‘Lula assombra o mundo’, elogia Zapatero em jornal

SÃO PAULO – O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, escreveu um texto bastante elogioso sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o jornal “El País”. No perfil elaborado por ele, o primeiro-ministro demonstra sua “profunda admiração” por Lula. Intitulado “O homem que assombra o mundo”, o texto lembra a origem humilde do presidente e sua passagem pelo sindicalismo. Zapatero escreveu o perfil de Lula para o número especial “Os 100 do Ano” do jornal espanhol, que circulará no domingo. Em seu site, o “El País” adiantou o texto do espanhol sobre o líder brasileiro.

Zapatero cita a luta de Lula para combater a fome, enquanto ao mesmo tempo fez com que aumentasse a confiança internacional no País. O primeiro-ministro espanhol descreve ainda o presidente como “honesto, íntegro, voluntarioso e admirável”, convertido em “referência” para os líderes latino-americanos. “Não me estranha que esse homem assombre o mundo”, afirma o espanhol.

Na opinião de Zapatero, Lula “seguiu o caminho aberto pelo seu antecessor”, Fernando Henrique Cardoso, e o Brasil, “em apenas 16 anos, deixou de ser o país do futuro que nunca chegava para converter-se em formidável realidade”. Zapatero prevê que o Brasil desempenhe nas próximas décadas “uma crescente liderança política e econômica no mundo, tal como já vem fazendo na América Latina com notável acerto”.
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Rizzolo: Tirando as questões relativas à política externa, Lula é um grande líder, quer pelo seu carisma, quer pelo seu passado de luta em favor dos pobres. A grande questão é saber se encontraremos um novo presidente eleito pelo povo com todas as características e o compromisso de Lula para com as políticas de inclusão. O medo do povo é de um retrocesso social das conquistas atingidas em favor dos mais humildes.

Amorim nega tensão entre Brasil e Estados Unidos

RIO – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, negou hoje haver tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos em consequência das divergências entre os dois países sobre as eleições e a situação política de Honduras. Pouco antes de participar do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-secretário geral da ONU Kofi Annan, no Hotel Sofitel, no Rio, Amorim explicou que as diferenças de posição não são suficientes para gerar crise entre Brasília e Washington.

“Não há tensão alguma na relação entre Brasil e Estados Unidos. Nós temos é que nos acostumar a ter diferenças. E, no passado, já tivemos em relação à ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), em relação à OMC (Organização Mundial do Comércio). Isso não gera tensão”, disse Amorim. “Nós estamos em latitudes diferentes. Brasília está no hemisfério sul, Washington, no hemisfério norte. É natural que as coisas, às vezes, sejam vistas de forma diferente. Isso não deve ser e não é razão para tensão”, reafirmou.

Carta

Amorim também confirmou o recebimento de uma carta assinada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, em que a questão hondurenha é abordada, e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá respondê-la de forma “educada, adequada, mostrando seu ponto de vista, sempre salientando a possibilidade de cooperação, não deixando de salientar o ângulo como a gente vê as coisas”, disse.

O ministro afirmou que só soube das críticas do assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia à política externa americana “pela manchete do jornal”. Ontem, o assessor do presidente qualificou como equivocada a posição do governo Obama sobre a crise política hondurenha e disse estar decepcionado e “com certa frustração” com os andamentos da política externa do presidente americano.

O ministro também avaliou de forma negativa o andamento do processo político em Honduras. “Sem o retorno do presidente Zelaya ao poder, todos os países da América Latina e do Caribe já declararam que não reconhecerão o novo governo. Eu não sei, no futuro, o que vai acontecer com os outros países, mas o Brasil continua firme nessa posição”, ressaltou Amorim.

Amorim também negou que se os desentendimentos entre Brasil e Estados Unidos possam ter se radicalizado depois que o país recebeu a visita oficial do presidente Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na segunda-feira. Segundo ele, os Estados Unidos sempre incentivaram o Brasil a “transmitir certas mensagens” ao líder iraniano. “Não vejo como (a visita possa ter gerado problemas). Isso é um pouco de fantasia da mídia brasileira”, disse o ministro.
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Rizzolo: É claro que os EUA não vêem com bons olhos essa aproximação com o Irã, tampouco a postura brasileira em Honduras. Agora teremos que amargar os efeitos danosos da visita. Obama por ser um presidente fraco sofre a influência dos conservadores americanos que estão indignados com a frouxidão americana na América Latina, dando espaço para russos, chineses, iranianos, e até norte coreanos, mas tenham certeza de que do jeito que a carruagem anda isso vai mudar.

Visita indesejável

O mesmo país que tentou oferecer segurança e consolo a vítimas do Holocausto estende honras a quem banaliza o mal absoluto?

