou mais difícil e caro.

“Nós acreditamos no mercado que vai sofrer certa retração. Ou seja, quem está lançando vai parar para pensar para ver a disponibilidade financeira da empresa suporta a construção sem recursos externos”, afirma o especialista em direito imobiliário Márcio Bueno.

Para José Augusto Vianna, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), esse aumento da taxa é uma medida de proteção dos bancos contra um possível aumento da inadimplência.

“O banco está sendo mais seletivo na escolha de seus clientes. Ao contrário de endurecer a análise de crédito das pessoas, preferiram pegar o atalho, o caminho mais fácil, que é aumentar os juros”, afirma o presidente do Creci-SP, José Augusto Vianna.

A radialista Luciana Di Pilla fechou contrato do apartamento novo em abril. Tinha tudo planejado dentro do orçamento, mas com a variação dos juros, mudou de estratégia.

“Adiantar o maior valor que eu puder pagar até a entrega do imóvel para não me preocupar no momento da entrega do imóvel, que é o momento do financiamento. Agora, com todos esses acontecimentos, é lógico que a gente se preocupa”, comenta a radialista.

Para quem está pensando em comprar um imóvel na planta, os especialistas recomendam: visite alguns canteiros de obra da mesma empresa e converse com outros proprietários. Tudo para ter certeza de que a saúde financeira da empresa vai bem.

“Infelizmente as pessoas que compraram na planta vão ter uma surpresa na hora de assinar o contrato. Evidentemente o valor da prestação não vai ser aquele mesmo do projetado no início, porque as taxas de juros estando mais altas, evidentemente as prestações serão mais altas”, acrescenta o presidente do Creci-SP, José Augusto Vianna.

Outro lado

Em nota, o Bradesco disse que realizou ajuste nas taxas acompanhando a alta da taxa do mercado e que mantém todas as linhas, inclusive a prefixada, abertas. O Banco Itaú disse não ter representante para falar sobre assunto. E o Unibanco não respondeu à solicitação de entrevista.

Globo
Rizzolo : Diante da crise, a compra de imóvel novo ou usado, face a sua pouca liquidez não é de forma alguma um bom investimento. Existe já uma preocupação por parte dos empresários do setor, com a escassez de crédito as empresas terão que construir com recursos próprios e isso não nada bom, o que poderá levar muitas empresas e enfrentar problemas. As empresas que pretendem lançar novos empreendimentos, vão parar e analisar a real a disponibilidade financeira, ou seja, se suportam a construção sem recursos externos; o que é passivo de erros??

Neste momento o melhor é fugir do mercado imobiliário, até porque aqueles que já compraram na planta vão ter uma surpresa na hora de assinar o contrato. O que assusta os empresários, são os financiamentos mais caros, referente a imóveis de maior valor, aqueles feitos diretamente com o incorporador, estes financiados por IGPM mais 12%, e como o IGPM subiu muito fala-se em 25% ao ano, e isso irá trazer problemas com certeza num cenário recessivo.

Crise já afeta mercado imobiliário do Brasil

Os primeiros efeitos da crise financeira mundial já começam a ser sentidos no Brasil. Um dos afetados é o mercado da construção civil: as vendas de imóveis usados já caíram quase 20% e os bancos estão mais exigentes para conceder o crédito imobiliário.

As empresas de construção, por sua vez, procuram alternativas para fugir dos gastos excessivos com a compra de terrenos. Muitas delas têm ações negociadas em bolsa de valores e, com as recentes quedas, têm bem menos dinheiro em caixa.

“O mercado financeiro ora está otimista demais, ora pessimista demais. Isso decorre exatamente de uma falta de visão do futuro. Como o futuro está turvo, na bola de cristal do mercado financeiro também não se enxerga nada”, comenta o economista da Global Financial Advisor, Miguel Daoud.

As ações de empresas do setor de construção na Bovespa oscilaram novamente diante da insegurança dos investidores. No cálculo feito por uma empresa de informação financeira, o valor de mercado de 28 empresas de construção com ações na Bolsa caiu mais de R$ 29 milhões este ano.

Juro e inadimplência

Trata-se de um desaquecimento inspirado nas altas na taxa de juros determinada pelo Banco Central e no nível de inadimplência, que subiu a 7,5% em agosto, o maior índice desde fevereiro de 2007. “Não é momento de tomar grandes decisões. Olhar para o futuro hoje é uma atividade de alto risco. Portanto, cautela é a melhor palavra”, orienta o economista Roberto Padovani.

“Antes da crise americana, se pediam muitos documentos, alguns deles que se sobrepunham uns aos outros. Nós até dizíamos que era um pouco de burocracia excessiva. Hoje nós dizemos o seguinte: num momento como hoje, estas duplicidades de garantia são boas. Acho que isso evita compra por impulso e evita que sejam emitidos créditos ruins”, acredita João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

O maior banco a conceder financiamento imobiliário, a Caixa Econômica, diz que ainda não sentiu redução no ritmo dos negócios. Este ano foram comprados 330 mil imóveis com verbas da Caixa. o total liberado passa de R$ 15 bilhões. Grande parte desse dinheiro vem da velha caderneta de poupança, que hoje virou um investimento bastante seguro.

Globo

Rizzolo: Um das características desta crise, é estar relacionada com o mercado imobiliário americano, contudo a situação nossa difere da causa em si, mas absorve muito os efeitos da mesma. Os investidores estão cada vez mais preocupados com a liquidez, e imóveis sejam eles novos ou usados, não possuem a liquidez necessária em momentos de crise. As ações de empresas do setor de construção na Bovespa estão tendo forte queda diante da insegurança dos investidores.

É claro que numa crise como esta, imóveis como investimento, ficam como a última opção face a sua pouca liquidez. Algumas construtoras depois de amargar quedas seguidas na Bovespa, já encontram dificuldades para obter crédito e cumprir seu cronograma de investimentos, segundo analistas do mercado. Segundo pesquisa feita com 430 imobiliárias, pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo, as vendas de imóveis usados na cidade de São Paulo caíram 19,18% apenas entre o mês de agosto em relação a julho. As altas taxas de juros, a seletividade e o temor do efeito ” Incol”, afasta os investidores.

Alem disso, o PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais), avalia que o mercado imobiliário será o mais afetado pela crise internacional. Uma notícia nada boa para um setor que ora estava aquecido e agora sente o forte impacto. O alerta é preocupante, e o momento não é bom para se investir no segmento. Veja também Portal Exame