Rússia: ‘Não nos venham dizer de quem devemos ser amigos e com quem devemos dormir’

As relações entre Moscou e Washington poderão agravar-se seriamente depois da eleição para presidente nos Estados Unidos. Além disso, uma fonte anônima do Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia disse que as relações entre os dois países podem praticamente dar em nada, informa a Interfax.

“Estamos prontos para qualquer desdobramento da situação,” disse aos repórteres, na terça-feira, uma fonte do ministério. A fonte acrescentou que Moscou pode permitir-se não manter relações com quaisquer parceiros, se esses últimos assim o desejarem.

O acima foi a reação da fonte anônima do Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia a recentes observações do Republicano John McCain, o qual declarou que os Estados Unidos precisam assumir uma postura mais dura em relação à Rússia e excluir o país do Grupo dos Oito.

A fonte disse também que os Estados Unidos haviam posto à prova suas relações com a Rússia.

“Tudo vai muito bem até que nos venham dizer como devemos comportar-nos, de quem devemos ser amigos, com quem devemos dormir e quem devemos pôr porta afora. No final do dia, não vamos batizar crianças com eles, temos outros com quem comunicar-nos,” disse um diplomata russo anônimo.

A Rússia não exclui que Moscou possa parar de conduzir negociações com os Estados Unidos a respeito de questões nas quais Washington está particularmente interessada, informa a ITAR-TASS, referindo-se à fonte não nomeada do Ministério do Exterior da Rússia.

“Podemos chegar ao ponto no qual poderemos encerrar as discussões acerca das questões nas quais os Estados Unidos estão interessados,” disse a autoridade.

A administração russa acredita que os Estados Unidos poderão cedo sofrer uma crise política muito séria, na opinião do diplomata.

“Os Estados Unidos estão à beira de uma crise de larga escala envolvendo sua própria existência,” disse a fonte. “Eles terão primeiro que aprender a não gastar mais do que ganham,” disse o diplomata russo.

“Não somos inimigos dos Estados Unidos e, infelizmente, também não nos tornamos amigos. Entretanto, dependemos um do outro muito menos do que dependíamos antes,” acrescentou o diplomata.

A Rússia tem problemas com o governo estadunidense, não com a nação estadunidense, ressaltou a autoridade. “Temos problemas com os ideólogos estadunidenses que impõem esse tipo de política externa dos Estados Unidos,” disse ele.

Quanto à vindoura eleição para presidente nos Estados Unidos e o desenvolvimento de relações posteriores com a Rússia, a fonte disse que Moscou está pronta para qualquer desdobramento da situação.

“McCain precisa primeiro tornar-se presidente para que comecemos a ouvir o que ele diz. O mesmo vale para o segundo finalista, Obama,” disse a autoridade.

Fonte: Pravda.ru

Rizzolo: Bom, o discurso russo é bonito, o problema é que a Rússia ao mesmo tempo em que critica MacCain -que muito embora republicano as vezes fala coisas coerentes- constituiu uma forte aliança com o governo Chavez na Venezuela, que se expressa em vultuosas transações na venda de equipamentos militares que vão desde fuzis até aviões. Não resta a menor dúvida que os Estados Unidos precisam assumir uma postura mais dura em relação à Rússia, até porque de certa forma a política russa beneficia governos perigosos como o do Irã. Não sou republicano mas entendo que o candidato Barack Obama tem uma iniciativa muito “conciliadora” e os russos só entendem uma coisa chamada força.

Como será a guerra com Irã?

Os políticos tratam de adivinhar em que desembarcaria o atual agravamento da situação na zona petrolífera do Oriente Médio. Pela sua parte os especialista em temas de economía não têm dúvidas que o início de hostilidades provocará instantáneamente uma forte subida de preços de petróleo crudo.

Os militares enfocam o problema sob seu póprio prisma. Segundo um analista do jornal russo Trud , se o Pentágono realmente acreditasse em obtenção possível duma vitória rápida e fácil sobre Irã , desde há muito desencaderia a guerra.

Mas os generais norte-americanos estão conscientes das consequências que pode provocar o ataque à República Islâmica. Sendo incapazes de destruir a máquina bélica norte-americana no campo de batalha os iranianos, no obstante, poderiam ocasionar fortes estragos à economoia dos paises ocidentais.

O ponto mais vulnerável é o estreito de Ormuz, de 54 quilómetros de largura, por o qual cada 10 minutos passam petroleiros com destino à Europa, Japão, e EUA. Até 80 % do crudo procedente dos países do Golfo Pércico fornecem os mercados mundiais por esta via.

Aos iranianos não vão custar muito para instalar no estreito um sistema de minas. Já foi isso praticado pelo Irã em 1987, no os acessos aos portos de Kuwait e Arábia Saudita. Naquela altura chocou com uma das minas um superpetroleiro norte-americano, e sendo os outros navios detiverem sua passagem pela essa via, foi desencadeada uma crise petrolífera mundial.

Recordamos que Teerã dispõe também de mísseis balísticos Shehab-3 com um alcánce de até 1.500 quilómetros que podem bater objetivos no território de Israel, assim como bases norte-americanas localizadas em Iraque. Há um ano o Irã testou o novo torpedo que desenvolve a velocidade superior a 100 quilómetros por hora.

O torpedo é suspeitamente parecido com o torpedo soviético Chkval , elaborado nos anos 60 do século passado. Também recordamos outro armamento do Teerã. Particularmente o recentemente constituido o corpo de kamikadzes ( 40 mil efectivos) que pela primeira vez apareceram em público durante um desfile militar no passado 13 de fevereiro.

Tradução Lyuba Lulko
Pravda.RU

Rizzolo: Uma invasão ao Irã não seria uma tarefa fácil, a resposta seria dada à Israel, do ponto de vista estratégico uma guerra de boicote teria possibilidade de se expandir, iriam sim instalar no estreito um sistema de minas. Isso já ocorreu em 1987, impedindo os acessos aos portos de Kuwait e Arábia Saudita. Naquela época, um superpetroleiro norte-americano chocou-se com uma das minas, e outros navios também sofreram conseqüências, foi então desencadeada uma crise petrolífera mundial. Não acredito numa invasão em curto prazo, a desmoralização do governo Bush não lhe dá correlação de forças para isso no momento.

O Presidente do Irã em visita hoje, dia 24, os EUA, disse que não existe nenhum conflito com os EUA em andamento, e que o Irã jamais teve interesse em possuir armamentos nucleares, ao que parece quem está interessado no conflito é a França, através das declarações de seu Ministro das relações exteriores Earlier Bernard Kouchner, que afirmou que “o mundo precisa se preparar para o pior com o Irã”, e o “bobo” do Nicolas Sarkozy, que agora afirma que houve mal entendido e que a França jamais quis esse conflito. O Presidente do Irã esta nos EUA para ir às Nações Unidas.