Comandante reconhece fragilidade na defesa de soberania marítima

BRASÍLIA (Reuters) – A descoberta de petróleo na camada pré-sal expôs a fragilidade brasileira na defesa do mar territorial e o governo reconheceu nesta terça-feira que as Forças Armadas não têm como garantir totalmente a soberania das águas brasileiras.

Sempre mais voltado para uma agressão à Amazônia, o Brasil se preparou para defender sua floresta, mas não desenvolveu poder dissuasivo contra ataque às suas riquezas no mar.

Descoberto pela Petrobras e seus parceiros no ano passado, o reservatório da camada pré-sal estende-se por 800 quilômetros, do Espírito Santo a Santa Catarina, e pode conter bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural).

“Sem sombra de dúvidas, precisamos aumentar a capacidade da Marinha de estar presente em toda essa região”, disse a jornalistas o almirante Julio Soares de Moura Neto, comandante da Marinha, referindo-se à chamada Amazônia Azul, o espaço marítimo brasileiro, que tem 4,5 milhões de quilômetros quadrados. “Eu diria hoje que nós não temos capacidade de atender a todas as nossas tarefas”, acrescentou.

O comandante ressaltou que o governo está ciente da importância de levar adiante o programa de reaparelhamento das Forças Armadas. Um dos objetivos da Marinha é construir um submarino nuclear para garantir ao Brasil poder dissuasivo.

Apesar do alerta, Moura Neto negou que a reativação da Quarta Frota anunciada pelos Estados Unidos represente um risco ao país. Para o almirante, a medida não gerará, “em hipótese alguma”, atritos nas relações bilaterais com os EUA.

“O Comando Sul dos EUA, que tem como responsabilidade a área da América do Sul e Central, sempre foi apoiado por uma frota americana. Antigamente, era a Segunda Frota. Agora, é a Quarta. Não há nenhuma mudança estrutural, apenas mudanças administrativas dentro da Marinha americana”, afirmou.

Moura Neto disse ainda não acreditar que os americanos foram motivados pelas descobertas de petróleo anunciadas recentemente pelo Brasil. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a levantar essa suspeita. “Não há relevância no contexto”, assegurou.

As declarações do comandante da Marinha foram feitas depois de cerimônia de promoção de oficiais, no Palácio do Planalto. Na ocasião, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que a Amazônia está protegida.

“Não há motivos para temer nenhuma ameaça à Amazônia. Nossos soldados estão prontos para defendê-la”, discursou. “Apesar de algumas deficiências logísticas, todos os objetivos estão sendo conquistados.”

Jobim voltou a comentar o Plano Estratégico de Defesa Nacional, que entregará ao presidente Lula no mês que vem. Segundo o ministro, o programa garantirá o aparelhamento das Forças Armadas e fortalecerá a indústria bélica nacional. “Não podemos continuar na dependência quase completa do material importado”, frisou.

Os comandantes militares consideraram encerrada a polêmica em torno da revisão da Lei de Anistia, com a exclusão dos torturadores. A hipótese foi levantada pelo ministro da Justiça Tarso Genro com o argumento de que tortura não é crime político.

“O assunto está encerrado. O presidente falou, o ministro comentou, então está encerrado”, disse o comandante do Exército, general Enzo Peri, referindo-se à determinação de Lula de que o assunto fique restrito ao Judiciário. (Reportagem de Fernando Exman)
Folha online

Rizzolo: É lógico, e o bom senso agradece, que os EUA não apresentam uma ameaça à nossa soberania marítima. Como bem afirmou o almirante Julio Soares de Moura Neto, isso não quer dizer de maneira nenhuma, que não precisamos urgentemente reaparelhar nossas Forças Armadas. Hoje o Brasil está vulnerável do ponto de vista militar, temos uma fragilidade na defesa da nossa soberania marítima, e os EUA sabem disso, e sabem também de fonte fidedigna, que países como a Rússia, o Irã, a China, e a Coréia do Norte, aliados, amigos inseparáveis do companheiro Chavez estão sim de olho no nosso continente, vendendo armamento, tecnologia, e influenciando a América Latina do ponto de vista ideológico.

O grande problema desse debate no Brasil, é que a velha esquerda distorce os fatos. Na concepção stalinista retrógrada, os EUA estão aí para ” tomar de assalto” nossas reservas. Ora, o grande perigo de um País desarmado como o nosso, é exatamente os outros países acima elencados, que a cada dia tentam aumentar sua influência na nossa região face inclusive ao aumento das transações comerciais e das suas rotas marítimas.

O Brasil, precisa como bem afirmou o Almirante Moura Neto, que é acima de tudo um patriota, reestruturar nossas Forças Armadas, temos a chamada Amazônia Azul, um espaço marítimo brasileiro, que tem 4,5 milhões de quilômetros quadrados. Necessitamos de um submarino nuclear sim, com autonomia para nossa enorme costa, com forte poder dissuasivo. Na verdade, temos duas opções, ou confiamos na Fourth Fleet (Quarta frota), e no Exército Brasileiro que por hora está defasado, ou contemplaremos passivamente gritando palavras de ordem contra a Quarta Frota em coro com os comunistas, enquanto Rússia, Irã, China e Coréia do Norte fazem seu expansionismo necessário na América Latina, sob a batuta da esquerda retrógada que os receberão com um tapete vermelho, e com os punhos cerrados. Eu fico com a democracia.

