Gripe Suína, Religião e a Imunidade

Foi com satisafação que soubemos que Ministério da Saúde vacinou, em três meses, 81 milhões de pessoas contra a gripe suína (gripe A H1N1), um recorde mundial. O número corresponde a 88% dos 92 milhões de brasileiros que se encontram em grupos de risco. Contudo gostaria de abordar um estudo interessante realizado em Israel sobre a questão da relação entre as doenças em geral e a fé.

Estudos científicos realizados nas últimas quatro décadas têm demonstrado o papel do ponto de vista público e pessoal da religiosidade e seus efeitos na saúde e na longevidade. Tais pesquisas têm evidenciado que a prática da fé e da religiosidade, aumenta, de certa forma, a imunidade geral dos pacientes. Alguns dos resultados citados foram pesquisados durante 16 anos em Israel, em comunidades com o mesmo perfil, porém vivendo espiritualmente de forma diversa: uma num kibutz secular não-religioso e outra num kibutz religioso.

Apesar de ambas as comunidades serem demograficamente iguais, contendo o mesmo nível de estrutura médica e social, o número de óbitos era o triplo no Kibutz secular, comparado-se em relação ao religioso. Pesquisas nesta área também foram realizada na Inglaterra. Através de estudos semelhantes foram constatado os efeitos da fé na superação dos problemas de saúde.

Verificou-se, por exemplo, num estudo sobre os efeitos das doenças meningocócicas em adolescentes, que a religiosidade, a fé e a espiritualidade, tinham o mesmo efeito preventivo que as vacinas para as doenças relacionadas a esta bactéria ( Tully J, Viner RM, Coen PG, Stuart JM, Zambon M, Peckham C, Booth C, Klein N, Kaczmarski E, Booy R. 2006. Risk and Protective Factors for Meningococcal Disease in Adolescents: Matched Cohort Study. BMJ 332: 445-450.)

O mundo ainda vive, a ameaça de uma pandemia de gripe do tipo H1N1 . Apesar dos esforços dos governos, das vacinações em massa, e de toda sociedade, os procedimentos de higiene preconizados devem continuar sendo amplamente difundidos pela imprensa. Contudo, por tratar-se de uma doença que tem no seu âmago, indevidas violações do ser humano contra natureza – no seu característico desrespeito especista, no triste confinamento antinatural de grandes quantidades de animais – temos que refletir e rever nosso estilo de vida e os nossos conceitos em relação aos hábitos alimentares que jamais deveriam ser baseados na violência.

O sofrimento dos animais e a incessante busca de lucro pelos grandes abatedouros escondem, com certeza, um baixo conteúdo espiritual-energético no contexto desta doença. Muito mais do que um vírus, encontramos uma forma de “virulência espiritual”; assim, a razão e a nossa espiritualidade nos levam a lançarmos mão de uma busca religiosa como uma forma complementar de proteção de seus efeitos nefastos.

Pouco importa a religião, a origem ou a forma de se conectar com Deus. Talvez, no silêncio da noite, numa reflexão sobre a procedência desta epidemia, e de outras que poderão um dia surgir, ou então numa oração, encontraremos, enfim, uma forma de nos apaziguarmos com toda a natureza e nos harmonizarmos com um elo perdido. Descobriremos também que nos relacionarmos com Deus é respeitarmos os seres vivos por Ele criados que aqui vivem e compartilham conosco essa jornada terrena. Afinal, uma oração ou uma reflexão espiritual é também uma forma de perdão e de harmonia que sempre leva à cura os que têm fé.

Fernando Rizzolo

Opa, estou envelhecendo!

*Por Elisha Greenbaum

Quem já não passou algum tempo lamentando a juventude perdida? Até meu filho de cinco anos reclama que os anos de Jardim da Infância estão passando depressa demais para ele. Todo dia que desperdiçamos é uma oportunidade perdida, todo ano que deixamos passar sem crescimento é um túmulo de esperanças e aspirações abandonadas.

O único consolo, para mim, é reconhecer que nunca é tarde demais para descer do carrossel de abandono e começar o processo de auto-reinvenção. A lista de realizações da história está coroada com indivíduos que somente chegaram à grandeza já bem tarde na vida. Leia as biografias dos “200 Mais Ricos”, por exemplo: para cada adolescente ponto.com bilionário, há 100 outros que chegaram ao sucesso somente após uma vida de experiências acumuladas.

Um parente meu, já no meio da casa dos cinqüenta, está começando um curso universitário que um dia (se tudo der certo), o tornará graduado em Psicologia.

Não é o caminho comum nesta profissão, reconheço, mas aposto que, em vez de ser uma barreira para a realização, sua idade e experiências passadas darão a ele uma perspectiva única quando cuidar dos seus futuros pacientes.

O plano espiritual não é exceção. Pode-se fazer grandes conquistas não importa a data em que se começou. O Rebe de Lubavitch tornou-se Rebe apenas dois meses antes de seu 49º aniversário, e conseguiu revolucionar totalmente o mundo judaico. Numa escala mais modesta, muitos dos nossos melhores e mais brilhantes eruditos, professores e pessoas de destaque em todo o mundo somente redescobriram seu legado judaico na vida adulta.

