Dilma, luz de esperança

*por FERNANDO RIZZOLO

Talvez o mais famoso líder na história da humanidade do ponto de vista de liderança e espiritualidade tenha sido Moisés. Preenchia ele, segundo relatos bíblicos, a capacidade de reunir os aspectos essências de um líder. Sua compaixão e preocupação pelos seres vivos, segundo o Velho Testamento, despertaram a observação de Deus que viu nos seus gestos, o homem ideal para liderar um povo com sabedoria, firmeza e os devidos valores espirituais.

Mas porque um líder teria que, acima de tudo, estar imbuído não só dos valores que o levam ao poder, mas também de uma sensibilidade espiritual que o guiasse no decorrer de seu mandato? A resposta pode estar tanto na história da humanidade quanto nos Livros Sagrados. A cada dia observamos que a falta de uma bússola espiritual aos líderes em geral, os faz distanciarem-se do povo, de seus objetivos provedores, de seus valores éticos, tornando o exercício do poder algo mecanicista, articulatório, onde os interesses pessoais e materialistas se assombram sob o som de uma orquestra que visa à manutenção das vantagens dos que compartilham o poder, transformando a governança, insensível aos valores morais, da boa conduta humana e do bom exemplo.

Alguns alegam que existe hoje em dia uma tendência fundamentalista-religiosa em muitos países e, com certeza, todo exagero quer seja ele de qual for a origem, não é saudável. Contudo, a história demonstra que frágil é a sociedade sem os devidos preceitos que elevam o ser humano e que sem um esteio espiritual – seja ele fruto de qualquer religião – tende a levar a humanidade à fraqueza moral, à desestruturação da sociedade, e por consequência, à queda de seus líderes.

Vejo como uma luz de esperança a candidatura Dilma, que através de uma luta pessoal, vencendo os obstáculos da repressão militar no decorrer de sua vida, com sua fé, sempre demonstrou uma luta por justiça social e pelos pobres, optando, portanto, por um caminho politicamente mais tortuoso, mas que aos olhos de Deus, próprio de um líder. Assim talvez com sua ajuda divina, o Grande Arquiteto do Universo a escolha nossa presidente, como aquele que um dia libertou um povo da escravidão e que, certamente, poderá também nos libertar desse “Egito político” em que hoje vivemos no Brasil; onde os lobos vestidos em pele de cordeiro tentam de todas as formas destruir os avanços do governo Lula em prol daqueles que sempre viveram no “Egito” da pobreza, que de forma cruel escravizou e açoitou o povo brasileiro nesse nosso imenso Brasil.

Fernando Rizzolo

Puxadinhos: a grande política habitacional de Serra e FHC

Campanha não é agressiva, mas “assertiva”, corrige candidata

A presidenciável Dilma Rousseff (PT) discordou nesta terça-feira que a campanha do segundo turno esteja mais agressiva. Na avaliação da candidata, agora está “assertiva”.

– Agressiva ela esteve no primeiro turno, quando houve a campanha de boatos e quando as pessoas que acusavam não apareciam. Fui atacada de forma clara – afirmou Dilma durante evento comemorativo ao Dia das Crianças em Brasília.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, um dos coordenadores da campanha de Dilma, também afirmou que não houve mudança na tática da campanha, mas um revide aos ataques. Segundo Dutra, a campanha de segundo turno “agora vai reagir”.

– Não há uma mudança na tática. O que nós decidimos é que não vamos aceitar calados os ataques. Eles têm uma campanha na televisão, onde fazem o debate político, e ao mesmo tempo no submundo, no subterrâneo, têm uma campanha com argumentos absolutamente medievais – pontuou Dutra.

Para Dutra, a posição mais firme de Dilma não vai prejudicá-la nesta campanha. Para ele, o fato de se liderar nas pesquisas de intenção de voto não implica que a petista deva aceitar “calúnias” levantadas contra ela. Dilma tem afirmado ser vítima de uma “rede de boatos e intrigas” com o intuito de prejudicar sua campanha, envolvendo principalmente questões relacionadas a aborto e religião.

A petista aproveitou o evento comemorativo ao Dia das Crianças para enfatizar a promessa de construir seis mil crechers caso seja eleita, afirmando que a “criança é o futuro do nosso país”.

– Um país, ele se mede pelo que ele faz pela criança, pela capacidade do país de proteger, de apoiar, de incentivar as crianças, e, sobretudo, de dar oportunidade para que elas se transformem em adultos plenamenmte realizados – afirmou.

Para a candidata, esse hoje é um dos desafios do Brasil. Segundo o último levantamento do Datafolha, divulgado no último sábado, Dilma Rousseff mantém a liderança na disputa presidencial, com 48% das intenções de voto, contra 41% de Serra. Considerando os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, a petista tem 54% contra 46% do tucano.

fonte: correio do Brasil

Rizzolo: A correta observação que deve ser feita, é que não há como suportar questões de ordem difamatória apenas na esfera da “cordialidade conservadora”. Com efeito, tal assertividade pontual como resposta à altura da desqualificação eleitoreira, se faz necessária. A defesa do povo brasileiro, da política desenvolvimentista, urge uma postura digna, pontual e firme diante das calúnias, das redes de boatos e intrigas, e do uso abusivo e nefasto das questões de cunho religioso com o simples fim de denegrir a imagem da candidata. Resposta à altura, sim, deve ser o caminho na defesa dos ideais do povo brasileiro.

Dilma denuncia caixa 2 na campanha de Serra e tucano se cala

No auditório do debate da TV Bandeirantes, formado por políticos convidados das duas campanhas, petistas eram só sorrisos para a firmeza da candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), que respondeu de forma incisiva, primeira vez, ao seu adversário, José Serra (PSDB). Os tucanos, que não responderam à acusação de Dilma sobre o “desaparecimento” de cerca de R$ 4 milhões doados para a campanha como caixa 2, demonstraram surpresa com a nova atitude da oponente e diziam que o comportamento de Dilma dela era “agressivo”.