Podemos através das afirmações do almirante Moura Neto inferir que esta é a diferença entre a visão de um militar que entende do assunto, e da esquerda de Ipanema, histérica contra a Quarta Frota, e entusiasmada com a atuação de Putin na Georgia.

Quarta Frota dos EUA exige Marinha brasileira forte,diz ministro

RIO DE JANEIRO – A reativação da Quarta Frota norte-americana reforça a necessidade de o Brasil reaparelhar as Forças Armadas, em especial a Marinha, para patrulhar a costa e garantir a soberania sobre a região do pré-sal, afirmou nessa quarta-feira o Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger.

“Esse fato (a Quarta Frota) e muitos outros só reforçam a importância de o Brasil contar com o seu escudo de defesa”, disse Unger a jornalistas em evento no Rio.

“Uma das razões para a formulação de uma estratégia nacional de defesa é contar com um escudo contra as agressões, mas também contra as intimidações. Se o Brasil quiser desbravar um caminho próprio no mundo precisa não estar sujeito a qualquer intimidação”, acrescentou.

O ministro lembrou que a reorganização das Forças Armadas para patrulhar a costa nacional está em discussão no governo, sob a condução do Ministério da Defesa, que tem um projeto para estender a fronteira marítima brasileira (plataforma continental) além das atuais 200 milhas.

Unger defendeu o fortalecimento da Marinha brasileira para que o país não fique assustado com mudanças no cenário internacional.

“Não estou dizendo isso (que a Quarta Frota é uma intimidação), mas precisamos organizar a nossa própria força para não ficarmos assustados a cada fato novo no mundo”, declarou Unger. “Vivemos num mundo em que a intimidação ameaça tripudiar… Nesse mundo, os meigos precisam andar armados”, acrescentou

O ministro chegou a cogitar a possibilidade de o Brasil solicitar autorização para patrulhar o sul do Atlântico.

“Isso será feito se for necessário, mas o objetivo imediato é a negação do mar a forças inimigas”, afirmou Unger ao lembrar que o governo pretende incrementar a frota brasileira e estimular a construção de um submarino movido a propulsão nuclear. (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

Agência Estado

Rizzolo: O Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, muito embora negue, insinua que a Quarta Frota americana é uma ameaça ao Brasil; e mais, afirma que as Forças Armadas devem estar mais bem reaparelhadas para um eventual ” enfrentamento” face às reservas da região do pré-sal. Ora, reaparelhamento das Forças Armadas é o óbvio, e este Blog tem dito isso muito antes do ministro fazer as pazes com Lula.

O reaparelhamento das Forças Armadas nada tem a ver com a presença da Quarta Frota americana, muito pelo contrário, entendo eu que a presença da Fourth Fleet está muito em função sim deste fato, do fato de estarmos defasados em relação aos demais países e vulneráveis a estes mesmos. Agora, sedimentar uma argumentação de que o reaparelhamento se deve à presença americana e não aos caprichos militares de Chavez e sua aliança com o Irã, com a Rússia, a China e a Coréia do Norte, é muita ingenuidade.

O ministro deve saber que a Quarta Frota está aí para nos defender e não para nos atacar, os EUA, representado neste caso pela Quarta Frota, ao contrário do que a esquerda apregoa no Brasil e na América Latina, é o único baluarte da democracia por perto de nós, e vou mais além, devemos nos armar para comungarmos dos ideais democráticos daqueles que realmente defendem a liberdade, Se há algo que nos assusta não é a Quarta Frota, é o Irã, a Rússia, a China e a Coréia do Norte, e os abraços de Lula a Chavez. Que inversão de valores hein!

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A insônia do Comandante Joseph Kernan

Tudo começou de mansinho, como se ao fundo ouvisse um som de Bossa Nova, com uma a letra que mais parecia “look around”; mas uma coisa era certa, o Brasil do samba, da Bossa Nova era diferente, ele sabia que o batuque, o carnaval, o povo tranquilo, nada tinha a ver com as Farc, ou guerrilha. Na verdade o Brasil para Quarta Frota, na visão do contra-almirante Joseph Kernan, parecia apenas algo territorial, algo que dificultaria uma melhor observação da Venezuela, Equador, e Colômbia; um território que digamos, atrapalhava um pouco a visão vinda do Atlântico.

Foi então quando as notícias começaram a surgir, denúncias de emails envolvendo membros do governo às Farc, troca de olhares entre o governo brasileiro e companheiros do grupo guerrilheiro, pouca reprovação do governo e da esquerda em relação as Farc, denúncias de membros do governo auxiliando membros e “padres” das Farc no Brasil, e o pior, o ” pito” do governo brasileiro ao tirar satisfação dos EUA, sobre o que a Quarta Frota estava ali fazendo. Estariam os americanos interessados em saquear nossas reservas de petróleo?

