Federação se posiciona sobre a nota do PT

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A Federação Israelita do Estado de São Paulo, entidade que representa a comunidade judaica do referido estado, recebeu com indignação a nota do Partido dos Trabalhadores (PT) relativa ao conflito no Oriente Médio.

Em primeiro lugar, jamais este partido se manifestou contra os ataques do grupo terrorista Hamas contra o território israelense, que acontecem há anos, inclusive durante o cessar-fogo, que jamais foi respeitado por esta milícia.

Jamais este partido se manifestou contra o assassinato de 400 civis em apenas dois dias no Congo, nem com a “limpeza étinica” que vitimou mais de 100 mil pessoas em Darfur.

Israel, como um país soberano tem todo o direito de se defender de ataques terroristas. Israel não atacou os palestinos.

O sul de Israel vem sendo quase ininterruptamente bombardeado pelos Hamas há 7 anos e o Exército não tem respondido para evitar congelar os progressos nos acordos de paz realizados com a Autoridade Palestina (oposição do Hamas). Israel retirou-se da Faixa de Gaza há 3 anos num gesto de paz e os ataques pioraram, pois o Hamas ficou mais próximo da fronteira israelense. Após uma breve trégua utilizada pelo Hamas para se fortalecer e se armar, os ataques palestinos se intensificaram. Nestas circunstancias Israel iniciou o contra-ataque atual para evitar os lançamentos de mísseis. Qualquer país no mundo faria o mesmo para se defender, no entanto, todos condenam Israel com o termo “Nazistas” ou “Massacre” num claro jogo sujo e baixo de desinformação e manipulação.

Convocar seus militantes a se manifestarem causando a importação do conflito é um erro crasso. O PT, como partido que governa este país, em seus 30 anos de existência deveria se preocupar mais em contribuir para um processo de paz duradouro e eficaz na região ao invés de jogar gasolina em uma história que desconhece.

Federação Israelita do Estado de São Paulo

Rizzolo: A nota do PT nada mais é do que a essência do pensamento esquerdista tendencioso que este Blog tem denunciado e criticado há tempos. Com muita propriedade a Federação Israelita do Estado de São Paulo, e a Conib na pessoa do ilustre Dr. Claudio Lottenberg repudiaram esta postura deplorável do Partido dos Trabalhadores. Não é à toa que existem verdadeiros atos de reverência por parte do PT ao governo anti-semita de Chavez que expulsou de forma arbitrária o embaixador israelense; a esquerda brasileira flerta com o Irã e o eixo do mal, que tem seus tentáculos na América Latina.

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Lula acusa ricos de ‘nacionalismo populista’

Enviado especial da BBC Brasil a Nova York – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os países ricos estão praticando um ”nacionalismo populista”, durante o seu discurso na abertura da Assembléia Geral da ONU, nesta terça-feira.

Os comentários do presidente foram uma menção às supostas exigências por parte dos países ricos para que as nações em desenvolvimento abram seus mercados, ao mesmo tempo em que dificultam o acesso dos emergentes aos seus próprios mercados e criam barreiras para a entrada de imigrantes de países pobres.

”Muitos dos que pregam a livre circulação de mercadorias e capitais são os mesmos que impedem a livre circulação de homens e mulheres, com argumentos nacionalistas – e até racistas – que nos fazem evocar – temerosos – tempos que pensávamos superados”, disse Lula.

O líder brasileiro voltou a lançar críticas contra os países ricos, ao falar da atual crise financeira que atinge os mercados globais.

”É inadmissível – dizia o grande economista Celso Furtado – que os lucros dos especuladores sejam sempre privatizados e suas perdas invariavelmente socializadas”, afirmou, acrescentando que o ”ônus da cobiça desenfreada de alguns não pode recair impunemente sobre os ombros de todos”.

Para Lula, ”a euforia dos especuladores transformou-se em angústia dos povos, após a sucessão de naufrágios financeiros que ameaçam a economia mundial”.

Ação da ONU

O líder brasileiro também clamou por uma ação mais efetiva da ONU para combater diferentes crises.

”Das Nações Unidas, máximo cenário multilateral, deve partir a convocação para uma resposta vigorosa às ameaças que pesam sobre nós”, afirmou.

”Mas há outras questões igualmente graves no mundo de hoje. É o caso da crise alimentar, que ameaça mais de 1 bilhão de seres humanos. Da crise energética, que se aprofunda a cada dia. Dos riscos para o comércio mundial, se não chegarmos a um acordo na Rodada de Doha. E da avassaladora degradação ambiental, que está na origem de tantas calamidades naturais, golpeando sobretudo os mais pobres.”

Ainda sobre o meio ambiente, Lula afirmou que o Brasil ”não tem fugido a suas responsabilidades. Nossa matriz energética é crescentemente limpa”, afirmando, em seguida, que ”a tentativa de associar a alta dos alimentos à difusão dos biocombustíveis não resiste à análise objetiva da realidade”.

Reforma

Como em pronunciamentos passados, o presidente também defendeu uma reforma da estrutura da ONU e lançou uma indireta contra a suposta postura unilateralista do governo americano em detrimento aos interesses da instituição.

”A força dos valores deve prevalecer sobre o valor da força. É preciso que haja instrumentos legítimos e eficazes de garantia de segurança coletiva. As Nações Unidas discutem há quinze anos a reforma do Conselho de Segurança.”

”A estrutura vigente, congelada há seis décadas, responde cada vez menos aos desafios do mundo contemporâneo. Sua representação distorcida é um obstáculo ao mundo multilateral que almejamos”, acrescentou.
BBC, Agência Estado

Rizzolo: Lula tem razão em todos os pontos abordados em seu discurso. Mas a realidade do mercado, dos interesses, nem sempre são tão viáveis de se conciliar com o ritmo da ética e do interesse de todos. Países desenvolvidos, até por uma questão de se manterem em pleno vigor suas economias pensam de forma unilateral no tocante a seus interesses. O protecionismo ainda existe em função das pressões internas, e da política de proteção à mão de obra local, como é o caso das restrições à entrada de imigrantes.

Quando falamos sobre o que justo e injusto, quer em termos macroeconômicos, posturas internacionais, ou justiça sociais, esbarramos sempre nos interesses dos atores principais da questão. Assim o é também no Brasil, na postura do governo em prevalecer a financeirização da economia ao consentir e chancelar os enormes lucros dos bancos.

Ora, todos sabem que existe no Brasil, a condição econômica que prestigia o lucro dos bancos, lucros esses maiores que bancos internacionais, e isso se dá num País pobre como o nosso. É um protecionismo interno do segmento financeiro do País, este tão ruim ou pior que os exercidos pelos países ricos em relação aos pobres; a analogia econômica procede a bem da reflexão, quando insistimos naquilo que é justo em termos de ricos e pobres, tema este preferido pelo presidente.

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