Israel expulsa diplomatas venezuelanos do país

JERUSALÉM – O governo israelense ordenou hoje a expulsão de diplomatas venezuelanos do país. O motivo alegado é a decisão do governo de Hugo Chávez de romper relações com Israel, por causa da ofensiva militar na Faixa de Gaza. Os diplomatas venezuelanos devem deixar o país até sexta-feira.

A Venezuela expulsou no dia 14 o embaixador israelense de Caracas por causa da ofensiva militar israelense de 22 dias em Gaza, que matou cerca de 1.300 palestinos, mais da metade deles civis, de acordo com registros do Centro Palestino pelos Direitos Humanos. Entre os israelenses houve 13 vítimas no mesmo período. Na época, a Bolívia também expulsou o embaixador de Israel em La Paz pela mesma razão.

Ontem, o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, negou que seu país mantenha qualquer relação com o grupo militante palestino Hamas ou com o grupo militante xiita libanês Hezbollah. Maduro disse que a Venezuela tem uma “relação transparente” com o mundo muçulmano.

O ministro respondia a um artigo publicado no jornal israelense Haaretz, segundo o qual o governo Chávez concede auxílio a esses grupos. Maduro também negou que a administração venezuelana seja antissemita. As tensões entre os países já eram tensas pela crescente proximidade entre Chávez e o Irã, um inimigo israelense. As informações são da Dow Jones.
agência estado

Rizzolo: O mínimo que a Venezuela de Chavez poderia esperar é o ocorrido. Há tempos a América Latina tem sido alvo de uma campanha liderada por alguns países como o Irã no sentido de ampliar a influência de grupos terroristas. Ontem o próprio secretário norte-americano de Defesa, Robert Gates alertou sobre este fato. O pior é que a esquerda brasileira aplaude o esquerdismo de Chavez e Morales e acaba ficando sempre do lado errado. Uma pena.

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Que ninguém se engane: Obama é o “império”, diz Chávez

CARACAS (Reuters) – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta terça-feira que ninguém deve se iludir com a posse de Barack Obama como presidente dos EUA, mas reiterou que espera uma mudança de atitude de Washington em relação à América Latina.

Obama, de 47 anos, tomou posse neste terça-feira como o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, criando grandes expectativas dentro e fora do país, apesar de enfrentar a pior crise econômica em décadas.

“Hoje é um dia… que tem uma particular importância em nível internacional porque hoje assume a presidência dos Estados Unidos um novo presidente. Ninguém se iluda, trata-se do império norte-americano!”, disse Chávez em um ato de campanha eleitoral.

Chávez disse que seu país continuará em “revolução”, sem se importar com quem é o inquilino da Casa Blanca.

“Nós seguiremos avançando independentemente de quem seja o presidente dos Estados Unidos, independentemente da política exterior deste governo, a revolução bolivariana seguirá avançando, construindo a independência nacional da Venezuela”, afirmou.

Mas na segunda-feira ele havia dito que espera que o novo presidente “olhe para a América Latina com um novo olhar, com um novo enfoque de respeito às democracias e aos processos de mudança que avançam em nossa terra”.

Chávez transformou o confronto ideológico de sua autoproclamada “revolução socialista” com “o império capitalista” em uma das prioridades de sua política internacional e interna, denunciando uma conspiração de Washington para derrubá-lo e tomar posse das riquezas do país, especialmente o petróleo.

Na semana passada, o líder venezuelano pediu a quem se referiu como o “homem negro” que retifique suas opiniões sobre seu governo se deseja que melhorem as abaladas relações diplomáticas entre as duas nações.

O presidente venezuelano também não perdeu a oportunidade para se despedir do ex-presidente George W. Bush, que deixou a Casa Branca nesta terça-feira. Durante seu mandato, Bush foi chamado por Chávez de “diabo”, “bêbado”, “burro” e “assassino”.

“Por um lado estamos contentes de que este presidente vai embora do governo que encheu o mundo de terror e de violência. Adeus, senhor Bush!”, exclamou o presidente venezuelano.

(Por Ana Isabel Martínez)

Folha online

Rizzolo: Bem , Chavez é o tipo do sujeito que não podemos levar à sério, até porque o que ele quer é aparecer. Ontem, é claro, quiz com suas declarações, aparecer mais que Obama, e não perdeu a oportunidade de acusar os EUA de imperialistas como de praxe e custume. Como diz Chavez ” Obama é o império” , e isso nos autoriza dizer que Chavez continua sendo o eterno ” fanfarrão da América Latina”.

A Costa do Sauípe a as manobras no Caribe

Na Cúpula da América Latina e do Caribe, onde os líderes ali estiveram para discutir os caminhos do nosso continente. Ouviu-se de tudo. Desde os ditames de como Barack Obama deve se comportar para que o grupo diminua seu rancor aos EUA, até a impossibilidade de alguém atirar sapatos em função do calor, o que poderia gerar ” chulé”, como assim disse aos jornalistas o presidente Lula, num tom de brincadeira.

Chavez que ainda não resolveu fazer uma ponte, digo dentária, com sua camisa vermelha ressaltou que o Brasil não é o único país a exercer “uma liderança importante na América Latina”, e que um conjunto de lideranças seria o ideal. Talvez, sob o ponto de vista de Chavez, as lideranças na América Latina, num discurso uníssono, poderiam em conjunto dar um “pito maior”, e com mais eficiência em Obama, se por ventura este não se adequasse às exigências da turma vermelha do continente, que insistem em ser contra o imperialismo, mas adoram e aplaudem as manobras russas do Caribe.

Aplaudem também o grupo de forma velada, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, um homem tão complicado quanto seu nome, e que tem entre seus projetos humanitários “varrer Israel do mapa”, e enfrentar o capitalismo americano com suas armas, que segundo ele, são ” de uso pacífico”. A verdade é que todos esperam saber quem é Barack Obama, e já delineiam como o mesmo deve se comportar. Afinal como um presidente negro, na visão da esquerda retrógrada, deveria ele alinhar-se à turma do continente, e se tornar bonzinho e dócil.

Contudo, Obama já mostra seu perfil de estadista, de homem realmente comprometido com o papel dos EUA no mundo. Com efeito, não podemos aceitar um presidente de uma potência mundial conivente com países de pouca envergadura democrática. Há poucos dias, para desespero da turma vermelha, Barack Obama confirmou sua intenção de defender Israel e de manter a política externa americana nos moldes anteriores, porém com mais suavidade política.

Já em relação à turma vermelha do continente americano, e nessa turma, não incluo o presidente Lula, que é mais vítima do PT e de Amorim do que das circunstâncias políticas em si, estes continuarão eternamente a vociferar contra o imperialismo e o capitalismo, coisas que estão mais para a esquerda de Ipanema, regada a vodca e Mercedes Sosa. Aliás, ao que parece, a Costa do Sauípe tornou-se um imenso Ipanema, onde de tudo se pode falar menos sobre o Irã, sobre Cuba e sobre as manobras russas do Caribe, em nome da Garota do Caribe.

