Queda em Wall Street causa sexta-feira negra nas Bolsas da Ásia

Em meio a pior semana para o mercado financeiro desde o início da crise, as Bolsas da Ásia acabaram a semana com fortes perdas em uma verdadeira sexta-feira negra para os investidores. Em Tóquio, o maior mercado da região, a Bolsa caiu ao seu mais baixo nível em 21 anos seguindo a derrocada em Wall Street nesta quinta (9).

O índice Nikkei, que mede os negócios da Bolsa japonesa, desceu 11,3% nas primeiras horas da manhã, aos 8,115.41 pontos; no fim do dia, o indicador fechou em 9,62% negativo, aos 8.276,43. De acordo com a agência de notícias Reuters, os negócios foram os piores desde o crash de 1987. Tóquio fecha no vermelho há sete pregões consecutivos e vê uma queda acumulada de quase 20% só nesta semana.

Os mercados na Austrália, na Tailândia e nas Filipinas operavam todos com quedas superiores a 7%. A Coréia do Sul fechou o pregão com recuo de 4,13%. Xangai (China) encerrou o dia em baixa de 3,57%. Hong Kong terminou a sexta-feira em baixa de 7,19%, aos 14.796,87 pontos.

Na região, a crise provocou a primeira queda de uma seguradora. Em meio a uma dívida de 269,5 bilhões de ienes (US$ 2,7 bilhões), a japonesa Yamato Life Insurance pediu falência. Além disso, o BoJ (Banco do Japão, o Banco Central do país) foi obrigado a realizar sua 18ª injeção seguida de dinheiro para aliviar a situação econômica no Japão.

Hoje foram mais 4,5 trilhões de ienes (US$ 45,367 bilhões), o que soma mais de 334 trilhões de ienes (cerca de US$ 332 bilhões) colocados no mercado desde a derrocada do banco de investimento americano Lehman Brothers.

“Isto é pânico. Em Nova York não há nada mais em que confiarmos”, disse Takashi Ushio, do Marusan Securities. “Os investidores estão loucos atrás de recuperar algum dinheiro. Um fio de confiança se transformou em pânico.”

O investidor Kenji Akasaka afirmou que nunca viu nada igual na Bolsa de Tóquio em mais de 40 anos. “Eu rezei antes de ir dormir [na quinta-feira] para que o Dow Jones se recuperasse”, disse. “Perdi o sono, pensando nas perdas.”

Recessão

Fato é que o Dow Jones, principal indicador da Bolsa de Nova York, afundou 7,33%, aos 8.579,19 pontos, ontem. A retração arrastou os mercados (no Brasil, inclusive) e deve provocar efeitos ainda maiores nesta sexta, segundo analistas.

O acumulado de sete dias do Dow Jones, cujas quedas somam 20,9%, são os maiores desde 1987 –quando a queda foi de 23,8%, em 20 de outubro.

“Não há chão para os mercados atualmente”, disse Francis Lun, da Fulbright Securities em Hong Kong. “E não há qualquer indicação quando isso vai parar.”

A última notícia que pesou foi a revisão dos “ratings” (notas dadas por agências especializadas) das montadoras GM (General Motors) e Ford. A Standard & Poor’s rebaixou o da GM e colocou a nota da Ford em perspectiva negativa.

Além disso, os operadores citaram o pessimismo com o início da temporada de divulgação dos balanços de grandes bancos americanos. Temem-se os novos rombos com os créditos “subprimes” (dado a pessoas com histórico de inadimplência, a raiz da crise nos EUA).

Outra fonte de preocupação entre os analistas americanos veio dos números dos pedidos semanais de seguro-desemprego no país. O volume caiu em 20 mil na semana passada, mas o total está em níveis que, segundo analistas, indicam que a economia ou está perto da recessão ou já se encontra em uma.

As novas quedas ocorrem mesmo após a ação coordenada inédita, o Federal Reserve (banco central dos EUA), o BCE (Banco Central Europeu), entre outros bancos centrais, decidiram um corte extraordinário e conjunto de juros, para animar as respectivas economias. A decisão, embora tenha recebido elogios de analistas que pediam um ação global para deter a crise financeira, teve efeitos restritos sobre o dia dos mercados financeiros.

Folha online

Rizzolo: É uma satisfação estar ao lado de vocês novamente depois de um jejum por mais de 24 horas. Porém, ao que parece, a situação no mercado financeiro mundial não aponta ter cedido em nada, muito pelo contrário, a reação das Bolsas da Ásia denotam a profundidade da crise. As novas medidas de regulamentação baixada ontem em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), são boas, segundo elas, a autoridade monetária poderá impor, caso julgue necessário, medidas como: proibir novas linhas de negócios, obrigar o banco a vender ativos, suspender a distribuição de dividendos e proibir a concessão de aumentos salariais para os administradores. As normas também deixam claro que não serão aceitos créditos “podres”dos bancos. Na verdade, essas exigências estão em linha com as práticas já adotadas na Europa e nos Estados Unidos, que por sinal pouco efeito até agora surtiram.

