Marinha tem como meta obter submarino nuclear

RIO – Mais do que dobrar a atual frota de 27 navios-patrulha, a prioridade da Marinha para alcançar condições efetivas de segurança nas áreas de prospecção de petróleo na costa brasileira, como as recém-descobertas reservas na camada pré-sal, é a construção de pelo menos quatro novos submarinos até 2018. A meta principal é o aguardado submarino nuclear, que colocaria o controle da costa em outro patamar. No entanto, os oficiais não contam com ele antes de 2020.

O diferencial da estratégia submarina protagonizou na semana passada os primeiros movimentos da Operação Atlântico. Em ação no litoral do Rio, São Paulo e Espírito Santo há dez dias, 10.215 homens da Marinha, Exército e Aeronáutica medem, até dia 26, os desafios para manter o controle da imensidão formada pelo mar territorial e a zona exclusiva de exploração econômica, a Amazônia Azul. A área abriga a maior riqueza natural do País e se estende a mais de 390 quilômetros do continente. O pré-sal está nesse limites.

Embora a Marinha trate a reativação da Quarta Frota dos Estados Unidos – divisão responsável por operações no Atlântico Sul, criada em 1943, desmobilizada em 1950 e restabelecida em abril – como mera reorganização, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se disse incomodado. “Os homens já estão aí com a Quarta Frota quase em cima do pré-sal”, afirmou, no batismo da plataforma P-53, no Rio Grande do Sul, na semana passada. Os EUA dizem reforçar o combate ao narcotráfico e treinamentos bilaterais.

A Operação Atlântico é uma resposta discreta à iniciativa americana, com a exibição de alguma capacidade de mobilização militar, ainda que limitada. Na filosofia militar da dissuasão em tempos de paz, o objetivo não é investir em uma máquina de guerra imbatível – o que seria muito difícil diante da capacidade de intervenção americana -, mas fazer potenciais inimigos ou grupos terroristas pensarem duas vezes antes de se aventurar em uma área estratégica para o Brasil.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Rizzolo: No vai e vem das declarações, o presidente Lula ora tem um posicionamento, e em determinado momento outro. Assim foi com Chavez, concordava com tudo, abraçava-o, unia-se num ideal de América Latina unida, agora é contra e se sente irritado com as manobras russas e as intenções militares chavistas E o faz com muita razão. No tocante a Quarta Frota é o mesmo, ao se irritar com as manobras russas, agrada e vai de encontro à política dos EUA que rechaça a Rússia e Chavez em conluio militar no Caribe; mas já num discurso no batismo da plataforma P-53 afirma que ” os homens já estão aí”. Ora já esta mais do que provado que a Quarta Frota esta mais preocupada com aquilo que ” irrita ” Lula, ou seja, as manobras Russas.

Não é política dos EUA açambarcar à força reservas de petróleo, haja vista, inúmeros países dentre eles a Arabia Saudita. Da onde veio essa idéia? Ah! Da esquerda, dos petistas do mal, dos amigos de Chavez, daqueles que discutem política ao som de Mercedes Sosa. Na verdade, o submarino nuclear é essencial para a defesa da nossa costa, face a sua autonomia. Temos que desenvolver a área nuclear no Brasil, até porque temos a sexta maior reserva de urânio, e este enriquecimento tem sim que ser feito aqui, não no Canadá. Só para concluir os EUA participam com as Forças Armadas brasileiras de manobras, alem disso os militares não enxergam a Quarta Frota uma ameaça, agora perguntem em relação a Rússia e a Venezuela.

Sempre defendi essa lógica da presença da Quarta Frota não com uma visão intervencionista, mas de preocupação dos EUA com a atuação na América Latina dessa turma, Irã, Rússia, China, e muito antes de Chavez aparecer atuando em manobras com esses “seus aliados”. Se um dia a Rússia e seus aliados tentarem se aproximar do Pré Sal quem vai nos defender? Fala aí? Me responde? Nossas Forças Armadas sucateadas? Não, teremos enfim que chamar os ” homens que estão quase em cima no Pré Sal “, que já participam de manobras com a nossas Forças Armadas para dar nos uma mãozinha, não é? Olha, o Brasil ainda tem um anti americanismo muito bobo. E eu já falei para o pessoal da esquerda, que ninguém é obrigado a ler minhas idéias ou adentrar neste Blog. Entram porque querem e acabam ficando ” irritados”. Ora, não entrem..aqui é um espaço para quem pensa não para quem obedece “cartilhas”.

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Ação russa na região irrita Lula

A crescente articulação militar e diplomática entre os governos da Venezuela e da Rússia, a ponto de os dois países terem agendado para novembro um grande exercício aeronaval conjunto no Caribe, irritou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O assunto foi discutido no Planalto com assessores, ficando decidido que a insatisfação brasileira será transmitida ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, quinta-feira, em Nova York, na cúpula dos países da Unasul (União das Nações Sul-Americanas).

Na avaliação do governo brasileiro, a Venezuela está “importando desnecessariamente para a América do Sul” uma disputa diplomática entre EUA e Rússia a reboque do xadrez geopolítico que levou forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) à Geórgia, à porta da fronteira russa. Virão, até mesmo, os bombardeiros supersônicos TU-160, que têm capacidade de carregar armas convencionais e nucleares.

“Não achamos isso positivo e o presidente Lula só não falou ainda com Chávez porque não teve oportunidade. Mas vai falar”, disse ao Estado um ministro. Apesar de ter expulsado o embaixador do EUA, Chávez confirmou sua presença em Nova York para cumprir uma agenda que começa com a abertura da 63ª Assembléia-Geral das Nações Unidas (ONU), terça-feira. Na avaliação de diplomatas e assessores do Planalto a aliança Venezuela-Rússia, bem no rastro dos conflitos na Geórgia, deixou claro que se tratou de um jogo de resposta aos EUA, com Chávez fazendo o papel de “intermediário” da provocação. “Já temos os nossos problemas e as nossas questões, não precisamos de mais nenhum ingrediente para acrescentar tensão à região”, observou o mesmo ministro.

Também incomodou o Brasil o fato de Chávez declarar-se “aliado estratégico” da Rússia. Outra preocupação: os russos também vão pôr um pé na Bolívia, o que já é do conhecimento do Itamaraty. Como o governo Evo Morales expulsou o embaixador dos EUA, La Paz vai perder, em dezembro, a preferência tarifária para exportações direcionadas ao mercado americano, assim como terá cortada a ajuda para o combate ao narcotráfico. A opção de Evo foi autorizar a ajuda do governo russo no combate ao narcotráfico, tarefa na qual Moscou tem pouca experiência.

A aproximação de Chávez, ressuscita uma influência russa sobre espaços latino-americanos, que existia a partir da revolução cubana (1959), mas que foi se esvaindo com o fim da União Soviética. A Venezuela viu na parceria, entre outras coisas, uma forma de responder à iniciativa dos EUA de reativar a 4ª Frota americana, com base no Mar do Caribe, que faz a vigilância do Atlântico Sul.

Para o exercício militar conjunto, em novembro, a Rússia promete enviar cerca de mil militares e quatro navios, entre eles o cruzador russo nuclear Pedro, O Grande, um dos maiores do mundo, com capacidade para lançar até 500 mísseis.

Diante da reclamação de Lula, Chávez tende a lembrar que 9 mil militares brasileiros, argentinos e dos EUA fizeram, em abril passado, na costa do Rio de Janeiro a Operação Unitas.

A operação, que é realizada há 49 anos, trouxe para o Brasil o maior porta-aviões da frota dos EUA, o George Washington – 333 metros de comprimento, 257 metros de largura e 74 metros de altura.

Agência Estado

Rizzolo: Certa ocasião, e não faz muito tempo, em um comentário meu, afirmei que o presidente Lula provavelmente já deveria estar cansado das “maluquices de Chaves”. Talvez não estaria eu de todo errado, ao ver de forma insidiosa o posicionamento do presidente em relação ao líder do ‘ socialismo bolivariano”. Por outro lado, dúvida jamais tive que Lula sempre foi um grande líder, e isso os leitores podem inferir nos meus comentários consignados aqui neste Blog.

A irritação do presidente procede, e se ainda não havia ele se pronunciado, com certeza deve ter sido em função daquilo que mais atrapalha o presidente Lula: os petistas do mal. Como já afirmei, em minha concepção, existem petistas do bem e petistas do mal, estes últimos – os quais um dia tentarei elencá-los – atrapalham sua gestão, tumultuam seu governo, geram intrigas, e não cansam de tentar determinar seus desígnios.

Como um verdadeiro líder, Lula de forma sábia, os deixam de lado; simula que compactua com seus discursos, mas como a sensatez predomina, e tudo tem limite, em determinado momento demonstra sua irritação e seu cansaço, com o chavismo. Realmente não é fácil, até que o presidente tem muita paciência, chavismo, petistas do mal, a esquerda grudenta, e o índio Morales tudo de uma vez só, ” enche o saco”, não é presidente?

A esquerda deve estar falando: ” É só acabar o shabat que esse judeu começa a falar mal. ” Não existe ” Lashon Hará” para petistas do mal ( risos..) os judeus sabem do que estou falando …apenas um brincadeirinha…

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Lula: não pedimos ‘ajuda para saúde’ à 4ª Frota americana

Em entrevista ao jornal argentino Clarín, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a 4ª Frota norte-americana lhe preocupa porque “a 4ª Frota pretende ir exatamente onde nós acabamos de descobrir petróleo. Então, quando os Estados Unidos afirmam que a 4ª Frota é para ajuda em assuntos de saúde não entendo para que, se nós não estamos pedindo que nos ajudem na saúde. Por outro lado, nossas Forças Armadas são frágeis do ponto de vista de equipamento. E o Brasil vai reconstruir sua indústria de Defesa. A Argentina já teve uma indústria de Defesa muito melhor que a de hoje e precisa recuperar isso”.

