Democracia, liberdade e decepções

*por Fernando Rizzolo

A luz iluminava de forma branda a sala, mas mesmo assim se podia ver que algo naquele jantar significava muito mais do que uma mesa arrumada. O significado daquela pintura que demonstrava um jantar judaico na época medieval celebrando o “Pessach”, ou a saída dos judeus na condição de escravos do Egito, me remeteu ao conceito de liberdade, pois para entendermos o que é ser livre, precisamos conhecer o que é a falta de liberdade.

No Brasil vivemos num regime democrático e por sorte não sofremos privações dos aspectos mais amplos da essência do que chamamos de liberdade, até diante das escravidões sociais estamos avançando através da inclusão social, da melhor participação dos hipossuficientes na melhoria da renda familiar devido à pujança da nossa economia. Liberdade em uma democracia não significa apenas o livre direito da expressão, mas a possibilidade de uma dignificação da vida, o que não existe nos regimes de exceção ou nas escravaturas.

Uma imagem de uma simples tela de uma pintura a óleo, de celebração à liberdade numa época medieval, demonstra que a liberdade, como o vento, vem e vai a diversas direções. Portanto o ato de sempre relembrarmos o que é ser livre, pode-se por vezes ser acompanhado da emoção que varia entre um ato religioso e acima de tudo social.

Mas como nada na sociedade é perfeito, por mais que lutemos para sermos livres, justos, e éticos, esbarramos nos efeitos adversos por causa daqueles que integram a representatividade na democracia, daqueles que, vestidos e imbuídos de poder político, nos decepcionam e transformam a democracia num regime pequeno e perigoso. O episódio lamentável que envolveu o senador Demóstenes Torres é um exemplo típico de um dos defeitos da democracia: político implacável contra a corrupção, ele tinha o perfil do homem ético e se comportava como um incorruptível homem de bem – e talvez seja mesmo sócio da holding criminosa de Cachoeira, talvez por isso a democracia seja, enfim, o melhor regime, que nos leva a desvendar o que é a má política, e nos impele a sermos cautelosos na escolha dos nossos representantes.

A luz que iluminava a sala na pintura que me impressionou pode simbolicamente significar episódios cinzentos, mas a liberdade, a democracia, apesar de seus representantes faltosos continua a ser celebrada porque quase sempre acabamos nos libertando dos nossos Egitos políticos que tentam ainda hoje nos escravizar….

Pêssach: a importância da liberdade

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Família comemorando pessach na época medieval (óleo sobre tela)

Esta noite, dia 29 de março, judeus de todo o mundo dão início a uma festa especial : a comemoração da saída do Egito, narrado no Velho Testamento. Comemoraram a passagem de um estado de escravidão, a um estado de liberdade. Através dos anos o conceito de libertação narrado na Bíblia, que se resumia apenas à libertação de um povo, deu também interpretação maior, a toda forma de liberdade, quer do ponto de vista pessoal ou social.

Todos os dias estamos tentando nos libertar dos “Egitos” existentes nas nossas vidas e na sociedade. Quantas são as vezes, que nos escravizamos e nos deixamos escravizar por meio das desigualdades, das tiranias, das doenças, das limitações, ou das humilhações.

Toda liberdade é fruto da conquista. Moisés tentou convencer o faraó a libertar o povo judeu, através da intelectualidade, da argumentação ao mesmo tempo em que contava com a ajuda de Deus. É é assim na vida, precisamos nos educar, nos preparar intelectualmente, estudar, para mudarmos o mundo, e como parceiros de Deus, podermos tentar libertam também o próximo com nosso talento.

