Lula: Sou o presidente que mais investe em educação

FORTALEZA – “Saio da Presidência da República com a consciência de que sou o presidente que mais investiu em educação neste País”, disse hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista à Rádio Verdes Mares AM, de Fortaleza. Em um balanço sobre as ações do governo federal, Lula destacou o crescimento econômico e prometeu investimentos no Nordeste.

Ao falar sobre educação, Lula disse não ter orgulho de ser o que mais investiu na área. “Teve presidente que ficou seis anos, cinco anos, quatro anos, oito anos e não fizeram(sic) uma Universidade”, comentou. Lula aproveitou até para incentivar o radialista Paulo Oliveira, que não concluiu seu curso técnico, a terminar os estudos. “Se tivesse concluído, poderia virar presidente da República. Eu fiz o do SENAI e cá estou eu”, brincou.

Crescimento – Contando com um crescimento de 5% em 2010, Lula prevê mais empregos no próximo ano. “Eu acho que vai ter emprego para todo mundo logo logo”.

Lula afirmou que pretende vistoriar as obras de revitalização do Rio São Francisco com os governadores do Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba assim que voltar de viagem dos Estados Unidos. “Nós queremos continuar tratando o Sul e o Sudeste com o carinho que eles merecem, mas nós queremos priorizar investimento nas regiões Norte e Nordeste, que são as regiões que ficaram para trás”, disse Lula, alegando que não governa com a sabedoria do presidente. “Não é apenas a minha cabeça. É o meu coração. É o sentimento de mãe, de pai, ou seja, uma mãe pode ter 10 filhos. Ela pode gostar de todos iguais, mas aquele que está mais fragilizado é o que ela vai fazer mais dengo, é o que ela vai cuidar mais, é o que ela vai dar mais comida. Eu acho que o Nordeste é esse filho do Brasil que ficou esquecido. Precisamos trazer as coisas para o Nordeste para que ele fique igual ao restante do País”, justificou.
agencia estado

Rizzolo: Não resta a menor dúvida que a priorização do nordeste é essencial. É claro que tudo que o presidente Lula se referiu a maior incentivos à cultura, educação, e investimentos ao nordeste, são prioridades. Há muito que se fazer, isso é verdade, mas esse viés social, desenvolvimentista, é que deve continuar e fazer parte da política social do próximo governo, seja ele qual for. Não há mais como desprezar a inclusão social, a formação profissional, e o desenvolvimento de regiões carentes como o norte e o nordeste. O que determinou críticas minhas ao governo Lula, é a falta de ética política, no trato da coisa publica, que é no meu entender tão essencial e urgente quanto questões sociais ou meramente políticas. Isso é o que falta.

Lista de salários na internet causa polêmica na Prefeitura de SP

Movimento Nossa São Paulo acredita que publicação é avanço.
Sindicato diz que dado errado faz servidor virar isca de ladrão.

Bem recebida por organizações não-governamentais que defendem maior transparência na administração pública, a divulgação da lista com os nomes e salários dos servidores públicos municipais provocou reação no funcionalismo. A lista anuncia o salário do prefeito Gilberto Kassab, de R$ 12.384,06 – pouco mais do que a metade do salário de um assessor técnico legislativo do gabinete do prefeito, que pelo cargo comissionado recebe R$ 23.202,28.

O Sindicato dos Profissionais em Educação do Município de São Paulo protestou e promete entrar na Justiça nesta quarta-feira (17) para suspender a publicação. O secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, divulgou uma nota para explicar que, embora tenha quatro cargos na administração, recebe apenas como presidente da SPTrans e seu salário, de R$ 19 mil, equivale ao de seus colegas secretários.

O coordenador do Movimento Nossa São Paulo, Oded Grajew, disse ao G1 que considera um avanço a publicação da lista.

“A gestão pública é diferente porque eles têm salários pagos por cada um de nós”, afirmou. “A população é acionista da prefeitura e tem o direito de saber o que é feito com seu dinheiro. Estar na administração pública tem ônus e bônus. Quem trabalha no serviço público deve prestar contas à sociedade”, afirmou.

O presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação do Município de São Paulo, Cláudio Fonseca, disse que também defende a transparência na gestão pública, mas pretende entrar na Justiça para supender a publicação da lista. Ele afirma que a relação tem erros e inconsistências e pode colocar em risco os funcionários que têm nome, salário e local de trabalho revelados. “Eles podem virar isca de ladrão”, afirmou.
globo

Rizzolo: A lista de salários é realmente capaz de nos levar à indignação, e salta aos olhos saber que num país pobre como o Brasil funcionários chegam a ganhar uma fortuna. De nada adianta a argumentação de que existe uma Lei, ou isso é legal, ou que foram concursados, ou que é fruto de ganhos judiciais contra a administração. O que temos que analisar – e isso no Brasil não é costume – é o caráter moral dos salários; imaginem se é possível um assessor técnico legislativo do gabinete do prefeito, receber R$ 23.202,28, servidores da Educação recebendo fábulas, e mais, isso ocorre também em esfera federal, com a complacência do governo petista.

Enquanto isso o coitadinho de um trabalhador ganha um salário mínimo, a grande massa dos advogados do Brasil vivenciam a pobreza, os trabalhadores se sentem injustiçados, a saúde pública falida, e na outra ponta, os idealistas como Oded Grajew e o prefeito Kassab, lutam para tornar público estas aberrações e dar transparência a tais fatos ao povo brasileiro.

Agora alegar que a lista deve sair do ar porque os funcionários ” podem virar isca de ladrão”, é uma piada mau gosto e uma afronta ao povo brasileiro. É, o Brasil está “virado de ponta cabeça” do ponto de vista moral, é a farra com o dinheiro público, e a democracia a serviço de poucos.

“Chega de corrupção e rolo para Deputado Fderal Fernando Rizzolo 3318 “

‘Máquina da fiscalização’ é maior que a da produção, diz Lula

RIO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou sua visita à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em cerimônia de inauguração de laboratório voltado aos testes para o pré-sal, para criticar a burocracia que “emperra o desenvolvimento”. Em crítica direta ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lula disse que a máquina da fiscalização tornou-se maior do que a máquina da produção. “Se o Juscelino Kubitschek quisesse fazer Brasília nos dias de hoje, terminaria seu mandato sem conseguir a licença para fazer uma pista de pouso”, disse.

Ele também aproveitou a presença em uma universidade para elevar o que vem sendo feito na seara educacional do País. “Nunca antes um governante foi a uma reunião da SBPC e saiu sem receber críticas”, disse, lembrando o PAC educacional vai investir R$ 41 bilhões nos próximos anos. “Quando vi que um PAC dava certo, resolvi fazer PAC para todo lado”.

Após homenagear o professor Alberto Luiz Galvão Coimbra, que desenvolveu uma série de experimentos na área da Coppe, na UFRJ, Lula diz que falta ao País ressaltar o valor histórico “dos que vieram antes de nós”. “Muitas vezes a gente encontra o prato pronto e não procura saber como foi preparado o prato. Aí a gente não valoriza quem veio antes de nós. Acontece entre os pesquisadores, técnicos, sindicalistas, todos temos a impressão de que a história começa a partir de nós, mas na verdade somos resultado de todos que vieram antes de nós”, disse o presidente, afirmando ainda que “antigamente tinha gente que pensava mais sério, pensava em soberania e queria que o Brasil fosse um país respeitado”.

Lula ressaltou que “foi preciso um governante sem ensino superior para fazer o que os outros não fizeram”. “A gente olha para a educação do País e vê que tem Estados ricos em que 80% estudam em universidades privadas. Nada contra escolas privadas, mas tudo a favor das públicas. Me pergunto porque em tantas décadas se investiu tão pouco em universidades públicas. Todos os governantes, até os militares, tinham curso superior. Eu e o Zé Alencar fomos os únicos, por sorte ou por azar, sem curso superior e não falo com orgulho não. Possivelmente por eu não ter o conhecimento acadêmico facilita para fazer as coisas, porque não tem disputa acadêmica”.

Lula também brincou com a plateia dizendo que “tinha loucura para fazer economia”. “Mas bom mesmo é ser economista da oposição. Quando a gente está de fora a gente acha que sabe tudo. Se eu tivesse feito economia, não seria presidente da República”.
agência estado

Rizzolo: As questões levantadas pelo presidente Lula são procedentes. O ensino público universitário foi praticamente preterido pelo avanço da iniciativa privada que também não deixa de ser boa. Contudo, o Estado deixou de investir mais nas Universidades Federais e Estaduais que na sua maioria são as que promovem a pesquisa no País. Já em relação à burocracia, esta existe em todos os países desenvolvidos e é fruto do aprimoramento e do conhecimento das questões abrangentes que envolvem os projetos. Dissuadi-las ou ignorá-las denota pouco caso com a ciência.

