Tarso reage e defende “lisura” dos membros do governo

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou neste sábado (9) que não reconhece abusos por parte de autoridades do governo no uso de cartões corporativos. Ele garantiu ainda que a situação não representa uma crise política, mas um “artificialismo eleitoral” por parte da oposição.

“Uma oposição perdida, que não tem rumo ou proposta no país. Não reconheço que existem abusos. Reconheço que existem erros no uso dos cartões. Erros que foram cometidos de maneira não-dolosa, sem a vontade das pessoas, que não obtiveram vantagens pessoais”, disse Tarso Genro, durante reunião do Diretório Nacional do PT, em Brasília.

Tarso Genro disse que a utilização de cartões corporativos está sendo discutida como exemplo de transparência por parte do governo Lula aos governos estaduais e municipais e aos governos anteriores.

“Queremos, agora, fazer uma análise profunda desses cartões nos estados, nos municípios e no próprio governo federal. E vai dar Lula de novo na frente, no sentido de que foi o presidente que mais combateu a corrupção, mais transparência teve nos gastos públicos e mais vai combater irregularidades”.

O ministro afirmou que a ferramenta (uso do cartão corporativo) é um exemplo de transparência e que os usos indevidos ocorreram em secretarias que não estavam “preparadas tecnicamente”, e não por vontade política de secretários e ministros.

“As regras precisam ficar mais claras. As práticas de transparência têm que ser consolidadas e os erros administrativos têm que ser corrigidos. De longe isso significa qualquer tipo de crise política ou vontade de fraudar a lei. Até agora, nada disso apareceu”, afirmou.

Enquanto isso, o DEM…

O líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), defendeu nesta sexta-feira (8) que a CPI sobre os gastos com os cartões de crédito corporativos investigue o uso dos cartões somente a partir de 2001, deixando de fora todo o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Ele justifica que é preciso existir um fato determinado para se proceder uma investigação, e discorda dos argumentos do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de que a CPI deve investigar o uso dos cartões corporativos nos últimos dez anos.

Jucá disse também que tem confirmadas 22 das 27 assinaturas necessárias para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que poderá investigar as denúncias de uso abusivo dos cartões corporativos do governo federal. Todas as assinaturas são de senadores da base aliada do governo.

Da redação com informações da Agência Brasil

Rizzolo: Lisura? Erros que foram cometidos por ” engano”? Realmente o camarada Tarso deve estar brincando, ou tenta defender o indefensável. Afirmações como esta só levam a um maior descrédito o governo. Alegar que as secretarias não “estavam preparadas”, é de uma infantilidade absurda que salta aos olhos. Agora entendo também, que se há suspeita contra o tucano Serra que sejam “escancaradas” todas as contas do governo do Estado de São Paulo, aliás a OAB paulista já iniciou os requerimentos. Não pense o tucanato que explicações sobre a ” natureza” dos cartões modificam o caráter investigativo, e o rigor nas apurações. No tocante as contas da presidência, o ” manto protetor do tal sigilo, ” por medidas de segurança”, é uma piada de mal gosto ridícula. O governo deve ter a devida “vergonha na cara” e abrir tais contas da presidência ,até porque, como já disse, fazer uso da ressalva constitucional, em não divulgá-la sob o falso pretexto de segurança de Estado, é uma vergonha.. Grande “lisura” hein Sr. Tarso!