Centro judaico acusa PT de apoiar terrorismo após crítica a ofensiva

O Centro Simon Wiesenthal expressou nesta quarta-feira seu protesto contra o Partido dos Trabalhadores (PT), que divulgou uma nota em que classificou de “terrorismo de Estado” a ofensiva israelense contra o Hamas em Gaza.

Desde o início do ataque israelense a Gaza, no dia 27, mais de 600 palestinos morreram, informam fontes médicas que atuam no território. Ao menos um quarto das vítimas palestinas seria de civis. Sete soldados israelenses morreram na ofensiva, quatro deles em episódios de “fogo-amigo”, e quatro civis foram mortos em ataques de foguetes lançados pelo Hamas contra as cidades do sul de Israel. Israel diz que a ofensiva tem por objetivo dar um fim aos ataques com foguetes, que se intensificaram após o fim, no dia 19 de dezembro, de uma trégua de seis meses com o Hamas.

No comunicado divulgado nesta quarta-feira pelo PT, o partido criticou a ofensiva de Israel na faixa de Gaza e declarou o seu “integral apoio à causa palestina”. “Não aceitamos a “justificativa’ apresentada pelo governo israelense, de que estaria agindo em defesa própria e reagindo a ataques. Atentados não podem ser respondidos através de ações contra civis. A retaliação contra civis é uma prática típica do exército nazista”, afirma a nota, assinada pelo presidente do PT nacional, Ricardo Berzoini.

O Centro Wiesenthal rejeitou a nota do PT “devido à declaração na qual acusa Israel de praticar ‘terrorismo de Estado’, negando seu direito à auto-defesa e chamando sua reação aos ataques terroristas do Hamas como ‘prática nazista'”, indica um comunicado do centro, divulgado por sua sede regional para a América Latina, em Buenos Aires.

A entidade se dedica à busca de criminosos de guerra nazistas em todo o mundo.

Além do comunicado, o Centro Wiesenthal enviou uma carta ao presidente do PT, Ricardo Berzoini, e ao secretário de Relações Internacionais do partido, Valter Pomar.

Na carta, assinada por Shimon Samuels, diretor de Relações Internacionais, e Sergio Widder, representante para a América Latina, o Centro Wiesenthal afirma que “o comunicado do PT é escandaloso, mas não de todo surpreendente, dado seu acordo de cooperação com o Partido Baath Árabe Socialista da Síria”.

“Lembremos que, sob o regime do Baath, a Síria deu abrigo ao criminoso nazista Alois Brunner, além do lugar-tenente de Adolf Eichmann na implementação da ‘Solução Final’ (de aniquilamento dos judeus na Segunda Guerra Mundial). Isso sim é cumplicidade com o nazismo”, destacou.

Além disso, a nota exige que o PT, partido presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condene “o antissemitismo do Hamas”, e “a chuva de foguetes que essa organização dispara contra civis israelenses, além de seu abuso contra os civis palestinos, aos utilizá-los como escudos humanos”.

A entidade conclui afirmando que, com a postura adotada, o PT “demonstra solidariedade com o antissemitismo e o terrorismo”.

A nota do PT já tinha sido alvo de crítica do presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Cláudio Luiz Lottenberg.

Folha online

Rizzolo: O acordo de cooperação do PT com o Partido Baath Árabe Socialista da Síria é a prova cabal da solidariedade ao antissemitismo, como afirma o texto. As pitadas de posturas antiamericanas, o apoio a Chavez assim como os laços com o Irã dão o verniz comprobatorio e ratificam as denúncias do Centro Wiesenthal. Até agora não vi nenhuma crítica em relação ao Hamas, mas uma vez reina a esquerdofrenia retrógada apoiando o terrorismo, gritando contra os EUA, e aplaudindo as manobras russas no Caribe. Este é o PT, levando a imagem do Brasil como sendo um País que compactua com a intolerância. Veja o site nos EUA Simon Wiesenthal Center

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Hamas elogia Chávez por expulsar embaixador israelense

CIDADE DE GAZA – O movimento islâmico palestino Hamas saudou nesta quarta-feira, 7, o que chamou de “valente” iniciativa do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de expulsar o embaixador israelense em Caracas para denunciar a “agressão sionista covarde” contra a Faixa de Gaza. O líder do Hezbollah também elogiou o presidente da Venezuela por expulsar o diplomata. Para Hassan Nasrallah, todos os países, incluindo os árabes, deveriam seguir o exemplo deste “grande líder latino-americano” para mostrar sua solidariedade com os palestinos.

