Do alto do prédio, olhando o mar

Do alto do prédio eu conseguia avistar a imensidão do mar. Bem à direita, podia-se ouvir o som da água banhando as rochas e seu borbulhar. Cheiro de sal, de mar, de praia, nem precisava descer; dali do alto eu sentia a grandeza, a magnitude da natureza. Certa vez ouvi um rabino dizer que a maior prova da bondade e sabedoria divina era Deus ter programado o mar para acabar exatamente na praia. Como sabia ele que dali para frente deveria ser reservado para os homens e seres vivos terrestres? Isso ficou marcado durante muitos anos na minha mente, e sempre que caminho na praia, ao lado do mar, com os pés resfriados pelas águas que exalam sal, penso nisso. Quanta grandeza e sabedoria divina..

Crer em algo superior, apenas pela observação de sua obra, é uma forma de oração. Quando somos capazes de reconhecer a complexidade na formação de todos os seres, vemos Deus. O primeiro filósofo a afirmar tal conceito talvez tenha sido o grande Baruch Spinoza, que acabou pagando caro por essas ideias. A comunidade judaica, na época de Spinoza, não aceitava seus dogmas. Depois, é claro, fizeram um juízo de retratação e enfim entenderam a grandiosidade de seu pensamento.

Mas por que, daqui de cima do prédio ao ver o mar, me lembrei de Spinoza, da linda interpretação do rabino em relação ao mar, ou das minhas caminhadas de reflexão pela praia? Talvez seja pelo contraponto entre a minha visão religiosa e as afirmações científicas vazias, imaginárias, que por mais das vezes refutam a crença. Tais afirmações científicas, no entanto, acabam desembocando, quase manhosas, nos braços de Deus, pois, de fato, chega-se a um ponto em que a explicação científica termina e o conhecimento entra no território do inexplicável, este vácuo povoado durante milênios pelos interpretadores da graça do poder divino do nosso criador, que pode ser chamado de Deus.

Observar, ler e entender sempre foi o meu destino, mania essa danada que já me roubou noites de reflexão sobre os pobres, a sociedade, Deus, a injustiça, e os desmandos dos tiranos. Ler sobre tudo enriquece a alma como já dizia meu avô, e quando me ponho a ler artigos científicos, aí sim, o conflito se estabelece. Diz a manchete de uma revista jogada no sofá: “Cientista britânico Stephen Hawking afirma em seu novo e inédito livro que a física moderna descarta a religião na origem do Universo”. Descansei ontem meu olhos durante alguns minutos em ler a matéria da tal revista, senti pena de Deus e mais ainda de Stephen e suas apologias. Mas, como não discuto futebol nem religião e tenho preguiça científica de absorver teorias que no final abraçam o inexplicável, volto ao velho terraço, vendo esse mar imenso, imaginando a grandeza dos seres, e, de forma discreta, penso que a ciência avança, mas o mar recua, apontando a certeza de que o inexplicável nos joga sempre nos braços de Deus.

Fernando Rizzolo

O Verdadeiro Super-Homem

*Por Chana Weisberg

Christopher Reeve e George Reeves.

Dois homens, não relacionados, com sobrenomes quase idênticos.

Os dois morreram jovens, no auge de suas vidas; George com 45 anos e Christopher aos 52.

Ambos foram celebridades americanas que atingiram o estrelato pelas suas conquistas artísticas. Os dois desempenharam o papel do Super-Homem – George, na série original da TV dos anos 50, e Christopher, no estrondoso sucesso do cinema nas décadas de 70 e 80.

Olhando de relance, a vida dos dois parece semelhante. Porém cada qual tinha um sistema de crenças diferente, efetivamente mudando a direção de como eles levaram a vida – e como morreram.

Segundo o relatório do Departamento de Polícia de Los Angeles, nas últimas horas da noite de 16 de junho de 1959, George Reeves morreu baleado na cabeça no quarto de sua casa. Depoimentos de testemunhas e um exame da cena do crime levaram à conclusão de que a morte na verdade foi consequência de isolamento seguido de suicídio.