Questionado se a 4ª Frota é o inimigo hipotético, Lula afirmou: “Nós não temos inimigos. Não o vejo. Claro que sou um pacifista ao extremo, desde que nasci. Entretanto, o mundo nem sempre está na mesma linha que a nossa. Às vezes você tem uma pessoa que dirige o carro com o maior cuidado e vem outra no sentido contrário e se choca com ele. Sempre pode aparecer alguém que queira guerra e por isso nós precisamos estar preparados para garantir a defesa de nosso território e de nossa região. Creio que isto é extremamente importante”.

Lula lembrou o que ocorria no período neoliberal de FHC, no Brasil, e Carlos Menem, na Argentina, quando eles disputavam o abraço dos mandatários dos Estados Unidos. “Quando iniciei o governo em 2003, a América do Sul não era muito considerada pela elite brasileira. Nossa cabeça e também da elite argentina estavam na Europa ou nos Estados Unidos. Recordo quando Fernando Henrique Cardoso e Carlos Menem eram presidentes, e Pedro Malan era ministro da Fazenda e Cavallo era ministro de Economia da Argentina. Nessa época, eles disputavam quem era mais amigo do ex-presidente Bill Clinton, ou do homem do Tesouro dos Estados Unidos. Cada um de nossos presidentes e funcionários se desdobrava para ver quem era o mais simpático aos europeus”.
Hora do Povo

Rizzolo: O texto tenta extrair de Lula uma postura anti americana, e por sua vez Lula tenta agradar gregos e troianos. Se temos que nos preocupar com alguém ou alguma incursão militar, é com a Rússia no Caribe sob os auspícios de Chavés. Mas não, a esquerda quer de qualquer forma que o Brasil retruque a Quarta Frota, é o velho sentimento infantil anti americano. Ora, é uma infantilidade tremenda afirmar que os EUA querem açambarcar a força o petróleo brasileiro, e que a razão da Quarta Frota estar nos mares seria esta. Ademais, o petróleo brasileiro nem sequer veio à tona. Não é do feitio americano tomar poços de petróleo no exterior com força militar. Por acaso ocorreu isso na Arabia Saudita, ou outros países? Da onde tiraram esta idéia?

É impressionante a infantilidade da esquerda brasileira, bem do tipo chavista. Agora em relação as manobras russas nada. Silêncio completo. Afinal na visão tacanha dos ” companheiros ” a Rússia e Chaves podem, não é? Será que não pensaram que uma da razões da presença da Quarta Frota seria os interesses da Rússia, China, Irã, na nossa América Latina ? Isso que dá discutir assuntos políticos ao som de Mercedes Sosa.

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Aviões bombardeiros russos chegam à Venezuela

MOSCOU – Dois bombardeiros estratégicos russos pousaram hoje em uma base aérea na Venezuela, para participar de manobras militares conjuntas entre os dois países, informaram as agências russas de notícias, citando fontes no Ministério da Defesa do país. “Os dois aviões bombardeiros estratégicos Tu-160 tomarão parte em vôos de treinamento sobre águas neutras e após isso retornarão à base”, informou a agência russa Interfax, ao citar uma fonte no Ministério da Defesa.

Aviões bombardeiros russos chegam à Venezuela rastrearam os bombardeiros russos durante o vôo da Rússia à Venezuela, informou a agência estatal russa RIA-Novosti. A Rússia informou na segunda-feira que despacharia navios cruzadores e bombardeiros estratégicos para manobras militares conjuntas com a Venezuela. As manobras ocorrerão em novembro e serão as primeiras desse tipo no Hemisfério Ocidental desde o final da Guerra Fria em 1991.

Os movimentos ocorrem em meio a crescentes tensões entre Washington e Moscou, incluídas disputas provocadas pela presença de navios militares americanos no Mar Negro. Os navios americanos foram enviar ajuda humanitária à Geórgia. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é um aliado próximo de Moscou e desenvolve uma relação abertamente hostil aos EUA.

Uma porta-voz da Marinha da Rússia disse que as manobras de novembro ocorrerão sob um acordo fechado entre os líderes dos dois países quando Chávez visitou Moscou no final de julho. O porta-voz do Ministério do Exterior da Rússia, Andrei Nesterenko, disse que os exercícios militares “não têm nenhuma relação com a atual situação no Cáucaso, e não tem em mira um terceiro país”. As informações são da Dow Jones.
Agência Estado

Rizzolo: Pelo menos, como comentam nos EUA, os russos descobriram que alguns aviões bombardeios de seu exército, ainda podem voar, e distâncias longas. Agora o mais intrigante, e este Blog já comentou isso anteriormente, é que não vi nenhum comentário da esquerda brasileira condenando essas manobras russas com o comandante Chavez. Silêncio total. Governo, Itamarati, PT. Lógico, o diabo são os EUA, a Quarta Frota, esta sim , não é ? Os russos? Ora, os russos e o socialismo bolivariano, ah! Esses podem, tem legitimidade, não é?

Olha, sinceramente, não dá nem para tirar foto do lado, viu. E a Bolívia agora, expulsando o embaixador americano. Para Evo Morales, a culpa de tudo são os EUA, e não passou quatro horas antes de eu comentar que Morales iria culpar os EUA que o índio latino, o fez com uma precisão de um relógio suíço, ou melhor de um relógio boliviano. Essa história de cunho conspiratório da esquerda latino americana em culpar os EUA por movimentos internos, de oposição ao regime, é uma coisa tão antiga, da década de 60, dos discursos de Che Guevara que realmente não impressiona mais ninguém, a não ser aqueles que ainda acreditam no ” El Satan americano”, coisa antiga, do tempo em que a Mercedes Sosa fazia sucesso. Bem de qualquer forma estou aguardando por parte do governo brasileiro que exija uma explicação do governo Russo pelas manobras no Caribe. Até qundo vamos aceitar as coisas do ” imperialismo russo” não? (risos.)

Rússia diz que enviará navios de guerra para Caribe

MOSCOU – A Rússia anunciou na segunda-feira que enviará um poderoso cruzador movido a energia nuclear para as águas do Caribe a fim de realizar um exercício naval com a Venezuela, anunciando assim suas primeiras manobras de grande escala a serem realizadas às portas dos EUA desde a Guerra Fria.

Autoridades russas negaram que a missão tenha qualquer relação com a presença de navios de guerra norte-americanos no mar Negro, mas reconheceram que as manobras ocorrerão em um momento de nervos à flor da pele nas relações entre os EUA e a Rússia por causa do conflito na Geórgia.

O governo russo criticou os norte-americanos por enviarem um navio de comando militar e duas outras embarcações para a Geórgia a fim de distribuir material de ajuda ali e dar mostras de apoio ao presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, depois de a Rússia ter colocado seus soldados dentro do país vizinho.

O presidente russo, Dmitry Medvedev, perguntou no sábado como os EUA se sentiriam se “nós enviássemos ajuda humanitária para o Caribe usando a nossa Marinha”.

Andrei Nesterenko, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, disse na segunda-feira que a missão naval para a Venezuela incluiria o cruzador movido a energia nuclear “Pedro, o Grande,” um dos maiores navios de guerra do mundo.

O destróier mais moderno dos russos, o “Almirante Chabanenko”, também rumará para o Caribe junto com outras embarcações, entre as quais um navio-tanque, acrescentou.

O exercício naval, que deve ocorrer em novembro, contará com o apoio de aviões anti-submarino estacionados na Venezuela, disse.

A Rússia negou que a manobra seja algum tipo de retaliação pelo fato de os EUA terem enviado navios de guerra para a Geórgia.

“Estamos falando sobre um evento planejado que não tem ligação com as circunstâncias políticas atuais e que não está de forma nenhuma relacionado ao que ocorreu na Geórgia”, afirmou o porta-voz em uma entrevista coletiva. Os exercícios “não serão direcionados contra os interesses de outros países.”

Os navios participarão de “manobras conjuntas, exercícios de busca e resgate além de rotinas de comunicação”, afirmou Igor Dygalo, porta-voz da Marinha russa, em um comunicado. Dygalo acrescentou que o exercício está sendo planejado há um ano.

O “Pedro, o Grande” é uma embarcação imponente e fortemente armada que carrega tanto mísseis terra-terra quanto cerca de 500 mísseis terra-ar, segundo Jon Rosamund, editor da revista Jane’s Navy International, especializada nessas questões.

“No papel, trata-se de um navio imensamente poderoso”, afirmou. “Não temos muita certeza sobre se isso é uma demonstração de força ou se representa de fato uma alternativa operacional viável naquela região”, disse Rosamund.

“Esses navios possuem muito mais poder, em teoria, do que os destróiers norte-americanos que foram para o mar Negro, mas é difícil comparar o poderio de cada um”, afirmou o editor. “A Marinha russa deseja ser vista atuando em vários palcos de operação do mundo.”
Agência Estado

Rizzolo: Agora vamos lá esquerda do Brasil. Vamos lá aqueles que pressionaram o presidente Lula a pedir explicações ao governo americano sobre a Quarta Frota. Aonde estão as manifestações contra as manobras russas? Que tipo de esquerda é esta que só se manifesta contra os EUA e quando se fala em Rússia e Venezuela, e o cruzador movido a energia nuclear “Pedro, o Grande,” um dos maiores navios de guerra do mundo, no Caribe, o silêncio é total? O presidente Lula, pedirá explicações à Rússia sobre essas manobras? Ah! Aí não, não é? E eu é que sou “o judeu a serviço do império”.

