Tucano acorda de madrugada para pagar mico em Washington

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM), acordou anteontem às 5h45 para um compromisso histórico: participar de um café com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. O encontro foi divulgado pela assessoria do tucano com ares de seleto evento: “Arthur Virgílio encontra-se esta semana com Obama e parlamentares americanos”. “Foi uma bobagem da minha assessoria”, admitiu o senador pelo telefone, direto de Washington.
Pompa ou não, o fato é que o tucano ficou a 50 metros de distância do governante americano em mais uma edição do tradicional National Prayer Breakfast(1).

No 58º encontro, mais de 3 mil autoridades e personalidades de 160 países estiveram presentes ao luxuoso Hotel Hilton para celebrar as bênçãos de Deus. Com forte apelo religioso, o evento tem por objetivo valorizar as instituições norte-americanas. Desde a terça-feira até hoje, os inscritos participam de uma série de palestras, encontros e orações — muitas orações.

Arthur Virgílio e o presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), o tucano Eduardo Azeredo (MG), convidados por um comitê do Congresso norte-americano, sentaram-se bem na frente. Ouviram atentamente o discurso de 15 minutos de Obama. O presidente dos EUA lamentou a “erosão da civilidade” no debate político na nação, para quem está crescendo um sentimento que “alguma coisa está se quebrando” em Washington.

“Alguns de nós em Washington não estão servindo às pessoas como deveríamos”, afirmou Obama, num ovacionado discurso. “Às vezes, parece que somos incapazes de escutar um ao outro, em vez de ter um debate sério e civilizado.” Ele conclamou os cidadãos a ajudar as vítimas da tragédia no Haiti. O líder do PSDB gostou do que ouviu. “Obama é carismático”, disse, ao ressalvar que lá “a oposição que os republicanos fazem é muito pior que o PT fazia quando era oposição ao governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)”.

Apesar da suntuosidade do hotel, local onde o evento ocorre desde a década de 1980, os tucanos contentaram-se com um café frugal. Serviram-lhes torta, pão com requeijão, café e leite. Arthur voltará ao Brasil neste domingo (7).

Fonte: Correio Braziliense
Rizzolo:Comentário rápido como a viagem: esse é o PSDB, ir até lá para ouvir bobagens de Obama, um presidente já desacreditado, perdido, desaprovado . Ops…..ao invés de qualificá-lo presidente por lapso mencionei “candidato” e os tucanos acharam que com isso poderiam desqualificar meu cometário, denotando dessa forma, uma postura desesperatora ao se apegarem a qualquer coisa , até em atos falhos.

Política externa do Brasil decepciona Obama, diz jornal

WASHINGTON – Uma reportagem do jornal americano The Wall Street Journal afirma nesta quarta-feira, 2, que a política externa do Brasil “está decepcionando” o governo do presidente americano, Barack Obama. Em uma reportagem que examina o que chama de “resistência às suas políticas (dos EUA) para a região”, o diário financeiro diz que a crescente influência brasileira e de outros países na América Latina é um “desafio” para Washington.

“Ao mesmo tempo em que permanece o principal ator na América Latina, o poder dos Estados Unidos é contido por vários fatores, incluindo a ascensão do Brasil como uma potência regional, a influência de uma facção de nações antiamericanas lideradas pela Venezuela e a demonstração de força da China, que enxerga os recursos latino-americanos como chave para o seu próprio crescimento”.

Entre os episódios que, segundo o artigo, puseram o governo Obama em desafino com a região estão Cuba, o uso de bases militares na Colômbia e a crise política em Honduras. Nesta última, diz o WSJ, os países latino-americanos “se ressentiram” de seus laços históricos com os EUA e demandaram inicialmente uma definição de Washington sobre a deposição do então presidente Manuel Zelaya em Honduras.

Quando definiu sua posição, entretanto, os EUA se distanciaram de grande parte da América Latina, incluindo o Brasil. “A divisão é um dedo na ferida das relações com a região”, sustenta o WSJ.