Contudo, uma questão preocupante, é o efeito da desvalorização do real como componente inflacionário e sua inter – relação nas taxas de juros, bem como o custo financeiro repassado, e neste caso existem duas variantes: uma de aumento outra de corte das taxas; pode ser que a queda nas commodities, supra um efeito de alta dos juros. Não acredito que o governo terá sucesso a médio prazo em conter a alta do dólar, e questiono até que ponto é valido as maciças e sistemáticas intervenções no mercado de câmbio, disponibilizando as reservas cambiais, sem ter uma noção da profundidade da crise.

De qualquer forma, governo nestes últimos dias tem reagido bem, mas vale lembrar que os 208 bilhões de dólares, de reservas, podem não ser suficientes para o buraco que hoje desespera até a Ásia. Economia é antes de tudo sensibilidade, e nas crises saem melhor aqueles que exergam longe, e hoje no Brasil a questão cambial é o principal problema, e poderá se tornar, a porta de entrada para os maiores desafios a serem enfrentados.

Crise ‘apaga’ bons prospectos para economias emergentes, diz jornal americano

Uma reportagem publicada nesta terça-feira no “Wall Street Journal” afirma que “os prospectos para os mercados emergentes estão se apagando” diante da crise mundial, que já se espalha por economias industrializadas e em desenvolvimento.

O artigo expressa uma leitura amplamente divulgada nos principais jornais europeus e americanos – a de que os países emergentes, até então considerados mais preparados para enfrentar um futuro de instabilidade, “não estão imunes à crise”.

“Embora muitos mercados emergentes ainda tenham prospectos mais cor-de-rosa que os Estados Unidos ou a Europa, eles agora enfrentam um ambiente drasticamente diferente daquele de alguns meses atrás”, escrevem os repórteres do “WSJ”.

“Os preços das commodities, uma importante fonte de exportações das economias em desenvolvimento, tombaram. Ao mesmo tempo, os custos de empréstimos para as companhias aumentaram como parte da crise de crédito, dificultando seu acesso a capital”, afirma.

O diário financeiro americano destaca a queda de 5,4% da Bolsa de Valores de São Paulo, em um dia em que as ações chegaram a cair 15% e o sistema de contenção de perdas foi acionado duas vezes. A queda de 19% da Bolsa de Moscou também foi destaque nas reportagens desta terça-feira.

Ao mesmo tempo, as moedas de países como o Brasil, a Turquia, a Coréia do Sul e o México, se desvalorizaram em relação ao dólar americano, à medida que investidores se desfaziam de ativos considerados de maior risco.

‘Fundamentos’
Para o jornal britânico “Financial Times”, a força com que a crise afetou os mercados em desenvolvimento “desfaz a idéia de que os maiores mercados emergentes de Brasil, Rússia, Índia e China – os Brics – estavam imunes à crise”.

No entanto, diz o jornal, “as perdas recentes confundem os fundamentos em muitas destas economias, já que governos introduziram reformas cruciais” para fortalecê-las contra riscos econômicos.

Um investidor ouvido pelo jornal sintetizou o que seria esta “confusão”:

“Que economia é mais forte, a do Brasil ou da Itália? Os fundamentos econômicos ainda são mais fortes nas economias emergentes”, afirmou, segundo o “FT”.

Desenvolvendo raciocínio na mesma linha, o “The New York Times” cita o caso do Brasil. Avalia que o país “fez mais que qualquer outro país na América Latina” para tentar garantir tranqüilidade diante de turbulências: acumulou reservas de US$ 200 bilhões e diversificou suas exportações para reduzir a dependência em relação à demanda nos Estados Unidos.

Passos semelhantes foram tomados por outros países emergentes – mas a “saúde relativa (dessas economias) inspira pouca fé nos mercados”, lamenta o “NYT”.

“Muitas das economias mais dinâmicas do mundo pensaram que estavam imunes dos problemas no mundo desenvolvido. Mas economistas afirmam que uma turbulência simultânea na Europa e nos Estados Unidos é demais para suportar.”
BBC/Folha online

Rizzolo: A disparada do dólar hoje -a pior desde janeiro de 1999 -, no mercado indica que a crise passa no Brasil pelo “fator confiança”. As previsões não são nada boas, com a escassez de crédito, o custo financeiro aumenta, e isso, em conjunto com o fator cambial, insinua uma inflação nos preços, que irão absorver tais cusos. Alem disso, com o preço das commodities despencando em conjunto com a indisponibilidade de crédito abundante ao produtor, nos aponta dois fatores explosivos em sentido contrário.

