Inadimplência faz banco de São Paulo fechar financeira

O Banco Credibel, com sede em São Paulo, encerrou as operações de sua financeira voltada a empréstimos para as classes C e D.

Segundo a direção da instituição, a decisão foi tomada por causa da alta taxa de inadimplência e da dificuldade, com o agravamento da crise internacional, de captar novas linhas de crédito.

Foram fechadas as 15 unidades de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

De acordo com o superintendente do banco, Paulo Nogueira, os cerca de 60 mil contratos de financiamento, a maioria voltada para a aquisição de automóveis, serão absorvidos pela estrutura do próprio banco.

Segundo Nogueira, a própria instituição centralizará a negociação do pagamento com os clientes em atraso, a devolução dos veículos de quem já está sem condições de quitar o financiamento e a continuidade do recebimento do pagamento dos carnês.

Fundado em 1992 e pertencente ao grupo Splice, do setor de telefonia, o Credibel atuava na concessão de financiamentos para o setor de pessoa jurídica. Há dois anos, a instituição abriu operações para as classes C e D.

O banco não divulgou o número de demitidos. O superintendente do Credibel diz que o fechamento não afetou a “liquidez” do banco. “O banco tem uma liquidez muito boa e, além disso, tem o grupo [Splice] por trás.”

Folha online

Rizzolo: A situação dos bancos pequenos em termos de captação ficou complicada, além disso existe o componente inadimplência já acentuado, além da dificuldade em captar novas linhas de crédito. Na verdade não sabemos ainda a reação em termos de inadimplência nos longos financiamentos efetuados até pouco, e se, de certa forma, não haverá uma inadimplência em massa a crise agravando-se no mercado internacional. A inadimplência nas classes mais baixas pode se agravar no Brasil. Isso denota a gravidade da crise já atingindo as instituições financeiras do País. Agora, temos que agir, com rapidez, firmeza, coragem, e fazer uso dos instrumentos que temos disponíveis face a nossa condição econômica, para evitar um efeito do tipo ocorrido com devedores americanos inadimplentes. Só para se ter uma idéia, a crise financeira dos Estados Unidos já levou R$ 513 bilhões em valor de mercado das empresas brasileiras na Bolsa em 2008.

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Lula reúne ministros para discutir crise pela 3ª vez em 2 dias

SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu novamente com Henrique Meirelles, do Banco Central, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quinta-feira, 2, para avaliar a crise financeira e suas conseqüências no Brasil, segundo informou a repórter Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo. O encontro é o terceiro entre o presidente e seus ministros nos últimos dois dias.

Apesar de o governo negar a criação de um pacote de medidas para combater os impactos da turbulência no Brasil, fica cada vez mais claro que Lula e os ministros estudam ações para evitar que a escassez de crédito no mercado internacional prejudique essas operações no País.

Na reunião da coordenação política, na manhã de quarta, o grupo discutiu a idéia de reduzir o depósito compulsório dos bancos para, com isso, aumentar o volume de dinheiro no mercado. O depósito compulsório é o dinheiro que os bancos recolhem diariamente ao BC. Trata-se de uma ferramenta do BC que mexe diretamente com os recursos disponíveis. Assim, quando o BC quer aumentar os recursos disponíveis nos bancos, ele reduz a parcela dos depósitos compulsórios e permite que os bancos tenham mais dinheiro para emprestar.

Lula também pediu medidas para atender às necessidades dos exportadores. Dados do Banco Central mostram a forte redução do volume de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) – meio de financiamento usado por exportadores – após o fim de semana de derrocada do banco de investimento Lehman Brothers.

Na reunião de quarta à noite, o presidente afirmou a Mantega e Meirelles que a crise tem origem nos Estados Unidos e que, por isso, é necessário aguardar as medidas a serem tomadas pelo governo norte-americano, segundo uma fonte do Planalto. A partir daí, afirmou o presidente conforme relato da fonte, seriam definidas as alternativas a serem seguidas pelo governo brasileiro para enfrentar os problemas. Um novo pacote de socorro às instituições financeiras, de US$ 700 bilhões, foi aprovado na quarta-feira pelo Senado dos Estados Unidos e deve ser votado na Câmara nesta sexta.

Medidas já anunciadas

O governo já tem tomado medidas pontuais e paliativas para reduzir a influência da crise econômica norte-americana sobre o Brasil. No dia 24 de setembro, o Banco Central (BC) anunciou duas medidas para aumentar a liquidez no sistema financeiro nacional – volume de dinheiro em negociação. Com elas, o BC manteve R$ 13,2 bilhões no mercado.

A primeira delas foi o adiamento do cronograma de implementação de compulsórios sobre depósitos interfinanceiros de leasing. O depósito compulsório é o dinheiro que os bancos recolhem diariamente ao BC. Trata-se de uma ferramenta do BC que mexe diretamente com os recursos disponíveis para crédito. Assim, quando o BC quer aumentar os recursos disponíveis nos bancos, ele reduz a parcela dos depósitos compulsórios. Na situação oposta, quando o objetivo é restringir o crédito, ele aumenta a participação do compulsório. Neste caso, ao adiar o recolhimento do compulsório sobre as operações de leasing, o governo pretendia aumentar a oferta de recursos ao mercado.

De acordo com a medida, o recolhimento com base na alíquota de 20% que seria feito a partir de 14 de novembro deste ano passará a vigorar apenas em 16 de janeiro de 2009. A alíquota subseqüente de 25%, que seria adotada a partir de 16 de janeiro de 2009, só entrará em vigor no dia 13 de março de 2009. Com esta medida, o BC adia o recolhimento adicional de R$ 8 bilhões nesse segmento. A criação desse compulsório sobre os depósitos de leasing foi anunciada no fim de janeiro.

A segunda medida triplica de R$ 100 milhões para R$ 300 milhões o valor a ser deduzido pelas instituições financeiras sobre os depósitos a prazo, à vista e da poupança. Apesar dessa alteração, permanecem as alíquotas usadas para o cálculo dessa exigibilidade em 8% para depósitos a prazo e à vista e 10% para a poupança. Esta medida vai evitar que bancos recolham outros R$ 5,2 bilhões ao BC, totalizando os R$ 13,2 bilhões. Esses recursos, quando recolhidos junto ao Banco Central, continuam sendo remunerados pela taxa Selic.

No dia 29 de setembro, outra medida sinaliza a intenção do governo em melhorar as condições econômicas no Brasil, frente aos problemas nos EUA. Trata-se da manutenção da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) em 6,25% para o último trimestre do ano, no mesmo momento em que a taxa básica de juros (Selic) está subindo. Ao adotar esta medida, o governo passa a subsidiar parte dos recursos emprestados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já que a cobrança das empresas é feita por uma taxa menor, sem aumentos, a TJLP.

Agência Estado

Rizzolo: Para quem não estava preocupado com a crise, e se referia a ela ” como sendo problema do Bush” as coisas estão mudando. Mas vamos nos ater as medidas; entendo que aumentar os recursos disponíveis nos bancos através da redução dos depósitos compulsórios é uma medida interessante e digamos ” mais à mão” para que os bancos tenham mais dinheiro para empréstimos. Medidas que visam aliviar o impacto da crise no sistema financeiro brasileiro devem ser tomadas com urgência, observem que as medidas giram em torno do sistema bancário brasileiro, visando com isso fluir nas instituições mais dinheiro como forma de atenuar a escassez de crédito. Hoje o dólar comercial disparou para R$ 2,0010, em alta de 4,33%. O pior desta crise me parece o fato de que as medidas efetuadas pelos EUA não surtiram o efeito ” confiança no mercado”, gerando grande instabilidade. E Lula dizia que nada nos atingiria, hein !! Conclusão: (o plano) só evitou o abismo, mas não evitou a recessão, e medidas econômicas se resolve agindo do ponto de vista pró-ativo econômico, não político.

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Bovespa opera em forte queda após aprovação de pacote dos EUA

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vai despencando nesta quinta-feira, um dia depois de o Senado dos Estados Unidos aprovar um pacote de socorro financeiro que custará até US$ 850 bilhões.

O texto terá que passar pela Câmara, que na segunda-feira havia rejeitado uma primeira versão. Analistas também não estão certos sobre até que ponto o pacote será capaz de amenizar a crise.

Por volta das 11h desta quinta-feira, o Ibovespa, principal indicador do mercado brasileiro de ações, caía 4,35%, a 47.630,54 pontos (acompanhe gráfico da Bovespa com atualização constante).

O dólar avançava 2,96%, a R$ 1,982 na venda (veja quadro com a cotação do dólar atualizada).

“Na Câmara é mais difícil (aprovar o pacote) e seguem as incertezas sobre isso. Ontem, o mercado já tinha meio que certeza de que o Senado aprovaria, mas agora restam outras dúvidas. Também resta saber se isso vai resolver o problema da economia”, disse um consultor de investimentos de uma corretora que preferiu não ser identificado.

As Bolsas da Ásia também caíram após a aprovação do pacote financeiro americano. A de Tóquio recuou 1,9%. Os mercados da Europa, diferentemente, registravam alta. A Holanda propôs um fundo de ajuda a bancos europeus afetados pela crise.

A disparada do dólar nesse período de turbulência tem sido especulativa, não encontrando fundamento nos números relativos ao fluxo cambial, segundo análise de Luiz Sérgio Guimarães, do jornal “Valor Econômico”.