Fernando Rizzolo

Declaração Universal dos Direitos Humanos e a América Latina

É interessante observar o significado da Declaração Universal dos Direitos Humanos após seus 60 anos na América Latina. Governos ditatoriais, foram substituídos por eleitos por via democrática, e que na sua maioria, tiveram como esteio argumentativo discursos de justiça social, maior destribuição de renda, e uma maior participação do Estado como instrumento dessa justiça social.

Avanços houveram, pelo menos nas boas intenções. A participação popular através da democracia, consagrou na América Latina presidentes, em sua maioria, com discursos populares que se assemelharam aos ideais da maioria da população, no seu modo de ser, e no seu modo de pensar.

Contudo, por ironia ideológica, tais discursos sempre foram banhados de aspectos ideológicos socialistas, como os ideais de justiça, liberdade, utlizando como argumento, referência e paradigma, países cuja aplicação desses mesmos Direitos Humanos, sempre foram banidos ou suprimidos, estando longe de tê-los como exemplo, países que jamais respeitaram os Direitos Humanos na sua mais ampla concepção.

Assim o fez Hugo Chavez, e muitos outros, ao enaltecer a política interna e externa de Cuba, também foram cortejadas as posturas ideológicas da China e antiga União Soviética, países onde também os Direitos Humanos, assim como a liberdade de expressão, foram extirpados em nome de um pretenso controle do Estado.

As investidas populistas, os discursos populares emotivos, a retórica da luta de classes, os exemplos dos países socialistas, e o sentimento anti americano, tudo sempre serviu como fumaça balsâmica, para chancelar a popularidade, e a permanência no poder através de manobras pouco democráticas, onde o povo passa a ser peça manipulada, do discurso temperado no caldeirão populista autoritário.

A esquerda da América Latina, sempre encontrou uma forma de enaltecer os avanços dos Direitos Humanos, dando como referência, ainda que indireta, os países que laçaram mão desse discurso humanitário apenas com o propósito de tomar o poder, e após conseguirem seu desiderato, como num golpe mágico, calaram as manifestações populares e os anseios daqueles que de forma ingênua, acreditaram em suas propostas. É a velha fórmula que ainda parece funcionar, um sentimento anti americano com pitadas de populismo e demagogia partidária.

Enquanto isso, pouca coisa mudou, os negros continuam sendo segregados na América Latina, uma imensa maioria de origem indígena se vê manipulada pelo índio Morales, na Venezuela Chavez insiste em se perpetuar no poder, e restringir a liberdade de expressão, e mais, os amigos do presidente Lula na América Latina, se unem irmanamente como que numa confraria, na determinação em conspirar um imenso calote no Brasil.

Concretizamos avanços, é claro, o melhor deles com certeza, é podermos expressar a indignação de forma livre e solta, ainda que intelectualizada, sobre os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e a forma pela qual, de certa forma, serviu também de instrumento ideológico para eleger aqueles que apreciam arrebatar corações no palanque, e se perpetuar no poder na nossa América Latina.

Fernando Rizzolo

Empresários bolivianos lamentam restrições dos EUA

LA PAZ – A crise financeira internacional atingirá a Bolívia em dobro, após os Estados Unidos decidirem fechar seu mercado para os têxteis e manufaturas bolivianos, em meio à crise política do país sul-americano. O governo norte-americano iniciou um processo para suspender a Bolívia do Sistema de Preferências Tarifárias (ATPDEA), sob a alegação de que o governo boliviano não colabora na luta antidrogas. “É uma lástima que a Bolívia perca o ATPDEA, justamente quando devia assegurar o maior mercado do mundo, na ante-sala de uma crise financeira de escala mundial”, disse o presidente do Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE), Ernesto Antelo, ligado ao empresariado.

Há quase três semanas o presidente Evo Morales expulsou o embaixador dos EUA, Philip Goldberg, o que piorou a relação entre os países. Morales acusou o representante norte-americano de ingerência na política boliviana. O governo dos Estados Unidos, que nega a acusação, respondeu expulsando o embaixador boliviano de Washington.

La Paz minimizou a perda, prevista para começar no fim de outubro. Segundo o ministro de Relações Exteriores, David Choquehuanca, essas preferências responderam em 2007 por apenas 17% das vendas do país aos EUA. O ministro da Fazenda, Luis Alberto Arce, afirmou que a crise no sistema financeiro dos Estados Unidos terá efeito “mínimo” sobre a economia boliviana.
Agência Estado

Rizzolo: Engraçado, a turma do socialismo bolivariano, ” pinta e borda”, pincelam o ódio em relação aos EUA de todas as formas, expulsam o embaixador americano, gritam e xingam os EUA e ainda querem receber as benesses tarifárias. Os maiores prejudicados infelizmente, são os empresários exportadores. O governo boliviano, enfrentará dificuldades em relação a nova Constituição que o presidente Evo Morales pretende levar a referendo, haverá resistência por parte do empresariado.

O índio Morales, que de índio no meu entender nada tem, está se complicando cada vez mais. Aliás, por falar em índio, a moda de ” virar índio” pegou na América Latina, no Brasil por exemplo, muitos descobriram que virar índio é um bom negócio, o problema é que para tirar fotos eles precisam se vestir de “índio”, colocar aquele bermudão, e um penacho que geralmente é comprado na Rua 25 de março, em São Paulo. O que tem de “índio” comprando pena na Rua 25 de março não é brincadeira. Nada contra se vestir de “índio”, o problema é que no frio pode-se pegar pneumonia, principalmente na Raposa Serra do Sol. Nada contra os índios de verdade, só em relação aos ” covers”. Só um pouquinho de humor judaico, vai.. (risos..)

Crise nos EUA aprofunda divisões na América do Sul, diz jornal

Na América Latina há uma crescente divisão entre países que abraçam certas políticas de livre mercado americanas e os que as rejeitam, segundo uma reportagem publicada nesta quarta-feira no jornal americano Washington Post.

“O porta-voz líder do lado anti-americano é Hugo Chávez, que viajou ao Brasil na terça-feira e pediu aos países vizinhos que continuem a se desconectar da economia americana, classificada por ele como ‘vagão de morte'”, diz o jornal, no artigo intitulado “Crise nos EUA aprofunda divisões na América do Sul”.

“Na Bolívia, Evo Morales disse que as empresas estão sendo nacionalizadas para que as pessoas tenham dinheiro, enquanto nos Estados Unidos querem nacionalizar dívidas e a crise das pessoas que já têm dinheiro”.
Segundo o Washington Post, alguns analistas e economistas estão receosos de que países que expressam seu antagonismo aos Estados Unidos –Venezuela, Bolívia, Equador e em certa parte a Argentina– explorem a crise para tirar “benefícios políticos”.

“Ganância sem limites”

O jornal diz que a crise financeira mundial fez o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, mudar o discurso e subir o tom em relação aos Estados Unidos e destaca as declarações de Lula durante a abertura da reunião da Assembléia Geral da ONU em Nova York, na semana passada.

“Lula enfatizou que ‘a ganância sem limites’ de poucos não poderia ser carregada por todos, e que as economias emergentes haviam feito seu melhor para seguir boas políticas fiscais, não podendo ser vítimas do cassino erguido pela economia americana”.

Segundo o diário americano, a crise no setor financeiro americano “picou” os mercados emergentes e enfureceu líderes que “engoliram” durante anos os conselhos americanos sobre responsabilidade fiscal.