O que salta aos olhos, é a ingenuidade política do governo em subestimar a crise desde o início; há duas semanas atrás o presidente Lula afirmava que crise “era um problema de Bush”. Da mesma forma em que se constata o despreparo político econômico, o governo continua com os gastos públicos nas alturas; com o “vamos pisar no acelerador”; talvez alguém deverá alerta-los que gastos públicos pródigos com crise não combinam. De qualquer forma o dólar descansa quinta-feira no Yom Kipur, assim esperamos.

As “bolhas” eminentes

O aumento do limite da dedução de compulsórios para R$ 300 milhões, e a disponibilização de R$ 24 bilhões exclusivos para a compra de carteira de bancos menores e ampliação da linha de crédito para exportações em R$ 5 bilhões, provavelmente não será suficiente para deter a crise no mercado financeiro. Hoje a força motriz da crise é o “fator confiança”. A queda do preço das commodities, e a incerteza de que realmente a antecipação de R$ 5 bilhões para o crédito rural sejam suficientes, acabam sendo fatores que contribuem para o aprofundamento da crise no Brasil.

No âmbito internacional, não há dúvida que a China irá exportar e consumir menos, e isso poderá gerar um tipo de “bolha chinesa”, vez que terão que direcionar sua produção para o mercado interno, ainda pobre e com um consumidor de caráter poupador, pouco induzido ao consumo. O fato do consumo interno dos emergentes diminuir, nos levará ainda mais a uma desvalorização das commodities que são hoje nosso carro chefe exportador.

Por outro lado, a escassez de crédito no Brasil, irá gerar um custo financeiro maior, que em conjunto com a desvalorização cambial rápida, nos levará certamente a um índice de inflação maior em 2009. Por último, ficaria a dúvida se as reservas acumuladas no país serão efetivamente suficientes em casos de tempestades que ainda estarão por vir, até porque não sabemos a dimensão da crise.

Talvez a questão mais interessante e que nos levaria a uma reflexão nesta crise, é o fato de que o mundo está à beira de estatizar o sistema bancário; na verdade, a atribuição à crise pela pouca intervenção estatal ocorrido no setor bancário privado mundial, nos levou a reconsiderar o papel regulador do Estado, condenando de vez o liberalismo financeiro. Uma bandeira ideológica do passado, virou a verdade atual; o que de certa forma, em vista da influência da esquerda em alguns países como o Brasil, trouxe do ponto vista econômico interno certo conforto.

Na verdade, o governo deve repensar sua política de gastos públicos, até porque não haverá dinheiro suficiente para pisar no acelerador, e socorrer a economia num momento crucial como este. A grande diferença da crise do momento em relação às outras, é que além do fator risco, os provedores de crédito poderiam até não se contaminar pelo ” fator confiança”, mas o pior é que desta vez a maioria nem sequer tem mais recursos para emprestar.

Fernando Rizzolo

Mesmo com inflação, vendas no varejo têm forte alta em maio

Depois da perda de fôlego em abril, as vendas no comércio varejista voltaram a crescer com força em maio, exibindo alta de 10,5% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 0,6% sobre o mês anterior, na série com ajuste sazonal. O segmento de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que havia patinado em abril, subiu 8,4% na comparação com maio de 2007, mesmo num cenário de aumento da inflação.

As vendas de alguns bens fortemente dependentes de crédito seguiram robustas: as de equipamento e material para escritório, informática e comunicação aumentaram 29,9%, enquanto as de móveis e eletrodomésticos tiveram alta de 16,1%. Já o comércio varejista ampliado, que inclui veículos e motos e material de construção, teve um desempenho mais fraco, com avanço de 11,3% em relação a maio de 2007. Em abril, a alta tinha sido de 15,8%.

De janeiro a maio, o comércio varejista cresceu 10,9% em relação aos cinco primeiros meses de 2007, mais do que os 10,3% registrados nos 12 meses até maio e os 9,7% de 2007.

Em abril, o segmento de hiper e supermercados cresceu apenas 0,5% sobre o mesmo mês do ano anterior e recuou 0,2% na comparação com março, na série com ajuste sazonal. Um dos motivos que explicam o resultado fraco é que a Páscoa neste ano caiu em março, como explica o economista-chefe da corretora Convenção, Fernando Montero.

Em maio, as vendas do segmento voltaram a subir com força, respondendo por 39% da alta do comércio varejista no mês e sendo “responsáveis pela maior contribuição à taxa global do varejo”, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta dos preços de alimentos afeta o poder de compra dos consumidores, especialmente dos mais pobres, mas o aumento do salário mínimo pode ter ajudado a conter esse impacto negativo, acredita o analista Alexandre Andrade, da Tendências Consultoria Integrada. O reajuste de R$ 380 para R$ 415 entrou em vigor em março e entrou pela primeira vez no bolso de aposentados, pensionistas e assalariados em abril.

