Pinça é esquecida dentro do abdome de paciente em MG

O Hospital São José, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, instaurou sindicância administrativa para apurar as responsabilidades por uma pinça cirúrgica ter sido “esquecida” no abdome de um paciente. Lázaro precisou passar por nova cirurgia para a retirada do objeto. O aposentado permanecia internado hoje em observação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Seu estado de saúde era considerado estável e a previsão é que ele seja liberado nos próximos dias.

O aposentado Lázaro Lorena da Silva, de 59 anos, passou por um procedimento cirúrgico para a retirada de parte do intestino grosso no dia 24 de dezembro e recebeu alta médica três dias depois. No período de recuperação, ele começou a sentir fortes dores na região abdominal e foi levado novamente para o hospital. Uma radiografia constatou a presença da pinça, semelhante a uma tesoura curva, em seu organismo.

Familiares do aposentado registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil. O Conselho Regional de Medicina (CRM) em Uberaba promete investigar o episódio caso receba uma denúncia formal.

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Rizzolo: É interessante notar a essência do comportamento corporativista médico neste país. Quando milhares de estudantes de medicina são obrigados a estudar no exterior, em função do reduzido numero de vagas nas Universidades públicas, e diante da espoliação praticada pelas Universidades privadas que chegam a cobrar uma mensalidade de R$ 5000, 00 reais por mês, o Conselho Federal de Medicina alega que o nível das Universidades que ministram o ensino médico no nosso país é bom . Ora, contra fatos não há argumentos, e a notícia acima é apenas uma pequena amostra do que é o ensino médico no Brasil. Agora, submeter milhares de estudantes pobres, que se auto exilam na Bolívia e na Argentina, para realizar um sonho em ser médico num país que necessita de médicos, e ainda em nome da reserva de mercado e do lucro negar-lhes o CRM com a desculpa da baixa qualidade do ensino no exterior é uma afronta quando lemos notícias como esta. Vamos mudar essa situação em nome do bom senso e desse corporativismo perverso. Se há exames para estudantes brasileiros no exterior, que o mesmo exame seja aplicados a estudantes de medicina no Brasil, nos moldes da OAB. Como membro efetivo da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP classifico como lamentável estes fatos.

Oposição acusa Dilma de ‘encenação’ durante visita ao túmulo de Tancredo

PSDB, DEM e PPS acusaram nesta quarta-feira, 7, a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, de fazer uma “encenação” com interesses eleitoreiros ao visitar o túmulo de Tancredo Neves em sua passagem ontem por Minas Gerais.

Em nota oficial, divulgada no início desta tarde, a direção das três legendas classificou a homenagem da petista como “tardia e mal explicada”. “A homenagem a Tancredo Neves se reduz a uma encenação com as marcas inconfundíveis da impostura e do oportunismo, presentes em outras passagens da carreira da neopetista Dilma Rousseff”, afirma o texto.

Dilma, que cumpre ainda hoje agenda no Estado mineiro, depositou flores no túmulo de Tancredo e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou “na prática” o sonho do mineiro, avô do governador Aécio Neves.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do País. Nascida no Estado, Dilma fez carreira política no Rio Grande do Sul e tenta agora uma reaproximação com os mineiros.

A nota tucana diz ainda que o reconhecimento a Tancredo “chega com 25 anos de atraso e sem explicações devidas e nunca apresentadas todo esse tempo”.

Também mira o PT. “O partido ao qual Dilma Rousseff aderiu recentemente, mas que hoje representa no nível mais alto, negou apoio a Tancredo Neves e ao pacto de transição democrática que sua candidatura presidencial possibilitou”, segue o texto.

A nota lembra que o partido chegou a expulsar deputados que votaram no mineiro no colégio eleitoral. “Com a arrogância habitual, nem o PT, nem Dilma Rousseff, nem Lula da Silva jamais se retrataram por suas posições equivocadas e mesquinhas nesse passo decisivo da caminhada do Brasil rumo à democracia”.

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Rizzolo: Bem, eu entendo que aí vale uma reflexão sobre o simbolismo da visita. Preliminarmente é importante salientar que um fato pessoal não pode jamais se tornar alvo de politização eleitoreira. Dilma, quer a oposição queira ou não, é mineira. Se passou uma grande parte da sua vida fora do Estado de origem, não a desqualifica, da mesma forma que não podemos desqualificar a origem daqueles que procuram melhores oportunidades em locais distintos, ademais a busca pela origem, a necessidade pelo resgate ao passado, ele surge exatamente na vida da gente nos momentos em que estamos diante de desafios.

Dilma ao visitar o túmulo de Tancredo, visitou um presidente do Brasil mineiro, que não concluiu seu mandato em face ao destino. O mais intrigante nessa crítica da oposição, é que nem isso respeitam. Nem sequer se ativeram à questão emocional, nada, bem ao cardápio neoliberal, do consumo, da individualidade, do oportunismo, da falta de sentimento humano. Uma pena.

Dilma tenta reafirmar ‘mineiridade’ em visita a Belo Horizonte

BELO HORIZONTE – Depois de construir a maior parte de sua carreira no Rio Grande do Sul, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, tentou reafirmar sua “mineiridade” durante evento de assinatura de contratos do programa Minha Casa, Minha Vida na Prefeitura de Belo Horizonte nesta quarta-feira.

Pré-candidata pelo PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma destacou vários programas e obras do governo petista e ressaltou que é natural de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país.

“Estivemos há pouco naquela cidade de Ouro Perto. A nossa cidade de Ouro Preto. E nós, mineiros, aprendemos a nos orgulhar dela assim que abrimos os olhos”, disse ela, referindo-se ao município onde, pouco antes, havia inaugurado ao lado de Lula o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das cidades históricas.

Dilma nasceu em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e estudou em Belo Horizonte até ser expulsa da Faculdade de Economia por causa da militância política na época da ditadura militar.

“É uma grande alegria para nós estarmos aqui em Minas Gerais”, acrescentou Dilma em discurso a centenas de políticos e líderes de entidades sociais e organizações não governamentais do estado.

A ministra estava acompanhada pelo chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, pelo ministro do Desenvolvimento e Combate à Fome, Patrus Ananias, e pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, –todos mineiros–, além do ministro das Cidades, Márcio Fortes, que ressaltou ser filho de cidadão de Minas Gerais.
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Rizzolo: Por mais que a imprensa e a oposição tentem desqualificar a ministra Dilma, chamando-a de ” gerentona”, e outros nomes , quer ela agora desqualifica-la em relação ao Estado de seu nascimento, Minas Gerais. Entendo que tudo é válido na oposição, agora insinuar como que Dilma age como uma ” mineira de última hora” não é elegante, e denota falta de argumentação política. Sinceramente entendi que a notícia esbarra na agressividade gratuita. Não gostei, pura deselegância jornalistica.