O relatório da polícia declara: “[Reeves estava]… deprimido porque não conseguiu ter o tipo de papéis que desejava.”

Christopher Reeve, por outro lado, teve sucesso como ator, diretor, produtor e roteirista.

Então a tragédia veio em 1995.

Após um acidente numa competição equestre, na qual foi jogado fora do cavalo, Reeve ficou quadriplégico. Ele precisou de uma cadeira de rodas e aparelhos para respirar pelo resto da vida, até sua morte em 2004, de ataque cardíaco.

Cinco dias após ter sido jogado de cabeça no chão, Reeves recuperou a consciência. O médico explicou que ele tinha destruído a primeira e a segunda vértebras cervicais. Após compreender que não apenas jamais caminharia novamente, mas também não poderia mover qualquer parte do corpo, Reeve considerou o suicídio.

Disse para sua esposa Dana: “Talvez devêssemos deixar que eu vá embora.”

Chorando, ela respondeu: “Vou dizer isto uma única vez: vou apoiar o que você quiser fazer, porque esta é a sua vida, e a decisão é sua. Porém quero que saiba que estarei com você para a longa corrida, não importa o que aconteça. Você ainda é você. E eu te amo.”

Reeve jamais pensou em suicídio novamente.

Em vez disso, ele passou por uma cirurgia e extensa reabilitação, forçando-se até seu limite nas sessões diárias de terapia. Uma vez estabilizado, mas ainda paralisado do pescoço para baixo, Reeve usou seu nome e status de clebridade em prol das pessoas com lesões na espinha e criou a Fundação Christopher Reeve, que tem doado dezenas de milhões de dólares para pesquisa e consegue melhorar a qualidade de vida de pessoas incapacitadas.

Reeve também abrilhantou as Para-Olimpíadas, narrou, dirigiu e produziu filmes, compareceu à Entrega do Oscar, fez uma viagem a Israel e discutiu o progresso da pesquisa em lesões da medula espinhal no Programa Larry King Live, fez discursos em todo o país, escreveu livros que foram campeões de vendas e permaneceram na lista dos best-seller do New York Times durante semanas, recebeu diversos prêmios e ainda estrelou alguns papéis no cinema.

E ele fez tudo isso nos anos que se seguiram ao acidente, apesar de sua extensa incapacidade física.

Cada um de nós é um SuperHomem com status de super-herói. Cada um de nós recebeu um âmago Divino com potencial infinito para atingir o “estrelato”. Porém quanto mais alto chegamos, maior é a queda que podemos ter.

Há épocas na vida em que nos sentimos como verdadeiros astros. As coisas estão surgindo em nosso caminho. Chegamos ao auge do sucesso, ou conquistamos uma importante aspiração da nossa vida. Sentimo-nos contentes e felizes. O sol está brilhando intensamente sobre nós.

Mas então, de repente, a maré vira, e nos encontramos no meio de uma tempestade terrivelmente escura e assustadora. Nossos sonhos são destroçados, nossas expectativas destruídas. O mundo que conhecíamos não é mais o mesmo, e jamais será. Os desafios nos privam de nossa alegria e vigor, e minam toda a vitalidade da nossa existência.

Como reagimos à essa situação difícil? Mergulhamos na depressão, concentrando-nos unicamente na injustiça e crueldade do nosso destino? Praguejamos contra um mundo cruel e sem D’us?

Ou nos erguemos para enfrentar a situação, investindo uma força sobre-humana para lutar contra os obstáculos em nosso caminho? Resolvemos fazer o melhor possível com aquilo que o destino atirou em nosso caminho, celebrando nossa vida de maneira plena, enquanto trazemos júbilo e objetivos àqueles que nos cercam?

Não podemos julgar as escolhas de outros. Não conseguimos imaginar suas circunstâncias ou sua tremenda luta interior. Porém a certa altura, pelo menos em parte, cada um de nós deve enfrentar uma escolha assim em nossa própria vida. E em última análise, o caminho de um verdadeiro Super-Herói é somente um.
fonte: beit Chabad

Tenham um sábado de paz !

