Brasileiros em Israel protestam contra declaração do PT

Dezenas de brasileiros realizaram nesta segunda-feira, 12, uma manifestação em frente à embaixada brasileira em Tel Aviv contra as declarações do Partido dos Trabalhadores (PT) sobre a operação israelense na Faixa de Gaza. Na semana passada, a legenda comparou a ofensiva às “práticas nazistas” e disse não concordar com a justificativa israelense de que estaria agindo em defesa própria. O presidente da Confederação Israelita do Brasil (CONIB) negou as comparações e se disse “espantado” com o teor da declaração.
Agência Estado

Rizzolo: Sou um brasileiro, patriota, e jamais aceitaria que qualquer País vizinho alvejasse com foguetes nossa população civil brasileira. Fico triste em saber que toda comunidade judaica brasileira e internacional se vê diante de uma indignação em relação ao PT. O melhor seria então não tomar partido de nada, não constrager ninguem, não trazer o problema de Gaza para cá. Mas o PT está comprometido ideologicamente com alguns países e isso é muito triste para imagem do Brasil, e constrangedor para os judeus.

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Ato de intelectuais do Brasil pedirá cessar-fogo em Gaza

SÃO PAULO – Com 905 mortos e 4 mil feridos até hoje, o conflito na Faixa de Gaza será debatido amanhã por intelectuais, políticos e defensores dos direitos humanos, que lançarão o Manifesto pela Paz e o Diálogo em Gaza. O ato, a ser realizado a partir das 14 horas no Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, será promovido pela Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos (CTV), instituição que luta contra violações praticadas por representantes do Estado encarregados do controle da violência.

A declaração pública, que será aberta a adesões, reivindicará do governo brasileiro que defenda a visita imediata à região do relator para a Situação de Direitos Humanos nos Territórios Palestinos no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Richard Falk. O País faz parte do conselho. A CTV “crê ser oportuno o apoio da sociedade civil brasileira ao cessar-fogo, à proteção das populações civis e ao acesso à ajuda humanitária, essenciais à retomada do diálogo na região”.

Confirmaram presença no ato o chefe da Divisão de Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores, José de Albuquerque e Silva; o professor, jurista e ativista da área de direitos humanos Fábio Comparato, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP); o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa de São Paulo, José Cândido (PT); e a cientista política Maria Victoria Benevides, professora da Faculdade de Educação da USP (Feusp).

Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o País quer participar, de forma ativa, dos debates sobre a ofensiva israelense para que se possa achar “o caminho da paz” na região. Lula voltou a pedir uma conversação de urgência com vários países para discutir o conflito. Ontem, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, encontrou-se com o presidente da Síria, Bachar Al-Assad, em Damasco.

Agência Estado

Rizzolo: Quando afirmo que a esquerda brasileira e da América Latina faz uso do conflito para arrebanhar ” hearts and minds ” e fazer ainda do tema uma espécie de ” pavimentação ideológica” necessária para ” descer a lenha” nos EUA e em Israel, os fatos por si só se confirmam. Primeiro a esquerda escolhe o ” Memorial da América Latina” provavelmente ao som de Mercedes Sosa, depois os convidados, todos já conhecidos. Cessar-fogo todos querem menos o Hamas que insiste em mandar foguetes em pobres civis israelenses e não reconhecer Israel. Ah! Mas isso ninguem fala, eles podem, não é ? Nesta crise as únicas vítimas sem direito à defesa são os cidadãos israelenses e mais uma vez os judeus, que na concepção de alguns jamais deveriam se defender, apenas se comportar como na Alemanha nazista, cabisbaixos, rezando, e sendo executados. Tomara que o Hamas aceite parar com as agressões, e que esta incursão acabe o mais rápido possível.

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Crise em Gaza incita ataques anti-semitas na França

De Paris para a BBC Brasil – A França vem registrando um aumento no número de ataques anti-semitas desde o início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

Somente no domingo, três atos anti-semitas ocorreram em lugares diferentes do país. Dois coquetéis molotov foram lançados contra uma sinagoga em Saint-Denis, na periferia de Paris, região onde começou a onda de violência nos subúrbios franceses em 2005.