“Washington ficou especialmente aborrecido com a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil como parte de um giro no qual também visitou a Venezuela e a Bolívia, e recebeu apoio para seu polêmico programa nuclear.”

Para o jornal, “a ascensão do Brasil como potência hemisférica está se tornando um desafio e – em termos de política externa – uma decepção para o presidente Barack Obama, que, como George W. Bush, desenvolveu um relacionamento próximo com o carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

A reportagem avalia que “a América Latina está profundamente dividida entre nações pró-EUA, como México, Colômbia e Peru, e um bloco de países populistas que inclui Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua. Chávez às vezes também encontra aliados na Argentina e no Brasil”.

Na avaliação do The Wall Street Journal, outra razão para o menor peso dos EUA na região é a presença cada vez maior da China, que “está financiando a estatal brasileira de petróleo (Petrobras) em US$ 10 bilhões”.
agencia estado

Rizzolo: Primeiro Obama não deveria se sentir decepcionado porque acima de tudo ele é um fraco. Um presidente populista, em baixa, e que agora está descobrindo que para uma potência militar subsistir é necessário força e coragem, o que Obama nunca teve.

Preconizar o diálogo com terroristas, ter receio de ser mal visto no Oriente Médio, ter se distanciado da América Latina para ganhar um abraço de Chavez custa tudo isso : o enfraquecimento. Por aqui reinam a China, Rússia, Irã, Coréia do Norte; e não diria que estes países estão errados de exercerem sua influência por aqui, mas afirmo que os EUA estão perdendo a hegemonia.

É claro que o problema é deles, com sua política externa, agora uma coisa é certa: se queres permanecer uma potência não tenha medo e encare a realidade do mundo. Decepcionados estão aqueles que nele depositaram sua confiança. Eu nunca depositei…

Lula enviou carta a Obama, diz Amorim

Enviado especial da BBC Brasil a Manaus – O Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta quinta-feira em Manaus que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em resposta a uma carta que havia sido a ele pelo líder americano no domingo.

Amorim, entretanto, não quis revelar informações sobre o conteúdo da mensagem de Lula, argumentando que trata-se de correspondência diplomática e, por isso, deve ser mantida “reservada”.

O chanceler também revelou que passou nesta quinta-feira “mais de uma hora” conversando por telefone com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. Novamente, ele não entrou em detalhes.

“Isso que é importante, um diálogo constante sobre todos os temas. O presidente Lula respondeu à carta enviada pelo presidente Obama e eu conversei por mais de uma hora com a secretária de Estado.”

Garcia ‘decepcionado’

O conteúdo exato da carta enviada por Obama não foi revelado, mas segundo versões divulgadas na imprensa, nela o líder americano reitera a posição americana em relação ao golpe em Honduras.

O governo dos Estados Unidos defende que o reconhecimento do resultado das eleições presidenciais em Honduras pode ajudar a colocar um fim à crise política que se instalou no país desde a deposição de Zelaya, em 28 de junho.

O Brasil, por sua vez, insiste que não irá reconhecer o vencedor do pleito, porque interpreta que isso será o mesmo que reconhecer o que considerou ter sido um golpe de Estado no país centro-americano.

Em outro trecho da carta, Obama teria solicitado a Lula que comunicasse ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad – que esteve em Brasília na segunda-feira – as preocupações americanas quanto ao programa nuclear iraniano e pedisse a Ahmadinejad que cumprisse suas obrigações internacionais.

O americano também teria abordado na mensagem pelo menos dois outros temas: a reunião sobre mudanças climáticas da ONU, que será realizada na Dinamarca no mês que vem, e as negociações da Rodada Doha para liberalização do comércio global.

O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, primeiramente reagiu à carta dizendo que a posição de Washington em relação a Honduras estava “equivocada” e que havia “um sabor de decepção” do Brasil em relação à posição defendida pelo governo Obama.