No final do primeiro bloco do debate, Dilma cobrou de Serra esclarecimentos sobre Paulo Vieira de Souza, ex-membro do governo tucano em São Paulo que, segundo a petista, “fugiu com R$ 4 milhões de sua campanha”. Na plateia, o questionamento deixou os petistas efusivos. Integrantes do PSDB, preocupados com o cerco da imprensa a partir deste instante, prepararam uma saída à francesa do senador eleito Aloysio Nunes, que mantinha relações estreitas com Vieira de Souza. Minutos depois, o senador eleito deixou o estúdio e não retornou.

Mais conhecido como Paulo Preto, Paulo Vieira de Souza foi diretor de engenharia da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa). Ele era o responsável direto por grande parte das obras viárias do governo de São Paulo. Chamado de “homem-bomba do PSDB”, em matéria da revista semanal de ultradireita Veja, publicada em maio deste ano, Paulo Preto foi demitido oito dias depois de ter inaugurado o trecho sul do Rodoanel. Quando Aloysio Nunes deixou o debate, depois do questionamento sobre Paulo Preto, o correligionário Cícero Lucena ocupou o seu lugar na plateia.

No instante da acusação, Serra olhou para assessores, o marqueteiro Luiz Gonzalez e o estrategista Felipe Soutello. Tempo encerrado. Nos bastidores, a denúncia agitou a plateia e as conversas de pé-de-ouvido.

– Ele está desnorteado. Isso, no boxe, é nocaute – espetou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT).

Mais abaixo, o coordenador de comunicação de Dilma, o deputado estadual Rui Falcão, informava:

– A imprensa já noticiou: ele era diretor da Dersa e fugiu com R$ 4 milhões.

O dinheiro, segundo a pergunta-acusação de Dilma no debate, teria sido arrecadado para campanha tucana.

– Serra deve ter levado um susto – comemorou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Ainda segundo a matéria da revista Veja, “Vieira de Souza e Aloysio se conhecem há mais de 20 anos. Quando, no ano passado, o tucano sonhou em ser o candidato de seu partido ao governo de São Paulo, Vieira de Souza foi apresentado como seu ‘interlocutor’ junto ao empresariado. A proximidade entre os dois é tão grande que a família dele contribuiu para que o ex-secretário comprasse seu apartamento”.

Em agosto, a revista IstoÉ publicou uma matéria de capa, segundo a qual líderes do PSDB acusam Paulo Preto “de ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha”. A publicação traz também uma declaração de um diretor de uma das empreiteiras responsáveis por obras de remoção de terras no eixo sul do Rodoanel: “não fizemos nenhuma doação irregular, mas o engenheiro Paulo foi apresentado como o ‘interlocutor’ do Aloysio junto aos empresários”.

À saída do debate na TV Bandeirantes, os petistas questionavam a falta de resposta do tucano à acusação feita por Dilma com base na denúncia da revista IstoÉ. O deputado Jutahy Magalhães Jr., diz “desconhecer completamente a história”.

Hipocrisia

Para o PT, Dilma levou ao palco do debate temas que a campanha tucana trata nos bastidores.

– Serra tem uma campanha na TV e outra nos subterrâneos. Vamos acabar com essa hipocrisia – disse José Eduardo Dutra, presidente do partido, no domingo à noite.

Entre os tucanos, o comentário era comum.

– A postura dela é de quem está perdendo. Quem está ganhando é light – julga o deputado Jutahy Magalhães Junior (BA), um dos peessedebistas mais próximos de Serra. Antes do início do debate, Jutahy chegou a dizer que os temas negativos iriam ficar de fora do programa, oferecendo como argumento a baixa audiência, comparada com outras emissoras.

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), concordou que o debate daquela noite lembrava 2006, quando, no primeiro embate presidencial do segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele também foi duro. Em desvantagem nas pesquisas, a estratégia acabou sendo negativa para sua campanha.

– Só que (aqui) foi invertido – limitou-se a dizer.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, não escondia sua satisfação.

– É bom falar isso cara a cara – disse sobre Dilma.

Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, acredita que a candidata “sentiu necessidade de trazer às claras, olho no olho, o que era dito às escondidas”.

– Arrasou – resumiu a senadora eleita Marta Suplicy (PT), falando diretamente à candidata.

Mais contido, o ex-ministro Antonio Palocci, um dos principais coordenadores da campanha petista, disse que “ela não fez ataque, fez perguntas”, enquanto na análise do candidato a vice, deputado Michel Temer (PMDB), Dilma falou para a militância.

Mais incisiva

Dilma também abordou o viés privatista do PSDB de Serra e denunciou seu assessor, David Zylbersztajn, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) no governo FHC, de privatizar o pré-sal. Serra esquivou-se:

– Não vou fazer privatização nenhuma do pré-sal. Eu tenho cabeça própria e tenho as minhas ideias.

E foi metafórico ao resumir de que se trata a ideia:

– Qual seria o Brasil do PT? O Brasil do PT seria o Brasil do orelhão…

O troco da petista veio em seguida:

– O meu Brasil não é o Brasil do orelhão, é o Brasil da banda larga, mas é a banda larga para todos.

Dilma também aproveitou uma deixa quando foi questionada sobre os problemas e falta de investimentos em infraestrutura, como portos e aeroportos. Ao justificar o porquê dos aeroportos estarem lotados, Dilma argumentou que “o povo está viajando de avião”, o que, segundo ela, só os ricos faziam no tempo do governo FHC, do qual foi ministro Serra.