A grande verdade na questão da educação, é que no Brasil não mais podemos considerar que só os ricos e afortunados tenham o direito de se tornarem médicos, advogados, engenheiros, e o papel do ensino público é fundamental na correção desta distorção advinda dos conceitos elitistas deste a época do império. Por bem, a política que é arte que passa muito mais pela sensibilidade do que pela graduação, colocou no poder um presidente que não possui diploma superior, e isso o faz tornar sensível à questão da abrangência educacional a todo povo brasileiro quer ele seja rico ou pobre. Só através da igualdade de oportunidade construiremos um grande País.

Educação, Corrupção e Democracia

Durante a ditadura militar, um dos argumentos dos conservadores era de que no Brasil “os pobres, o povo brasileiro, não estava preparado para votar”. Argumentava-se que não havia racionalidade ao outorgar o direito ao voto àqueles que mal sabiam ler ou escrever. Com efeito, após a abertura política e vencidos na sua proposta original, os apregoadores desta teoria silenciaram; até porque, a esquerda os sentenciavam se por ventura esse perjúrio, viesse à baila das discussões democráticas.

Os tempos mudaram e hoje, no universo democrático que vivemos, ninguém mais questiona o voto daqueles que pouca cultura obtiveram; questiona-se sim os efeitos das liberdades democráticas nos moldes em que foi concebida, expressa nos horrores corruptórios que permeiam nossas atuais instituições políticas. Jarbas Vasconcelos denunciando a corrupção partidária, Protógenes na berlinda tentando legitimar o papel da Polícia Federal – muitos o enxergando como uma ameaça -, Gilmar Mendes estrelando o bom senso nas suas críticas ao MST, todos de uma forma ou de outra, questionam e denunciam a má qualidade da democracia que foi instituída no País.

Não resta a menor dúvida que a educação tem seu valor não só no desenvolvimento pessoal, mas como também no produto final do exercício democrático. Alegar que os pobres, os incultos, os que mal sabem ler, não são de forma alguma manipulados, quer pelo assistencialismo, quer pelo populismo, é atentar contra a sinceridade política, dando lugar a um vácuo ideológico esquerdista a serviço daqueles com propósitos autoritários e antidemocráticos.

O brasileiro está aprendo a exercitar a democracia, mas só através da educação e da cultura, poderemos um dia nos curar da indução populista que muitas vezes alimenta a formação de maus políticos, que não hesitam er lançam mão dos pobres incautos iletrados, lhes prometendo assistencialismo em troca daquilo que mais nobre existe nas relações democráticas: o voto.

A corrupção no Brasil que permeia o cenário político, nada mais é do que o extrato do pobre exercício democrático, onde a distinção entre o ético e o amoral se turva pelo pouco discernimento, produto da miséria e da escassez cultural. Fato determinante na predisposição a exploração daqueles que sonham por uma vida melhor, golpeando os pobres que ainda aprendem o difícil exercício da democracia, muito embora com a pouca cultura que dispõem.

Fernando Rizzolo

Lula: para críticos, ‘pobre só serve para ser pedreiro’

RIO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou hoje, na inauguração de uma escola técnica em Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense, os críticos da sua política educacional, a quem acusou de integrarem uma elite que nunca teve dificuldades para estudar. “Eles pensam que pobre só serve para ser pedreiro. Mas pobre quer ser engenheiro também”, disse o presidente. Lula incluiu em suas críticas desde o governo Fernando Henrique Cardoso a setores do movimento sindical de professores universitários e do movimento estudantil.

O presidente lembrou que em 1998 o então ministro da Educação, Paulo Renato Souza, cujo nome não citou, fez o congresso editar uma lei dissociando o ensino profissionalizante do ensino médio. O presidente também lembrou que os críticos do Programa Reúne – de reestruturação das universidades federais – protestaram contra a proposta de aumentar o número de alunos por professor, em média, de nove para 18. “Vamos ser francos: não é muito 18 alunos por professor. Mas aqui no Brasil tinha gente que falava é muito, vai cansar o professor”, afirmou.

