Cristina Kirchner é ameaçada de morte em transmissão de rádio

BUENOS AIRES – A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, recebeu ameaças de morte por uma frequência de rádio enquanto ia de helicóptero para o trabalho e o chefe de gabinete disse nesta segunda-feira, 14, que as ameaças foram levadas a sério.

As comunicações de rádio entre o piloto do helicóptero e a torre de controle foram interrompidas na sexta-feira por alguém que dizia “mate ela” e “mate a égua”, como frases obscenas, de acordo com uma gravação de áudio exibida no canal C5N de televisão. Por vários segundos, uma marcha militar é escutada como pano de fundo.

O chefe do gabinete, Aníbal Fernández, disse à estação 10 de rádio que as ameaças foram “muito sérias” e ainda estão sob investigação. Ele disse que o objetivo das ameaças era criar medo, “mas elas não conseguirão isso”.

O governo suspeita que partidários da ditadura militar argentina (1976-1983) podem estar por trás das ameaças. Elas foram feitas no mesmo dia de um julgamento histórico de 19 oficiais militares da época da ditadura, acusados de torturas milhares de presos políticos.

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Rizzolo: Não existem provas de que são estas pessoas que a ameaçaram, mas a probabilidade é que tais ameaças tenham realmente vindo dos partidários da ditadura militar. No Brasil ainda prevalece o bom senso da interpretação da Lei de Anistia, uma lei ampla e irrestrita que, muito embora muitos não admitam, beneficiou ambos os lados. Fora isso são questões interpretativas que não valem a pena serem rediscutidas, vamos evoluir, crescer, e pensar no povo brasileiro.

Cristina denuncia EUA “operação lixo” dos EUA contra Argentina

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A recém-empossada presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, qualificou nesta quinta-feira (13) como uma “operação lixo” as alegações do governo dos Estados Unidos, sobre suposto financiamento ilegal venezuelano à sua campanha eleitoral. “São operações lixo, que mostram como alguns concebem a política internacional”, disparou Cristina, para quem a Casa Branca deseja “países empregados”.

“Mais que países amigos, querem países empregados e subordinados”, avaliou a presidente. “Com essa forma de operar a política regional, quero dizer a eles que não vão conseguir resultados. Esta presidente pode ser mulher mas não vai se deixar pressionar, disse Cristina durante um ato na Casa Rosada (sede do governo). O discurso duro e incisivo, embora sem citar os Estados Unidos pelo nome, foi visto como estréia do estilo da presidente, que tomou posse nesta segunda-feira após vencer no primeiro turno a eleição presidencial.

Indicação tragicômica

“Há lixões da política internacional que, mais que indicar crescimento ou desenvolvimento, indicam tragicomicamente a involução do desenvolvimento das relações internacionais”, disse ainda Cristina. A cerimônia em que as declarações foram feitas destinava-se justamente a lançar um plano de erradicação e limpeza de lixões na área de Matanza-Riachuelo.

As afirmações foram uma resposta à detenção de quatro indivíduos em Miami, EUA, acusadas de pressionar o empresário venezuelano Antonini Wilson para que ele não revelasse o destino dos US$ 800 mil com que tentou entrar na Argentina. O episódio foi explorado durante a campanha eleitoral pela oposição conservadora, que denunciou um suposto financiamento ilegal da campanha de Cristina por forças ligadas ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, hoje o principal alvo sul-americano dos ataques de Washington.

Relações com a Venezuela

Depois das detenções em Miami, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou um comunicado dando apoio à versão eleitoral. Segundo os textos, o dinheiro, conforme os detidos, destinava-se à campanha de um candidato presidencial, não identificado.

Cristina foi igualmente explícita ao reafirmar a relação da Argentina com a Venezuela de Hugo Chávez. “Vou continuar afirmando nossa relação de amizade com nossos países latino-americanos e também com a Venezuela. Vou continuar afirmando a necessidade de aprofundar e ampliar o Mercosul”, avisou.

