Datafolha: Dilma mantém 12 pontos de vantagem sobre Serra

Pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta terça (26) indica que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 56% dos votos válidos, e o candidato do PSDB, José Serra, 44%. Nos votos totais, Dilma tem 49% (um a menos que na pesquisa anterior) e Serra caiu dois pontos e está com 38%.

O resultado em votos válidos é o mesmo da pesquisa anterior, realizada no dia 21. Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos.

Se considerados os votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), Dilma soma 49% das intenções de voto, e Serra, 38%, segundo o Datafolha. Os brancos e nulos são 5%, e os indecisos, 8%. Na pesquisa anterior, no dia 21, Dilma registrou 50%, e Serra, 40%. Brancos e nulos eram 4%, e os indecisos, 6%.

Estratégia tucana fracassou

A segmentação dos resultados do novo levantamento mostra que não foi eficiente a estratégia de Serra de reforçar sua presença no Sudeste e no Sul do país, o chamado “cinturão tucano”, onde teve votação expressiva no primeiro turno.

No Sudeste, o tucano perdeu três pontos percentuais e agora é derrotado pela petista por 44% a 40%. No Sul, ele perdeu dois pontos percentuais, mas ainda vence Dilma –que cresceu dois pontos– por 48% a 41%.

No Nordeste, ponto forte da petista, a distância entre os dois adversários, que oscilaram negativamente um ponto, ficou a mesma da pesquisa passada (37 pontos, ou 64% a 27%).

A pesquisa ainda não reflete dois fatos negativos na campanha de Serra: a denúncia publicada nesta terça-feira pela Folha de S. Paulo sobre suposta fraude na licitação para obras do metrô paulista (leia mais aqui) e o desempenho ruim do candidato tucano no debate da Rede Record (leia mais aqui).

Indecisos são 8%

Desta vez, foram entrevistados 4.066 eleitores em 246 municípios em todos os Estados do país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pretendem votar em branco ou anular o voto 5% dos eleitores entrevistados (eram 4% no último levantamento), enquanto 8% dizem estar indecisos (contra 6% da última pesquisa).

Contratada pela Folha e pela Rede Globo, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 37.404/2010.
Vermelho
Rizzolo: É um dado bom, contudo isso não significa que a eleição está ganha. É necessário nessa fase, militância em dobro, é importante que aqueles que se dispuseram a lutar pela vitória de Dilma descansem apenas no último minuto antes das 17:00 do dia 31. Portanto não há que se falar apenas em entusiasmo, mas sim em disposição de lutar para que esses dados se concretizem nas urnas. Lutar pelo Brasil.

Pesquisa indica vitória de Dilma com 54% dos votos válidos

Pesquisa Datafolha divulgada na edição de domingo, 10, do jornal ‘Folha de S.Paulo’ aponta a candidata do PT à Presidência da República com 48% das intenções de votos contra 41% de José Serra (PSDB). Em número de votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 54% contra 46% de Serra. 4% dos eleitores afirmaram que irão votar em branco ou nulo e outros 7% estão indecisos.

Na pesquisa anterior, realizada entre os dias 1º e 2 de outubro, o instituto havia feito uma simulação para o segundo turno. Dilma aparecia com 52% dos votos totais contra 40% de Serra. 5% afirmaram que votariam em branco ou nulo e 3% estavam indecisos. Dilma teria subido 2 pontos e Serra, 6.

Herança de Marina
O Datafolha questionou também os eleitores de Marina Silva (PV), que teve quase 20 milhões de votos no primeiro turno, sobre a intenção de voto no segundo turno. 51% dos que votaram em Marina no primeiro turno declararam voto em Serra.

Dilma herda 22% dos votos de Marina. Na pesquisa anterior, a petista tinha 31% dos votos da candidata verde. Serra tinha 50% às vésperas do primeiro turno. O número de indecisos entre os verdes teve um aumento considerável, passando de 4% no primeiro turno para 18%.