Segundo eles, o certo seria eu reverenciar os russos, chineses, iranianos, se esbaldando e armando a Venezuela, e nós desarmados só assistindo, impassíveis, segundo eles, eu deveria amaldiçoar a Quarta Frota e bater palmas aos russos. Bela esquerda hein! Sou obrigado a engolir submarinos nucleares russos ao lado da nossa costa, e ainda não poder defender a Quarta Frota, que representa a liberdade e democracia, num Brasil desarmado de propósito, com as nossas Forças Armadas sucateadas. É impressionante como o que eu falava e prévia, está acontecendo antes que todos imaginassem! Essas amizades e solidariedades bolivarianas ainda vão nos custar caro. Será que é só eu que tenho coragem de falar? Será que só eu amo a liberdade, a democracia ? Será que ninquem vai acusar com veemência que a Rússia está interessado nas reservas de petróleo da mesma forma e intensidade que fizeram em relação à Fouth Fleet( Quarta Frota) ? Não, não vão viu, a Rússia pode.

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Marinha da Venezuela e Rússia fazem manobras no Caribe

As forças navais da Venezuela e da Rússia realizarão pela primeira vez exercícios conjuntos no mar do Caribe entre 10 e 14 de novembro próximos para reforçar seus laços de “amizade e cooperação”, informaram altos comandantes da Armada venezuelana.

Quatro navios e cerca de mil militares russos, assim como fragatas com mísseis, esquadrões patrulheiros e de transporte e unidades aeronavais e submarinas venezuelanas participarão dos exercícios, disse o diretor de Inteligência Estratégica do Estado-Maior Naval, contra-almirante Salvatore Cammarata, segundo o jornal “Últimas Noticias” de Caracas.

Em comunicado, Cammarata disse, sem precisar a data, que uma delegação russa liderada pelo comandante-em-chefe da Armada russa, Popov Fedorovich, esteve na Venezuela para planejar os exercícios.

A informação oficial, publicada pela imprensa local, não diz exatamente em que zona do Caribe venezuelano acontecerão as ações, embora tenha ressaltado que será a primeira vez que exercícios desse tipo serão feitos na América Latina.

Folha online

Rizzolo: Tudo isso no fundo é uma resposta russa ao atual apoio por parte dos EUA à Geórgia. A Rússia não aceita a instalação dos mísseis na Europa e em contra partida, desta feita, tenta iniciar uma incursão a territórios antes sempre estratégicos do ponto de vista militar com a América Latina. Isso, a meu ver é extremamente preocupante, até porque o Brasil com sua política externa capenga, adula Chavez e prestigia todos os governos de esquerda da região. Um Brasil desarmado, com uma Forças Armadas desaparelhada, carente de investimentos, com uma esquerda que apóia Chavez, observar manobras russas sob apoio do socialismo bolivariano, é coisa para não dormir.

E ainda tem gente que apóia a entrada da Venezuela no Mercosul, que por sinal é outro atraso. Já sei que vão dizer que sou um ingrato, que a Venezuela me prestigiou o ano passado, que fui convidado a um congresso por conta deles, e que agora fomento a discórdia. Nada disso, enquanto Chavez não se envolvia com russos, iranianos, representantes da Coréia Popular e que de certa forma apresentava uma opção democrática estava nessa caminhada, agora da forma em que está não dá. Amo a democracia mas não quero russos, iranianos, chineses ditando normas na América Latina. E ainda falam mal da Quarta Frota, hein! Deviam agradecer! Judeu a serviçao do império ? Não a serviço da democracia.

Coréia do Norte interrompe desmantelamento nuclear

SEUL – A Coréia do Norte anunciou nesta terça-feira, 26, que interrompeu o processo de desmantelamento nuclear e considera retomar seu programa atômico. O governo afirma que a decisão foi tomada após os Estados Unidos manterem o país na lista de nações promotoras do terrorismo. O comunicado norte-coreano marca o surgimento do maior obstáculo no fim das atividades nucleares do país e deve aumentar a tensão nas conversas sobre o programa nuclear que envolvem a China, o Japão, as duas Coréias, os EUA e a Rússia.

O Ministério de Relações Exteriores de Pyongyang disse que suspendeu o desmantelamento do reator do complexo de Yongbyon e de outras instalações nucleares no dia 14 de agosto, porque os Estados Unidos não cumpriram a promessa de retirar a Coréia do Norte da lista de países terroristas, como foi acertado no acordo do ano passado. Os países envolvidos foram notificados da suspensão, afirma declaração divulgada pela agência estatal norte-coreana.

O Ministério disse ser obrigado a tomar tal decisão “como represália a quebra dos Estados Unidos do acordo firmado”. O comunicado diz ainda que o país “poderá restabelecer as atividades de Yongbyon”, mas sem informar uma data. A remoção do país da lista de terrorismo é uma das principais concessões oferecidas para a Coréia do Norte em troca de fechar e desativar o reator. O acordo foi firmado pelas seis nações no ano passado.

Os EUA dizem que antes de retirar o nome do país da lista é preciso que uma equipe de inspetores seja enviada à Coréia do Norte para verificar se as informações fornecidas pelo governo de Pyongyang sobre seu programa nuclear são verdadeiras. Ainda segundo a agência, o governo norte-coreano ameaçou reativar as instalações do reator nuclear de Yongbyon, o maior do país, onde uma torre de resfriamento foi implodida em junho como símbolo do comprometimento do país em se desarmar. Segundo a BBC, uma das partes do acordo, assinado em julho entre China, Estados Unidos, Rússia, Japão e das Coréias do Norte e do Sul incluía desativação do reator nuclear até outubro.

O comunicado norte-coreano aconteceu logo após o presidente da China Hu Jintao deixar a Coréia do Sul. O líder chinês se reuniu com o presidente Lee Myung-bak para tratar, entre outros assuntos, do processo de desnuclearização de Pyongyang.
Agência Estado

Rizzolo: Existem várias formas de desculpas, as mais esfarrapadas e as menos esfarrapadas, no caso da Coréia do Norte optou ela pela mais esfarrapada possível, acusar os EUA de que pelo fato de não retirá-la da lista dos países terroristas – e nem sequer houve inspeção – irá interromper o desmantelamento nuclear. Ora, todo mundo sabe, que a má vontade da Coréia do Norte em interromper o desmantelamento do reator do complexo de Yongbyon e de outras instalações nucleares era patente, clara e cristalina. Aliás no meu entender nunca desmantelaram absolutamente nada. A verdade é que após o incidente da Geórgia, e da conversa mais dura por parte dos EUA aos russos, que só entendem a força, o exótico Kim Jong II, ” apreciador” de filmes de faroeste – e que dependendo do horário do dia, e da medicação, não é digno de confiança – mudou de idéia, e encontrou um ótimo pretexto para continuar seu desiderato terrorista.

É claro que os EUA antes de retirar o nome do país da lista, envie uma equipe de inspetores à Coréia do Norte para verificar se as informações fornecidas pelo governo de Pyongyang sobre seu programa nuclear são verdadeiras, ou delirantes. O que mais me preocupa, é a intenção desse grupo de países ” amantes da liberdade ” como, China, Coréia do Norte, Irã, Rússia, por intermédio de seu representante na América Latina senhor Hugo Chavez, tenha a cada dia mais influência, e até bases militares. Agora eu pergunto: com todos esses loucos armados, autoritários, deseperados para manter sua influência na América Latina de um lado, de outro a América Latina e seus governos de esquerda aplaudindo-os de pé, recepcionando-os, um Brasil desarmado, nossas fronteiras abertas, e uma esquerda simpática a causa Chavista. Não é para se preocupar? E ainda existem aqueles que no devaneio conspiratório entendem que a Quarta Frota quer o nosso petróleo. Na hora de dormir pensem bem e agradeçam a Quarta Frota por estarem por perto. O bom senso preconiza, faz bem para a democracia, e acaba sendo um antioxidante para a liberdade. Para quem gosta, é claro.

Delírios conspiratórios : “Quarta Frota americana já tem espiões na Nicarágua”

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, denunciou na última segunda-feira (11), em Manágua, que efetivos da 4.ª Frota da Marinha estadunidense espionam na Nicarágua, amparados sob a fachada de “trabalhos humanitários”.

A denúncia realizada pelo presidente Daniel Ortega não passou despercebida para alguns dos assistentes ao ato pelo 28.º aniversário da Força Naval nicaragüense, realizado na segunda-feira última, data em que chegou ao país o USS Kearsage, um barco de assalto anfíbio multitarefa.

Fontes nicaragüenses, que pediram o anonimato, disseram à Prensa Latina que “se Washington quer enviar missões médicas que o faça em barcos-hospitais e não em um barco de cerca de 225 metros e que é parte do projeto agressivo da 4.ª Frota”.

Ortega foi categórico ao lhe dar as boas-vindas: “vêm em ações humanitárias, mas também em trabalhos de inteligência”, ressaltou.

O navio, que não é a primeira vez que se desloca por países latino-americanos com essa fachada, está classificado como um LHD 3, (Light Helo Deck 3), tem pista de helicópteros ligeiros de assalto e resgate.

Seu desenho permite-lhe levar, receber e acomodar aeronaves de aterrissagem de amortecimento de ar para movimentos rápidos de tropas pela costa e de transporte de helicópteros Harrier II e aviões de decolagem e aterrissagem vertical.

A unidade bélica tem seu porto base em Norfolk, Virgínia e estará na costa atlântica nicaragüense durante 12 dias com mais de 500 pessoas a bordo.

Que faz esta embarcação dotada de tanta técnica militar na Nicarágua?, perguntam-se muitos nicaragüenses.

