Ação russa na região irrita Lula

A crescente articulação militar e diplomática entre os governos da Venezuela e da Rússia, a ponto de os dois países terem agendado para novembro um grande exercício aeronaval conjunto no Caribe, irritou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O assunto foi discutido no Planalto com assessores, ficando decidido que a insatisfação brasileira será transmitida ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, quinta-feira, em Nova York, na cúpula dos países da Unasul (União das Nações Sul-Americanas).

Na avaliação do governo brasileiro, a Venezuela está “importando desnecessariamente para a América do Sul” uma disputa diplomática entre EUA e Rússia a reboque do xadrez geopolítico que levou forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) à Geórgia, à porta da fronteira russa. Virão, até mesmo, os bombardeiros supersônicos TU-160, que têm capacidade de carregar armas convencionais e nucleares.

“Não achamos isso positivo e o presidente Lula só não falou ainda com Chávez porque não teve oportunidade. Mas vai falar”, disse ao Estado um ministro. Apesar de ter expulsado o embaixador do EUA, Chávez confirmou sua presença em Nova York para cumprir uma agenda que começa com a abertura da 63ª Assembléia-Geral das Nações Unidas (ONU), terça-feira. Na avaliação de diplomatas e assessores do Planalto a aliança Venezuela-Rússia, bem no rastro dos conflitos na Geórgia, deixou claro que se tratou de um jogo de resposta aos EUA, com Chávez fazendo o papel de “intermediário” da provocação. “Já temos os nossos problemas e as nossas questões, não precisamos de mais nenhum ingrediente para acrescentar tensão à região”, observou o mesmo ministro.

Também incomodou o Brasil o fato de Chávez declarar-se “aliado estratégico” da Rússia. Outra preocupação: os russos também vão pôr um pé na Bolívia, o que já é do conhecimento do Itamaraty. Como o governo Evo Morales expulsou o embaixador dos EUA, La Paz vai perder, em dezembro, a preferência tarifária para exportações direcionadas ao mercado americano, assim como terá cortada a ajuda para o combate ao narcotráfico. A opção de Evo foi autorizar a ajuda do governo russo no combate ao narcotráfico, tarefa na qual Moscou tem pouca experiência.

A aproximação de Chávez, ressuscita uma influência russa sobre espaços latino-americanos, que existia a partir da revolução cubana (1959), mas que foi se esvaindo com o fim da União Soviética. A Venezuela viu na parceria, entre outras coisas, uma forma de responder à iniciativa dos EUA de reativar a 4ª Frota americana, com base no Mar do Caribe, que faz a vigilância do Atlântico Sul.

Para o exercício militar conjunto, em novembro, a Rússia promete enviar cerca de mil militares e quatro navios, entre eles o cruzador russo nuclear Pedro, O Grande, um dos maiores do mundo, com capacidade para lançar até 500 mísseis.

Diante da reclamação de Lula, Chávez tende a lembrar que 9 mil militares brasileiros, argentinos e dos EUA fizeram, em abril passado, na costa do Rio de Janeiro a Operação Unitas.

A operação, que é realizada há 49 anos, trouxe para o Brasil o maior porta-aviões da frota dos EUA, o George Washington – 333 metros de comprimento, 257 metros de largura e 74 metros de altura.

Agência Estado

Rizzolo: Certa ocasião, e não faz muito tempo, em um comentário meu, afirmei que o presidente Lula provavelmente já deveria estar cansado das “maluquices de Chaves”. Talvez não estaria eu de todo errado, ao ver de forma insidiosa o posicionamento do presidente em relação ao líder do ‘ socialismo bolivariano”. Por outro lado, dúvida jamais tive que Lula sempre foi um grande líder, e isso os leitores podem inferir nos meus comentários consignados aqui neste Blog.

A irritação do presidente procede, e se ainda não havia ele se pronunciado, com certeza deve ter sido em função daquilo que mais atrapalha o presidente Lula: os petistas do mal. Como já afirmei, em minha concepção, existem petistas do bem e petistas do mal, estes últimos – os quais um dia tentarei elencá-los – atrapalham sua gestão, tumultuam seu governo, geram intrigas, e não cansam de tentar determinar seus desígnios.