Liberdade se conquista através da educação, e da igualdade de oportunidades, instrumentos que servem de ponte à turva travessia entre o obscurantismo escravizante ao brilho da liberdade redentora. Que hoje seja um dia de reflexão para que possamos nos libertar do ” Egitos” que habitam nossas vidas, brindando a passagem com os ideais da solidariedade, da justiça e da ética no nosso País. Leia também artigo meu: Inclusão Social e Liberdade

Fernando Rizzolo

Hoje e amanhã em virtude do Pessach os posts diminuirão

Esperando pelo Perdão

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Cena de Yom Kippur numa Sinagoga na época medieval

Neste domingo, ao final da tarde, se dará o início ao Yom Kipur. Portanto, retornarei nesta segunda-feira após 21 horas, pois ainda pretendo passar, após a quebra do jejum, na casa de um rabino amigo meu para tomar um “lechayim”, (geralmente vodka).

Como meu jejum é completo, sem água inclusive -iniciando-se domingo às 18:00 – espero novamente estar ao lado de vocês, bem disposto, após o horário referido (21:00 de segunda). A todos os meus leitores, que são meus amigos invisíveis, saibam da minha mais profunda admiração, carinho e respeito que tenho por todos, por este Brasil imenso.

Obrigado por me acompanharem nas minhas reflexões, nos meus pensamentos, no ano que passou. Continuem divulgando o Blog do Rizzolo, prestigiando este humilde espaço, minha mídia é apenas você, meu leitor e amigo, mais ninguém !

Tenho tentado nos meus escritos externar o que eu penso, sob uma visão ética, na defesa dos mais pobres, dos esquecidos, dos desvalidos, defendendo meu ponto de vista sem uma conotação ideológica marxista, ateista ultrapassada, mas numa visão humana, religiosa, firme e de bom senso. Até mais queridos amigos !

Fernando Rizzolo

Um pouco da história

O nome Yom Kipur – Dia do Perdão – nos informa de um aspecto apenas de sua significação. “Porque neste dia se fará expiação por vós para purificar-vos de todos os vossos pecados; Perante Ad-nai ficareis purificados (Lev.XVI,30).

Isso é Yom Kipur, perdão e purificação, esquecimento dos erros e extirpação das impurezas da alma. Nobres conceitos que se tomam em sua acepção mais ampla. Não se trata unicamente do perdão Divino, que se invoca mediante a confissão das faltas e as práticas de abstinência, mas, também, do perdão humano, que exige o desprendimento da vaidade e contribui para a elevação moral. Quando chega Yom Kipur, cada judeu deve estender ao seu inimigo uma mão de reconciliação, deve esquecer as ofensas recebidas e desculpar-se pelas feitas aos outros, pois, limpo de todas as suas escórias físicas e morais, deve comparecer perante o Tribunal de D`us.

Durante um dia inteiro ele permanece diante desse Tribunal numa ampla confissão de suas culpas, em humildade e arrependimento, não com o fim de rebaixar sua dignidade humana, mas para elevar-se acima de suas misérias morais e apagar toda sombra de pecado em seu interior. E assim, depurado, vislumbrar com mais claridade os caminhos do bem.

Yom Kipur é data de jejum absoluto que se interpreta não somente como uma evasão do terreno, mas como uma prova de nossa força de vontade sobre os apetites materiais que tantas vezes conduzem ao pecado. Por último, o jejum nos faz sentir na própria carne os padecimentos de tantos seres humanos que, por falta de meios, sofrem fome, sede, fraqueza, vítimas da mais profunda miséria.

por Isaac Dahan

Veja Também: Silvio Santos fala sobre o Yom Kippur

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O Egito e o Itamaraty

A relação histórica entre o povo judeu e o Egito sempre foi conturbada. No Antigo Testamento a saga da escravidão, do sofrimento, da exploração é narrada com detalhes e nos mostra o quanto difícil foi se libertar de Mizraim (Egito em Hebraico). Como que se numa dinastia espiritual vivêssemos, encontramos de tempos em tempos figuras que mimificam personagens que reinam no imaginário judaico, desta feita alguém diretamente do Egito, o que o torna deploravelmente especial do ponto de vista antissemita.