“Na América Latina, onde vários líderes fizeram de suas diferenças ideológicas com os Estados Unidos uma parte central de sua retórica, a crise parece ter degradado ainda mais a credibilidade americana”.

Sobre os efeitos da crise no Brasil, o diário destaca que o destino da China terá importância mais imediata sobre as exportações brasileiras do que o que acontecer nos Estados Unidos.

“Ainda assim, alguns economistas prevêem que a taxa de crescimento do Brasil, projetada para 5% este ano, poderá cair para apenas 2% em 2009 se os Estados Unidos forem dominados por uma recessão”.
Folha online

Rizzolo: Já comentei várias vezes o fato de que não podemos nos igualar do ponto de vista político com o chavismo, e seus discípulos. Mas ao que parece de nada adianta apregoarmos no Brasil uma política internacional menos populista e mais realista. É impressionante como ao se virem juntos, Chavez, Morales, Correa, e Lula compactuam eles irmanamente das mesmas idéias, e dos discursos quase imperceptíveis do ponto de vista ideológico em relação aos EUA. Amaldiçoar os EUA, como um ” grande satã”, ou amaldiçoar o capitalismo se referindo aos banqueiros e ao sistema financeiro americano como culpado, não vai resolver o problema, em si, a não ser a popularidade daqueles que se utilizam da crise para alavancar prestígio, blindar-se, e ao mesmo tempo jogar a culpa no mercado americano.

É claro que houve sim uma falta de regulação financeira, isso todos sabem, mas é o regime capitalista, é o sistema capitalista. Ora, não vamos conseguir mudar o mercado financeiro americano e mundial, ou o capitalismo, portanto, discursos de Chavez, Lula, Morales, ou seja, essa retórica que os petistas e a esquerda tanto gosta, serve apenas para se eximir de uma eventual queda de popularidade. É a tal mania que persiste na esquerda da América Latina de sempre culpar os EUA. Aliás por culpar os EUA, será que o presidente Lula tirou satisfação de Chavez em relação às manobras no Caribe com os russos? Ah! Provavelmente, os russos podem não é, agora a Quarta Frota pertence ao grande satã… Eh! Brasil…..Os discos de Mercedes Sosa ainda fazem sucesso por aqui…

Chávez manda embaixador dos EUA ‘medir palavras ou ir embora’

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse ao embaixador americano em Caracas que “meça suas palavras” ou deixe o país, reagindo a uma declaração do diplomata indicando que o tráfico de drogas entre os dois países aumentou nos últimos anos.

O recado a Patrick Duddy foi dado no programa dominical Alô, Presidente, transmitido pela TV e a rádio estatais. “Meça melhor suas palavras, senhor excelentíssimo embaixador”, disse Chávez.

“Recomendo ao embaixador dos Estados Unidos em Caracas que guarde suas palavras. Não vamos aceitar interferências, embaixador, nos assuntos internos”, declarou.

“Se o senhor violar as convenções internacionais terá de deixar este país. Não aceitaremos desrespeito. O senhor teria de fazer as malas e ir embora da Venezuela.”

No sábado, o embaixador Duddy havia lamentado que “traficantes de droga estão aproveitando a brecha que existe os dois governos” para incrementar suas atividades ilícitas. “Fazem piada de nós enquanto estamos envolvidos em outras discussões”, declarou o embaixador.

Não é a primeira vez que Chávez ameaça expulsar da Venezuela um embaixador americano, mas esta vez surpreendeu os que recordam do ambiente amigável de julho passado, quando o presidente venezuelano fez saber ao embaixador Duddy que os laços com a agência antidrogas americana, suspensos há dois anos, poderiam ser retomados.

Embora não se tenha conhecimento de novas aproximações, no Departamento de Estado americano, em Washington, falou-se da possibilidade de funcionários americanos visitarem Caracas para coordenar a cooperação futura.

‘Go home’
Em seu programa, Chávez também criticou o diretor do Escritório Nacional de Políticas para Controle de Drogas dos Estados Unidos, John P. Walters, que, de acordo com o presidente venezuelano, fixou unilateralmente uma data de visita à Venezuela.

“Go home (vá para casa). That’s not the way, mister (não é assim que se faz, senhor). Are you donkey (o senhor é burro)?”, disse Chávez, em inglês.

Horas antes, o Ministério das Relações Exteriores venezuelano indicou que tal encontro não seria de utilidade, que já considera que o país tem feito progressos significativos na luta contra a droga nos últimos anos – particularmente desde a suspensão das relações com as autoridades antidrogas americanas.

“Como a chancelaria lhe disse que não tínhamos nenhuma reunião na agenda, então sai por aí dizendo que o governo venezuelano lhe negou um visto e que não queremos cooperar. Olhe, compadre, vá lavar seu paletó”, disse Chávez.

Segundo o presidente, a troca de farpas é uma estratégia americana para “chantagear governos”. “Conosco, isso não vai funcionar. Creio que vai funcionar menos na Américas Latina”, declarou Chávez.

‘Drogas no banheiro’
Durante o programa, o presidente venezuelano apresentou gráficos mostrando que os Estados Unidos produzem mais maconha do que trigo ou milho em Estados como a Califórnia, Kentucky, Oregon, Tennessee, Washington e West Virginia.

“Acusam-nos de apoiar ou permitir aqui o tráfico de drogas, mas o primeiro produtor de maconha no mundo são os Estados Unidos. Eles, que não quiseram eliminar este flagelo, querem vir aqui para nos ditar regras”, disse Chávez. Em seguida, fez novamente piada com Walters.

“Talvez no banheiro de seu escritório haja uma semente de maconha. Veja debaixo do vaso sanitário”, afirmou.

O presidente venezuelano insistiu na linha oficial de que a culpa do tráfico de drogas é a demanda gerada nos Estados Unidos, assim como na Colômbia, um dos principais produtores do mundo.

Sem a DEA
Em 2005, o presidente Chávez suspendeu os trabalhos conjuntos entre as forças de segurança venezuelanas e a DEA, a agência antidrogas americana, acusando-a de tentar desestabilizar seu governo – alegações que a agência rejeitou.

Desde então, funcionários antidroga dos Estados Unidos afirmam que o trânsito de drogas pela Venezuela está aumentando. Já as autoridades da Venezuela apresentam um suposto aumento de apreensões para demonstrar o sucesso de sua política antinarcóticos.

As relações entre os dois governos se deterioraram desde que Chávez chegou ao poder, em 1999, e especialmente desde 2002, após o golpe de Estado que tirou brevemente do poder o atual presidente, supostamente com ajuda americana.

No entanto, desde que o embaixador Duddy chegou a Caracas, em 2007, muitos analistas acreditavam que a deterioração nas relações bilaterais estava contida.
BBC Brasil/ Agência Estado

Rizzolo: Preliminarmente, o embaixador Patrick Duddy apenas fez referência a uma questão que envolve o tráfico de drogas entre os dois países; problemas estes que existem não só em relação à Venezuela, mas nos demais países na América Latina. Chavez, distorcendo os fatos, aproveitou a oportunidade para lançar mais um ” antigo discurso antiamericano”. Agora, sinceramente, como é que a América Latina, e digo isso mais em relação ao Brasil, pode se alinhar com um governo como este? Como é que a esquerda brasileira pode aplaudir e insistir na inclusão de um governo como este de Chavez, que abraça o presidente do Irã, oferece bases à Rússia, mantem amizade com a Coréia do Norte, e tenta impor regimes populistas na América Latina? Sem contar a maravilhosa notícia hoje, no Estadão: “Chávez dá boas-vindas a frotas militares da Rússia”, isso denota o quanto perigoso é ao Brasil, relações com a Venezuela.