Fernando Rizzolo

Crer é Ver

*Por Yossi Ives

Não, eu não confundi a frase; é o próprio cliquê que está confuso. Ver não é crer, de maneira alguma. Algumas coisas que você vê não vale a pena acreditar; você pode vê-las mas elas são sem sentido e falsas. E ao inverso, há muitas coisas que você somente consegue ver se acredita nelas primeiro. Crer vem primeiro; ver é uma provável consequência.

Certa vez declarei à minha congregação que se os médicos estão certos, eu não sou casado! Veja, os pais da minha mulher ouviram de três médicos diferentes que eles jamais teriam filhos. O mesmo aconteceu a três de nossas matriarcas – Sarah, Rivca e Rachel – o impossível aconteceu: elas tiveram filhos apesar das expectativas negativas.

A um grau importante, nossa crença na possibilidade de algo ocorrer determina sua probabilidade de acontecer. Dizem que se você acredita que pode ou se acredita que não pode – de qualquer maneira você está certo! Pois se você acredita que algo é impossível, isto bem pode se tornar impossível. De forma inversa, se você acredita firmemente que algo é possível, você tem toda a chance de conseguir.

Robert H. Goddard escreveu: “É difícil dizer o que é impossível, pois o sonho de ontem é a esperança de hoje e a realidade de amanhã.” Na verdade, é impossível acreditar no impossível – porque uma vez que você acredita naquilo, não é mais impossível. Porém se você acredita que algo é impossível, quase que com certeza é. A prece é pedir pelo aparentemente impossível. Nossa história nos ensina que todo aquele que não acredita em milagres não é realista. Portanto, de fato, crer é ver.

Mas desencorajamos a auto-crença nos outros? Somos rápidos demais em descartar as ideias de outro, ou até mesmo nossa ideia? Quantas vezes dizemos: “Oh, isso nunca vai dar certo?” Com essa atitude, provavelmente não vai mesmo! A evidência é esmagadora de que se acreditamos em nós mesmos, temos muito mais chance de sermos bem-sucedidos. Da mesma forma, se temos fé nos outros, temos muito mais probabilidades de os ajudarmos a conseguir.

Quando declaramos que algo é impossível, estamos apenas dizendo que está além da nossa imaginação. Mas por que desencorajar outra pessoa e arriscar a fazê-lo voltar atrás porque carecemos de fé? Ao contrário, se mostrarmos nossa crença no outro, aquele impulso pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso.

Portanto da próxima vez que seu filho vier com uma ideia maluca, ou um colega de trabalho apresentar uma sugestão que parece fora desse mundo, faça uma pausa antes de atirar um balde de água na ideia. Talvez sua dúvida esteja arrefecendo a crença deles? E talvez seu total apoio a eles possa ser a força que os ajudará a conseguir aquela meta?

Quando alguém introduz uma ideia como: “Sei que isso parece loucura” ou conclui a sugestão com um pessimista “Provavelmente não é uma boa ideia”, desafie aquele comentário. Talvez não seja uma proposta assim tão maluca? Sugiro que você pergunte: “O que o faz pensar que é uma má ideia?” Confira que a declaração negativa não foi meramente uma expressão do nervosismo daquela pessoa. Muitas vezes você descobre que estes comentários são puramente auto-dúvida gerada pela falta de confiança.

Maimonides escreve que a forma mais elevada de caridade é ajudar uma pessoa a se colocar sobre os próprios pés. Bem, instilar em alguém a coragem para ser bem-sucedido é a forma mais elevada de impulsionar alguém para atingir suas metas. Você o está ajudando com o maior bem que ele poderia ter: acreditar em si mesmo.

Estamos todos preocupados em ajudar nossos filhos. Aqui está uma ferramenta simples mas poderosa – mostrar que você acredita neles.
Fonte: Beit Chabad

Tenha um sábado de paz !

