Dilma estuda mecanismo para repelir onda de mentiras na internet

Candidata ao Palácio do Planalto e campeã do primeiro turno das eleições, Dilma Rousseff afirmou, nesta terça-feira, em entrevista coletiva, que sua campanha não permitirá mais que ataques vis e de baixo nível do adversário fiquem sem resposta. Segundo ela, está em estudo uma forma de esclarecer as dúvidas estimuladas nos eleitores pelos boatos.

– Foi uma campanha tanto mais difícil porque quem me acusava não aparecia. Teve uma campanha insidiosa que não lança verdades. Nós estamos pensando em como nos comportar. Seguramente vamos fazer um movimento para esclarecer nossa posição sobre essas questões – explicou.

Ela lamentou que os adversários políticos tenham feito campanha negativa e espalhado boatos, calúnias e difamações.

Apoio maciço

Os governadores eleitos que fazem parte da base do governo, além de deputados e senadores deverão todos trabalhar em busca de votos para a candidata petista, Dilma Rousseff, no segundo turno. Os comitês de campanha deverão ser mantidos, para ajudar no trabalho.

– Vamos manter toda a estrutura do primeiro turno para continuar a campanha – disse o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ao sair de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir o assunto.

Padilha disse que o presidente Lula não irá se licenciar do cargo para ajudar na campanha, mas que continuará trabalhando para que Dilma seja eleita no dia 31 de outubro.

– Ele vai continuar cuidando do país, mas vai se envolver integralmente na campanha de sua candidata”, comentou. “E essa conversa de hoje foi para pedir o envolvimento de todos – afirmou.

A reunião no Palácio da Alvorada contou com a participação dos governadores da base eleitos, de parlamentares e de ministros para falar de balanço dos resultados nas urnas e também estratégias de campanha.

Em busca de votos para o segundo turno, a coordenação da campanha de Dilma pretende estabelecer um diálogo com os eleitores de Marina Silva, candidata que ficou em terceiro lugar.

– Vamos conversar sim com a Marina. E não só com ela, mas também com organizações e entidades que a apoiaram. E também queremos estabelecer um grande diálogo com o eleitor da Marina – afirmou.

Para o governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSDB), o diálogo com Marina deve ser “respeitoso, respeitando o tempo dela, o tempo do PV”.

Segundo ele, o segundo turno é uma oportunidade de debater as propostas para o país “e não essas denúncias fachistas que fomos vítimas nos últimos dias e que lembram o século 19”.

União do país

Vice-presidente da República José Alencar (PRB) defendeu na manhã desta terça-feira, em Belo Horizonte, a “união de todo o país” em nome da candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff à presidência.

– Chegamos com um resultado vencedor no primeiro turno. A regra do jogo permite que a gente ganhe novamente – afirmou.

Durante toda a entrevista concedida à imprensa ao lado do candidato derrotado ao governo de Minas Gerais, Hélio Costa, Alencar fez questão de citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repetidas vezes. Ele disse que a vitória de Dilma representará a gratidão não só dos mineiros, mas de todos os brasileiros ao trabalho desenvolvido por Lula ao longo dos últimos oito anos.

Tentando valorizar o protagonismo de Minas na disputa, ele criticou a suposta hegemonia de São Paulo.

– Me preocupa a hegemonia paulista. E é muito importante que as forças políticas estejam juntas – enfatizou.
correio do Brasil
Rizzolo: Esse é o grande problema do jogo sujo da oposição, a boataria contra a Dilma. Eu mesmo recebo inúmeros emails com matéria difamatória contra a candidata Dilma, agora de onde surgem esses boatos, nos podemos imaginar, não é ? De qualquer forma cabe ao cidadão de bem, perceber que uma eventual onde mentira na internet deve ser rechaçada pelo bem da democracia, agora o apoio de Ciro Gomes é uma ótima notícia, a campanha ganhará ainda mais musculatura política adequada.

Brasil começa a viver (e fazer aposta) na era da internet na TV

Os brasileiros que nos últimos anos se afastaram da sala de TV para buscar entretenimento na internet podem voltar a se acomodar no sofá. Cresce o número de fabricantes de televisores que apostam em aparelhos com acesso à internet. E provedores de conteúdo, como UOL, Terra e iG, buscam mais parcerias para disputar a audiência fora dos computadores.