Medir as palavras ou ir embora? Ora, nem é motivo para isso, existe uma desproporção entre a ação e a reação, típica dos descontrolados. O Brasil, a medida que de uma forma ou de outra aceita uma diplomacia condescendente com a Venezuela, chancela tudo o que Chavez apregoa. Precisamos, no mínimo demonstrar que não aprovamos tais comportamentos. Mas o que ocorre? Ao primeiro encontro que surge, o presidente Lula, e a esquerda adulam Chavez, cochicham entre si, e de forma velada compactuam com toda essa maluquice. Está na hora de parar, não?

Rússia quer enviar frota naval ao Caribe, diz Chávez

CARACAS – O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, pretende enviar uma frota naval para visitar a Venezuela. A afirmação foi feita hoje pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, durante seu programa semanal de rádio. “A Rússia nos informou que pretende visitar a Venezuela, isto é, que tem a intenção de enviar uma frota russa ao Caribe”, declarou Chávez. “Eu disse ao presidente (Medvedev): ”Se vocês forem vir ao Caribe, nós (a Venezuela) os receberemos com prazer””, relatou Chávez.

Durante a presidência de Chávez, Caracas tem buscado estabelecer relações mais próximas com Moscou, inclusive militares. Nos últimos anos, os acordos bilaterais de compra e venda de armas entre Venezuela e Rússia chegaram a US$ 4 bilhões.

Em seu programa semanal de rádio, Chávez voltou hoje a manifestar apoio à Rússia no conflito com a Geórgia e chamou o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, de “marionete dos Estados Unidos”. As informações são da Dow Jones.

Agência Estado

Rizzolo: A cada dia que passa, mais fica patente aquilo que sempre este Blog costuma afirmar, a Rússia, a China, o Irã, a Coréia do Norte, todos estão tentando instalar bases na América Latina, só alguns governos na nossa região ainda não se deram conta desse fato. O território e o solo ideológico esquerdista já estáo preparados para tal acomodação. Ademais, a Rússia está ávida em realizar aquilo que os EUA há tempos fazem na pretensa área de domínio russo, inclusive na Europa com a questão dos mísseis. Um Brasil pouco armado, rodeado de governos de esquerda, frota russa por perto, e a esquerda brasileira aplaudindo Chavez e caminhando para um Brasil cada vez mais estatizante, é realmente preocupante.

Chávez diz que irá nacionalizar subsidiária do Santander

CARACAS – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta quinta-feira, 31, que pretende nacionalizar o Banco da Venezuela, que pertence ao grupo espanhol Santander. Em discurso em cadeia nacional, Chávez disse que soube que os “donos espanhóis” do banco queriam vendê-lo e que o governo venezuelano quer “recuperá-lo” para colocar a instituição “a serviço” dos venezuelanos. “Vamos nacionalizar o banco da Venezuela”, afirmou.

“Eles queriam vender o banco a um banqueiro venezuelano, o qual pediu permissão e autorização, porque assim está nas leis, e eu como chefe de Estado, digo não”, ressaltou Chávez. “Agora vendam ao governo, ao Estado (venezuelano)… então agora os donos dizem não, não queremos vender. E eu digo, não, eu compro, quanto vale?”, perguntou.

“Vamos recuperar o Banco da Venezuela para colocá-lo a serviço dos venezuelanos, de toda a economia venezuelana. Faz muita falta ao país um banco dessa magnitude”, disse, após pedir aos proprietários para “negociar”. “Estavam desesperados em vender o banco, inclusive tentando me pressionar, eu não aceito pressões”, destacou o presidente venezuelano.

Chávez ressaltou que “a partir deste mesmo momento vai começar a guerra midiática” contra si. “Não faltarão manchetes da imprensa na Espanha que (dirão que) Chávez atenta contra a Espanha para tentar prejudicar as relações, que endireitamos outra vez com minha visita (na última sexta-feira), aceitando o convite do rei Don Juan Carlos e do presidente do governo espanhol (José Luis Rodríguez Zapatero)”, disse.
Agência estado

Rizzolo: Observem, ” está nas leis e ele diz não “. Chavez não perde a oportunidade de sempre sublinhar que é um Estaticista, aproveita situações de mercado para fazer de uma forma ou de outra um “marketing socialista”, e aqui a esquerda aplaude. Quando estive na Venezuela, a visita, não entendia por que a classe média tinha tantas restrições a Chavez, mas a partir do momento em que percebi seu “modus político operanti” até certo ponto perigoso, caí na realidade e reconheço que errei na minha visão política. Compreender Chavez amparado em teses socialistas não é difícil, haja vista suas alianças com o Irã, Rússia, Coréia do Norte, o difícil é visualiza-lo num contexto democrático, aí fica bem mais difícil, pois a democracia é mascarada com a maquiagem populista. Ah! Mas o Rizzolo foi convidado a conhecer a Venezuela e agora fala mal! Bom senso meu amigo, apenas amor à democracia e bom senso.

Mísseis russos S-300 podem proteger petróleo da Venezuela, disse militar russo

Sistemas anti-míssil russos S-300 poderiam garantir a segurança dos recursos petrolíferos na Venezuela, acredita Anatoly Kornukov, antigo chefe da Força Aérea da Rússia.

Se Venezuela recebe essas armas, “irá reforçar a sua segurança contra potenciais adversários. Será difícil punir este país com ataques contra os campos petrolíferos,” disse o militar.

Uma dúzia de divisões de S-300, com seis sistemas cada, seria suficiente para proteger todo o território venezuelano, de acordo com Kornukov. O fornecimento de armas russas a Venezuela é absolutamente legal, o especialista sublinhou, recordando que a Rússia já entregue sistemas S-300 PMU para a China.

Igor Korotchenko, membro do Conselho Público anexo ao Ministério da Defesa da Rússia, acredita que a Venezuela não está interessado em esporádicas entregas de mísseis, mas a criação de um sistema coerente de defesa aérea, incluindo a rede de radares e de controle.

“Na Venezuela é necessário implementar uma linha independente”, explicou Korotchenko. A nacionalização das grandes petrolíferas ocidentais, segundo ele, “aumenta o risco de usar a força militar contra a Venezuela, principalmente os E.U.A”.

Fonte: Ria Novosti

Rizzolo: Depois ainda existem aqueles que defendem e alegam que a Venezuela não propõe uma corrida armamentista na América Latina. Eu tive a coragem de no momento preciso, virar as costas à política Chavista. Fica cada vez mais patente que o governo da Venezuela de certa forma, intimida os demais vizinhos com toda essa ” parceria” quer com a Rússia, com o Irã, com a Coréia do Norte e a China.