Joseph Kernan um contra-almirante da marinha pertence ao grupo SEAL, um comando de elite com homens selecionados para as mais difíceis operações especiais, e comandante da Quarta Frota começou a ficar preocupado, aquilo não era o País da Bossa Nova, um Páis democrático, nada fazia sentido, naquela noite o comandante literalmente perdeu o sono. O que ele não sabia, é que muitos por aqui também, já há muito tempo não dormem tranquilos, face às notícias que a cada dia denotam cada vez mais a relação entre as Farc e o PT.

De volta à realidade, se refletirmos sobre essa questão das Farc no Brasil, uma coisa é certa, se a missão americana for humanitária, com alimentos e remédios, que tragam pelo menos Lexotan e Prozac, porque do jeito que a coisa anda, a democracia brasileira e na América Latina corre perigo. Rússia, China, Irã, Coréia do Norte, todos querem vender armas a Chavez, e se vingar dos EUA por estarem há muitos anos em seus territórios, querem desta feita estabelecer “bases” na nossa região, inspirados nos conceitos pouco democráticos de seus países.

Contudo, como é Sábado e pouco posso falar sobre política, me contenho a olhar a praia, ouvir Bossa Nova, e lembrar que liberdade combina com democracia; e por entre as tristes denúncias de envolvimento do PT com as Farc, com a constatação do sucateamento das nossas Forças Armadas, e o saber que as nossas fronteiras abertas estão, bebo meu ultimo gole de Johnnie Walker, e ao invés de chamar o Johnnie mais uma vez, prefiro gritar e chamar o Kernan !

Pelo menos em nome da democracia, ou da inocência do senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Pedro Simon (PMDB-RS), que depois de tudo apurado, ainda querem passar uma carraspana nos candidatos Obama e MacCain em virtude da presença da Quarta Frota. As Farc agradecem, e os brasileiros patriotas não dormem.

Obs. Os fatos aqui relatados são fictícios ( é bom avisar !!! )

Fernando Rizzolo

Comandante ligado à 4ª Frota visita centro militar na Amazônia

Sem repercussão na mídia nacional, o major-brigadeiros-do-Ar, Glenn Spears, subcomandante do Comando Sul dos Estados Unidos, ao qual ficará subordinada a polêmica Quarta Frota da marinha norte-americana, passou três dias na semana passada visitando instalações militares na Amazônia. Requisitada pelo próprio governo de George Busch, a visita envolveu as instalações do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), do Comando Militar da Amazônia e do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo de Manaus (Cindacta-4).

Num momento em que o governo brasileiro demonstra preocupação com a presença militar dos EUA nos mares da América do Sul, inclusive com pedido de explicação motivado pelo presidente Lula, é no mínimo estranho que um alto comandante militar norte-americano visite instalações estratégicas da defesa brasileira.

Sob alegação de missão humanitária, a reativação da Quarta Frota no mês passado, causou protesto de diversos setores governamentais e da sociedade. Para analistas, a presença militar dos EUA nos mares da América do Sul e do Caribe tem nítida ligação com as recentes descobertas de petróleo na costa brasileira, a abundância dos recursos naturais, sobretudo na Amazônia, e o avanço de governos de esquerda e de centro na região.

Estudos elaborados pelo Ministério da Defesa em conjunto com a Petrobras demonstram preocupação, no tocante a reativação da Quarta Frota, com questões relacionadas à Amazônia e a soberania brasileira sobre o Campo de Tupi, na Bacia de Campos, cujas recentes descobertas apontam para uma reserva de petróleo estimada em entre 5 bilhões a 8 bilhões de barris.

As mais novas descobertas estão localizadas no limite de 200 milhas náuticas a partir do litoral brasileiro. Segundo acordo internacional, que estabelece o limite territorial de cada nação costeira, as reservas pertencem ao país. Ocorre que os EUA não são signatários dessa Convenção das Nações Unidas sobre o Direito ao Mar (CNUDM).

Além do governo, é grande a preocupação do parlamento brasileiro com a presença militar dos EUA na América do Sul. Foi aprovada nesta terça (29), por exemplo, durante reunião do Parlamento do Mercosul, uma declaração apresentada pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) dando conta de que a reativação da Quarta Frota não é oportuna.

“É inteiramente inoportuna e desnecessária, dadas as atuais circunstâncias mundiais e regionais que conformam a América do Sul como uma região pacífica e democrática”, diz o senador numa declaração divulgada pela Agência Senado. O texto foi aprovado por 26 votos a favor, nenhum contra e 11 abstenções.

Visitante é crítico da Venezuela

O subcomandante Glenn Spears é um dos mais contundentes críticos do governo do presidente Hugo Chaves na Venezuela. Por conta da compra de armas feita pelos venezuelanos da Rússia, ele deu a seguinte declaração: “Nós estamos seriamente preocupados com essa grande quantidade de aquisições”.