O interesse não é para menos. No Brasil, as TVs estão em 97,7% dos lares e os PCs com acesso à internet, em 50%. Hoje, 33% dos domicílios têm acesso por conexão em banda larga, mas a expectativa é de que com o Plano Nacional de Banda Larga esse percentual suba para 88%. E é esse potencial que anima os dirigentes de portais, uma vez que o acesso à internet por TV com boa qualidade depende dessa conexão.

Além disso, de acordo com levantamento do Ibope Nielsen Online, 28,7 milhões de brasileiros acessaram a internet de casa em abril, gastando um tempo médio mensal de 43 horas em frente ao computador. Já o tempo médio de exposição à TV foi de 5 horas e 18 minutos por dia (em torno de 159 horas ao mês).

O número telespectadores não é informado pela empresa. “Se 1 milhão de pessoas acessar a internet pela TV, esse número será ainda baixo para o padrão TV, mas será um negócio importante para as empresas”, afirma o diretor de inovação do portal Terra, Tiago Ramazini.

O acesso à web pela TV é feito pelo controle remoto, como o menu de um DVD, mas a oferta de conteúdos é limitada. Internacionalmente, apenas o Google lançou uma TV com browser que permite acesso livre e digitação de textos, mas requer a existência de um teclado especial.

Modelos

A primeira linha de televisores com acesso à internet foi lançada em abril do ano passado pela Samsung. Em maio deste ano, a LG lançou sua linha de aparelhos, seguida pela Sony, que começou a competir no segmento neste mês. A Samsung lançou uma linha de sete modelos produzidos em Manaus, de um total de 14 que colocará no mercado em 2010.

“No primeiro ano, as vendas foram pouco representativas, mas neste ano os aparelhos com acesso à internet já deverão representar de 10% a 12% do total das vendas de televisores”, afirma o gerente de linhas de TV da Samsung, Rafael Cintra.

A expectativa dos fabricantes é que as vendas dos aparelhos atinja 1 milhão de unidades até o fim do ano, em um mercado que deve chegar a 11,5 milhões de televisores, segundo estimativa da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). No próximo ano, ao menos metade dos lançamentos será de modelos adaptados.

Parcerias

A Samsung mantém contratos globais com YouTube, Facebook, Twitter, Google Maps, Picasa, Getty Images, ESPN e History Channel, além de 19 jogos de desenvolvedores, exclusivos para TV. No Brasil, a empresa fez parceria com o portal Terra e o site Apontador e estuda outras alianças locais, diz Cintra.

A LG, por sua vez, vai incluir ferramenta de acesso à web em 50% dos lançamentos do ano, diz a gerente de televisores da empresa, Fernanda Summa. “O consumidor já procurava entretenimento fora da programação das emissoras. No futuro, todas as TVs virão com essa função”, afirma.

No Brasil, a LG fez parceria com seis provedores de conteúdo: UOL, site brasileiro de maior audiência, com 23 milhões de visitantes; Terra, YouTube, Picasa, serviço de fotos do Google e Skype (este último para realização de videoconferência pela TV). A meta é chegar a 15 provedores.

A Sony decidiu incluir o acesso à internet em toda a linha de aparelhos (25 modelos). A empresa inicia a venda das TVs com acesso a conteúdos do YouTube, Twitter e iG. No segundo semestre, oferecerá conteúdos dos portais UOL, Band e SBT, diz o gerente de marcas, Luciano Bottura. “O objetivo é tornar a TV uma fonte adicional de conteúdo”, diz Bottura. Além dessas parcerias, a empresa negocia acordos com mais 20 sites.

As parcerias incluem o compartilhamento de receita gerada com publicidade, mas os termos dos acordos são mantidos em sigilo. Para os provedores, os acordos representam nova oportunidade de gerar receita.

Em busca de verbas

O portal Terra, primeiro a fechar acordo com a Samsung em 2009, começa a transmitir em julho anúncios nos sites para TVs da Samsung e Sony. A empresa tem acordo com fabricantes em toda a América Latina. Segundo o diretor de inovação, o Terra negocia pacotes que incluem inserções na TV com empresas que já anunciam no portal. “Outros acordos estão em negociação com os demais fabricantes”, diz Ramazini.

O diretor de criação e interface de produtos do UOL, Júlio Cesar Duran, diz que a audiência da web via TV é incipiente, mas se as perspectivas de vendas se confirmarem, esse tipo de acesso se tornará “relevante” em dois anos: “O avanço da adoção da banda larga deve favorecer o uso da internet via TV.”

