Rússia pode posicionar bombardeiros em Cuba, diz jornal

SÃO PAULO – Bombardeiros russos com capacidade para levar armas nucleares pode ser posicionados em Cuba em resposta ao plano dos Estados Unidos de construir um sistema de defesa antimísseis no Leste Europeu, segundo afirmou o jornal russo Izvestia, citando fontes militares do país. Em resposta, um alto funcionário da Força Aérea americana, o general Norton Schwartz, afirmou nesta terça-feira, 22, que Moscou estaria cruzando “uma linha vermelha” se usar a ilha cubana para abastecimento de combustível de seus aviões.

Segundo o jornal americano The Washington Post, a reportagem relembra a crise do mísseis de Cuba em 1962, que quase desencadeou um conflito nuclear entre os Estados Unidos e a ex-União Soviética. Segundo a BBC, o incidente teve início quando aviões de espionagem americanos descobriram bases de mísseis soviéticos em Cuba, a pouca distância dos Estados Unidos. A decisão do governo soviético de enviar os mísseis a Cuba foi, na época, vista como uma resposta à expansão dos mísseis americanos na Europa.

Oficiais do Ministério da Defesa russo tentaram jogar água fria na notícia, afirmando que a história foi escrita por sob um nome falso e cita uma fonte em uma organização que não existe. O Izvestia, segundo aponta o Post, costuma ser usado como fórum para vazar estratégias do Kremlin. “Enquanto eles estão posicionando o escudo antimísseis na Polônia e na República Checa, nossos bombardeiros estratégicos estarão aterrissando em Cuba”, diz a fonte anônima citada pelo jornal.

O general Schwartz, cujo nome é considerado para ocupar o cargo mais alto da Força Aérea americana, afirmou ao Comitê de Armas do Senado que se a Rússia chegar a concretizar a instalação em Cuba, o país deve estar forte e indicar que isso é algo que cruza um ponto inicial, a linha vermelha dos EUA”. Ainda não está claro, segundo o Post, se a fonte sugeriu que a Rússia poderia reabrir a base em Cuba ou usar o espaço aéreo para escalas de seus bombardeios Tu-160 e Tu-95, que são capazes de atingir os EUA a partir de bases da Rússia.

A Rússia é contra a instalação do sistema de defesa americano no Leste Europeu, afirmando que este plano é uma ameaça à sua segurança. Recentemente, a Rússia disse que usará meios militares contra a instalação do escudo antimísseis perto de suas fronteiras. A chancelaria russa disse que o Kremlin seria forçado a usar “métodostécnico-militares”. O primeiro-ministro Vladimir Putin disse em 2007, quando era presidente, que o país poderia voltar seus mísseis contra países europeus caso o sistema fosse instalado.
Agência Estado

Rizzolo: É como eu sempre digo, existe sim uma mobilização da Rússia e da China no território da América Latina, nada é por acaso. Essa ” união” de Chavez com a Rússia, esse ” embalo” em não ser tão enérgico com as Farc, esse Conselho de Defesa Sul-Americano, essas fronteiras brasileiras abertas; para tudo isso existe um único contraponto real, firmes, em nome da democracia que podemos confiar, que é a Quarta Frota americana. Ah! Mas o Rizzolo agora entende que os EUA “são bonzinhos”, antes era um simpatizante de Chavez. Sim, antes, mas “antes de tudo” sou um democrata que sabe pular da barca na hora certa.

Não há dúvida que a democracia está em perigo na América Latina, só não vê quem não quer. Chavez se armando até os dentes- 4 bilhões de dólares em equipamento russo -, a possibilidade da Rússia posicionar bombardeiros em Cuba, a aquiescência dos governos de esquerda na América Latina em relação a Chavez e as Farc, tudo isso nos leva a um só caminho, darmos boas vindas à Fourth Fleet, e nos armarmos também. Ou estou errado?

Complexos russos S-300 defenderão Irã

Uma notícia sensacional. A Rússia enviará ao Irã sistemas da defesa antiaérea S-300, assegurou esta quarta-feira Mostafá Mohammad Najar , o ministro iraniano da Defesa

Os sistemas S-300 serão fornecidos ao Irã em consonância com acordo firmado com Rússia”, declarou ministro, segundo Ria-Novosti.
Recorde-se que em 1999 tinha-se destacado que os sistemas S-300 se fossem fornecidos a Yugoslávia poderiam pôr fim à agressão da Nato.

Sitemas S-300 são capazes de abater mísseis balísticos , componentes de armas de alta precisão, aviões e helicópteros de qualquer tipo, incluindo feitas com tecnologia “Stels” (ou seja, invisível aos radares), objectivos de superfície marítimos e terrestres. Ditas sistemas ultrapassam pelas suas características todos os análogos ocidentais .

A parte russa até momento nem confirmou, nem descartou as declarações do ministro iraniano.

Mas a entrevista ao jornal Vremia Novostei do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov , evidencia que o mencionado acordo pode existir.

Segundo Lavrov o escudo antimísseis que os Estados Unidos planejam criar na Europa pode ter como objectivo mudar o regime iraniano .

“Segundo nossas estimativas, o objetivo é criar um sistema que não teria como objetivo neutralizar as ameaças do Irã, e sim dissuadir a Rússia”, disse Lavrov, que considerou ainda como “objetivo associado” mudar o regime iraniano.

“Este objetivo não faz parte de nosso trabalho”, acrescentou, em referência às atividades dos seis mediadores internacionais (Rússia, Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China e Alemanha), que supervisionam o carácter civil do programa nuclear iraniano.

Além disso, ainda em 2005 apareceu a informação a Síria ter revendido ao Irã 10 complexos da defesa antiaérea da artilharia e de misseis “Pantsir que na Rússia se usa em conjunto com S-300 , pois que é de curto alcance e é destinado para segurar e proteger os sistemas S-300.

Possuindo os sistemas “Pantsir” Irã quer sem dúvida completar sua defesa antiaérea. O fornecimento do Exército iraniano por S-300 faz da “guerra aérea” com Irã uma coisa absurda.

Por Lyuba Lulko
Pravda.Ru

Rizzolo: Cada vez fica mais difícil para os EUA impor seu domínio no leste europeu; fica patente que a Rússia, não aceitará o pretexto imbecil americano da necessidade do sistema antimisseis, apontados ao seu território. Todos sabemos que a intenção dos EUA, é neutralizar as forças russas na região. Houve, na verdade, boa intenção de Putin ao propor uma parceira no projeto, contudo, os EUA não aceitaram denotando a má fé na instalação do sistema. Com os S- 300 fica mais dificil a imposição americana. Como sempre digo, a Rússia não é o Iraque, cuidado.

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