Aos poderosos o lucro, aos pobres esmola, ao gastos ” segurança nacional”

Acordo com a notícia que no Brasil do ” governo progressista” de Lula o lucro do Itaú cresce 96,65% em 2007 e supera Bradesco; nada contra o lucro, mas contra a miséria que assola os 45 milhões de pobres do Brasil. Num desenho original de uma política voltada à população pobre, a trajetória do governo passou de um discurso socialista, para uma ação direcionada a prestigiar o capital, os grandes negócios, e principalmente face ao BC o amoral lucro dos bancos.

Tudo seria pouco, se na questão dos pobres, não prevalecesse a demagogia populista. A bolsa família, foi um instrumento de inclusão essencial no início de sua implementação, contudo, o desenvolvimento na geração de emprego a esse contingente fora preterido por uma aliança aos poderosos. Megaprojetos surgiram para beneficiar apenas o agronegócio, o capital internacional, e por fim os bancos. Aos pobres, como diz D. Cappio: esmolas. Por trás de um discurso de esquerda, apoiado por “pseudo socialistas”, segue Lula promovendo a desigualdade social, a improbidade com o erário público, as alianças espúrias, e o pior escondendo os próprios gastos da Presidência da República, com um argumento outrora utilizado pelo governo militar que é o de razões de ” segurança nacional “.

Bem colocou a questão sobre o pretexto de segurança nacional o mais antigo Ministro do Supremo Tribunal Federel (STF), Celso de Mello, segundo ele, ” Segurança nacional não pode ocultar desmandos”. Isso é preocupante, Lula insiste em esconder seus gastos na Presidência, e o deputado Carlos Sampaio (PSDB), que mais se coloca como um petista, parece invocar questões ” morais” para chancelar os desejos do presidente, da base aliada, e do PT, na tentativa de diluir a investigação tirando-a do foco, e trazendo o debate para desde a época do governo de FHC, amolecendo-o. Isto posto, podemos nesse cenário de pouca ética sintetizar o governo petista como o título acima nos propõe, apenas se indignando e contando talvez, mais uma vez, com a intervenção do nosso Nobre Judiciário, se provocado.

Fernando Rizzolo