Inadimplência faz banco de São Paulo fechar financeira

O Banco Credibel, com sede em São Paulo, encerrou as operações de sua financeira voltada a empréstimos para as classes C e D.

Segundo a direção da instituição, a decisão foi tomada por causa da alta taxa de inadimplência e da dificuldade, com o agravamento da crise internacional, de captar novas linhas de crédito.

Foram fechadas as 15 unidades de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

De acordo com o superintendente do banco, Paulo Nogueira, os cerca de 60 mil contratos de financiamento, a maioria voltada para a aquisição de automóveis, serão absorvidos pela estrutura do próprio banco.

Segundo Nogueira, a própria instituição centralizará a negociação do pagamento com os clientes em atraso, a devolução dos veículos de quem já está sem condições de quitar o financiamento e a continuidade do recebimento do pagamento dos carnês.

Fundado em 1992 e pertencente ao grupo Splice, do setor de telefonia, o Credibel atuava na concessão de financiamentos para o setor de pessoa jurídica. Há dois anos, a instituição abriu operações para as classes C e D.

O banco não divulgou o número de demitidos. O superintendente do Credibel diz que o fechamento não afetou a “liquidez” do banco. “O banco tem uma liquidez muito boa e, além disso, tem o grupo [Splice] por trás.”

Folha online

Rizzolo: A situação dos bancos pequenos em termos de captação ficou complicada, além disso existe o componente inadimplência já acentuado, além da dificuldade em captar novas linhas de crédito. Na verdade não sabemos ainda a reação em termos de inadimplência nos longos financiamentos efetuados até pouco, e se, de certa forma, não haverá uma inadimplência em massa a crise agravando-se no mercado internacional. A inadimplência nas classes mais baixas pode se agravar no Brasil. Isso denota a gravidade da crise já atingindo as instituições financeiras do País. Agora, temos que agir, com rapidez, firmeza, coragem, e fazer uso dos instrumentos que temos disponíveis face a nossa condição econômica, para evitar um efeito do tipo ocorrido com devedores americanos inadimplentes. Só para se ter uma idéia, a crise financeira dos Estados Unidos já levou R$ 513 bilhões em valor de mercado das empresas brasileiras na Bolsa em 2008.

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Lula reúne ministros para discutir crise pela 3ª vez em 2 dias

SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu novamente com Henrique Meirelles, do Banco Central, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quinta-feira, 2, para avaliar a crise financeira e suas conseqüências no Brasil, segundo informou a repórter Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo. O encontro é o terceiro entre o presidente e seus ministros nos últimos dois dias.

Apesar de o governo negar a criação de um pacote de medidas para combater os impactos da turbulência no Brasil, fica cada vez mais claro que Lula e os ministros estudam ações para evitar que a escassez de crédito no mercado internacional prejudique essas operações no País.

Na reunião da coordenação política, na manhã de quarta, o grupo discutiu a idéia de reduzir o depósito compulsório dos bancos para, com isso, aumentar o volume de dinheiro no mercado. O depósito compulsório é o dinheiro que os bancos recolhem diariamente ao BC. Trata-se de uma ferramenta do BC que mexe diretamente com os recursos disponíveis. Assim, quando o BC quer aumentar os recursos disponíveis nos bancos, ele reduz a parcela dos depósitos compulsórios e permite que os bancos tenham mais dinheiro para emprestar.

Lula também pediu medidas para atender às necessidades dos exportadores. Dados do Banco Central mostram a forte redução do volume de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) – meio de financiamento usado por exportadores – após o fim de semana de derrocada do banco de investimento Lehman Brothers.

Na reunião de quarta à noite, o presidente afirmou a Mantega e Meirelles que a crise tem origem nos Estados Unidos e que, por isso, é necessário aguardar as medidas a serem tomadas pelo governo norte-americano, segundo uma fonte do Planalto. A partir daí, afirmou o presidente conforme relato da fonte, seriam definidas as alternativas a serem seguidas pelo governo brasileiro para enfrentar os problemas. Um novo pacote de socorro às instituições financeiras, de US$ 700 bilhões, foi aprovado na quarta-feira pelo Senado dos Estados Unidos e deve ser votado na Câmara nesta sexta.

Medidas já anunciadas

O governo já tem tomado medidas pontuais e paliativas para reduzir a influência da crise econômica norte-americana sobre o Brasil. No dia 24 de setembro, o Banco Central (BC) anunciou duas medidas para aumentar a liquidez no sistema financeiro nacional – volume de dinheiro em negociação. Com elas, o BC manteve R$ 13,2 bilhões no mercado.