É DESCONFORTÁVEL recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial e repressivo. Afinal, temos um passado recente de luta contra a ditadura e firmamos na Constituição de 1988 os ideais de democracia e direitos humanos. Uma coisa são relações diplomáticas com ditaduras, outra é hospedar em casa os seus chefes.

O presidente Ahmadinejad, do Irã, acaba de ser reconduzido ao poder por eleições notoriamente fraudulentas. A fraude foi tão ostensiva que dura até hoje no país a onda de revolta desencadeada. Passados vários meses, os participantes de protestos pacíficos são brutalizados por bandos fascistas que não hesitam em assassinar manifestantes indefesos, como a jovem estudante que se tornou símbolo mundial da resistência iraniana. Presos, torturados, sexualmente violentados nas prisões, os opositores são condenados, alguns à morte, em julgamentos monstros que lembram os processos estalinistas de Moscou.

Como reagiríamos se apenas um décimo disso estivesse ocorrendo no Paraguai ou, digamos, em Honduras, onde nos mostramos tão indignados ao condenar a destituição de um presidente? Enquanto em Tegucigalpa nos negamos a aceitar o mínimo contacto com o governo de fato, tem sentido receber de braços abertos o homem cujo ministro da Defesa é procurado pela Interpol devido ao atentado ao centro comunitário judaico em Buenos Aires, que causou em 1994 a morte de 85 pessoas?

A acusação nesse caso não provém dos americanos ou israelenses. Foi por iniciativa do governo argentino que o nome foi incluído na lista dos terroristas buscados pela Justiça. Se Brasília tem dúvidas, por que não pergunta à nossa amiga, a presidente Cristina Kirchner?
Democracia e direitos humanos são indivisíveis e devem ser defendidos em qualquer parte do mundo. É incoerente proceder como se esses valores perdessem importância na razão direta do afastamento geográfico.

Tampouco é admissível honrar os que deram a vida para combater a ditadura no Brasil, na Argentina, no Chile e confratenizar-se com os que torturam e condenam à morte os opositores no Irã. Com que autoridade festejaremos em março de 2010 os 25 anos do fim da ditadura e do início da Nova República?

O extremismo e o gosto de provocação em Ahmadinejad o converteram no mais tristemente célebre negador do Holocausto, o diabólico extermínio de milhões de seres humanos, crianças, mulheres, velhos, apenas por serem judeus. Outros milhares foram massacrados por serem ciganos, homossexuais e pessoas com deficiência. O Brasil se o rgulha de ter recebido muitos dos sobreviventes desse crime abominável, que não pode ser esquecido nem perdoado, quanto menos negado. O mesmo país que tentou oferecer um pouco de segurança e consolo a vítimas como Stefan Zweig e Anatol Rosenfeld agora estende honras a alguém que usa seu cargo para banalizar o mal absoluto?

As contradições não param por aí. O Brasil aceitou o Tratado de Não Proliferação Nuclear e, juntamente com a Argentina, firmou com a Agência Internacional de Energia Atômica um acordo de salvaguardas que abre nossas instalações nucleares ao escrutínio da ONU. Consolidou com isso suas credenciais de aspirante responsável ao Conselho de Segurança e expoente no mundo de uma cultura de paz ininterrupta há quase 140 anos com todos os vizinhos. Por que depreciar esse patrimônio para abraçar o chefe de um governo contra o qual o Conselho de Segurança cansou de aprovar resoluções não acatadas, exortando-o a deter suas atividades de proliferação?

Enfim, trata-se da indesejável visita de um símbolo da negação de tudo o que explica a projeção do Brasil no mundo. Essa projeção provém não das ameaças de bombas ou da coação econômica, que não praticamos, mas do exemplo de pacifismo e moderação, dos valores de democracia, direitos humanos e tolerância encarnados em nossa Constituição como a mais autêntica expressão da maneira de ser do povo brasileiro.

JOSÉ SERRA, 67, economista, é o governador de São Paulo. Foi senador pelo PSDB-SP (1995-2002) e ministro do Planejamento e da Saúde (governo Fernando Henrique Cardoso) e prefeito de São Paulo (2005-2006).

fonte: Folha de São Paulo

Rizzolo: Bem, concordo em tudo que o governador Serra alegou. Contudo, como a visita já ocorreu, nos resta apenas ter no presidente Lula uma postura em defesa da comunidade judaica brasileira e internacional, balizando os eventuais comentários tendenciosos do presidente do Irã, demonstrando que o Brasil não compactua desse antissemitismo, ou de condutas que ferem os direitos humanos. Tenho absoluta certeza que o presidente Lula jamais deixará respingar no Brasil o ódio antissemita, discriminatório, e tentará numa postura conciliatória obter um rascunho de paz numa região tão abalada como o Oriente Médio. Posso ser ingênuo, mas acredito no presidente Lula em relação a esta questão.