Como um verdadeiro líder, Lula de forma sábia, os deixam de lado; simula que compactua com seus discursos, mas como a sensatez predomina, e tudo tem limite, em determinado momento demonstra sua irritação e seu cansaço, com o chavismo. Realmente não é fácil, até que o presidente tem muita paciência, chavismo, petistas do mal, a esquerda grudenta, e o índio Morales tudo de uma vez só, ” enche o saco”, não é presidente?

A esquerda deve estar falando: ” É só acabar o shabat que esse judeu começa a falar mal. ” Não existe ” Lashon Hará” para petistas do mal ( risos..) os judeus sabem do que estou falando …apenas um brincadeirinha…

Leitores, agora temos um domínio próprio: http://www.blogdorizzolo.com.br

Publicado em últimas notícias, Brasil, cotidiano, economia, notícias, Política, política internacional. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Leave a Comment »

Lula: não pedimos ‘ajuda para saúde’ à 4ª Frota americana

Em entrevista ao jornal argentino Clarín, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a 4ª Frota norte-americana lhe preocupa porque “a 4ª Frota pretende ir exatamente onde nós acabamos de descobrir petróleo. Então, quando os Estados Unidos afirmam que a 4ª Frota é para ajuda em assuntos de saúde não entendo para que, se nós não estamos pedindo que nos ajudem na saúde. Por outro lado, nossas Forças Armadas são frágeis do ponto de vista de equipamento. E o Brasil vai reconstruir sua indústria de Defesa. A Argentina já teve uma indústria de Defesa muito melhor que a de hoje e precisa recuperar isso”.

Questionado se a 4ª Frota é o inimigo hipotético, Lula afirmou: “Nós não temos inimigos. Não o vejo. Claro que sou um pacifista ao extremo, desde que nasci. Entretanto, o mundo nem sempre está na mesma linha que a nossa. Às vezes você tem uma pessoa que dirige o carro com o maior cuidado e vem outra no sentido contrário e se choca com ele. Sempre pode aparecer alguém que queira guerra e por isso nós precisamos estar preparados para garantir a defesa de nosso território e de nossa região. Creio que isto é extremamente importante”.

Lula lembrou o que ocorria no período neoliberal de FHC, no Brasil, e Carlos Menem, na Argentina, quando eles disputavam o abraço dos mandatários dos Estados Unidos. “Quando iniciei o governo em 2003, a América do Sul não era muito considerada pela elite brasileira. Nossa cabeça e também da elite argentina estavam na Europa ou nos Estados Unidos. Recordo quando Fernando Henrique Cardoso e Carlos Menem eram presidentes, e Pedro Malan era ministro da Fazenda e Cavallo era ministro de Economia da Argentina. Nessa época, eles disputavam quem era mais amigo do ex-presidente Bill Clinton, ou do homem do Tesouro dos Estados Unidos. Cada um de nossos presidentes e funcionários se desdobrava para ver quem era o mais simpático aos europeus”.
Hora do Povo

Rizzolo: O texto tenta extrair de Lula uma postura anti americana, e por sua vez Lula tenta agradar gregos e troianos. Se temos que nos preocupar com alguém ou alguma incursão militar, é com a Rússia no Caribe sob os auspícios de Chavés. Mas não, a esquerda quer de qualquer forma que o Brasil retruque a Quarta Frota, é o velho sentimento infantil anti americano. Ora, é uma infantilidade tremenda afirmar que os EUA querem açambarcar a força o petróleo brasileiro, e que a razão da Quarta Frota estar nos mares seria esta. Ademais, o petróleo brasileiro nem sequer veio à tona. Não é do feitio americano tomar poços de petróleo no exterior com força militar. Por acaso ocorreu isso na Arabia Saudita, ou outros países? Da onde tiraram esta idéia?

É impressionante a infantilidade da esquerda brasileira, bem do tipo chavista. Agora em relação as manobras russas nada. Silêncio completo. Afinal na visão tacanha dos ” companheiros ” a Rússia e Chaves podem, não é? Será que não pensaram que uma da razões da presença da Quarta Frota seria os interesses da Rússia, China, Irã, na nossa América Latina ? Isso que dá discutir assuntos políticos ao som de Mercedes Sosa.

