Americanos exigem do governo ação contra abusos dos bancos

Manifestação no centro de Chicago com delegações de 20 estados na terça-feira, 27, exigiu medidas do governo contra os abusos dos bancos com recursos do bailout, e contra os despejos em massa e o corte dos empréstimos para atividades produtivas

Com faixas, cartazes e bandeiras, milhares de sindicalistas e ativistas de 20 estados dos EUA tomaram na terça-feira dia 27 o centro de Chicago, onde se realizava a reunião anual da Associação de Banqueiros Americanos, para cobrar do governo uma ação firme contra os abusos dos bancos com o dinheiro do bailout, os bônus astronômicos, os despejos em massa, o corte dos empréstimos à produção e o desemprego. Manifestantes empunhavam, também, fotos em tamanho natural de executivos dos maiores bancos, como James Dimon, do JP Morgan Chase, o ex do Bank of America, Ken Lewis, e John Stumpf, do Wells Fargo, com os dizeres “banqueiro-ladrão de Wall Street”.

Convocada para ser uma “anti-convenção dos banqueiros”, a manifestação teve sua repercussão ampliada com a indignação que grassou no país inteiro, com o anúncio na semana passada, pelos grandes bancos salvos pelo dinheiro público, de bônus recorde de US$ 140 bilhões, quando é notório de que só não faliram porque houve o bailout. Além da terça-feira, houve atos na véspera e no domingo.

Repudiando o cinismo do “grande-demais-para-quebrar”, os manifestantes bradaram em sua caminhada: “Deixem os grandes bancos falir”. “Nada de bônus”; “bailout para os trabalhadores, não para os bancos”, eles exigiram. Na segunda-feira, a sede de Chicago do Goldman Sachs, o campeão de lucros inflados e bônus obscenos, foi invadida aos brados de “Tome vergonha!” Em meio à multidão, podia-se se ver senhoras com placas: “despejada”.

A manifestação cobrou, ainda, que sejam aprovadas leis para deter a especulação e medidas efetivas de proteção aos cidadãos e ao setor produtivo. Entre os principais oradores, o líder da luta pelos direitos civis, reverendo Jesse Jackson; o presidente da central AFL-CIO; Richard Trumka; a presidente da federação sindical “Vença Agora”, Anna Burger, e a diretora da entidade “Aja Agora”, Denise Dixon.

No primeiro dia, os manifestantes ouviram, também, o senador democrata Dick Durbin e a presidente do órgão federal de garantia às contas bancárias, FDIC, Sheila Bair. O “Showdown in Chicago” foi convocado pela Coalizão Nacional do Povo e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Serviços. “O governo precisa mudar suas políticas”, advertiu o reverendo Jackson: “não se trata só dos banqueiros mas das políticas governamentais”. É preciso “dar prioridade aos trabalhadores e aos mutuários, não aos bancos”.

O presidente da AFL-CIO e ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Minas, Trumka, denunciou que “os banqueiros transformaram a economia americana no seu próprio cassino privado”. “Nos levaram à beira da segunda grande depressão, e então esticaram a mão para serem salvos com o dinheiro dos contribuintes”, acrescentou. Ele advertiu aos sanguessugas que “não pusemos vocês de volta aos negócios para que embolsassem bilhões em bônus. Os bônus têm de parar, e é preciso alívio para as hipotecas”.

“A cada 13 segundos” – assinalou Denise – “outra casa vai à execução”, acrescentando que os bancos devem prestar contas “pela destruição que causaram em nossas comunidades”. Após advertir que são esperados mais de 4 milhões de despejos e execuções de hipotecas até 2012, ela afirmou que tamanha devastação “faz do furacão Katrina uma brisa de primavera”.

Muito aplaudido, o presidente do sindicato local dos eletricistas, Armando Robles, que liderou a ocupação da fábrica de portas e janelas República, que garantiu os direitos dos trabalhadores e dobrou a sabotagem do Bank of América. Ele se disse “muito orgulhoso” de seus companheiros de luta, e conclamou: “todos têm de agir, pela dignidade, por respeito, pelas nossas famílias – pela classe trabalhadora”.