Com informações de AFP, Reuters e Valor Online

Rizzolo: As baixas na Bolsa da Ásia, significa claramente que a aprovação do pacote pouco amenizará a crise. Na realidade o Brasil já sente os efeitos sérios que a crise americana vem provocando nas economias. O discurso ” otimista” do presidente Lula cedeu lugar para uma visão mais realista do problema. O Brasil precisa agir rápido em relação ao ” sufoco da restrição ao crédito” principalmente em relação aos exportadores e à agricultura (crédito rural). Não temos tempo para negociar com a natureza, ou se planta na época devida, ou não se planta. Não acredito que a reação das baixas nas bolsas tenham relação com o receio à aprovação do pacote na Câmara dos Representantes, nos EUA, o que está ocorrendo agora, é uma clara percepção da gravidade da crise e num âmbito geral.

Saiba quais os setores da economia brasileira que mais sentem os efeitos da crise

O governo brasileiro vem afirmando que o país está preparado para lidar com a crise que tomou conta do sistema bancário americano. É tido com certo, porém, que nenhum país não está imune. Saiba quais são os principais setores da economia brasileira que já sentem os efeitos da turbulência nos mercados.

Bolsa
A Bolsa de Valores de São Paulo foi a primeira a sentir os impactos da crise. Na segunda-feira, 29 de setembro, auge do nervosismo, o índice da Bovespa (Ibovespa) chegou a cair 10,2%, uma das maiores quedas de sua história.

A Bolsa brasileira acaba sendo ainda mais castigada pelo fato de estar baseada em um país emergente, o que, aos olhos do investidor estrangeiro, significa maior risco. Alguns analistas acreditam, porém, que a queda acentuada da Bovespa não é apenas reflexo da crise americana.

Segundo esses especialistas, a Bolsa brasileira está, na realidade, voltando a um patamar de normalidade, depois de alguns meses de euforia.

O ápice foi em maio desse ano, quando a Bolsa chegou a seu recorde, com 73 mil pontos. Apesar de acumular uma queda de 22% no ano, o volume de negócios atual não chega a ser ruim: cerca de 43 mil pontos, mesmo patamar de março do ano passado.

Dólar
O agravamento da crise fez com que a moeda americana chegasse ao patamar de R$ 1,90, enquanto em maio a moeda podia ser negociada na faixa de R$ 1,65.

Dólar mais caro é prejudicial para os importadores e também para brasileiros que pretendem viajar para o exterior. Há, ainda, um efeito indireto sobre a inflação, já que o dólar mais caro acaba encarecendo diversos produtos, pressionando a inflação para cima.

O Banco Central deu sinais de que, se dólar continuar nesse nível, será obrigado a dar continuidade ao aumento dos juros, apesar da crise.

Crédito
As empresas brasileiras, principalmente as exportadoras, vêm sentindo as conseqüências da escassez de crédito no mercado bancário internacional. O fato preocupa o governo, já que metade das exportações brasileiras – o equivalente a US$ 100 bilhões – é financiada por bancos no exterior.

Em agosto, o volume de crédito para exportação revelou-se 32% menor do observado em abril do ano passado, antes da crise. O governo brasileiro afirmou que está formulando um plano para ampliar as linhas de financiamento ao exportador.

Crescimento
Ainda é cedo para mensurar o impacto da crise no crescimento econômico, mas há estimativas de desaquecimento para 2009. A pesquisa semanal do Banco Central do Brasil com analistas revela que a expectativa de crescimento é de 3,5% para o próximo ano.

Há cinco meses, essa mesma previsão era de 4%. O governo também já admite uma freada no PIB (Produto Interno Bruto), prevendo algo em torno de 3% e 3,5%. Ao preparar o orçamento de 2009, em agosto, o governo havia previsto um PIB 4,5% maior.

Bancos
Até o momento, nenhum banco brasileiro foi afetado pela crise. Um dos motivos para essa maior blindagem está na legislação bancária local, mais restrita quanto à terceirização dos chamados créditos podres.

Além disso, os bancos brasileiros vêm registrando resultados financeiros extremamente positivos nos últimos anos, o que lhes permitiu criar um colchão para momentos de maior turbulência.

De qualquer forma, o Banco Central do Brasil, por precaução, adotou medidas para aumentar a liquidez do sistema bancário, como leilões de dólar e diminuição do compulsório (espécie de garantia que precisa ser depositada no BC).
BBC Brasil

Rizzolo: Não há dúvida que existem setores da economia mais vulneráveis, mas como podemos inferir no texto, a abrangência é ampla. Com efeito os exportadores são os que primeiramente sofrem o impacto, a linha de financiamento do exterior ” secou”, há que se ter um socorro do governo federal para que as exportações não sejam comprometidas. Outro setor estratégico atingido é a agricultura, e esse não pode esperar pelo crédito difícil, não há como negociar com a natureza, por isso, mais uma vez, as medidas de socorro devem vir com urgência por parte do governo federal. A aprovação do pacote de ontem, é um paliativo, não resolverá o problema do rombo em si, prova disso é o mercado asiático que pouco reagiu à nova proposta americana. Ainda em termos de mercado interno os projetos como o PAC ficarão sim comprometidos, veja artigo meu sobre o assunto: Liberalismo Financeiro e o PAC

Senado dos EUA aprova plano de socorro a Wall Street

WASHINGTON, 1O – O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite desta quarta-feira, por 74 votos a 25, uma nova versão do pacote de 700 bilhões de dólares para sanear o setor financeiro, após ter incluído na lei cortes de impostos e a expansão da garantia federal a depósitos bancários.

As emendas ao controverso plano de resgate de Wall Street têm como objetivo atrair os votos de mais membros da Câmara dos Deputados, que deve votar o projeto na sexta-feira.

Na nova versão do projeto, a garantia dada aos correntistas dos bancos norte-americanos subiu de 100 mil para 250 mil dólares.
Agência Estado

Rizzolo: Os pontos básicos do novo plano de resgate finaceiro: Aumento de US$ 100 mil para US$ 250 mil na garantia de depósitos dos clientes bancários. Ampliação da isenção da “Taxa Mínima Alternativa”, o que acarreta menos impostos ao contribuinte. Vantagens fiscais e outros incentivos para empresas ou pessoas que invistam em energias renováveis (usinas solares ou compra de carros elétricos). Isenções fiscais para empresas que investirem em pesquisa e para pequenas lojas e restaurantes que gastarem em melhorias. A Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC) pode proibir o “mark to market” (marcar a mercado), que permite dar a um ativo o preço atual de mercado. Contribuintes receberão direitos de compra de ações e se beneficiarão se as empresas ajudadas se recuperarem. Ganhos dos diretores das companhias participantes do programa serão limitados. Os dirigentes não poderão receber bônus milionários quando forem demitidos. Empresas que remunerem diretores com mais de US$ 500 mil ao ano pagarão mais imposto. Criação de um conselho de supervisão do programa.

A nova versão do pacote manteve o ponto central do anterior, que prevê a autorização para que o Tesouro dos EUA use até US$ 700 bilhões para comprar títulos podres lastreados em hipotecas e que estão na carteira de bancos, seguradoras e fundos de pensão. O projeto prevê ainda que a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), entidade responsável por essas garantias, não terá limites para tomar recursos emprestados do Departamento do Tesouro para assegurar os pagamentos. Vamos agora esperar a reação dos mercados.

Empresários bolivianos lamentam restrições dos EUA

LA PAZ – A crise financeira internacional atingirá a Bolívia em dobro, após os Estados Unidos decidirem fechar seu mercado para os têxteis e manufaturas bolivianos, em meio à crise política do país sul-americano. O governo norte-americano iniciou um processo para suspender a Bolívia do Sistema de Preferências Tarifárias (ATPDEA), sob a alegação de que o governo boliviano não colabora na luta antidrogas. “É uma lástima que a Bolívia perca o ATPDEA, justamente quando devia assegurar o maior mercado do mundo, na ante-sala de uma crise financeira de escala mundial”, disse o presidente do Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE), Ernesto Antelo, ligado ao empresariado.

Há quase três semanas o presidente Evo Morales expulsou o embaixador dos EUA, Philip Goldberg, o que piorou a relação entre os países. Morales acusou o representante norte-americano de ingerência na política boliviana. O governo dos Estados Unidos, que nega a acusação, respondeu expulsando o embaixador boliviano de Washington.

La Paz minimizou a perda, prevista para começar no fim de outubro. Segundo o ministro de Relações Exteriores, David Choquehuanca, essas preferências responderam em 2007 por apenas 17% das vendas do país aos EUA. O ministro da Fazenda, Luis Alberto Arce, afirmou que a crise no sistema financeiro dos Estados Unidos terá efeito “mínimo” sobre a economia boliviana.
Agência Estado

Rizzolo: Engraçado, a turma do socialismo bolivariano, ” pinta e borda”, pincelam o ódio em relação aos EUA de todas as formas, expulsam o embaixador americano, gritam e xingam os EUA e ainda querem receber as benesses tarifárias. Os maiores prejudicados infelizmente, são os empresários exportadores. O governo boliviano, enfrentará dificuldades em relação a nova Constituição que o presidente Evo Morales pretende levar a referendo, haverá resistência por parte do empresariado.

