Alimentos sobem e puxam inflação para cima em janeiro

RIO – Os preços dos alimentos subiram em janeiro, tanto no atacado quanto no varejo, como mostram os índices de inflação divulgados nesta sexta-feira, 6, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para as famílias que ganham entre 1 e 40 salários mínimos por mês, a inflação desses produtos dobrou no mês passado, com alta de 0,75% no mês passado, ante 0,36% em dezembro.

A variação teve contribuição de 0,17 ponto porcentual no resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, em janeiro, levando o índice a alta de 0,48%, contra 0,28% no mês anterior. Além disso, o reajuste nas tarifas dos ônibus urbanos, que subiram 3,24%, tiveram impacto de 0,12 ponto na taxa mensal. Os combustíveis também pressionaram, passando de uma variação de -0,04% em dezembro para uma alta de 0,53% em janeiro.

No atacado, como mostra o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da FGV, o custo dos produtos agrícolas registrou valorização de 2,07%, depois de ter caído 1,30% em dezembro. No mês, o IGP-DI subiu 0,01%, após cair 0,44% em dezembro.

Além disso, os preços de alimentos no varejo medido pelo IGP-DI também subiram. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) – que representa 30% do índice -, teve alta maior no mês passado. O índice acelerou de 0,52% para 0,83%, puxado por elevações de preços mais intensas em três dos sete grupos que o compõem. É o caso de Alimentação (de 0,60% para 1%); Transportes (de 0,72% para 0,74%); e Educação, Leitura e Recreação (de 0,37% para 3,53%).

Baixa renda

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para a camada de renda mais baixa da população subiu 0,64% em janeiro, ante 0,29% em dezembro, acumulando uma alta de 6,43% em 12 meses. Os produtos alimentícios registraram variação de 0,53% no INPC do mês, ante alta de 0,12% em dezembro.

O INPC investiga a inflação para famílias com renda de 1 a 6 salários mínimos. O aumento do índice foi maior que o registrado pelo IPCA no mês porque os alimentos têm maior peso no cálculo na inflação para a baixa renda.

Em 2008, o IPCA acumulou alta de 5,90%. Nos últimos 12 meses encerrados em janeiro, o índice acumulou alta de 5,84%. O Banco Central persegue uma meta de inflação este ano de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo.
agência estado

Rizzolo: Na realidade esse aumento é devido a quebra de safras e aumento de preços de commodities nos mercados internacionais; do ponto de vista econômico não há o que se preocupar. No meu entender, não houve aumento significativo de preços em função da alta do dolar, a queda da demanda tem impedido repasse de preços.

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Oposição acusa Lula de usar balanço do PAC para promover Dilma para 2010

A oposição acusou nesta quinta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de fazer propaganda eleitoral antecipada para a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao prometer executar R$ 646 bilhões em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) até 2010. O líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), disse que o governo agiu com “má fé” ao prometer executar todas as obras do programa em meio à crise financeira internacional.

“Ele [Lula] usa o PAC para antecipar a campanha. Isso é para sinalizar que a ministra Dilma vai dar continuidade às obras a partir de 2011. É se beneficiar da crise para antecipar 2010′, disse Caiado.

Assessores técnicos do DEM fizeram levantamento que aponta o empenho de R$ 18,7 bilhões em obras do PAC em 2007 e 2008, dos quais R$ 11,4 bilhões foram efetivamente pagos. Com os números em mãos, Caiado disse que o governo não terá condições de cumprir a promessa de ampliar em R$ 142 bilhões o montante previsto para as obras do PAC até 2010.

“Agora falam em executar mais de R$ 660 bilhões em dois anos. São mais de R$ 300 bilhões por ano, e a economia antes estava em crescimento. Agora estamos em crise, então eu pergunto: de onde vem esse dinheiro? É uma peça de ficção, não é um plano de governo”, disse.

Ao fazer um balanço do PAC nesta quarta-feira, Dilma anunciou a decisão do governo de aumentar em R$ 142 bilhões o montante previsto para as obras do PAC até 2010. Para o período pós 2010, foram acrescentadas obras que somam R$ 313 bilhões.

Com isso, o programa soma agora R$ 1,14 trilhão, R$ 455 bilhões a mais do que o previsto no lançamento, há dois anos. No inicio, a previsão era de gastar R$ 503,9 bilhões entre 2007 e 2010 e R$ 189 bilhões a partir de 2010. Agora, os gastos serão de R$ 646 bilhões e R$ 502 bilhões, respectivamente.