“O governo da República Bolivariana da Venezuela decidiu expulsar o embaixador de Israel e parte do pessoal da embaixada de Israel na Venezuela, reafirmando sua vocação para a paz e a exigência de respeito ao direito internacional”, diz uma nota divulgada pelo Ministério de Relações Exteriores venezuelano. Segundo a BBC, no documento, a Venezuela ainda acusa Israel de praticar “terrorismo de Estado” e de violar o direito internacional com a ofensiva em Gaza.

Israel estuda “medidas de reciprocidade” à expulsão de seu embaixador em Caracas, segundo afirmou a diretora para a América Latina do Ministério de Relações Exteriores israelense, Dorit Shavit. A responsável israelense não quis precisar de que tipo de medidas se trataria, e quando seriam adotadas por Israel. Em comunicado, após saber da decisão do governo de Caracas, o Ministério de Exteriores israelense acusou a Venezuela de manter “estreitos laços” com o Hamas e o Irã. “Israel continuará se defendendo de seus inimigos, entre eles o Hamas e o Irã, com os quais a Venezuela tem estreitos laços”, segundo a nota.

“A Venezuela deve escolher em que lado desta guerra está. Deve escolher entre os que lutam contra o terrorismo e os que o apoiam. Não é nenhuma surpresa que a Venezuela tenha esclarecido ao mundo novamente de que lado está”, acrescenta o comunicado.

A Venezuela é atualmente representada diplomaticamente em Israel apenas por um encarregado de negócios, Roland Betancourt, por isso a expulsão desse funcionário levaria ao fechamento da embaixada venezuelana em Tel Aviv.

agência estado

Rizzolo: Pela notícia acima, podemos inferir por quantas anda o movimento de esquerda na América Latina, e quem são seus admiradores. Já como referência a atitude anti-semita de Chavez, podemos também nos indignar com a postuta do PT em apoiar explicitamente regimes no oriente médio que jamais adotaram a democráticas e que são realmente inimigos da liberdade em todos os sentidos. Esses que expulsaram o embaixador israelense, os que acusam Israel, e os que defendem os regimes de exceção, são os mesmos que gritaram e repudiaram a reativação da Quarta Frota dos EUA ao mesmo tempo que aplaudiam as manobras russas no Caribe sob os auspícios de Chavez. Apenas dois lados da mesma moeda, o Chavismo e o Petismo. É uma pena.

Federação se posiciona sobre a nota do PT

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A Federação Israelita do Estado de São Paulo, entidade que representa a comunidade judaica do referido estado, recebeu com indignação a nota do Partido dos Trabalhadores (PT) relativa ao conflito no Oriente Médio.

Em primeiro lugar, jamais este partido se manifestou contra os ataques do grupo terrorista Hamas contra o território israelense, que acontecem há anos, inclusive durante o cessar-fogo, que jamais foi respeitado por esta milícia.

Jamais este partido se manifestou contra o assassinato de 400 civis em apenas dois dias no Congo, nem com a “limpeza étinica” que vitimou mais de 100 mil pessoas em Darfur.

Israel, como um país soberano tem todo o direito de se defender de ataques terroristas. Israel não atacou os palestinos.