O índio Morales, que de índio no meu entender nada tem, está se complicando cada vez mais. Aliás, por falar em índio, a moda de ” virar índio” pegou na América Latina, no Brasil por exemplo, muitos descobriram que virar índio é um bom negócio, o problema é que para tirar fotos eles precisam se vestir de “índio”, colocar aquele bermudão, e um penacho que geralmente é comprado na Rua 25 de março, em São Paulo. O que tem de “índio” comprando pena na Rua 25 de março não é brincadeira. Nada contra se vestir de “índio”, o problema é que no frio pode-se pegar pneumonia, principalmente na Raposa Serra do Sol. Nada contra os índios de verdade, só em relação aos ” covers”. Só um pouquinho de humor judaico, vai.. (risos..)

Crise nos EUA aprofunda divisões na América do Sul, diz jornal

Na América Latina há uma crescente divisão entre países que abraçam certas políticas de livre mercado americanas e os que as rejeitam, segundo uma reportagem publicada nesta quarta-feira no jornal americano Washington Post.

“O porta-voz líder do lado anti-americano é Hugo Chávez, que viajou ao Brasil na terça-feira e pediu aos países vizinhos que continuem a se desconectar da economia americana, classificada por ele como ‘vagão de morte'”, diz o jornal, no artigo intitulado “Crise nos EUA aprofunda divisões na América do Sul”.

“Na Bolívia, Evo Morales disse que as empresas estão sendo nacionalizadas para que as pessoas tenham dinheiro, enquanto nos Estados Unidos querem nacionalizar dívidas e a crise das pessoas que já têm dinheiro”.
Segundo o Washington Post, alguns analistas e economistas estão receosos de que países que expressam seu antagonismo aos Estados Unidos –Venezuela, Bolívia, Equador e em certa parte a Argentina– explorem a crise para tirar “benefícios políticos”.

“Ganância sem limites”

O jornal diz que a crise financeira mundial fez o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, mudar o discurso e subir o tom em relação aos Estados Unidos e destaca as declarações de Lula durante a abertura da reunião da Assembléia Geral da ONU em Nova York, na semana passada.

“Lula enfatizou que ‘a ganância sem limites’ de poucos não poderia ser carregada por todos, e que as economias emergentes haviam feito seu melhor para seguir boas políticas fiscais, não podendo ser vítimas do cassino erguido pela economia americana”.

Segundo o diário americano, a crise no setor financeiro americano “picou” os mercados emergentes e enfureceu líderes que “engoliram” durante anos os conselhos americanos sobre responsabilidade fiscal.

“Na América Latina, onde vários líderes fizeram de suas diferenças ideológicas com os Estados Unidos uma parte central de sua retórica, a crise parece ter degradado ainda mais a credibilidade americana”.

Sobre os efeitos da crise no Brasil, o diário destaca que o destino da China terá importância mais imediata sobre as exportações brasileiras do que o que acontecer nos Estados Unidos.

“Ainda assim, alguns economistas prevêem que a taxa de crescimento do Brasil, projetada para 5% este ano, poderá cair para apenas 2% em 2009 se os Estados Unidos forem dominados por uma recessão”.
Folha online

Rizzolo: Já comentei várias vezes o fato de que não podemos nos igualar do ponto de vista político com o chavismo, e seus discípulos. Mas ao que parece de nada adianta apregoarmos no Brasil uma política internacional menos populista e mais realista. É impressionante como ao se virem juntos, Chavez, Morales, Correa, e Lula compactuam eles irmanamente das mesmas idéias, e dos discursos quase imperceptíveis do ponto de vista ideológico em relação aos EUA. Amaldiçoar os EUA, como um ” grande satã”, ou amaldiçoar o capitalismo se referindo aos banqueiros e ao sistema financeiro americano como culpado, não vai resolver o problema, em si, a não ser a popularidade daqueles que se utilizam da crise para alavancar prestígio, blindar-se, e ao mesmo tempo jogar a culpa no mercado americano.

É claro que houve sim uma falta de regulação financeira, isso todos sabem, mas é o regime capitalista, é o sistema capitalista. Ora, não vamos conseguir mudar o mercado financeiro americano e mundial, ou o capitalismo, portanto, discursos de Chavez, Lula, Morales, ou seja, essa retórica que os petistas e a esquerda tanto gosta, serve apenas para se eximir de uma eventual queda de popularidade. É a tal mania que persiste na esquerda da América Latina de sempre culpar os EUA. Aliás por culpar os EUA, será que o presidente Lula tirou satisfação de Chavez em relação às manobras no Caribe com os russos? Ah! Provavelmente, os russos podem não é, agora a Quarta Frota pertence ao grande satã… Eh! Brasil…..Os discos de Mercedes Sosa ainda fazem sucesso por aqui…

Risco de contágio da economia real já mobiliza governo

Da BBC Brasil em São Paulo – Um dia após o agravamento da crise nos mercados, o governo brasileiro negou a existência de um pacote, mas admitiu que estuda formas de evitar um primeiro risco de contágio à economia real: a redução de crédito para empresas exportadoras.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, disse que o governo apresentará, até a semana que vem, um plano cujo objetivo é ampliar as fontes de crédito para essas empresas.

Já o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse em entrevista à Globonews que existe uma determinação do presidente Lula no sentido de evitar que a economia brasileira seja contaminada. A prioridade é garantir a oferta de crédito às empresas, sobretudo às exportadoras.

Estima-se que metade das exportações brasileiras sejam financiadas por bancos no exterior. Isso porque o crédito no Brasil, baseado na Selic (13,75%), chega a ser o dobro do que é cobrado lá fora. Somente duas instituições no país, que são o BNDES e o Banco do Brasil, conseguem oferecer financiamentos com valores no padrão internacional, mas seu caixa é restrito.

O crédito é essencial para as empresas que trabalham com comércio exterior, pois em geral o pagamento é efetuado meses após o embarque do produto. Quem não tem capital de giro suficiente para arcar com esse custo é obrigado a procurar um financiamento bancário.

A avaliação do professor do Ibmec São Paulo, Ricardo José Almeida, é de que o plano do governo para ampliar as fontes existentes de financiamento é válida, mas não é suficiente.

“O setor precisa de um plano mais abrangente, que crie condições, por exemplo, de que parte da exportação seja voltada para o mercado interno”, diz.

Uma forma seria identificar setores onde há espaço para se estimular o consumo doméstico, como o de construção civil. “Existem segmentos com demanda reprimida”, afirma. Ele lembra que o mundo irá consumir menos nos próximos meses, até anos, e que os exportadores brasileiros precisam trabalhar com esse cenário.

Segundo o presidente da Associação de Comercio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, algumas empresas vêm preferindo aguardar antes de fechar novos contratos de exportação. Para ele, a recente alta do dólar, ao contrário do que se imagina, não chega a ser uma boa notícia. “O ganho com a alta do câmbio nem de longe compensa a elevação do custo do crédito”, explica.

A preocupação do governo é de que as empresas passem a congelar os contratos, deixando de exportar. “A paralisia atual, se persistir, pode ter impactos ainda mais desagradáveis na economia, como demissões”, afirma Almeida.

As exportações são responsáveis por 14% do PIB no Brasil, pouco quando comparado a outros países emergentes. No entanto, seu papel na economia é relevante para as contas externas, por representar o principal canal de entrada de dólares no país. BBC Brasil

Agência Estado

Rizzolo: O pior problema é em relação ao crédito às empresas exportadoras. Não acredito que o governo supra ao contento a falta de crédito que ora existia. O pior dessa questão das restrições e da dificuldade de captação de recursos, é que com isso os juros irão aumentar e logicamente esses custos financeiros serão repassados ao produto final gerando como efeito uma inflação, o que por conseqüência, irá gerar mais alta de juros. A dificuldade de crédito já é uma realidade no mercado, e a situação é extremamente séria para as empresas. Os bancos captadores de recursos já encontram dificuldade, e o ” dinheiro ficará mais caro”.

O setor de embalagens por exemplo ” travou” ontem, e na realidade é o primeiro segmento a sentir o impacto da crise. A saída é o fortalecimento do mercado interno, mas que também de certa forma está atrelado ao patamar de juros aplicado. Acho que a estas alturas ” caiu a ficha” do presidente Lula, ao afirmar que isso era um problema de Bush. Mas o presidente fala cada coisa, hein !!! E a popularidade sobe, não é ? !! Só aqui..mesmo…É que o pobre coitadinho que trabalha e ganha pouco, nem tem bem noção da crise, não sabe o que ” subprime”, commodities, plano para salvar a economia americana, etc.., sabe que tem emprego e dinheiro no bolso, por isso Lula é bom, e com certeza o é para ele. Mas a crise está por perto, e esse pobre trabalhador também não vai entender quando chegar o dia que porventura perder seu emprego. Já viu né !

Bombardeio na selva colombiana mata dirigente das Farc

BOGOTÁ – O líder de uma coluna da guerrilha colombiana Farc, acusado pelo Exército de semear o terror numa ampla região do sudeste do país, morreu junto com outros sete rebeldes num bombardeio no meio da selva, disseram fontes militares na quarta-feira.

A ação militar com aviões e helicópteros ocorreu na noite de terça-feira perto da localidade de Puerto Cachicamo, Departamento de Guaviare. “No desenvolvimento da operação ‘Alfil’, com participação da Força Aérea Colombiana, as tropas desferiram um certeiro golpe contra as estruturas do Bloco Oriental”, informou nota das Forças Armadas.