Na leitura desta semana da Torá somos apresentados ao primeiro judeu, nosso ancestral Avraham, que recebeu a ordem de D’us: “Deixa teu país, teu local de nascimento e a casa do teu pai, para a terra que Eu te mostrarei” (Bereshit 12:1).

Estas palavras foram dirigidas a Avraham quando ele tinha 75 anos, após uma vida descobrindo D’us e propagando a religião que se tornaria o Judaísmo. É interessante notar que nenhuma das suas experiências anteriores na vida – seu auto-sacrifício, seus conflitos com as hierarquias da época, ou seu sucesso na divulgação do monoteísmo – foram consideradas suficientemente importantes para merecerem uma citação na Torá. É quase como se toda a obra da vida inteira dessa figura histórica importante, o progenitor da nossa raça, tivesse começado somente ali.

Eis aqui a diferença entre o Judaísmo e outras filosofias. A maioria das pessoas pensa que para aproximar-se de D’us é preciso primeiro entendê-Lo. Passar anos estudando os dogmas e teologias da fé e, então, uma vez convencido da retidão do caminho escolhido, você pode embarcar numa vida inteira de devoção.

Não o Judaísmo, não Avraham. A primeira diretriz de D’us a Avraham que é relevante para nós é “Vai!” “Parte!” Avraham recebeu a ordem: “Deixa o teu passado para trás, deixa de lado a lógica, as noções pré-concebidas, as afiliações tribais, e apenas vai para onde Eu mandar e faz aquilo que Eu disser.”

A fé é maravilhosa, a lógica é excelente, mas um judeu serve a D’us, em primeiro lugar e antes de qualquer coisa, através de seus atos e boas ações. Mitsvot, os mandamentos de D’us, são a nossa maneira de nos conectarmos a Ele.

D’us escolheu, qualquer que seja o motivo, estas ações específicas para completar a conexão e nós, ao cumprirmos estas mitsvot, justificamos a nossa existência.

Avraham, aos 75 anos, estava embarcando numa nova campanha. A partir dali ele seguiria D’us aonde e quando quer que fosse, e da maneira que fosse ordenado.

Qualquer que seja a idade da pessoa, ou suas experiências prévias, nós, descendentes e herdeiros espirituais de Avraham, herdamos esta capacidade para a auto-criação, pois toda e cada ação nossa é realizada pelo único motivo de que D’us assim o deseja.

fonte: Beit Chabad

Tenha um sábado de paz !

Fernando Rizzolo

Acreditar em Deus reduz ansiedade e estresse, diz estudo

Acreditar em Deus pode ajudar a acabar com a ansiedade e reduzir o estresse, segundo um estudo da Universidade de Toronto, no Canadá.

A pesquisa, publicada na revista Pyschological Science

, envolveu a comparação das reações cerebrais em pessoas de diferentes religiões e em ateus, quando submetidos a uma série de testes.

Segundo os cientistas, quanto mais fé os voluntários tinham, mais tranquilos eles se mostravam diante das tarefas, mesmo quando cometiam erros.

Os pesquisadores afirmam que os participantes que obtiveram melhor resultado nos testes não eram fundamentalistas, mas acreditavam que “Deus deu sentido a suas vidas”.

Comparados com os ateus, eles mostraram menos atividade no chamado córtex cingulado anterior, a área do cérebro que ajuda a modificar o comportamento ao sinalizar quando são necessários mais atenção e controle, geralmente como resultado de algum acontecimento que produz ansiedade, como cometer um erro.

“Esta parte do cérebro é como um alarme que toca quando uma pessoa comete um erro ou se sente insegura”, disse Michael Inzlicht, professor de psicologia e coordenador da pesquisa. “Os voluntários religiosos ou que simplesmente acreditavam em Deus mostraram muito menos atividade nesta região. Eles são muito menos ansiosos e se sentem menos estressados quando cometem um erro.”

O cientista, no entanto, lembra que a ansiedade é “uma faca de dois gumes”, necessária e útil em algumas situações.

“Claro que a ansiedade pode ser negativa, porque se você sofre repetidamente com o problema, pode ficar paralisado pelo medo”, explicou. “Mas ela tem uma função muito útil, que é nos avisar quando estamos fazendo algo errado. Se você não se sentir ansioso com um erro, que ímpeto vai ter para mudar ou melhorar para não voltar a repetir o mesmo erro?”.

Os voluntários religiosos eram cristãos, muçulmanos, hinduístas ou budistas.

Grupos ateus argumentaram que o estudo não prova que Deus existe, apenas mostra que ter uma crença é benéfico.

BBC/ agência estado

Rizzolo: A grande pergunta é se a ansiedade é reduzida pelo fato de alguém acreditar em Deus, ou se tal estado ansioso é minimizado pela manifestação divina. Acreditar apenas não basta, o importante nessa questão é observarmos que todo ser vivo, toda forma de vida na Terra, todo sistema complexo e maravilhoso da natureza, foi criado por algo maior, invisível, que brilha, que nos dá a energia positiva, e que se deixarmos essa energia adentrar em nossa alma (nefesh, em hebraico), o brilho divino iluminará as trevas e a escuridão da humanidade. Acredite em Deus, crie uma morada para ele no seu coração, e seja uma luz na multidão. – Fernando Rizzolo