O sul de Israel vem sendo quase ininterruptamente bombardeado pelos Hamas há 7 anos e o Exército não tem respondido para evitar congelar os progressos nos acordos de paz realizados com a Autoridade Palestina (oposição do Hamas). Israel retirou-se da Faixa de Gaza há 3 anos num gesto de paz e os ataques pioraram, pois o Hamas ficou mais próximo da fronteira israelense. Após uma breve trégua utilizada pelo Hamas para se fortalecer e se armar, os ataques palestinos se intensificaram. Nestas circunstancias Israel iniciou o contra-ataque atual para evitar os lançamentos de mísseis. Qualquer país no mundo faria o mesmo para se defender, no entanto, todos condenam Israel com o termo “Nazistas” ou “Massacre” num claro jogo sujo e baixo de desinformação e manipulação.

Convocar seus militantes a se manifestarem causando a importação do conflito é um erro crasso. O PT, como partido que governa este país, em seus 30 anos de existência deveria se preocupar mais em contribuir para um processo de paz duradouro e eficaz na região ao invés de jogar gasolina em uma história que desconhece.

Federação Israelita do Estado de São Paulo

Rizzolo: A nota do PT nada mais é do que a essência do pensamento esquerdista tendencioso que este Blog tem denunciado e criticado há tempos. Com muita propriedade a Federação Israelita do Estado de São Paulo, e a Conib na pessoa do ilustre Dr. Claudio Lottenberg repudiaram esta postura deplorável do Partido dos Trabalhadores. Não é à toa que existem verdadeiros atos de reverência por parte do PT ao governo anti-semita de Chavez que expulsou de forma arbitrária o embaixador israelense; a esquerda brasileira flerta com o Irã e o eixo do mal, que tem seus tentáculos na América Latina.

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Ação militar israelense é legítima

A ação militar israelense em Gaza é totalmente justificada de acordo com o direito internacional, e Israel deveria ser elogiado por seus atos de defesa contra o terrorismo internacional. O Artigo 51 da Carta da ONU reserva às nações o direito de agir em defesa própria contra ataques armados. A única limitação é a obediência ao princípio de proporcionalidade. As ações de Israel certamente atendem a esse princípio.

Quando Barack Obama visitou a cidade de Sderot no ano passado viu as mesmas coisas que eu vi em minha visita de março. Nos últimos quatro anos, terroristas palestinos dispararam mais de 2 mil foguetes contra essa área civil, na qual moram, na maior parte, pessoas pobres e trabalhadores.

Os foguetes destinam-se a fazer o máximo de vítimas civis. Alguns por pouco não acertaram pátios de escolas, creches e hospitais, mas outros atingiram seus alvos, matando mais de uma dúzia de civis desde 2001. Esses foguetes lançados contra alvos civis também feriram e traumatizaram inúmeras crianças.

Os habitantes de Sderot têm 15 segundos, desde o lançamento de um foguete, para correrem até um abrigo. A regra é que todo mundo esteja sempre a 15 segundos de um abrigo. Os abrigos estão em toda parte, mas idosos e pessoas com deficiências muitas vezes têm dificuldade para se proteger. Além disso, o sistema de alarme nem sempre funciona.

Disparar foguetes contra áreas densamente povoadas é a tática mais recente na guerra entre os terroristas que gostam da morte e as democracias que amam a vida. Os terroristas aprenderam a explorar a moralidade das democracias contra os que não querem matar civis, até mesmo civis inimigos.

Em um incidente recente, a inteligência israelense soube que uma casa particular estava sendo usada para a produção de foguetes. Tratava-se evidentemente de alvo militar. Mas na casa morava também uma família. Os militares israelenses telefonaram, então, para o proprietário da casa para informá-lo de que ela constituía um alvo militar e deram-lhe 30 minutos para que a família saísse. O proprietário chamou o Hamas, que imediatamente mandou dezenas de mães com crianças no colo ocupar o telhado da casa.

Nos últimos meses, vigorou um frágil cessar-fogo mediado pelo Egito. O Hamas concordou em parar com os foguetes e Israel aceitou suspender as ações militares contra os terroristas. Era um cessar-fogo dúbio e legalmente assimétrico.

Na realidade, era como se Israel dissesse ao Hamas: se vocês pararem com seus crimes de guerra matando civis inocentes, nós suspenderemos todas as ações militares legítimas e deixaremos de matar seus terroristas. Durante o cessar-fogo, Israel reservou-se o direito de empreender ações de autodefesa, como atacar terroristas que disparassem foguetes.