A primeira delas foi o adiamento do cronograma de implementação de compulsórios sobre depósitos interfinanceiros de leasing. O depósito compulsório é o dinheiro que os bancos recolhem diariamente ao BC. Trata-se de uma ferramenta do BC que mexe diretamente com os recursos disponíveis para crédito. Assim, quando o BC quer aumentar os recursos disponíveis nos bancos, ele reduz a parcela dos depósitos compulsórios. Na situação oposta, quando o objetivo é restringir o crédito, ele aumenta a participação do compulsório. Neste caso, ao adiar o recolhimento do compulsório sobre as operações de leasing, o governo pretendia aumentar a oferta de recursos ao mercado.

De acordo com a medida, o recolhimento com base na alíquota de 20% que seria feito a partir de 14 de novembro deste ano passará a vigorar apenas em 16 de janeiro de 2009. A alíquota subseqüente de 25%, que seria adotada a partir de 16 de janeiro de 2009, só entrará em vigor no dia 13 de março de 2009. Com esta medida, o BC adia o recolhimento adicional de R$ 8 bilhões nesse segmento. A criação desse compulsório sobre os depósitos de leasing foi anunciada no fim de janeiro.

A segunda medida triplica de R$ 100 milhões para R$ 300 milhões o valor a ser deduzido pelas instituições financeiras sobre os depósitos a prazo, à vista e da poupança. Apesar dessa alteração, permanecem as alíquotas usadas para o cálculo dessa exigibilidade em 8% para depósitos a prazo e à vista e 10% para a poupança. Esta medida vai evitar que bancos recolham outros R$ 5,2 bilhões ao BC, totalizando os R$ 13,2 bilhões. Esses recursos, quando recolhidos junto ao Banco Central, continuam sendo remunerados pela taxa Selic.

No dia 29 de setembro, outra medida sinaliza a intenção do governo em melhorar as condições econômicas no Brasil, frente aos problemas nos EUA. Trata-se da manutenção da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) em 6,25% para o último trimestre do ano, no mesmo momento em que a taxa básica de juros (Selic) está subindo. Ao adotar esta medida, o governo passa a subsidiar parte dos recursos emprestados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já que a cobrança das empresas é feita por uma taxa menor, sem aumentos, a TJLP.

Agência Estado

Rizzolo: Para quem não estava preocupado com a crise, e se referia a ela ” como sendo problema do Bush” as coisas estão mudando. Mas vamos nos ater as medidas; entendo que aumentar os recursos disponíveis nos bancos através da redução dos depósitos compulsórios é uma medida interessante e digamos ” mais à mão” para que os bancos tenham mais dinheiro para empréstimos. Medidas que visam aliviar o impacto da crise no sistema financeiro brasileiro devem ser tomadas com urgência, observem que as medidas giram em torno do sistema bancário brasileiro, visando com isso fluir nas instituições mais dinheiro como forma de atenuar a escassez de crédito. Hoje o dólar comercial disparou para R$ 2,0010, em alta de 4,33%. O pior desta crise me parece o fato de que as medidas efetuadas pelos EUA não surtiram o efeito ” confiança no mercado”, gerando grande instabilidade. E Lula dizia que nada nos atingiria, hein !! Conclusão: (o plano) só evitou o abismo, mas não evitou a recessão, e medidas econômicas se resolve agindo do ponto de vista pró-ativo econômico, não político.

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Bovespa opera em forte queda após aprovação de pacote dos EUA

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vai despencando nesta quinta-feira, um dia depois de o Senado dos Estados Unidos aprovar um pacote de socorro financeiro que custará até US$ 850 bilhões.

O texto terá que passar pela Câmara, que na segunda-feira havia rejeitado uma primeira versão. Analistas também não estão certos sobre até que ponto o pacote será capaz de amenizar a crise.

Por volta das 11h desta quinta-feira, o Ibovespa, principal indicador do mercado brasileiro de ações, caía 4,35%, a 47.630,54 pontos (acompanhe gráfico da Bovespa com atualização constante).

O dólar avançava 2,96%, a R$ 1,982 na venda (veja quadro com a cotação do dólar atualizada).

“Na Câmara é mais difícil (aprovar o pacote) e seguem as incertezas sobre isso. Ontem, o mercado já tinha meio que certeza de que o Senado aprovaria, mas agora restam outras dúvidas. Também resta saber se isso vai resolver o problema da economia”, disse um consultor de investimentos de uma corretora que preferiu não ser identificado.