Um coro de “Nãos” sucessivos respondeu à indagação da presidente da federação sindical “Mudar para Vencer”, Anna Burger, se os bancos tinham “renego-ciado as hipotecas em atraso”, “emprestado dinheiro às pequenas empresas” ou “financiado a geração de empregos”. Acompanhada por milhares de vozes, ela exigiu: “Basta!”.

A ganância e a desfaçatez com que os banqueiros de Wall Street e sua coorte de executivos estão assaltando o dinheiro público, que supostamente deveria ir para retomar empréstimos e reativar produção e empregos, já preocupa até especuladores do calibre de George Soros. Milhões de desempregados, milhões de famílias sem casa, milhões de aposentados vendo suas poupanças em ações virar fumaça enquanto a ordem na corte é arrebentar a boca do balão. Inflaram a bolsa, retomaram os derivativos, pisaram no acelerador no “carry trade”. Não surpreende que na própria convenção da Associação dos Banqueiros Americanos, onde preponderam pequenos bancos e bancos comunitários, surgiram declarações de que o povo “tem motivos” para estar indignado, e que os pequenos bancos estão bem longe de Wall Street.

ANTONIO PIMENTA
Hora do Povo

Rizzolo: Não resta a menor dúvida que o povo americano não suporta mais o assistencialismo financeiro aos bancos, as medidas do governo contra os abusos dos bancos com recursos do bailout, e contra os despejos em massa e o corte dos empréstimos para atividades produtivas unem o povo americano que pede forma uníssona uma ação decisiva por parte do governo. Para quem nunca regulamentou o mercado financeiro, se ver pressionado dessa forma é algo inesperado.

Mantega confirma devolução mais lenta do Imposto de Renda

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou nesta quinta-feira (8) que a Receita Federal está mais lenta em restituir a devolução do Imposto de Renda da pessoa física neste ano. A informação foi dada em uma reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” desta quarta.

“Todo ano tem restituição e o ritmo é moldado pela disponibilidade e arrecadação de receita que nós temos,” explicou o ministro em entrevista após divulgação do balanço do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Brasília.

De janeiro a agosto deste ano, segundo dados da Secretaria da Receita Federal, a arrecadação de impostos e contribuições federais recuou 7,4% na comparação com igual período do ano passado. Se a arrecadação se mantivesse estável frente ao mesmo período do ano passado, o governo arrecadaria R$ 34,9 bilhões a mais neste ano. Somente as reduções de tributos geraram uma queda de R$ 17,3 bilhões na arrecadação de impostos e contribuições federais até agosto.
‘Ano mais difícil’

“Nós estamos num ano mais difícil, a nossa arrecadação tem sido mais baixa, então existe um ajuste. O ano passado a arrecadação foi muito maior, nós tínhamos uma folga e a restituição foi feita mais rapidamente. Esse ajuste é decidido a cada mês. É normal que numa crise haja queda de arrecadação, portanto o caixa dos governos fica mais apertado. Agora, se até o final do ano houver uma recuperação, nós aceleraremos,” garantiu Mantega.

Sobre as prioridades na restituição, Mantega garatiu que não houve mudança. “O que nós fazemos sempre é priorizar restituição de contribuintes sem problemas. Privilegiamos quem tem restituição menor. Não há prejuizo para o contribuinte por que pagamos a taxa selic mensalmente”, disse.

Lotes já pagos do IR 2009

As restituições do Imposto de Renda Pessoa Física são pagas em sete lotes mensais, entre junho e dezembro de cada ano, geralmente por volta do dia 15. De janeiro a outubro deste ano, ou seja, nos cinco primeiros lotes de 2009, dados da Receita Federal revelam que houve o pagamento de R$ 5,48 bilhões em restituições do Imposto de Renda aos contribuintes, volume que é 21,6% menor do que o registrado em igual período do ano passado (R$ 7 bilhões).
Globo

Rizzolo: Bem, com tanta desoneração tributária só poderia dar nisso. Há muito, especialistas ja haviam sinalizado o problema da queda na arrecadação. A diminuição do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e a concessão de créditos tributários a certos segmentos, surgiu como uma opção tributária redentora na manutenção do emprego e no alicerce da manutenção da popularidade, ao mesmo tempo em que o aumento dos gastos públicos sobe de forma assustadora.