Ela trouxe ao debate questões como a legalização do aborto, considerada uma das responsáveis pela perda de votos junto a eleitores católicos e evangélicos no primeiro turno. A candidata usou expressões duras contra Serra como “eu lamento as suas mil caras” e “essa forma de campanha que usa o submundo é correta?”. Afirmou ainda que a mulher de Serra, Monica, teria veiculado a informação de que a petista é “a favor da morte de criancinhas” e defendeu que “o professor não seja tratado a cassetete”.

Serra reagiu dizendo que Dilma quer se “vitimizar” e admitiu que estava surpreso com sua “agressividade”. Logo após o debate, Dilma justificou a tática como posição de segundo turno e não admitiu ter sido agressiva.

– Não é uma nova estratégia, é uma nova situação. É debate de segundo turno, em que as pessoas podem explicar de uma forma muito mais efetiva, muito mais dinâmica as suas posições. Quando tem mais candidatos, a roda gira e passa três para chegar em ti. Essa (no segundo turno) é uma forma mais límpida – explicou.

Serra declarou que a escolha do tom não foi dele.

– Debate é feito a dois mais o moderador. Se o outro prefere escalar acusações, o debate muda a sua natureza. Eu pensava, se dependesse de mim, ter discutido mais propostas e programas concretos de governo – afirmou ao final, sem admitir que também baixou o nível contra a adversária, acusando-a de “mentirosa”.

Segundo a Band, o debate teve média de 4 pontos no Ibope, com máxima de 6. O presidente do PT disse que há mais cinco convites de emissoras sendo analisados pela campanha para a realização de debates.

Fonte: Correio do Brasil

Rizzolo: Dilma foi nesse debate brilhante, combativa, e o que se pode inferir foi o desconforto do candidato Serra ao ver desnudada sua condição de amante do neoliberalismo. Pudemos observam também que a coordenação da campanha tucana se viu surpreendida com o desempenho de Dilma, que por muitas vezes deixava o candidato da oposição sem argumentos restando-lhe apenas a costumeira ironia e soberba.”Serra deve ter levado um susto”, comemorou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. “A Dilma colocou o tema do Paulo Preto na campanha. Foi colocado e não houve qualquer reação. Está na pauta das discussões dos próximos dias”, avaliou Edinho Silva, presidente do PT paulista.

Faculdade de Direito do Largo São Francisco, trincheira da liberdade !

Com muito orgulho participei do ato nas Arcadas, na sala do estudantes !!

Em manifesto, PT critica campanha tucana e “uso eleitoral” da religiosidade

Em um manifesto publicado no site do PT nesta quinta-feira (7), a coligação “Para o Brasil seguir mudando”, que apoia a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência, criticou a exploração da religiosidade “para fins eleitorais” e disse que “a candidatura da oposição [do tucano José Serra] encontra-se mergulhada em contradições”.

“Tentam atrair os verdes, mas não podem tirar o velho e conservador DEM de seu palanque. Denuncia ‘aparelhismos’, mas já está barganhando cargos em um possível ministério. Proclama-se democrata, mas persegue jornalistas e censura pesquisas. Seus partidários tentam sair dessa situação por meio de uma série de manobras que buscam confundir o debate político nacional. Espalham mentiras e acusações infundadas”, diz o texto intitulado “Com Dilma no segundo turno – Para o Brasil seguir mudando”.

Sobre a polêmica a respeito do aborto, a coligação diz repudiar “aqueles que querem explorar cinicamente a religiosidade do povo brasileiro para fins eleitorais”.

O documento ainda compara as gestões de Fernando Henrique Cardoso e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirma que com a eleição de Dilma, “a obra não vai parar”. “O que está em jogo nesta eleição é o confronto entre dois projetos distintos. De um lado, o Brasil do passado, da paralisia econômica, do gigantesco endividamento interno, mas também da dívida externa e da submissão ao FMI. O Brasil que quase foi à falência nas crises mundiais de 95, 97 e 98”, diz.

Ao final, o documento conclama todos partidos da coligação (PMDB, PC do B, PDT, PRB, PR, PSB, PSC, PTC e PTN) a militarem pela eleição de Dilma.

Leia o manifesto na íntegra:

“Os resultados da eleição do dia 3 de outubro são uma grande vitória do povo brasileiro. Dilma Rousseff e Michel Temer obtiveram mais de 47 milhões de votos, patamar semelhante aos de Lula nos primeiros turnos das eleições de 2002 e 2006.

Os Partidos que integram a coligação vitoriosa elegeram 11 governadores e disputam o segundo turno em 10 outros estados. Com mais de 350 deputados, sobre 513, entre aliados e coligados, o próximo Governo terá a maioria da Câmara Federal. Será também majoritário no Senado, com mais de 50 senadores. Terá, pelo menos, 734 deputados estaduais.

Estão reunidas, assim, todas as condições para a vitória definitiva em 31 de outubro. Para tanto, é necessário clareza política e capacidade de mobilização.

A candidatura da oposição encontra-se mergulhada em contradições. Tentam atrair os verdes, mas não podem tirar o velho e conservador DEM de seu palanque. Denuncia “aparelhismos”, mas já está barganhando cargos em um possível ministério. Proclama-se democrata, mas persegue jornalistas e censura pesquisas. Seus partidários tentam sair dessa situação por meio de uma série de manobras que buscam confundir o debate político nacional. Espalham mentiras e acusações infundadas.

Mas o que está em jogo hoje no país é o confronto entre dois projetos. De um lado, o Brasil do passado, da paralisia econômica, do gigantesco endividamento interno, mas também da dívida externa e da submissão ao FMI. O Brasil que quase foi à falência nas crises mundiais de 95, 97 e 98.