O UOL firmou parceria com a LG e a Sony. A empresa também negocia com outros fabricantes a oferta de conteúdo gratuito, afirma Duran. “A TV inaugura a era do sofá para a internet. No futuro, o Blu-ray (discos em alta definição que estão substituindo os DVDs) e outros dispositivos também oferecerão acesso à internet”, diz Duran.

A direção do iG também prevê ganho de audiência significativo nos próximos anos com a oferta de conteúdo nas TVs. O portal fechou parceria com a Sony e negocia outros acordos, afirma o diretor de desenvolvimento editorial do portal, Caíque Severo. “Essas parcerias fazem parte da estratégia de distribuição ampla de conteúdo fora do computador”, afirma Severo.

O diretor de engenharia da Globo, Raymundo Barros, diz que a empresa avalia propostas para oferta de conteúdo do portal Globo.com. “Os modelos de internet na TV devem mudar radicalmente”, afirma. O conteúdo de web na TV está delimitado a poucos canais que oferecem pouca interatividade, sobretudo em função da ausência de um browser e de teclado acoplado à TV, diz ele: “A internet na TV é uma tendência que vem para ficar, mas deve evoluir para padrões mais abertos.”

Da Redação, com informações do Valor Econômico

Rizzolo: A Internet é o instrumento do futuro na inclusão social. Na realidade, todos os grandes projetos acabam se constituindo imensos desafios à sociedade. Foi assim com o fornecimento da água e da luz elétrica, este último datando de 1879. Sua primeira utilização no Brasil foi na estação Central (atual Central do Brasil) da estrada de ferro D. Pedro II, no Rio de Janeiro. Agora, temos diante de nós talvez o maior desafio da pós-modernidade: levar a inclusão digital às camadas mais pobres da população brasileira. Ao contrário dos projetos de visam apenas proporcionar condições de vida melhor e dignidade, o viés digital transporta e irriga o direito à cultura, à informação, à socialização, permeando as comunidades carentes com instrumentos de cidadania e mobilização.

Não há como falar em cultura, ou em direito à informação, se deixarmos de lado o poderoso e já indispensável papel da internet no desenvolvimento intelectual dos jovens e da população em geral. Para tanto, medidas de democratização do uso da internet têm sido tomadas por parte dos Estados, apesar de a operacionalidade técnica em nível federal ainda não estar totalmente concluída. O papel do Estado como provedor e difusor da cultura nos remete à sua responsabilidade na implementação das ações técnicas do uso da internet, viabilizando o uso da banda larga aos grandes centros carentes, e a integração Internet/TV é essencial na condução dessa nova realidade.

Apenas metade das escolas no Brasil oferece acesso à internet para alunos

GENEBRA – Apenas metade das escolas brasileiras tem acesso à internet. Os dados foram publicados nesta terça-feira, 25, pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), que indica que a taxa brasileira é bem inferior à média dos países ricos. O acesso de escolas brasileira à internet é ainda inferior às taxas de Omã, Chile, Arábia Saudita, Tunísia e Turquia. Na Jordânia, 80% das escolas estão conectadas.

Nos países ricos, praticamente 100% das escolas estão conectadas à internet e a maioria à banda larga. Na Croácia, Suécia e Reino Unido, todas as escolas já contam com a internet de alta velocidade. Já em 2004, 97% dos colégios canadenses estavam conectados.

No caso do Brasil, a taxa ao final de 2009 seria de 56%. No Chile, a taxa é de mais de 65%. No Uruguai, o governo conseguiu garantir que 100% das escolas tenham acesso à internet de alta velocidade.

Outra constatação é de que menos de 10% das bibliotecas brasileiras fornecem acesso à internet aos visitantes. No México, a taxa é de 40%.

Língua

Apesar da baixa presença em escolas brasileiras, a internet vem observando um aumento importante no uso do português na rede. Hoje, a língua de Camões é a 6a mais usada no mundo virtual. No total, 73 milhões de internautas usam o português para se comunicar, um número superior aos usuários em alemão ou árabe. O português já rivaliza com o francês, que tem 74 milhões de usuários na rede.

A lingual mais usada na internet é o inglês, com quase 464 milhões de usuários adotando o idioma como ferramenta principal de comunicação. Mas a língua de americanos, britânicos e australianos vem perdendo espaço. Em 1996, 80% dos usuários da internet eram anglófonos. Essa taxa caiu para 30% em 2007 e hoje é de apenas 15%. Na prática, isso reflete o fato de que um número cada vez maior de usuários que não falam inglês estão ganhando acesso â rede.