Mas o mais triste do que ouvir a afirmação de Farouk Hosny, ministro da Cultura egípcio, que “queimaria qualquer livro israelense que encontrasse nas bibliotecas do Egito”, é saber que Hosny rima com Itamaraty, o que a primeira vista pouco poderia interessar, a não ser a rima política ideológica no apoio do Brasil à sua candidatura ao cargo de diretor-geral da Unesco. Por legítimo protesto histórico, decidi então chamá-lo de Faráo(uk) Hosny, fazendo com que o seu nome rimasse de forma consoante, às sua proposições antissemitas vindas do velho Egito.

É claro que especula-se em vista disso, vantagens num eventual apoio na candidatura à chefia de outro organismo da ONU por um brasileiro, mas adentrarmos nesta seara especulativa, não seria de boa alvitre pois poderíamos nos dar conta do efeito da “bomba atômica diplomática” que nos espera; até porque como se não bastasse, o Brasil de Celso Amorim e Lula, afirma defender o programa nuclear iraniano. Em outras palavras, corremos por fora do ” politicamente correto” em termos de diplomacia política; passando por um antissemitismo, que esbarra na proliferação de armas nucleares, e terminando ao nos solidarizarmos com regimes militares e pouco democráticos como o da família Mubarak.

Faraó(uk) Hosny e o Itamaraty. Bem que poderia não ser assim, tampouco rimar. Queimar livros e incitar o antissemitismo poderia já ser o suficiente para o Brasil não apoiar Hosny que vem do Egito, do velho e conhecido Egito. Aliás como dizia Mahatma Gandhi ” Se quisermos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova”, e essa história do Egito nós já conhecemos…e muito bem..

Fernando Rizzolo

Obama orgazina jantar de Pessach na Casa Branca

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O presidente dos EUA, Barack Obama, recebeu amigos, familiares e funcionários de seu governo para celebrar um Seder de Pessach – cerimônia que foi realizada pela primeira vez na Casa Branca. No cardápio, matzá e pratos típicos da festa judaica. Durante o jantar também fez-se a leitura da Hagadá. Cerca de 2% da população americana é judia. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, explicou que a idéia do Seder nasceu durante a campanha eleitoral de 2008, quando Obama e sua equipe realizaram a cerimônia em um salão do Hotel de Harrisburg, na Pensilvânia. “Eu não fui, mas me contaram que, nesse evento, disseram: ‘no ano que vem, vamos comemorá-lo na Casa Branca’. E aqui estamos”, contou.
fonte Jornal Alef

Rizzolo: Chag Sameach Obama, no ano que vem esperamos participar do Seder do presidente Lula em Brasília. Agora não vi a Kipá de Obama, aonde está ? Valeu a intenção. Pessach é a pascoa judaica. Que Deus abençoe seu mandato Obama. Para quem não conhece, a leitura da Hagadá é a narração da saída dos judeus do Egito na condição de escravos. Muito bom, achei uma atitude muito bonita do presidente americano. Uma deferência ao povo judeu.

Uma experiência única

As pessoas compartilham coisas. Idéias, histórias, experiências – tudo que faz parte da aventura de ser uma pessoa. É por isso que fico um tanto descrente assim que as pessoas começam a dizer: “Você sabe o que há de único em nossa fé, que ninguém mais tem?”

A verdade é que, se é filosofia, alguém já pensou na mesma coisa por si mesmo, pediu emprestado algumas partes e a remontou, ou então roubou mesmo a coisa toda e alegou ser sua própria concepção do mundo. Ainda mais se é uma lenda ou um mito – sobre criação, sobre heróis, sobre como as coisas ficaram como são – em algum lugar, algumas pessoas no mundo têm alguma outra história com muitas fortes semelhanças. Afinal, estamos todos falando sobre o mesmo mundo, de dentro dos mesmos corpos. E tendemos a partilhar as coisas, também. Exceto uma história, bastante enigmática.