Pouco antes do início das hostilidades, Israel apresentou ao Hamas um incentivo e uma punição. Israel reabriu os postos de controle que haviam sido fechados depois que Gaza começou a lançar os foguetes, para permitir a entrada da ajuda humanitária. Mas o primeiro-ministro de Israel também fez uma última e dura advertência ao Hamas: se não parasse com os foguetes, haveria uma resposta militar em escala total.

Os foguetes do Hamas não pararam, e Israel manteve sua palavra, deflagrando um ataque aéreo cuidadosamente preparado contra alvos do Hamas.

Houve duas reações internacionais diferentes e equivocadas à ação militar israelense. Como era previsível, Irã, Hamas e outros que costumam atacar Israel argumentaram que os ataques do Hamas contra civis israelenses são totalmente legítimos e os contra-ataques israelenses são crimes de guerra. Igualmente prevista foi a resposta da ONU, da União Europeia, da Rússia e de outros países que, quando se trata de Israel, veem uma equivalência moral e legítima entre os terroristas que atingem civis e uma democracia que responde alvejando terroristas.

A mais perigosa dessas duas respostas não é o absurdo alegado por Irã e Hamas, em grande parte ignorado pelas pessoas racionais, e sim a resposta da ONU e da União Europeia, que coloca em pé de igualdade o assassinato premeditado de civis e a legítima defesa. Essa falsa equivalência moral só encoraja os terroristas a persistir em suas ações ilegítimas contra a população civil.

PROPORCIONALIDADE

Alguns afirmam que Israel violou o princípio da proporcionalidade matando um número muito maior de terroristas do Hamas do que o de civis israelenses vitimados. Mas esse é um emprego equivocado do conceito de proporcionalidade, pelo menos por duas razões. Em primeiro lugar, não há equivalência legal entre a matança deliberada de civis inocentes e a matança deliberada de combatentes do Hamas. Segundo as leis da guerra, para impedir a morte de um único civil , é permitido eliminar qualquer número de combatentes. Em segundo lugar, a proporcionalidade não pode ser medida pelo número de civis mortos, mas pelo risco de morte de civis e pelas intenções dos que têm em sua mira esses civis. O Hamas procura matar o maior número possível de civis e aponta seus foguetes na direção de escolas, hospitais, playgrounds. O fato de que não tenha eliminado tantos quanto gostaria deve-se à enorme quantidade de recursos que Israel destinou para construir abrigos e sistemas de alarme. O Hamas recusa-se a construir abrigos, exatamente porque quer que Israel mate o maior número possível de civis palestinos, ainda que inadvertidamente.

Enquanto ONU e o restante da comunidade internacional não reconhecerem que o Hamas está cometendo três crimes de guerra – disparando contra civis israelenses, usando civis como escudos e buscando a destruição de um país membro da ONU – e Israel age em legítima defesa e por necessidade militar, o conflito continuará.

Se Israel conseguir destruir a organização terrorista Hamas, poderá lançar os alicerces de uma verdadeira paz com a Autoridade Palestina. Mas se o Hamas se obstinar a tomar como alvo cidadãos israelenses, Israel não terá outra opção senão persistir em suas operações de defesa. Nenhuma outra democracia do mundo agiria de maneira diferente.

*Alan Morton Dershowitz é advogado, jurista e professor da Universidade Harvard

Agência Estado

Rizzolo: Com muita propriedade o professor de Harvard denuncia que “disparar foguetes contra áreas densamente povoadas é a tática mais recente na guerra entre os terroristas que gostam da morte e as democracias que amam a vida. Os terroristas aprenderam a explorar a moralidade das democracias contra os que não querem matar civis, até mesmo civis inimigos”. Na verdade esta incursão militar israelense nada tem a ver com o povo palestino e sim com as milícias do Hamas, o problema toma dimensão quando civis aceitam servir de escudos aos desideratos dos terroristas. Isto sim é um fato ” deplorável “.