Adiamento de Ahmadinejad não desgasta relações, diz Amorim

BRASÍLIA – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, declarou nesta terça-feira, 5, que o adiamento da visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, “não provocou desgaste nenhum” entre os dois países. Amorim esclareceu que não há ainda uma nova data marcada para a viagem, mas assegurou que o Brasil tem todo o interesse em cooperação com os iranianos. O ministro avisou ainda que o convite para o presidente eleito em 12 de junho “está de pé”, seja Ahmadinejad reeleito ou seja eleito algum opositor seu.

Ao confirmar o convite, o ministro quis demonstrar que o Brasil está empenhado em ampliar a relação comercial entre os dois países, daí a manutenção da reunião entre os empresários dos dois países, apesar do cancelamento da visita presidencial. “Temos de esperar as eleições e, então, veremos quem vai ganhar. Mas o convite está de pé”, afirmou Amorim.

“Temos interesse em cooperação com o Irã porque não dialogamos apenas com países com os quais estamos de acordo”, prosseguiu o ministro, que se referia às declarações de Ahmadinejad, na ONU, sobre holocausto, que provocaram reações de desaprovação pelo mundo a fora, inclusive pelo Brasil.

“Não estamos de acordo com algumas opiniões (do presidente iraniano). Já dissemos isso e não precisamos repetir. Inclusive publicamos uma nota depois do pronunciamento de Ahmadinejad. Mas isso não deve nos impedir de dialogar porque não podemos dialogar somente com quem estamos de acordo porque isso não é dialogo, é monólogo”, completou o ministro.

Nesta terça, as autoridades brasileiras insistiam que vão se empenhar para que a visita comercial tenha sucesso, assim como o governo vai continuar trabalhando para garantir que não haja nenhum incidente na nova visita, em data a ser marcada, a exemplo do que já vinha fazendo para esta. Embora o governo saiba que o cenário político não está confortável para a reeleição de Ahmadinejad, motivo principal do cancelamento da viagem, o Planalto recebeu sinais de que o presidente iraniano não gostou da nota divulgada pelo Itamaraty repudiando as declarações dele sobre o holocausto.

O fato de estarem ocorrendo manifestações contra o iraniano, também contribuiu para o cancelamento. Nas reuniões preliminares, o governo brasileiro alertou ainda o iraniano que o polêmico tema – racismo – não poderia entrar na pauta da visita e obteve a concordância dele para isso. O governo brasileiro não quer estender esta polêmica porque não está interessado em contribuir para o isolamento do Irã ou em estigmatizar aquele governo.

Tem lembrado, inclusive, o gesto do presidente norte-americano, Barack Obama, que, ao assumir, mandou uma mensagem para o povo iraniano. Houve quem avaliasse até que, ao esperar o resultado das eleições para fazer a viagem, Mahmoud Ahmadinejad poderia desembarcar com um maior respaldo político para enfrentar as possíveis manifestações.

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Rizzolo: Como se não bastasse as considerações positivas dos EUA sobre a não vinda do presidente do irão ao Brasil, o ministro e o governo ainda insistem em manter a posição de ” alinhamento comercial” com o Irã. Isso é muito mal para o Brasil do ponto de vista internacional. Quando a Europa e o mundo desenvolvido viram as costas para a intolerância, o Brasil ainda insiste na teoria ” tudo por dinheiro” como um pano de fundo para chancelar de certa forma a aproximação com este País É uma pena para o Brasil estar sob a influência de uma ala petista radical que enxerga alguma coisa de boa no Irã que o mundo e a comunidade internacional não quer mais ver.

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EUA comemoram adiamento da visita de Ahmadinejad

WASHINGTON – O adiamento da visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil foi recebido com alívio nos EUA. A relação Brasil-EUA é boa e vai se tornar mais próxima no futuro. Estou contente que não há mais a distração de uma visita de Ahmadinejad ao Brasil para atrapalhar essa relação, disse ao Estado o democrata Eliot Engel, presidente do subcomitê de Hemisfério Ocidental no Congresso americano e copresidente do Brasil caucus. Engel é o nome mais poderoso na Câmara americana para assuntos da região. Ele tinha dito que a visita de Ahmadinejad era vergonhosa e enviava uma mensagem errada à região.