As Bolsas da Ásia também caíram após a aprovação do pacote financeiro americano. A de Tóquio recuou 1,9%. Os mercados da Europa, diferentemente, registravam alta. A Holanda propôs um fundo de ajuda a bancos europeus afetados pela crise.

A disparada do dólar nesse período de turbulência tem sido especulativa, não encontrando fundamento nos números relativos ao fluxo cambial, segundo análise de Luiz Sérgio Guimarães, do jornal “Valor Econômico”.

Com informações de AFP, Reuters e Valor Online

Rizzolo: As baixas na Bolsa da Ásia, significa claramente que a aprovação do pacote pouco amenizará a crise. Na realidade o Brasil já sente os efeitos sérios que a crise americana vem provocando nas economias. O discurso ” otimista” do presidente Lula cedeu lugar para uma visão mais realista do problema. O Brasil precisa agir rápido em relação ao ” sufoco da restrição ao crédito” principalmente em relação aos exportadores e à agricultura (crédito rural). Não temos tempo para negociar com a natureza, ou se planta na época devida, ou não se planta. Não acredito que a reação das baixas nas bolsas tenham relação com o receio à aprovação do pacote na Câmara dos Representantes, nos EUA, o que está ocorrendo agora, é uma clara percepção da gravidade da crise e num âmbito geral.

Saiba quais os setores da economia brasileira que mais sentem os efeitos da crise

O governo brasileiro vem afirmando que o país está preparado para lidar com a crise que tomou conta do sistema bancário americano. É tido com certo, porém, que nenhum país não está imune. Saiba quais são os principais setores da economia brasileira que já sentem os efeitos da turbulência nos mercados.

Bolsa
A Bolsa de Valores de São Paulo foi a primeira a sentir os impactos da crise. Na segunda-feira, 29 de setembro, auge do nervosismo, o índice da Bovespa (Ibovespa) chegou a cair 10,2%, uma das maiores quedas de sua história.

A Bolsa brasileira acaba sendo ainda mais castigada pelo fato de estar baseada em um país emergente, o que, aos olhos do investidor estrangeiro, significa maior risco. Alguns analistas acreditam, porém, que a queda acentuada da Bovespa não é apenas reflexo da crise americana.

Segundo esses especialistas, a Bolsa brasileira está, na realidade, voltando a um patamar de normalidade, depois de alguns meses de euforia.

O ápice foi em maio desse ano, quando a Bolsa chegou a seu recorde, com 73 mil pontos. Apesar de acumular uma queda de 22% no ano, o volume de negócios atual não chega a ser ruim: cerca de 43 mil pontos, mesmo patamar de março do ano passado.

Dólar
O agravamento da crise fez com que a moeda americana chegasse ao patamar de R$ 1,90, enquanto em maio a moeda podia ser negociada na faixa de R$ 1,65.

Dólar mais caro é prejudicial para os importadores e também para brasileiros que pretendem viajar para o exterior. Há, ainda, um efeito indireto sobre a inflação, já que o dólar mais caro acaba encarecendo diversos produtos, pressionando a inflação para cima.

O Banco Central deu sinais de que, se dólar continuar nesse nível, será obrigado a dar continuidade ao aumento dos juros, apesar da crise.

Crédito
As empresas brasileiras, principalmente as exportadoras, vêm sentindo as conseqüências da escassez de crédito no mercado bancário internacional. O fato preocupa o governo, já que metade das exportações brasileiras – o equivalente a US$ 100 bilhões – é financiada por bancos no exterior.

Em agosto, o volume de crédito para exportação revelou-se 32% menor do observado em abril do ano passado, antes da crise. O governo brasileiro afirmou que está formulando um plano para ampliar as linhas de financiamento ao exportador.

Crescimento
Ainda é cedo para mensurar o impacto da crise no crescimento econômico, mas há estimativas de desaquecimento para 2009. A pesquisa semanal do Banco Central do Brasil com analistas revela que a expectativa de crescimento é de 3,5% para o próximo ano.

Há cinco meses, essa mesma previsão era de 4%. O governo também já admite uma freada no PIB (Produto Interno Bruto), prevendo algo em torno de 3% e 3,5%. Ao preparar o orçamento de 2009, em agosto, o governo havia previsto um PIB 4,5% maior.

Bancos
Até o momento, nenhum banco brasileiro foi afetado pela crise. Um dos motivos para essa maior blindagem está na legislação bancária local, mais restrita quanto à terceirização dos chamados créditos podres.

Além disso, os bancos brasileiros vêm registrando resultados financeiros extremamente positivos nos últimos anos, o que lhes permitiu criar um colchão para momentos de maior turbulência.