Site do PC do B

Rizzolo: Na verdade, não há nada que prove esse nexo causal, entre o dinheiro encontrado, e a relação desse dinheiro com o governo Venezuelano, ademais, Wilson é cidadão americano, não precisamos dizer mais nada. Ao que tudo indica, o governo dos EUA ainda não está devidamente satisfeito com a popularidade de Chavez, mesmo tendo ele perdido o referendo . As relações entre os EUA e a Argentina, podem esquentar com o temperamento de Cristina, que já de plano, reivindicou as Malvinas à Inglaterra, e como todos nós sabemos, EUA e Inglaterra andam de mãos dadas. No meu entender isso é uma forma de desmoralizar o governo Chavez e de Cristina , uma ação para desmoralizar ambos, no atacado.

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Desenvolvimento e juro baixo dão vitória à Cristina

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Cristina conclama à unidade para seguir caminho da reconstrução

Vitória de Cristina correspondeu ao amplo apoio ao caminho de desenvolvimento soberano de Kirchner: juros próximos a zero, decisivos para reconstrução do país que fez PIB crescer em 51% e abriu mais de 3 milhões de postos de trabalho

A senadora Cristina Fernández de Kirchner venceu as eleições presidenciais da Argentina com 44,91% dos votos. A candidata da Frente para a Vitória, ampla coalizão formada pelos setores majoritários do peronismo e uma representativa parte do Partido Radical, se impôs no primeiro turno ultrapassando a votação que receberam juntos Elisa Carrió e Roberto Lavagna, segunda e terceiro colocados, com 22,95% e 16,89% respectivamente.

Em seu primeiro discurso proferido no palco montado no Hotel Intercontinental de Buenos Aires, logo depois de anunciados os dados da boca de urna, Cristina destacou que foi a vitória “com a maior diferença entre a primeira e a segunda força desde a chegada da democracia”, frisando que “isto, em lugar de nos outorgar privilégios, gera maiores responsabilidades e obrigações”.

Também convocou a “todos os argentinos e argentinas a reconstruir o tecido social e institucional ainda frágil no nosso país depois de anos de governos anti-pátria” e ressaltou o papel da união, da concertação plural que “nos permitiu construir este espaço superando velhas antino-mias”. Cristina assim se referiu à antiga rivalidade entre os partidos Peronista e Radical na Argentina. O vice-presidente eleito, Julio Cobos, da União Cívica Radical, era governador da província de Córdoba, a terceira em importância econômica do país. É a primeira vez que uma chapa de unidade entre as duas correntes políticas se forma para disputar a eleição presidencial. É também a primeira vez que na Argentina uma mulher se torna presidente pelo voto. Isabel Perón ocupou a Casa Rosada depois do falecimento de seu marido, Juan Domingo Perón, de quem era vice.

SOBERANIA

O inquestionável apoio da população argentina à continuidade do processo de desenvolvimento econômico e social do país tem sua base nas medidas soberanas aplicadas pelo atual governo encabeçado por Néstor Kirchner, assegurou a presidenta eleita em entrevista na televisão na segunda-feira. Com uma taxa de juros reais de 0,2% nos últimos 12 meses (de out/06 a set/07, descontada a inflação), uma taxa de câmbio que favorece a economia nacional (1 dólar = 3,15 pesos), o fim das privatizações, e um aumento da intervenção do Estado, durante os pouco mais de quatro anos do governo Kirchner se produziu um aumento simultâneo do emprego e do salário real só comparável com o ocorrido no segundo qüinqüênio da década de 1940. Esse período corresponde à primeira presidência do general Perón. Entre 2003 e 2007 foram abertos 3.100.000 novos postos de trabalho e o salário médio cresceu em 36%, em termos reais. São dados do informe de outubro sobre a Situação Trabalhista e Social na Argentina, elaborado pela Sociedade de Estudos Trabalhistas, SEL, que acrescenta que nos anos do governo Kirchner (de 25 de maio de 2003 até hoje), o Produto Interno Bruto, PIB, da Argentina cresceu 51%.

Após o colapso de 2001 com o modelo de privatizações sem controle, tipo de câmbio fixo e abertura para as importações de Carlos Menem e da frouxidão de Fernando de La Rúa, a Argentina viveu em 2002 a maior recessão econômica de sua história com uma queda de 10,7% de seu PIB e o desemprego chegando aos 21,5% da população ativa no mês de maio. Desde 2003, sob a presidência de Kirchner, o crescimento do PIB se manteve em cerca dos 9% ao ano.