Essa pretensa aventura chamada de união dos países da América Latina capitaneado por Chavez, união esta que muitos apregoam, é na verdade uma forma velada de enfrentamento aos EUA, que no meu ponto de vista, nem estão tão preocupados com a Venezuela em si, mas na possibilidade da Venezuela vir a servir de base a outros países, digamos, nada democráticos, e que pretendem dominar e ter influência na América do Sul. O próprio presidente da Venezuela Hugo Chávez no seu encontro com o primeiro-ministro russo Vladimir Putin fez uma proposta sensacional. Se a Rússia quiser instalar bases militares no território venezuelano será recebida “calorosamente”, disse Chávez. E ainda falam mal da Quarta Frota, hein !

Ahmadinejad diz que ONU é manipulada por grandes potências

TEERÃ – O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, culpou nesta terça-feira, 29, os Estados Unidos e outros “grandes potências” pela proliferação nuclear, pela AIDS e outros males globais e afirmou que estes países exploram as Nações Unidas (ONU) e outras organizações para os seus próprios benefícios. Ele ainda pediu ao Movimento de Países Não-Alinhados (NOAL) a criação de um “mecanismo” para defender seus interesses, após criticar a atuação “favorável às grandes potências” do Conselho de Segurança da ONU e de outras organizações internacionais.

Ahmadinejad fez o apelo na inauguração, em Teerã, da 15ª reunião ministerial do NOAL, na qual estão representados mais de 100 países, pelo menos 80 deles por seus ministros de Relações Exteriores, além de oito organizações internacionais e regionais. O presidente também responsabilizou “grandes potências” pelas crises econômicas mundiais, e defendeu o direito dos países em vias de desenvolvimento ter acesso à tecnologia nuclear para fins pacíficos.

“Há muitos exemplos da ineficácia dessas organizações internacionais e da falta de reconhecimento dos direitos dos demais países por parte do Conselho de Segurança da ONU”, disse o líder iraniano. “Apesar dos riscos e da proibição da arma nuclear, eles continuam a produzi-la (…) muitas organizações internacionais foram criadas para servir aos interesses das grandes potências e bloquear os demais países”, acrescentou.

Além disso, Ahmadinejad perguntou se “é possível que o Conselho de Segurança da ONU condene os EUA e aprove resoluções” contra o Irã. “Se as entidades internacionais tivessem atuado de forma justa a respeito dos problemas do mundo, não teria existido o problema da Palestina e o Conselho de Segurança não teria reconhecido o regime

O líder iraniano acusou as grandes potências de “fomentar a discórdia, intensificar a corrida militar e armamentista” para que possam alimentar sua indústria de armas. A AIDS, segundo Ahmadinejad, é resultado das condições do mundo “imposta pelas grandes potências”. Ele ainda acusou o Conselho de Segurança da ONU ser uma ferramenta destes países, e afirmou que o organismo é inútil em alcançar soluções para os problemas do mundo.

Segundo Ahmadinejad, o tempo está ao lado dos países pobres. “Os grandes poderes estão ruindo”, afirmou. “Eles chegaram ao fim de seu poder, e o mundo converge para uma nova e promissora era”.

Ahmadinejad criticou o indiciamento do presidente sudanês, Omar al-Bashir, por genocídio em Darfur, e afirmou que o Tribunal Penal Internacional deveria acusar os líderes israelenses, por matar oponentes e impor o embargo de suprimentos alimentares e médicos contra os palestinos. O presidente disse ainda que as tentativas americanas de alcançar um acordo com o governo iraquiano para manter as tropas no país “minarão a independência e os direitos do povo do Iraque”.

Os países do grupo se opõem “às medidas unilateralmente impostas por certos países, que utilizam a ameaça do uso da força, a pressão e medidas coercivas para alcançar suas políticas nacionais”, diz comunicado. A declaração parece ser uma referência indireta aos EUA, que afirmam que usarão a força como último recurso se o Irã não atender aos pedidos do Conselho de Segurança para interromper o seu programa nuclear. O documento ainda condena “a classificação de países como bons ou maus com base em critérios unilaterais e injustificados”, numa crítica ao rótulo que o presidente George W. Bush aplicou ao governo iraniano como integrante do “Eixo do mal”, em que já foram incluídos o Iraque de Saddam Hussein e a Coréia do Norte.
Agência Estado

Rizzolo: Esse cidadão com esse nome complicado representa o maior perigo para estabilização da paz no cenário mundial. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, é um velho conhecido não confiável dos EUA, e inimigo mortal do Estado de Israel, que segundo suas afirmações, quer ” varre-lo do mapa”. O pior são seus tentáculos na América Latina e seus discípulos, amigos ou aliados como Chavez. Segundo Chavez, a Venezuela apoiaria o Irã “a qualquer momento e em qualquer circunstância”.

É impressionante como existe na esquerda da América Latina condescendência com governos fundamentalistas perigosos, ou grupos guerrilheiros como as Farc. Confesso que a idéia inicial do socialismo bolivariano original, que tinha na sua essência aquele romantismo, me era simpático, mas a escalada de posturas autoritárias, e as alianças de Chavez com governos perigosos, fez com a grande massa que outrora enxergava Chavez como um socialista moderado e incompreendido, o tenha hoje como um descontrolado; muito embora faça atualmente um esforço descomunal para amenizar ou mudar essa imagem que já está impregnada no cenário internacional. Agora só coopta os incautos.

Jobim deve visitar unidades militares nos EUA

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a viajar aos Estados Unidos a partir de amanhã para realizar visitas até o fim do mês a instalações militares. No Estado de Nevada, Jobim conhecerá a Base Aérea de Nellis e, no Estado da Flórida, visitará o Comando Sul (SOUTHCOM), o Comando de Operações Especiais e a Joint Inter-Agency Task-Force.

O despacho presidencial autorizando o afastamento de Jobim do País está na edição de hoje do “Diário Oficial da União”. O jornal publica também autorização de Lula para o ministro das Comunicações, Hélio Costa, tirar férias até o próximo dia 26. Costa embarcou ontem para a Argentina e deverá retornar ao trabalho na segunda-feira.

O início das férias do ministro das Comunicações estava previsto para o sábado passado, mas, nesse dia, ele teve que participar, como mediador, de reunião entre dirigentes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e representantes dos funcionários, na qual a paralisação foi encerrada.
Agência Estado

Rizzolo: Se analisarmos o cenário internacional na América Latina, podemos inferir que a Venezuela está investindo de forma maciça em armamento. Para que eu não sei. Ameaça dos EUA, hoje não existe, é uma bobagem em termos de realidade. A verdade é que o Brasil face ao seu território precisa reequipar suas Forças Armadas, e essa visita é de bom alvitre.

Estamos chegando a um ponto em que não nos resta outra saída a não ser nos aproximarmos dos EUA, até porque a Rússia, China e a Coréia do Norte, estão de “mãos dadas com Chavez”, e não vai ser com ” tapinha nas costas” que manteremos nossa soberania e respeito em relação aos nossos vizinhos; não que a Venezuela tenha aspirações imperialistas, mas sinceramente entendo a Venezuela de Chavez como um regime atualmente instável e não confiável, face aos documentos relacionados entre o governo da Venezuela e as Farc.

Alem disso, uma notícia preocupante, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que a cooperação militar entre Caracas e Moscou continuará e deu a entender que a Rússia deveria estabelecer uma base militar em solo venezuelano, informou a mídia russa. E nós como ficamos ?