Até agora, o governo federal gastou apenas 60,32% do previsto no Orçamento da União para obras do PAC. No ano passado, foram efetivamente pagos R$ 11,4 bilhões por obras do programa, sendo que a dotação era de 18,9 bilhões. O valor empenhado (reservado para pagamento) em 2008 chega a R$ 17 bilhões.

Folha on line

Rizzolo: Lula quer de qualquer forma fazer Dilma sua sucessora. A pergunta de Caiado é procedente quando este aumento se dá num momento de crise. Volta-se à velha questão interpretativa das afirmações, quando o presidente Lula afirma prometer executar R$ 646 bilhões em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) até 2010, pode-se ter duas leituras, uma que não envolve a ministra Dilma, e outra que com ela isso sim irá adiante.

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Mantega: Brasil terá desaceleração e não recessão

BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que o Brasil terá uma desaceleração no ritmo de crescimento da economia este ano, mas não vai entrar em recessão. “Não vamos ter recessão em 2009 como ocorrerá em outros países. Não teremos crescimento negativo”, disse o ministro, após ser questionado sobre a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o País teria uma “retração” este ano. “Recessão é uma palavra que serve para países como Estados Unidos, para a Europa e para o Japão”, acrescentou Mantega, destacando que as expectativas de crescimento estão contaminadas pelo dados relativos à fase mais aguda da crise no fim do ano passado.

O ministro disse manter a meta de crescimento de 4% para este ano e que o Brasil vai crescer mais do que os outros países porque se preparou para a crise. Mantega afirmou que o dado negativo da produção industrial de dezembro, divulgado ontem, é consequência da combinação de falta de crédito e do “susto” das empresas com a chegada da crise ao Brasil. “O pessoal parou de produzir e começou a vender os estoques. A venda de estoques é uma maneira de se obter capital de giro. Algumas empresas até ficaram sem produtos, pois o consumo se manteve em dezembro”, afirmou. “Garanto que o consumo em dezembro será positivo, e em janeiro já teremos retomada dos investimentos porque as pessoas estão percebendo que a situação não é tão feia”, disse.

Agência Estado

Rizzolo: Na verdade, os bens duráveis foram os que mais sofreram com a queda de produção e da demanda no último trimestre de 2008. Eletrodomésticos, assim como os carros, e imóveis, bens de maior valor, que precisam de um financiamento, foram os que mais sofreram, já que o nó econômico se deu no primeiro momento justamente no crédito, não havia financiamento para mais nada. Para os carros, e imóveis o efeito foi ainda pior.

A produção de automóveis caiu 59% em dezembro de 2008, comparada à de dezembro de 2007. Foi um tombaço. O setor de bens de consumo duráveis como um todo teve uma queda de 34% de novembro para dezembro. O problema desta crise, é que ela chegou como uma parada brusca. Foi de uma hora para outra.

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Gabrielli fala em ajustes em plano 2009-2013 se faltar dinheiro

LONDRES (Reuters) – A Petrobras está preparada para cortar seu plano de investimentos ou buscar recursos de fontes que antes julgava pouco atrativas se tiver dificuldade para atender suas necessidades de caixa no ano que vem e nos próximos anos.

O presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, disse que a companhia ainda necessita assegurar 8,9 bilhões de dólares para os investimentos programados para 2010. E que também precisa refinanciar um empréstimo ponte de 5 bilhões de dólares no período de dois anos.

“Acreditamos que podemos financiar 2010 e achamos que há possibilidade de reduzir custos… se não for possível, se não formos bem-sucedidos, então teremos que fazer ajustes”, disse Gabrielli a jornalistas em Londres.

Segundo ele, 35 por cento do plano de investimentos de 174 bilhões de dólares para o período de 2009 a 2013, anunciado há pouco mais de uma semana, poderia ser cortado sem impactar projetos que já estão em construção.

A petroleira acredita que a queda nos preços de serviços e equipamentos no setor de petróleo e um valor maior esperado para a commodity poderiam compensar a falta de recursos.

No entanto, Gabrielli afirmou que a companhia poderia recorrer ao mercado internacional de bônus, mesmo considerando caras as condições atuais, para refinanciar o empréstimo ponte e para levantar o dinheiro que falta do total de 8,9 bilhões necessários para 2010.