“Nos últimos quatro anos e meio foram criados 3.100.000 empregos, e esse fato voltou a colocar os cidadãos no lugar em que devem estar. Pode parecer uma cifra econômica, mas quando um trabalhador desempregado volta a ter um emprego pode reorganizar sua vida, sua família, reconstrói sua auto-estima, e dá uma enorme contribuição à reconstrução de valores importantes deste país”, ressaltou Cristina na véspera da eleição.

INVESTIMENTOS

“Tentam fabricar uma ameaça de inflação que não existe. A inflação real é a que o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos, INDEC, divulgou, de 5,8% entre janeiro e setembro e 8,6% nos últimos 12 meses”, assegurou, considerando que a questão da inflação “deve nos ocupar e não nos preocupar. Devemos tratá-la no ponto certo. A Argentina necessita ainda de mais investimentos para evitar cair em receitas monetaristas”.

Referindo-se às propostas centrais para seu futuro governo, a presidente eleita valorizou o papel do Estado nacional “que deve prover de infra-estrutura em matéria econômica e social e ser um ativo defensor dos interesses do conjunto da população. Em 2003 pusemos em prática um plano que priorizou o desenvolvimento produtivo e garantiu os serviços que eram vistos como gastos desnecessários. Falavam que o Estado não prestava, mas agora todos sabemos que é central para que voltemos a ter progresso, justiça e igualdade”.

Cristina Kirchner assinalou que “a campanha eleitoral foi tranqüila, não houve apatia como tenta caracterizar a oposição e os meios de comunicação que se comportam como seus porta-vozes, com aquela velha ladainha de que o povo não sabe defender seus interesses. Houve sim certeza de que o caminho a ser seguido para que a Argentina se levante por completo, para garantir o lugar de cada um de nós, é o que foi iniciado pelo governo de Néstor Kirchner”.

Finalmente a candidata eleita disse ter “a maior honra que pode ser outorgada a um argentino”, mas explicou que se sentia com uma dupla responsabilidade, “não só pelo espaço político que represento, mas também porque tenho uma imensa responsabilidade pela minha condição de mulher”. “Quero convocar as mulheres; operárias, estudantes, empresárias e as que ficaram sozinhas à frente do lar”, disse Cristina.

SUSANA SANTOS
Hora do Povo

Rizzolo:A eleição de domingo foi o reconhecimento de uma gestão que em cinco anos somou 49% de crescimento do PIB, porque bateu de frente com os dogmas neoliberais. Como efeito colateral, a inflação ronda as proximidades dos dois dígitos, mas ficou para trás a grande crise de 1999-2001.

Na verdade, a oposição reacionária tentou de tudo, fabricou uma ameaça da inflação, questionou-se como arma eleitoreira os índices de preços, mas o que desejavam na verdade, era impedir o crescimento da economia da Argentina, e a derrota de Cristina. De tudo fizeram, até utilizaram os preços dos “tomates” para legitimar seus argumentos, sob a batuta da mídia golpista que claramente apoiava os opositores da candidata. À direita Argentina, sempre viveu às custas da manipulação da mídia, que sempre foi golpista, uma direita que sempre passou por fora dos sistemas que permeiam a democracia, na verdade, não estão acostumados com uma democracia participativa, e como aqui, apregoam uma democracia “relativa”, aquela em que eles, através do “Partida da Mídia” conseguem sobreviver e oxigenar seus projetos neoliberais.

Com o entreguismo, surgiu a crise política e a destruição da economia Argentina no final de 2001, e é claro, o ressurgimento de um terreno fértil para que uma nova política voltada para os interesses nacionais e da população pobre fosse priorizada, e que não estivesse pautada apenas nos interesses de alguns poucos. Não há duvida que o apoio da população Argentina à continuidade do processo de desenvolvimento econômico e social do país tem sua base nas medidas soberanas aplicadas pelo atual governo encabeçado por Néstor Kirchner, que é exatamente o que falta aqui no Brasil, medidas soberanas, que visem proteger a indústria e o empreendedor nacional. E outra, Cristina Kirchner, de forma velada, já mandou um recado ao Brasil, no sentido de integrarmos a América Latina, e deixarmos essa ” babozeira” de alguns políticos como Sir Sarney de sermos contra a inclusão da Venezuela no Mercosul.

