Casal é assaltado e jogado do alto da Avenida Niemeyer no Rio

RIO – O empresário Marcelo José de Souza Luiz Viana, de 43 anos, e a namorada dele, a publicitária Paula Guimarães Barreto, de 31, foram jogados no mar, do alto da Avenida Niemeyer, depois de sofrerem um assalto em Ipanema, na zona sul, na noite da terça-feira, 3. Viana contou ao Estado que foi agredido a coronhadas, ameaçado de morte e, por fim arremessado de uma mureta.

Ele rolou por cerca de 10 metros, até se agarrar numa árvore. Paula também foi jogada e se segurou nas pedras. Ao deixarem o local, os assaltantes ainda cumprimentaram, com leve aperto da buzina, policiais que vinham em sentido contrário. “Eles são atrevidos”, comentou o empresário, dono de uma franquia da cadeia de lanchonete Bob’s.

Viana e Paula jantaram em um restaurante em Ipanema. Por volta das 23h30, o empresário pegou seu Audi para deixar a namorada em casa, no Leblon. Ele percebeu que uma Pajero, com insulfilm nas janelas, encostou próximo ao veículo em que estava o casal.

Quatro homens saíram do carro e anunciaram o assalto. O empresário chegou a cogitar a hipótese de fugir, mas desistiu, já que o carro não era blindado. Dois homens sentaram nos bancos da frente e o casal foi colocado no banco de trás, ladeado pelos outros dois assaltantes. Viana contou que ele e a namorada entregaram joias, cordões, relógios, carteiras e celulares. Mas os assaltantes queriam ir até a casa do empresário, na Barra da Tijuca.

Viana tentava acalmar os criminosos, dizia que o carro não tinha alarme. Foi agredido a coronhadas. No caminho para a casa do empresário, na Barra da Tijuca, os assaltantes decidiram deixar o casal na Niemeyer, liga o Leblon a São Conrado, na zona sul. Um deles mandou que o empresário sentasse na mureta e o jogou, provavelmente com um chute. Depois Paula também foi jogada, mas com menos força. Ela ficou próxima à estrada e conseguiu chamar a atenção dos policiais. Houve perseguição e o Audi foi recuperado, ainda na madrugada. Os assaltantes fugiram.

agência estado

Rizzolo: O problema da criminalidade no Brasil chegou a tal ponto, que realimente precisamos repensar nossa legislação penal, principalmente no tocante à Lei de Execuções Penais. Não é possível que o atrevimento e a maldade de tais marginais possam chegar a tal nível. E não venham me disser que todo o pessoal lá do morro é bandido, ou colocar a culpa no pobre, ou no favelado de uma forma geral.. O problema principal é o de índole, de senso de impunidade, de fragilidade da Lei Penal.

A maioria da população das favelas do Rio de Janeiro são compostas de trabalhadores, e a inclusão social a cada dia avança mais. Temos sim que ter um maior rigor legal, dar oportunidade a todos, e educação. Agora, maldade, não há como controlar, tanto nos morros como fora deles. Só o rigor da Lei é capaz de coibir tais atos. Uma vergonha! Não está na hora de termos Leis mais rígidas ?

Garoa na praia#

Existe às vezes, uma moldura diferente na vista da praia de cima do prédio. A chuva fina molha a praia vazia, e talvez por estar vazia nos remete às lembranças passadas. A chuva molhando a praia em dia nublado, cheira a whisky, cachaça, bossa nova, e lembra aquele amor. Tem cheiro de saudade, cheiro de mar, de olhos nos olhos.. E caminhar então, quem não caminhou ao lado de alguém que um dia amou, ama, ou ainda vai amar.

Olhar a praia do alto prédio, não é para qualquer um. Se chovendo então, prepare uma boa bebida; a chuva caindo é o tempero do som da bossa nova, e a melhor companheira no passeio pela calçada da saudade, na lembrança das caminhadas, dos pés molhados pela água fria dos desencontros. O mais engraçado: as praias combinam o enredo. A moldura na praia chuvosa é sempre a mesma, pode ser Copacabana, Ipanema, Pitangueiras, e outras tão belas; aquele ar de tristeza, uma musica de Cayme, alguém que se foi para nunca mais voltar.

Cuidado nos dias chuvosos ao abrir a janela e dares de cara com a praia. Se notares o tempo chuvoso, a moldura do mar poderá te jogar no sofá da saudade, e então terás a lembrança de tudo que vivenciastes na areia, principalmente ao som dos Desafinados, envolto ao cheiro de mar e ao gosto do scotch. Se coragem tiveres por fim, terás então a oportunidade de descobrir, através de um olhar longínquo, que muitas coisas na vida nascem, e outras morrem na praia; se desfazem no vento, ou se perdem nas ondas que não voltam jamais. Cuidado, garoa na praia provoca sempre uma pneumonia de saudade, prepares então uma boa bebida…

Fernando Rizzolo

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