Suspeitosamente, consideram analistas militares, o USS Kearsarge navegará quatro meses pela América Latina, e depois da Nicarágua, fará escala em outras cinco nações do Caribe, Centro e América do Sul.

Panamá, Colômbia, República Dominicana, Guiana e Trinidad e Tobago, são os outros estados que sentirão a presença intimidatória do navio de guerra antes de voltar a sua base na Virgínia.

Agência Prensa Latina

Rizzolo: Os delírios do presidente Daniel Ortega, como de tantos outros líderes da América Latina em relação a Quarta Frota são tão intensos, que o USS Kearsage, deveria sim em missão humanitária trazer grande quantidade de Prozac e Rivotril para que enfim todos delírios conspiratórios Latino Americanos diminuíssem. Ora, se o presidente Ortega entende que a missão é duvidosa, e que como bem ele colocou suspeita de espionagem, porque deixou adentrar o navio em seu País? Acreditar que os EUA enviariam “espiões disfarçados” num navio deste tipo, chega a ser infantil. É no mínimo contraditório esse discurso. O USS Kearsarge foi inaugurado em 1992 e sua missão é humanitária, teve um papel fundamental na Guerra do Kosovo em 1999 e na Albânia. Conheça o USS Kearsarge em missão humanitária( ciclone) em Bangladesh

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Comandante reconhece fragilidade na defesa de soberania marítima

BRASÍLIA (Reuters) – A descoberta de petróleo na camada pré-sal expôs a fragilidade brasileira na defesa do mar territorial e o governo reconheceu nesta terça-feira que as Forças Armadas não têm como garantir totalmente a soberania das águas brasileiras.

Sempre mais voltado para uma agressão à Amazônia, o Brasil se preparou para defender sua floresta, mas não desenvolveu poder dissuasivo contra ataque às suas riquezas no mar.

Descoberto pela Petrobras e seus parceiros no ano passado, o reservatório da camada pré-sal estende-se por 800 quilômetros, do Espírito Santo a Santa Catarina, e pode conter bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural).

“Sem sombra de dúvidas, precisamos aumentar a capacidade da Marinha de estar presente em toda essa região”, disse a jornalistas o almirante Julio Soares de Moura Neto, comandante da Marinha, referindo-se à chamada Amazônia Azul, o espaço marítimo brasileiro, que tem 4,5 milhões de quilômetros quadrados. “Eu diria hoje que nós não temos capacidade de atender a todas as nossas tarefas”, acrescentou.

O comandante ressaltou que o governo está ciente da importância de levar adiante o programa de reaparelhamento das Forças Armadas. Um dos objetivos da Marinha é construir um submarino nuclear para garantir ao Brasil poder dissuasivo.

Apesar do alerta, Moura Neto negou que a reativação da Quarta Frota anunciada pelos Estados Unidos represente um risco ao país. Para o almirante, a medida não gerará, “em hipótese alguma”, atritos nas relações bilaterais com os EUA.

“O Comando Sul dos EUA, que tem como responsabilidade a área da América do Sul e Central, sempre foi apoiado por uma frota americana. Antigamente, era a Segunda Frota. Agora, é a Quarta. Não há nenhuma mudança estrutural, apenas mudanças administrativas dentro da Marinha americana”, afirmou.

Moura Neto disse ainda não acreditar que os americanos foram motivados pelas descobertas de petróleo anunciadas recentemente pelo Brasil. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a levantar essa suspeita. “Não há relevância no contexto”, assegurou.

As declarações do comandante da Marinha foram feitas depois de cerimônia de promoção de oficiais, no Palácio do Planalto. Na ocasião, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que a Amazônia está protegida.

“Não há motivos para temer nenhuma ameaça à Amazônia. Nossos soldados estão prontos para defendê-la”, discursou. “Apesar de algumas deficiências logísticas, todos os objetivos estão sendo conquistados.”

Jobim voltou a comentar o Plano Estratégico de Defesa Nacional, que entregará ao presidente Lula no mês que vem. Segundo o ministro, o programa garantirá o aparelhamento das Forças Armadas e fortalecerá a indústria bélica nacional. “Não podemos continuar na dependência quase completa do material importado”, frisou.

Os comandantes militares consideraram encerrada a polêmica em torno da revisão da Lei de Anistia, com a exclusão dos torturadores. A hipótese foi levantada pelo ministro da Justiça Tarso Genro com o argumento de que tortura não é crime político.

“O assunto está encerrado. O presidente falou, o ministro comentou, então está encerrado”, disse o comandante do Exército, general Enzo Peri, referindo-se à determinação de Lula de que o assunto fique restrito ao Judiciário. (Reportagem de Fernando Exman)
Folha online

Rizzolo: É lógico, e o bom senso agradece, que os EUA não apresentam uma ameaça à nossa soberania marítima. Como bem afirmou o almirante Julio Soares de Moura Neto, isso não quer dizer de maneira nenhuma, que não precisamos urgentemente reaparelhar nossas Forças Armadas. Hoje o Brasil está vulnerável do ponto de vista militar, temos uma fragilidade na defesa da nossa soberania marítima, e os EUA sabem disso, e sabem também de fonte fidedigna, que países como a Rússia, o Irã, a China, e a Coréia do Norte, aliados, amigos inseparáveis do companheiro Chavez estão sim de olho no nosso continente, vendendo armamento, tecnologia, e influenciando a América Latina do ponto de vista ideológico.

O grande problema desse debate no Brasil, é que a velha esquerda distorce os fatos. Na concepção stalinista retrógrada, os EUA estão aí para ” tomar de assalto” nossas reservas. Ora, o grande perigo de um País desarmado como o nosso, é exatamente os outros países acima elencados, que a cada dia tentam aumentar sua influência na nossa região face inclusive ao aumento das transações comerciais e das suas rotas marítimas.

O Brasil, precisa como bem afirmou o Almirante Moura Neto, que é acima de tudo um patriota, reestruturar nossas Forças Armadas, temos a chamada Amazônia Azul, um espaço marítimo brasileiro, que tem 4,5 milhões de quilômetros quadrados. Necessitamos de um submarino nuclear sim, com autonomia para nossa enorme costa, com forte poder dissuasivo. Na verdade, temos duas opções, ou confiamos na Fourth Fleet (Quarta frota), e no Exército Brasileiro que por hora está defasado, ou contemplaremos passivamente gritando palavras de ordem contra a Quarta Frota em coro com os comunistas, enquanto Rússia, Irã, China e Coréia do Norte fazem seu expansionismo necessário na América Latina, sob a batuta da esquerda retrógada que os receberão com um tapete vermelho, e com os punhos cerrados. Eu fico com a democracia.

Podemos através das afirmações do almirante Moura Neto inferir que esta é a diferença entre a visão de um militar que entende do assunto, e da esquerda de Ipanema, histérica contra a Quarta Frota, e entusiasmada com a atuação de Putin na Georgia.

Quarta Frota dos EUA exige Marinha brasileira forte,diz ministro

RIO DE JANEIRO – A reativação da Quarta Frota norte-americana reforça a necessidade de o Brasil reaparelhar as Forças Armadas, em especial a Marinha, para patrulhar a costa e garantir a soberania sobre a região do pré-sal, afirmou nessa quarta-feira o Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger.

“Esse fato (a Quarta Frota) e muitos outros só reforçam a importância de o Brasil contar com o seu escudo de defesa”, disse Unger a jornalistas em evento no Rio.

“Uma das razões para a formulação de uma estratégia nacional de defesa é contar com um escudo contra as agressões, mas também contra as intimidações. Se o Brasil quiser desbravar um caminho próprio no mundo precisa não estar sujeito a qualquer intimidação”, acrescentou.

O ministro lembrou que a reorganização das Forças Armadas para patrulhar a costa nacional está em discussão no governo, sob a condução do Ministério da Defesa, que tem um projeto para estender a fronteira marítima brasileira (plataforma continental) além das atuais 200 milhas.

Unger defendeu o fortalecimento da Marinha brasileira para que o país não fique assustado com mudanças no cenário internacional.

“Não estou dizendo isso (que a Quarta Frota é uma intimidação), mas precisamos organizar a nossa própria força para não ficarmos assustados a cada fato novo no mundo”, declarou Unger. “Vivemos num mundo em que a intimidação ameaça tripudiar… Nesse mundo, os meigos precisam andar armados”, acrescentou

O ministro chegou a cogitar a possibilidade de o Brasil solicitar autorização para patrulhar o sul do Atlântico.

“Isso será feito se for necessário, mas o objetivo imediato é a negação do mar a forças inimigas”, afirmou Unger ao lembrar que o governo pretende incrementar a frota brasileira e estimular a construção de um submarino movido a propulsão nuclear. (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

Agência Estado

Rizzolo: O Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, muito embora negue, insinua que a Quarta Frota americana é uma ameaça ao Brasil; e mais, afirma que as Forças Armadas devem estar mais bem reaparelhadas para um eventual ” enfrentamento” face às reservas da região do pré-sal. Ora, reaparelhamento das Forças Armadas é o óbvio, e este Blog tem dito isso muito antes do ministro fazer as pazes com Lula.

O reaparelhamento das Forças Armadas nada tem a ver com a presença da Quarta Frota americana, muito pelo contrário, entendo eu que a presença da Fourth Fleet está muito em função sim deste fato, do fato de estarmos defasados em relação aos demais países e vulneráveis a estes mesmos. Agora, sedimentar uma argumentação de que o reaparelhamento se deve à presença americana e não aos caprichos militares de Chavez e sua aliança com o Irã, com a Rússia, a China e a Coréia do Norte, é muita ingenuidade.