Além da pretensão em adquirir helicópteros MI 28, aviões de vigilância, tanques, sistemas de defesa aéreos e submarinos atômicos, a Venezuela já comprou cerca de US$ 4 bilhões em armamentos russos. Com a aquisição, a Rússia diz que a Vanezuela reforça sua soberania na América Latina.
Defesa diz que visita foi de cortesia

Em resposta ao questionamento do Vermelho sobre os motivos da visita, o Ministério da Defesa, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que a solicitação feita pelo governo norte-americano teve como finalidade “estreitar os laços entre Brasil e os Estados Unidos para facilitar a comunicação entre os países, e também, de conhecer as instalações brasileiras”.

Diz que o coordenador do Departamento de Assuntos Internacionais, do Ministério da Defesa (DAI), tenente-coronel Marco Aurélio Guimarães, acompanhou o subcomandante Glenn Spears e um assessor direto, durante toda a visita.

“Este tipo de atividade é rotineiro na relação entre os dois países, haja vista a vasta programação de visitas a unidades militares e de transporte aéreo já realizadas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e comandantes militares brasileiros”, diz o comunicado.

Assessoria enviou uma agenda do ministro Jobim em bases militares dos Estados Unidos em março deste ano para explicar à recíproca. Entre outras atividades, Jobim visitou a Base Naval de Norfolk, onde conheceu um submarino nuclear, reuniu com Condoleezza Rice, secretária de Estado e visitou o Centro de Comando do Sistema de Controle de Tráfego Aéreo de Dulles.

Ministro Jobim nos EUA

Na última quinta (24), o ministro Jobim também iniciou uma nova visita de sete dias aos Estados Unidos. Ele viajou acompanhado do comandante da Marinha, Júlio Soares de Moura Neto, do comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Sérgio Etchegoyen, e do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel. Já nos EUA, o comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito, se juntará à comitiva.

Segundo a assessoria do ministério, uma vasta programação de visistas estavam programadas, entre elas, uma parada no Estado de Nevada, em Las Vegas, onde ele conheceria a Base Aérea de Nellis.

Site do Pc do B

Rizzolo: O problema principal no Brasil é a visão pequena da esquerda brasileira, que ao mesmo tempo em que abraça Hugo Chavez, repudia o governo americano. Até quando a esquerdada América Latina terá surtos persecutórios e visões conspiratórias em relação a tudo o que os EUA se propõe a fazer ?

Em primeiro lugar, esse tipo de visita é rotineiro, e não é porque descobriu-se o campo de Tupi, na Bacia de Santos, que agora os EUA tentam segundo os reis da teoria conspiratória, reativar a Quarta Frota. Deveriam sim estar preocupados com as Farc, com a avidez de Hugo Chavez na compra compulsiva de armamentos, inclusive o russo S-300; mas não, estão intrigados com Glenn Spears, subcomandante do Comando Sul dos Estados Unidos, numa visita rotineira.

Estou sempre me debatendo no fato de que a esquerda brasileira é o baluarte da Rússia, Coréia do Norte, e China, países digamos ” democráticos”, e mais, tendo como estandarte Hugo Chavez, e como política de fronteira as reservas contínuas. No meu ponto de vista como brasileiro, patriota e democrata, entendo a visita de Glenn Spears, muito bem-vinda, num momento muito apropriado.Leia também: Quarta frota:um bem necessário ?, ou A insônia do Comandante Joseph Kernan, ou também, Delírios Conspiratórios

Quarta Frota: um Bem Necessário ?

Existe um ditado judaico, muito citado, que exprime a necessidade do esforço pessoal para conseguirmos nossos objetivos: ” Senão eu por mim, quem por mim? “. Nascemos sós neste mundo, muito embora estamos rodeados de pessoas que nos amam, como amigos, família, parentes, existem situações que dependem exclusivamente de nós mesmos.

Não é nenhuma novidade o fato de que o Brasil hoje é uma País vulnerável, nossas fronteiras, estão fragilizadas, nossa capacidade de dissuasão não está à altura do nosso território, alem disso, existem discursos e grupos na América Latina com pouca vocação democrática, e para isso não é necessário ser um estrategista ou um ” expert”, para saber da nossa vulnerabilidade como Pais com a dimensão territorial que temos.

É sabido também, que a China e outros países como Irã, aumentam seu poderio militar em rotas de seus navios comerciais. Não seria portanto justificável, tampouco político, em se tratando de um País como os EUA, com uma de visão política militar territorial, ” tirarmos satisfações”, ou ” cobrarmos explicações” do porque da presença da quarta frota americana no Atlãntico. Seria sim melhor, energizarmos o nosso discurso, contra movimentos de cunho guerrilheiro como as Farc, discurso este “dúbio”, como assim classificou o assessor e ideólogo do presidente Álvaro Uribe na Colômbia, o advogado José Obdulio Gaviria, em relação à posição do governo brasileiro frente as Farc. Também seria providente nos preocuparmos com as nossas fronteiras, como a questão da demarcação contínua na Raposa Serra do Sol.