Obs. Leitores, agora temos um domínio próprio: http://www.blogdorizzolo.com.br

Publicado em últimas notícias, Brasil, cotidiano, cultura, economia, notícias, Política. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . 1 Comment »

Aviões bombardeiros russos chegam à Venezuela

MOSCOU – Dois bombardeiros estratégicos russos pousaram hoje em uma base aérea na Venezuela, para participar de manobras militares conjuntas entre os dois países, informaram as agências russas de notícias, citando fontes no Ministério da Defesa do país. “Os dois aviões bombardeiros estratégicos Tu-160 tomarão parte em vôos de treinamento sobre águas neutras e após isso retornarão à base”, informou a agência russa Interfax, ao citar uma fonte no Ministério da Defesa.

Aviões bombardeiros russos chegam à Venezuela rastrearam os bombardeiros russos durante o vôo da Rússia à Venezuela, informou a agência estatal russa RIA-Novosti. A Rússia informou na segunda-feira que despacharia navios cruzadores e bombardeiros estratégicos para manobras militares conjuntas com a Venezuela. As manobras ocorrerão em novembro e serão as primeiras desse tipo no Hemisfério Ocidental desde o final da Guerra Fria em 1991.

Os movimentos ocorrem em meio a crescentes tensões entre Washington e Moscou, incluídas disputas provocadas pela presença de navios militares americanos no Mar Negro. Os navios americanos foram enviar ajuda humanitária à Geórgia. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é um aliado próximo de Moscou e desenvolve uma relação abertamente hostil aos EUA.

Uma porta-voz da Marinha da Rússia disse que as manobras de novembro ocorrerão sob um acordo fechado entre os líderes dos dois países quando Chávez visitou Moscou no final de julho. O porta-voz do Ministério do Exterior da Rússia, Andrei Nesterenko, disse que os exercícios militares “não têm nenhuma relação com a atual situação no Cáucaso, e não tem em mira um terceiro país”. As informações são da Dow Jones.
Agência Estado

Rizzolo: Pelo menos, como comentam nos EUA, os russos descobriram que alguns aviões bombardeios de seu exército, ainda podem voar, e distâncias longas. Agora o mais intrigante, e este Blog já comentou isso anteriormente, é que não vi nenhum comentário da esquerda brasileira condenando essas manobras russas com o comandante Chavez. Silêncio total. Governo, Itamarati, PT. Lógico, o diabo são os EUA, a Quarta Frota, esta sim , não é ? Os russos? Ora, os russos e o socialismo bolivariano, ah! Esses podem, tem legitimidade, não é?

Olha, sinceramente, não dá nem para tirar foto do lado, viu. E a Bolívia agora, expulsando o embaixador americano. Para Evo Morales, a culpa de tudo são os EUA, e não passou quatro horas antes de eu comentar que Morales iria culpar os EUA que o índio latino, o fez com uma precisão de um relógio suíço, ou melhor de um relógio boliviano. Essa história de cunho conspiratório da esquerda latino americana em culpar os EUA por movimentos internos, de oposição ao regime, é uma coisa tão antiga, da década de 60, dos discursos de Che Guevara que realmente não impressiona mais ninguém, a não ser aqueles que ainda acreditam no ” El Satan americano”, coisa antiga, do tempo em que a Mercedes Sosa fazia sucesso. Bem de qualquer forma estou aguardando por parte do governo brasileiro que exija uma explicação do governo Russo pelas manobras no Caribe. Até qundo vamos aceitar as coisas do ” imperialismo russo” não? (risos.)

Rússia diz que enviará navios de guerra para Caribe

MOSCOU – A Rússia anunciou na segunda-feira que enviará um poderoso cruzador movido a energia nuclear para as águas do Caribe a fim de realizar um exercício naval com a Venezuela, anunciando assim suas primeiras manobras de grande escala a serem realizadas às portas dos EUA desde a Guerra Fria.

Autoridades russas negaram que a missão tenha qualquer relação com a presença de navios de guerra norte-americanos no mar Negro, mas reconheceram que as manobras ocorrerão em um momento de nervos à flor da pele nas relações entre os EUA e a Rússia por causa do conflito na Geórgia.