Fernando Rizzolo

Caminhando na Mata

“Não há nada mais espiritual, do que através do vento nas folhas das árvores, no meio do campo, dia frio e nublado, sentir a grandeza ventando violenta. Movendo os galhos vergados de velhos, emprestando seu gesto numa forma de sim, numa dança harmônica, no bailado da mata. Envolto ao cheiro das plantas molhadas, da terra bem fofa, do olhar sem limite, ouvir Villa-Lobos bachianas talvez, caminhando no vento soprando no rosto, sentir-se bem só e sonhando com Deus. Misturar-se no campo diluindo meu eu, o vento nas folhas me faz sentir bem, livre, tranquilo, perto de Deus, como se aquilo tudo, fosse enfim, uma doce oração, um presente para mim.”

Fernando Rizzolo

Luz e escuridão

Alemanha: Inicio do século 20

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com a seguinte pergunta:

“D’us criou tudo que existe?”

Um aluno respondeu valentemente: “Sim, Ele criou”..

“D’us criou tudo?”, perguntou novamente o professor.

“Sim senhor”, respondeu o jovem.

O professor continuou, “Se D’us criou tudo, então D’us fez o mal! Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então D’us é mau.”

O jovem ficou calado diante de tal argumento e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.

Outro estudante levantou a mão e disse:

“Posso fazer uma pergunta, professor?”

“Lógico”, foi a resposta.

O jovem ficou de pé e perguntou: “Professor, o frio existe?”

“Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?”

O rapaz respondeu: “De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos o frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia. O calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor. Todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.”

“E, existe a escuridão?”, continuou o estudante.

O professor respondeu: “Existe”.

O estudante respondeu: “Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode ser estudada, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores que a compõe, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não! Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.

Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim? Portanto a escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quendo não há luz presente”

Finalmente, o jovem perguntou ao professor: “Senhor, o mal existe?”

O professor respondeu: “Lógico que existe, como disse desde o começo, é só ler as manchetes: vemos ações terroristas, crimes e violência no mundo o tempo todo”.

E o estudante respondeu: “O mal não existe, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, como nos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de D’us. D’us não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter D’us presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.”

Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado.

O diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome. E ele respondeu:

“Albert Einstein.”

fonte: site do Beit Chabad

Tenha um sábado de paz!

Fernando Rizzolo

Um sonho chamado Esperança

Certa noite, tive um sonho. Sonhei que o telefone de madrugada tocou; ao atender, um senhor com a voz calma e serena me pedia para que fossemos à Hope, pois algo havia ocorrido. Mais que depressa, chegamos à instituição. O guarda que costumeiramente se postava à porta não estava; na portaria não havia ninguém; o silêncio era total.

Desesperados, eu e Cláudia aumentamos os passos nos largos corredores da Hope à procura de alguém que nos informasse a razão do telefonema. Passamos pela monitora e não havia sequer um monitor; então, num gesto rápido e inquieto, subimos com a respiração ofegante, as escadas em direção à ala dos quartos, onde as crianças e os acompanhantes dormem. Para nossa surpresa, estava vazio: nenhuma criança, nenhum acompanhante, nenhum monitor. Apenas um doce silêncio rompia o frio vazio dos quartos.

De repente, uma luz brilhante no final do corredor surgiu. A mesma voz, calma e serena, do senhor do telefonema nos dizia: “Fiquem tranquilos, apenas houve um milagre por aqui. O Santo Bendito, num ato de misericórdia resolveu curar todas as crianças da Hope. Elas já partiram. Estão em suas cidades de origem e curadas. A casa está vazia, mas cheia de amor e misericórdia divina”.

Atônitos, sem reação, sentimos uma forte luz nos impulsionando para a saída da Instituição. Senti naquele momento uma imensa paz, o doce calor da luz divina nos acalentava; na saída, ao lado da porta, centenas de bilhetinhos das crianças alegres se despedindo.

Ao acordar, ainda sob um estado extasiante, contei à Cláudia meu sonho. Ela olhou bem nos meus olhos e disse: “Não se impressione, eu já tive este sonho várias vezes, sei que um dia ele vai se realizar, talvez por isso o lugarse chame “Casa Hope “; uma casa da esperança.