O Brasil de uma carga tributária que saltou de 27% para 35% do PIB. O Brasil dos apagões, e do sucateamento da infraestrutura. O Brasil da privataria, que torrou nossas empresas públicas por 100 bilhões de dólares e conseguiu a proeza de dobrar nossa dívida pública. E já estão anunciando novas privatizações, dentre elas a do Pré Sal.

O Brasil do passado, do Governo FHC, que nosso adversário integrou, é o país que não soube enfrentar efetivamente a desigualdade social e não tinha vergonha de afirmar que uma parte da população brasileira era “inempregável”. Portanto, o Brasil do desemprego. Era o Brasil do desmonte do Estado e da perseguição aos funcionários.

Era o Brasil das universidades à beira do colapso e da proibição do Governo Federal de custear escolas técnicas. Mas, sobretudo, era o país da desesperança, de governantes de costas para seus vizinhos da América Latina, cabisbaixos diante das potências estrangeiras em cujos aeroportos se humilhavam tirando os sapatos.

Em oito anos o Brasil começou a mudar. Uma grande transformação se iniciou e deverá continuar e aprofundar-se no Governo Dilma.

O Brasil de Lula, hoje, e o de Dilma, amanhã, é e será o país do crescimento acelerado que gera cada vez mais emprego e renda. Mas um país que cresce porque distribui renda. Que retirou 28 milhões de homens e mulheres da pobreza. Que possibilitou a ascensão social de 36 milhões de brasileiros. Que criou mais de 14 milhões de empregos formais. Que expandiu o crédito, sobretudo para os de baixa renda. Que fez crescer sete vezes os recursos para a agricultura familiar. E que fez tudo isso sem inflação ou ameaça dela. O Brasil de Lula e de Dilma é o país que possui uma das mais baixas dívidas internas do mundo. Que deixou de ser devedor internacional, passando à condição de credor. Que não é mais servo do FMI. É o país que enfrentou com tranquilidade a mais grave crise econômica mundial. Foi o último a sofrer seus efeitos e o primeiro a sair dela.

Dilma continuará a reconstruir e fortalecer o Estado e a valorizar o funcionalismo. O Brasil de Lula e de Dilma está reconstruindo aceleradamente sua infraestrutura energética, seus portos e ferrovias. É o Brasil do PAC. O Brasil do Pré Sal. O Brasil do Bolsa Família. É o Brasil do Minha Casa, Minha Vida, que vai continuar enfrentando o problema da moradia, sobretudo para as famílias de baixa renda.

Nosso desenvolvimento continuará sendo ambientalmente equilibrado, como demonstram os êxitos que tivemos no combate ao desmatamento e na construção de alternativas energéticas limpas. Manteremos essa posição nos debates internacionais sobre a mudança do clima.

No Brasil de Lula e de Dilma foi aprovado o FUNDEB que propiciou melhoria salarial aos professores da educação básica. É o país onde os salários dos professores universitários tiveram considerável elevação. Onde se criaram 14 novas universidades federais e 124 extensões universitárias. Onde mais de 700 mil estudantes carentes foram beneficiados com as bolsas de estudo do Prouni e 214 Escolas Técnicas Federais foram criadas. Onde 40 bilhões de reais foram investidos em ciência e tecnologia. Esse Brasil continuará a desenvolver-se porque o Governo Dilma cuidará da pré-escola à pós-graduação e fará da educação de qualidade o centro de suas preocupações. O Brasil de Dilma continuará dando proteção à maternidade e protegendo, com políticas públicas, as mulheres da violência doméstica. Será o Brasil que dará prosseguimento às políticas de promoção da igualdade racial.

Os alicerces de um grande Brasil foram criados. Mais que isso, muitas das paredes desta nova casa já estão erguidas. A obra não vai parar.

Vamos prosseguir no esforço de dar saúde de qualidade com mais UPAS, Samu, Brasil Sorridente, Médicos de Família. Vamos continuar o grande trabalho de garantir a segurança de todos os brasileiros, com repressão ao crime organizado e controle das fronteiras, mas, sobretudo, com respeito aos direitos humanos, ações sociais e a participação da sociedade como vêm acontecendo com as UPP.

Vamos continuar a ser um país soberano, solidário com seus vizinhos. Um país que luta pela paz no mundo, pela democracia, pelo respeito aos direitos humanos. Um país que luta por uma nova ordem econômica e política mundial mais justa e equilibrada.

Os brasileiros continuarão a ter orgulho de seu país. Mas, sobretudo, queremos aprofundar nossa democracia. A grande vitória que a coligação PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO obteve nas eleições para o Congresso Nacional permitirá que Dilma Rousseff tenha uma sólida base de sustentação parlamentar.

Diferentemente do que ocorreu entre 1995 e 2002, a nova maioria no Congresso não é resultado de acordos pós-eleitorais. Ela é o resultado da vontade popular expressa nas urnas. Essa maioria não será instrumento para esmagar as oposições, como no passado. Queremos um Brasil unido em sua diversidade política, étnica, cultural e religiosa.

Por essa razão repudiamos aqueles que querem explorar cinicamente a religiosidade do povo brasileiro para fins eleitorais. Isso é um desrespeito às distintas confissões religiosas. Tentar introduzir o ódio entre as comunidades religiosas é um crime. Viola as melhores tradições de tolerância do povo brasileiro, que são admiradas em todo o mundo.

O Brasil republicano é um Estado laico que respeita todas as convicções religiosas. Não permitiremos que nos tentem dividir.

O Brasil de Dilma, assim como o de Lula, é e será uma terra de liberdade, onde todos poderão, sem qualquer tipo de censura, expressar suas idéias e convicções.

Será o Brasil que se ocupará de forma prioritária das crianças e dos jovens, abrindo-lhes as portas do futuro. Por essa razão dará ênfase à educação e à cultura. Mas será também um país que cuidará de seus idosos, de suas condições de vida, de sua saúde e de sua dignidade.