O governo russo criticou os norte-americanos por enviarem um navio de comando militar e duas outras embarcações para a Geórgia a fim de distribuir material de ajuda ali e dar mostras de apoio ao presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, depois de a Rússia ter colocado seus soldados dentro do país vizinho.

O presidente russo, Dmitry Medvedev, perguntou no sábado como os EUA se sentiriam se “nós enviássemos ajuda humanitária para o Caribe usando a nossa Marinha”.

Andrei Nesterenko, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, disse na segunda-feira que a missão naval para a Venezuela incluiria o cruzador movido a energia nuclear “Pedro, o Grande,” um dos maiores navios de guerra do mundo.

O destróier mais moderno dos russos, o “Almirante Chabanenko”, também rumará para o Caribe junto com outras embarcações, entre as quais um navio-tanque, acrescentou.

O exercício naval, que deve ocorrer em novembro, contará com o apoio de aviões anti-submarino estacionados na Venezuela, disse.

A Rússia negou que a manobra seja algum tipo de retaliação pelo fato de os EUA terem enviado navios de guerra para a Geórgia.

“Estamos falando sobre um evento planejado que não tem ligação com as circunstâncias políticas atuais e que não está de forma nenhuma relacionado ao que ocorreu na Geórgia”, afirmou o porta-voz em uma entrevista coletiva. Os exercícios “não serão direcionados contra os interesses de outros países.”

Os navios participarão de “manobras conjuntas, exercícios de busca e resgate além de rotinas de comunicação”, afirmou Igor Dygalo, porta-voz da Marinha russa, em um comunicado. Dygalo acrescentou que o exercício está sendo planejado há um ano.

O “Pedro, o Grande” é uma embarcação imponente e fortemente armada que carrega tanto mísseis terra-terra quanto cerca de 500 mísseis terra-ar, segundo Jon Rosamund, editor da revista Jane’s Navy International, especializada nessas questões.

“No papel, trata-se de um navio imensamente poderoso”, afirmou. “Não temos muita certeza sobre se isso é uma demonstração de força ou se representa de fato uma alternativa operacional viável naquela região”, disse Rosamund.

“Esses navios possuem muito mais poder, em teoria, do que os destróiers norte-americanos que foram para o mar Negro, mas é difícil comparar o poderio de cada um”, afirmou o editor. “A Marinha russa deseja ser vista atuando em vários palcos de operação do mundo.”
Agência Estado

Rizzolo: Agora vamos lá esquerda do Brasil. Vamos lá aqueles que pressionaram o presidente Lula a pedir explicações ao governo americano sobre a Quarta Frota. Aonde estão as manifestações contra as manobras russas? Que tipo de esquerda é esta que só se manifesta contra os EUA e quando se fala em Rússia e Venezuela, e o cruzador movido a energia nuclear “Pedro, o Grande,” um dos maiores navios de guerra do mundo, no Caribe, o silêncio é total? O presidente Lula, pedirá explicações à Rússia sobre essas manobras? Ah! Aí não, não é? E eu é que sou “o judeu a serviço do império”.

Segundo eles, o certo seria eu reverenciar os russos, chineses, iranianos, se esbaldando e armando a Venezuela, e nós desarmados só assistindo, impassíveis, segundo eles, eu deveria amaldiçoar a Quarta Frota e bater palmas aos russos. Bela esquerda hein! Sou obrigado a engolir submarinos nucleares russos ao lado da nossa costa, e ainda não poder defender a Quarta Frota, que representa a liberdade e democracia, num Brasil desarmado de propósito, com as nossas Forças Armadas sucateadas. É impressionante como o que eu falava e prévia, está acontecendo antes que todos imaginassem! Essas amizades e solidariedades bolivarianas ainda vão nos custar caro. Será que é só eu que tenho coragem de falar? Será que só eu amo a liberdade, a democracia ? Será que ninquem vai acusar com veemência que a Rússia está interessado nas reservas de petróleo da mesma forma e intensidade que fizeram em relação à Fouth Fleet( Quarta Frota) ? Não, não vão viu, a Rússia pode.

Obs. Leitores, agora temos domínio próprio: http://www.blogdorizzolo.com.br

Marinha da Venezuela e Rússia fazem manobras no Caribe

As forças navais da Venezuela e da Rússia realizarão pela primeira vez exercícios conjuntos no mar do Caribe entre 10 e 14 de novembro próximos para reforçar seus laços de “amizade e cooperação”, informaram altos comandantes da Armada venezuelana.