O que observamos no Brasil, é uma preocupação excessiva que vem de encontro ao “coro solidário” da esquerda da América Latina, tímida em rechaçar as Farc, e enérgica em acusar os EUA nas suas políticas em defesa do que eu chamaria de preservação da democracia. É um engano pensar que a democracia está militarmente bem representada na América Latina, da mesma forma que é um absurdo entender que a atuação dos EUA no Atlântico visa a cobiça do nosso petróleo.

Talvez as explicações que o governo brasileiro exige dos EUA, poderiam ser respondidas pelas afirmações que elenquei acima, talvez a percepção da nossa vulnerabilidade seja o embasamento daquilo que os EUA já perceberam e constataram, e nós, ainda entorpecidos pelos brados de Chavez, na implementação de um útópico Conselho Sul-Americano de Defesa, não conseguimos compreender que na verdade, a Quarta Frota passa a ser a única bandeira militar de peso da democracia no oceano. Mesmo porque, em vista de tudo disse, “senão a quarta frota por nós, quem por nós?”.

Fernando Rizzolo

Lula quer explicações dos EUA sobre Quarta Frota

Enviada especial da BBC Brasil a San Miguel de Tucumán – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que quer explicações dos Estados Unidos sobre a Quarta Frota da marinha americana, que reapareceu nas águas da América Latina quase 60 anos após ter sido desativada.

“Pedi ao ministro (das Relações Exteriores) Celso Amorim que pedisse à secretária de Estado americana (Condoleezza Rice) informações sobre os objetivos desta Quarta Frota”, disse Lula, em entrevista coletiva no encerramento da 35ª Reunião de Cúpula do Mercosul, na cidade argentina de San Miguel de Tucumán.

A Quarta Frota da marinha dos Estados Unidos, criada em 1943 diante da ameaça nazista, havia sido desativada em 1950. A partir desta terça-feira, a unidade voltou a realizar operações nos mares da América Latina.

“Nós agora descobrimos petróleo em toda a costa marítima brasileira, a 300 quilômetros da nossa costa, e nós, obviamente, queremos que os Estados Unidos nos expliquem qual é a lógica desta Quarta Frota”, afirmou Lula.

“Nós vivemos numa região totalmente pacífica”, disse o presidente, ao afirmar que a única guerra na região é contra a pobreza e a fome.

“Se fosse frota de navios de alimentos, de navios de sementes, seria até razoável. Mas eu penso que isso o ministro Celso Amorim haverá de ter uma resposta da Condoleezza”, disse.

Críticas

A reativação da Quarta Frota provocou críticas de líderes latino-americanos, como o cubano Fidel Castro e o presidente da Bolívia, Evo Morales.

Lula falou sobre o tema ao ser questionado sobre declarações feitas durante a reunião de cúpula pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que condenou essa presença da marinha americana na região.

Alguns analistas afirmam que o objetivo da medida seria controlar países da região com governos considerados “incômodos” por Washington, especialmente a Venezuela.

Porta-vozes militares americanos afirmam que a reativação da Quarta Frota não significa uma mudança de estratégia do país.

Segundo os Estados Unidos, trata-se de um ajuste operacional sem intenções agressivas, para melhorar a capacidade operativa no combate ao narcotráfico, manejo de desastres naturais e trabalhos de cooperação.

Pré-sal

Na entrevista ao final da reunião, o presidente Lula disse também que o Brasil vai começar a tirar os primeiros barris de petróleo da camada pré-sal no Estado do Espírito Santa em setembro.

“Em setembro deste ano vamos começar a fazer exploração experimental no Espírito Santo, numa área que foi descoberta recentemente pela Petrobras”, afirmou Lula.

“E também vamos começar a fazer exploração experimental, com 20 mil barris, em Tupi, em março do ano que vem”, disse.

Segundo o presidente, energia e alimentos foram os principais assuntos tratados nas reuniões bilaterais que teve nesta terca-feira com Chávez e com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

“O Brasil tem um potencial energético razoável e ainda não temos o petróleo da Venezuela, mas já encontramos a quantidade suficiente para nos dar tranqüilidade”, disse Lula.

Argentina

Quando questionado sobre o pedido de Cristina Kirchner para que o Brasil envie maior quantidade de energia ao mercado argentino e com valor mais baixo que o atual, Lula disse que o país vai ajudar a Argentina a enfrentar sua crise energética.

“Não vamos deixar que o povo argentino sofra por conta do frio, por conta de falta de energia”, disse o presidente, ao afirmar que o Brasil pode exportar energia elétrica.

Outro tema debatido entre Lula e a presidente argentina foi a Rodada de Doha de liberalização do comercio mundial. Uma reunião técnica dos dois países foi marcada para o dia 14.

“Eu disse que a Rodada de Doha é muito importante, mas que só faremos algo como Mercosul”, disse Lula.

Hoje, a Argentina é definida como mais “cautelosa” que o Brasil nas discussões sobre o tema.

Inflação

Na entrevista, de cerca de 30 minutos, Lula falou ainda sobre a alta da inflação no Brasil.