Neftaly Murcia Vargas, o “Camilo Tabaco”, comandava a coluna Manuela Beltrán das Farc, uma das mais ativas dentro do Bloco Oriental, o mais importante do grupo, ativamente vinculado à produção e tráfico de cocaína.

O presidente Álvaro Uribe destacou o êxito da operação e a periculosidade do rebelde morto.

“Tabaco é de uma grande importância nas Planícies Orientais, porque a cidadania o acusava de ser o mandante de muitos ataques, de muito derramamento de sangue”, disse Uribe a jornalistas.

Pelo menos cinco outros líderes importantes da guerrilha morreram em ações militares nos últimos meses, inclusive o importante Raúl Reyes, vítima de um bombardeio colombiano em território do Equador, em março.

Além disso, o dirigente máximo da guerrilha, Manuel Marulanda, o “Tirofijo”, morreu do coração neste ano, sendo substituído por Alfonso Cano.

Para piorar a situação da guerrilha, milhares de seus membros desertaram. As Farc chegaram a ter 17 mil integrantes, mas hoje não passam de 9.000, segundo as autoridades.
Agência Estado

Rizzolo: A atuação das Farc na Colômbia está sendo duramente combatida pelo governo de Uribe. É claro que a Colômbia conta com a ajuda estratégica dos EUA, contudo a disposição do governo colombiano em não negociar com a guerrilha, esta a cada dia gerando mais resultado. Ao contrário do que Chavez apregoava, a conciliação, o entendimento, Uribe bate forte ” falando a mesma língua” dos guerrilheiros que na verdade, não passam de terroristas. Nesse universo do combate a guerrilha, a esquerda da América Latina ainda tem as Farc como ” grupo libertador”, o que é uma besteira muito grande, do tamanho da concepção retrógrada e visão política defasada, aonde as posturas radicais tomam formas de redenção. Por esta razão é que os países da América Latina inclusive o Brasil são tímidos em relação a uma crítica mais enfática em relação as Farc. Já disse várias vezes neste Blog, que não podemos assemelhar nosso discurso com o chavismo. Mas o petismo e a esquerda de Ipanema aceitam isso?

Bush condena ‘brutal violência’ russa na Geórgia

WASHINGTON – O líder americano George W. Bush denunciou nesta segunda-feira, 11, o que ele chama de dramática e brutal escalada da violência russa na Geórgia. O presidente dos Estados Unidos pressionou Moscou para aceitar um cessar-fogo imediato e retirar suas tropas da região.

Ao retornar dos Jogos Olímpicos de Pequim, Bush colocou a crise no Cáucaso no topo de sua agenda. Para o chefe de Estado americano, o conflito parece ser uma tentativa da Rússia de tirar do poder o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, aliado dos EUA.

“A Rússia invadiu um país soberano e ameaçou um vizinho. Isso é inaceitável no século 21”, declarou Bush em um discurso em Washington. Ele advertiu que se o governo russo continuar com a ofensiva, afetará “substancialmente” suas relações com os EUA e outros países.

“Tive uma reunião com a equipe de segurança nacional para discutir a situação na Geórgia. Estou profundamente preocupado com relatos de que as tropas russas se moveram para além da zona do conflito, atacando a cidade georgiana de Gori, e agora ameaçam a capital Tbilisi”, continuou o líder americano.

“Há evidências de que as forças russas podem começar a bombardear o aeroporto civil na capital. Se essas informações estiverem certas, tais ações representariam uma escalada dramática e brutal no conflito na Geórgia”, acrescentou o presidente, antes de voltar à China.

Bush indicou que o governo georgiano já teria aceitado o esboço de um acordo de paz que também seria aceito pela Rússia. Os termos incluiriam “um imediato cessar-fogo, a retirada das tropas da zona do conflito, o retorno ao status militar anterior ao confronto e o comprometimento em refutar o uso da força.

O chefe de Estado destacou que os líderes europeus e oficiais americanos estariam pressionando Moscou para aceitar o plano de paz. “O governo russo tem que respeitar a integridade territorial e a soberania da Geórgia”. “As ações da Rússia nesta semana levantaram sérias questões sobre suas intenções na Geórgia e região”, concluiu Bush.

Nos últimos dias, o governo russo tem ignorado os pedidos ocidentais para o fim da operação na Geórgia – considerada legítima por Moscou – e respondido com força ao contra-ataque de Tbilisi.

A Rússia iniciou a ação militar na sexta-feira, alegando que agia em defesa dos cidadãos russos na província separatista de Ossétia do Sul, que estava sendo bombardeada pelo governo georgiano.
Agência Estado

Rizzolo: A Rússia está demonstrando a sua vocação expansionista fazendo uso de uma verdadeira violência militar contra a Georgia. A desculpa russa, é que a Geórgia é de certa forma fora instigada pelos EUA, o presidente da Comissão de Segurança da Duma do Estado, Vladimir Vasilyev, acredita que o atual conflito na Ossétia do Sul lembra muito as guerras no Iraque e no Kosovo.

É a velho discurso russo conspiratório que serve para chancelar as atrocidades russas na região. Os EUA por sua vez não tem a intenção de se aprofundarem na crise, apenas condenam a brutal violência. Agora apenas uma observação sobre a postura da esquerda brasileira, vejam o profundo silêncio dos esquerdistas.

A esquerda brasileira e da América latina em geral, tem como o imperialista os EUA, agora os russos, esses não. Imagem, Putin o “democrata”, Chavez o ” libertador” . Ora, porque os comunistas não não ” malham a Rússia? Ah! Mas a Rússia pode. EUA no Iraque não. Israel se defender, não. Ah! Mas a Rússia de Putin esses sim, esses tem ” legitimidade ” para atacar a Geórgia.

Olha, sinceramente, acredito apenas em influências regionais; toda super potência militar possui regiões de influência, o problema é que a Rússia, o Irã e a China estão tentando ter influência na América Latina, “quintal” dos EUA e isso para nós, um País desarmado é perigoso. Chavez é o representante maior no sentido de promover uma verdadeira abertura na América Latina de bases militares para esses países, face a sua influência militar e financeira na nossa região. Louco eu? Não, louco aqueles que ainda não perceberam isso, e dormem tranquilos.

Bush pede liberdade de expressão antes da abertura dos Jogos

PEQUIM – O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, destacou nesta sexta-feira, 8, a necessidade de liberdade de expressão e religiosa em Pequim, no mesmo dia em que a capital chinesa é palco da abertura dos Jogos Olímpicos aos quais ele assistirá. Em discurso pronunciado na abertura da nova Embaixada dos EUA em Pequim, o chefe de Estado americano destacou que Pequim e Washington devem continuar dialogando, e que nessa conversa os dois países serão “honestos na crença que todo o mundo deve ter liberdade de dizer o que pensa e rezar o que quiser”.

“As sociedades nas quais se permite a liberdade de expressão de idéias tendem a ser as mais prósperas e pacíficas”, disse Bush, em clara alusão ao governo chinês, criticado por grupos pró-direitos humanos devido à perseguição a dissidentes e ao rígido controle estatal das religiões.

No discurso, Bush se mostrou menos crítico que no pronunciamento feito na quinta-feira em Bangcoc (Tailândia), onde manifestou “profunda preocupação” com a situação dos direitos humanos na China e condenou a “tirania” de Mianmar, país que tem em Pequim um de seus poucos aliados.

Em vez disso, o presidente americano afirmou em sua primeira atividade oficial em Pequim que China e EUA “construíram uma forte relação”, e elogiou o país por “ter aberto sua economia e liberado o espírito empreendedor de seu povo”.

“Os EUA continuarão apoiando a China no caminho em direção a uma economia livre”, destacou o presidente americano no discurso, no qual lembrou a cooperação de Washington e Pequim em assuntos como a desnuclearização da Coréia do Norte ou a investigação médica.

Bush chegou na quinta-feira à noite a Pequim para assistir nesta sexta à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, ato ao qual comparecem chefes de Estado, governo e membros de famílias reais de cem países.

O presidente dos EUA destacou no discurso na embaixada que sua assistência – criticada por alguns defensores dos direitos humanos que pediam o boicote à inauguração – “é uma honra”. “Desejo poder ver os atletas”, acrescentou.

Ele também ressaltou os fortes laços históricos entre China e EUA, lembrando, por exemplo, que o primeiro navio americano chegou ao país asiático um ano depois da independência dos Estados Unidos, e que chineses e americanos lutaram lado a lado contra os invasores Japoneses.

A questão dos direitos humanos está muito presentes na agenda de Bush, que, no domingo, assistirá a uma missa na capital chinesa, mas a viagem também tem um forte componente esportivo.

Além da cerimônia de abertura, o presidente americano assistirá, neste fim de semana, à partida de basquete entre China e Estados Unidos, um dos duelos mais esperados pelos torcedores pequineses.

A situação dos direitos humanos na China já ganhou protagonismo na recente reunião em Washington de Bush com vários dissidentes chineses, entre eles a independentista uigur Rabiya Kadeer (que foi indicada há dois anos ao Nobel da Paz), um encontro que despertou a irritação de Pequim.

A China, centrada estes dias na segurança durante os Jogos Olímpicos e na recepção de centenas de milhares de visitantes, decidiu adotar uma postura moderada perante as palavras e ações de Bush, mas na quinta-feira o Ministério de Assuntos Exteriores chinês comentou as declarações do presidente americano em Bangcoc.