De qualquer forma, o Banco Central do Brasil, por precaução, adotou medidas para aumentar a liquidez do sistema bancário, como leilões de dólar e diminuição do compulsório (espécie de garantia que precisa ser depositada no BC).
BBC Brasil

Rizzolo: Não há dúvida que existem setores da economia mais vulneráveis, mas como podemos inferir no texto, a abrangência é ampla. Com efeito os exportadores são os que primeiramente sofrem o impacto, a linha de financiamento do exterior ” secou”, há que se ter um socorro do governo federal para que as exportações não sejam comprometidas. Outro setor estratégico atingido é a agricultura, e esse não pode esperar pelo crédito difícil, não há como negociar com a natureza, por isso, mais uma vez, as medidas de socorro devem vir com urgência por parte do governo federal. A aprovação do pacote de ontem, é um paliativo, não resolverá o problema do rombo em si, prova disso é o mercado asiático que pouco reagiu à nova proposta americana. Ainda em termos de mercado interno os projetos como o PAC ficarão sim comprometidos, veja artigo meu sobre o assunto: Liberalismo Financeiro e o PAC

Senado dos EUA aprova plano de socorro a Wall Street

WASHINGTON, 1O – O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite desta quarta-feira, por 74 votos a 25, uma nova versão do pacote de 700 bilhões de dólares para sanear o setor financeiro, após ter incluído na lei cortes de impostos e a expansão da garantia federal a depósitos bancários.

As emendas ao controverso plano de resgate de Wall Street têm como objetivo atrair os votos de mais membros da Câmara dos Deputados, que deve votar o projeto na sexta-feira.

Na nova versão do projeto, a garantia dada aos correntistas dos bancos norte-americanos subiu de 100 mil para 250 mil dólares.
Agência Estado

Rizzolo: Os pontos básicos do novo plano de resgate finaceiro: Aumento de US$ 100 mil para US$ 250 mil na garantia de depósitos dos clientes bancários. Ampliação da isenção da “Taxa Mínima Alternativa”, o que acarreta menos impostos ao contribuinte. Vantagens fiscais e outros incentivos para empresas ou pessoas que invistam em energias renováveis (usinas solares ou compra de carros elétricos). Isenções fiscais para empresas que investirem em pesquisa e para pequenas lojas e restaurantes que gastarem em melhorias. A Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC) pode proibir o “mark to market” (marcar a mercado), que permite dar a um ativo o preço atual de mercado. Contribuintes receberão direitos de compra de ações e se beneficiarão se as empresas ajudadas se recuperarem. Ganhos dos diretores das companhias participantes do programa serão limitados. Os dirigentes não poderão receber bônus milionários quando forem demitidos. Empresas que remunerem diretores com mais de US$ 500 mil ao ano pagarão mais imposto. Criação de um conselho de supervisão do programa.

A nova versão do pacote manteve o ponto central do anterior, que prevê a autorização para que o Tesouro dos EUA use até US$ 700 bilhões para comprar títulos podres lastreados em hipotecas e que estão na carteira de bancos, seguradoras e fundos de pensão. O projeto prevê ainda que a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), entidade responsável por essas garantias, não terá limites para tomar recursos emprestados do Departamento do Tesouro para assegurar os pagamentos. Vamos agora esperar a reação dos mercados.

Empresários bolivianos lamentam restrições dos EUA

LA PAZ – A crise financeira internacional atingirá a Bolívia em dobro, após os Estados Unidos decidirem fechar seu mercado para os têxteis e manufaturas bolivianos, em meio à crise política do país sul-americano. O governo norte-americano iniciou um processo para suspender a Bolívia do Sistema de Preferências Tarifárias (ATPDEA), sob a alegação de que o governo boliviano não colabora na luta antidrogas. “É uma lástima que a Bolívia perca o ATPDEA, justamente quando devia assegurar o maior mercado do mundo, na ante-sala de uma crise financeira de escala mundial”, disse o presidente do Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE), Ernesto Antelo, ligado ao empresariado.

Há quase três semanas o presidente Evo Morales expulsou o embaixador dos EUA, Philip Goldberg, o que piorou a relação entre os países. Morales acusou o representante norte-americano de ingerência na política boliviana. O governo dos Estados Unidos, que nega a acusação, respondeu expulsando o embaixador boliviano de Washington.