“Tenho preocupação com a inflação acho que desde que comecei a trabalhar no meu primeiro emprego, em 1959. Eu sei o quanto a inflação prejudica os trabalhadores que vivem de salário. A inflação prejudica os mais pobres”, disse.

“Temos total condições de controlar a inflação”, afirmou o presidente.

“Não brincaremos com a inflação. Vivi, como dirigente sindical, inflação de 80% e 40% e posso garantir que isso não vai voltar a acontecer no Brasi”, disse Lula.
Agência Estado

Rizzolo: Realmente, com todo o respeito a Lula e Chavez, chega a ser hilário a posição dos dois em relação aos questionamentos sobre a 4th Frota, ou a “Fourth Feet”; mais proveitoso seria, se o governo federal se preocupasse com a Reserva Raposa Serra do Sol que faz fronteira com nosso amigo Hugo Chavez. Talvez por causa dele, sim, se faz jus a Fourth Fleet estar por aqui. Os EUA possuem uma visão de segurança militar regionalizada por ser uma potência mundial, isso não quer jamais dizer, como insinua Lula e Chavez, que estão eles interessados no nosso petróleo, ou que irão nos atacar.

Não podemos igualar nosso discurso no pobre esteio ideológico ultrapassado de Chavez, que teve sim envolvimento comprovado com as Farc. Pedir para que os EUA se retratarem em função da Fourth Fleet, é se igualar as posturas Chavistas. Para finalizar, vamos cuidar das nossas fronteiras porque do contrário, aí sim precisaremos ajuda da Fourth Fleet em razão da “nossa vizinhança”. E tem mais, não sou um “judeu agente da CIA” como alguns já me insinuaram, tenho apenas bom senso e gosto da democracia.

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A Marinha do Brasil e a questão dos submarinos

Comandante da Marinha defende política de aquisição de submarinos convencionais, diante das dificuldades de verba para concluir o submarino nuclear brasileiro

Publicamos hoje texto enviado pelo Comandante da Marinha, almirante Roberto de Guimarães Carvalho, a respeito da entrevista que nos concedeu o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva (HP, 22/11/2006), sobre a questão do submarino nuclear brasileiro. Na entrevista mencionada, o almirante Othon, que chefiou o programa nuclear da Marinha, com a conquista da tecnologia para o enriquecimento do urânio, defendia a conclusão do submarino nuclear, já em adiantada fase de construção – tanto o reator nuclear quanto o protótipo do submarino já foram realizados, faltando a criação de laboratórios que permitam testar o reator em condições operacionais. Para o almirante Othon, a política de investir em submarinos convencionais não é a mais apropriada aos interesses da defesa do país. Nas condições tecnológicas da guerra atual, somente submarinos nucleares poderiam garantir a defesa diante de inimigos do país que já possuem, há muito, belonaves desse tipo. Daí a sua formulação de que a construção do submarino nuclear é um “gesto de independência”.

Em seu texto, o Comandante da Marinha ressalta que “a Marinha tem, permanentemente, pleiteado recursos junto ao Governo Federal, a fim de possibilitar darmos o curso normal ao Programa Nuclear da Marinha. Apesar do insucesso dessas tentativas, pelo menos até agora, é importante realçar que o Programa Nuclear da Marinha permitiu ao Brasil dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio, conhecimento este restrito a apenas oito países”. Na ausência desses recursos, o Comandante da Marinha defende a política de aquisição – e possível construção no Brasil – de submarinos convencionais. “Como o próprio senhor Othon afirma, só tem submarino convencional quem não pode ter o nuclear”, diz o almirante Carvalho, e conclui: “infelizmente, nós estamos neste caso, pelo menos, ainda por um bom tempo, haja vista a situação orçamentária da Marinha nos últimos anos”.

Trata-se de um debate decisivo para o nosso país. Trata-se da defesa de nossa soberania, de nossa independência. Por isso mesmo, é altamente importante que os brasileiros, habitantes de um país com uma imensa fronteira marítima, tenham consciência precisa da questão, para que concentremos nossos recursos e nossos esforços na melhor e mais eficaz solução.

Almirante Roberto de Guimarães Carvalho *

Em relação à entrevista concedida pelo senhor Othon Luiz Pinheiro da Silva a esse conceituado veículo de comunicações, publicada na edição no dia 22 de novembro, cujo teor versa, basicamente, sobre a obtenção de submarinos convencionais ou nucleares, na qual, fazendo questão de dizer que falou como cidadão e não como Vice-Almirante da Reserva – daí eu ter me referido a ele como senhor, tece comentários, sem ter conhecimento completo do quadro conjuntural, sobre decisões da Alta Administração Naval, tanto de passado recente, como da atual, cabe a mim, como Comandante da Marinha, esclarecer aos leitores os seguintes aspectos:

a) a possível construção de um submarino convencional no nosso arsenal não é, na opinião da Marinha, um retrocesso. Pelo contrário, é a continuação do progresso, pois possibilitará manter a qualificação dos nossos engenheiros, técnicos e operários, conquistada com muito esforço, e que não podemos perder;