Quatro navios e cerca de mil militares russos, assim como fragatas com mísseis, esquadrões patrulheiros e de transporte e unidades aeronavais e submarinas venezuelanas participarão dos exercícios, disse o diretor de Inteligência Estratégica do Estado-Maior Naval, contra-almirante Salvatore Cammarata, segundo o jornal “Últimas Noticias” de Caracas.

Em comunicado, Cammarata disse, sem precisar a data, que uma delegação russa liderada pelo comandante-em-chefe da Armada russa, Popov Fedorovich, esteve na Venezuela para planejar os exercícios.

A informação oficial, publicada pela imprensa local, não diz exatamente em que zona do Caribe venezuelano acontecerão as ações, embora tenha ressaltado que será a primeira vez que exercícios desse tipo serão feitos na América Latina.

Folha online

Rizzolo: Tudo isso no fundo é uma resposta russa ao atual apoio por parte dos EUA à Geórgia. A Rússia não aceita a instalação dos mísseis na Europa e em contra partida, desta feita, tenta iniciar uma incursão a territórios antes sempre estratégicos do ponto de vista militar com a América Latina. Isso, a meu ver é extremamente preocupante, até porque o Brasil com sua política externa capenga, adula Chavez e prestigia todos os governos de esquerda da região. Um Brasil desarmado, com uma Forças Armadas desaparelhada, carente de investimentos, com uma esquerda que apóia Chavez, observar manobras russas sob apoio do socialismo bolivariano, é coisa para não dormir.

E ainda tem gente que apóia a entrada da Venezuela no Mercosul, que por sinal é outro atraso. Já sei que vão dizer que sou um ingrato, que a Venezuela me prestigiou o ano passado, que fui convidado a um congresso por conta deles, e que agora fomento a discórdia. Nada disso, enquanto Chavez não se envolvia com russos, iranianos, representantes da Coréia Popular e que de certa forma apresentava uma opção democrática estava nessa caminhada, agora da forma em que está não dá. Amo a democracia mas não quero russos, iranianos, chineses ditando normas na América Latina. E ainda falam mal da Quarta Frota, hein! Deviam agradecer! Judeu a serviçao do império ? Não a serviço da democracia.

Coréia do Norte interrompe desmantelamento nuclear

SEUL – A Coréia do Norte anunciou nesta terça-feira, 26, que interrompeu o processo de desmantelamento nuclear e considera retomar seu programa atômico. O governo afirma que a decisão foi tomada após os Estados Unidos manterem o país na lista de nações promotoras do terrorismo. O comunicado norte-coreano marca o surgimento do maior obstáculo no fim das atividades nucleares do país e deve aumentar a tensão nas conversas sobre o programa nuclear que envolvem a China, o Japão, as duas Coréias, os EUA e a Rússia.

O Ministério de Relações Exteriores de Pyongyang disse que suspendeu o desmantelamento do reator do complexo de Yongbyon e de outras instalações nucleares no dia 14 de agosto, porque os Estados Unidos não cumpriram a promessa de retirar a Coréia do Norte da lista de países terroristas, como foi acertado no acordo do ano passado. Os países envolvidos foram notificados da suspensão, afirma declaração divulgada pela agência estatal norte-coreana.

O Ministério disse ser obrigado a tomar tal decisão “como represália a quebra dos Estados Unidos do acordo firmado”. O comunicado diz ainda que o país “poderá restabelecer as atividades de Yongbyon”, mas sem informar uma data. A remoção do país da lista de terrorismo é uma das principais concessões oferecidas para a Coréia do Norte em troca de fechar e desativar o reator. O acordo foi firmado pelas seis nações no ano passado.

Os EUA dizem que antes de retirar o nome do país da lista é preciso que uma equipe de inspetores seja enviada à Coréia do Norte para verificar se as informações fornecidas pelo governo de Pyongyang sobre seu programa nuclear são verdadeiras. Ainda segundo a agência, o governo norte-coreano ameaçou reativar as instalações do reator nuclear de Yongbyon, o maior do país, onde uma torre de resfriamento foi implodida em junho como símbolo do comprometimento do país em se desarmar. Segundo a BBC, uma das partes do acordo, assinado em julho entre China, Estados Unidos, Rússia, Japão e das Coréias do Norte e do Sul incluía desativação do reator nuclear até outubro.