O ministro deve saber que a Quarta Frota está aí para nos defender e não para nos atacar, os EUA, representado neste caso pela Quarta Frota, ao contrário do que a esquerda apregoa no Brasil e na América Latina, é o único baluarte da democracia por perto de nós, e vou mais além, devemos nos armar para comungarmos dos ideais democráticos daqueles que realmente defendem a liberdade, Se há algo que nos assusta não é a Quarta Frota, é o Irã, a Rússia, a China e a Coréia do Norte, e os abraços de Lula a Chavez. Que inversão de valores hein!

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A insônia do Comandante Joseph Kernan

Tudo começou de mansinho, como se ao fundo ouvisse um som de Bossa Nova, com uma a letra que mais parecia “look around”; mas uma coisa era certa, o Brasil do samba, da Bossa Nova era diferente, ele sabia que o batuque, o carnaval, o povo tranquilo, nada tinha a ver com as Farc, ou guerrilha. Na verdade o Brasil para Quarta Frota, na visão do contra-almirante Joseph Kernan, parecia apenas algo territorial, algo que dificultaria uma melhor observação da Venezuela, Equador, e Colômbia; um território que digamos, atrapalhava um pouco a visão vinda do Atlântico.

Foi então quando as notícias começaram a surgir, denúncias de emails envolvendo membros do governo às Farc, troca de olhares entre o governo brasileiro e companheiros do grupo guerrilheiro, pouca reprovação do governo e da esquerda em relação as Farc, denúncias de membros do governo auxiliando membros e “padres” das Farc no Brasil, e o pior, o ” pito” do governo brasileiro ao tirar satisfação dos EUA, sobre o que a Quarta Frota estava ali fazendo. Estariam os americanos interessados em saquear nossas reservas de petróleo?

Joseph Kernan um contra-almirante da marinha pertence ao grupo SEAL, um comando de elite com homens selecionados para as mais difíceis operações especiais, e comandante da Quarta Frota começou a ficar preocupado, aquilo não era o País da Bossa Nova, um Páis democrático, nada fazia sentido, naquela noite o comandante literalmente perdeu o sono. O que ele não sabia, é que muitos por aqui também, já há muito tempo não dormem tranquilos, face às notícias que a cada dia denotam cada vez mais a relação entre as Farc e o PT.

De volta à realidade, se refletirmos sobre essa questão das Farc no Brasil, uma coisa é certa, se a missão americana for humanitária, com alimentos e remédios, que tragam pelo menos Lexotan e Prozac, porque do jeito que a coisa anda, a democracia brasileira e na América Latina corre perigo. Rússia, China, Irã, Coréia do Norte, todos querem vender armas a Chavez, e se vingar dos EUA por estarem há muitos anos em seus territórios, querem desta feita estabelecer “bases” na nossa região, inspirados nos conceitos pouco democráticos de seus países.

Contudo, como é Sábado e pouco posso falar sobre política, me contenho a olhar a praia, ouvir Bossa Nova, e lembrar que liberdade combina com democracia; e por entre as tristes denúncias de envolvimento do PT com as Farc, com a constatação do sucateamento das nossas Forças Armadas, e o saber que as nossas fronteiras abertas estão, bebo meu ultimo gole de Johnnie Walker, e ao invés de chamar o Johnnie mais uma vez, prefiro gritar e chamar o Kernan !

Pelo menos em nome da democracia, ou da inocência do senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Pedro Simon (PMDB-RS), que depois de tudo apurado, ainda querem passar uma carraspana nos candidatos Obama e MacCain em virtude da presença da Quarta Frota. As Farc agradecem, e os brasileiros patriotas não dormem.

Obs. Os fatos aqui relatados são fictícios ( é bom avisar !!! )

Fernando Rizzolo

Comandante ligado à 4ª Frota visita centro militar na Amazônia

Sem repercussão na mídia nacional, o major-brigadeiros-do-Ar, Glenn Spears, subcomandante do Comando Sul dos Estados Unidos, ao qual ficará subordinada a polêmica Quarta Frota da marinha norte-americana, passou três dias na semana passada visitando instalações militares na Amazônia. Requisitada pelo próprio governo de George Busch, a visita envolveu as instalações do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), do Comando Militar da Amazônia e do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo de Manaus (Cindacta-4).

Num momento em que o governo brasileiro demonstra preocupação com a presença militar dos EUA nos mares da América do Sul, inclusive com pedido de explicação motivado pelo presidente Lula, é no mínimo estranho que um alto comandante militar norte-americano visite instalações estratégicas da defesa brasileira.

Sob alegação de missão humanitária, a reativação da Quarta Frota no mês passado, causou protesto de diversos setores governamentais e da sociedade. Para analistas, a presença militar dos EUA nos mares da América do Sul e do Caribe tem nítida ligação com as recentes descobertas de petróleo na costa brasileira, a abundância dos recursos naturais, sobretudo na Amazônia, e o avanço de governos de esquerda e de centro na região.

Estudos elaborados pelo Ministério da Defesa em conjunto com a Petrobras demonstram preocupação, no tocante a reativação da Quarta Frota, com questões relacionadas à Amazônia e a soberania brasileira sobre o Campo de Tupi, na Bacia de Campos, cujas recentes descobertas apontam para uma reserva de petróleo estimada em entre 5 bilhões a 8 bilhões de barris.

As mais novas descobertas estão localizadas no limite de 200 milhas náuticas a partir do litoral brasileiro. Segundo acordo internacional, que estabelece o limite territorial de cada nação costeira, as reservas pertencem ao país. Ocorre que os EUA não são signatários dessa Convenção das Nações Unidas sobre o Direito ao Mar (CNUDM).

Além do governo, é grande a preocupação do parlamento brasileiro com a presença militar dos EUA na América do Sul. Foi aprovada nesta terça (29), por exemplo, durante reunião do Parlamento do Mercosul, uma declaração apresentada pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) dando conta de que a reativação da Quarta Frota não é oportuna.

“É inteiramente inoportuna e desnecessária, dadas as atuais circunstâncias mundiais e regionais que conformam a América do Sul como uma região pacífica e democrática”, diz o senador numa declaração divulgada pela Agência Senado. O texto foi aprovado por 26 votos a favor, nenhum contra e 11 abstenções.

Visitante é crítico da Venezuela

O subcomandante Glenn Spears é um dos mais contundentes críticos do governo do presidente Hugo Chaves na Venezuela. Por conta da compra de armas feita pelos venezuelanos da Rússia, ele deu a seguinte declaração: “Nós estamos seriamente preocupados com essa grande quantidade de aquisições”.

Além da pretensão em adquirir helicópteros MI 28, aviões de vigilância, tanques, sistemas de defesa aéreos e submarinos atômicos, a Venezuela já comprou cerca de US$ 4 bilhões em armamentos russos. Com a aquisição, a Rússia diz que a Vanezuela reforça sua soberania na América Latina.
Defesa diz que visita foi de cortesia

Em resposta ao questionamento do Vermelho sobre os motivos da visita, o Ministério da Defesa, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que a solicitação feita pelo governo norte-americano teve como finalidade “estreitar os laços entre Brasil e os Estados Unidos para facilitar a comunicação entre os países, e também, de conhecer as instalações brasileiras”.

Diz que o coordenador do Departamento de Assuntos Internacionais, do Ministério da Defesa (DAI), tenente-coronel Marco Aurélio Guimarães, acompanhou o subcomandante Glenn Spears e um assessor direto, durante toda a visita.

“Este tipo de atividade é rotineiro na relação entre os dois países, haja vista a vasta programação de visitas a unidades militares e de transporte aéreo já realizadas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e comandantes militares brasileiros”, diz o comunicado.

Assessoria enviou uma agenda do ministro Jobim em bases militares dos Estados Unidos em março deste ano para explicar à recíproca. Entre outras atividades, Jobim visitou a Base Naval de Norfolk, onde conheceu um submarino nuclear, reuniu com Condoleezza Rice, secretária de Estado e visitou o Centro de Comando do Sistema de Controle de Tráfego Aéreo de Dulles.

Ministro Jobim nos EUA

Na última quinta (24), o ministro Jobim também iniciou uma nova visita de sete dias aos Estados Unidos. Ele viajou acompanhado do comandante da Marinha, Júlio Soares de Moura Neto, do comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Sérgio Etchegoyen, e do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel. Já nos EUA, o comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito, se juntará à comitiva.

Segundo a assessoria do ministério, uma vasta programação de visistas estavam programadas, entre elas, uma parada no Estado de Nevada, em Las Vegas, onde ele conheceria a Base Aérea de Nellis.

Site do Pc do B

Rizzolo: O problema principal no Brasil é a visão pequena da esquerda brasileira, que ao mesmo tempo em que abraça Hugo Chavez, repudia o governo americano. Até quando a esquerdada América Latina terá surtos persecutórios e visões conspiratórias em relação a tudo o que os EUA se propõe a fazer ?

Em primeiro lugar, esse tipo de visita é rotineiro, e não é porque descobriu-se o campo de Tupi, na Bacia de Santos, que agora os EUA tentam segundo os reis da teoria conspiratória, reativar a Quarta Frota. Deveriam sim estar preocupados com as Farc, com a avidez de Hugo Chavez na compra compulsiva de armamentos, inclusive o russo S-300; mas não, estão intrigados com Glenn Spears, subcomandante do Comando Sul dos Estados Unidos, numa visita rotineira.

Estou sempre me debatendo no fato de que a esquerda brasileira é o baluarte da Rússia, Coréia do Norte, e China, países digamos ” democráticos”, e mais, tendo como estandarte Hugo Chavez, e como política de fronteira as reservas contínuas. No meu ponto de vista como brasileiro, patriota e democrata, entendo a visita de Glenn Spears, muito bem-vinda, num momento muito apropriado.Leia também: Quarta frota:um bem necessário ?, ou A insônia do Comandante Joseph Kernan, ou também, Delírios Conspiratórios

Quarta Frota: um Bem Necessário ?