O Instituto para Estudos do Desenvolvimento Industrial (Iedi) viu sinais de moderação do ritmo de crescimento das vendas já em maio. O Iedi observa que, no caso do comércio varejista ampliado, a alta de maio, de 11,3%, foi inferior aos 14,2% do acumulado no ano. Esse indicador inclui o segmento de veículos e motos, partes e peças e o de material de construção, que tiveram vendas muito significativas em abril. O primeiro aumentou 29,3% e o segundo, 19,5%. Em maio, o ritmo arrefeceu, mas os percentuais permaneceram elevados. As vendas de veículos e motos, partes e peças subiram 14%, acumulando alta de 21,4% no ano. No caso de material de construção, a elevação foi de 6,3% em maio. Nos cinco primeiros meses do ano, o crescimento ficou em 11,5%.

Fonte: Valor Econômico
Rizzolo: O aumento das vendas em maio demonstra a robustez da nossa economia muito embora exista um componente inflacionário. Com efeito, não há como vivenciarmos um aquecimento do mercado sem uma pequena inflação. Pior com certeza, é o que está ocorrendo nos EUA, recessão com inflação. No nosso caso estamos ainda dentro da meta inflacionária anual, e não há porque os profetas do apocalipse se apressarem apregoarem mais altas de juros. Nossa economia está se fortalecendo face a um aumento do mercado interno, à oferta de crédito; do outro lado da ponta, temos a produção ou a oferta nos níveis adequados à demanda e isso é muito bom.

Alta dos alimentos e petróleo é criada por bancos que perderam com imóveis nos EUA

O presidente Lula denunciou, em pronunciamentos durante a reunião do Mercosul, na Argentina, na terça-feira, e também no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009 (ver ainda matéria na página 5), na quarta-feira, em Curitiba, com o governador do Paraná, Roberto Requião, a especulação externa com alimentos e petróleo. Ele informou que vai cobrar dos países ricos uma ação contra os especuladores, durante a reunião do G8, na próxima semana. Abaixo os principais trechos dos pronunciamentos.

“Os bancos que perderam dinheiro na especulação imobiliária estão agora tentando ganhar dinheiro especulando com o alimento e especulando com o petróleo. Não há nenhuma outra explicação para o petróleo estar a 140 dólares. Quando a gente pergunta à Petrobrás, ao nosso amigo Chávez, a quem tem petróleo, eles falam: ‘É o consumo da China, porque a China compra tudo’. É meia-verdade. A outra verdade é que a quantidade de petróleo vendido no mercado futuro é igual ao consumo da China. Portanto, não é uma China, são duas Chinas: uma real, que consome; a outra, fictícia, que está especulando.

“Sobre a crise imobiliária americana, vejam que o FMI não está lá, eles não falam de ajuste fiscal, os bancos europeus que perderam bilhões e bilhões não aparecem na conta. Se fosse o coitado do Brasil, estaria todo mundo aqui querendo meter o bedelho, como se nós fôssemos um potinho de água benta, todo mundo querendo colocar o dedo. Lá eles vivem uma crise profunda e não se mexem.

“Eu lembro perfeitamente bem daquela reunião na cidade de Lima, com a União Européia, em que eu imaginava que esses temas viriam a público. Como não houve espaço para que nenhum de nós falasse, o máximo que nos coube foi ser relatores dos grupos a que pertencíamos. Os oradores foram europeus, e não entrou nem o tema dos alimentos, nem o tema do subprime.

“Parece que não aconteceu a crise, parece que os Bancos Centrais europeus não perderam dinheiro, e até agora o FMI não deu um único palpite de como os americanos devem consertar a sua economia, em função da especulação. Esse assunto também não está sendo discutido.

“O dado que é, eu penso, preocupante, é que nós temos dois produtos importantes (milho e soja) no desenvolvimento dos nossos países, e também na alimentação da Humanidade, que não estão sendo discutidos com muita clareza. Primeiro, o chamado mercado futuro de alimentos: no Brasil eu criei uma equipe de economistas para investigar e pesquisar o que existe de verdade por trás disso. O dado concreto é que tem uma especulação no mercado futuro que permite a um produtor de milho ou de soja vender a sua produção de três anos sem ter produzido – e o que pode ser grave é que o preço no mercado futuro precifica o preço do presente. Isso pode ser extremamente grave. É preciso que a gente aprofunde essa investigação para saber o que está acontecendo de verdade”.

REUNIÃO DO G-8

“É esse discurso, Requião, que eu pretendo levar na semana que vem ao G-8, em Tóquio, quando vou me encontrar com os países ricos.