Depois, na quarta-feira, o general americano James Jones, assessor de segurança de Obama, teve uma conversa telefônica com Marco Aurélio Garcia, em que falaram sobre o teor da carta de Obama.

Nesta quinta-feira, em Manaus, tanto Garcia quanto o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, procuraram minimizar a visão de que Estados Unidos e Brasil estejam vivendo um momento de confronto.
agencia estado

Rizzolo: Essa postura do Brasil não é nada recomendável. O ponto de vista brasileiro passou a ser o mesmo que os dos países esquerdistas como a Venezuela, Bolívia e outros. Fica evidente que o mal-estar já se instalou entre os dois países. Os EUA representam a maior democracia do planeta e o Brasil cerra fileiras com os de vocação ditatorial e os que não respeitam os direitos humanos como o Irã. Uma pena.

Amorim nega tensão entre Brasil e Estados Unidos

RIO – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, negou hoje haver tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos em consequência das divergências entre os dois países sobre as eleições e a situação política de Honduras. Pouco antes de participar do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-secretário geral da ONU Kofi Annan, no Hotel Sofitel, no Rio, Amorim explicou que as diferenças de posição não são suficientes para gerar crise entre Brasília e Washington.

“Não há tensão alguma na relação entre Brasil e Estados Unidos. Nós temos é que nos acostumar a ter diferenças. E, no passado, já tivemos em relação à ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), em relação à OMC (Organização Mundial do Comércio). Isso não gera tensão”, disse Amorim. “Nós estamos em latitudes diferentes. Brasília está no hemisfério sul, Washington, no hemisfério norte. É natural que as coisas, às vezes, sejam vistas de forma diferente. Isso não deve ser e não é razão para tensão”, reafirmou.

Carta

Amorim também confirmou o recebimento de uma carta assinada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, em que a questão hondurenha é abordada, e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá respondê-la de forma “educada, adequada, mostrando seu ponto de vista, sempre salientando a possibilidade de cooperação, não deixando de salientar o ângulo como a gente vê as coisas”, disse.

O ministro afirmou que só soube das críticas do assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia à política externa americana “pela manchete do jornal”. Ontem, o assessor do presidente qualificou como equivocada a posição do governo Obama sobre a crise política hondurenha e disse estar decepcionado e “com certa frustração” com os andamentos da política externa do presidente americano.

O ministro também avaliou de forma negativa o andamento do processo político em Honduras. “Sem o retorno do presidente Zelaya ao poder, todos os países da América Latina e do Caribe já declararam que não reconhecerão o novo governo. Eu não sei, no futuro, o que vai acontecer com os outros países, mas o Brasil continua firme nessa posição”, ressaltou Amorim.

Amorim também negou que se os desentendimentos entre Brasil e Estados Unidos possam ter se radicalizado depois que o país recebeu a visita oficial do presidente Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na segunda-feira. Segundo ele, os Estados Unidos sempre incentivaram o Brasil a “transmitir certas mensagens” ao líder iraniano. “Não vejo como (a visita possa ter gerado problemas). Isso é um pouco de fantasia da mídia brasileira”, disse o ministro.
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Rizzolo: É claro que os EUA não vêem com bons olhos essa aproximação com o Irã, tampouco a postura brasileira em Honduras. Agora teremos que amargar os efeitos danosos da visita. Obama por ser um presidente fraco sofre a influência dos conservadores americanos que estão indignados com a frouxidão americana na América Latina, dando espaço para russos, chineses, iranianos, e até norte coreanos, mas tenham certeza de que do jeito que a carruagem anda isso vai mudar.