Candidato dos ricos

Na divisão por região, Dilma aparece com ampla vantagem no Nordeste, onde registra 62% das intenções de voto, contra 31% de Serra. No Sudeste, há empate técnico (situação em que a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro): o tucano registra 44% contra 41% da petista. No Norte/Centro-Oeste, o cenário também é de empate técnico: Serra tem 46% e Dilma, 44%. A região Sul é a única onde Serra lidera fora da margem de erro: 48% a 43%.

Na segmentação por renda, fica mais nítida a divisão dos votos pelas classes sociais. Dilma lidera por 52% a 37% entre quem ganha até 2 salários mínimos e por 47% a 41% entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos. Já Serra é o candidato preferido dos mais ricos. Obtém 48% contra 40% entre a população que ganha de 5 a 10 salários mínimos e 58% contra 33% entre quem ganha mais de 10 salários mínimos.

Dilma lidera entre os homens, por 52% a 39%. Entre as mulheres, empate técnico: 43% para a petista contra 44% de Serra. Na segmentação por escolaridade, Dilma lidera entre quem tem o ensino fundamental, com 54%, contra 36%. Entre os eleitores que têm o ensino médio, outro empate técnico: 44% para Dilma, 45% para Serra. O tucano lidera com 50% das intenções de voto entre eleitores com curso superior, contra 36% de Dilma.
A pesquisa foi encomendada pelo jornal e pela Rede Globo. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento foi realizado na sexta-feira, 8, com 3.265 eleitores em 201 municípios e está registrado no TSE com o número 35114/2010.

Com agências
Rizzolo: Uma das características dessa eleição no segundo turno, é que há um componente de reflexão política maior. É claro que diante dos inúmeros avanços no governo Lula, ninguém quer arriscar com Serra, enfrentando um retrocesso do ponto de vista social. Pode parecer parcialidade, mas é uma opinião que reflete o pensamento de grande parte do povo brasileiro, principalmente os mais pobres.

Datafolha: Dilma avança a 51% e venceria já no 1º turno

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, tem 51% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha realizada entre 13 e 15 de setembro e divulgada hoje pelo jornal Folha de S. Paulo. Dilma subiu um ponto porcentual em relação à última pesquisa, feita entre 8 e 9 de setembro, e ampliou para 24 pontos a vantagem sobre o candidato do PSDB, José Serra. O tucano se manteve estável, com 27% das intenções de voto. Marina Silva, do PV, também continuou estável, com 11%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Se as eleições fossem hoje, Dilma venceria a disputa já no primeiro turno. De acordo com a pesquisa, a candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 57% dos votos válidos (o que exclui brancos e nulos), contra 30% de Serra e 12% de Marina. Há 4% de votos brancos e nulos e 7% de indecisos. Numa simulação de segundo turno, Dilma venceria com 57%, contra 35% de Serra.

A pesquisa Datafolha verificou ainda que o escândalo sobre a quebra de sigilos fiscais de membros do PSDB e da filha e do genro de José Serra não causaram nenhum impacto significativo na corrida presidencial. Segundo o levantamento, 57% dos eleitores tomaram conhecimento do assunto, mas só 12% se disseram bem informados. Entre essas pessoas mais bem informadas, Dilma tem 46% das intenções de voto, contra 33% de Serra e 14% de Marina. Na outra ponta, entre as pessoas que nunca ouviram falar do escândalo na Receita Federal, Dilma atingiu 53%, Serra teve 24% e Marina ficou com 8%.

Regiões

As únicas variações além da margem de erro ocorreram no Paraná, no Rio Grande do Sul, em Brasília e em Belo Horizonte. Dilma teve queda no Paraná e em Brasília, mas ainda segue líder nas duas regiões. Em Curitiba, Dilma perdeu oito pontos e voltou a perder de Serra (28% a 36%), embora ainda mantenha a liderança no Estado (41% a 35%). Em Brasília, a petista caiu de 51% para 43%, enquanto Serra tem 21%.