Outra alternativa, segundo o presidente da companhia brasileira, seria securitizar vendas futuras de petróleo para levantar recursos, além de contar com linhas de financiamento de organismos de fomento nos países que podem fornecer equipamentos e serviços à Petrobras.

Gabrielli não quis fornecer uma estimativa de prazo sobre até quando a empresa manteria inalterado o seu plano de investimentos, tampouco forneceu uma previsão para lançar mão dos outros instrumentos financeiros.

Um pouco antes do presidente da Petrobras falar com os jornalistas, o diretor financeiro, Almir Barbassa, disse em um encontro com analistas que a estatal poderia vender reservas para levantar recursos, apesar de salientar que isso ainda não estava sendo proposto.

“Estamos confiantes de que conseguiremos financiar e implementar o plano de investimentos”, afirmou Barbassa.

O plano de investimentos de 174 bilhões de dólares anunciado com estardalhaço pela estatal ficou 55 por cento acima do volume de recursos previsto no período anterior (2008 a 2012), mesmo em meio à crise que dificulta a obtenção de crédito.

Reuters

Rizzolo: Demorou mas a Petrobras finalmente reconheceu a crise batendo suas portas. Há tempos muitos já afirmavam a crise financeira rondando a empresa. Já se fala em tudo, até na venda de reservas para levantar recursos. Gabrielli declarou que a empresa tem de assegurar US$ 8,9 bilhões para atender aos planos de capex (capital expenditure) em 2010 e ainda necessita refinanciar US$ 5 bilhões em empréstimos-ponte nos próximos dois anos. Segundo o presidente da Petrobras, 35% do plano poderia ser cortado sem impactar projetos que já estão em andamento.

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As palavras do Presidente e o aumento dos Spreads

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Foi num momento em que o otimismo deveria contaminar o povo brasileiro, principalmente às vésperas do Natal, que o presidente Lula conclamou a todos a consumir, a comprar, minimizando as possíveis causas da crise que abala o mercado internacional, deixando projetar em suas palavras, um eventual aumento no número de inadimplentes num futuro próximo.

Os dados econômicos a partir de setembro, desde que a crise se aprofundou, já demonstravam a desaceleração da economia, e o empresariado bem como os demais setores da sociedade, exigiam uma nova postura do governo, como a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e dos depósitos compulsórios, assim como a queda da taxa básica de juros ( Selic ).

O grande problema é que a crise financeira, e as perspectivas negativas para o Brasil, atrelada ao receio de de se verem diante de um “mar de inadimplentes” – até em função do apregoamento do consumo – fez com que a alta do spread bancário essencialmente nas operações de pessoa física disparassem. Em novembro, o indicador estava em 43,1 pontos e, em dezembro, fechou em 45, 1 pontos , na verdade o mais alto desde setembro de 2004.

Na verdade todos sabem que os spreads, tem uma estrita relação com o nível de inadimplência, e os dados da Serasa não mentem apontando uma tendência preocupante. Contudo em momentos de crise, é imperiosa a necessidade de se ter em conta que as instituições financeiras necessitam de maior rigor na realização de empréstimos para as pessoas físicas, realmente constatando se elas tem efetivamente condição de honrar seus compromissos. Através desta seletividade poderiam os bancos se absterem de cobrir a inadimplência por spreads elevados, e entrarem num compasso mais harmonioso com as medidas já adotadas pelo governo.

As palavras do presidente exortando ao consumo, o cenário ruim, e os dados da Serasa, fazem com que os bancos encontrem as justificativas legitimadas para que seus lucros cresçam ainda, mais fazendo com que as palavras do presidente encontrem guarida naqueles que apregoam uma maior intervenção do Estado no setor, com o uso dos bancos públicos. Podemos concluir que o discurso político está mais sintonizado com a viabilidade do crédito do que com a preservação dos interesses do setor financeiro, que nos últimos anos foi agraciado com lucros nunca antes auferidos.

Fernando Rizzolo

artigo de Fernando Rizzolo publicado pela Agência Estado em Conjuntura Econômica no dia 02 de fevereiro de 2009

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Após 8 anos, balança comercial fecha o mês com saldo negativo

SÃO PAULO – A balança comercial fechou o mês de janeiro com saldo negativo de US$ 518 milhões. O resultado vem de exportações de US$ 9,788 bilhões e importações de US$ 10,306 bilhões. Trata-se do primeiro resultado negativo mensal após uma série 93 meses de superávits consecutivos – desde março de 2001, quando a balança foi deficitária em US$ 274 milhões. Em 12 meses, o saldo acumulado na balança comercial continua positivo em US$ 23,305 bilhões.