Desafio qualquer um a encontrar qualquer povo em qualquer lugar do mundo em qualquer época – esquimós ou indonésios, mitologia nórdica ou lendas dos navajo, gregos ou romanos – que tenha uma história parecida com esta. As pessoas contam numerosas lendas fantasiosas. Há nações que descendem de deuses, de anjos, de peixes e de águias. Até mesmo de macacos(!). Há pessoas que chegaram aonde estão com a ajuda de ursos ou dragões, barcos mágicos ou vulcões. Porém fale-me sobre outro povo que conte a seus filhos: “Fomos escravos de um terrível tirano numa terra poderosa, e nosso D’us, Mestre de Todo o Universo, tirou-nos de lá com uma mão poderosa e um braço estendido.”

Ninguém, em lugar algum. Se eles contarem a história, falam sobre os judeus. Mas ninguém pensou em pedi-los emprestados por si mesmas.

Talvez a maior prova de que isso realmente deve ter acontecido – porque ninguém poderia ter inventado uma história assim. A prova é que ninguém mais o fez. E por que o desejariam? Quem deseja ser descendente de escravos? E quem deseja dar todo o crédito a seu D’us, sem nenhum heroísmo deixado para seus ancestrais? Não apenas eles jamais inventariam algo assim – ninguém jamais desejou usá-lo por empréstimo.

Mas mesmo sem a parte da escravidão e a falta de batalhas heróicas e assassinato de monstros, a história tem uma tal irrealidade que parece contrariar a intuição humana. E é por isso que existem pessoas (e livros) atualmente negando que tudo aquilo pudesse sequer ter acontecido. Mesmo que você acredite num Criador, esta história é difícil. Foi exatamente isso que Moshê quis dizer quando declarou: “Pergunte às gerações anteriores, desde o tempo em que o mundo foi formado… já houve algo assim no mundo… D’us libertando uma nação de outra nação com sinais e maravilhas e todos os tipos de milagres…?”

Em outras palavras, era para parecer impossível. Não porque a imaginação humana é limitada demais para imaginar os milagres mais fantásticos possíveis. Mas porque isso vai contra todo o tipo de coisas que a mente humana gosta de imaginar. É contra-intuitivo. Dissonância cognitiva.
A mente humana gosta dos sistemas simples, organizados. Alto e baixo, antes e depois, simples e complexo, poucos e muitos. É uma questão de sobrevivência: uma vez que você tenha organizado seu mundo dessa maneira, ele fica muito mais administrável. Portanto, onde podemos criar a ordem, nós a criamos. Onde a ordem nos desafia, nós a impomos. E se ela se recusa a obedecer, simplesmente ignoramos os dados e nos iludimos imaginando que ela está lá, assim mesmo.

Essa é a maneira na qual a filosofia humana funcionou durante a maior parte da história, chegando apenas a uma ruptura parcial com o moderno empirismo científico. Como protestou Einstein: “Sim, as coisas deveriam ser tornadas tão simples quanto possível – porém não mais simples!” O bom e velho Albert estava apenas ecoando os sábios do legado judaico que, de tantas maneiras diferentes, declararam o mesmo chamado ao empirismo. Como disse Maimônides: “As opiniões não afetam a realidade. A realidade faz opiniões.”

Porém pela maior parte da história, a intuição humana tornou as coisas muito mais simples que a realidade.

Como aconteceu quando se tratava de deuses e da ordem natural. As pessoas presumiram que deveria haver uma hierarquia. O Supremo, Grande D’us que fez tudo, para começar, tinha de estar no topo, muito afastado de tudo aquilo, de modo a não misturar Sua supremacia pura com este mundo confuso que veio d’Ele. Os deuses ainda podiam cuidar das forças da natureza, e até os inferiores podiam lidar com as crises humanas mundanas – se os humanos chegassem com um suborno suficientemente bom.

Ordeiro, intuitivo. O plano material está na base, o infinito no topo, e uma complexa hierarquia no espaço entre eles. O problema de você não poder realmente transpor do infinito ao finito – nenhuma hierarquia pode levá-lo tão longe, não importa o quanto demore – não foi uma preocupação. Afinal, o infinito, supremo, estava tão elevado, de qualquer forma, que não importa.