Hoje, a segunda língua mais “falada” na rede é o chinês, diante do tamanho da China e do número crescente de internautas. No total, são 321 milhões de internautas que usam prioritariamente o chinês como língua. O espanhol vem na terceira posição, com 131 milhões de usuários.

Outra indicação da proliferação de outras línguas na rede é o número de sites registrados como .in (Índia), .ru (Rússia) e .cn (China). Mais da metade dos usuários de Internet hoje ainda usam alfabetos não-latinos, o que também exigiu a adequação dos caracteres. Hoje, a Google já reconhece 41 línguas e o Windows 7 deve anunciar sua versão 2011 em 160 idiomas, 59 a mais que em 2009.
agencia estado
Rizzolo: Bem, pode ser que ainda não tenhamos todas as escolas integradas na rede, mas o governo federal tem se esforçado para isso. O grande problema é que uma política de banda larga não se faz da noite para o dia, lançado em abril de 2008 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa Banda Larga nas Escolas completa agora dois anos bem perto da meta de equipar todas as 64.879 escolas públicas urbanas do país com computadores de acesso rápido à internet. A expectativa é que isso ocorra até o fim deste ano, beneficiando 37 milhões de estudantes, de acordo com os responsáveis pela sua implantação, no Ministério da Educação e na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Esperem que chegaremos lá.

EUA recrutam jovens para fazer a ciberguerra

Os soldados do século 21 (pelo menos uma parte deles) não sairão das academias militares, mas das faculdades de informática. Não se distinguirão por sua mira ou suas qualidades de sobrevivência, mas por dominar as técnicas para infiltrar-se nos sistemas informáticos do inimigo, ou evitar seus ataques.

A ciberguerra não é nenhum roteiro de filme de ficção científica, mas uma realidade à qual cada vez mais estados dedicam recursos. Porque se pode combater de muitas formas o inimigo e nas sociedades tecnicistas de hoje em dia uma das mais contundentes formas de ataque pode ser contra seus sistemas informáticos.

Nos Estados Unidos, tanto empresas privadas como o governo recrutam cada vez mais especialistas em cibersegurança. Um exemplo: na semana passada, foi celebrado na Califórnia um seminário patrocinado por empresas como Boeing, Cisco e Intel, destinado a descobrir os melhores talentos em cibersegurança entre jovens estudantes de informática.

Segundo explica Alan Greenberg, diretor de tecnologia da Boeing, nos próximos três anos calcula-se que, entre o setor público e privado, nos Estados Unidos serão necessários contratar até 60 mil especialistas em segurança informática.

A colaboração entre ambos os setores é fundamental para garantiar a segurança informática nacional, já que 85% das infraestruturas críticas do país (abastecimento elétrito, redes de telecomunicações, sistemas bancários etc.) estão em mãos de empresas privadas.

O problema é que o governo tem dificuldades para encontrar um número suficiente de profissionais qualificados que ocupem os postos de trabalho necessários. As autoridades federais só estão satisfeitas com 40% dos currículos recebidos, de acordo com um informe de Booz Allen Hamilton.

Por isso, o governo colabora com empresas e universidades em todo o país para localizar os jovens mais talentosos. Depois de uma série de competições locais, como a citada acima, no próximo 16 de abril será celebrada em Sant Antonio a final nacional, com o patrocínio da Microsoft, McAfee y Accenture.

Por sua vez, o governo organiza paralelamente o “U.S. Cyber Challenge”, com o objetivo de recrutar 10 mil jovens especialistas em segurança informática, uma nova categoria de funcionários, com um grande futuro aos seus pés, pois terão um salário mínimo de US$ 100 mil ao ano e trabalho não lhes faltará.

Fonte: Baquía

Rizzolo: A necessidade de combate aos crimes cibernéticos é uma realidade. Os governos devem estar atentos para essa forma de usurpação técnica. Aqui mesmo no Brasil estamos tendo problemas dessa ordem, o site do PT essa semana esteve fora do ar por questões técnicas, uma infecção de vários arquivos do site por vírus causou o problema, o que leva páginas de busca como o Google a apresentar o seguinte alerta: “Esse site pode danificar o seu computador”.