Ninguém ficou ferido, mas as vitrines de um restaurante judaico ao lado da sinagoga em Saint-Denis foram destruídas.

Na periferia de Estrasburgo, no leste da França, coquetéis molotov também foram lançados contra uma casa que funciona como local de orações para a comunidade judaica da região.

Em Puy-en-Velay, no sudeste do país, uma dezena de inscrições anti-semitas e pró-palestinas foram descobertas na manhã desta segunda-feira em um centro social próximo à mesquita da cidade. Frases como “é preciso matar os judeus”, “viva a Palestina” e “é preciso liberar Gaza” foram inscritas nas paredes do local.

Violência

As autoridades temem que o atual conflito possa incitar ainda mais atos de violência entre a população árabe e judaica do país.

“A França não vai tolerar que a tensão internacional se traduza em violências intercomunitárias”, afirmou o presidente francês, Nicolas Sarkozy, na semana passada, logo após o ataque contra uma sinagoga em Toulouse, no sudoeste da França.

Um carro em chamas foi lançado contra o prédio da sinagoga no momento em que um rabino dava aulas de religião a um grupo de adultos.

Outra sinagoga, no leste da França, foi pichada também na semana passada com as palavras “assassinos” e “viva a democracia israelense”.

“Nesse contexto muito preocupante, quero assegurar todos os judeus da Seine-Saint-Denis e da França que estamos solidários”, afirmou o prefeito de Paris, Bertrand Delanoë, em um comunicado nesta segunda-feira, após o anúncio do ataque contra a sinagoga de Saint-Denis.

“A atualidade trágica em Gaza não pode justificar a discriminação ou o uso da violência”, disse Delanoë.

Segundo a União dos Estudantes Judeus da França (UEJF), cerca de 30 atos anti-semitas teriam ocorrido na França desde o dia 27 de dezembro, data do início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

A França possui entre 4 e 5 milhões de muçulmanos – a maior comunidade da Europa – e cerca de 600 mil judeus, uma comunidade também numericamente importante se comparada à de outros países no continente.

“Estou preocupada com a situação internacional. Um certo número de acontecimentos demonstram que grupos ou indivíduos podem tentar explorar os acontecimentos e transpor o conflito atual ao território francês”, afirmou a ministra do Interior, Michèle Alliot-Marie, em um documento enviado aos secretários de segurança pública do país.

Ofensa

Na última semana, quatro adolescentes foram indiciados por terem agredido e proferido insultos anti-semitas a uma aluna judia em uma escola em Villiers-le-Bel, uma periferia pobre de Paris, na região de Saint-Denis.

A jovem declarou aos policiais que os estudantes a insultaram de “judia suja” e teriam dito “não gostamos do que os teus irmãos estão fazendo em Gaza”.

A garota também foi agredida fisicamente com chutes e obrigada a tirar o casaco, apesar das temperaturas negativas, e comer neve.

“Vamos punir com rigor os que tentarem trazer o conflito para o território francês”, advertiu o primeiro-ministro, François Fillon.

“O conflito em Gaza não pode ser importado para a França”, afirmou Richard Prasquier, presidente do Conselho Representativo das Instituições Judaicas da França. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Agência Estado

Rizzolo: Infelizmente na concepção anti-semita de enxergar o mundo, “toda nação ou povo tem o direito de se defender”, menos Israel ou os judeus. Não é assim que pensam aqueles que aplaudem o Hamas, silenciando-se e não condenando as táticas terroristas deste grupo em utilizarem crianças inocentes como “human shields” ( escudos humanos ) ?

Israel nada tem contra os palestinos, mas sim contra grupos que os fazem de massa de manobra, incitando alguns a atacarem civis israelenses. Ninguém gosta e tampouco se alegra com esta situação triste, mas a esquerda brasileira e da América Latina usa o tema e esta tragédia para se alinhar contra os EUA e Israel, por sorte o povo brasileiro tem discernimento em não misturar as coisas e nem trazer o conflito de Gaza para o nosso Brasil onde árabes e judeus vivem em paz. É triste ver a comunidade judaica brasileira e internacional indignada com o Partido dos Trabalhadores virando as costa para a única democracia do Oriente Médio.

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