Militares atacam governo Lula e pedem investigação sobre suposto envolvimento com as Farc

Em encontro realizado nesta quinta-feira no Clube Militar do Rio de Janeiro, militares da reserva criticaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, integrantes do governo, ministros e ex-ministros ao citar reportagem publicada pela revista colombiana “Cambio”, que apontou o suposto envolvimento de políticos brasileiros ligados ao governo com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

O encontro foi realizado para debater a Lei da Anistia e serviu de retaliação à tentativa do ministro da Justiça, Tarso Genro, de reabrir a discussão sobre a lei para punir agentes do Estado que cometeram crime de tortura no regime militar. Cerca de cem militares da reserva participaram do debate, entre eles Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel reformado do Exército, que comandou no início dos anos 70, o DOI-Codi de São Paulo, órgão de repressão do regime.

O tom de debate foi em defesa do regime militar. “Há nomes de terroristas que ensangüentaram nosso país, matando mais de cem pessoas. Em respeito à Lei da Anistia não vou citá-los. Muitos deles estão ocupando hoje cargos públicos”, disse o general da reserva Sérgio de Avellar Coutinho.

“O governo quer acusar de golpistas os militares de ontem, mas eles são os golpistas de hoje”, afirmou Waldemar Zveiter, ex-ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que também estava no encontro

Antonio José Ribas Paiva, coordenador da UND (União Nacionalista Democrática), pediu que o suposto envolvimento de integrantes e ex-integrantes do governo com as Farc seja investigado. Ele citou o atual chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, e o ministro da secretaria especial de Direitos Humano, Paulo Vanucchi.

“Eles foram desmascarados pela imprensa internacional, que revelou que eles apóiam o narcotráfico e a guerrilha”, disse Paiva. “Eles têm que ser alvos de investigações, pois são do governo federal e apóiam a narcoguerrilha”, completou

Manifestação

Enquanto os militares se reuniam no quinto andar da sede do Clube Militar do Rio de Janeiro, um grupo de cerca de 30 manifestantes fez uma manifestação em frente ao prédio contra a tortura, exibindo mensagens de apoio ao ministro da Justiça.

Folha online

Rizzolo: Na realidade, essa investigação tinha que ser “ex-officio” por parte do governo sem nenhum requerimento quer seja por parte dos militares da reserva ou de qualquer outro segmento da sociedade. Do ponto de vista internacional, o Brasil tem sido visto como um País complacente com as Farc, face à enorme pressão da esquerda que impera no governo Lula.

O ministro Tarso Genro agora terá que enfrentar as conseqüências da proposta inapropriada em reabrir a discussão sobre a Lei de Anistia. Agora cá entre nós, não é possível que a esquerda não se contenha, não é possível a esta altura do caminho democrático, que radicais de esquerda que outrora eram classificados de terroristas, querem de qualquer forma entrar numa ” rota de colisão” pelo desejo de vingança. O pior, a passividade do presidente Lula, chancela essa postura esquerdista radical perigosa para o povo brasileiro.

Tenho falado muito sobre os tentáculos das Farc na América Latina, e tenho sido bombardeado pela esquerda brasileira que no fundo não admitem falar mal desse grupo guerrilheiro, tampouco falar mal de Chavez, da Rússia, da Coréia, de Cuba e da Bolívia. Na visão deles só se pode criticar os EUA, essa é a democracia stalinista que querem impor ao Brasil; começando mandando para cadeia aqueles que no passado foram seus inimigos: os militares. Isso não é bom para o Brasil, essa rota de Tarso Genro é perigosa e improdutiva. Provavelmente Lula já deve ter enviado um recado a Tarso para ” diminuir o tom “. Quanto aos comentários que tecem a meu repeito, pouco me importam, na cabeça deles sou um judeu a serviço do império. Quanta pobreza de espírito!