Obama: Ahmadinejad deveria visitar campo de concentração

DRESDEN, Alemanha – O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta sexta-feira, 5, que o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que esta semana voltou a qualificar ao Holocausto como um grande engano, deveria visitar Buchenwald, um campo de concentração nazista da Segunda Guerra Mundial. Em uma entrevista na Alemanha ao programa NBC News, ele foi perguntado sobre o que o líder iraniano poderia aprender no lugar. “Ele deveria fazer sua própria visita’, disse. ‘Não tenho paciência com as pessoas que negam a história. E a história do Holocausto não é algo especulativo’.

Obama destacou que seu tio-avô ajudou a liberar o campo de concentração de Buchenwald durante a Segunda Guerra. O lugar, a leste da Alemanha, foi criado pelos nazistas e se estima que 56 mil pessoas, em sua maioria judeus, tenham sido mortas ali.

Obrigação de impedir novos genocídios

Em entrevista coletiva conjunta com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Dresden, Alemanhã, Obama afirmou que a comunidade internacional tem a obrigação de impedir os genocídios, por mais inconveniente que seja tentar. Segundo ele, “é preciso atuar quando houver” esses casos.

O presidente americano, que esta tarde visitará o campo de concentração de Buchenwald, tinha sido perguntado sobre como se pode aplicar o lema “Nunca Mais” referente ao Holocausto aos eventos na região de Darfur, no Sudão, ou no norte do Sri Lanka.

Obama afirmou que seu Governo colabora ativamente para evitar o genocídio no Sudão, onde o presidente Omar Hassan al-Bashir expulsou as organizações humanitárias, e ele mesmo falou sobre a situação em Darfur na quinta-feira com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, que conta com “sólidos laços diplomáticos” no país vizinho.

O presidente americano se encontra na Alemanha dentro de uma viagem pelo Oriente Médio e pela Europa que já o levou à Arábia Saudita e ao Egito. Amanhã, ele viaja para a França. Obama concluirá sua estadia na Alemanha com uma visita à base militar de Landstuhl, onde cumprimentará as tropas americanas no local e percorrerá o hospital onde são atendidos os feridos nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

(Com informações da Efe e da Reuters)
Rizzolo: Obama tem pela frente uma missão difícil: agradar árabes e judeus. Na verdade pouco há que se fazer para conter o radicalismo de ambos os lados. A postura de quem é dócil e ao mesmo tempo enérgico, não se coadunam; prova disso são as críticas dos extremistas árabes, afirmando que Obama tenta dar lição ao islamismo. Ainda vamos sentir saudade de Bush..

Coreia do Norte reativa usina nuclear e ameaça atacar Seul

SEUL – A crise com a Coreia do Norte se aprofundou nesta quarta-feira, 27, depois que o regime afirmou ter reativado seu principal reator nuclear e ameaçou atacar a Coreia do Sul se o vizinho se juntar à iniciativa liderada pelos EUA contra a proliferação de armas nucleares. O regime comunista também declarou que não se vê mais vinculado ao armistício que em 1953 pôs fim à Guerra da Coreia.

A Iniciativa de Segurança contra Proliferação (PSI, na sigla em inglês), mecanismo criado em 2003 por sugestão dos EUA para a interceptação de navios suspeitos de carregar materiais ou armas de destruição em massa, recebeu na terça-feira a adesão plena da Coreia do Sul, em resposta ao teste nuclear e de mísseis balísticos realizado pela Coreia do Norte nos últimos dias. A decisão de Seul é “uma declaração de guerra contra nós”, diz um comunicado de uma representação militar norte-coreana em Panmunjom, na fronteira entre os dois países.

A agência de noticias estatal controlada pelo regime, a KCNA, citou um porta-voz do Exército norte-coreano afirmando que “o menor ato hostil contra nossa república, incluindo a interceptação e a revista em nossos navios pacíficos, enfrentará como resposta um ataque militar forte e imediato”. “Os imperialistas dos EUA e o grupo do traidor Lee Myung-bak (presidente da Coreia do Sul) levaram a situação na península coreana a um estado de guerra.”