“O mundo desenvolvido, companheiros, quando quer discutir o preço dos alimentos, joga a culpa em cima da cana-de-açúcar. Eu fui agora na FAO e disse para eles não apontarem seus dedos sujos de óleo e de carvão para o etanol limpo deste país. Eles não querem discutir quanto o petróleo tem de incidência no custo do fertilizante, eles não querem discutir quanto o petróleo tem de incidência no custo do frete, no custo da energia, eles não estão dispostos a discutir isso. E também não têm nenhuma explicação para o petróleo estar a 140 dólares o barril, nenhuma explicação.

“Temos que nos preparar para enfrentar isso. Aqui no Brasil, este lançamento do Plano de Safra é a primeira etapa. Amanhã, lançaremos o plano da agricultura familiar, em que também teremos uma palavra de ordem: dobrar a produção de cada pequena propriedade. Vamos anunciar o financiamento de 60 mil tratores para a agricultura familiar. Nós queremos fazer uma revolução, porque, quando o mundo precisar comer, o Brasil tem que dizer: venha comprar, o Brasil tem para vender.

“Tudo isso, que é tratado pela imprensa como se fosse uma crise e é vendido no mundo como se fosse uma crise, nós, brasileiros, sem nenhuma arrogância e sem nenhuma presunção, precisamos encarar que o que para os outros é uma crise, é para nós uma extraordinária oportunidade de nos transformarmos verdadeiramente no celeiro do mundo, que tanta gente preconizou a vida inteira”.

MERCOSUL E IMIGRAÇÃO

“Há alguns anos este bloco parecia desacreditado. Nossas economias passavam por dificuldades e muitos de nós experimentávamos sentimentos de frustração. Os parceiros menores sentiam, com razão, que não lhes chegavam os benefícios da integração. Resolvemos enfrentar as dificuldades dobrando a aposta no Mercosul.

“A lógica que predominava aqui na América do Sul era a lógica de quem era mais amigo da Europa ou de quem era mais amigo dos Estados Unidos. Eu lembro que a Argentina tinha um presidente, e o Brasil tinha outro, que ficavam disputando quem conversava mais com os governantes da Europa e dos Estados Unidos. Nós não precisamos disso.

“Hoje estamos colhendo os frutos das decisões tomadas ao longo desses últimos anos. O Mercosul demonstrou ser um instrumento fundamental para aumentar o comércio, fomentar os investimentos e gerar empregos. Permite aos nossos cidadãos se conhecerem melhor e se sentirem cada vez mais parte desse projeto comum.

“Vocês acompanharam a lei da imigração, aprovada pelo Parlamento Europeu, vocês estão acompanhando a lei da imigração feita pela Itália, e eu tenho claro que só tem um jeito da gente evitar imigração: garantir a possibilidade de trabalhar e de viver no seu país de origem. Se não for assim, as pessoas vão migrar para outros países”.

Hora do Povo

Rizzolo: Existe muita lógica nas palavras de Lula, realmente ocorre uma recuperação dos ativos que se foram coma crise irresponsável das ” subprime”, mas o maior responsável pela inflação mundial, é a inclusão da população chinesa no mercado consumidor . Os trabalhadores chineses passaram a comer mais, os indianos também, enfim o mundo passou a produzir mais e por conseqüência a consumir mais também. Já a nossa inflação é um tanto fabricada, o temor, a exaltação ao perigo inflacionário é puramente político até porque estamos dentro do aceitável, nós e o Canadá.

No capitalismo a ação de recuperação dos ativos é normal, agora há uma restrição no tocante ao Brasil, temos que rever os gastos públicos, e não me refiro aos projetos sociais como o Bolsa Família mas aos reajustes aos comissionados petistas, nisso volta a bater no Lula, no demais concordo com o presidente. É como eu sempre digo, Lula pode não ter cultura acadêmica, mas tem um cérebro bom, ágil e inteligente o que estraga é o partido dele. Bem faz ele em se distanciar.

Governo quer produção maior de alimentos para combater crise

Depois de elevar os juros e o superávit primário, o governo agora pretende controlar a inflação com um incremento na produção de alimentos. Segundo reportagem publicada nesta sexta-feira na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), os agricultores terão R$ 65 bilhões para financiar a próxima safra e outros R$ 13 bilhões serão destinados a produtores familiares.

As medidas farão parte de pacote agrícola a ser anunciado no início de julho pelo presidente Lula. Segundo o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura), as medidas discutidas nesta quinta-feira serão suficientes para elevar a produção de alimentos em 5%, alcançado 148 milhões de toneladas.

No ano passado, o financiamento à safra foi de R$ 58 bilhões e à agricultura familiar, de R$ 12 bilhões.

A reunião foi realizada ontem com a equipe econômica, economistas de fora do governo e o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

Leia a matéria completa na Folha, que já está nas bancas.