Rússia pode posicionar bombardeiros em Cuba, diz jornal

SÃO PAULO – Bombardeiros russos com capacidade para levar armas nucleares pode ser posicionados em Cuba em resposta ao plano dos Estados Unidos de construir um sistema de defesa antimísseis no Leste Europeu, segundo afirmou o jornal russo Izvestia, citando fontes militares do país. Em resposta, um alto funcionário da Força Aérea americana, o general Norton Schwartz, afirmou nesta terça-feira, 22, que Moscou estaria cruzando “uma linha vermelha” se usar a ilha cubana para abastecimento de combustível de seus aviões.

Segundo o jornal americano The Washington Post, a reportagem relembra a crise do mísseis de Cuba em 1962, que quase desencadeou um conflito nuclear entre os Estados Unidos e a ex-União Soviética. Segundo a BBC, o incidente teve início quando aviões de espionagem americanos descobriram bases de mísseis soviéticos em Cuba, a pouca distância dos Estados Unidos. A decisão do governo soviético de enviar os mísseis a Cuba foi, na época, vista como uma resposta à expansão dos mísseis americanos na Europa.

Oficiais do Ministério da Defesa russo tentaram jogar água fria na notícia, afirmando que a história foi escrita por sob um nome falso e cita uma fonte em uma organização que não existe. O Izvestia, segundo aponta o Post, costuma ser usado como fórum para vazar estratégias do Kremlin. “Enquanto eles estão posicionando o escudo antimísseis na Polônia e na República Checa, nossos bombardeiros estratégicos estarão aterrissando em Cuba”, diz a fonte anônima citada pelo jornal.

O general Schwartz, cujo nome é considerado para ocupar o cargo mais alto da Força Aérea americana, afirmou ao Comitê de Armas do Senado que se a Rússia chegar a concretizar a instalação em Cuba, o país deve estar forte e indicar que isso é algo que cruza um ponto inicial, a linha vermelha dos EUA”. Ainda não está claro, segundo o Post, se a fonte sugeriu que a Rússia poderia reabrir a base em Cuba ou usar o espaço aéreo para escalas de seus bombardeios Tu-160 e Tu-95, que são capazes de atingir os EUA a partir de bases da Rússia.

A Rússia é contra a instalação do sistema de defesa americano no Leste Europeu, afirmando que este plano é uma ameaça à sua segurança. Recentemente, a Rússia disse que usará meios militares contra a instalação do escudo antimísseis perto de suas fronteiras. A chancelaria russa disse que o Kremlin seria forçado a usar “métodostécnico-militares”. O primeiro-ministro Vladimir Putin disse em 2007, quando era presidente, que o país poderia voltar seus mísseis contra países europeus caso o sistema fosse instalado.
Agência Estado

Rizzolo: É como eu sempre digo, existe sim uma mobilização da Rússia e da China no território da América Latina, nada é por acaso. Essa ” união” de Chavez com a Rússia, esse ” embalo” em não ser tão enérgico com as Farc, esse Conselho de Defesa Sul-Americano, essas fronteiras brasileiras abertas; para tudo isso existe um único contraponto real, firmes, em nome da democracia que podemos confiar, que é a Quarta Frota americana. Ah! Mas o Rizzolo agora entende que os EUA “são bonzinhos”, antes era um simpatizante de Chavez. Sim, antes, mas “antes de tudo” sou um democrata que sabe pular da barca na hora certa.

Não há dúvida que a democracia está em perigo na América Latina, só não vê quem não quer. Chavez se armando até os dentes- 4 bilhões de dólares em equipamento russo -, a possibilidade da Rússia posicionar bombardeiros em Cuba, a aquiescência dos governos de esquerda na América Latina em relação a Chavez e as Farc, tudo isso nos leva a um só caminho, darmos boas vindas à Fourth Fleet, e nos armarmos também. Ou estou errado?

Neopopulismo e a Estratégia Política

Por trás da questão do mal uso dos cartões corporativos, e da estratégia do governo em acobertar sua investigação fazendo uso da sua maioria no Congresso, e de outros meios de caráter duvidosos do ponto de vista ético, existe uma linguagem comum para não dizer corriqueira utilizada como instrumentação política por aqueles novos modelos de líderes que surgem na América Latina. A nova instrumentação política, envolve estratégias de acessibilidade às massas via discurso com dialética de fácil entendimento regionalizada, e que passa por cima dos meios tradicionais e convencionais de comunicação.

É de se notar, que quando Lula fala aos trabalhadores em inaugurações de obras, existe mais do que a notoriedade midiática do evento, mas sim, um interesse em jogar palavras populares que repetidas são na sua essência, e de fácil concepção diante à grande massa que pouco tem acesso ou compreensão devida da intensidade dos atos de improbidade administrativa do governo. Assim quando se coloca uma questão de relevância, como o caso do dossiê, em que esbarra e se questiona a ética de membros da Casa Civil, pouca receptividade de cunho indignatório se obtém por parte da grande massa que não lê jornais, e pouco se interessa ou compreende de forma devida o que está ocorrendo.

Dessa forma, o circunspecto populacional participativo da questão nacional, se perde face a pouca cultura e ao baixo nível intelectual da grande maioria da população. Segmento este, que acaba servindo de esteio para num golpe estratégico, dar legitimidade aos líderes populares na manipulação das situações políticas de enfrentamento, sem ao menos saírem com a perda do apoio popular e seu devido prestígio.

Pude observar isso não só no Brasil como na Venezuela, quando lá estive o ano passado a convite para participar de um Congresso em Caracas. Chavez em seu programa de domingo à tarde, fala a linguagem do povo, através de parábolas de fácil entendimento e de palavras populares do dia-a-dia. Os jornais, por sua vez, inserem comentários cuja conceituação interpretativa exige certa reflexão sobre uma seqüencia de fatos, que com certeza o trabalhador Venezuelano não tem como acompanhar face ao nível de compreensão mais apurado dos textos, e muito, em função da digestibilidade mais fácil da versão popular chavista dos fatos, delineada de forma popular. Estaríamos então diante de uma questão crucial, onde a relevância dos escândalos e das questões éticas estão represadas apenas diante de certo contingente populacional, que por tradição, já de plano não aceitam o populismo na sua essência, e já possuem capacidade reflexiva.

O fim das concessões de TV na Venezuelana, a retaliação com as elites, por muitas vezes não são bem compreendidas pelas massas, que apenas acabam se apropriando da argumentação elaborativa revelada através do discurso popular. Tal explicação poderia ser dada ao fato de que, mais vale ao trabalhador pobre brasileiro entender que existe um complô contra Lula, do que entender o mecanismo dos cartões corporativos, e quem seria o culpado pela questão da confecção do dossiê contra FHC; esses problemas, na verdade, não mergulham na análise daquele que ganha um salário mínimo, contudo, um bom discurso agressivo, com um linguajar nordestino, onde se insinua uma luta entre os ricos e pobres, entre os poderosos e aqueles que como Lula lutam em favor dos desvalidos, acaba sim prosperando, em função da capacidade comunicativa identificatória.