A visita ao Brasil teria dado a Ahmadinejad mais uma plataforma para ele destilar seu ódio, disse Engel, que se estava preparando para participar hoje da reunião anual da Aipac, o influente lobby israelense nos EUA. Uma das principais resoluções de hoje na reunião da Aipac será o pedido de mais sanções contra o Irã. Nenhuma nação de bem deveria permitir uma visita de alguém como Ahmadinejad.

Peter Hakim, presidente do centro de estudos Diálogo Interamericano, diz que o cancelamento da visita evitará dores de cabeça para o Brasil. Se Honduras ou Venezuela recebem Ahmadinejad e apoiam o Irã, ninguém se importa, diz Hakim. Mas ao apoiar o Irã e especialmente Ahmadinejad, o Brasil acaba legitimando as violações do país às resoluções da ONU e suas posições antissemitas – esse é o preço que o Brasil paga ao se tornar mais influente no mundo. Segundo Hakim, o Itamaraty estava buscando uma política de equidistância de Europa, EUA e países como Irã e Venezuela. Mas essa política tem limitações, especialmente no caso do Irã.

O Departamento de Estado americano disse esperar que o Brasil mantenha seu papel construtivo no relacionamento com o Irã. Esperamos que o Brasil tenha um papel positivo de encorajar o Irã a não perder a oportunidade de recuperar a confiança internacional, ao cumprir seus compromissos internacionais, disse uma fonte do Departamento de Estado.

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Rizzolo: O Brasil sempre teve uma tradição em ser um bom parceiro dos EUA; bem pelo menos até agora. Com a nova proposta democrática de Barack Obama, que até elogiou o presidente Lula, a aproximação dos EUA com o Brasil deverá ser intensificada. O que não faz sentido, é a ala petista radical que legitima o ” comércio com o Irã” como pano de fundo para uma aproximação ideológica perigosa e mal vista aos olhos da comunidade internacional.

O Brasil precisa de uma vez por todas enxergar que nada poderá substituir uma boa relação com os EUA. Vivemos no Ocidente e nossos valores são democráticos e não xiitas; nossos costumes, a diversidade cultural, a tolerância são as bases da democracia ocidental. Agora o que não se pode admitir, é que uma minoria no governo apregoe o ódio em relação aos EUA e aplauda um regime intolerante, odioso, e que nos indisponha com os EUA e acomunidade internacional. Pelo menos o Irã teve bom senso em não vir, o que certamente faltou no momento em que o Brasil resolveu convidar Ahmadinejad para aqui saudá-lo como ” parceiro comercial”.

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Política externa brasileira é do PT, diz embaixador

SÃO PAULO – As linhas mestras da política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que priorizam as relações do Brasil com o mundo em desenvolvimento, saíram do PT. Para o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a execução dessa cartilha foi encampada sem resistência ou ressalva pela cúpula do Itamaraty, em 2003, e está na base da pretensão deste governo de alçar o País a uma posição de ativismo nos foros políticos internacionais. A política externa é do PT”, disse.

“O governo precisou defender uma posição independente no mundo para compensar a sua opção neoliberal na gestão macroeconômica, afirmou Barbosa. A política externa foi o que o Lula pôde dar ao PT. Virou agenda interna., completou.

Aposentado da carreira diplomática desde 2004, o embaixador aponta pelo menos dois equívocos da política externa. O primeiro é a opção pela cooperação Sul-Sul – em que se prioriza a relação com países em desenvolvimento -, em detrimento do reforço necessário às relações do Brasil com as economias mais desenvolvidas. Essa posição levou o governo a desequilibrar suas concessões aos vizinhos sul-americanos, como forma de evitar atritos resultantes de insatisfações pontuais.

O outro equívoco diz respeito à ambição de colocar o Brasil – e o próprio Lula – no centro dos debates políticos internacionais. Para Barbosa, o País tem cacife para atuar como protagonista nos foros econômico-comercial, de energia e de meio ambiente. Mas carece de forças para atuar no campo político, como em uma eventual retomada das negociações de paz entre Israel e Palestina. Não tivemos cacife nem para resolver a guerra das papeleiras entre a Argentina e o Uruguai, quanto mais para influir em processo de paz no Oriente Médio.
Agência Estado

Rizzolo: Não há dúvida que o Brasil ao se envolver em assuntos de cunho internacional citadas pelo embaixador apenas desempenha um papel “folclórico”, que por mais das vezes é confundido como uma pretensão vez que ainda como afirma o próprio embaixador, o País não possui o devido cacife para tal. As posturas do PT em relação a assuntos como a questão de Gaza, são no mínimo constrangedoras para a comunidade judaica local e internacional pois defendem o Hamas, que por sua vez, apregoa a “libertação da Palestina”, libertar este que significa no entender deles, a destruição total de Israel. Muito mal. Não é?