A desoneração contudo trouxe à tona um novo desafio ao Poder Público, na medida em que mingua a receita do Estado financiador, compelindo o governo a adentrar num ciclo nada virtuoso. Para se ter uma idéia, desde o início do primeiro mandato do presidente Lula, o governo federal já abriu mão de R$ 140 bilhões de receita, em favor de indústrias e de pessoas físicas. Já para 2009 a Receita prevê uma arrecadação tributária de R$ 485 bilhões, ou seja, R$ 200 bilhões menos que em 2008, o que acaba dando nisso.

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Em 10 anos, País pode ser 5ª maior economia mundial, diz Lula

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, 15, em reunião com executivos da General Motors (GM) do Brasil, que se o País mantiver seu ritmo de crescimento chegará em 10 anos ao posto de quinta maior economia do mundo. “Se a gente continuar nesse ritmo eu não tenho dúvidas de que nos próximos 10 anos o Brasil será a quinta maior economia do mundo”, disse o presidente. A reunião de Lula com a GM foi fechada para a imprensa, mas o áudio do discurso do presidente foi disponibilizado no site da Presidência da República.

Lula ponderou que o Brasil ainda não superou totalmente a crise. “Não vamos ser ufanistas e achar que resolvemos tudo. O crédito ainda tem pendências e o spread ainda está alto.” Lula também ressaltou o papel dos bancos públicos brasileiros como instrumento de fomento do crédito nos momentos mais agudos da crise, quando o crédito nas entidades internacionais secou.

“Ficou provado que banco público não é ruim, como alguns diziam, é que se bem gerenciado é uma obra-prima na hora em que falta dinheiro no mercado”, disse. Para Lula, o fato de o Brasil ter bancos públicos sólidos, como o BNDES, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, foi uma vantagem comparativa do País durante a crise, somado ainda à situação saudável dos bancos privados nacionais, que não estavam envolvidos com o crédito de risco “subprime”.

Lula disse que, em conversa que teve com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse a ele que o problema dos EUA é que o país não tinha um sistema financeiro sólido “com alguns bancos públicos importantes”. Para Lula, a crise no fim do ano passado foi gerada em parte por certo temor na sociedade. Segundo ele, a falta de crédito no mercado foi tão grave que até a Petrobras teve de recorrer a bancos públicos para ter crédito, disputando espaço com pequenas e médias empresas que têm preferência nessas instituições.

Multinacionais

No discurso a executivos da GM do Brasil, o presidente Lula disse que “é incomensurável o orgulho de ser brasileiro em um momento em que percebemos que as empresas no Brasil estão melhores do que suas matrizes nos países desenvolvidos”. A GM brasileira anunciou hoje investimentos de R$ 2 bilhões na fábrica de Gravataí (RS). A matriz norte-americana, por sua vez, concluiu recentemente um complexo programa de reestruturação.

Lula afirmou que tanto Obama, quanto o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em conversas com ele, ficaram “boquiabertos” com os resultados da indústria automotiva brasileira. Lula citou dados do setor e disse que a expectativa de vendas de automóveis no mercado doméstico este ano é de aproximadamente 2,7 milhões de unidades, o que representa um crescimento de 4,2% em relação ao ano passado. “Quando uma empresa anuncia uma crise, começa a mandar trabalhadores embora, mas depois de três meses começa a convocar hora extra significa que ela está acreditando no futuro e que foi precipitada no mês de dezembro”, afirmou, arrancando risadas da plateia, formada principalmente por executivos da montadora.

Lula também fez brincadeiras ao afirmar que o carro continua sendo “depois da mulher, ou depois do homem, a paixão do ser humano”. Ao recordar das medidas tomadas pelo governo para estimular a venda de automóveis, como a redução do IPI, ele lembrou que o governo também desonerou produtos eletrodomésticos da linha branca, como a máquina de lavar. “E as vendas da máquina de lavar cresceram 30%. E por quê? Porque a máquina de lavar é um dos itens da independência da mulher e é um dos jeitos que se têm de fazer os homens lavar roupa. É só pegar a roupa e jogar na máquina”, afirmou o presidente, arrancando mais gargalhadas dos empresários.

