Congresso aprova, finalmente, o Orçamento de 2008

Com mais de três meses de atraso, o Congresso aprovou, na noite desta quarta-feira (12), o Orçamento da União para o exercício de 2008. Deu-se dois dias depois de Lula ter insinuado, no rádio, que só ele queria trabalhar, os congressistas não. A oposição, que, horas antes, ameaçara obstruir a sessão, enfiou a viola no saco.

Pela manhã, em conversas travadas entre quatro paredes, lideranças do PSDB e do DEM concluíram que a obstrução ao Orçamento seria politicamente desastrosa. Ofereceria munição a Lula. Numa fase em que o presidente empreende uma escalada retórica de ataques à oposição.

Lideranças como José Agripino Maia (DEM) e Arthur Virgílio (PSDB) traziam atravessado na traquéia o ressentimento da madrugada. Não haviam deglutido a “chave-de-regimento” que Romero Jucá (PMDB) lhes havia aplicado, para aprovar a medida provisória da TV Pública.

Tucanos e ‘demos’ queriam dar o troco. Mas concluíram que, investindo contra o Orçamento, se arriscariam a experimentar o que um senador do DEM chamou de “efeito bumerangue”. Assim, a programação orçamentária foi referendada por folgada maioria. Dos 417 deputados presentes, 404 votaram a favor. Dos 56 senadores que pisaram no plenário, todos disseram “sim.”

“Fizemos barba, cabelo e bigode”, festejou, no meio da noite, um auxiliar de Lula. Referia-se às duas derrotas que o governo impusera à oposição em menos de 24h: a TV Pública e o Orçamento. Em discursos pronunciados no início da sessão desta quarta, Agripino e Virgílio lançaram no ar ameaças de obstruções futuras e declarações de guerra contra as medidas provisórias do governo.

Quanto a Lula, vai à Semana Santa com tudo o que pedira em suas orações: a nova TV governamental e o Orçamento que sustentará os “canteiros de obras” do PAC de “mãe” Dilma. Só falta o ovinho de Páscoa.

Blog do Josias

Rizzolo: Ainda bem que essa oposição nada patriótica resolveu trabalhar. Não é possível conviver com políticos que se dizem da oposição interessados em obstruir sessões visando interesses próprios e não do povo brasileiro. O que eles querem na verdade, é “desestabilizar” o governo, para pavimentar o retorno ao Planalto em 2010. Foram na verdade duas vitórias do governo, a nova TV Pública e o Orçamento de 2008.

Não sou contra a TV Pública, ela existe em países europeus e serve para balizar as informações com pouco conteúdo tendencioso. Um exemplo clássico é a BBC inglesa. É claro que os poderosos da mídia não gostam, chamam-na de chapa branca. O problema é deles, precisam aprender a conviver numa democracia e na pluralidade das idéias. Pior problema é a ” mãe do PAC” carregada por Lula para ver se ela emplaca. Mas olha, ela não tem a mínima vocação, viu! Nem ela, nem Ehud Olmert, primeiro ministro de Israel, que de judeu não tem nada..