No Rio Grande do Sul, Dilma avançou de 43% para 45% e Serra recuou de 38% para 34%. Em Belo Horizonte, a petista passou de 40% para 44%, enquanto o tucano registrou alta de 23% para 25% nas intenções de voto. A pesquisa Datafolha entrevistou 11.784 pessoas em 423 municípios e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 30014/2010.
estadão

Rizzolo: Veja bem, o desempenho de Dilma se deve a um fato simples: o povo humilde, aquele que sempre foi preterido por FHC, e outros, teve a nítida percepção no governo Lula que a vida melhorou, com mais emprego, mais salário, mais educação. Se isso é mérito de Lula ou não, se é “ conjuntura internacional favorável “ como alguns inconformados justificam, pouco importa; foi durante o governo desse operário de São Bernardo que houve a mágica do desenvolvimento. Lula poderia se quisesse se mobilizar constitucionalmente para um terceiro mandato, não o fez por achar anti democrático, portanto para o desespero daqueles que muito falam em ganhar a eleição no tapetão e pouco sugerem reais propostas de governos, esta aí a resposta: provavelmente Dilma liquida a fatura no primeiro turno.



Charge do Amarildo para o A Gazeta

Na disputa pelo Senado, Netinho tem 36% e Marta, 35%, diz Datafolha

O candidato do PC do B Netinho, tem 36% das intenções de vota e lidera pela primeira vez a corrida ao Senado por São Paulo, segundo nova pesquisa Datafolha. Em seguida, vem a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) com 35% das intenções de voto.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O Datafolha ouviu 2111 eleitores entre os dias 8 e 9 de setembro, em 60 municípios paulistas.

O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) com o número 83614/2010.

A soma dos resultados para o Senado é maior que 100% porque o eleitor pode escolher dois candidatos nas eleições deste ano.
G1
Rizzolo: Tanto Netinho quanto a Marta são excelentes candidatos ao Senado. Netinho já tem um histórico de luta nas comunidades, e sempre espelhou uma defesa aos negros e humildes. Entendo ser uma grande renovação a vitória de novos candidatos ao Congresso nacional que nunca exerceram um mandato, foi nesse esteio de pensamento que resolvi me candidatar, dependo agora do voto de voces, vamos renovar o Congresso dando um banho de ética e apagando de vez a velha figura do político profissional e aproveitador.

Serra não comenta queda na pesquisa Datafolha

Questionado sobre a queda na última pesquisa Datafolha – que aponta uma vantagem de 17 pontos para a candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff e uma possível vitória ainda no primeiro turno – o candidato demo-tucano José Serra se negou a comentar os números.

“Não comento pesquisa”, voltou a dizer Serra durante manifestação em Duque de Caxias, a 15 km da capital fluminense.

A pesquisa reforça a queda do candidato tucano nas intenções de votos nas últimas pesquisas. Os índices mostram Dilma com 47% e Serra com 30% dos votos.

Serra declarou que as duas ações no TSE pedidas pela coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”, da chapa de Dilma, para tirar tempo de seu programa eleitoral são apenas factóides. “Isso é para atrair atenção e fazer com que os jornalistas perguntem. São bobagens, factóides, sem importância nenhuma”, afirmou.

A coligação argumenta que a citação de Lula no jingle de Serra pode confundir o eleitor. O tucano voltou a dizer que o PT tem a tradição “de atacar e processar as vítimas”.

Ao contrário de Serra, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra comentou os últimos números divulgados. “Já tínhamos nos preparado para este impacto”, disse.

O tucano afirmou que “com o conhecimento que ela (Dilma) ganhou através da propaganda eleitoral e com a ingestão de Lula, era esperada a reação do eleitorado”.

Com informações Portal Terra

Rizzolo: Realmente a situação de Serra do ponto de vista eleitoral esta complicada. A cada dia as pesquisas apontam uma vitória de Dilma já no primeiro turno, o mais interessante nisso tudo, é que os tucanos não imaginavam a capacidade e desenvoltura da candidatura Dilma. Fica evidente contudo, que existe sim um empréstimo eleitoral de prestigio advindo de Lula, porém a esta altura Dilma já iniciou um leve descolamento da figura do presidente, haja vista a propaganda eleitoral em que na sua maior parte trata da vida da candidata. Outra questão que colabora para a queda de Serra, é a sua disposição ao autoritarismo, ao centralismo, e acima de tudo seu olhar de “homem da direita” explorando o discurso conservador que só agrada setores da elite, antipatizando se com a grande massa.