“Nas disputas entre EUA e China em matéria de direitos humanos e assuntos religiosos, sempre defendemos o diálogo e as trocas baseadas na igualdade e no respeito mútuo”, disse sobre a questão o porta-voz de turno da Chancelaria, Qin Gang. Ele acrescentou, como indicou a linha oficial em outras ocasiões, que os cidadãos chineses “desfrutam de liberdade de crenças com regra à lei”.

Na inauguração da Embaixada em Pequim também estiveram presentes Henry Kissinger, chave no restabelecimento de relações entre China e EUA nos anos 70, e o ex-presidente George Bush, pai do atual chefe de Estado americano.

Bush pai, que nos anos 70 foi representante dos EUA em Pequim antes da abertura de embaixadas, lembrou com nostalgia as mudanças que a cidade chinesa sofreu desde aquela época, e brincou dizendo o quanto tentou, sem êxito, aprender o mandarim com a esposa, Barbara.
Agência Estado

Rizzolo: A China muito embora tenha se desenvolvido muito, no que diz respeito à liberdade de expressão, e direitos individuais esta muito atrasada. Na verdade é compreensível, esse comportamento está contido na exegese da fundamentação socialista que restringe as opiniões da sociedade tendo apenas como referência as idéias do partido comunista. A melhor forma de desqualificar o regime comunista, e isso é uma realidade, é a censura, a falta de liberdade, e a insegurança jurídica. É claro que os comunistas radicais irão afirmar o velho refrão ” liberdade é ter alimento aos pobres, liberdade é ter saúde, liberdade é ter moradia”. Definitivamente não é.

Um País se constrói com tudo isso e principalmente com o caldeirão das idéias, da liberdade de expressão, da democracia estampada nos olhos daquele que decide quem vai ao parlamento. Agora se o povo não sabe votar, o problema é de educação, cultura e isso são caminhos a serem trilhados no desenvolvimento embasados sempre pela democracia. Um dia a China vai mudar, e aí ninguém vai detê-los, será um grande País .

Só mais uma observação, Bush pode estar certo, mas não tem autoridade moral para criticar a China em termos humanismo. Vamos esperar por outro democrata, ou na pior das hipóteses por MacCain que deve ser um presidente menos belicista para enfim fazer suas críticas. Na forma em que está é o “roto falando do rasgado”.

Jib Jab – A Disputa Eleitoral Americana

Governo russo critica Bush por comparar comunismo ao nazismo

O Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia criticou neste sábado o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, por ter colocado em um mesmo patamar o comunismo soviético e o nazismo alemão.

“Condenamos os abusos e a injustificada dureza da política interna do regime soviético, mas não podemos aceitar as tentativas de equiparar o comunismo ao nazismo e a tese de que ambos tinham as mesmas causas e objetivos”, declarou a chancelaria russa.

Esta foi a reação do Kremlin a um documento emitido por Bush por ocasião da Semana dos povos subjugados, no qual qualifica as ideologias nazista e comunista como um “mal comum do século 20”.

Moscou disse que “a União Soviética teve contribuição decisiva para a derrota do fascismo” na Segunda Guerra Mundial e que as palavras de Bush “ferem” todos os veteranos, inclusive os norte-americanos que lutaram contra a Alemanha nazista.

“Seja qual for a atitude do presidente americano para a União Soviética e a ideologia comunista, (…) dos pontos de vista histórico e humano, estes paralelismos norte-americanos não resistem às críticas”, assinala o comunicado da chancelaria.

Além disso, acrescenta que com isto Bush só encoraja os países que buscam “falsificar os fatos e reescrever a história”, em alusão aos três Estados bálticos que denunciam que sua “libertação” dos nazistas pelo Exército Vermelho lhes condenou a meio século de “ocupação soviética.”

A nota afirma, ao mesmo tempo, que a nova “Rússia democrática, livre dos estereótipos do passado”, já deu sua “valorização objetiva” ao passado soviético.

Folha online

Rizzolo: A questão em pauta é puramente interpretativa; é lógico que os dois regimes eram autoritários. Negar que o regime comunista stalinista era dotado de autoritarismo, e que não havia opressão ao povo russo é uma piada de mal gosto. Poderia até na inspiração marxista haver um ideal humanitário, o problema foi na implementação do regime, e na essência ditatorial na viabilização do socialismo, o que foi mais abrandado quando Krushnev começou a questionar certas políticas e isso começou com as relações com os Kolkoses.

Já o nazismo, inspirado nos ideais socialistas (nacional-socialista), era exatamente ” farinha do mesmo saco “, apenas um regime financiado por grupos que tinham interesses inversos, mas que de certa forma se utilizavam das mesmas técnicas de comunicação e propaganda. Enfim, Bush não está em nada errado. O que se pode afirmar com certeza, é que a União Soviética enfrentou o nazismo do ponto de vista militar e abriu a oportunidade para os EUA os derrotarem.

Agora, comunismo e nazismo podem sim ser muito bem comparados um com o outro, haja vista o que os judeus da antiga União Soviética sofreram com as perseguições tão cruéis como as implementadas pelo regime nazista, “farinhas do mesmo saco”, sem sombra de dúvida.

Ingrid Betancourt é libertada depois de 6 anos com as Farc

BOGOTÁ – O Exército da Colômbia resgatou em segurança a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, três americanos e onze militares seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A notícia foi anunciada no início desta quarta-feira, 2, o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos. Horas depois, em Bogotá, Ingrid deu uma entrevista coletiva e classificou a operação como “um milagre”.

Os seqüestrados foram libertados após uma operação de infiltração na guerrilha na Colômbia. De acordo com o ministro, o Exército capturou os guerrilheiros que faziam um cordão de segurança na área de cativeiro dos seqüestrados. Esses rebeldes teriam convencido os demais a entregar os reféns. Ingrid estava em poder das Farc havia seis anos.

O resgate, que aconteceu no departamento de Guaviare, no sudeste da Colômbia, foi fruto de uma operação de inteligência. Segundo o ministro da Defesa da Colômbia, a operação aconteceu a cerca de 70 quilômetros ao sul de San José del Guaviare, capital do departamento, próximo ao rio Apaporis. Vários guerrilheiros – inclusive um líder das Farc identificado como César – foram presos na operação de um grupo de elite das Forças Armadas colombianas.

Os reféns americanos – Keith Stansell, Marc Gonsalves e Thomas Homes – estavam seqüestrados desde fevereiro de 2003 na selva de Caquetá. Eles trabalhavam para a California Microwave Systems, empresa contratada pelo Departamento da Defesa dos EUA para recolher informações sobre as plantações de droga. As Farc os acusavam de ser espiões da CIA, informa o El Tiempo.

“Essa operação, chamada ‘Jaque’, não tem precedentes e mostra a alta qualidade e profissionalismo das forças militares colombianas”, destacou Santos, segundo o jornal El Tiempo. O ministro colombiano parabenizou a Inteligência e saudou o generais Freddy Padilla, comandante das Forças Militares, e Mario Montoya, chefe do Exército.

Padilla destacou que o país “não se esqueceu” dos reféns durante o seqüestro. “Teve um compromisso para que a pessoas voltassem sãs e salvas. Houve oportunidades, porque queríamos que a operação fosse sem precedentes na Colômbia e no mundo. Sem disparos, sem feridos”, ressaltou.

Engano

Infiltrados do Exército convenceram César a viajar para ver Alfonso Cano – líder máximo da guerrilha. Quando todos estavam no helicóptero, foi revelada a farsa: a aeronave do Exército estava camuflada como particular, revela o jornal El Tiempo.

O rebelde, capturado sem resistência, era considerado o principal carcereiro das guerrilha e teria a inteira confiança de Mono Joy, parte da alta cúpula das Farc.

“César e outro membro da guerrilha serão entregues às autoridades judiciais para que sejam processados por todos os seus delitos”, informou em comunicado a Presidência colombiana, sem dar mais detalhes da operação, que começou pela manhã.

Carreira política

Ingrid Betancourt, nascida em Bogotá (no Natal de 1961), veio de uma família já introduzida na política. Seu pai, Gabriel Betancourt, foi ministro da ditadura do general Rojas Pinilla e depois se tornou diplomata, enviado a Paris, onde Ingrid cresceu. Sua mãe, a Miss Colômbia Yolanda Pulecio, serviu o Congresso representando as comunidades pobres do sul de Bogotá.

Após a morte de Luis Carlos Galán, candidato à Presidência da Colômbia repressor ao tráfico de drogas, em 1989, Betancourt voltou ao seu país de origem e fazer algo por ele. Na década de 90, trabalhou no Ministério das Finanças e foi eleita para a câmara dos deputados em 1994, lançando o Partido do Oxigênio Verde.

Combateu a corrupção e o financiamento de campanha com dinheiro de drogas. Concorreu ao Senado em 1998, conquistando o maior número de votos entre os candidatos. Durante seu mandato, ameaças de morte a forçaram enviar seus filhos pra Nova Zelândia.

Após as eleições de 1998, Betancourt escreveu um livro. Sua primeira versão foi em francês, pois foi proibido de ser publicado na Colômbia. Após um tempo, recebeu versões em espanhol e inglês. No final de 2001, o governo colombiano e a opinião pública estavam ficando impacientes e desencorajados com a situação. Ingrid decide se candidatar a presidente.