Lula atribuiu as atitudes nos dois casos a reações da elite que, segundo ele, não se incomoda se os pobres lhe pedirem comida, mas reage negativamente quando vê que os pobres na outra mesa estão comendo. Lula participou pessoalmente da inauguração da escola técnica federal em Cabo Frio e, via TV MEC (Ministério da Educação), de solenidades simultâneas de escolas técnicas em Volta Redonda e Duque de Caxias.
agencia estado

Rizzolo: É mas falta muito ainda. O presidente Lula se entusiasma com o discurso, mas de concreto ainda falta muito ao pobre no acesso à Universidade pública. Um exemplo clássico é o curso de medicina,curso este tão elitizado que a grande maioria dos pobres que sonham um dia ser médico, tornam-se no máximo pedreiros bem pagos, ou enfermeiros remediados. Outros, se martirizam ao procurar estudar nos países da América Latina, pois para serem aprovados no vestibular concorrido, não podem trabalhar. Agora o que o governo fez para os estudantes que sonham ser médicos? Nada. O corporativismo venceu, não permite criar mais escolas públicas, cria obstáculos, e sobrou apenas o discurso do presidente. O pedreiro quer ser engenheiro, o enfermeiro quer ser médico, o prático quer ser dentista, mas no Brasil só um aluno rico pode disponibilizar o tempo necessário para se preparar para o vestibular, são poucas as vagas. Então não está bom não, falta muito viu! Leia artigo meu: Disperdicio de vocações e sonhos esquecidos

Brasil tenta novamente comprar notebook educacional

Rizzolo: O Brasil precisa fazer a inclusão digital de forma a proporcionar o acesso a todos os estudantes. Se não promovermos agora a inclusão dos pobres ao acesso à Internet, teremos milhões de ” analfabetos digitais” daqui alguns anos . Leia mais na Agência Estado

Apenas 4% dos negros ou pardos terminam o ensino superior

RIO – As desigualdades raciais no Brasil prosseguem muito elevadas, segundo mostra a Síntese de Indicadores Sociais 2007, divulgada na manhã desta quarta-feira, 24, pelo IBGE. Apesar da exigência, por lei, de reserva de vagas no ensino superior para “grupos sociais desfavorecidos”, as taxas de freqüência a curso universitário para estudantes entre 18 anos e 25 anos de idade mostram que em todas as idades a população branca apresenta níveis mais elevados que a de negros e pardos. Além disso, apenas 4% dos negros ou pardos concluem o ensino universitário.

Enquanto 20,6% dos brancos de 19 anos de idade freqüentavam o ensino superior em 2007, apenas 6% dos negros e pardos estavam na mesma situação no período. Enquanto 13,4% dos brancos tinham completado o ensino superior no ano passado, apenas 4% dos negros e pardos tinham feito a mesma conquista.

Além disso, em números absolutos, em 2007, dos pouco mais de 14 milhões de analfabetos brasileiros, quase 9 milhões são negros e pardos. Em termos relativos, a taxa de analfabetismo da população branca é de 6,1% para as pessoas de 15 anos ou mais de idade, sendo que estas mesmas taxas para negros e pardos superam 14%, ou seja, mais que o dobro que a de brancos.

Outro indicador educacional que sublinha a desigualdade racial mostra que a média de anos de estudo da população de 15 anos ou mais de idade continua a apresentar uma vantagem em torno de dois anos para brancos, com 8,1 anos de estudo, em relação a pretos e pardos, com 6,3 anos de estudo.

Segundo observam os técnicos do IBGE no texto da pesquisa, “as conseqüências destas desigualdades se refletem nas diferenças dos rendimentos médios percebidos por negros e pardos em relação aos dos brancos, se apresentando sempre menores (em torno de 50%)”.

Agência Estado

Rizzolo: Há muito que se fazer no Brasil em relação aos negros. Historicamente a população negra ou parda sempre foi preterida no tocante a empregos, oportunidades e mesmo em cargos públicos. Este é um sentimento que tenho como Advogado em inferir que no próprio Judiciário pouca participação dos negros existe. As políticas de inclusão são sim necessárias e precisam cada vez mais serem implementadas.

As cotas aos negros são um dos mecanismos de acesso a uma melhora no nível intelectual da grande maioria dessa etnia que formou a base da civilização brasileira com seus costumes, crenças, e cultura. Temos sim uma dívida social com os negros e pardos e aqueles que não admitem, ou não aceitam esse tratamento diferencial é porque nunca souberam o que é ser negro no Brasil ou qualquer lugar do mundo. A discriminação é a pior das maldades, e vai por mim porque de discriminação os judeus entendem. Sinceramente, penso muito nos negros do Brasil.