Banda larga em todas as escolas públicas até fim de 2010

Lançado em abril de 2008 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa Banda Larga nas Escolas completa agora dois anos bem perto da meta de equipar todas as 64.879 escolas públicas urbanas do país com computadores de acesso rápido à internet.

A expectativa é que isso ocorra até o fim deste ano, beneficiando 37 milhões de estudantes, de acordo com os responsáveis pela sua implantação, no Ministério da Educação e na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A previsão é baseada no balanço do programa feito pela Anatel no final do ano passado: em 2009 25.331 instituições de ensino público em municípios de quase todo o país foram conectadas à rede mundial de computadores e em 2008, ano de lançamento do programa, esse número foi de 17.681 escolas. Ou seja, ao entrar no segundo ano, o programa já alcançava 66% – 45.192 – do total de estabelecimentos de ensino a serem equipados.

Os números da Anatel, na época do balanço, mostravam que os estados com mais escolas conectadas à internet por meio do Banda Larga nas Escolas eram os de maior densidade demográfica: Minas Gerais (4.962), São Paulo (4.842), Rio de Janeiro (4.080) e Bahia (4.026). Já Roraima (68), Amapá (131) e Acre (187) foram os que tiveram menor número de escolas informatizadas, embora devam estar completamente atendidos até o fim de 2010, quando o programa termina.

O programa se tornou possível graças a um acordo firmado pelo governo com operadoras de telefonia fixa, por meio da Anatel, para a implantação da banda larga nas escolas indicadas pelo Ministério da Educação, sem nenhum custo para os cofres públicos, como contrapartida pelos serviços que elas exploram comercialmente no país.

Esse compromisso foi firmado com o Ministério das Comunicações, quando da mudança do Plano Geral de Metas para a Universalização (PGMU) do Serviço Telefônico Fixo Consultado (STFC). As cinco concessionárias concordaram em trocar a obrigatoriedade de instalar Postos de Serviços de Telecomunicações em todos os municípios, até o fim de 2010, pelo compromisso de instalar o chamado backhaul, a rede de telecomunicações de alta velocidade (banda larga) capaz chegar a todos os pontos do país.

Isso foi feito por meio da assinatura de aditivos contratuais com a Anatel, o que permitiu a conexão das escolas públicas urbanas à rede. Por ocasião da assinatura dos termos aditivos com as concessionárias, em 2008, havia cerca de 56 mil escolas públicas urbanas cadastradas pelo MEC, e desde então mais 8 mil foram implantadas, o que elevou o total para 64.879 instituições a serem conectadas à banda alarga até o fim de 2010. Aí estão incluídas todas as escolas públicas de ensino fundamental (municipais) e médio (estaduais), conforme o secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação, Carlos Eduardo Bielschowsky.

Fonte: Agência Brasil

Rizzolo: O Projeto Banda Larga nas Escolas é de suma importância, todos sabem que hoje a Internet é um meio de inclusão, de pesquisa, de informação, e as escolas públicas sem exceção devem ter acesso à Internet, oferecendo aos seus alunos a inclusão digital. Há poucos dias escrevi um artigo sobre a Banda Larga nas periferias das grandes capitais, sem dúvida nenhuma o caminho para o desenvolvimento passa pela informação digital que será a maior fonte de distribuição de conhecimento a todos.

Inclusão digital desafio técnico-social

Todos os grandes projetos acabam se constituindo imensos desafios à sociedade. Foi assim com o fornecimento da água e da luz elétrica, este último datando de 1879. Sua primeira utilização no Brasil foi na estação Central (atual Central do Brasil) da estrada de ferro D. Pedro II, no Rio de Janeiro. Agora, temos diante de nós talvez o maior desafio da pós-modernidade: levar a inclusão digital às camadas mais pobres da população brasileira. Ao contrário dos projetos de visam apenas proporcionar condições de vida melhor e dignidade, o viés digital transporta e irriga o direito à cultura, à informação, à socialização, permeando as comunidades carentes com instrumentos de cidadania e mobilização.

Não há como falar em cultura, ou em direito à informação, se deixarmos de lado o poderoso e já indispensável papel da internet no desenvolvimento intelectual dos jovens e da população em geral. Para tanto, medidas de democratização do uso da internet têm sido tomadas por parte dos Estados, apesar de a operacionalidade técnica em nível federal ainda não estar totalmente concluída. O papel do Estado como provedor e difusor da cultura nos remete à sua responsabilidade na implementação das ações técnicas do uso da internet, viabilizando o uso da banda larga aos grandes centros carentes.