O comunicado norte-coreano aconteceu logo após o presidente da China Hu Jintao deixar a Coréia do Sul. O líder chinês se reuniu com o presidente Lee Myung-bak para tratar, entre outros assuntos, do processo de desnuclearização de Pyongyang.
Agência Estado

Rizzolo: Existem várias formas de desculpas, as mais esfarrapadas e as menos esfarrapadas, no caso da Coréia do Norte optou ela pela mais esfarrapada possível, acusar os EUA de que pelo fato de não retirá-la da lista dos países terroristas – e nem sequer houve inspeção – irá interromper o desmantelamento nuclear. Ora, todo mundo sabe, que a má vontade da Coréia do Norte em interromper o desmantelamento do reator do complexo de Yongbyon e de outras instalações nucleares era patente, clara e cristalina. Aliás no meu entender nunca desmantelaram absolutamente nada. A verdade é que após o incidente da Geórgia, e da conversa mais dura por parte dos EUA aos russos, que só entendem a força, o exótico Kim Jong II, ” apreciador” de filmes de faroeste – e que dependendo do horário do dia, e da medicação, não é digno de confiança – mudou de idéia, e encontrou um ótimo pretexto para continuar seu desiderato terrorista.

É claro que os EUA antes de retirar o nome do país da lista, envie uma equipe de inspetores à Coréia do Norte para verificar se as informações fornecidas pelo governo de Pyongyang sobre seu programa nuclear são verdadeiras, ou delirantes. O que mais me preocupa, é a intenção desse grupo de países ” amantes da liberdade ” como, China, Coréia do Norte, Irã, Rússia, por intermédio de seu representante na América Latina senhor Hugo Chavez, tenha a cada dia mais influência, e até bases militares. Agora eu pergunto: com todos esses loucos armados, autoritários, deseperados para manter sua influência na América Latina de um lado, de outro a América Latina e seus governos de esquerda aplaudindo-os de pé, recepcionando-os, um Brasil desarmado, nossas fronteiras abertas, e uma esquerda simpática a causa Chavista. Não é para se preocupar? E ainda existem aqueles que no devaneio conspiratório entendem que a Quarta Frota quer o nosso petróleo. Na hora de dormir pensem bem e agradeçam a Quarta Frota por estarem por perto. O bom senso preconiza, faz bem para a democracia, e acaba sendo um antioxidante para a liberdade. Para quem gosta, é claro.

A Marinha do Brasil e a questão dos submarinos

Comandante da Marinha defende política de aquisição de submarinos convencionais, diante das dificuldades de verba para concluir o submarino nuclear brasileiro

Publicamos hoje texto enviado pelo Comandante da Marinha, almirante Roberto de Guimarães Carvalho, a respeito da entrevista que nos concedeu o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva (HP, 22/11/2006), sobre a questão do submarino nuclear brasileiro. Na entrevista mencionada, o almirante Othon, que chefiou o programa nuclear da Marinha, com a conquista da tecnologia para o enriquecimento do urânio, defendia a conclusão do submarino nuclear, já em adiantada fase de construção – tanto o reator nuclear quanto o protótipo do submarino já foram realizados, faltando a criação de laboratórios que permitam testar o reator em condições operacionais. Para o almirante Othon, a política de investir em submarinos convencionais não é a mais apropriada aos interesses da defesa do país. Nas condições tecnológicas da guerra atual, somente submarinos nucleares poderiam garantir a defesa diante de inimigos do país que já possuem, há muito, belonaves desse tipo. Daí a sua formulação de que a construção do submarino nuclear é um “gesto de independência”.