Sabemos que os milhões que estiveram conosco até agora serão muitos mais amanhã.

Para dar continuidade a essa construção iniciada em 2003 convocamos todos os homens e mulheres deste país. A hora é de mobilização. É importante que nas ruas, nas escolas, nas fábricas e no campo a voz da mudança se faça ouvir mais fortemente do que a voz do atraso, da calúnia, do preconceito, da mentira, dos privilégios.

À luta, até a vitória.

Brasília, 07 de outubro de 2010.

Coligação Para o Brasil Seguir Mudando”‘

Rizzolo: Sinceramente, como pode uma pessoa investida num cargo religioso, aproveitando-se de uma delegada legitimidade espiritual, difamar politicamente um candidato, através de uma religião. E se ainda não bastasse, para alcançar seu desiderato, lança mão de um meio de comunicação público como uma emissora de televisão. É bom lembrar que as redes de televisão são concessões públicas. Preocupante isso, hein !…. Boa noite ……vamos refletir…. Texto do Rizzolo no Blog da Dilma

Gabriel Chalita fala sobre a campanha de ódio contra Dilma

Gabriel Chalita, escritor, católico, e radialista da Canção Nova, fala sobre a campanha a campanha de ódio feita contra Dilma

http://www.youtube.com/watch?v=xS2pv2z8BP4&feature=player_embedded%5D

Serra e o aborto. Contra ou a favor ?

Serra acusa Marina de participar no “mensalão”, mas quer os votos do PV

‘Agora vou participar ativamente da campanha’, diz Temer

A cúpula da PMDB, deputados, senadores atuais e reeleitos e governadores estão reunidos em uma manifestação de unidade para a campanha de Dilma Rousseff. Depois de conversar com a candidata, o presidente da Câmara e vice na chapa da petista, Michel Temer, afirmou hoje que já está acertada uma participação mais ativa do PMDB na campanha.

Temer contou que conversou com Dilma sobre as críticas que ouviu de peemedebistas sobre a reduzida participação do partido no comando da campanha. Ele foi afirmativo ao dizer que agora participará mais efetivamente. Temer comentou que o coordenador peemedebista Moreira Franco já está se encontrando com o grupo de coordenação. “Mantive-me discreto no momento em que não se exigiu muito a minha presença”. “Não sei se foi erro de coordenação, mas o que ficou acertado agora é que vou participar ativamente, disse que quem está interessado em ganhar essa eleição agora sou eu e o PMDB”, afirmou Temer.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, que foi derrotado pelo petista Jaques Wagner no primeiro turno para o governo da Bahia, disse que vai se empenhar na campanha. Geddel esteve com Temer no encontro com Dilma. O peemedebista baiano era um dos mais queixosos e que demonstrava mais irritação nos últimos dias. Ele reclamava de que o comando da campanha de Dilma não cumpriu o acordo de tratar de forma igualitária os candidatos da base, nos estados onde havia dois palanques, que foi o caso da Bahia.

Os peemedebistas que chegaram para o encontro afirmavam que, a partir de agora, o partido fará uma mobilização grande, colocando os militantes na rua e o partido empenhado em vencer a eleição.”Estávamos assistindo o jogo no banco de reservas, agora vamos entrar em campo”, resumiu o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB/PR). O deputado era candidato a vice na chapa de Osmar Dias (PDT), candidato ao governo do Paraná, derrotado no primeiro turno pelo tucano Beto Richa.
estadão
Rizzolo: Na verdade não houve mesmo muito empenho do PMDB no primeiro turno na campanha de Dilma. Michel Temer é um grande nome da política brasileira, Advogado, professor, um vice realmente à altura de um governo de carater desenvolvimentista como pretende ser o da candidata Dilma Rousseff. Com efeito a atuação de Temer nesse novo cenário será de muito valor.

Reunião com aliados mostra força política da candidatura de Dilma

O PT e os partidos aliados, além de governadores, senadores e deputados reeleitos reuniram-se em Brasília nesta segunda-feira (04) e discutiram como será a atuação nos estados até 31 de outubro, data do segundo turno das eleições. A reunião mostrou a força política de Dilma e animou os participantes a recomeçar com fôlego redobrado a campanha presidencial.
Muitas avaliações foram apresentadas para explicar o bom desempenho da candidata do partido verde, Marina Silva, que acabou levando a eleição para o segundo turno.

Para o líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro, reeleito por Pernambuco, a comparação entre o governo tucano e o de Lula deve ser aprofundada. “Se eles não tiraram FHC do armário nós vamos abrir a porta do armário. Temos que ir para o confronto entre os dois governos”, defendeu.

Aliados no PV

Ferro disse que integrantes do PV e do PSOL já o procuraram para conversar, após o resultados das urnas. Ele defende a aproximação com o PV e acredita que o PT “fará pontes” utilizando seus deputados e senadores.

De acordo com Fernando Ferro, Gilberto Gil, que ocupou a pasta da Cultura nos dois mandatos do governo Lula, e o deputado Zequinha Sarney, lideranças do PV com bom diálogo com o PT, devem ser procurados para essa aproximação. Além disso, o PT buscará diálogos com segmentos da sociedade ligados ao PV e à questão ambiental.

“Marina poderá manter a neutralidade por conveniência política, mas isso não impede o PT de buscar esses diálogos”, disse Ferro. “Se observarmos as propostas de Marina, vamos perceber que está muito mais próxima do PT que do PSDB”, avaliou.

Já outros aliados acreditam que a boa votação de Marina não deveu-se a preocupações ambientais dos eleitores. “Este tema não é prioridade na cabeça do eleitor que optou por Marina, e sim a proposta de ‘um novo jeito de governar’ que a candidata defendeu durante a campanha”, diz um observador da cena política aliado de Dilma e que pediu para não ser identificado.

