Família britânica diz ser “muito gorda” para trabalhar e pede maior auxílio do governo

Uma família britânica argumenta ser “muito gorda” para trabalhar e reclama que o benefício de 22 mil libras (R$ 70.600) não é o suficiente para sobreviverem. Segundo reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal “Daily Telegraph”, Philip Chawner, 53, e Audrey, 57, pesam 152 quilos cada e suas filhas Emma, 19, e Samantha, 21, pesam 107 e 114 quilos respectivamente.

A família Chawner, que não trabalha há 11 anos, afirma que seu peso é uma questão hereditária e que o dinheiro que recebem do governo é insuficiente. “O que recebemos mal cobre as contas e põe comida na nossa mesa. Não é nossa culpa que não possamos trabalhar. Nós merecemos mais”, disse Philip, citado pelo jornal.

A família argumenta que seus gastos giram em torno de 50 libras (R$ 160,70) por semana com comida e que cada um consome cerca de 3.000 calorias diárias. O recomendado pelos médicos está em torno de 2.000 calorias para mulheres e 2.500 para homens.

“Nós comemos cereal no café da manhã, bacon no almoço torta de micro-ondas na janta”, contou Audrey, à revista “Closer”. “Toda a comida saudável, como fruta e vegetais, é muito cara. Nós somos gordos porque está em nossos genes. Toda nossa família tem sobre peso”, acrescentou.

Toda semana, o casal Chawner recebe 177 libras (R$ 568) de auxílio em renda e benefício por incapacidade. Audrey recebe ainda 330 libras extras (R$ 1.059) por incapacidade por ter epilepsia e asma.

A filha também tem justificativa: “Eu sou uma estudante e não tenho tempo para me exercitar”. “Nós queremos perder peso para acabar com os abusos que ouvimos nas ruas, mas não sabemos como”.

Folha online

Rizzolo: Observem que a carga tributária na Inglaterra, um País que o Estado proporciona muitos benefícios e que nem mais precisaria da intervenção estatal é de 37,4%, já no Brasil é de 36.08%. Portanto menor que da Inglaterra , Itália, França, Bélgica, e Dinamarca.

Por circunstâncias da presença estatal, e da preocupação do Estado com o bem-estar da população, é que temos notícias como esta, que aos olhos daqueles que querem o ” Estado Mínimo” no lucro e a presença maciça do Estado quando surge uma crise financeira, assusta os incautos.

A grande verdade é que há de se encontrar um meio-termo entre a iniciativa privada e o Estado. No Brasil o Estado não proporciona nada e o pouco de arrecadação em relação às demandas, é combatido por aqueles que querem sim um Estado subsidiando seus negócios como o fim do IPI para alguns segmentos, ao mesmo tempo em que gritam contra a carga tributária, que “entendem alta”.

Brasil e China ‘emergem como modelos de estabilidade’, diz jornal

O Brasil e a China emergem como modelos de estabilidade, “neste momento de crise econômica global”, diz artigo publicado na edição desta sexta-feira do jornal britânico The Daily Telegraph.

O jornal compara os dois países, considerados “mercados emergentes”, à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos, chamados de “mercados desenvolvidos” e diz que “esta grande divisão foi erodida” com a crise.

“O status de alguns mercados emergentes deve ser elevado, mesmo que em termos relativos”, afirma o artigo, explicando que “alguns (países), como o Brasil, atualmente parecem representar menor risco (…) do que alguns (países) desenvolvidos como a Grã-Bretanha”.

“Em termos de superávit comercial, endividamento em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e tamanho de suas reservas cambiais, o Brasil derrota a Grã-Bretanha sem esforço”, disse o jornal. “Sua economia (do Brasil) ainda deverá crescer 3% no próximo ano, enquanto a da Grã-Bretanha está encolhendo. E, embora a inflação brasileira esteja aumentando, ela parece estar sob controle.”

‘Responsabilidade fiscal’

O artigo contesta o próprio termo “mercado emergente”, dizendo que ele foi “inventado pelo Banco Mundial há 30 anos e é definido com base em renda per capita baixa”.

“Na época, partia-se do princípio de que estas economias eram instáveis e em processo de reforma econômica e de mercado. Só governos mais sábios, dos Estados Unidos e da Europa, poderiam demonstrar responsabilidade fiscal, acreditava-se – e este era geralmente o caso”, diz The Daily Telegraph.

O artigo afirma, contudo, que embora esta suposição persista, “o governo brasileiro nos últimos anos seguiu cuidadosamente regras defendidas por economistas ocidentais, enquanto Estados Unidos, Grã-Bretanha e outros as desprezaram”.

Sobre a China, o artigo do jornal britânico diz que “há muitas evidências que sugerem que a recessão que atingiu Estados Unidos e Europa não é meramente uma baixa cíclica, mas marca uma passagem do poder econômico no longo-prazo para a China e outros mercados emergentes grandes”.

“Não pode mais haver uma reunião com credibilidade de G-alguma coisa (numa referência a G-8 e G-20) para tentar coordenar política monetária e fiscal sem incluir a China”, afirma The Daily Telegraph. BBC Brasil -e Folha online

Rizzolo: O jornal tem parcial razão, fica evidente que o impacto da crise atinge mais os países desenvolvidos por uma simples razão lógica: o maior aporte de investimentos. Muito há que fazer no Brasil e na China em termos de infra- estrutura, englobando transporte público, saneamento, e malha ferroviária; meio de transporte já cristalizado na Europa. O presidente Lula na sua premissa de não restringir os investimentos no PAC, o faz com muito bom senso, contudo, difícil será manter o ritmo dos investimentos face à diminuição da arrecadação prevista para 2009. A afirmativa de que os emergentes são ” modelos de estabilidade”, entendo um pouco exagerada em função de algumas particularidades dos emergentes, no Brasil o problema cambial, e na China a dificuldade do mercado interno absorver a produção destinada à exportação, que ora cai tendo em vista a crise financeira.