Existe um ditado judaico, muito citado, que exprime a necessidade do esforço pessoal para conseguirmos nossos objetivos: ” Senão eu por mim, quem por mim? “. Nascemos sós neste mundo, muito embora estamos rodeados de pessoas que nos amam, como amigos, família, parentes, existem situações que dependem exclusivamente de nós mesmos.

Não é nenhuma novidade o fato de que o Brasil hoje é uma País vulnerável, nossas fronteiras, estão fragilizadas, nossa capacidade de dissuasão não está à altura do nosso território, alem disso, existem discursos e grupos na América Latina com pouca vocação democrática, e para isso não é necessário ser um estrategista ou um ” expert”, para saber da nossa vulnerabilidade como Pais com a dimensão territorial que temos.

É sabido também, que a China e outros países como Irã, aumentam seu poderio militar em rotas de seus navios comerciais. Não seria portanto justificável, tampouco político, em se tratando de um País como os EUA, com uma de visão política militar territorial, ” tirarmos satisfações”, ou ” cobrarmos explicações” do porque da presença da quarta frota americana no Atlãntico. Seria sim melhor, energizarmos o nosso discurso, contra movimentos de cunho guerrilheiro como as Farc, discurso este “dúbio”, como assim classificou o assessor e ideólogo do presidente Álvaro Uribe na Colômbia, o advogado José Obdulio Gaviria, em relação à posição do governo brasileiro frente as Farc. Também seria providente nos preocuparmos com as nossas fronteiras, como a questão da demarcação contínua na Raposa Serra do Sol.

O que observamos no Brasil, é uma preocupação excessiva que vem de encontro ao “coro solidário” da esquerda da América Latina, tímida em rechaçar as Farc, e enérgica em acusar os EUA nas suas políticas em defesa do que eu chamaria de preservação da democracia. É um engano pensar que a democracia está militarmente bem representada na América Latina, da mesma forma que é um absurdo entender que a atuação dos EUA no Atlântico visa a cobiça do nosso petróleo.

Talvez as explicações que o governo brasileiro exige dos EUA, poderiam ser respondidas pelas afirmações que elenquei acima, talvez a percepção da nossa vulnerabilidade seja o embasamento daquilo que os EUA já perceberam e constataram, e nós, ainda entorpecidos pelos brados de Chavez, na implementação de um útópico Conselho Sul-Americano de Defesa, não conseguimos compreender que na verdade, a Quarta Frota passa a ser a única bandeira militar de peso da democracia no oceano. Mesmo porque, em vista de tudo disse, “senão a quarta frota por nós, quem por nós?”.

Fernando Rizzolo

Lula quer explicações dos EUA sobre Quarta Frota

Enviada especial da BBC Brasil a San Miguel de Tucumán – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que quer explicações dos Estados Unidos sobre a Quarta Frota da marinha americana, que reapareceu nas águas da América Latina quase 60 anos após ter sido desativada.

“Pedi ao ministro (das Relações Exteriores) Celso Amorim que pedisse à secretária de Estado americana (Condoleezza Rice) informações sobre os objetivos desta Quarta Frota”, disse Lula, em entrevista coletiva no encerramento da 35ª Reunião de Cúpula do Mercosul, na cidade argentina de San Miguel de Tucumán.

A Quarta Frota da marinha dos Estados Unidos, criada em 1943 diante da ameaça nazista, havia sido desativada em 1950. A partir desta terça-feira, a unidade voltou a realizar operações nos mares da América Latina.

“Nós agora descobrimos petróleo em toda a costa marítima brasileira, a 300 quilômetros da nossa costa, e nós, obviamente, queremos que os Estados Unidos nos expliquem qual é a lógica desta Quarta Frota”, afirmou Lula.

“Nós vivemos numa região totalmente pacífica”, disse o presidente, ao afirmar que a única guerra na região é contra a pobreza e a fome.

“Se fosse frota de navios de alimentos, de navios de sementes, seria até razoável. Mas eu penso que isso o ministro Celso Amorim haverá de ter uma resposta da Condoleezza”, disse.

Críticas

A reativação da Quarta Frota provocou críticas de líderes latino-americanos, como o cubano Fidel Castro e o presidente da Bolívia, Evo Morales.

Lula falou sobre o tema ao ser questionado sobre declarações feitas durante a reunião de cúpula pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que condenou essa presença da marinha americana na região.

Alguns analistas afirmam que o objetivo da medida seria controlar países da região com governos considerados “incômodos” por Washington, especialmente a Venezuela.

Porta-vozes militares americanos afirmam que a reativação da Quarta Frota não significa uma mudança de estratégia do país.

Segundo os Estados Unidos, trata-se de um ajuste operacional sem intenções agressivas, para melhorar a capacidade operativa no combate ao narcotráfico, manejo de desastres naturais e trabalhos de cooperação.

Pré-sal

Na entrevista ao final da reunião, o presidente Lula disse também que o Brasil vai começar a tirar os primeiros barris de petróleo da camada pré-sal no Estado do Espírito Santa em setembro.

“Em setembro deste ano vamos começar a fazer exploração experimental no Espírito Santo, numa área que foi descoberta recentemente pela Petrobras”, afirmou Lula.

“E também vamos começar a fazer exploração experimental, com 20 mil barris, em Tupi, em março do ano que vem”, disse.

Segundo o presidente, energia e alimentos foram os principais assuntos tratados nas reuniões bilaterais que teve nesta terca-feira com Chávez e com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

“O Brasil tem um potencial energético razoável e ainda não temos o petróleo da Venezuela, mas já encontramos a quantidade suficiente para nos dar tranqüilidade”, disse Lula.

Argentina

Quando questionado sobre o pedido de Cristina Kirchner para que o Brasil envie maior quantidade de energia ao mercado argentino e com valor mais baixo que o atual, Lula disse que o país vai ajudar a Argentina a enfrentar sua crise energética.

“Não vamos deixar que o povo argentino sofra por conta do frio, por conta de falta de energia”, disse o presidente, ao afirmar que o Brasil pode exportar energia elétrica.

Outro tema debatido entre Lula e a presidente argentina foi a Rodada de Doha de liberalização do comercio mundial. Uma reunião técnica dos dois países foi marcada para o dia 14.

“Eu disse que a Rodada de Doha é muito importante, mas que só faremos algo como Mercosul”, disse Lula.

Hoje, a Argentina é definida como mais “cautelosa” que o Brasil nas discussões sobre o tema.

Inflação

Na entrevista, de cerca de 30 minutos, Lula falou ainda sobre a alta da inflação no Brasil.

“Tenho preocupação com a inflação acho que desde que comecei a trabalhar no meu primeiro emprego, em 1959. Eu sei o quanto a inflação prejudica os trabalhadores que vivem de salário. A inflação prejudica os mais pobres”, disse.

“Temos total condições de controlar a inflação”, afirmou o presidente.

“Não brincaremos com a inflação. Vivi, como dirigente sindical, inflação de 80% e 40% e posso garantir que isso não vai voltar a acontecer no Brasi”, disse Lula.
Agência Estado

Rizzolo: Realmente, com todo o respeito a Lula e Chavez, chega a ser hilário a posição dos dois em relação aos questionamentos sobre a 4th Frota, ou a “Fourth Feet”; mais proveitoso seria, se o governo federal se preocupasse com a Reserva Raposa Serra do Sol que faz fronteira com nosso amigo Hugo Chavez. Talvez por causa dele, sim, se faz jus a Fourth Fleet estar por aqui. Os EUA possuem uma visão de segurança militar regionalizada por ser uma potência mundial, isso não quer jamais dizer, como insinua Lula e Chavez, que estão eles interessados no nosso petróleo, ou que irão nos atacar.

Não podemos igualar nosso discurso no pobre esteio ideológico ultrapassado de Chavez, que teve sim envolvimento comprovado com as Farc. Pedir para que os EUA se retratarem em função da Fourth Fleet, é se igualar as posturas Chavistas. Para finalizar, vamos cuidar das nossas fronteiras porque do contrário, aí sim precisaremos ajuda da Fourth Fleet em razão da “nossa vizinhança”. E tem mais, não sou um “judeu agente da CIA” como alguns já me insinuaram, tenho apenas bom senso e gosto da democracia.

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Mercosul e Israel podem ter acordo de livre-comércio em 2008

O primeiro acordo de livre comércio do Mercosul com um país de fora da América Latina pode ser com Israel, no começo de 2008. É o que tentarão fazer as delegações do bloco e do pequeno país do Oriente Médio, na rodada de negociações que começa nesta segunda-feira (26), em Genebra. “É um acordo próximo da conclusão, embora não se possa garantir que será firmado nessa rodada”, disse o diretor do Departamento de Negociações Internacionais do Itamaraty, Evandro Didonet.

Segundo participantes das discussões e integrantes do setor privado com interesse no acordo, há ainda obstáculos, como a resistência de Israel em dar tratamento preferencial para exportações do Paraguai e Uruguai, sócios menores do Mercosul, e dificuldades entre Israel e Argentina em torno do comércio de herbicidas para agricultura. Mas a disposição dos parceiros em firmar o acordo já revela, porém, que foi afastada a idéia de fazer o acordo com Israel seguir o mesmo ritmo das negociações com países árabes, um dos principais fatores de atraso nas discussões.