O governador reeleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), defendeu a aproximação dos petistas com os “eleitores apaixonados por Marina” e jogou charme para a candidatado PV. “Marina é maior do que o PV. O PV que me desculpe, mas ela é uma liderança maior. Temos que olhar os eleitores que se apaixonaram por Marina e os que se apaixonaram por Dilma”, afirmou o governador baiano, antes da reunião com o comando da campanha, em Brasília.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), mostrou-se bastante confiante na vitória de Dilma. “Vamos ganhar no segundo turno e daqui (da reunião) sai a estratégia da vitória”, afirmou, antes de entrar para a reunião.

O governador eleito, Eduardo Campos, no entanto, preferiu ser mais cauteloso. “Veio um recado das urnas. Temos que ouvir, ter humildade e fazer um bom segundo turno. O lado bom disso é que os dois candidatos terão mais tempo para discutirem as propostas, e acho que foi isso que levou a população a forçar um segundo turno”, afirmou.

Dilma destaca proximidades com Marina

Durante a primeira entrevista coletiva após a realização do primeiro turno das eleições, a candidata petista Dilma Rousseff reconheceu que a votação de Marina foi o principal fator que provocou o segundo turno. Dilma disse que ligou para a candidata do PV para parabenizá-la pela disputa e campanha qualificada. “Marina faturou e tirou (votos) do meu adversário”, afirmou.

Sobre o apoio de Marina nesta nova fase da campanha, Dilma afirmou que existem mais proximidades do que diferenças entre as duas, mas que a decisão é de “foro íntimo” da candidata verde e ainda não pediu apoio a ela. “Nao acho adequado especular sobre o que alguém vai fazer. Hoje liguei para cumprimenta-lá. Em um segundo momento vamos conversar”, afirmou Dilma.

A decisão oficial do PV sobre o apoio só será conhecida após uma convenção partidária que deve ser realizada em 15 dias, no máximo. O estatuto da legenda prevê a possibilidade de que aqueles que forem minoria na convenção se manifestem de maneira contrária ao que foi decidido, respeitando a posição majoritária, não sofrendo nenhum tipo de sanção por conta dessa postura.

Isso deixa aberta a possibilidade de que o posicionamento adotado por Marina seja diferente daquela tomado pela maioria. “Eu prefiro fazer uma manifestação partidária”, afirmou ela, em referência à postura de Fernando Gabeira (PV), que declarou nesta quinta apoio à candidatura de José Serra. Marina disse que a decisão de Gabeira é uma postura individual do deputado.

Marta: Serra foi rejeitado como opção

A reunião de governadores e parlamentares da base em Brasília mostra a força política da candidatura de Dilma. Todos acreditam que os votos de Marina Silva tendem a migrar para a petista. A senadora eleita Marta Suplicy (PT-SP) disse que o importante é que o eleitor votou em Marina e não no candidato tucano José Serra.

“Foram muitas coisas que se somaram para ter segundo turno. Mas as pessoas não resolveram votar no Serra. O voto foi para Marina, que é uma pessoa ética e do bem. Então isso não comprometia. E, agora, esse voto vai para Dilma”, disse Marta Suplicy.

O senador eleito Roberto Requião (PMDB-PR) disse que é amigo de Marina Silva, e, se necessário, irá procurá-la para conversar sobre segundo turno. Na mesma linha, o senador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), disse que os mais de 40% dos votos de Marina no DF vão para Dilma.

“Quase a totalidade dos votos de Marina no DF vão para Dilma, podem ficar certos”, afirmou.

Lula e Dilma convocaram pessoalmente a reunião

Foram o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata Dilma Rousseff que dispararam telefonemas convocando governadores eleitos, presidentes de partidos e senadores para a reunião.

Eles planejam a formação de uma frente de atuação nos estados para o segundo turno. O objetivo é iniciar imediatamente uma ofensiva e reverter a tendência de queda nas intenções de voto observada nos últimos dias da disputa do primeiro turno.

O governador reeleito do Rio de Janeiro , Sérgio Cabral (PMDB), esteve na reunião e comentou que a população deu um recado claro nas urnas com a votação de Dilma e Marina. “A Dilma foi beneficiada por essa parceria (com o PMDB), ela foi líder no Rio. O recado das urnas é claro, o Brasil quer uma mulher para presidente. No Rio, as duas mulheres ficaram na frente, somam 65% dos votos para mulheres. É hora de eleger uma mulher”, afirmou.

Também estiveram na reunião com a candidata do PT o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e os senadores eleitos Eduardo Braga (PMDB-AM), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Renan Calheiros (PMDB-AL), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Delcídio Amaral (PT-MS), entre outros.

Com agências
Rizzolo: Agora o empenho deve ser total, é claro que há necessidade de demonstrar as diferenças entre os dois governos, e trazer à baila a figura de FHC, este sim deve ser o tom da campanha, a aproximação com Marina é essencial, e evidentemente, acima de tudo, fazer uma profunda reflexão sobre as falhas cometidas no primeiro turno, hora de ser humilde.

Charge do Mariano para o Charge Online

Dilma diz que vai encarar segundo turno com muita garra e energia

Acompanhada da coordenação de sua campanha e do seu vice, deputado Michel Temer (PMDB), a candidata do PT, Dilma Rousseff, fez um pronunciamento há pouco em Brasília e disse que está confiante em uma vitória no segundo turno. “Vou encarar esse segundo turno com muita garra e muita energia”, disse a candidata, que chegou a ser apontada nas pesquisas como vencedora no primeiro turno.