La Paz minimizou a perda, prevista para começar no fim de outubro. Segundo o ministro de Relações Exteriores, David Choquehuanca, essas preferências responderam em 2007 por apenas 17% das vendas do país aos EUA. O ministro da Fazenda, Luis Alberto Arce, afirmou que a crise no sistema financeiro dos Estados Unidos terá efeito “mínimo” sobre a economia boliviana.
Agência Estado

Rizzolo: Engraçado, a turma do socialismo bolivariano, ” pinta e borda”, pincelam o ódio em relação aos EUA de todas as formas, expulsam o embaixador americano, gritam e xingam os EUA e ainda querem receber as benesses tarifárias. Os maiores prejudicados infelizmente, são os empresários exportadores. O governo boliviano, enfrentará dificuldades em relação a nova Constituição que o presidente Evo Morales pretende levar a referendo, haverá resistência por parte do empresariado.

O índio Morales, que de índio no meu entender nada tem, está se complicando cada vez mais. Aliás, por falar em índio, a moda de ” virar índio” pegou na América Latina, no Brasil por exemplo, muitos descobriram que virar índio é um bom negócio, o problema é que para tirar fotos eles precisam se vestir de “índio”, colocar aquele bermudão, e um penacho que geralmente é comprado na Rua 25 de março, em São Paulo. O que tem de “índio” comprando pena na Rua 25 de março não é brincadeira. Nada contra se vestir de “índio”, o problema é que no frio pode-se pegar pneumonia, principalmente na Raposa Serra do Sol. Nada contra os índios de verdade, só em relação aos ” covers”. Só um pouquinho de humor judaico, vai.. (risos..)

Crédito para exportador cai pela metade após piora da crise

SÃO PAULO – O Banco Central (BC) divulgou nesta quarta-feira, 1, dados que mostram uma forte redução do volume de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) após o fim de semana de derrocada do banco de investimento Lehman Brothers. Essa linha de crédito é usada para financiar a produção de boa parte das empresas que vendem ao exterior. A média diária de contratos desse tipo fechados nas duas semanas seguintes à piora da crise foi 51,7% menor que a registrada na primeira quinzena do mês.

Os dados revelam que os empréstimos para as empresas que vendem ao exterior estão mais difíceis, com juros maiores e prazos menores. A combinação faz com que bancos emprestem cada vez menos.

O levantamento do BC mostra que a média diária de contratos de ACC entre 15 e 26 de setembro foi de US$ 164,9 milhões. A cifra é 51,77% menor que a média de US$ 342 milhões verificada nas duas primeiras semanas do mês, entre os dias 1º e 12. A mudança de patamar dos números coincide com a última tentativa de socorro ao Lehman Brothers e a piora do cenário global que ocorreu exatamente no fim de semana entre os dois períodos, entre os dias 13 e 14 de setembro.

O pior dia do mês foi a segunda-feira, dia 22, em que apenas US$ 117 milhões em contratos de ACC foram fechados. O melhor dia foi a quarta-feira, 10, quando contratos somaram US$ 457 milhões.

Além de mais difícil e caro, o prazo das operações de ACC caiu. Em agosto, o estoque dos empréstimos para exportação tinha, na média, 130 dias, número que tem oscilado pouco nas últimas semanas. Há poucos meses, em abril, o prazo era maior: estava em 141 dias.

Agência Estado

Rizzolo: Muito embora o presidente Lula negue que seu governo esteja preparando um pacote de medidas para amenizar os efeitos da crise financeira internacional no Brasil, entendo que seria sim interessante não só um pacote de medidas, mas uma visão mais acentuada da gravidade da situação, principalmente no que diz respeito as linhas de créditos usadas para financiar a produção das empresas que vendem ao exterior.

Desde o início da crise este blog vem alertando em relação às dificuldades que as empresas terão ao Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC). Com efeito o governo deve elaborar um ” socorro” urgente a essa captação. Existe um receio político por parte do governo em não enxergar a realidade dos fatos, no meu ponto de vista, um receio que beira a imprudência.

Hoje, além da questão americana, existe o componente europeu da crise. Os bancos europeus têm uma alavancagem gigante e são imensos. Além disso, os políticos são muito confusos e as questões não são tratadas de forma organizada. Alguns bancos grandes ficaram muito maior que o país onde estão instalados. No Brasil, da forma em que as coisas caminham, haverá um aperto no crédito muito forte, que deve reduzir muito o crescimento econômico.

O maior risco agora são os possíveis problemas com os bancos europeus. “Politicamente lá as coisas são muito mais lentas, muito mais complicadas. Lá os bancos têm uma alavancagem gigante e são imensos. Além disso, os políticos são muito mais atrapalhados e as questões não são tratadas de forma organizada. Alguns bancos grandes ficaram muito maior que o país onde estão instalados”,