“Nossos militares não mais estarão vinculados ao acordo de armistício, já que a atual liderança dos EUA atraiu as marionetes (Coreia do Sul) para o PSI”, afirma o comunicado. Como o armistício não é mais obrigatório, “a península coreana voltará ao estado de guerra”, acrescenta o informe oficial. Isso significa que as tropas da Coreia do Norte adotarão a “ação militar correspondente”, diz o comunicado, sem dar detalhes. “Aqueles que nos provocarem enfrentarão punição inclemente e inimaginável.”

O comunicado transmitido pelos meios de comunicação oficiais de Pyongyang afirma ainda que o país “não garantirá o status legal” de cinco ilhas sul-coreanas próximas à disputada fronteira, no Mar Amarelo. A Coreia do Norte também não vai garantir a segurança das embarcações militares e civis da Coreia do Sul e dos EUA na área, segundo o comunicado.

A Coreia do Sul afirmou que responderá “duramente” a qualquer provocação da Coreia do Norte, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap. Nos limites marítimos entre as nações, Pyongyang afirmou que não mais garante a segurança de embarcações estrangeiras. “Caso a Coreia do Norte provoque, nós reagiremos duramente”, afirmou o Comando Militar Conjunto sul-coreano, em comunicado, informou a agência. “Nossa principal prioridade é manter a atual superioridade armada sobre a Coreia do Norte” no Mar Amarelo, onde as marinhas de ambos os países se confrontaram após o fim da Guerra da Coreia em 1953.

A Marinha sul-coreana deslocou um destroier para a fronteira marítima com a Coreia do Norte e intensificou a vigilância na zona, informou a Yonhap. Nos últimos meses, a região foi testemunha de um aumento da atividade militar, inclusive da Força Aérea norte-coreana, assinalou a fonte do Ministério da Defesa do vizinho do sul. “A preparação norte-coreana para a guerra está em seu máximo nível”, acrescentou.

A península coreana é uma das áreas mais militarizadas do mundo, com um milhão de soldados da Coreia do Norte, 655 mil da Coreia do Sul e outros 28,5 mil militares americanos assentados em território de seu aliado sul-coreano desde o final da Guerra da Coreia. A Coreia do Norte efetuou seu segundo teste nuclear e lançou pelo menos cinco mísseis de curto alcance – na terça-feira se informou do último deles -, rechaçando as advertências dos EUA, Japão, Coreia do Sul e da própria ONU.

Reator nuclear

A Coreia do Norte reiniciou sua usina de reprocessamento de combustível nuclear, voltada a produção de armas à base de plutônio, segundo informações publicadas na imprensa sul-coreana. A notícia seguiu-se à informação de que, na noite de terça-feira(pelo horário de Brasília),e a Coreia do Norte havia testado mais um míssil de curto alcance no Mar do Japão, depois de testar dois no começo do dia, elevando para cinco o número de mísseis testados desde a segunda-feira.

Sinais de fumaça vinham recentemente saindo da usina de Yongbyon, ao norte de Pyongyang, em um sinal de que está sendo reativada, informou o jornal sul-coreano Chosun Ilbo. “Satélites espiões dos Estados Unidos interceptaram vários sinais de que a usina, que havia sido fechada, está sendo reativada, com vapor saindo dela”, disse uma fonte ao jornal. A agência de notícias Yonhap divulgou a mesma notícia.

No mês passado, a Coreia do Norte anunciou abandono do acordo entre seis nações de desarmamento nuclear e que poderia reativar a usina de Yongbyon. A decisão de abandonar o acordo foi tomada em resposta à censura do Conselho de Segurança das Nações Unidas ao lançamento de um foguete em 5 de abril. Em julho de 2007, a Coreia do Norte fechou o reator e outras usinas, como parte do acordo de desarmamento.