Em seu texto, o Comandante da Marinha ressalta que “a Marinha tem, permanentemente, pleiteado recursos junto ao Governo Federal, a fim de possibilitar darmos o curso normal ao Programa Nuclear da Marinha. Apesar do insucesso dessas tentativas, pelo menos até agora, é importante realçar que o Programa Nuclear da Marinha permitiu ao Brasil dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio, conhecimento este restrito a apenas oito países”. Na ausência desses recursos, o Comandante da Marinha defende a política de aquisição – e possível construção no Brasil – de submarinos convencionais. “Como o próprio senhor Othon afirma, só tem submarino convencional quem não pode ter o nuclear”, diz o almirante Carvalho, e conclui: “infelizmente, nós estamos neste caso, pelo menos, ainda por um bom tempo, haja vista a situação orçamentária da Marinha nos últimos anos”.

Trata-se de um debate decisivo para o nosso país. Trata-se da defesa de nossa soberania, de nossa independência. Por isso mesmo, é altamente importante que os brasileiros, habitantes de um país com uma imensa fronteira marítima, tenham consciência precisa da questão, para que concentremos nossos recursos e nossos esforços na melhor e mais eficaz solução.

Almirante Roberto de Guimarães Carvalho *

Em relação à entrevista concedida pelo senhor Othon Luiz Pinheiro da Silva a esse conceituado veículo de comunicações, publicada na edição no dia 22 de novembro, cujo teor versa, basicamente, sobre a obtenção de submarinos convencionais ou nucleares, na qual, fazendo questão de dizer que falou como cidadão e não como Vice-Almirante da Reserva – daí eu ter me referido a ele como senhor, tece comentários, sem ter conhecimento completo do quadro conjuntural, sobre decisões da Alta Administração Naval, tanto de passado recente, como da atual, cabe a mim, como Comandante da Marinha, esclarecer aos leitores os seguintes aspectos:

a) a possível construção de um submarino convencional no nosso arsenal não é, na opinião da Marinha, um retrocesso. Pelo contrário, é a continuação do progresso, pois possibilitará manter a qualificação dos nossos engenheiros, técnicos e operários, conquistada com muito esforço, e que não podemos perder;

b) a Marinha tem perfeita ciência das diferenças existentes entre as capacidades operativas de submarinos convencionais e nucleares. Como o próprio senhor Othon afirma, só tem submarino convencional quem não pode ter o nuclear e, infelizmente, nós estamos neste caso, pelo menos, ainda por um bom tempo, haja vista a situação orçamentária da Marinha nos últimos anos. A Marinha sonha com o submarino nuclear, mas isso não basta. É preciso que, além do nosso sonho, haja uma vontade nacional, traduzida em recursos, de forma a transformar o sonho em realidade. Enquanto isso não ocorre, resta-nos a opção dos submarinos convencionais, que, apesar de terem sido comparados a “focas” ou “jacarés”, são plataformas navais eficazes, tanto o é, que, a principal e mais poderosa marinha do mundo os considera como uma das principais ameaças que poderá ter de enfrentar;

c) o submarino que a Marinha pretende construir não é o da classe daqueles que foram construídos na Argentina na década de 70. É um submarino convencional moderno, da mesma origem dos nossos atuais cinco submarinos, que serão modernizados, mantendo-se, assim, a padronização. Adquirir um submarino de uma outra origem, com tecnologia diferente daquela com a qual estamos habituados a trabalhar, seria passar por uma experiência que a nossa Força de Submarinos já passou, e que não foi boa, qual seja, a de conviver com submarinos de origens diversas. Em acréscimo, não há registro conhecido, de que um país detentor da tecnologia nuclear, para fins de propulsão naval, bem como de projetos de plataformas onde possam ser instalados os equipamentos e sistemas necessários, tenha transferido esses conhecimentos sensíveis a outro. Assim, considero, no mínimo, arriscada a presunção de que isso aconteceria conosco, caso a opção fosse por um submarino de outra origem;

d) no que se refere às considerações feitas citando nominalmente o Almirante-de-Esquadra Ivan da Silveira Serpa, eminente, respeitado e honrado Chefe Naval e ex-Ministro da Marinha, as mesmas distorcem os fatos e não correspondem à realidade. A bem da verdade, é mister mencionar que o Almirantado, então presidido pelo Almirante Serpa, ao decidir pela diminuição dos recursos destinados ao Programa Nuclear da Marinha, o fez motivado pela redução do orçamento da Força, pelo decrescente aporte de recursos da antiga Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), parceira no projeto, e por problemas de gestão na condução do Programa. Aliás, na oportunidade, por determinação do próprio Almirante Serpa, foi criada uma Comissão de Almirantes e Oficiais capacitados, com a tarefa de proceder um criterioso redimensionamento do referido Programa, adequando-o à realidade e às normas orçamentárias da Marinha;