Numa análise perfunctória, poderíamos dizer que uma insinuação sobre os evangélicos inserido na novela das oito, tem maior profundidade contestatória nas massas do que um comentário sobre a negativa de Dilma em assumir sua culpa na confecção do dossiê, ou na eventual possibilidade da Polícia Federal entrar no caso, para dar início a uma investigação.

Poderia finalizar afirmando que muito das estratégias neopopulistas contemporâneas observadas nos governos da América Latina, estão enraizadas numa tentativa de sobrevivência em função de que acreditam elas que as oposições, contam muitas vezes com informações estratégicas internacionais, e que, os governos populistas, apenas podem se valer em desqualificar a oposição, e fazer uso de uma dialética popular de empatia, para poderem a todo custo permanecer no poder atráves de novos mandatos com o apoio popular, e ter a necessária governabilidade. Aliás do ponto de vista política estratégico, isso tudo não é novidade, advém de uma velha lição leninista, e da antiga estratégia revolucionaria de Trotsky, nada mais do que isso, apenas implementada e apresentada com uma nova roupagem, e de forma velada.

Fernando Rizzolo

Venezuela adverte para conseqüências caso integre lista de apoio ao terror

Nova York, 3 abr (EFE).- O embaixador da Venezuela nos Estados Unidos, Bernardo Álvarez, advertiu hoje que haverá conseqüências para as relações entre ambos os países e também na América Latina se o Governo americano colocar seu país na lista dos que promovem o terrorismo.

“Qualquer ação como essa teria conseqüências políticas e econômicas, não só para as relações EUA-Venezuela em seu conjunto mas também para a região”, assinalou Álvarez durante um ato organizado pela Associação Venezuelano-Americana nos EUA realizado no edifício do Rockefeller Center em Manhattan.

Álvarez acrescentou que uma decisão dessa natureza “seria vista como um esforço para gerar instabilidade na região”.

O diplomata agradeceu à associação nova-iorquina por ter atendido com rapidez sua sugestão de organizar um ato, assim como para oferecer, aos membros da comunidade financeira e empresarial, dados e idéias sobre a economia, a indústria petrolífera e as relações de Caracas com Washington, entre outros assuntos.

“Há tantas distorções nos meios de comunicação que pensamos que era importante vir e explicar nossos pontos de vista e nossa posição sobre esses assuntos”, explicou o diplomata aos presentes.

Álvarez declarou que a indústria petrolífera venezuelana se mantém forte, que a economia e programas sociais são vibrantes e que o compromisso do país com a paz na região e no mundo não mudou.

Acrescentou que “infelizmente, e não é a primeira vez, há algumas ameaças por parte do Governo Bush ou considerações em relação a colocar a Venezuela na famosa lista de países que apóiam o terrorismo”.

“O que está por trás disso?”, perguntou Álvarez, completando que de acordo com alguns conhecedores do âmbito político em Washington, “está muito ligado a uma tentativa de usar um inimigo inventado para empurrar o Congresso a aprovar o Tratado de Livre-Comércio com a Colômbia (TLC)”.

Disse que as autoridades venezuelanas não fizeram comentário algum sobre essas negociações e ressaltou que seu Governo “não tem nada a ver com negociações entre países e os EUA sobre acordos de livre-comércio”.

O embaixador afirmou que alguns consideram “irracional” a possível incorporação da Venezuela à lista americana de países que apóiam o terrorismo e lembrou alguns dados sobre as relações econômicas entre ambos os países.

Indicou, entre outros, que os intercâmbios comerciais entre EUA e Venezuela alcançavam um valor de US$ 29 bilhões em 2004, que subiu para US$ 50 bilhões no ano passado.

O diplomata venezuelano disse também que seu país “está pronto” para trabalhar com qualquer Governo que surja das próximas eleições presidenciais nos EUA e assegurou que a Venezuela só pede “respeito mútuo”.

Folha online

Rizzolo: A postura do embaixador da Venezuela nos EUA, é no mínimo contraditória, senão vejamos: o embaixador já ameaça antes de ser atingido, suas palavras são claras, ” haverá conseqüências para as relações entre ambos os países e também na América Latina se o Governo americano colocar seu país na lista dos que promovem o terrorismo”. Quando falamos em ” conseqüências” estamos de certa forma nos colocando de forma retaliatória, típicas de postura stalinista. Não há por hora nada de concreto, nada de real, o que existe sim de realidade, é o fato do governo Chavez ter se distanciado da receita de “coerência” política interna e externa, a o ter se posicionado frontalmente a favor das Farc. O pior, fez de tal forma entendendo ganhar mais popularidade, mais projeção, e acabou se dando mal. O elenco das provas da promiscuidade política- ideológica do governo Chavez com a guerrilha salta aos olhos, e não venham me dizer que as provas são ” made in USA”. São provas !

Alguns me perguntam e estranham o fato de eu ter me distanciado do governo Venezuelano, vez que fui até convidado por integrantes ligados a este governo a participar de um Congresso na Venezuela. A explicação é por demais simples: enquanto Chavez era comedido e tentava implantar baseado numa democracia um regime de justiça social, eu estava lá e aprovava. A partir do momento que usou mal a palavra socialismo, explicitou uma relação que muitos já desconfiavam com a guerrilha colombiana, querendo a reboque levar à mesma postura outros países como a Argentina e o Brasil, eu já não estava mais ao lado de Chavez, como assim não estou. “Ah! Mas o Rizzolo é imprevisível, hoje ele esta do seu lado amanhã ele se volta contra você”. Falem o que quiser, não me arrependo em ter falado bem de Chavez quando acreditava nele, assim como quando acreditei em Lula. Agora, eu demonstro de forma argumentativa o porque da mudança de postura, procuro de forma clara justificar meu posicionamento ideológico, sem constrangimento. É isso que falta no Brasil, humildade para dizer ” Eu estava errado”. E daí ? Nunca traí meus ideais! Viro as costas e vou embora.

EUA defendem diálogo entre Colômbia e Equador

WASHINGTON (Reuters) – Os Estados Unidos defenderam na segunda-feira o diálogo como forma de resolver a atual disputa entre Colômbia e Equador, e disseram, num recado à Venezuela, que outros países não devem se envolver.

Tom Casey, porta-voz do Departamento de Estado, disse que os EUA apóiam os esforços da Colômbia para reagirem à ameaça representada pela guerrilha marxista Farc, mas também entendem a preocupação do Equador com infiltrações desse conflito em seu território.

No fim de semana um bombardeio colombiano contra um acampamento rebelde no lado equatoriano da fronteira matou o dirigente guerrilheiro Raúl Reyes.

O Equador protestou contra a violação de seu território, e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deslocou tropas e tanques para a fronteira com a Colômbia e ameaçou usar a força, caso Bogotá faça uma infiltração semelhante contra o seu país.

“A forma para que quaisquer diferenças a respeito desta ação militar em particular sejam dirimidas é por meio do diálogo entre os dois países. Isso é do interesse de todos, e certamente é o que estamos incentivando o governo da Colômbia e o governo do Equador a fazerem”, disse Casey a jornalistas.

“Não acho que ninguém a esta altura deveria estar falando em ação militar”, acrescentou, num claro recado a Chávez, principal adversário de Washington na América do Sul.