O jornal Chosun Ilbo disse que o aparente reinicio do funcionamento da usina de Yongbyon se deu antes do previsto pelos peritos e que levará entre dois a quatro meses para voltar a operar. Segundo o jornal, se o Norte operar a usina em seu total poderá obter plutônio suficiente para fazer uma arma nuclear.

agência estado

Rizzolo: Como este Blog sempre afirmou, o desenrolar dos fatos e a petulância dos ditadores aumentaram desde que estes perceberam que os EUA agora, estão sob o comando do Sr. Barack Obama, o ” enviado da paz”. A Coréia do Norte desafiou deu um tapa na comunidade internacional ao realizar a prova, e agora ameaça a Coría do Sul por aderir à iniciativa americana contra o tráfico de armas de destruição em massa (PSI, na sigla em inglês).

Quando dizia eu que os democratas iriam afundar os EUA e que entre Obama e MacCain eu ficaria ainda com este último, muitos discordaram. Nunca gostei dos republicanos, mas infelizmente a escalada do terrorismo internacional aumentou de tal forma que uma potência como os EUA não pode ficar com um discurso frágil como o do Sr. Obama.

Um país para manter sua hegemonia precisa de pulso firme e nesse momento os EUA se calam com o Irã, se amedrontam com a Coréia do Norte, e tem medo da Rússia, e se der espaço, até da Venezuela, se resguardam. Muito embora, na Coreia do Sul, os EUA mantém cerca de 37.000 soldados em 100 instalações e o maior campo de tiro da Ásia, isso é pouco.

Hoje, o arsenal nuclear dos Estados Unidos inclui 5.400 ogivas nucleares armadas em mísseis balísticos intercontinentais em terra e mar; outras 1.750 bombas nucleares e mísseis cruzeiros prontos para ser lançados desde aviões B-2 e B-52; adicionalmente têm 1.670 armas nucleares classificadas como ‘táticas’. E, ainda, mais ou menos 10.000 ogivas nucleares em bunkers por todo o país como ‘contrapeso’ a qualquer surpresa. Medo do que ?? Sr. Obama ? Vamos enfrentar. Israel já não enfrentou coisas piores ?

Brasil é “potência” e “grande jogador mundial”, diz Obama

SÃO PAULO (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que o Brasil “é uma potência econômica e grande jogador no cenário internacional” e que ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem ser “parceiros”.

As declarações foram feitas em entrevista à rede de TV CNN en Español transmitida nesta quinta-feira.

Perguntado sobre o sentimento antiamericano em alguns países da América Latina, Obama respondeu que “os tempos mudaram” e destacou o papel exercido pelo Brasil no cenário internacional.

“Estamos no século 21 agora. Os tempos mudaram. Um país como o Brasil é uma potência econômica e grande jogador no cenário internacional”, disse Obama.

O presidente norte-americano afirmou ainda que ele e Lula deveriam ser parceiros. “Minha relação com o presidente Lula é a de dois líderes que têm grandes países, que estão tentando resolver os problemas e criar oportunidades para nossos povos, e devemos ser parceiros.”

Obama concedeu a entrevista antes de sua primeira visita oficial à América Latina. O presidente norte-americano desembarcou no México nesta quinta-feira e participa da Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, que começa na sexta-feira.

Reuters

Rizzolo: Obama tem razão. O Brasil deveria se aproximar cada vez mais dos EUA ao invés de fazer coro com líderes da América Latina como Chavez, Morales e outros como o Irã. Mas a esquerda permite? Não, não permite, não gosta e não acredita em Obama. No início a esquerda mundial achava que poderiam induzir Obama a ter um comportamento esquerdista, mas não conseguiram. Nunca gostei do Obama, todos sabem, é um populista. Mas foi eleito. Gostando ou não, não podemos ficar em cima do muro, aproveitando as oportunidades para apenas fazer discurso de acordo com a platéia. O Brasil está hoje dia diante de um cenário internacional propício para uma maior parceria com os EUA, tudo conspira a favor, agora seria o momento de negociar e sermos o maior aliado dos EUA. Mas não, não é ? O que os ” companheiros” vão achar?