e) quanto à aquisição em 1995, das quatro fragatas na Inglaterra, os navios, apesar de usados, estavam em excelentes condições materiais e operativas, três dos quais ainda integram e constituem importante parcela do poder combatente da nossa Esquadra. Os recursos utilizados, por meio de crédito especial, não integravam o Orçamento da Marinha e, portanto, não concorreram com os aplicados no Programa Nuclear. Em acréscimo, esses navios foram adquiridos para substituírem contratorpedeiros já bem antigos, de origem norte-americana, que foram retirados do serviço ativo. É claro que a Marinha precisa de submarinos, mas, embora alguns possam não concordar, também precisa de navios;

f) é imperativo enfatizar que, durante o meu período de Comando e daqueles que me antecederam, a Marinha tem, permanentemente, pleiteado recursos junto ao Governo Federal, a fim de possibilitar darmos o curso normal ao Programa Nuclear da Marinha. Apesar do insucesso dessas tentativas, pelo menos até agora, é importante realçar que o Programa Nuclear da Marinha permitiu ao Brasil dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio, conhecimento este restrito a apenas oito países; e

g) em relação aos comentários pessoais sobre o atual Chefe do Estado-Maior da Armada, considero-o um oficial empreendedor, reconhecidamente inteligente e capaz, e cujo prestimoso assessoramento nos assuntos relevantes da Marinha tem sido de extrema valia para as decisões de alto nível que meu cargo requer.

Em relação ao todo da matéria jornalística, acredito que o senhor Othon tem todo o direito de expor as suas opiniões pessoais sobre um tema tão importante, mas deveria tê-lo feito considerando todas as variáveis envolvidas nesse complexo problema, e não apenas parte delas. Poderia, ainda, ter sido um pouco mais cortês nas suas colocações, dentro da fidalguia característica dos homens do mar.

*Comandante da Marinha
Jornal Hora do Povo

Rizzolo:A questão dos submarinos do ponto de vista tecnológico, se por hora o ideal é o convencional, ou se, o ideal seria que os investimentos maiores fossem drenados para a construção do submarino nuclear, é uma questão técnica e dialética. O que precisamos de uma vez por todas nesse país, e isso eu fico muito à vontade pra falar, até porque não sou militar, é termos uma visão concreta, determinada, e eficaz de investimento no nosso Parque Indústria Bélico.

Não há como conceber um país com uma extensão territorial como a nossa, onde ainda de forma submissa, ficamos escolhendo submarinos “de acordo com o nosso bolso”; não podemos aceitar, como disse o Almirante Roberto Carvalho, na sua justificativa, “que o Almirantado, então presidido pelo Almirante Serpa, ao decidir pela diminuição dos recursos destinados ao Programa Nuclear da Marinha, o fez motivado pela redução do orçamento da Força, pelo decrescente aporte de recursos da antiga Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), parceira no projeto, e por problemas de gestão na condução do Programa. Aliás, diz ele, na oportunidade, por determinação do próprio Almirante Serpa, foi criada uma Comissão de Almirantes e Oficiais capacitados, com a tarefa de proceder a um criterioso redimensionamento do referido Programa, adequando-o à realidade e às normas orçamentárias da Marinha”.

Ora, nossa defesa, nossas Forças Armadas não podem ficar sucateadas enquanto Bancos internacionais e nacionais se lavam em lucros, onde multinacionais em vultuosas remessas de lucros e dividendos nem sequer pagam Imposto de Renda, à Nação brasileira, onde tudo é programado para economizar, e se fazer superávit primário visando interesses externos. Agora em relação a orçamento militar tão importante como qualquer projeto social, temos sim que nos limitarmos “de acordo com o nosso bolso”, deixando a defesa nacional relegada a terceiro plano.

Publicado em últimas notícias, Brasil, economia, Esquadra russa, Hugo Chavez e os russos, Lula, manobras russas, navio Pedro o Grande, Política, Principal. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . 2 Comments »