Com base nisso, em dezembro de 2009, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, lançou, em parceria com as prefeituras de mais seis cidades, o projeto Baixada Digital, cujo objetivo é beneficiar cerca de 1,7 milhão de pessoas. Anunciado como “um dos maiores programas de inclusão digital do mundo”, o projeto prevê em sua primeira etapa a cobertura de 100% do município de São João de Meriti, 60% de Duque de Caxias e Belford Roxo e 20% dos municípios de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis. Contudo, a implantação de projetos dessa magnitude, não só no Estado do Rio de Janeiro, mas também nos demais, exige uma planificação cuidadosa, uma vez que a propagação dos sinais deve ser estável em todas as regiões envolvidas.

Do ponto de vista técnico, várias são as opções em levar o sinal, de forma abrangente, a todas as localidades do país; porém, é compreensível que alguns fatores, como a lentidão na implementação dos projetos, cause certo atraso no objetivo final. No entanto, o essencial é que o Poder Público se aproprie da tarefa de se fazer o ator principal na condução e execução desses programas, até porque existe uma estrita relação entre difusão cultural e instrumentos digitais, e isso é papel do Estado.

Na contramão dos investimentos primordiais do Estado no que se refere à cultura, em São Paulo a política adotada é diametralmente oposta à do Rio de Janeiro. Na mais rica unidade da federação, o governo decidiu não investir diretamente na criação de infraestrutura para prover o acesso gratuito à banda larga, mas baseou seu projeto de inclusão digital – batizado de Banda Larga Popular – na isenção fiscal às operadoras privadas. Desse modo, o governo de São Paulo eximiu-se do papel fundamental do Estado na promoção da banda larga, deixando-se valer dos argumentos privados para legitimar a inviabilidade do projeto. Segundo informações, a concessionária de telefonia fixa, que também oferece acesso à banda larga, diz que o valor estabelecido pelo programa só pode ser oferecido a usuário que já tenha ou queira ter linha fixa da operadora.

Quer do ponto de vista técnico, da informação, da cultura ou até da segurança nacional, a disseminação da banda larga popular deve ter como premissa principal a correlação causal entre informação e cultura, que sempre foi protagonizada pelo papel obrigatório do Estado. Políticas públicas de grande envergadura, destinadas à imensa população pobre, que possuem viés tecnológico, jamais devem ser delegadas a empresas privadas. Internet e banda larga significam condutores de cidadania, algo deveras importante para ser tutelado por terceiros, sem o lastro do compromisso técnico-social.

Fernando Rizzolo

Site de relacionamentos exclui 5 mil membros ‘gordinhos’

O site de relacionamentos BeautifulPeople.com expulsou cinco mil de seus membros após receber reclamações de que eles haviam engordado.

Os excluídos foram selecionados após terem colocado fotos em suas páginas pessoais mostrando que haviam ganhado peso durante as festas de final de ano.

O site só admite novos integrantes se eles forem considerados suficientemente atraentes pelos membros.

Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá lideraram a lista de países que tiveram o maior número de membros excluídos.

Apesar das críticas, o site não pede desculpas por seu processo de seleção, e se define como “a maior rede de pessoas atraentes do mundo”.

‘Padrão’

Segundo relatos, a medida contra membros obesos teria sido provocada pelos próprios membros, que policiam o site para manter o que consideram como “alto” padrão de atratividade.

“Enquanto negócio, sofremos com a perda de qualquer membro, mas o fato é que nossos membros exigem que o alto padrão de beleza seja mantido”, disse o fundador do site, Robert Hintze.

“Deixar gordinhos pelo site é uma ameaça direta ao nosso modelo de negócio e ao próprio conceito em que o BeautifulPeople.com está fundado.
agencia estado

Rizzolo: Bem o modelo de beleza é pura convenção, e essa atitude insensata deste site apenas corrobora a teoria de que a sociedade massacra os gordos. Entendo atitudes como esta como sendo deploráveis pois ignoram os sentimentos das pessoas agredindo suas auto estimas. O grande problema do peso é a questão saúde, essa sim deveria ser questionada, agora defender a atitude do site como sendo uma questão mercadológica bem mostra o caráter consumista idiota da sociedade moderna, devemos rechaçar essa atitudes, e não achar “engraçadinho “.