Inflação

Ontem, a Folha noticiou que Lula realizou uma reunião com a equipe econômica e conselheiros informais para discutir medidas de controle do gasto público e de restrição à expansão do crédito.

O presidente convocou a reunião para analisar uma maneira de evitar que a inflação –cuja meta é de é de 4,5% para 2008– supere os 6,5% neste ano.

Após a reunião desta quinta, o ministro da Agricultura afirmou que serão propostas ações de curto e longo prazos com a preocupação também de não degradar o ambiente.

“Acho que está se tentando caminhar em duas linhas. Uma, com a visão a longo prazo, que é a agricultura sustentável. Procurando fortificar o pequeno agricultor. E uma segunda linha que é aumentar alimentos”, afirmou.

Stephanes disse ainda que no dia 2 de julho o presidente deve anunciar em Chapecó, no interior de Santa Catarina, as medidas para estimular a agricultura familiar. As medidas de incentivo à agricultura comercial saem no dia seguinte, em solenidade no Palácio do Planalto.

Além de Stephanes, participam da reunião o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o senador Aloizio Mercadante, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) e o economista Luiz Gonzaga Beluzzo, entre outros.

Folha online
Rizzolo: O presidente Lula acertou quando na concepção de se controlar a inflação, decidiu pelo aumento da produção de alimento. Aliás, este Blog já há tempos, para não dizer há muito tempo, tem alertado a forma errônea de se enfrentar a inflação tendo apenas como foco o combate ao aumento da demanda na forma de aumento dos juros. Países que atualmente enfrentam o crescimento com pressões inflacionárias, como a China, combatem a carestia com um aumento da oferta, com crescimento, com produção, com desenvolvimento. A contenção dos gastos públicos também faz parte da política, contudo, num País que ainda pouca estrutura tem por parte do Estado nas implementações das políticas públicas, isso se torna um pouco mais difícil. Em relação ao tabelamento de preços, já está mais que consagrado que isso não funciona. O presidente Lula parece ter entrado numa rota de visão macroeconômica certa. Boa notícia.

Meirelles açula expectativa de inflação para o BC elevar juros

Meta de Meirelles é combater o crescimento, não a inflação

Em abril, o IPCA ficou em 5,04%, portanto dentro da meta estabelecida de 2,5% a 6,5%

No sábado, em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Banco Central afirmou:

A) “… um aumento do superávit primário tem vantagens importantes (….). Isso tenderia a baixar as taxas de juros do país a longo prazo”.

Ou seja, ele propugna que os bancos passem a receber mais do Tesouro (“aumento do superávit primário”), mas, se depender dele, nem assim haverá baixa dos juros a curto prazo. Aliás, nem a médio prazo.

B) “… existe, sim, uma inflação de alimentos, mas não é só de alimentos. (….) Temos desde a inflação de matérias primas, metais, não metálicos, químicos, petróleo e uma atividade bastante aquecida levando também a uma inflação na área de serviços (….) o Banco Central vai manter a inflação na meta. (….) a taxa de juros juntamente com o sistema de metas de inflação têm se revelado no mundo todo como o mecanismo mais adequado para a aplicação da política monetária. (….) a meta de inflação (….) e a taxa de juros (….) é o sistema consagrado no mundo todo”.

Em que mundo vive o cara-pálida? Durante os 19 anos (1987-2006) em que ocupou a presidência do banco central norte-americano, Alan Greenspan se lixou para as metas de inflação. Onde foi que tal sistema foi “consagrado”?
Porém, o mais importante é que Meirelles garante aos habitantes do seu mundo que os juros vão continuar a subir… por causa da inflação.

PRETEXTO

No entanto, em abril, a inflação (IPCA/12 meses) ficou em 5,04%. Portanto, dentro da sua “meta de inflação” (formalmente estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional), que vai de 2,5% a 6,5%. Para maio, até os especuladores disseram esperar uma inflação de 4,73% em 12 meses (cf. o “boletim Focus”, do próprio BC, divulgado na segunda-feira, 26/05). Portanto, mais baixa ainda.

Então, de onde Meirelles tirou essa inflação aterrorizante, que estaria rondando a soleira da porta dos brasileiros? Obviamente, da sua necessidade de ter um pretexto para aumentar os juros.

Há um aumento de preços dos alimentos, devido à especulação desvairada no mercado internacional – um aumento sobre o qual, portanto, nada adiantaria um aumento de juros.