Até meados deste ano, os diplomatas dos países do Mercosul tentaram fazer avançar em conjunto os dois acordos, com Israel e com os árabes reunidos no Conselho de Cooperação do Golfo. A forte oposição da indústria petroquímica brasileira e a decisão dos árabes de priorizarem as negociações com a União Européia, mais avançadas, descolaram as duas negociações e a discussão com Israel está reduzida a poucos pontos e detalhes de texto, que podem ser resolvidos nesta rodada em Genebra – ainda que o Itamaraty não queira criar expectativas.

As negociações com Israel já motivaram protestos de organizações não-governamentais e partidos de esquerda, que acusam os governos do Mercosul de legitimar, com o acordo, a ação de Israel no Oriente Médio, com colônias em territórios reclamados pelos palestinos, que receberiam do governo israelense tratamento discriminatório.

A reafirmação do caráter pragmático das negociações e o empenho para não desagradar os parceiros no mundo árabe era a principal razão para evitar um acordo em separado. O setor privado brasileiro apóia as negociações, embora grande parte dos empresários, inclusive na direção da Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), acredite que, se o acordo for alcançado ele terá um efeito mais simbólico que prático.

Relação com o Brasil

A balança comercial entre Brasil e Israel está em pouco mais de US$ 700 milhões, com forte superávit para os israelenses. O país tem importações da ordem de US$ 50 bilhões, porém, principalmente alimentos, pedras preciosas, petróleo, celulares, motores de automóveis e outros manufaturados. O Brasil exporta a Israel em torno de US$ 300 milhões anuais, principalmente carne congelada, tubos de cobre e produtos agrícolas, e compra cerca de US$ 400 milhões, principalmente insumos para agricultura.

As autoridades israelenses argumentam, com os acordos de cooperação econômica que firmaram com o Egito e um mais amplo com a Jordânia, que o tratado de livre comércio com o Mercosul não tem potencial de envenenar a relação entre o bloco e os países árabes. O acordo é negociado desde 2005, quando os países do bloco e Israel firmaram um acordo-quadro sobre comércio. Até hoje, porém, esse acordo-quadro não foi votado no Congresso brasileiro.

A perspectiva de concluir o acordo de livre comércio entre Mercosul e Israel ocorre na mesma semana em que o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, participa, como representante do Brasil, das negociações de paz entre israelenses e palestinos convocadas pelo governo dos EUA para a cidade de Annapolis – nas quais os brasileiros serão os únicos participantes da América Latina. Em uma demonstração de que os laços comerciais têm independência em relação à agenda política, Amorim deve reafirmar, em Annapolis, o apoio à devolução de territórios tomados por Israel aos palestinos, e oferecerá ajuda técnica e humanitária, como a prestada ao Haiti e Guiné Bissau por Brasil, Índia e África do Sul.

Fonte: Valor Econômico

Rizzolo: O acordo de livre comércio do Mercosul com Israel é extremamente vantajoso para ambas as partes. Israel possui tecnologia principalmente na área bélica, ademais, os problemas e conflitos entre os países árabes parece que estão caminhando para uma solução. Não é possível imaginar o povo palestino sem um Estado. No tocante a problemas com a esquerda, não acredito que possam haver, vez que só não entende quem não quer enxergar os esforços e boa vontade de Israel em resolve-los, prova disso são as negociações de paz entre israelenses e palestinos convocadas pelo governo dos EUA para a cidade de Annapolis – nas quais os brasileiros serão os únicos participantes da América Latina. Vamos torcer.

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Crivella defende entrada da Venezuela no Mercosul

“Esquecer o resto da América do Sul como parceiro do desenvolvimento significa esquecer a potencialidade dinâmica de um mercado integrado favorecido pela proximidade geográfica e pelas afinidades culturais”, afirmou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), em discurso no Plenário, no dia 31, defendendo a entrada da Venezuela no Mercosul, como forma de garantir o fortalecimento do continente e estimular o desenvolvimento de regiões brasileiras como Norte e Nordeste.

O senador lembrou que treze governadores destas regiões apóiam a entrada da Venezuela e a aprovação da mensagem do executivo nesse sentido, “seria um grande objetivo que poderia unir todos os povos, acima de quaisquer divergências políticas”.
“Faço uma proposta: que possamos fazer a integração da América do Sul não com o mercado livre, mas com o pressuposto de aumentar a participação da massa salarial na renda nacional de cada país”, frisou. Marcelo Crivella destacou que avançar no projeto de integração da América do Sul, a partir do tríplice eixo Brasil, Argentina e Venezuela, é tomar uma decisão firmemente direcionada para atender os objetivos de desenvolvimento da economia e do povo brasileiro.

Ele lembrou ainda que o processo de integração “na medida em que seja implementado no marco de políticas macroeconômicas progressistas, extirparão o maior câncer da economia brasileira, que é o fenômeno da financeirização exacerbada”, acrescentou. O senador ressaltou que, para quebrar essa “ciclo de especulação improdutiva”, só um grande projeto de desenvolvimento “de real interesse dos povos”.

Crivella ressaltou o programa energético comum aos integrantes do Mercosul e o planejamento cumum de indústrias básicas e obras de infra-estrutura. “É um projeto, como disse, que atende primeiramente aos povos sul-americanos, e, pela dimensão do Brasil nesse bloco, aos brasileiros especialmente. Interessa às empresas industriais, interessa às grandes construtoras, interessa às indústrias de bens de capital e interessa ao trabalhador, pois significa mais emprego e mais renda”, sublinhou.
Hora do Povo

Rizzolo: Tenho dito reiteradamente que os evangélicos progressistas têm se posicionado de forma a defender os interesses do povo brasileiro em inúmeras pontuações. São inúmeras as questões patrióticas e de soberania nacional que os representantes dessa ala aprofundam o debate, e sem reserva atendem aos desígnios do povo brasileiro. No caso em pauta a integração da América Latina é essencial, e com propriedade, o Senador Crivella ressalta os interesses do empresariado nacional, e dos trabalhadores, com a entrada da Venezuela, vez que, promoveria geração de mais empregos. Ademais, a região Norte e Nordeste será a maior beneficiada com a inclusão, haja vista, o apoio dos treze governadores dos Estados que as compõem.

A Marinha do Brasil e a questão dos submarinos

Comandante da Marinha defende política de aquisição de submarinos convencionais, diante das dificuldades de verba para concluir o submarino nuclear brasileiro

Publicamos hoje texto enviado pelo Comandante da Marinha, almirante Roberto de Guimarães Carvalho, a respeito da entrevista que nos concedeu o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva (HP, 22/11/2006), sobre a questão do submarino nuclear brasileiro. Na entrevista mencionada, o almirante Othon, que chefiou o programa nuclear da Marinha, com a conquista da tecnologia para o enriquecimento do urânio, defendia a conclusão do submarino nuclear, já em adiantada fase de construção – tanto o reator nuclear quanto o protótipo do submarino já foram realizados, faltando a criação de laboratórios que permitam testar o reator em condições operacionais. Para o almirante Othon, a política de investir em submarinos convencionais não é a mais apropriada aos interesses da defesa do país. Nas condições tecnológicas da guerra atual, somente submarinos nucleares poderiam garantir a defesa diante de inimigos do país que já possuem, há muito, belonaves desse tipo. Daí a sua formulação de que a construção do submarino nuclear é um “gesto de independência”.

Em seu texto, o Comandante da Marinha ressalta que “a Marinha tem, permanentemente, pleiteado recursos junto ao Governo Federal, a fim de possibilitar darmos o curso normal ao Programa Nuclear da Marinha. Apesar do insucesso dessas tentativas, pelo menos até agora, é importante realçar que o Programa Nuclear da Marinha permitiu ao Brasil dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio, conhecimento este restrito a apenas oito países”. Na ausência desses recursos, o Comandante da Marinha defende a política de aquisição – e possível construção no Brasil – de submarinos convencionais. “Como o próprio senhor Othon afirma, só tem submarino convencional quem não pode ter o nuclear”, diz o almirante Carvalho, e conclui: “infelizmente, nós estamos neste caso, pelo menos, ainda por um bom tempo, haja vista a situação orçamentária da Marinha nos últimos anos”.

Trata-se de um debate decisivo para o nosso país. Trata-se da defesa de nossa soberania, de nossa independência. Por isso mesmo, é altamente importante que os brasileiros, habitantes de um país com uma imensa fronteira marítima, tenham consciência precisa da questão, para que concentremos nossos recursos e nossos esforços na melhor e mais eficaz solução.