Foi assim que o faraó viu as coisas, e todos seus conselheiros. Até Moshê apareceu e apresentou o faraó a algo radical: que quando se trata do Infinito Ser Supremo, não há hierarquia. O Infinito está em toda parte – apenas porque é infinito e ilimitado. No rio, nos animais, no vento, no fogo, no granizo, no sol, na vida e na morte. O Infinito está inteiramente além das limitações do mundo, e ao mesmo tempo, intimamente envolvido nele. Assim envolvido, o Infinito será até encontrado fazendo milagres para redimir uma turba de escravos de seu opressor.

Foi assim que nascemos e é assim que somos: Na contra-intuição a tudo aquilo em que a mente humana deseja acreditar.

O judeu é aquele que diz que o Infinito não está “sobre o mar ou lá acima nos céus” – não é algo intangível que não pode ser tocado, etéreo demais para ser real, elevado demais para fazer parte de nossas vidas. O Infinito está aqui e agora, em qualquer ponto da vida que você possa estar, em qualquer situação em que você seja colocado, sempre há um ato simples que você pode fazer para se conectar com o Infinito. De fato, isso é um judeu. O ponto da consciência humana onde o mundo material e finito e a infinitude da Divindade se encontram. E isso é uma mitsvá: o ato de fusão.

Eis por que eles nunca nos entenderam. Somos contra-intuitivos para eles. “Por que” – reclamam ele – “vocês estão procurando D’us naqueles lugares estranhos? Não sabem que D’us pode ser encontrado no universal, no celestial, naqueles assuntos tão gerais a ponto de envolverem toda a humanidade? Por que esta obsessão de vocês com as minúcias do material ritual e objetos físicos?”

Mas isso somos nós. Eles procuram D’us no alto. Nós encontramos D’us nos cordões de lã que pendem de nossas roupas, na luz de uma vela de cera e um copo de vinho, no som das vozes infantis lendo Sua Torá, ao morder e engolir uma matsá da noite de Pêssach. Encontramos D’us numa história simples de um grupo de escravos libertados de uma país poderoso.
Encontramos D’us.

autor: Tzvi Freeman
fonte: Beit Chabad

Tenha um sábado de muita paz !

Fernando Rizzolo

Pêssach: a importância da liberdade

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Família comemorando pessach na época medieval (óleo sobre tela)

Esta noite, dia 29 de março 2010, judeus de todo o mundo dão início a uma festa especial : a comemoração da saída do Egito, narrado no Velho Testamento. Comemoraram a passagem de um estado de escravidão, a um estado de liberdade. Através dos anos o conceito de libertação narrado na Bíblia, que se resumia apenas à libertação de um povo, deu também interpretação maior, a toda forma de liberdade, quer do ponto de vista pessoal ou social.

Todos os dias estamos tentando nos libertar dos “Egitos” existentes nas nossas vidas e na sociedade. Quantas são as vezes, que nos escravizamos e nos deixamos escravizar por meio das desigualdades, das tiranias, das doenças, das limitações, ou das humilhações.

Toda liberdade é fruto da conquista. Moisés tentou convencer o faraó a libertar o povo judeu, através da intelectualidade, da argumentação ao mesmo tempo em que contava com a ajuda de Deus. É é assim na vida, precisamos nos educar, nos preparar intelectualmente, estudar, para mudarmos o mundo, e como parceiros de Deus, podermos tentar libertam também o próximo com nosso talento.

Liberdade se conquista através da educação, e da igualdade de oportunidades, instrumentos que servem de ponte à turva travessia entre o obscurantismo escravizante ao brilho da liberdade redentora. Que hoje seja um dia de reflexão para que possamos nos libertar do ” Egitos” que habitam nossas vidas, brindando a passagem com os ideais da solidariedade, da justiça e da ética no nosso País. Leia também artigo meu: Inclusão Social e Liberdade

Fernando Rizzolo