Porém, Meirelles resolveu transformar isso em inflação ampla, geral e irrestrita.
Com o presidente do BC propalando que a inflação está de volta, o que fará o atacadista, ou mesmo o dono da venda da esquina? Por que ele não se defenderia dos aumentos de preços com que terá de arcar, aumentando seus próprios preços? Se é o presidente do BC que está avisando que vem aí uma onda inflacionária, o que fará o fabricante e o comerciante, senão aumentar os preços por antecipação, para não ser vítima dos aumentos nas matérias-primas ou nos produtos já manufaturados?
Desde quando um presidente do BC pode: 1) dizer aos especuladores que os juros dos títulos públicos vão aumentar por um longo período? 2) dizer que aos industriais e comerciantes que seus preços vão aumentar? O incrível – nos perdoe o presidente Lula, cuja política de crescimento é a maior prejudicada com isso – é que Meirelles não seja chamado a responder perante a polícia e a Justiça.

O alvo, certamente, é a política de crescimento, sintetizada pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Por isso, Meirelles fala em “atividade bastante aquecida” e outros termos semelhantes. O indesejável é o crescimento e suas consequências – o aumento do emprego, do consumo, das vendas da indústria e do comércio, e o aumento dos recursos do Estado para o desenvolvimento.

Mas como Meirelles falsifica a inflação para criar uma onda inflacionária real – e, assim, ter pretexto para aumentar os juros sem que lhe caia na cabeça a espada proletária do supremo magistrado?

Para isso, ele inventou uma nova teoria: a de que não basta atingir a meta de inflação, isto é, ficar dentro da banda, mas atingir o centro da meta (4,5%) – senão o mundo cairá no abismo.

É verdade que o próprio sistema de “metas de inflação” é apenas uma excrescência inventada para extrair juros dos países periféricos. O critério desse sistema não é a realidade, mas um número artificial, que não leva em consideração as necessidades de crescimento, as potencialidades do país ou as carências da população. Repare-se que esse número (ou essa banda) só não é arbitrário em relação a uma questão: tem que ser o melhor possível para garantir que os juros continuem altos.

Assim, com uma meta artificialmente baixa, qualquer aumento da atividade produtiva e comercial parece provocar uma inflação quase desvairada. Na verdade, o que está errado é a meta, não a inflação. Esta aparece como alta apenas porque se escolheu uma meta completamente fora da realidade. Na definição da meta de 2005, Meirelles cortou a banda da inflação em 0,5, sem nenhum motivo e sem nenhuma fundamentação (cf. o testemunho do ex-ministro José Dirceu, HP, 14/05/2008).

Mas, como esses truques de mágico de mafuá não conseguem mais sustentar a política de juros altos, Meirelles fez duas inovações: a banda da meta de inflação deixou de ser banda. Só vale o “centro” da meta. A segunda inovação é propagandear a inflação, e, assim, provocar uma inflação verdadeira.

Na verdade, o sistema é tão frágil que até Meirelles é capaz de avacalhá-lo.

C) “Uma das razões da elevação do déficit de transações correntes é o aumento das importações, impulsionado pela demanda interna, que está bastante aquecida. Um dos mecanismos é exatamente um ajuste monetário que faz com que haja uma moderação desta demanda doméstica”.

Ou seja, também para a diminuição do saldo comercial, a solução é aumentar os juros. Que essa diminuição do saldo, com aumento das importações, tenha sido causado pela depreciação da cotação do dólar frente ao real, por sua vez causada pelos juros altos que atraem montanhas de dólares para dentro do país, é coisa que Meirelles passa por cima.

D) “É exatamente uma política monetária rigorosa, a não hesitação do Banco Central de manter a inflação na meta, é que garante o crescimento”.

ENTRAVE

Aqui passamos para o campo do franco cinismo. Não é o PAC nem os esforços do governo, os investimentos públicos, etc., que estão garantindo o crescimento. O que garante o crescimento são os aumentos de juros do Banco Central, justamente o maior entrave a que o país cresça. Mas talvez ele não esteja falando do Brasil. Pode ser que esteja falando da economia dos EUA. Realmente, uma das coisas que impede que ela vá para o necrotério esperar pelo sepultamento, são os bilhões que os bancos norte-americanos estão retirando do Brasil, sob a forma de juros, devido a Meirelles.
Mas, vejamos a última pérola. Perguntado sobre a efetividade de elevar o depósito compulsório dos bancos para reduzir um suposto “descompasso” entre a oferta e a procura, disse Meirelles que:

E) “Já está bastante acima da média e dos máximos praticados em outros países. A experiência do Banco Central, e de diversos bancos centrais do mundo, é de que o meio mais eficiente é exatamente o manejo da taxa básica, no caso do Brasil, a taxa Selic”.

Sintomático que ele diga que o depósito compulsório “já está bastante acima da média e dos máximos praticados em outros países”. E a taxa básica de juros, que é a maior do mundo, não está? Por que isso não serve como argumento para não aumentar os juros básicos?