Almirante Roberto de Guimarães Carvalho *

Em relação à entrevista concedida pelo senhor Othon Luiz Pinheiro da Silva a esse conceituado veículo de comunicações, publicada na edição no dia 22 de novembro, cujo teor versa, basicamente, sobre a obtenção de submarinos convencionais ou nucleares, na qual, fazendo questão de dizer que falou como cidadão e não como Vice-Almirante da Reserva – daí eu ter me referido a ele como senhor, tece comentários, sem ter conhecimento completo do quadro conjuntural, sobre decisões da Alta Administração Naval, tanto de passado recente, como da atual, cabe a mim, como Comandante da Marinha, esclarecer aos leitores os seguintes aspectos:

a) a possível construção de um submarino convencional no nosso arsenal não é, na opinião da Marinha, um retrocesso. Pelo contrário, é a continuação do progresso, pois possibilitará manter a qualificação dos nossos engenheiros, técnicos e operários, conquistada com muito esforço, e que não podemos perder;

b) a Marinha tem perfeita ciência das diferenças existentes entre as capacidades operativas de submarinos convencionais e nucleares. Como o próprio senhor Othon afirma, só tem submarino convencional quem não pode ter o nuclear e, infelizmente, nós estamos neste caso, pelo menos, ainda por um bom tempo, haja vista a situação orçamentária da Marinha nos últimos anos. A Marinha sonha com o submarino nuclear, mas isso não basta. É preciso que, além do nosso sonho, haja uma vontade nacional, traduzida em recursos, de forma a transformar o sonho em realidade. Enquanto isso não ocorre, resta-nos a opção dos submarinos convencionais, que, apesar de terem sido comparados a “focas” ou “jacarés”, são plataformas navais eficazes, tanto o é, que, a principal e mais poderosa marinha do mundo os considera como uma das principais ameaças que poderá ter de enfrentar;

c) o submarino que a Marinha pretende construir não é o da classe daqueles que foram construídos na Argentina na década de 70. É um submarino convencional moderno, da mesma origem dos nossos atuais cinco submarinos, que serão modernizados, mantendo-se, assim, a padronização. Adquirir um submarino de uma outra origem, com tecnologia diferente daquela com a qual estamos habituados a trabalhar, seria passar por uma experiência que a nossa Força de Submarinos já passou, e que não foi boa, qual seja, a de conviver com submarinos de origens diversas. Em acréscimo, não há registro conhecido, de que um país detentor da tecnologia nuclear, para fins de propulsão naval, bem como de projetos de plataformas onde possam ser instalados os equipamentos e sistemas necessários, tenha transferido esses conhecimentos sensíveis a outro. Assim, considero, no mínimo, arriscada a presunção de que isso aconteceria conosco, caso a opção fosse por um submarino de outra origem;

d) no que se refere às considerações feitas citando nominalmente o Almirante-de-Esquadra Ivan da Silveira Serpa, eminente, respeitado e honrado Chefe Naval e ex-Ministro da Marinha, as mesmas distorcem os fatos e não correspondem à realidade. A bem da verdade, é mister mencionar que o Almirantado, então presidido pelo Almirante Serpa, ao decidir pela diminuição dos recursos destinados ao Programa Nuclear da Marinha, o fez motivado pela redução do orçamento da Força, pelo decrescente aporte de recursos da antiga Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), parceira no projeto, e por problemas de gestão na condução do Programa. Aliás, na oportunidade, por determinação do próprio Almirante Serpa, foi criada uma Comissão de Almirantes e Oficiais capacitados, com a tarefa de proceder um criterioso redimensionamento do referido Programa, adequando-o à realidade e às normas orçamentárias da Marinha;

e) quanto à aquisição em 1995, das quatro fragatas na Inglaterra, os navios, apesar de usados, estavam em excelentes condições materiais e operativas, três dos quais ainda integram e constituem importante parcela do poder combatente da nossa Esquadra. Os recursos utilizados, por meio de crédito especial, não integravam o Orçamento da Marinha e, portanto, não concorreram com os aplicados no Programa Nuclear. Em acréscimo, esses navios foram adquiridos para substituírem contratorpedeiros já bem antigos, de origem norte-americana, que foram retirados do serviço ativo. É claro que a Marinha precisa de submarinos, mas, embora alguns possam não concordar, também precisa de navios;

f) é imperativo enfatizar que, durante o meu período de Comando e daqueles que me antecederam, a Marinha tem, permanentemente, pleiteado recursos junto ao Governo Federal, a fim de possibilitar darmos o curso normal ao Programa Nuclear da Marinha. Apesar do insucesso dessas tentativas, pelo menos até agora, é importante realçar que o Programa Nuclear da Marinha permitiu ao Brasil dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio, conhecimento este restrito a apenas oito países; e

g) em relação aos comentários pessoais sobre o atual Chefe do Estado-Maior da Armada, considero-o um oficial empreendedor, reconhecidamente inteligente e capaz, e cujo prestimoso assessoramento nos assuntos relevantes da Marinha tem sido de extrema valia para as decisões de alto nível que meu cargo requer.

Em relação ao todo da matéria jornalística, acredito que o senhor Othon tem todo o direito de expor as suas opiniões pessoais sobre um tema tão importante, mas deveria tê-lo feito considerando todas as variáveis envolvidas nesse complexo problema, e não apenas parte delas. Poderia, ainda, ter sido um pouco mais cortês nas suas colocações, dentro da fidalguia característica dos homens do mar.

*Comandante da Marinha
Jornal Hora do Povo

Rizzolo:A questão dos submarinos do ponto de vista tecnológico, se por hora o ideal é o convencional, ou se, o ideal seria que os investimentos maiores fossem drenados para a construção do submarino nuclear, é uma questão técnica e dialética. O que precisamos de uma vez por todas nesse país, e isso eu fico muito à vontade pra falar, até porque não sou militar, é termos uma visão concreta, determinada, e eficaz de investimento no nosso Parque Indústria Bélico.

Não há como conceber um país com uma extensão territorial como a nossa, onde ainda de forma submissa, ficamos escolhendo submarinos “de acordo com o nosso bolso”; não podemos aceitar, como disse o Almirante Roberto Carvalho, na sua justificativa, “que o Almirantado, então presidido pelo Almirante Serpa, ao decidir pela diminuição dos recursos destinados ao Programa Nuclear da Marinha, o fez motivado pela redução do orçamento da Força, pelo decrescente aporte de recursos da antiga Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), parceira no projeto, e por problemas de gestão na condução do Programa. Aliás, diz ele, na oportunidade, por determinação do próprio Almirante Serpa, foi criada uma Comissão de Almirantes e Oficiais capacitados, com a tarefa de proceder a um criterioso redimensionamento do referido Programa, adequando-o à realidade e às normas orçamentárias da Marinha”.

Ora, nossa defesa, nossas Forças Armadas não podem ficar sucateadas enquanto Bancos internacionais e nacionais se lavam em lucros, onde multinacionais em vultuosas remessas de lucros e dividendos nem sequer pagam Imposto de Renda, à Nação brasileira, onde tudo é programado para economizar, e se fazer superávit primário visando interesses externos. Agora em relação a orçamento militar tão importante como qualquer projeto social, temos sim que nos limitarmos “de acordo com o nosso bolso”, deixando a defesa nacional relegada a terceiro plano.

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Submarino nuclear, blindados e caças são decisivos para Defesa

O ministro Waldir Pires considerou ainda a reativação da indústria nacional de defesa, como a Imbel, o desenvolvimento da família de mísseis e a aquisição de radares tridimensionais

O ministro da Defesa, Waldir Pires, anunciou as diretrizes que serão seguidas pelas Forças Armadas em seu programa de reaparelhamento. O anúncio foi feito em reunião do Conselho Militar de Defesa na semana passada. “É evidente que o Brasil precisa estar aparelhado, precisa estar capacitado, precisa estar em condições de dizer ao povo brasileiro que nós temos condições de termos uma nação que cumpra seus deveres com seu destino e com o futuro do seu povo”, afirmou o ministro.

O encontro reuniu os comandantes da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto; do Exército, general Enzo Martins Peri; da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, e o chefe do Estado-Maior de Defesa, Cleonilson Nicácio Silva. “A soberania não se delega, se exerce por meio de nossas instituições civis e militares”, disse Waldir Pires. O Conselho de Defesa foi criado no final da década de 90 para assessorar o presidente da República.

SUBMARINO NUCLEAR

No encontro, Waldir Pires destacou que o Programa de Reaparelhamento das três Forças deve levar em conta a importância crescente que o País assume na América do Sul e no cenário mundial. O ministro destacou como prioridade no programa a implantação do projeto do submarino de propulsão nuclear, submarinos convencionais, construção de navios-patrulha oceânicos e fluviais (estes últimos para o patrulhamento da Amazônia), e a compra de aviões de caça considerados de última geração, constante do projeto FX da Aeronáutica.

Além disso, a Defesa considerou prioridade o desenvolvimento nacional de famílias de mísseis, sejam antiaéreos, terra-ar ou mar-ar; a aquisição de radares tridimensionais de defesa aérea e ampliação da frota de helicópteros para transporte e defesa.

Segundo o Ministério, as diretrizes atendem à defesa da Amazônia – tida como prioridade estratégica para o país – assim como à proteção do Atlântico Sul “onde concentra-se grande atividade econômica brasileira, como a produção de 80% do petróleo produzido no país”. A partir deste encontro, o Conselho de Defesa estuda a possibilidade de criação de um Fundo de Reaparelhamento das Forças Armadas como forma de evitar a interrupção do fluxo financeiro das FFAA.

IMBEL

A reativação da indústria nacional de Defesa, como a Imbel (Indústria de Material Bélico), também foi abordada pelo ministro, uma vez que o Brasil pode estar capacitado para suprir as necessidades das FFAA além de fornecer materiais e equipamentos para países da América Latina e outras regiões do mundo. “O Brasil deve fortalecer suas Forças Armadas. Já adotamos uma política de paz e de multilateralismo, sustentada por um poder de dissuasão razoável. O Brasil não pode ser um mero comprador de materiais de defesa, precisamos fortalecer nossa indústria”, afirmou Pires.
Hora do Povo
Rizzolo: Precisamos dar prioridade não só no programa a implantação do projeto do submarino de propulsão nuclear, mas também aos submarinos convencionais, construção de navios-patrulha oceânicos e fluviais (estes últimos para o patrulhamento da Amazônia), e a compra de aviões de caça considerados de última geração, constante do projeto FX da Aeronáutica.

Alem disso, temos também que dar ênfase ao desenvolvimento nacional de famílias de mísseis, sejam antiaéreos, terra-ar ou mar-ar; a aquisição de radares tridimensionais de defesa aérea e ampliação da frota de helicópteros para transporte e defesa.

O Brasil não pode ser um mero comprador de materiais de defesa, precisamos fortalecer nossa indústria bélica, não basta sermos uma super poderosa força de combate de 45.000.000 (quarenta e cinco milhões) de homens, temos que ir além, na defesa de nossa soberania.

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