Deputados criticam proposta para mudar nome da PM

SÃO PAULO – A Proposta de Emenda Constitucional que prevê a troca de nome da Polícia Militar de São Paulo por Força Pública foi recebida ontem com críticas da oposição e da própria base governista na Assembleia Legislativa. Parlamentares dizem que projeto ignora questões mais urgentes da corporação, como reajuste salarial.

“Quando eu entrei na PM o nome era Força Pública. Acredito que a PM deva ter visto alguma justificativa para essa mudança de nome. Sou favorável ao projeto, mas esperava algo mais significativo para o dia a dia do policial”, disse o deputado da base governista Conte Lopes (PTB).

O deputado Olímpio Gomes (PDT), também PM, acrescentou outra preocupação. “O meu questionamento é que ninguém diz de onde virão os recursos para cobrir as despesas dessa mudança. Quanto vai custar mudar a pintura de todas as viaturas, dos helicópteros, das fachadas dos batalhões?”, pergunta. “Será que esse dinheiro não seria melhor empregado se investido para melhorar a remuneração?”

O vice-líder do PT, Simão Pedro, criticou o envio da PEC logo após a divulgação, antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo, dos índices de violência recordes em São Paulo. “Discutir esse projeto é no mínimo irônico”, afirmou.

Segundo o líder do governo, Vaz de Lima (PSDB), a PEC entra na lista de projetos prioritários, que começarão a ser votados após o carnaval. Segundo o governo, a mudança contribuirá para aproximar a polícia e a população. Em relação às reivindicações salariais, o governo informou que o assunto ainda está em estudo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
agencia estado

Rizzolo: Uma verdadeiro despropósito este projeto. O nome é Polícia Militar, nome glorioso, e assim dessa forma, e com esta designação, é que o povo a conhece e a respeita, mudar para “Força Pública” não faz o menor sentido, mormente modificando-a via PEC, não acredito que os membros da Gloriosa em sua maioria aprovaram essa idéia, acreditar que mudar de nome a tornará mais dócil é um romantismo que só acalentará a marginalidade