O Seqüestro

Ao se lançar à Presidência em 2002 – eleição que Uribe venceu – Ingrid Betancourt queria ir a zona delimitada de San Vicente del Caguán para se encontrar com as Farc. Isso era um ato comum, e muitas figuras públicas visitavam a região, criada para negociações com a guerrilha.

Autoridades insistiam para que Betancourt não visitasse a região. Após ter o pedido de transporte com um helicóptero militar ter sido negado, ela decidiu ir pela estrada. Após parar no último posto policial antes da zona delimitada, os alertas dos militares não foi o bastante e sua comitiva seguiu em frente.

Ignoraram o aviso e as Farc seqüestraram grande parte dos integrantes, e continuaram presos nestes seis anos. O nome de Ingrid não foi retirado da campanha e no final atingiu 1% dos votos.

Com ela foi seqüestrada Clara Rojas, candidata à Vice-Presidência da Colômbia pelo partido “Oxígeno Verde” (Oxigênio Verde) e que foi libertada pelas Farc em 10 de janeiro último.O mesmo espírito destemido que levou Betancourt para Caquetá fez com que dissesse ao Congresso colombiano que o país estava sob governo “de um delinqüente”, em referência ao então presidente Ernesto Samper (1994-1998).

Em outra ocasião, declarou que o partido em que iniciou sua vida política, o Liberal, era um clube de “ladrões e corruptos”, e o Poder Legislativo, “um ninho de ratos”.

Cativeiro

Em seu longo período de cativeiro de mais de dois mil dias, suportou a morte de seu pai, uma das pessoas que mais teve influência em sua vida.

A ex-candidata presidencial colombiana, que tem também nacionalidade francesa, se transformou na “jóia da coroa” das Farc, a mais importante moeda da organização guerrilheira junto com os cidadãos americanos.

Um dos chefes da guerrilha, José Benito Cabrera, conhecido como “Fabian Ramírez”, não hesitou em afirmar, poucos dias depois do seqüestro de Betancourt, que a situação dela demoraria a ser resolvida, adiantando na ocasião que a ex-candidata seria a líder de um grupo de reféns “passíveis de troca” por cerca de 500 rebeldes presos.

A família de Betancourt recebeu a primeira “prova de vida” da ex-candidata presidencial em 24 de julho de 2002. Em um vídeo, a dirigente conservava seus brios rebeldes, rejeitava a troca proposta pelas Farc e cumprimentava seu segundo marido, o publicitário colombiano Juan Carlos Lecompte.

Como presente pelo 46º aniversário de Betancourt, Lecompte lançou sobre a selva colombiana, em 25 de dezembro último, cerca de 20 mil panfletos com fotografias recentes dos filhos de Betancourt, com a esperança de que pelo menos um deles chegasse às mãos de sua esposa.

“Este é um momento muito difícil para mim. Pedem provas de sobrevivência à queima-roupa e aqui estou te escrevendo colocando minha alma sobre este papel. Estou mal fisicamente. Não voltei a comer, estou sem apetite, meu cabelo cai em grandes quantidades”, disse Betancourt à sua mãe Yolanda Pulecio.

Fugas

A ex-candidata presidencial, cujo único contato com o exterior vinha sendo feito por um aparelho de rádio, tentou escapar várias vezes de seus seqüestradores, segundo contaram alguns dos poucos reféns que conseguiram fugir dos guerrilheiros, como o policial John Frank Pinchao.

Embora Ingrid Betancourt tenha “uma coragem à prova de bala” e um ótimo humor, segundo alguns analistas, sofreu na carne os rigores do cativeiro na selva. Prova disso é um vídeo divulgado em 30 de novembro último, e no qual é vista em uma cadeira em meio à selva, extremamente magra, com o cabelo muito longo e um olhar triste e perdido, em imagens que para muitos ilustram o conflito colombiano.

‘Dívida com a Colômbia’

Uma série de acontecimentos na Colômbia, como o assassinato de vários candidatos presidenciais, um frustrado processo de paz com as Farc, a ocupação rebelde do Palácio de Justiça – que culminou na morte de mais de 100 pessoas – e o surgimento do chamado “narcoterrorismo”, fez com que Betancourt refletisse sobre suas metas.

Ela sabia que “tinha uma dívida” com a Colômbia, como já havia ensinado seu pai. “O país me chamava”, chegou a declarar.
Agência Estado

Rizzolo: A Farc já vinha se desmoronando, com a morte de alguns de seus dirigentes graças às ações do governo Uribe, em conjunto, é claro com o governo americano. Na América latina não há mais espaço para esses tipos de atrevidos paramilitares. A operação parece ter sido bem elaborada, inicialmente, a inteligência militar colombiana infiltrou um homem seu no grupo que estava com Ingrid Bettancourt e outro agente no próprio secretariado das Farc. Os agentes afirmaram que Afonso Cano, o novo chefão dos terroristas, havia ordenado que Ingrid fosse transferida para outro local, assim sendo, providenciariam um helicóptero de uma organização humanitária chegaria para fazer o transporte. O Exército colombiano maquiou um helicóptero só para a operação. O helicóptero baixou e pegou Ingrid e os demais.

Não resta a menor dúvida que se dependesse a libertação de Ingrid de outros que não fosse o governo Uribe e os EUA, Ingrid ainda estaria por lá. Agora diante dessa vitória contra paramilitares que ameaçam a democracia na América Latina, ainda há que se questionar alguma mal em relação à Quarta Frota americana. Eu entendo que não, com a palavra os que detestam a democracia.

Dilma vai a fórum de executivos com Bush nos EUA

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, participarão de um fórum de altos executivos americanos e brasileiros, em Washington, que contará também com a presença do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.
A primeira parte do fórum se deu em Brasília, com um encontro realizado em outubro do ano passado. Na ocasião, empresários dos dois países foram também recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A versão americana do encontro binacional terá início neste domingo e reunirá pelo menos nove representantes de empresas brasileiras e o mesmo número de altos executivos dos Estados Unidos.

Entre os participantes brasileiros, estão representantes de companhias como Votorantim, Grupo Camargo Corrêa, Odebrecht, Embraer, Vale e Alcoa. Do lado americano, Citibank, Intel, General Motors, Cargill e Coca-Cola, entre outras.

Idéias

Os executivos apresentarão as suas sugestões para a ampliação de negócios entre os dois países a representantes dos governos brasileiro e americano, no domingo.

Dilma e Miguel Jorge representarão o Brasil, e os Estados Unidos serão representados pelo secretário do Comércio, Carlos Gutiérrez, e pelo assessor econômico da presidência americana, Dan Price.

Na segunda-feira, os executivos serão recebidos pelo presidente Bush, na Casa Branca, em encontro que também contará com a presença de Dilma e Miguel Jorge.

PAC

Dilma e Miguel Jorge também se encontrarão na segunda-feira com o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson.

De acorco com a embaixada, o representante do Tesouro teria interesse em saber mais sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com vistas a setores contemplados pelo programa nos quais os Estados Unidos poderiam investir.

Paulson teria ficado frustrado com a ausência de participação de conpanhias americanas na recente licitação de rodovias no Brasil.

Iniciativa

O fórum foi uma iniciativa do embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel, que se valeu de sua experiência no setor privado e de uma iniciativa anterior semelhante, firmada pelos Estados Unidos com o governo da Índia.

Depois do primeiro encontro do fórum em Brasília, executivos americanos e empresários brasileiros formaram grupos de trabalho que se reúnem em seus respectivos países a cada 15 dias e que se mantêm em contato por emails e conferências telefônicas.

Entre as propostas que os empresários que integram o fórum elegeram como prioritárias estão a de impedir a bitributação de produtos, ampliar o prazo para a concessão de vistos de cinco para 10 anos e promover um maior número de vôos entre Estados Unidos e Brasil.

Interesses

Segundo a Embaixada do Brasil em Washington, o interesse pelo Brasil na realização do fórum começou a crescer a medida que o país passou a ampliar o número de produtos que exporta para os Estados Unidos.

Tanto empresários como o governo do Brasil têm entre suas prioridades vender o país como um lugar seguro para atrair investimentos americanos.

Os Estados Unidos deverão investir um total de US$ 20,7 bilhões em projetos no Brasil até 2012. Atualmente, o total de investimentos diretos pelo Brasil nos Estados Unidos é de US$ 6,3 bilhões.

BBC Brasil

Rizzolo: A ampliação dos negócios entre o Brasil e os EUA devem ser alavancados, na realidade a participação das empresas americanas no Brasil deve ser reavaliado pelo governo dos EUA, a disposição de investimentos em projetos por parte dos EUA no Brasil é na ordem de US$ 20,7 bilhões nos próximos anos. Existe um problema de relação comercial e de comunicação entre o Brasil e os EUA, por mais que se tente negar, o governo republicano dos EUA não aprecia o envolvimento do Brasil com governos populistas como os da Venezuela e os demais da América Latina; no fundo, a diplomacia americana gostaria de um alinhamento do tipo exercido por Álvaro Uribe, isolacionista. Porem os EUA estão se dando conta, que não há como deixar de participar dos projetos brasileiros como o PAC, para isso se valem de uma reavaliação das questões protecionistas . Fica patente que se os EUA enxergarem o Brasil do ponto de vista ideológico, e sua relação com os demais países da América Latina, não terão participação nos projetos de desenvolvimento brasileiro. Ser republicano sairia caro demais, e isso também eles não apreciam.