“Não vejo realmente que haja qualquer papel em especial para qualquer outro país, certamente não há uma papel militar para eles nesta questão”, acrescentou o porta-voz, quando questionado especificamente sobre a atitude de Caracas.

Casey disse ainda que Washington apóia a oferta feita pela Organização dos Estados Americanos (OEA), para que haja um fórum de mediação entre Bogotá e Quito.

Ele disse desconhecer qualquer participação ou conhecimento prévio dos EUA na ação colombiana, mas afirmou que Washington “entende e apóia plenamente a necessidade de o governo colombiano lidar com as ameaças constituídas por esta organização terrorista e a elas reagir”.

Por outro lado, ressalvou, “entendemos as preocupações que o governo equatoriano tenha apresentado.”

Folha online

Rizzolo: É lógico que os EUA apoiaram essa operação, contudo, não é do interesse americano um conflito maior na América Latina, até porque, a desestabilização da região afetaria os interesses econômicos. Chavez, por sua vez, numa frontal manobra diversionista, se coloca de forma belicista para angariar a simpatia das esquerdas infantis da América Latina e chancelar sua teoria conspiratória de que os EUA querem destrui-lo.

Na verdade, o governo americano age em duas frentes, uma apoiando o combate à guerrilha na Colômbia, outra fazendo “vistas de mercador” a tudo que Chavez fala; fica claro que enquanto a Venezuela fornecer normalmente petróleo aos EUA, pode Chavez falar o que quiser, se porventura mudar o quadro, o endurecimento surgirá.

Politicamente Chavez está desmoralizado, sua postura belicista tem endereço certo: o resgate da imagem de protetor junto à população pobre venezuelana, vez que a foi perdendo na medida em que a oposição avançou. Pura falta de competência, poderia se dar melhor se fosse ideologicamente mais sedutor, mais astuto. Seu estilo já cansou o povo venezuelano, agora pretende através de um ” inimigo ” unir novamente a Venezuela em torno da sua pessoa, falando alto, e vestido de vermelho…

Chávez envia tanques à fronteira com Colômbia e fecha embaixada

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, enviou tanques para a fronteira com a Colômbia neste domingo (2), depois que tropas colombianas invadiram o Equador na véspera em uma ofensiva contra rebeldes das Farc.

Chávez também pediu o fechamento da embaixada da Venezuela em Bogotá e a retirada da equipe diplomática, alertando que as ações da Colômbia podem dar início a uma guerra da América do Sul.

“Senhor ministro da Defesa, mova 10 batalhões até a fronteira com a Colômbia, de imediato, batalhões de tanques”, disse Chávez durante seu programa semanal de rádio e TV.

O presidente venezuelano disse que falou na manhã desse domingo com o mandatário equatoriano, Rafael Correa. O Equador está “mobilizando tropas para o norte. Correa conta com a Venezuela para o que quer que seja, em qualquer circunstância”, assinalou Chávez.

“Não queremos guerra, mas não vamos permitir que o império nem o seu filhote nos venha debilitar”, acrescentou.

Equador
O Equador também retirou neste domingo seu embaixador em Bogotá, ao considerar como “transgressão” a operação colombiana que matou, em território equatoriano, 17 guerrilheiros das Farc, incluindo o número dois do grupo, Raúl Reyes, informou a chancelaria.

“O Equador resolver retirar, de imediato, seu embaixador em Bogotá frente aos graves fatos ocorridos na zona fronteiriça, que constituem uma transgressão dos princípios de soberania e integridade territorial”, afirmou o ministério em um comunicado.

Farc
As afirmações do governo colombiano de que o chefe rebelde Raúl Reyes foi morto no Equador “são pouco menos que uma infâmia”, disse nesse domingo a revista ‘Resistencia’, órgão de difusão das Farc, na primeira reação do grupo rebelde.

“Por agora, podemos assegurar que as afirmações do governo que dizem que nossos camaradas estavam na república irmã do Equador são pouco menos que uma infâmia”, assinalou ‘Resistencia’ em sua página na internet. Na mensagem, os autores pedem ainda que não se abale “o esforço em favor da troca humanitária e que continua o nosso processo de paz”.

Com agências internacionais
Folha online

Rizzolo: O presidente Hugo Chavez infelizmente está se perdendo numa “teia de aranha”. Depois da queda de sua popularidade, com a derrota nas urnas, se tornou um ” garoto propaganda das Farc “; Chavez se distancia cada vez mais do seu propósito inicial, que era estabelecer um socialismo democrático de mercado, se indispõe com vizinhos, se alia a grupos paramilitares, assusta a população venezuelana com seu radicalismo, e agora desta feita, numa manobra diversionista, emana gritos de guerra para demonstrar ainda mais sua incompetência na condução e no desenvolvimento de uma sociedade justa como outrora propunha.

Aqueles que ainda permanecem ao seu lado, o fazem constrangidos e desnorteados; a fantasia do socialismo do século vinte um, só não virou realidade por pura incompetência daqueles que como Chavez um dia, entenderam que o isolacionismo é uma virtude. O Brasil precisa saber avançar e recuar no âmbito diplomático, e nesse momento, entre a briga de Uribe e Correa, o melhor ” ad cautela” é se afastar de Chavez, e tentar acalmar os ânimos contenciosos entre os dois presidentes envolvidos.

Chavez atrapalhando o socialismo do século 21

Como se não bastasse a mal conduzida campanha pela reforma constitucional no último referendo, cuja habilidosa direita venezuelana conseguiu explorar com competência todos os pontos fracos e radicalizados do discurso chavista, vem desta feita, o senhor Hugo Chavez com um tema polêmico e inapropriado a ser posto em pauta, chamado FARC.

De forma inabilidosa, Hugo Chavez, pediu que a Europa remova as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN) da lista de grupos terroristas, para que elas sejam reconhecidas como um Exército, como forças insurgentes colombianas, provando dessa forma, sua veleidade de aparacer ao mundo. Ora, essa questão, não deveria ser explorada nesse momento, até porque, a direita venezuelana vai saber politicamente se apropriar de forma inadequada suas declarações, assustando ainda mais os pobres da Venezuela, que deixaram de votar pelo SIM no referendo por puro medo; estes pobres, ficam entre os bons feitos na área social por Chavez, e o receio do radicalismo chavista nas palavras de ordem revolucionárias exacerbadas. A resposta poderá vir mais uma vez à cavalo, nos próximos referendos, contra o próprio Chavez.

Chavez afirma, que as Farc e o ELN “não são terroristas, são verdadeiros Exércitos. Eles devem ser reconhecidos” . Não entrarei no mérito da questão, que realmente é polêmica, face ao fato do narcotráfico colombiano estar de certa forma envolvido. Tampouco acredito, que seja uma exigência das FARC e do Exército de Libertação Nacional as propostas chavistas.

A verdade é que mais uma vez, bisonhamente, Chavez atrapalha ele mesmo falando demais, e a resposta vem da mídia internacional e da venezuelana que batem palmas mais uma vez com a falta de estratégia do bolivariano Hugo Chaves, alem disso, promove Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, garoto dos EUA. Será que Chavez deixou de ser chavista por inexperiência ? Ou mais uma vez as esquerdas terão que provar alta indulgência com Hugo Chavez. ( risos..)

Fernando Rizzolo