As discussões políticas e as intrigas pessoais

Mal a disputa eleitoral começa, e já se nota o tom da campanha que se aproxima. A arte da política é na sua essência, a contraposição das idéias, o debate sobre os programas passados, implementados, e os que poderiam ser mais bem investidos, programas em que a população mais carente poderia se beneficiar. Esse é o debate.

Contudo, infelizmente no Brasil, já não bastasse o desprestígio dos políticos, e a desmoralização do Congresso Nacional, tido como uma das instituições, segundo pesquisa, de menor credibilidade junto ao povo brasileiro, surgem as modalidades de ataques pessoais envolvendo candidatos ou pessoas ligadas aos candidatos.

Com efeito essa postura não é saudável para a democracia brasileira, até porque o que importa são os programas de governo, sua viabilidade, e a aprovação da população em relação a eles. Tenho observado que a candidata Marta Suplicy tem sido o alvo preferido de uma campanha nada ética por parte de seus opositores, o que nos leva a uma direção contrária ao debate sadio, empobrecendo a discussão democrática, e tornando-a pobre do ponto de vista da contraposição das idéias, na realização da transparência programática dos candidatos.

Afinal como dizia Henri Béraud ( 1885-1958), jornalista francês, ” Na política é difícil distinguir os homens capazes dos homens capazes de tudo “. A nós nos resta observarmos a postura ética dos candidatos nos debates, mesmo porque, a personalidade de cada um é fator agregado à forma de governar.

Fernando Rizzolo