Bush deixa mais 9 milhões de americanos sem seguro-saúde

Durante os 7 anos de governo Bush, mais 5 milhões de pessoas foram lançadas à “pobreza severa”; o crescimento da oferta de emprego caiu em 2/3. O número de pessoas sem acesso a cuidados com a saúde aumentou de 38 milhões para 47 milhões

Compilação do “Caucus Democrático” sobre a herança maldita de W. Bush, em comparação com os EUA que ele havia recebido na posse em janeiro de 2001, revelou que seu governo reduziu à metade o “crescimento” da economia; quase dobrou a dívida nacional e o débito dos consumidores; cortou em dois-terços a criação de empregos; elevou para 47 milhões o número dos sem-seguro-saúde e para 36,5 milhões o de miseráveis; cortou a renda média por família e tornou negativa a poupança das famílias; transformou um superávit orçamentário num monumental déficit; e arrasou a reputação do país no exterior. O “Caucus” é o mais antigo organismo partidário dos EUA, atuando desde os fundadores da República e se orgulha, ainda, do papel de apoio ao presidente Roosevelt.

Vamos aos números. O crescimento real do PIB dos EUA se arrastou a uma média de 2,65% nos sete anos de W. Bush, comparado com 4,09% nos oito anos anteriores, com os democratas. No mesmo período – 20 de janeiro de 2001 até hoje – a dívida nacional dos EUA quase dobrou, de US$ 5,7 trilhões, para US$ 9,2 trilhões. Note-se que esses “2,65%” do PIB em boa parte eram espuma especulativa, na bolsa e nas hipotecas, como revelado no estouro do subprime.

A criação de novos empregos pelo setor privado, por ano, ao longo do reinado de W. Bush praticamente baixou a um terço da sob o governo democrata (oito anos de Bill Clinton). De 4.369.000 empregos por ano, desabou para 1.760.000 postos de trabalho. (Desses, a maioria recebendo salários miseráveis aos moldes da Wal Mart e McDonalds). Há ainda o superávit orçamentário legado por Clinton, que W. Bush, com suas guerras e sua isenção de impostos para magnatas, transformou em um monumental déficit. Respectivamente “US$ 431 bilhões de superávit sobre os três anos prévios” e a façanha do texano, de US$ 734 bilhões no vermelho.

SUBPRIME

A fonte da maioria dos dados são órgãos do próprio governo e, em vários casos, o Caucus inclusive é condescendente. Isto é, a realidade é ainda pior do que é apresentada. Veja-se que a compilação sequer toca, por exemplo, na crise do subprime, que já se transformou numa crise dos bancos, corretoras e seguradoras, e onde as perdas, de acordo com o “Wall Street Journal”, já ultrapassaram os US$ 100 bilhões. Também não toca no número de americanos que perderam suas casas por causa do subprime. Mas o que mostra é mais do que suficiente.

Ela apresenta, ainda, quanto custou ao povo norte-americano o desastre conduzido por W. Bush, pelo cartel do petróleo e das armas, e por Wall Street. O número de americanos na pobreza aumentou de 31,6 milhões para 36,5 milhões – mais de 15%. Note-se que o país mais rico do mundo, e com a mais perdulária elite já vista, ter 31 milhões de pobres em 2001 já era um escândalo. Mas W. Bush, que costuma conversar com Deus no seu rancho quando não está tirando uma prosa com as suas vacas, logrou aumentar esse número em mais de 5 milhões.

SAÚDE

Ainda no item “qualidade de vida”, o Caucus assinalou que o número de americanos sem seguro saúde, num país onde a saúde é privatizada e caríssima, disparou de 38 milhões antes de 2001 (Clinton), para 47 milhões. Note-se que sob Clinton, que inclusive tentou implantar um sistema menos selvagem sem sucesso, mais 4,5 milhões de pessoas haviam conseguido o seguro saúde, enquanto mais de 8,5 milhões o perderam, sob W.Bush. Outro dado que impressiona é a elevação do custo do seguro saúde “premium” para uma família: quase 100% de aumento, contra uma inflação reconhecidamente pequena nesse período. Segundo os números do Caucus, respectivamente US$ 12.106 por ano (com Bush) e US$ 6.230 antes.

A renda média de uma família também encolheu sob W. Bush. Nos oito anos anteriores à fraude da Flórida, essa renda, de acordo com essa fonte, aumentou US$ 6.000, para US$ 49.163. Com Bush, diminuiu US$ 1.100, baixando para US$ 48.023 (Há estudos situando essa perda em US$ 2.000). Essa renda, apesar de toda a demagogia do texano sobre os cortes nos impostos, foi seguidamente abalroada, ainda, pela triplicação do preço do galão de gasolina, de US$ 1,39 para US$ 3,07 – o que não teria ocorrido sem a invasão do Iraque (a OPEP pleiteava um aumento para um patamar que é hoje um terço do preço das Sete Irmãs de 100 dólares o barril). Também pesou o aumento no ensino superior privatizado, que custa os olhos da cara – de US$ 3164 por ano, para US$ 5192.

POUPANÇA NEGATIVA

Assim, destaca a compilação, a taxa de poupança pessoal despencou de 2,3% positivos para menos 0,50%. O que expressa a situação das famílias tentarem mitigar o arrocho salarial em vigor, apelando para o endividamento forçado, o cartão de crédito e inclusive a hipoteca da casa.

Dessa forma, e com aquela desinteressada mãozinha de Allan Greenspan em prol dos 500 bancos com água pelo nariz em 2001, a dívida dos consumidores explodiu de US$ 7,6 trilhões, para US$ 12,8 trilhões.

Ao mesmo tempo, e refletindo tanto os desajustes estruturais da economia americana, vergada pelos monopólios, e sua perda de competitividade, enquanto não parava de bater recordes de fachada de “aumento na produtividade”, o déficit anual dos EUA no comércio exterior dobrou, de US$ 380 bilhões para US$ 759 bilhões. Por sua vez, a “força do dólar” dos EUA – como apresenta o artigo – caiu de 1,07 euros por dólar (2001), para US$ 0,68 euros por dólar. (Registre-se que nem assim as exportações dos EUA viraram o jogo). Quanto à dependência dos EUA de petróleo proveniente do estrangeiro, aumentou de “52,75% para 60,38%”.

DESASTRE

A compilação também registra o desastre à imagem do país no exterior, sob a política terrorista e as guerras de W. Bush. Ela cita que, no geral de uma pesquisa de “como a América é vista no exterior”, realizada pela PEW em dez nações, o “favoravelmente” caiu de 58,3% para 39,2%. Cá para nós, deram uma retocada para chegar nesses “39%”, para não desanimar o time da casa. Por exemplo, na Alemanha, o “favoravelmente” tinha 78% – depois de Bush foi cortado para a metade; Na Inglaterra, de “83%” pró, um tombo para 56%. Na Turquia é, atualmente, de 12%; ligeiramente melhor na Indonésia – 30%. Abu Graib, Guantánamo e tortura se tornaram a imagem mais fidedigna dos EUA aos olhos dos demais povos.

O Caucus não deixa de notar que a “prontidão de combate” – total em todas as unidades antes de W. Bush – agora virou “nem uma só brigada na ativa ou da reserva considerada ‘plenamente pronta para combate’”. Com sua costumeira modéstia, a Resistência iraquiana compreende as razões do Caucus para não conceder os devidos créditos.

Os dados da compilação podem ser confirmados em órgãos federais e estaduais dos EUA, como o Bureau de Análise Econômica, o Departamento do Tesouro, o Bureau de Estatísticas sobre o Trabalho e o Bureau de Censo dos EUA. Também o Escritório de Coordenação do Ensino Superior do Estado de Washington, Pew Research Center e o Centro Kaiser de Estudos sobre Seguro Saúde.

ANTONIO PIMENTA
Hora do Povo

Rizzolo: A resposta aos republicanos com certeza vai ser dada nas urnas, com a vitória dos democratas. O problema de saúde nos EUA é extremamente sério. Hoje existem 47 milhões de pessoas sem seguro-saúde, situação que inspirou o documentário de Michel Moore sobre essa questão. A idéia de que o mercado por si só é auto regulador, é uma tolice e leva os países, como já levou os EUA a problemas sociais e econômicos. Entender que uma nação poderosa como os EUA não tinham o menor controle sobre as subprimes nos leva a refletir o quanto vulnerável é o sistema puramente capitalista.

O Estado deve ter sua participação na medida contida sem excessos, contudo, a coluna vertebral dos investimentos, os direcionamentos econômicos, devem partir do Pode Público. Negar isso, é chancelar a anarquia, a fome, o desespero, a injustiça. Em parte o que está ocorrendo nos EUA tem caráter didático para que os neoliberais de plantão se contenham e reconheçam os erros. A participação da iniciativa privada deve ser livre, mas o direcionamento dos investimentos devem ser coordenados a partir de uma política pública onde a presença do Estado se faz necessária, senão vira isso que estamos presenciando nos EUA.