Ele também fez um apelo para que as empresas apostem em mercados como o do continente africano. Lula lembra que os EUA não deverão voltar a consumir como antes. “O Obama me disse que os EUA não devem voltar a ter o consumo que tinham porque o povo está muito endividado”.
agência estado

Rizzolo: A profecia do presidente Lula poderá se concretizar. Com efeito, a crise financeira já se demonstra enfraquecida, os mercados começam a reagir, e se o Brasil se fortalecer como produtor das commodities de agora, com um aumento dos manufaturados, com certeza iremos ruma à 5ª maior economia do planeta. Na verdade a economia brasileira tem um potencial ainda não explorado por completo que é o mercado interno, este sim poderá alavancar a produção e fazer com que o crescimento econômico venha seguido de efetivas melhorias sociais.

Homens perdem mais empregos que mulheres em meio à crise

BRASÍLIA – O mercado de trabalho brasileiro vem sentindo os efeitos da crise financeira internacional desde outubro de 2008. A trajetória anterior, de crescimento do emprego, se reverteu em aumento das taxas de desemprego. Os homens perderam mais emprego do que as mulheres no setor formal. Mais mulheres, no entanto, se retiraram do mercado de trabalho. Na prática, a população economicamente ativa se masculinizou, revertendo uma tendência de feminização do mercado de trabalho.

As constatações estão no estudo A Crise Econômica Internacional e os (Possíveis) Impactos sobre a Vida das Mulheres, lançado nesta quinta-feira, 2, pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do governo federal. O estudo foi feito em parceria com o IBGE, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O trabalho, desenvolvido pelo Grupo de Trabalho da Crise e criado no âmbito do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, se baseia em indicadores do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho (Caged), da Pesquisa Mensal de Emprego, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PME/IBGE) e da Pesquisa de Emprego e Desemprego, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (PED/Dieese-Seade).

As taxas de desemprego femininas são normalmente mais elevadas que as masculinas. No contexto de crise, porém, o estudo mostra que as taxas de desemprego masculinas tendem a crescer mais.

De setembro de 2008 a abril de 2009, o crescimento do desemprego foi de 24% entre os homens e de 11,2% entre as mulheres (21,3% brancas e 4,1% negras). A razão é simples: os setores mais atingidos pela crise foram a indústria da transformação e a construção civil, que tradicionalmente empregam mais homens.

Outra justificativa para a menor elevação na taxa de desemprego entre as mulheres é o fato de elas terem se retirado do mercado de trabalho – muitas trabalhadoras perderam seus postos de trabalho e desistiram de procurar emprego, ficando de fora das estatísticas.

“Em situações de perda de emprego ou ocupação no núcleo familiar, há maior probabilidade de que mulheres retornem às suas casas e se responsabilizem pelas atividades domésticas do que homens, seja pelo fato de que trabalhavam em pequenos empreendimentos familiares que não sobreviveram à crise, seja porque a perda de rendimento familiar impossibilitou a manutenção de uma trabalhadora doméstica”, analisa o estudo.
agencia estado

Rizzolo: Bem isso já vem acontecendo há muito tempo. Não resta a menor dúvida que a profissional mulher é mais bem aceita em determinados segmentos do que os homens, haja vista sua influência no segmento bancário. Na advocacia por exemplo, segundo a OAB, as mulheres já representam metade do contingente dos advogados. Isso é ótimo. As mulheres possuem mais inteligência emocional, são mais determinadas, e muitas vezes mais profissionais. Os homens que se cuidem, hein !

Em meio à crise, Chávez vem ao País discutir crédito e Mercosul

BRASÍLIA – Afetado pela queda do preço do petróleo e pela escassez de crédito internacional, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chega nesta terça-feira à cidade de Salvador (BA) para discutir maior acesso aos financiamentos do BNDES, além de reafirmar compromissos para a entrada do país no Mercosul.

O encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz parte da série de reuniões trimestrais entre os dois líderes, que começou em 2007. Lula e Chávez deverão avançar nas discussões sobre a ampliação do crédito à Venezuela, via BNDES.

A proposta, que já vem sendo costurada pelos dois países, prevê financiamento a obras de infraestrutura realizadas por empresas brasileiras naquele país, com potencial de chegar, a princípio, em US$ 4 bilhões. Uma fonte do governo venezuelano ouvida pela BBC Brasil, no entanto, afirmou que o valor da linha de crédito do BNDES poderia girar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões.