Em janeiro de 2008, a balança registrou um superávit de US$ 922 milhões. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, dia 2, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pelo critério da média diária, o déficit registrado no primeiro mês deste ano (média diária de -US$ 24,7 milhões) representa um desempenho 158,9% menor que a média diária registrada em janeiro de 2008 (US$ 41,9 milhões).

A média diária exportada no mês (US$ 466,1 milhões) representou uma queda de 22,8% em relação ao desempenho médio diário registrado em janeiro de 2008 (US$ 603,5 milhões). Já as importações fecharam o mês com média diária de US$ 490,8 milhões, com queda de 12,6% na comparação com janeiro do ano passado (US$ 561,6 milhões).

Em relação a dezembro passado, a média diária exportada registrou queda de 25,8% e a média das importações foi 6,3% inferior.

O ministério ainda não estabeleceu uma meta para as exportações deste ano por causa dos efeitos imprevisíveis da crise, principalmente no primeiro trimestre. Por isso, o governo desenhou cinco cenários.

No melhor deles, as exportações vão atingir US$ 202 bilhões e no pior cenário, US$ 158 bilhões. O alento é que as importações também devem cair por causa da queda na atividade doméstica, afirmou na semana passada o economista-chefe da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), Fernando Ribeiro. O que garante o superávit anual.

Agência Estado

Rizzolo: O motivo para isso foi o pequeno superávit de US$ 127 milhões na última semana do mês, face a desastrosa medida de exigir a licença prévia de importação para cerca de 60% dos produtos que o país compra lá de fora. O resultado foi claramente influência da medida. Basta ver as médias da última semana do mês para as outras. Na realidade, temos um trimestre negro pela frente, o resultado só deve começar a mudar, se mudar, a partir de março, com o embarque da soja precoce, no Rio Grande do Sul.

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INDÚSTRIA: Apesar da demanda melhor, empresário está pessimista

SÃO PAULO, 30 de janeiro de 2009 – A perpecpção de aumento da demanda contribuiu para que a confiança dos industriais apresentasse discreta melhora em janeiro, se comparado com o cenário visto em dezembro, entrentanto, a expectativa de uma situação ruim no futuro continua forte entre os empresários. A constatação faz parte da Sondagem da Indústria de Tranformação divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo o levantamento, em janeiro, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) ficou praticamente estável face dezembro, ao passar de 74,7 para 75,1 pontos. Este é terceiro pior patamar da série iniciada em abril de 1995. “Apesar de registrar a primeira variação positiva após quatro recuos mensais consecutivos, a leitura do resultado de janeiro ainda não pode ser considerada favorável”, destaca a FGV em nota.

O avanço se deve ao Índice da Situação Atual (ISA) que aumentou 2,6%, influenciado pela melhora das avaliações a respeito do nível de demanda. Entre dezembro e janeiro, a proporção de empresas que o avaliam como forte aumentou de 2,2% para 8,3%, enquanto a parcela das que o consideram fraco elevou-se de 35,6% para 36,3% do total.

Em sentido oposto, o Índice de Expectativas atingiu o nível mais baixo da série histórica iniciada em abril de 1995, influenciado pelo indicador que mede o grau de otimismo em relação aos seis meses seguintes. Das 1.104 empresas consultadas, 12,8% prevêem melhora e 35,8%, piora da situação dos negócios no primeiro semestre de 2009. No mês passado, nas previsões feitas para o semestre entre dezembro de 2008 e maio de 2009, estes percentuais haviam sido de 25,3% e 37,6%, respectivamente. (Vanessa Stecanella – InvestNews)

Rizzolo: O importante é a análise do semestre, motivos ainda não sobram para que o empresariado fique pessimista. As perspectivas para a evolução da atividade econômica continuaram se deteriorando desde a última reunião do Copom, ainda que os dados de atividade na indústria venham em parte refletindo processo de redução de estoques, que tende a se esgotar. Note-se particularmente que, diante dos efeitos da crise internacional sobre as condições financeiras internas, a contribuição do crédito para a sustentação da demanda doméstica arrefeceu de forma intensa. Adicionalmente, a intensificação da crise internacional tem exercido influência negativa sobre a confiança dos consumidores e dos empresários.

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