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Cristina, favorita na eleição argentina, almoçou com Lula

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A senadora e candidata favorita na eleição presidencial deste mês na Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, desembarcou em Brasília nesta quarta-feira (3), com uma hora de atraso, para um almoço no Palácio da Alvorada presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em discurso na véspera, em Chivilcoy, na província de Buenos Aires,Cristina destacou que “o Brasil é o principal sócio da Argentina”.

A visita a Brasília, de menos de um dia de duração, é a última ao exterior de Cristina Kirchner, após viagens à Espanha, México, Áustria, Alemanha e EUA. Ela repete o gesto de seu marido, o presidente em fim de mandato Néstor Kirchner, durante a campanha presidencial argentina de quatro anos atrás.
Quatro anos de sensível mudança
As circunstâncias porém são bem distintas. Em 2003, a visita ao então recém-empossado presidente Lula representou um importante apoio para Kirchner, na época o pouco conhecido governador de uma remota província do sul, que enfrentava o então favorito Carlos Menem, que já exercera a presidência por dois mandatos. E a Argentina ainda estava no fundo do poço da crise de 2001.

Quatro anos mais tarde, Kirchner goza de índices de popularidade pouco usuais para presidentes argentinos em fim de mandato. A Argentina em 2006 teve 8,5% de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), no terceiro ano de uma recuperação em ritmo chinês.

A eleição presidencial também é outra. Cristina aparececom 47,2% das intenções de voto segundo a consultora Haime e 39,8% conforme a Poliarquía, tendendo a vencer já no primeiro turno, dia 28. A oposição está atomizada. E seu principal opositor, também uma mulher, é Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, enquanto o ex-ministro da Economia, o candidato conservador que herda os votos de Menem, amarga um precário terceiro lugar.

Reunião com 40% do PIB brasileiro

Cristina chegou a Brasília com mais de uma hora de atraso, acompanhada do chanceler argentino, Jorge Taiana, do ministro da Economia, Miguel Peirano, e do porta-voz da Casa Rosada, Miguel Núñez. Candidata da situação, que aspira suceder seu marido, Néstor Kirchner, ela fez uso do avião presidencial.

Depois do encontro com Lula, a candidata deve dirigir-se à sede do Itamaraty, onde se reunirá com um grupo de empresários que mantêm negócios na Argentina. Entre as empresas que estarão representadas estão a Petrobras, o grupo Camargo Corrêa, o banco Itaú e a cervejaria AmBev. Da reunião empresarial com a comitiva argentina devem participar os ministros brasileiros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

O Clarín, jornal de maior circulação de Buenos Aires, destacou na edição de hoje que os 10 maiores empresários brasileiros, que somam 40% do PIB do país, escutarão a dissertação de Cristina. “Semelhante movimentação indica que a acolhida não será uma mera formalidade, e por razões óbvias, no Brasil tratam de dizer que a chegada da candidata é só protocolar, mas o governo brasileiro parte de uma convicção: a menos que ocorra algo fora de série, Cristina deverá ser a partir de 10 de dezembro a presidente da Argentina”, diz o Clarín.

O La Nación ressalta que Cristina buscará “algum gesto de apoio para sua campanha”. “Embora vai estar apenas umas horas em Brasília, a visita aponta também a mostrar a intenção da candidata de aprofundar a relação com o sócio maior do Mercosul e transformá-la no eixo central da política exterior de seu eventual governo”, opina o mais tradicional periódico argentino.

Da redação, com agências
Site do PC do B

Rizzolo:A política externa da Argentina é bem ampla, ao mesmo tempo em que na Venezuela joga pesado apoiando subliminarmente a Alba, jogam como parceiros do Mercosul, a influência dos empresários Argentinos na Venezuela e as afinidades políticas, muito embora, não deixam transparecer é grande. Já disse que o atraso da Venezuela no Mercosul fortalece um conceito de solidariedade da Alba em integração da América do Sul que tem que ser avaliado. O Mercosul agrada muito mais os EUA do que a Alba, talvez no futuro possamos pensar em “Albasur”, vai dar mais Ibope! Vale uma reflexão ( risos..)

Obs. Cheguei hoje e estou me interando …

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