Alguns projetos já foram prospectados pelo banco brasileiro, entre eles, a ampliação da rede de metrô em Caracas, no valor de US$ 730 milhões. No ano passado, o Brasil enfrentou problemas com o financiamento a uma hidrelétrica no Equador, que alegou deficiências tanto no contrato como na prestação do serviço, a cargo da empresa Odebrecht. Apesar dos atritos diplomáticos, o governo equatoriano aceitou pagar a dívida, no valor de U$ 200 milhões.

A avaliação do governo brasileiro é de que não há motivos para “presumir” que a Venezuela adotará a mesma postura. “Eles têm pago os financiamentos em dia”, diz uma fonte diplomática.O governo da Venezuela anunciou recentemente que suas receitas com o petróleo caíram pela metade este ano, como reflexo da crise financeira internacional.

Segundo previsão do Fundo Monetário Internacional, o PIB do país deverá cair 2,2% este ano. Mercosul, outro assunto que deve ocupar grande parte da agenda nesta terça-feira são os preparativos para a entrada da Venezuela no Mercosul. O assunto está nas mãos do Senado brasileiro, que recentemente pediu novas informações sobre o processo de adesão.

Os senadores querem detalhes sobre como a Venezuela pretende se adequar às regras do grupo antes de decidir se levam ou não o assunto a plenário.A expectativa é de que o presidente da Venezuela apresente, durante o encontro, uma proposta mais específica de adesão à Tarifa Externa Comum (TEC). Prazos e percentuais já foram definidos, mas os produtos “de exceção” ainda não.”Existem diversos pontos que precisam ser esclarecidos. Há registros, por exemplo, de atraso no pagamento pelos produtos brasileiros exportados para a Venezuela”, diz o senador Eduardo Azeredo, presidente da Comissão de Relações Exteriores.

O presidente da Federação das Câmaras de Indústria e Comércio Venezuela-Brasil, José Francisco Marcondes Neto, diz que os venezuelanos estão “empenhados” para chegar à reunião desta terça com um cronograma mais detalhado, mas que a aprovação do assunto pelo Senado “não depende disso”.”A aprovação pelo Senado não depende desses detalhes. Brasil e Argentina até hoje discutem quais produtos devem fazer parte da lista de exceções”, diz.

Estados UnidosAlém das conversas sobre financiamento do BNDES e Mercosul, a pauta do encontro entre Lula e Chávez inclui ainda a relação com o governo americano.O assessor para assuntos internacionais do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, diz que os dois presidentes vão discutir “os avanços” na relação entre Chávez e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.”Estamos muito satisfeitos com o progresso das relações entre os dois países”, disse Garcia.

Segundo ele, a Venezuela “deu passos positivos” para uma maior aproximação com os Estados Unidos, como a indicação de um diplomata “de altíssimo nível” para representar a Venezuela em Washington.De acordo com Garcia, Lula e Chávez deverão ainda repassar toda a agenda bilateral, que inclui acordos de cooperação nos setores bancário, agrícola e industrial.
agência estado

Rizzolo: O presidente Chavez sempre causa histeria nos setores mais conservadores no Brasil. Na verdade é uma postura infantil de alguns políticos. O próprio governo americano já não leva tão a sério as bravatas de Chavez. Obama conduz uma política cordial com a Venezuela, e a aproximação é cada vez maior. Falo isso com muita tranquilidade, todos sabem das minha restrições a Chavez.

Apesar de tudo, aqui no Brasil, ainda há existem setores que não entenderam que as relações comerciais podem existir sim, independentemente das bravatas do passado. Observem que Chavez é bem mais light do que o presidente do Irã; diríamos, até dotado de um “comedimento politicamente correto” se compararmos com o antissemita Mahmoud Ahmadinejad, que vocifera seu racismo na ONU.

A verdade é que Chavez um dia passará e a Venezuela fica. O mais interessante, é o fato de que o Irã cujo presidente seria recebido com toda pompa e circunstância no país, uma pessoa mal vista internacionalmente, ninguém cobra ou cobrou nada dele. Silêncio total. É o puro silêncio do inocentes. Vamos avançar e se preocupar com quem realmente é perigoso. Já que o governo aprecia mesmo relações perigosas, optem pelo menos ruim.

