Americana ganha diploma de professora aos 100 anos e morre no dia seguinte

A norte-americana Harriet Richardson Ames formou-se professora em educação aos 100 anos, na última sexta-feira (22) no estado americano de New Hampshire, mas não “aproveitou” o diploma: ela morreu no dia seguinte.

Harriet morreu três semanas depois de completar seu centésimo aniversário, em 2 de janeiro. Ela recebeu o diploma de professora, um velho sono, em sua cama, pouco antes de morrer.

A professora aposentada se disse feliz por ter conseguido seu objetivo, segundo sua filha.

“Ela disse que tinha uma lista de objetivos na vida, e que este era o último”, afirmou a filha, Marjorie Carpenter.
Harriet tinha um certificado de professora que ganhou em 1931, após ter estudado dois anos na Keene Normal School, hoje Keene State College.

Com ele, deu aulas em uma pequena escola em South Newbury, e depois passou 20 anos como diretora de ensino na Memorial School, em Pittsfield.

Ao longo dos anos, ela foi tendo aulas na Universidade de New Hampshire, na Plymouth Teachers College e na Keene State para angariar créditos para conseguir o diploma de curso superior.

Mas, com problemas de vista, ela teve de parar com as aulas depois da aposentadoria, em 1971. Ela nunca teve certeza se tinha obtido os créditos necessários para garantir o diploma.

Seu antigo desejo por se formar oficialmente veio à tona quando um professor de cinema entrevistou-a, em 2008, para um documentário sobre o centenário do colégio, celebrado no ano seguinte.

A escola então resolveu revirar seus registros e descobrir se Harriet tinha direito ao tão desejado diploma. Durante um mês, os responsáveis trabalharam rápido e chegaram à conclusão que sim.

“Ela queria ser o melhor que ela podia ser”, disse Norma Walker, coordenadora de um grupo que reune ex-alunos.

Segundo Norma, Harriet disse, durante uma visita recente que, se morresse no dia seguinte ao dia em que se formasse oficialmente, morreria feliz, porque seu diploma “estava a caminho”.

Os responsáveis da escola entregaram o diploma a Harriet em sua cama, na última sexta.

Norma, que conheceu Harriet em 1997 em um encontro de ex-alunos, disse que gostava de ouvir a idosa falar sobre seus alunos e sobre como ela os encorajava a ler.

“Ela é o tipo de pessoa que todo pais gostaria de ter como professora de seus filhos”, disse Norma.

Norma afirmou que vai ler o conteúdo do diploma de Harriet durante suas cerimônias fúnebres, no próximo sábado. “Isso se eu não chorar”, disse.

Paula Finnegan Dickinson, ex-aluna de Harriet em 1956 e hoje também professora, lembra da idosa como uma mentora e uma amiga querida.

“Com seu entusiasmo, os personagens dos livros viviam”, disse. “Ela nos mostrou como a leitura abria as portas para outras experiências que nós jamais teríamos conhecido.”
Globo

Rizzolo: Dessa notícia podemos inferir que a determinação na consecução de um sonho nunca deve ser perdida. Entendo que não há nada mais gratificante do que a instrução, a cultura, a oportunidade de aprender. Seja ele qual for seu sonho, ele deve ser perseguido com a determinação de um caçador. Infelizmente no Brasil ainda os sonhos de muita gente ainda não podem ser realizados, principalmente no tocante à educação, ao ensino superior, até porque as vagas são limitadas nas Universidades Públicas, e nas particulares, muitos não podem arcar com as mensalidades. É bem verdade que no governo Lula muito melhorou, mas ainda falta por demais a fazer para que o sonho do diploma de nível superior seja alcançado.