“Somos bastante guerreiros, acostumados a desafios, e somos bons de chegada. Tradicionalmente, a gente [o PT] tem desempenhado muito bem no segundo turno e eu considero que esse segundo turno será um processo muito importante de diálogo com a população e com todos os representantes da sociedade civil”, afirmou Dilma.

A candidata petista acompanhou a apuração dos votos no Palácio da Alvorada, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com mais de 46% dos votos válidos, Dilma disputará o segundo turno com o tucano José Serra, que obteve mais de 32% dos votos.

Dilma não respondeu a perguntas dos jornalistas. Segundo sua assessoria, amanhã haverá uma entrevista coletiva com a candidata, à tarde.

A petista disse que seu pronunciamento era também para agradecer os votos que obteve no primeiro turno. Ela também citou seus adversários políticos, José Serra e Marina Silva, e agradeceu pela disputa, que ela chamou de “momento especial” de sua vida.

Dilma disse ainda que quer enfatizar os seus projetos de erradicação da miséria e de crescimento do país a taxas elevadas. “Nossa tarefa é fazer com que 190 milhões de brasileiros possam desfrutar do Brasil”.
correio do Brasil
Rizzolo: Como já comentei anteriormente o segundo turno é bom do ponto de vista democrático, pois chancela ainda mais a escolha popular. O importante na política é jamais perder o entusiasmo e a determinação, isso é o que vale.

Jamais desistirei !!! Obrigado a todos !!!

Gostaria de agradecer a todos que depositaram o seu voto a minha pessoa, e desde já deixar claro que jamais desistirei de concorrer a outro cargo eletivo. Tenham a certeza que um dia chegaremos lá, e então daremos a nossa contribuição ao nosso querido Brasil !!! Desistir jamais !!!

Obrigado a todos !!!

Viva o Brasil !!

Fernando Rizzolo

Diretor do Sensus diz que chance de segundo turno é de 10%

Conversei por telefone com Ricardo Guedes, do Sensus, sobre as últimas pesquisas antes da eleição deste domingo. Ele diz que estatisticamente a chance de segundo turno é de 2,5%, mas que aumentaria essa chance para 10% considerando “variáveis políticas”.

Os institutos concordam que Dilma Rousseff está próxima dos 55% de votos válidos, mas como a margem de erro é de 2% ela pode ter 53%, ou seja, estaria numa região “fronteiriça com o segundo turno”.

Guedes diz que Dilma conseguiu estancar a hemorragia de 6 milhões de votos que sofreu em duas semanas e que um segundo turno só acontecerá se a candidata tiver perdido outros 6 milhões de votos desde quarta-feira. “Dilma pode até ter recuperado votos”, disse Guedes.

Ele diz que a tal “onda verde” foi uma invenção e que não se sustenta pelos números dos institutos de pesquisa. Marina Silva, do PV, na verdade, teria tirado proveito da troca de acusações entre as campanhas de José Serra e Dilma Rousseff.

Guedes disse que trocou figurinhas com o diretor-executivo do Vox Populi, João Francisco Meira, e que ambos concordam com a avaliação que reproduzi acima.

É natural — digo eu, Azenha — que pesquisa é pesquisa e eleição é eleição. Há um sem número de fatores que podem influir no resultado e é bom que seja assim. Eleição sem emoção não tem graça.
site do pcb

Rizzolo: Concordo com o Azenha, é difícil prever, mas o importante é que a democracia seja exercitada, que o ato de votar expresse a vontade popular, e que se houver segundo turno, que seja para chancelar ainda mais esse exercício. Eu como candidato desejo que amanhã o Brasil dê um grande passo para o futuro, e que o passado, o retrocesso, seja defitivamente banido. Viva o Brasil, viva o povo brasileiro ! Boa eleição a todos !!

Dilma vence debate da Globo e aumenta chances de vitória no dia 3

Aconteceu tudo ao contrário do que a oposição esperava. O último debate, o da Globo, o de maior audiência, aquele que poderia comprometer Dilma e alavancar Serra e Marina e provocar o segundo turno saiu pela culatra para os oposicionistas. Nem o “fator” Plínio funcionou. A candidata do PT teve, sem sombra de dúvida, o melhor desempenho. Para quem lidera as pesquisas, não sair chamuscada já é uma vitória. Vencer o debate então é praticamente selar o destino das eleições no primeiro turno.
As regras engessadas do debate impediram um confronto direto entre Serra e Dilma, restando ao tucano fazer ataques indiretos ao governo federal, numa postura antipática.

Segundo informações iniciais, o debate teve média de audiência de 24 pontos na medição do Ibope, tendo liderado a audiência entre as TVs de canal aberto durante os três primeiros blocos.

Marina repete discurso idealista

Para quem passou a semana saltitando “ondas verdes”, Marina Silva estava muito apagada na maior parte do debate. Acordou só a partir do terceiro bloco e foi justamente para brigar com Serra. O tucano caiu na armadilha e foi ríspido com a candidata do PV, lembrando que ela não deixou o governo Lula na época do “mensalão”. Os marqueteiros já tinham avisado aos candidatos que deveriam fugir de embate ríspido com Marina.

Marina insistiu no debate de estratégias, sem propostas concretas. Repetiu o discurso idealista que atinge uma faixa muito reduzida da população. Seu pronunciamento final foi fraco e a candidata apareceu diante das câmeras da Globo com aparência séria demais, quase triste. Definitivamente, não ajudou a suposta “onda verde” a ganhar musculatura.

Plínio não estava afiado

Plínio teve sua pior performance, a menos engraçada, a menos espirituosa, e justamente no debate de maior audiência. O candidato do PSOL conseguiu retomar a forma só nas considerações finais, quando fez um discurso cativante e ideológico. Mas já era tarde, o debate estava no fim.