Obs. Leitores agora temos domínio próprio: http://www.blogdorizzolo.com.br

” Chega de corrupção e rolo, para deputado federal Fernando Rizzolo- PMN 3318″

Lula volta a criticar FHC, desta vez por atuação na educação

PETRÓPOLIS – Na cerimônia de inauguração de mais uma unidade do Centro de Ensino Tecnológico (Cefet), em Petrópolis, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas sem citar o nome do tucano. Ao lembrar que não teve oportunidade de estudar, já que, segundo ele, não houve investimento suficiente em educação nos últimos 30 anos, o presidente Lula disse que “por ironia do destino exatamente o presidente que não tem diploma universitário é o que mais vai fazer universidades no País”.

Lula disse que está fazendo “pelos filhos do Brasil” o que não foi feito nas últimas três décadas. “Quero que a juventude de hoje tenha a oportunidade que eu não tive. Possivelmente muitos dos doutores que governaram esse país por já terem diploma não se importavam que os pobres ficassem sem diploma e sem estudo”. Lula citou que o número de estudantes nas universidades dobrou desde o início de seu governo.

Ao lembrar que estava inaugurando mais uma unidade do Cefet, o presidente citou que a educação “é a melhor arma para combater a violência, o crime organizado e o narcotráfico”. No Rio de Janeiro, o presidente também comemorou os últimos resultados da economia, citando que ela tem crescido durante 25 trimestres consecutivos.

Mais cedo, durante cerimônia de inauguração de um hospital em Duque de Caxias, também no Rio, o presidente lembrou que a economia ficou estagnada durante um longo período, o que prejudicou os jovens. “Passamos 20 anos em que a economia brasileira não crescia, a construção civil só desempregava, a indústria só desempregava, foram 20 anos. Vinte anos é uma geração inteira que se perdeu neste país”, disse. “Esses jovens de 30 anos que a gente vê presos – e que, se cometeram crime, têm que ser presos mesmo – são o resultado do abandono a que foram submetidos pelas políticas públicas dos governos. Qual era a oportunidade que eles tinham?”, questionou o presidente.

No Cefet, Lula também elogiou também a parceria entre seu governo e o governo do Rio de Janeiro. “Quando dois governantes colocam na cabeça que foram eleitos para governar e não para brigar tudo fica mais fácil. É como passar manteiga no pão quando a manteiga está mole”, disse o presidente ao elogiar o governador Sérgio Cabral e o seu vice, Luis Fernando Pezão.

Agência Estado

Rizzolo: Não é bem assim, o presidente Lula não estudou não é pelo fato de não ter havido investimento suficiente em educação nos últimos 30 anos, não estudou simplesmente porque não quis, preferiu a carreira sindical e política, haja vista outros de sua época que não lamentam em discurso as oportunidades do País e estudaram, como Vicentinho. Outra questão que também não concordo é a afirmativa que houve estagnação da economia, e que a economia não crescia. Não crescia por questão conjuntural internacional e política interna, política esta tão ruim em termos de crescimento interno quanto a do próprio governo Lula, capitaneada pelo Copom e BC na pessoa de Meirelles, que em primeiro lugar predispõe a economia brasileira aos especuladores, agiotas internacionais, e aos bancos que cada vez lucram mais em detrimento aos investimentos na produção. Em suma, Lula tem razão em suas afirmativas, mas no tocante às referências pessoais e de justificativa do diferencial de seu governo é muito fraco.

‘Brasil robusto’ pode ser punido por falta de ação, diz FT

Uma reportagem da edição desta sexta-feira do jornal britânico Financial Times (clique aqui e leia a matéria na íntegra e em português) afirma que chegou a hora de os países emergentes “pagarem a conta” depois de cinco anos de forte crescimento econômico.

Segundo a reportagem, o Brasil não vem sofrendo com o desaquecimento econômico dos países ricos, mas isso deve mudar, em parte por falta de investimento brasileiro em infra-estrutura, educação, saúde e combate ao crime.

“Um Brasil mais robusto pode sofrer uma penalidade por falta de ação”, é o título de uma seção da reportagem que analisa o caso específico do Brasil.

“A idéia de que o Brasil – que era tão vulnerável a mudanças nos mercados globais – finalmente consegue ficar de pé ou cair devido aos seus próprios méritos é (uma visão) popular no governo e é amparada por muitas evidências”, diz o artigo.

“No entanto, para muitos analistas, isto não passa de otimismo; a única dúvida deles agora é se o Brasil enfrentará uma forte e feia correção ou se conseguirá preparar uma aterrissagem suave.”