Dilma ironiza ‘novo estilo da oposição’

A pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, ironizou os elogios que seu adversário na campanha política deste ano, José Serra (PSDB), fez ao Bolsa-Família. “Não quero polemizar com ele, mas acho interessante esse novo estilo da oposição, de tentar passar por aquilo que não foi nos últimos sete anos e meio”, reagiu a ex-ministra-chefe da Casa Civil neste sábado, em Porto Alegre, ao ser provocada pelos repórteres a comentar as sucessivas declarações do tucano, que promete manter e ampliar o programa de transferência de renda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. “Se apoiassem tanto o nosso governo, por que não apoiaram antes?”, questionou a petista. “É só isso que eu pergunto”.

Em seu terceiro dia no Rio Grande do Sul, Dilma participou de uma plenária que lideranças do movimento sindical e social organizaram como ato de pré-campanha. À vontade, à frente de cerca de mil apoiadores que lotaram o salão de atos do Colégio Rosário para aplaudi-la e cantar seu nome, Dilma voltou a acusar a oposição de ser “lobo em pelo de cordeiro” dando a entender que desconfia das intenções da mudança de postura dos adversários. “Até ontem eram a oposição mais feroz, mais destrutiva, que foi contra o Bolsa-Família dizendo que era Bolsa-Esmola”.

Na comparação com gestões anteriores, Dilma chegou a afirmar que “aquele País triste, da estagnação, da desigualdade, do desemprego, aquele País triste nós enterramos no governo do presidente Lula”. Sempre citando o crescimento econômico com avanços sociais que entende que a gestão petista conseguiu, Dilma fez críticas indiretas à gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Vocês jamais me verão dizendo ”esqueçam o que eu disse””, garantiu. “Eu não entrego o meu País, vocês jamais me verão tomando posições, assumindo decisões que levam à perda das riquezas do País ou levem à venda de seu patrimônio, das suas empresas públicas”.

Ao gosto da plateia, a pré-candidata assegurou que não compactua com Estado omisso, diminuto, que não use do planejamento e não distribua renda. “Vocês jamais me verão transformar o Estado em marionete, mas sim valorizar o Estado sempre e torná-lo instrumento do interesse público e do interesse do povo brasileiro”, prometeu.

No discurso, Dilma também afagou grande parte do público ao dizer uma democracia como a nossa tem que ter movimentos sociais fortes. “É inadmissível que um democrata persiga, bata ou reprima o movimento social jogando cães sobre ele”. Ao sair, na breve entrevista coletiva que deu, respondeu a uma pergunta sobre as invasões promovidas pelos sem-terra citando os assentamentos que o governo fez e programas como o Mais Alimentos e Luz Para Todos. “Nosso governo foi o que mais contribuiu para a paz no campo”, reiterou. “Agora, vocês não esperem de mim uma declaração do tipo prende e arrebenta porque vocês não vão ter”.

Pesquisa

Dilma não quis comentar a pesquisa divulgada hoje pelo Datafolha, na qual aparece com 28% das intenções de voto, dez pontos porcentuais atrás de José Serra, que tem 38%. “Pesquisa é retrato do momento”, repetiu. “Ela sendo o que seja, eu não comento pesquisa”.
agencia estado

Rizzolo: A observação de Dilma é válida.Todos sabem que o PSDB vendeu o “chavão” de que o Bolsa Família, era coisa para “ sustentar vagabundo”, ou “ esmola para comprar votos “, é diziam isso sem o menor constrangimento. Quem nunca presenciou adeptos do neoliberalismo afirmarem essas palavras em voz alta e bom som. Agora, que inferiram a impossibilidade política de afirmarem o que pensam, promovem a aceitação do Bolsa Família, dos projetos, tudo para angariar votos e golpear de forma traiçoeira o eleitor. A grande verdade é que Serra assim como a maior parte dos conservadores, odeiam o Bolsa Família, e os demais projetos, e vão com certeza, se eleitos , encontrar formulas para liquidar com as transferências de renda. Pura falta de discurso….