Citibank anuncia rombo recorde de US$ 18 bi no quarto trimestre

O maior banco dos EUA divulgou também um prejuízo de US$ 9,8 bilhões.
Vai ainda realizar 21.000 demissões e corte de 41% nos dividendos

O Citibank, o maior banco dos EUA em ativos, anunciou um prejuízo de US$ 9,8 bilhões no último trimestre de 2007 – o maior da história – e confirmou um rombo de US$ 18 bilhões em perdas no ‘subprime”, isto é, na especulação hipotecária, e mais US$ 4,2 bilhões com empréstimos bichados. O novo presidente do Citi, Vikram Pandit, convocado às pressas em novembro passado, anunciou, ainda, mais 4 mil demissões, além das 17 mil já comunicadas no meio do ano, e um corte de 41% nos dividendos. As ações despencaram e as bolsas no mundo inteiro vêm acompanhando a derrubada.

E eis que o colapso da pirâmide com papéis podres de hipotecas arrasta de roldão o segundo banco da família Rockefeller – o outro é o Chase, agora fundido com o JP Morgan -, por décadas, o símbolo da arrogância imperial e da intromissão na economia alheia. O banco que presidia o “Comitê dos Bancos Credores” no achaque da crise da dívida externa dos países dependentes, e que, como notou o presidente Lula, se metia “a dar palpites sobre como administrar os países, as coisas”. “Quando chega a hora de mostrar a sua competência, eles mostram que não têm tanta competência quanto falavam”.

O rombo do quarto trimestre é recorde, mas não é o único. No terceiro trimestre de 2007, os resultados já haviam sido tão ruins que o então presidente, Charles Prince, no cargo desde 2003, caiu. O banco teve de admitir no dia 5 de novembro um rombo de US$ 11 bilhões nesse período. Mas em julho, quando já fazia mais de um ano desde que a bolha especulativa começara a estourar, Prince ainda asseverava que o Citi continuava “dançando o boom das aquisições”. Antes de ir ao chão, ainda filosofou sobre “significativa volatilidade de mercado” e “ruptura das relações históricas de preço”.

RUPTURA

A “ruptura das relações históricas de preço” era uma cínica referência ao fato de que os títulos-frankstein montados pelas operações de “engenharia especulativa”, para bancar empréstimos alavancados e a pirâmide das hipotecas, então tidos como “AAA”, do dia para a noite eram descobertos como “junk”, lixo. Por precaução, o Citi anunciou a demissão de Prince num domingo, antes que as bolsas abrissem. Agora em janeiro, a agência “Standard & Poor’s”, buscando se desvincular da fraude na determinação dos títulos subprime, rebaixou o Citi para “AA-” e apontou como “negativa” a tendência para o banco. Afinal, não eram a S&P, a Moodys e outras espeluncas que asseguravam que os títulos “junk” eram de primeirís-sima linha?

Muito tem sido escrito sobre a concessão de empréstimos sem critérios, a gente que não tinha como pagar. Mas não foram as pessoas que foram enganar os bancos, mas os bancos, as corretoras e todo tipo de espertalhão que montaram operações em larga escala para levar a população a adquirir os títulos bichados, botando sua casa no risco. Um analista comparou os “títulos” suprime a um porquinho pintado de batom, a que foi atribuído valor equivalente a um título do governo dos EUA, AAA.

Outro comparou com montar uma torta de camadas, em que várias delas são constituídas de lama, estrume e outras especiarias, mas que, como também tinha chantilly, virava um “título AAA”. Mas, a pirâmide com hipotecas é apenas o lado mais “extenso” da questão, porque paralelamente foram montados esquemas mais sofisticados, entenda-se, com um nível de fraude mais apurado. O tipo de “papéis” que dão suporte a uma avalanche de aquisições e fusões “alavancadas”. Por exemplo, a BBC afirmou que no dia 14 de dezembro o Citi encerrou sete operações “SIV” – tipo particularmente arriscado de derivativo -, no montante de US$ 48 bilhões.

PADROEIRO

Assim como na crise de 90-91, quando 500 bancos norte-americanos foram à lona e os demais se salvaram com a ajuda de São Greenspan, o santo padroeiro dos Rockefellers durante quase duas décadas, o Citi saiu à cata de socorro lá fora. Na época, um príncipe saudita compareceu com o dinheiro. Dessa vez, o Citi apelou, em novembro, para o sheik de Abu Dhabi, conseguindo US$ 7,5 bilhões. Conforme a coisa piorou, chamou o príncipe saudita de novo, que ampliou sua cota, e também o sheik do Kuwait e o governo de Cingapura, que estão aportando US$ 14,5 bilhões. Nada como ter uma frota armada nas imediações dos cofres amigos.

SONO DOS JUSTOS

Mas há muito chão até a fina flor da malandragem de Wall Street poder dormir sossegada. No dia 17 de julho do ano passado, uma das maiores corretoras de títulos dos EUA, a Bear Stearns, teve de comunicar aos seus clientes que dois de seus fundos, bancados por títulos subprime, de US$ 20 bilhões, não valiam mais nada. Em 9 de agosto, o banco francês Paribas interrompeu operações por “não ter como avaliar o preço” dos títulos. Havia meses que os bancos faziam de conta que nada estava acontecendo, mesmo após US$ 10 bilhões de perdas do HSBC. A crise causou um aperto de crédito, em cada banco temia realizar operações com o outro, convulsionou as bolsas no mundo inteiro e escancarou o estouro da bolha nos EUA. Desde então, praticamente todos os grandes bancos e corretoras dos EUA declararam rombos nas suas contas, assim como vários outros da Europa, que se envolveram na especulação ‘subprime’. Só nas vésperas de Natal, os bancos centrais liberaram mais de US$ 500 bilhões no mundo inteiro aos bancos comerciais, para mantê-los à tona.

INJEÇÃO

Quanto à injeção de capital no Citi, ainda há muito chão à frente. Como já assinalou a revista inglesa “The Economist”, “se há algo que deixa os grandes de Wall Street sem dormir, é a perspectiva das pontes irem ao colapso. Bancos que financiaram operações de aquisição [buy-outs] têm facilitado os acordos por tomarem dezenas de bilhões de doláres em débitos e ações ‘ponte’. O objetivo é dar baixa na contabilidade rapidamente repassando-os para investidores institucionais”. O que, conclui a revista, tem ficado “cada vez mais difícil de fazer”, conforme “os apetites por papéis altamente lucrativos mas de alto risco definham”. Como os demais mastodontes financeiros dos EUA, o Citi está entupido desse lixo tóxico.

ANTONIO PIMENTA
Hora do Povo

Rizzolo: A crise dos “subprimes” demonstra a vulnerabilidade do mercado americano onde especuladores fazem o que bem entendem sem a devida regulamentação do setor bancário. O mais interessante é que quando é para se fazer uso de empréstimos irresponsáveis, é a lógica do mercado que impera, contudo nas crises a tutela do Estado é apregoada, para enfim pagar a conta dos prejuízos causados pelos sedentos de lucros.

Como diz o texto, não foram as pessoas que foram enganar os bancos, mas os bancos, as corretoras e todo tipo de espertalhão que montaram operações em larga escala para levar a população a adquirir os títulos bichados, botando sua casa no risco. Com certeza o reflexo será sentido no Brasil, mas face ao mercado interno aquecido o efeito poderá ser brando. Até o tema das campanhas presidenciais americanas mudou, antes o foco era o Iraque, agora com certeza será a economia que poderá fazer e trazer tanto estrago quanto a guerra de Bush.

Coréia Democrática denuncia planos militares dos Estados Unidos

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Pyongyang, 25 dez (PL) A Coréia Democrática denunciou hoje os planos agressivos dos Estados Unidos para lançar um ataque preventivo contra seu território, depois da aparência de dialogar com as autoridades do norte da península.

Um comentário do jornal Rodong Sinmún, órgão do Partido do Trabalho da Coréia (PTC), diz que esse diálogo, ao mesmo tempo que prepara o confronto, não é mais que uma opção militar para desarmar mentalmente à República Popular.

O rotativo recorda que recentemente a força aérea norte-americana realizou manobras na península numa operação coordenada, durante as quais despregaram aviões F A-18 e KC-130 com base no estrangeiro.

O propósito desses exercícios foi atacar objetivos terrestres, brindar apoio aéreo, travar combates aéreos e realizar ataques intensivos com o deslocamento de formações de aparelhos.

Rodong Sinmún opina que estes ensaios para lançar um ataque contra a República Popular Democrática da Coréia (RPDC) lançam a dúvida sobre se Washington realmente deseja o diálogo ou não.

Os dois países participam desde 2003 em Beijing nas conversas a seis bandas sobre a desnuclearização da península coreana, e servidores públicos de alto escalão de ambos governos sustentaram vários encontros bilaterais nos recentes meses.

É a intenção dos conservadores de linha dura dos Estados Unidos de pressionar à atual administração para suspender o diálogo com a RPDC e tensionar a situação para deixá-la mais complicada, estima o jornal.

O comentário adverte que Pyongyang está disposta a responder ao diálogo com o diálogo, mas também a contra arrestar a força com a força.

Prensa Latina

Rizzolo: Bom, isso é bem provável, toda esse cortejamento americano, tem em sua raízes, lançar bases à uma oposição republicana sedenta de sangue. Contudo, a Coréia do Norte não é o Iraque, a China continental não admitirá qualquer agressão a Pyongyang , e aí a coisa ficará preta. Segundo o presidente norte-americano George W. Bush, a Coréia do Norte faz parte de um “eixo do mal”. Para Bush, os três países que constituem esse eixo -Coréia do Norte, Irã e Iraque possuem armas de destruição em massa e patrocinam o terrorismo regional e mundial.