Alta dos juros
A reportagem do Financial Times diz que até agora as economias emergentes estavam se “descolando” do desaquecimento dos países ricos, já que vinham obtendo índices fortes de crescimento.

No entanto, a teoria de descolamento “agora parece equivocada”, segundo o jornal, já que as bolsas de valores na China, Rússia, Índia e Brasil estão em queda, no acumulado do ano.

“Com investidores correndo para a saída em quase todos os mercados, parece que as doenças financeiras do ocidente estão afetando estes locais. Muitos analistas acreditam que as economias dos Estados Unidos e da Europa vão continuar a se deteriorar, pressionando ainda mais o mundo emergente.”

O jornal cita dois analistas de mercado que acreditam que o Brasil sofrerá por falta de investimento em infra-estrutura, educação, saúde e combate ao crime. Além disso, o país seria afetado pelo aumento do preço de produção, causado pela alta das commodities e dos custos trabalhistas.

A combinação de diferentes fatores – custos maiores de produção, com aquecimento de investimentos (em especial na construção civil), aumento da demanda, maior facilidade de crédito e alta nos gastos governamentais – elevaria a inflação brasileira, segundo o jornal.

“O resultado é que o Banco Central do Brasil vai ter de continuar elevando as taxas de juros”, conclui o artigo sobre o Brasil, que é assinado pelo correspondente do jornal em São Paulo, Jonathan Wheatley.

BBC Brasil/ Folha online

Rizzolo: Não há dúvida que a falta de infra-estrutura compromete o desenvolvimento, o problema é o compasso entre o crescimento da economia e os investimentos em infra-estrutura. As alegações de que o Brasil poderia ser punido por falta de ação procede muito mais em razão do início do aquecimento da economia americana – que começa timidamente a se recuperar do que pela omissão nos investimentos. A Bolsa é sim afetada por vários fatores, e sem dúvida as altas taxas de juros também contribuem para o resultado das empresas brasileiras. Num mercado em que os emergentes concorrem em maior proporção com economias que começam a se recuperar como os EUA, a teoria do descolamento começa a ser questionada.

O Brasil é um País imenso e as demandas são muitas, sofremos com o descontrole dos gastos públicos, a alta dos juros, e um problema básico de gestão dos recursos. Temos um presidente que tem o respaldo popular, muito em função dos projetos sociais, como o Bolsa Família, agora esses projetos são um caminho sem volta, implementa-los é necessário e fácil, retirá-los ou substitui-los por formação de emprego e mão-de-obra é outra coisa. Com os recursos do Pré-sal no futuro, 2010, a tendência é melhorar, vamos ver quem ficará no lugar de Lula. Esse é o problema

Lula diz que críticos do ProUni são ‘babacas’

JUAZEIRO DO NORTE – Em um inflamado discurso na inauguração do campus avançado da Universidade Federal do Ceará, para 6 mil pessoas, ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva xingou duas vezes de “babacas” os críticos da política de educação de seu governo. Primeiro atacou os que diziam que o ProUni iria privatizar o setor e “não perceberam que ele estava fazendo uma revolução no País”. Em seguida voltou a xingar, mas o alvo foram os “(estudantes) ricos” que, segundo Lula, não queriam que seu governo ampliasse de 2 para 18 o número de alunos por professor nas universidades públicas. Na avaliação dele, esses estudantes não queriam dividir espaço com estudantes pobres.

Lula deu a deixa para que o público gritasse o nome da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sua sucessora. Depois de lembrar que “não teve oportunidade de estudar”, o presidente disse esperar que o público presente tivesse o estudo que os governantes de sua época não ofereceram. jornal O Estado de S. Paulo.

Rizzolo: A educação é o segundo fator para a desigualdade entre ricos e pobres no Brasil – perde apenas para o acesso à cultura. A conclusão está no estudo Gasto e Consumo das Famílias Brasileiras Contemporâneas, divulgado nesta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O trabalho aponta que as famílias mais ricas gastam 30% a mais que as mais pobres e que quanto maior a renda per capita e o nível de escolaridade dos chefes de família, maior a parcela das despesas com educação. Ora programas como o Prouni são sim bem-vindos, agora alegar que os ” alunos ricos são babacas” acho um pouco de exagero, tampouco não acredito que os alunos ricos não desejam o desenvolvimento do País. Isso me parece marketing.