b) a Marinha tem perfeita ciência das diferenças existentes entre as capacidades operativas de submarinos convencionais e nucleares. Como o próprio senhor Othon afirma, só tem submarino convencional quem não pode ter o nuclear e, infelizmente, nós estamos neste caso, pelo menos, ainda por um bom tempo, haja vista a situação orçamentária da Marinha nos últimos anos. A Marinha sonha com o submarino nuclear, mas isso não basta. É preciso que, além do nosso sonho, haja uma vontade nacional, traduzida em recursos, de forma a transformar o sonho em realidade. Enquanto isso não ocorre, resta-nos a opção dos submarinos convencionais, que, apesar de terem sido comparados a “focas” ou “jacarés”, são plataformas navais eficazes, tanto o é, que, a principal e mais poderosa marinha do mundo os considera como uma das principais ameaças que poderá ter de enfrentar;

c) o submarino que a Marinha pretende construir não é o da classe daqueles que foram construídos na Argentina na década de 70. É um submarino convencional moderno, da mesma origem dos nossos atuais cinco submarinos, que serão modernizados, mantendo-se, assim, a padronização. Adquirir um submarino de uma outra origem, com tecnologia diferente daquela com a qual estamos habituados a trabalhar, seria passar por uma experiência que a nossa Força de Submarinos já passou, e que não foi boa, qual seja, a de conviver com submarinos de origens diversas. Em acréscimo, não há registro conhecido, de que um país detentor da tecnologia nuclear, para fins de propulsão naval, bem como de projetos de plataformas onde possam ser instalados os equipamentos e sistemas necessários, tenha transferido esses conhecimentos sensíveis a outro. Assim, considero, no mínimo, arriscada a presunção de que isso aconteceria conosco, caso a opção fosse por um submarino de outra origem;

d) no que se refere às considerações feitas citando nominalmente o Almirante-de-Esquadra Ivan da Silveira Serpa, eminente, respeitado e honrado Chefe Naval e ex-Ministro da Marinha, as mesmas distorcem os fatos e não correspondem à realidade. A bem da verdade, é mister mencionar que o Almirantado, então presidido pelo Almirante Serpa, ao decidir pela diminuição dos recursos destinados ao Programa Nuclear da Marinha, o fez motivado pela redução do orçamento da Força, pelo decrescente aporte de recursos da antiga Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), parceira no projeto, e por problemas de gestão na condução do Programa. Aliás, na oportunidade, por determinação do próprio Almirante Serpa, foi criada uma Comissão de Almirantes e Oficiais capacitados, com a tarefa de proceder um criterioso redimensionamento do referido Programa, adequando-o à realidade e às normas orçamentárias da Marinha;

e) quanto à aquisição em 1995, das quatro fragatas na Inglaterra, os navios, apesar de usados, estavam em excelentes condições materiais e operativas, três dos quais ainda integram e constituem importante parcela do poder combatente da nossa Esquadra. Os recursos utilizados, por meio de crédito especial, não integravam o Orçamento da Marinha e, portanto, não concorreram com os aplicados no Programa Nuclear. Em acréscimo, esses navios foram adquiridos para substituírem contratorpedeiros já bem antigos, de origem norte-americana, que foram retirados do serviço ativo. É claro que a Marinha precisa de submarinos, mas, embora alguns possam não concordar, também precisa de navios;

f) é imperativo enfatizar que, durante o meu período de Comando e daqueles que me antecederam, a Marinha tem, permanentemente, pleiteado recursos junto ao Governo Federal, a fim de possibilitar darmos o curso normal ao Programa Nuclear da Marinha. Apesar do insucesso dessas tentativas, pelo menos até agora, é importante realçar que o Programa Nuclear da Marinha permitiu ao Brasil dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio, conhecimento este restrito a apenas oito países; e

g) em relação aos comentários pessoais sobre o atual Chefe do Estado-Maior da Armada, considero-o um oficial empreendedor, reconhecidamente inteligente e capaz, e cujo prestimoso assessoramento nos assuntos relevantes da Marinha tem sido de extrema valia para as decisões de alto nível que meu cargo requer.

Em relação ao todo da matéria jornalística, acredito que o senhor Othon tem todo o direito de expor as suas opiniões pessoais sobre um tema tão importante, mas deveria tê-lo feito considerando todas as variáveis envolvidas nesse complexo problema, e não apenas parte delas. Poderia, ainda, ter sido um pouco mais cortês nas suas colocações, dentro da fidalguia característica dos homens do mar.

*Comandante da Marinha
Jornal Hora do Povo

Rizzolo:A questão dos submarinos do ponto de vista tecnológico, se por hora o ideal é o convencional, ou se, o ideal seria que os investimentos maiores fossem drenados para a construção do submarino nuclear, é uma questão técnica e dialética. O que precisamos de uma vez por todas nesse país, e isso eu fico muito à vontade pra falar, até porque não sou militar, é termos uma visão concreta, determinada, e eficaz de investimento no nosso Parque Indústria Bélico.

