Daniel Ortega: “a empresa espanhola Unión Fenosa atua na Nicarágua como uma máfia”

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em seu discurso na Cúpula Ibero-americana criticou a atuação de empresas espanholas, recheadas com capitais norte-americanos, que chegaram à América Latina, em conluio com governos entreguistas como o de Carlos Menem, na Argentina, FH, no Brasil, Vicente Fox, no México.

“A empresa espanhola Unión Fenosa chegou a Manágua para ajudar, diziam eles, a que a energia chegasse a todo o país. Até prometiam que o preço seria controlado e tudo mais. Chegou com os governos capachos. Nós não teríamos deixado entrar a Unión Fenosa, não teríamos entregue a distribuição da energia”, assegurou o dirigente nicaragüense.

“Os governos que nos precederam entregaram a geração de 47% da energia a empresas privadas”, mas “as multinacionais não compraram as empresas geradoras que estavam em mau estado, compraram mediante atos de corrupção, as empresas geradoras que estavam em bom estado a preços irrisórios. Nelas ganharam em um ano o total que pagaram pela empresa”, assinalou Ortega.

“São uma máfia. É uma estrutura mafiosa, táticas de gangsteres dentro da economia global, na qual nossos países são vítimas por responsabilidade dos [governos] capachos”, prosseguiu. Ortega afirmou que 90% dos nicaragüenses são contra a Unión Fenosa.

INTROMISSÃO

Também, se referiu à atuação de “embaixadores espanhóis” antes das eleições em seu país e denunciou que reuniram “na embaixada da Espanha, cooperando com a embaixada e os agentes dos EUA, as forças de direita para uni-las contra a Frente Sandinista”.

Hora do Povo

Rizzolo: Esta ficando cada vez mais patente que junto com as empresas espanholas, que se instalam na América Latina, vem a reboque o aparato e lobby golpista, visando influenciar governos, com o intuito de manter seus privilégios nos respectivos países. Não bastasse o ” arrastão ” que promovem nas indústrias nacionais, como fizeram no Brasil, beneficiando-se de subsídios do governo espanhol, segundo o texto, ainda tentam manipular e influenciar nas políticas dos países em que atuam. Como denunciou Ortega, em relação à intromissão espanhola, “embaixadores espanhóis” antes das eleições em seu país reuniram “na embaixada da Espanha, cooperando com a embaixada e os agentes dos EUA, as forças de direita para uni-las contra a Frente Sandinista”.