Certamente, um aumento do depósito compulsório é também um aumento dos juros – mas não dos juros básicos, não dos juros dos títulos públicos, e sim das taxas dos bancos privados. Para Meirelles, portanto, não adianta qualquer aumento de juros, pois o objetivo do aumento é assaltar o Estado.
Hora do Povo
CARLOS LOPES

Rizzolo: Para Meirelles, a inflação parece ser um grande negócio. Na nobre argumentação clara e cristalina do impecável texto de Carlos Lopes, observa-se de que forma se dá a indução às propostas de mais aumento de juros, na visão anti desenvolvimentista de Meirelles, que em última instância, apregoa além de juros altos, uma maior transferência dos recursos do Tesouro aos bancos. (superávit primário).

O foco de um eventual combate à inflação que está ainda dentro do patamar, 2,5% a 6,5% seria sim, uma maior oferta de produtos de bens, desenvolvendo a produção, aumentando o mercado interno, para isso, como já disse inúmeras vezes o foco tem que ser o desenvolvimento e não o aumento dos juros focado apenas na inflação, o que traz inúmeros especuladores derramando no País uma quantidade enorme quantidade de dólares, valorizando ainda mais o Real, e impedindo as exportações ao mesmo tempo em que eleva o déficit de transações correntes. Só não vê quem é cego ou tem interesses em especular. Tenho pena do pobre empresário brasileiro, aquele que não consegue exportar, e observa os envios das enormes remessas de lucros feitas pelos beneficiados com a política do BC. Falta patriotismo, hein!

A lógica da “velha doença desgraçada “

Muito se tem falado principalmente nos EUA, sobre as famosas “teorias conspiratórias”, elas são de toda ordem, desde conspirações internas quanto externas, existe inclusive sites que se dedicam a este tipo de paranóia que gera aficionados pelas suas fantasias persecutórias. No Brasil, elas também existem, contudo, o nível de persecução é de menor intensidade dado ao fato de que a clareza das intenções geralmente salta aos olhos.

Os EUA passam por um crise recessiva, onde a moeda americana se desvaloriza em relação a outras moedas devido a uma má gestão financeira, e pouca participação do governo na regulamentação das regras bancárias do País. A crise das “subprimes”, está levando a cada dia mais instituições financeiras a encontrar dificuldades em cumprir suas obrigações. A decisão do Fed em diminuir a taxa de juros não acomodou as incertezas, e o maior País capitalista enfrenta agora as agruras financeiras que antes afetavam apenas os em desenvolvimento.

O nosso autônomo Banco Central e os integrantes do Copom, interessados em determinar a porção ou o quinhão do crescimento do Brasil, insistem naquilo que venho afirmando há tempos : travar o País. A firme disposição demonstrada na última reunião do Comitê de Política Monetária ( Copom), em insinuar desde já, um aumento das taxas de juros, beneficiando dessa forma o capital especulativo, nos leva a pensar nas boas e nas más intenções do Comitê. Mas o que estaria por trás dessa insistência? Como diz o ex-ministro Delfim Neto ” o Banco Central exagera ao imaginar que o País vai apresentar no curto prazo ” uma inflação devastadora”. Mas o recado está dado, aguardem por que como diz a velha historinha ” o gato subiu no telhado”, depois disso ele escorregará, cairá, e enfim sucumbirá.

Mas voltando a velha teoria conspiratória, entendo que no Brasil ela não existe, ate´porque os recados são claros, cristalinos. A política do Banco Central vem sim beneficiar os EUA com uma economia debilitada no momento, fazendo com que economias com grande potencial de desenvolvimento, como a do Brasil, permaneçam na sua mediocridade; ao mesmo tempo que especuladores se confraternizam e festejam os altos lucros auferidos com as nossas taxas de juros. Trazem com eles, ” na sacola”, uma verdadeira enxurrada de dólares para investimentos em títulos públicos, inundando o Brasil com a moeda americana, já enfraquecida, e deixando o nosso pobre empresário exportador morrer lentamente, sem contar com os efeitos negativos na nossa balança comercial. Depois, numa atitude passiva, típica da “conciliação lulista”, já sabendo de antemão que o cerne da questão não foi atacado, Mantega apresenta soluções inócuas, e como Meirelles em sentido contrário já antecipa, serão necessárias outras mais enérgicas.

É um triste fim de uma situação política econômica, onde através de um discurso elaborado dialeticamente às massas como a ” velha doença desgraçada” (inflação), se tem a popularidade necessária para embasar uma política econômica de interesses externos. De um lado joga-se com os projetos populares, e com outra mão adula os especuladores, segura o desenvolvimento econômico do Brasil, privilegia o capital e os Bancos, e agrada o governo americano num momento em que a sua economia se debilita. Essa e a solidariedade internacional do “socialismo” do Partido dos Trabalhadores.

Fernando Rizzolo