Tentei dormir novamente, mas, não consegui. Então, pensei comigo: “Por que os sonhos não se tornam realidade? E então algo interior, no tom daquela calma voz, novamente me disse:

“Ajudar e fazer a caridade é a melhor forma de sonhar acordado, é reacender a luz da esperança quando tudo se parece perdido”

Fernando Rizzolo

Tenha um sábado de paz!

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A Alma e a Lógica

Talvez uma das maiores implicações no desenvolvimento da descrença, do materialismo e do ateísmo, seja o fato de que a nossa condição humana está condicionada a processar as situações da vida do ponto de vista lógico. Toda a nossa estrutura cerebral foi constituída no racionalismo, inserida na lógica, entre relações de causa e efeito. Portanto, não seria estranho termos certa dificuldade ao nos depararmos com uma lógica diversa da nossa, inconcebível dentro de uma estrutura materialista.

Por consequência, fatores que ocorrem nas nossas vidas por influência espiritual – conceitualmente de origem divina -passam a serem pouco compreendidos, uma vez que, o racionalismo humano não possui instrumentos, tampouco, está preparado para a compreensão de uma inversão estrutural do previsível, do justo e do humano, no contexto das tragédias na vida.

Com efeito, ao nos perguntarmos porque coisas ruins ocorrem a pessoas boas – sob o prisma da lógica humana – teremos duas vertentes dentro deste mesmo raciocínio: a primeira, seria o inconformismo, que levaria à descrença na bondade divina epor efeito, ao enfraquecimento da fé, seguido por um desespero, e muitas vezes, adotando-se como resposta, os profetas do ateísmo.

Com efeito, ao nos perguntarmos porque coisas ruins ocorrem a pessoas boas – sob o prisma da lógica humana – teremos duas vertentes dentro deste mesmo raciocínio: a primeira, seria o inconformismo, que levaria à descrença na bondade divina e por consequência, à segunda, um enfraquecimento da fé, seguido por um desespero, e muitas vezes, adotando-se como resposta, os profetas do ateísmo.

A Alma e a Lógica são elementos diversos. Uma, é oriunda da espiritualidade; vive, responde e reage aos impulsos da fé, da captação de energia cósmica, do modo de vida na relação com os demais seres vivos, naquilo que nos alimentamos, das orações, da religiosidade seja ela qual for. Outra, é fruto da experiência terrena, das relações neurocerebrais, do aprendizado, do sentido de justiça material e, portanto, inerente às condições espirituais e às suas especificidades e características místicas.

Certos atos na Bíblia – como na morte de uma vaca vermelha, cujas cinzas foram capazes de purificar o povo judeu – jamais serão certificados pela lógica. Mas, exatamente quando prescindimos da lógica humana e intelectual, nos entregando à lógica da Alma e a um entendimento que poderíamos chamar de divino se dá o salto em direção aos milagres e às transformações, que são imensos na vida de um ser humano.

Colocar Tefilin pela manhã é um ato que pouca lógica humana descreve, porém ao utilizarmos algo material como couro – determinado e previsto na Torá – implementamos uma relação entre a matéria e o espiritual, nos anulando em questionamentos racionais e, simplesmente, nos lançando em direção à lógica divina, preconizada na Bíblia, fazendo com que a conexão entre o mundo material e o espiritual se realize como um link.

A morte de ente querido, uma tragédia ou uma perda, jamais poderão ser explicadas racionalmente, sob pena de nos desviarmos da fé. Aceitar os desígnios de Deus e compreender a incapacidade de nosso sistema racional de processarmos as razões dos fatos divinos, é por si só, uma forma de compreender o incompreensível, de respeitar a evolução e a dinâmica espiritual às quais estamos predispostos a vivenciar e, com certeza, de professar a mais profunda comunhão entre a nossa simples alma humana e a grandeza daquele que é Eterno e sabe o que faz, sendo essa, talvez, a maior forma de oração.

Fernando Rizzolo