Não há como conceber um país com uma extensão territorial como a nossa, onde ainda de forma submissa, ficamos escolhendo submarinos “de acordo com o nosso bolso”; não podemos aceitar, como disse o Almirante Roberto Carvalho, na sua justificativa, “que o Almirantado, então presidido pelo Almirante Serpa, ao decidir pela diminuição dos recursos destinados ao Programa Nuclear da Marinha, o fez motivado pela redução do orçamento da Força, pelo decrescente aporte de recursos da antiga Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), parceira no projeto, e por problemas de gestão na condução do Programa. Aliás, diz ele, na oportunidade, por determinação do próprio Almirante Serpa, foi criada uma Comissão de Almirantes e Oficiais capacitados, com a tarefa de proceder a um criterioso redimensionamento do referido Programa, adequando-o à realidade e às normas orçamentárias da Marinha”.

Ora, nossa defesa, nossas Forças Armadas não podem ficar sucateadas enquanto Bancos internacionais e nacionais se lavam em lucros, onde multinacionais em vultuosas remessas de lucros e dividendos nem sequer pagam Imposto de Renda, à Nação brasileira, onde tudo é programado para economizar, e se fazer superávit primário visando interesses externos. Agora em relação a orçamento militar tão importante como qualquer projeto social, temos sim que nos limitarmos “de acordo com o nosso bolso”, deixando a defesa nacional relegada a terceiro plano.

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Submarino nuclear, blindados e caças são decisivos para Defesa

O ministro Waldir Pires considerou ainda a reativação da indústria nacional de defesa, como a Imbel, o desenvolvimento da família de mísseis e a aquisição de radares tridimensionais

O ministro da Defesa, Waldir Pires, anunciou as diretrizes que serão seguidas pelas Forças Armadas em seu programa de reaparelhamento. O anúncio foi feito em reunião do Conselho Militar de Defesa na semana passada. “É evidente que o Brasil precisa estar aparelhado, precisa estar capacitado, precisa estar em condições de dizer ao povo brasileiro que nós temos condições de termos uma nação que cumpra seus deveres com seu destino e com o futuro do seu povo”, afirmou o ministro.

O encontro reuniu os comandantes da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto; do Exército, general Enzo Martins Peri; da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, e o chefe do Estado-Maior de Defesa, Cleonilson Nicácio Silva. “A soberania não se delega, se exerce por meio de nossas instituições civis e militares”, disse Waldir Pires. O Conselho de Defesa foi criado no final da década de 90 para assessorar o presidente da República.

SUBMARINO NUCLEAR

No encontro, Waldir Pires destacou que o Programa de Reaparelhamento das três Forças deve levar em conta a importância crescente que o País assume na América do Sul e no cenário mundial. O ministro destacou como prioridade no programa a implantação do projeto do submarino de propulsão nuclear, submarinos convencionais, construção de navios-patrulha oceânicos e fluviais (estes últimos para o patrulhamento da Amazônia), e a compra de aviões de caça considerados de última geração, constante do projeto FX da Aeronáutica.

Além disso, a Defesa considerou prioridade o desenvolvimento nacional de famílias de mísseis, sejam antiaéreos, terra-ar ou mar-ar; a aquisição de radares tridimensionais de defesa aérea e ampliação da frota de helicópteros para transporte e defesa.

Segundo o Ministério, as diretrizes atendem à defesa da Amazônia – tida como prioridade estratégica para o país – assim como à proteção do Atlântico Sul “onde concentra-se grande atividade econômica brasileira, como a produção de 80% do petróleo produzido no país”. A partir deste encontro, o Conselho de Defesa estuda a possibilidade de criação de um Fundo de Reaparelhamento das Forças Armadas como forma de evitar a interrupção do fluxo financeiro das FFAA.

IMBEL

A reativação da indústria nacional de Defesa, como a Imbel (Indústria de Material Bélico), também foi abordada pelo ministro, uma vez que o Brasil pode estar capacitado para suprir as necessidades das FFAA além de fornecer materiais e equipamentos para países da América Latina e outras regiões do mundo. “O Brasil deve fortalecer suas Forças Armadas. Já adotamos uma política de paz e de multilateralismo, sustentada por um poder de dissuasão razoável. O Brasil não pode ser um mero comprador de materiais de defesa, precisamos fortalecer nossa indústria”, afirmou Pires.
Hora do Povo
Rizzolo: Precisamos dar prioridade não só no programa a implantação do projeto do submarino de propulsão nuclear, mas também aos submarinos convencionais, construção de navios-patrulha oceânicos e fluviais (estes últimos para o patrulhamento da Amazônia), e a compra de aviões de caça considerados de última geração, constante do projeto FX da Aeronáutica.

Alem disso, temos também que dar ênfase ao desenvolvimento nacional de famílias de mísseis, sejam antiaéreos, terra-ar ou mar-ar; a aquisição de radares tridimensionais de defesa aérea e ampliação da frota de helicópteros para transporte e defesa.

O Brasil não pode ser um mero comprador de materiais de defesa, precisamos fortalecer nossa indústria bélica, não basta sermos uma super poderosa força de combate de 45.000.000 (quarenta e cinco milhões) de homens, temos que ir além, na defesa de nossa soberania.

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