Quando tentou provocar os adversários, Plínio usou argumentos equivocados. Ao ser questionado por Dilma sobre funcionalismo público, ele acusou o governo Lula de “privatizar” e “terceirizar” os serviços. Deu a deixa para Dilma rebater, dizendo que quem privatizou e terceirizou foi o governo FHC.

Serra evitou confronto

Serra não conseguiu ir além das críticas técnicas e econômicas ao atual governo. Não teve oportunidade de apresentar propostas interessantes com argumentação palatável ao eleitor indeciso. O tucano precisava desesperadamente de um desempenho acima da média para conquistar novos eleitores. Ou torcer para um desempenho desastroso de Dilma para arrancar eleitores dela. Não conseguiu nem uma coisa nem outra. Em sua fala final, sequer foi aplaudido pela platéia de tucanos presentes no estúdio da Globo.

Dilma manteve a serenidade

Dilma, por sua vez, respondeu a todas as perguntas com serenidade e no episódio que poderia resultar em seu pior momento –quando riram de sua fala sobre doações de campanha–, ela teve presença de espírito suficiente para inverter a situação e acabar a fala recebendo aplausos ao dizer que “lamenta o riso daqueles que têm outra prática”.

A candidata petista estava preparada para responder perguntas potencialmente embaraçosas sobre as denúncias envolvendo a Casa Civil, sobre liberdade de imprensa e sobre aborto. Temas com os quais a oposição e a mídia têm atacado a candidata. Mas nem precisou. Preocupados em não adotar posturas agressivas, os adversários de Dilma sequer tocaram nestes assuntos.

Decisão no primeiro turno ficou mais factível

O debate acabou sendo um passeio para a candidata favorita. Dilma fez a natural defesa do governo Lula, mas citou o nome do presidente pouquíssimas vezes, mostrando que a campanha ajudou-a a ganhar personalidade própria.

Muitos analistas políticos passaram a semana dizendo que o debate desta quinta-feira seria decisivo. Se for mesmo, aponta para uma decisão no primeiro turno, a favor de Dilma.

Cláudio Gonzalez
site pcb
Rizzolo: Muito boa essa análise, agora nos resta aguardar as urnas, de qualquer forma conto com o voto de todos os meu leitores desses últimos 3 anos para que no Congresso Nacional possa eu dar minha contribuição sincera e ética para o nosso querido Brasil. Um forte e querido abraço a todos vocês leitores(as). Até domingo !!!

Gilmar Mendes nega motivação partidária em pedido de vista

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes negou nesta quinta-feira (30) que haja motivação político-partidária no pedido de vista feito por ele na sessão desta quarta-feira (29) sobre a ação ajuizada pelo PT contra a lei que exige a apresentação de dois documentos na hora de votar. O julgamento foi interrompido por causa do pedido do ministro e retomado na tarde desta quinta.

“Isso improcede em toda a extensão. Quem me conhece sabe muito bem que jamais me deixei pautar por interesses político-partidários. Estive no TSE por longo período e inclusive fixei uma orientação para que houvesse um critério na aplicação do difícil direito eleitoral muito propenso aos ‘ismos’ de toda a índole inclusive aos casuísmos. Ministro [Dias] Toffoli que me acompanhou lá como advogado sabe disso”, afirmou o ministro antes de iniciar seu voto no recomeço do julgamento.

Gilmar Mendes se referiu à reportagem publicada na edição desta quinta do jornal “Folha de S.Paulo” afirmando que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, teria ligado para o ministro antes do julgamento. A determinação de apresentar dois documentos na hora de votar foi fixada pela minirreforma eleitoral, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado.

A suspensão do julgamento pelo pedido de vista de Mendes aconteceu quando o placar era de 7 a 0. Já haviam votado pela derruba da exigência os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio e Ayres Britto, além da relatora do processo, Ellen Gracie.

Antes de votar, o ministro buscou ainda justificar a necessidade do pedido de vista que interrompeu a decisão a quatro dias das eleições. “Já há seis ou sete votos num dado sentido. Ainda que houvesse 10 votos poderia haver pedido de vista. O pedido de vista pode servir de uma revisão do julgado também como de voto vencido a sinalizar o futuro. Esse é o processo dialético complexo que marca as cortes constitucionais. Cito inúmeros casos em que um pedido de vistas muda o rumo de um julgamento. Não é apenas um poder ou um direito, mas um dever daquele que pede vista”, declarou Gilmar Mendes.

Caso

Em sua contestação sobre a obrigatoriedade de apresentação de dois documentos para votar, o partido alega que a dupla identificação seria uma redundância porque, uma vez cadastrado pela Justiça Eleitoral, o cidadão já é eleitor e só precisaria comprovar a própria identidade.

No julgamento, a defesa do PT ainda classificou a norma como um excesso. Segundo os advogados da legenda, o pedido foi feito tão perto da data das eleições por causa da decisão do TSE de ampliar o prazo para retirada da segunda via do documento, interpretada como um indicativo da dificuldade para reimprimir o documento.

“Foi um temor de falta de participação até porque o TSE reconheceu a dificuldade de recadastramento para a segunda via. Mas não existe nenhum estudo que diga qual o matiz ideológico, o candidato ou o nível de formação [dos eleitores que viessem a ser impedidos de votar]”, disse o advogado do PT, Pierpaolo Bottini.

G1
Rizzolo: Definitivamente não acredito que houve motivação partidária em pedido de vista. Não é possível que o ministro Gilmar Mendes fosse capaz de agir dessa forma, agora receber ligação de José Serra antes do julgamento, segundo a imprensa, entendo ser algo estranho, e que o ministro pelo menos nessa época eleitoral deveria se abster de ter contato com candidatos, se é que verdade tudo isso.

Charge do Lute para o Hoje em Dia