Vendas de imóveis em São Paulo caem 43% no 1º trimestre

SÃO PAULO – As vendas de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo caíram 43% no primeiro trimestre, para 4.831 unidades, em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram comercializadas 8.478 unidades, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 20, pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

No primeiro trimestre, as vendas de imóveis de três dormitórios corresponderam a 42% do total de unidades, os de dois dormitórios, a 36%, os de quatro dormitórios, a 21%, e de um dormitório, a 1%.

O Secovi-SP citou dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) que apontam lançamentos de 3.154 unidades na capital paulista no primeiro trimestre, 55% a menos que as 7.025 unidades do intervalo equivalente de 2008. O total vendido no trimestre superou o volume de lançamentos no período. O aumento de estoque registrado no fim de 2008 “começa a ser compensado com as vendas deste ano”, conforme o Secovi-SP.

No mês de março, foram lançadas 1.561 unidades no município de São Paulo, acima das 1.211 de fevereiro e das 382 de janeiro. As vendas chegaram a 2.162 imóveis novos, ante 1.556 em fevereiro e 1.113 em janeiro, o que indica, segundo o Secovi-SP, que os efeitos da crise financeira internacional sobre o setor imobiliário “são cada vez mais tênues”.

Conforme o Secovi-SP, sondagem realizada, no início de maio, com “parcela significativa de empresas do setor” estimou aumento de 20% a 25% do número de unidades negociadas no mês de abril em relação a março.

O Secovi-SP reiterou que, este ano, os lançamentos vão somar 28 mil unidades, mas revisou o volume de vendas projetado para mais de 29 mil unidades. O indicador vendas sobre oferta (VSO) esperado para o fim de 2009 passou a ser, portanto, de 12%, ante a projeção passada de 11%. A VSO foi de 13,8% em 2008 e de 16,2% em 2007. No primeiro trimestre, a média do indicador foi de 8%.
agencia estado

Rizzolo: O mercado imobiliário é o típico segmento que depende da oferta de crédito, da confiabilidade de quem constrói, da capacidade financeira daqueles que em momentos de crise e de desemprego, assumem compromissos de risco. A característica do imóvel é não ter a devida liquidez e isso em momentos de crise, desemprego, e falta de crédito pesa muito nas decisões. A notícia confirma o que este Blog sempre sustentou, a crise do mercado imobiliário brasileiro.

Ademais o risco da saúde financeira das construtoras abaladas com a crise contribui para o forte desaquecimento do setor. Por mais que o setor ainda insista em que os números podem melhorar, a grande verdade é que em época de crise investir em imóvel acaba sendo a última opção. A melhor coisa em época de crise é não se arriscar mormente em se tratando de ativos com pouca liquidez.

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Serra critica a demora do Copom para baixar taxa básica de juros

Ao participar do Exame Fórum, na última segunda-feira, em São Paulo, o governador José Serra (PSDB) criticou a lentidão do Banco Central na redução da taxa básica de juros (Selic) e afirmou que o Copom deveria ter aproveitado a crise para derrubar a taxa em 3 ou 4 pontos percentuais logo no início da crise, de uma só vez e sem avisar ninguém por antecedência.

“Mesmo em setembro, com a crise nas ruas, o Banco Central subiu juros. É evidente que, nesse contexto, a crise de crédito atingiu as empresas. O BC tem agido corretamente agora ao reduzir taxas e expectativa futura, mas o fato é que, no auge da crise, demorou para resolver esse problema”, disse.

Segundo Serra, “foi um erro da política econômica, insuficiente conhecimento da economia, não é má fé. Eu acho que é problema estritamente de conhecimento e de receios. Nunca tem de se subestimar que o responsável não quer cometer erros. Mas às vezes, por não querer cometer erros, acaba cometendo”, disse.

O governador também disse temer que os primeiros sinais de estabilização da economia mundial façam o BC parar de baixar os juros. “Não vejo motivo nenhum para o BC não baixar os juros em 1 a 1,5 ponto em junho”.

Hora do Povo

Rizzolo: O governador está coberto de razão, o pior na demora na queda da taxa básica de juros é que nesse nível ainda atrai uma enxurrada de dólares para o País de especuladores que visam se beneficiar das altas taxas, fazendo com que o real fique valorizado, prejudicando nossas exportações, principalmente a de manufaturados. Acredito que não há na realidade uma má-fé, mas sim um enorme receio em relação às tomadas de decisão do ponto de vista macroeconômico.

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